QUER ENVELHECER BEM? EVITE ESTES SETE ERROS.

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“Envelhecer ainda é a única maneira que se descobriu de viver muito tempo”. Charles Saint-Beuve

Achei interessante compartilhar este Post da Huffington, Sempre gosto de ler sobre como envelhecer bem, o que fazer e o que evitar…sempre é bom saber, não é mesmo? Este é um deles rsrsrs. Leiam:

Quando o assunto é a vida após os 50 anos, não há escapatória: há os que estão envelhecendo e os que estão envelhecendo bem. Estamos falando daqueles sortudos que, como um vinho, parecem melhores a cada ano que passa, enquanto outros vão aprendendo por tentativa e erro.

Coragem, alunos da escola da vida. Essas pessoas não estão envelhecendo melhor, mas sim de um modo mais inteligente. O segredo não está necessariamente no que elas estão fazendo: está no que deixam de fazer. Com a expectativa de vida aumentando em todo o mundo, essa é a época ideal para cuidar da nossa aparência e nosso bem-estar. Listamos algumas das coisas que essas admiráveis pessoas maduras estão evitando. Confira a lista:

1. Usar muita maquiagem. À medida que o tempo passa, você pode se sentir tentada a abusar da maquiagem para parecer mais jovial. Porém, não há nada de bonito em uma base carregada ou em cílios pesados de rímel.

A maquiagem deve realçar sua beleza natural, não escondê-la. Mireille Guiliano, autora de “Os Segredos das Mulheres Francesas”, ressalta a importância de uma maquiagem leve e natural. “Pare de tentar se vestir como sua filha ou com suas roupas de antigamente… Pegue leve na maquiagem. À medida que envelhecemos, o excesso de maquiagem nos deixa com aparência pior. Pense três vezes antes de chamar atenção para suas rugas”, recomenda a autora à Parade Magazine.

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2. Não consuma tanto sal!  A pressão alta é um dos muitos problemas que podem surgir com a idade. Na verdade, cerca de dois terços dos americanos acima de 60 anos sofrem desse mal, de acordo com o Instituto Nacional de Saúde dos EUA. Uma dieta rica em sódio é um gatilho. Como um envelhecimento saudável não depende apenas de fatores externos, devemos cuidar bem do nosso interior também. A hipertensão pode levar a graves consequências como ataques cardíacos, derrames e queda do funcionamento cognitivo. Portanto, não coloque sal demais nas suas refeições e passe longe de qualquer coisa com mais de 20% da dose diária recomendada de sódio.

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3. Negatividade. “Mantenho distância de pessoas, coisas e lugares negativos”.Me mantenho positiva e grata pelo que tenho”, contou a centenária Daisy McFadden à revista Forbes. Se o testemunho de Daisy parece pouco, saiba que inúmeros estudos já provaram que pessoas positivas tem menor tendência a sofrer perdas neurológicas e suas vidas são mais felizes. O Huffington Post publicou um artigo sobre uma pesquisa de 2011, que revelou que idosos felizes têm um risco de morte 35% menor do que os infelizes. Pessoas otimistas também sofrem risco menor de desenvolver problemas coronários, de acordo com uma pesquisa de Harvard. Portanto, alegre-se! Um rosto tranquilo ganha menos rugas.

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4. Assistir muita TV. Passar tempo demais no sofá é um mau hábito em qualquer idade, mas isso fica mais sério quando você envelhece. Você não só desperdiça um tempo precioso como também pode abreviar sua vida. Um estudo australiano revelou que cada hora passada diante da TV após os 25 anos reduz a expectativa de vida do indivíduo em 22 minutos. Como se isso não bastasse, assistir TV deixa você vulnerável a outros perigos do envelhecimento, como sedentarismo e isolamento social.

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5. Muita exposição ao sol. Em algum grau, não há como evitar as rugas e linhas de expressão que chegam com a idade. Porém, se você toma muito sol sem proteção, isso pode estar prejudicando seriamente sua pele. Estudos mostram que o uso de protetor solar pode evitar rugas, manchas e perda de firmeza e elasticidade. Como já sabemos, prevenir é o melhor remédio. Portanto, é melhor usar protetor solar hoje do que correr atrás de cremes anti-idade no futuro.

