HOJE EU DECIDI SER FELIZ!

Bia brinde Reins 2015-06-02 14.25.58

Como Erick Morais, decidi ser feliz… hoje e sempre! Leiam:

Hoje eu decidi ser feliz. Decidi abandonar aquele peso que eu carregava, que me sufocava, me deixava preso e me impedia de voar. Decidi sair da gaiola e transgredir as normas. Cansei de ser normal, de ser igual, de ser mais um. Cansei das respostas, agora só me preocupo com as perguntas. Perdi-me nas certezas e encontrei-me na loucura

Hoje eu decidi ser feliz. Decidi abandonar todas as presenças ausentes. Cansei de estar rodeado de multidões e me sentir sozinho. Daqui pra frente só aceito olhares profundos, ouvidos atentos, línguas afiadas e abraços apertados. Quero ao meu lado apenas aqueles que se jogam no mar sem medo de se perder.

Hoje eu decidi ser feliz. Decidi andar devagar, aproveitar o dia, esperar de mansinho a lua e sentir, entre as ondas que quebram na praia, as brisas que vem do oceano. Quero correr despreocupado pelo céu, descansar nas nuvens e beber água na fonte.

Hoje eu decidi ser feliz. Decidi prestar mais atenção nas felicidades presentes nas pequenas coisas. Decidi entregar-me aos pequenos prazeres e ser rei apenas do meu reino. Entreguei-me voluptuosamente aos encantos da distração para não perder nesta terra escassa nenhum raro poço de alegria.

Hoje eu decidi ser feliz. Decidi superar todos os meus medos e as minhas vergonhas. Decidi largar a borracha e fazer de cada borrão um novo traço, mais vivo, mais marcante, mais vibrante de um quadro em constante transformação.

Hoje eu decidi ser feliz. Decidi desbravar o mundo enquanto há tempo. Decidi lutar pelos meus sonhos, queimar o pé no asfalto, sentir a mão que afaga e ao mesmo tempo apedreja, pegar carona em balões de poesia e lutar contra as feras da selva de pedra.

Hoje eu decidi ser feliz. Decidi aprender a sorrir mais para poder enxergar na queda o passo de dança. Enxergar o novo lance de escada para continuar a subir, a melodia do silêncio para continuar a cantar e o balanço da rede para adormecer as tormentas.

Hoje eu decidi ser feliz. Decidi continuar a lutar por esse mundo vil e também encantador, que tanto me machuca e me alegra, que tanto me castiga e me nina, que tanto me manda embora e me prende em teus braços para que jamais encontre morada em outro lugar.

Hoje eu decidi se feliz. Decidi me perder nas linhas tortas do destino ou ser mochileiro de uma estrada sem rumo. Decidi explorar meus avessos, ter coragens infantis, vislumbrar o impossível e ser maluco o bastante para sempre acreditar no futuro.

Hoje eu decidi viver e lutar pela vida. Decidi enfrentar a minha tragédia fantasiado de palhaço para sempre rir por mais que o choro seja inevitável, para rir por mais que o choro seja seco, para rir e sempre lembrar que por mais dura que esta terra seja, sempre haverá poetas que jamais se esquecem de sorrir e enquanto estes existirem, sempre haverá uma nova aurora para nascer, um novo hoje a recomeçar e um novo dia para buscar o destino de felicidade do universo.

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MAIS DO QUE RESILIÊNCIA, A VIDA PRECISA DE ESPERANÇA.

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O tempo não para todas as vezes que um problema aparece, não para a fim de que possamos pôr a casa em ordem. Mal saímos de um problema e outros já aparecem, de modo que viver sem que sejamos sufocados por todas as dificuldades que enfrentamos cotidianamente torna-se algo extremamente difícil.

É preciso ter a tal da resiliência, mas mais do que isso, é preciso ter esperança, pois quando esta se esvai, perde-se a capacidade de sorrir para o futuro.

Falando a verdade, existem momentos que não têm como aguentar, parece até que fomos sorteados pela vida só para se ferrar. Quando a gente pensa que as coisas ficarão tranquilas, somos jogados no chão e retornamos à realidade da dureza da vida. Entretanto, não há como parar diante da pedra no meio do caminho, é preciso ultrapassá-la, mesmo sabendo que novas pedras aparecerão durante a caminha.