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6. Stress. A vida sempre vai trazer stress, seja por causa da sua família, do trabalho ou das finanças. É algo inevitável e pode vir acompanhado de problemas como insônia, depressão e doenças cardíacas. Alguns estudos sugerem que o stress pode deixar sua aparência 10 anos mais velhas. Contudo, as pessoas que estão envelhecendo bem aprenderam a gerenciar seu stress. Seja através de meditação, exercícios ou apenas alguns minutos diários longe da tecnologia e da sua mesa de trabalho, aprender a domar seu stress é algo muito positivo para o seu interior e exterior.

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7. Cometer exageros. É claro que você aproveitar a vida e enfiar o pé na jaca de vez em quando, mas ter moderação é fundamental para um envelhecimento saudável. Não importa se o seu vício é o álcool, alimentos gordurosos, doces ou refrigerantes: o consumo exagerado deles pode ter consequências ruins. Níveis aumentados de insulina e leptina (hormônios que controlam o açúcar no sangue e a armazenagem de gordura) são responsáveis por doenças graves como diabetes, obesidade e colesterol alto. Uma dieta rica em gorduras e açúcares e uma vida sedentária podem causar estragos. Uma dieta desequilibrada também aumenta a quantidade de radicais livres no seu corpo, o que pode danificar seu DNA e acelerar seu envelhecimento.

Concordo com tudo isso e você?

 

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COISAS QUE APRENDI… FICANDO SOZINHA!

gratidao-foto01“Ficar só é necessário para nos reencontrarmos, para relembrar nossa essência, para olharmos exclusivamente para nós mesmos… E então nós descobrirmos um pouco mais e entendemos assim nossa real necessidade…” John Kervyson

Penso, assim como Guilherme Moreira Jr em sua crônica sobre como é bom ficar sozinho… O estar só não é o mesmo que solidão, quando compartilhamos e apreciamos da nossa própria companhia. E olhem que descobri muitas coisas de mim assim rsrsr. Aprecio muito a minha companhia! De bem com a vida e comigo mesmo. Leiam:

É bem simples, ficar sozinho e não me deixou incompatível para estar ao lado de outra pessoa. Ficar sozinho foi uma decisão de amor próprio, onde todo o tempo que passei em contato comigo permitiu que eu entendesse a importância de valorizar quem chega, quem fica feliz com a minha companhia.

Desconfio que esse é o primeiro mandamento da reciprocidade, saber encontrar a paz de estar inteiro consigo. Porque quando você é capaz de se enxergar sorrindo sem depender de ninguém, você entende a verdadeira essência dos relacionamentos. Ter a maturidade emocional em aceitar a solidão dos próprios pensamentos é o começo mais acertado para o momento no qual finalmente baixar a guarda junto de outra pessoa.

Ficar sozinho é passar a confiar nos seus sentimentos. É não ter medo de deixar fluir as coisas. Você não controla o tempo e as atitudes alheias. A ausência e o desprendimento de ter alguém caminhando junto a todo momento, além de me ensinar sobre dependência afetiva, também me ensinou sobre leveza. A solidão não precisa ser um peso. Ela pode muito bem ser um trajeto de descobrimento e soma daquilo que se quer. No caso, tranquilidade e equilíbrio.

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Ficar sozinho é criar uma própria balança sentimental, daquela na qual você aprende a manusear sem ultrapassar o limite das decepções amorosas que pode suportar. Do outro lado, você consegue encaixar os melhores encontros, as melhores experiências. Claro, não é uma ciência exata. Não existe nada de exato quando falamos do coração da gente, mas isso não significa a impossibilidade de querermos algo ou alguém em sintonia com os nossos afetos.

Ficar sozinho também me ensinou, e com muito amor, a não desmerecer entregas. Porque quem acolhe os nossos sonhos, quem luta do nosso lado, quem demonstra vontades sem cobrar nada em troca, esse é o tipo de pessoa que faço questão em dar uma pausa nos meus silêncios. Acredite, não é sempre que temos a chance de conhecer alguém assim. Então, faça o possível para quem te der essa liberdade sentir-se em casa.

Ficar sozinho não me tornou incapaz de amar outra pessoa. Ficar sozinho fez o meu amor crescer. A única diferença é que aprendi que antes de desejar da vida um amor de verdade, primeiro preciso saber amar os meus próprios lados.

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Gostaram? E você já aprendeu a ficar sozinho?

BRASILEIRO… SERÁ?

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“De nada adianta o vento estar a favor se não se sabe pra onde virar o leme”. Provérbio Brasileiro.

Esta crônica erroneamente atribuída á Arnaldo Jabor, mas é de origem desconhecida… fala sobre nós Brasileiros… Neste momento que vivemos atualmente traz uma boa reflexão… compartilhando com vocês agora. Leiam:

Brasileiro é um povo solidário. Mentira. Brasileiro é babaca.

Eleger para o cargo mais importante do Estado um sujeito que não tem escolaridade e preparo nem para ser gari, só porque tem uma história de vida sofrida;

Pagar 40% de sua renda em tributos e ainda dar esmola para pobre na rua ao invés de cobrar do governo uma solução para pobreza;

Aceitar que ONG’s de direitos humanos fiquem dando pitaco na forma como tratamos nossa criminalidade…

Não protestar cada vez que o governo compra colchões para presidiários que queimaram os deles de propósito, não é coisa de gente solidária. É coisa de gente otária.

Brasileiro é um povo alegre. Mentira. Brasileiro é bobalhão.

Fazer piadinha com as imundices que acompanhamos todo dia é o mesmo que tomar bofetada na cara e dar risada.

Depois de um massacre que durou quatro dias em São Paulo, ouvir o José Simão fazer piadinha a respeito e achar graça, é o mesmo que contar piada no enterro do pai.

Brasileiro tem um sério problema.

Quando surge um escândalo, ao invés de protestar e tomar providências como cidadão, ri feito bobo.

Brasileiro é um povo trabalhador. Mentira. Brasileiro é vagabundo por excelência.

O brasileiro tenta se enganar, fingindo que os políticos que ocupam cargos públicos no país, surgiram de Marte e pousaram em seus cargos, quando na verdade, são oriundos do povo.

O brasileiro, ao mesmo tempo em que fica indignado ao ver um deputado receber 20 mil por mês, para trabalhar 3 dias e coçar o saco o resto da semana, também sente inveja e sabe lá no fundo que se estivesse no lugar dele faria o mesmo.

Um povo que se conforma em receber uma esmola do governo de 90 reais mensais para não fazer nada e não aproveita isso para alavancar sua vida (realidade da brutal maioria dos beneficiários do bolsa família) não pode ser adjetivado de outra coisa que não de vagabundo.

Brasileiro é um povo honesto. Mentira. Já foi; hoje é uma qualidade em baixa.

Se você oferecer 50 Euros a um policial europeu para ele não te autuar, provavelmente irá preso.

Não por medo de ser pego, mas porque ele sabe ser errado aceitar propinas.

O brasileiro, ao mesmo tempo em que fica indignado com o mensalão, pensa intimamente o que faria se arrumasse uma boquinha dessas, quando na realidade isso sequer deveria passar por sua cabeça.

90% de quem vive na favela é gente honesta e trabalhadora. Mentira. Já foi.

Historicamente, as favelas se iniciaram nos morros cariocas quando os negros e mulatos retornando da Guerra do Paraguai ali se instalaram.

Naquela época quem morava lá era gente honesta, que não tinha outra alternativa e não concordava com o crime.

Hoje a realidade é diferente. Muito pai de família sonha que o filho seja aceito como ‘aviãozinho’ do tráfico para ganhar uma grana legal.

Se a maioria da favela fosse honesta, já teriam existido condições de se tocar os bandidos de lá para fora, porque podem matar 2 ou 3 mas não milhares de pessoas.

Além disso, cooperariam com a polícia na identificação de criminosos, inibindo-os de montar suas bases de operação nas favelas.

O Brasil é um pais democrático. Mentira.

Num país democrático a vontade da maioria é Lei. A maioria do povo acha que bandido bom é bandido morto, mas sucumbe a uma minoria barulhenta que se apressa em dizer que um bandido que foi morto numa troca de tiros, foi executado friamente.

Num país onde todos têm direitos mas ninguém tem obrigações, não existe democracia e sim, anarquia.

Num país em que a maioria sucumbe bovinamente ante uma minoria barulhenta, não existe democracia, mas um simulacro hipócrita.

Se tirarmos o pano do politicamente correto, veremos que vivemos numa sociedade feudal: um rei que detém o poder central (presidente e suas MPs), seguido de duques, condes, arquiduques e senhores feudais (ministros, senadores, deputados, prefeitos, vereadores).

Todos sustentados pelo povo que paga tributos que têm como único fim, o pagamento dos privilégios do poder. E ainda somos obrigados a votar. Democracia isso? Pense!

 

O famoso jeitinho brasileiro.

Na minha opinião, um dos maiores responsáveis pelo caos que se tornou a política brasileira. Brasileiro se acha malandro, muito esperto.

Faz um “gato” puxando a TV a cabo do vizinho e acha que está botando pra quebrar.

No outro dia o caixa da padaria erra no troco e devolve 6 reais a mais, caramba, silenciosamente ele sai de lá com a felicidade de ter ganhado na loto… malandrões, esquecem que pagam a maior taxa de juros do planeta e o retorno é zero. Zero saúde, zero emprego, zero educação, mas e daí?

Afinal somos penta campeões do mundo né?? ? Grande coisa…

O Brasil é o país do futuro. 

Caramba, meu avô dizia isso em 1950. Muitas vezes cheguei a imaginar em como seria a indignação e revolta dos meus avôs se ainda estivessem vivos. Dessa vergonha eles se safaram…

Brasil, o país do futuro !?

Hoje o futuro chegou e tivemos uma das piores taxas de crescimento do mundo.

Deus é brasileiro.

Puxa, essa eu não vou nem comentar…

O que me deixa mais triste e inconformado é ver todos os dias nos jornais a manchete da vitória do governo mais sujo já visto em toda a história brasileira.

Para finalizar tiro minha conclusão: O brasileiro merece!

Como diz o ditado popular, é igual mulher de malandro, gosta de apanhar. Se você não é como o exemplo de brasileiro citado nesse e-mail, meus sentimentos amigo, continue fazendo sua parte, e que um dia pessoas de bem assumam o controle do país novamente.

Aí sim, teremos todas as chances de ser a maior potência do planeta. Afinal aqui não tem terremoto, tsunami nem furacão.

Temos petróleo, álcool, bio-diesel, e sem dúvida nenhuma o mais importante: Água doce!

Só falta boa vontade, será que é tão difícil assim?

Faça a sua parte… se quiser!

A ARTE DE SER AVÓ!

“Ser avó é retornar a infância, em viagem de primeira classe”. Jane Leal

Não tem coisa melhor do que ser uma vovó coruja… Tenho dois netinhos muito lindos já: João Pedro e Eva… mas acaba de chegar mais um… o príncipe Noah… outro netinho muito amado, uma benção!

Netos são como heranças: você os ganha sem merecer. Sem ter feito nada para isso, de repente lhe caem do céu. É, como dizem os ingleses, um ato de Deus. Sem te passarem as penas do amor, sem os compromissos do matrimônio, sem as dores da maternidade. E não se trata de um filho apenas suposto, como o filho adotado: o neto é realmente o sangue do seu sangue, filho de seu filho é mais filho que o filho mesmo… se é que isso é possível. Gosto do que a Rachel de Queiroz descreve sobre o que é ser avó:

Quarenta anos, quarenta e cinco, (cinquenta… sessenta, setenta, oitenta… não importa!) Você sente, obscuramente, nos seus ossos, que o tempo passou mais depressa do que esperava. Não lhe incomoda envelhecer, é claro. A velhice tem as suas alegrias, as suas compensações – todos dizem isso embora você, pessoalmente, ainda não as tenha descoberto – mas acredita.

Todavia, obscuramente, também sentida nos seus ossos, às vezes lhe dá aquela nostalgia da mocidade. Não de amores nem de paixões mas de saber que a doçura da meia-idade não lhe exige essas efervescências. A saudade é de alguma coisa que você tinha e lhe fugiu sutilmente junto com a mocidade.

Bracinhos de criança no seu pescoço. Choro de criança. O tumulto da presença infantil ao seu redor. Meu Deus, para onde foram as suas crianças? Naqueles adultos cheios de problemas que hoje são os filhos, que têm sogro e sogra, cônjuge, emprego, apartamento a prestações, você não encontra de modo nenhum as suas crianças perdidas. São homens e mulheres – não são mais aqueles que você recorda. Cresceram… amadureceram…

E então, um belo dia, sem que lhe fosse imposta nenhuma das agonias da gestação ou do parto, o doutor lhe põe nos braços um menino. Completamente grátis – nisso é que está a maravilha. Sem dores, sem choro, aquela criancinha da sua raça, da qual você morria de saudades, símbolo ou penhor da mocidade perdida. Pois aquela criancinha, longe de ser um estranho, é um menino seu que lhe é “devolvido”. E o espantoso é que todos lhe reconhecem o seu direito de o amar com extravagância; ao contrário, causaria escândalo e decepção se você não o acolhesse imediatamente com todo aquele amor recalcado que há anos se acumulava, desdenhado, no seu coração.

Sim, tenho certeza de que a vida nos dá os netos para nos compensar de todas as chatices e mutilações trazidas pela velhice. São amores novos, profundos e felizes que vêm ocupar aquele lugar vazio, nostálgico, deixado pelos arroubos juvenis. Aliás, desconfio muito de que netos são melhores que namorados, pois que as violências da mocidade produzem mais lágrimas do que enlevos.

No entanto – no entanto! – nem tudo são flores no caminho da avó. Há, acima de tudo, o entrave maior, a grande rival: a mãe… rsrsrs. Não importa que ela, em si, seja sua filha. Não deixa por isso de ser a mãe do garoto. Não importa que ela, hipocritamente, ensine o menino a lhe dar beijos e a lhe chamar de “vovozinha”, e lhe conte que de noite, às vezes, ele de repente acorda e pergunta por você. São lisonjas, nada mais. No fundo ela é rival mesmo. Rigorosamente, nas suas posições respectivas, a mãe e a avó representam, em relação ao neto, papéis muito semelhantes ao da esposa e da amante dos triângulos conjugais. A mãe tem todas as vantagens da domesticidade e da presença constante. Dorme com ele, dá-lhe de comer, dá-lhe banho, veste-o. Embala-o de noite. Contra si tem a fadiga da rotina, a obrigação de educar e o ônus de castigar.

Já a avó, não tem direitos legais, mas oferece a sedução do romance e do imprevisto. Mora em outra casa. Traz presentes. Faz coisas não programadas. Leva a passear, “não ralha nunca” ou muito pouco. Deixa se lambuzar de pirulitos. Não tem a menor pretensão pedagógica. É a confidente das horas de ressentimento, o último recurso nos momentos de opressão, a secreta aliada nas crises de rebeldia. Uma noite passada em sua casa é uma deliciosa fuga à rotina, tem todos os encantos de uma aventura. Lá não há linha divisória entre o proibido e o permitido, antes uma maravilhosa subversão da disciplina. Dormir sem lavar as mãos, recusar a sopa e comer bolinhos e chocolate, tomar café! Ah! Pode mexer no armário de louça, fazer trem com as cadeiras da sala, destruir revistas, derramar o copo d’a água , acender e apagar a luz elétrica mil vezes se quiser – e até fingir que está discando o telefone… enfim pode quase tudo! Riscar a parede com o lápis dizendo que foi sem querer – e ser acreditado! Fazer má-criação aos gritos e, em vez de apanhar, ir para os braços da avó, e de lá escutar os debates sobre os perigos e os erros da educação moderna. Clique aqui para ler mais.

Sabe-se que, no reino dos céus, o cristão defunto desfruta os mais requintados prazeres da alma. Porém, esses prazeres não estarão muito acima da alegria de sair de mãos dadas com o seu neto, numa manhã de sol. E olhe que aqui embaixo você ainda tem o direito de sentir orgulho, que aos bem-aventurados será defeso. Meu Deus, o olhar das outras avós, com os seus filhotes magricelas ou obesos, a morrerem de inveja do seu maravilhoso neto!

E quando você vai embalar o menino e ele, tonto de sono, abre um olho, lhe reconhece, sorri e diz: “Vó!”, seu coração estala de felicidade, como pão ao forno.

E o misterioso entendimento que há entre avó e neto, na hora em que a mãe o castiga, e ele olha para você, sabendo que se você não ousa intervir abertamente, pelo menos lhe dá sua incondicional cumplicidade…

Até as coisas negativas se viram em alegrias quando se intrometem entre avó e neto: o bibelô de estimação que se quebrou porque o menininho – involuntariamente! – bateu com a bola nele. Está quebrado e remendado, mas enriquecido com preciosas recordações: os cacos na mãozinha, os olhos arregalados, o beiço pronto para o choro; e depois o sorriso malandro e aliviado porque “ninguém” se zangou, o culpado foi a bola mesma, não foi, Vó? Era um simples boneco que custou caro. Hoje é relíquia: não tem dinheiro que pague… (O brasileiro perplexo, 1964. – Rachel de Queiroz)

Uma boa reflexão né?