É tolice acreditar que encontraremos caminhos mais fáceis, sem pedras ou que elas desaparecerão, porque isso não vai acontecer. Devemos continuar, mesmo com todas as dificuldades, acreditando no futuro apesar das circunstâncias adversas. Isso não significa ser otimista, pois o otimista sorri para o futuro em função de alguma coisa, já o esperançoso sorri para o futuro apesar de todas as pedras que existem no caminho.

Todas as vezes que sofremos com alguma coisa e paramos, o tempo passa junto e este ninguém consegue recuperar. Por isso, é necessário continuar respirando, continuar caminhando, uma vez que, mais hora, menos hora, percebemos que a vida segue o seu rumo mesmo com a nossa “ausência”, de maneira que precisamos enfrentar todos os nossos monstros, caso queiramos que as nossas vidas sejam escritas por nós mesmos, com as quedas e os fracassos, os choros e os desesperos, e não somente linhas rabiscadas pela força do tempo.

Nunca conseguiremos entender o porquê de todas as coisas, pois somos seres finitos tentando compreender a infinitude da vida. Mas, o fato é que estamos na vida como ela é, e esta é como uma noite fria com chuvas que vem e vão. Nós estamos na rua, sem guarda-chuva, sem cobertor, tendo que enfrentar o frio que parece congelar a espinha, se animando toda vez que a chuva cessa e tendo que enfrentá-la toda vez que retorna repentinamente. A vida é esse contraste entre o tudo e o nada e nós somos os atores dessa peça sem ensaio, com pouco público e com um fim incerto.

Talvez o ditado “Mar calmo nunca fez bom marinheiro” esteja correto e por isso a vida seja tão dura, talvez seja porque como dizia Rubem Alves – “Ostra feliz não faz pérola”. O que tenho certeza é que, como disse, o tempo não para toda vez que a gente tem que consertar a vida e, assim, faz-se necessário coragem para viver, lembrando Guimarães Rosa, pois apenas desse modo conseguimos fazer da dor o combustível para transformar a pedra no meio do caminho em um impulso para os nossos sonhos, já que por mais dura e seca que esta terra seja, as rosas que nela florescem sempre manterão a minha esperança de encontrar um jardim. By Erick Morais

APRENDA A SE PERDOAR.

 

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Erick Morais sempre me traz grandes reflexões. Leia:

A vida é um processo de perdas e ganhos, o que nem sempre é tão fácil de entender e administrar. Planejamos coisas, sonhamos e a vida trata de nos levar por outros caminhos. Às vezes, nós mesmos saímos daquilo que planejamos por erros que cometemos. Assim, a nossa vida parece ficar sem sentido, sem razão de ser. Ficamos distantes daquilo que nosso coração deseja e nos tornamos estranhos de nós mesmos.

Com o tempo esse estranhamento torna-se permanente, de modo que não conseguimos olhar para o que um dia queríamos da vida. Dessa forma, nos tornamos almas vazias, incapazes de sonhar. Presos aos acontecimentos do passado, não conseguimos manter a chama dos sonhos viva no presente, para que busquemos realizá-los.

É preciso aprender a se perdoar, para que se possa seguir em frente. Ficar preso àquilo em que erramos apenas nos retira o ânimo de que necessitamos para viver. Todos nós erramos, pois não sabemos de tudo e precisamos cair para aprender a levantar. Além disso, como disse, existem coisas que não controlamos, de maneira que não devemos nos martirizar pelos empecilhos impostos pela própria vida.

Deixar de sonhar e de acreditar que os seus sonhos são possíveis de serem alcançados é tão somente anular-se enquanto ser humano e passar a viver o fantasma de uma vida que outrora tinha fé e sabia sorrir e dançar. Não digo fé do ponto de vista religioso, mas a fé que devemos ter em nós mesmos, a qual é essencial para que nos mantenhamos animados e fortes para enfrentar as dificuldades inerentes a qualquer caminhada.

Por mais que queiramos, o passado não pode ser alterado. Sendo assim, ter excesso de passado apenas retira a energia necessária ao presente. Não se deve esquecer o passado, as memórias, pois os nossos erros servem como crescimento emocional e amadurecimento, a fim de que, em novas situações, saibamos como agir.

Ademais, devemos aprender a olhar para o passado e enxergar onde acertamos também. Ninguém apenas acerta, assim como não existe erro perene. O suicídio emocional que fazemos cria uma seletividade, na qual apagamos tudo o que fizemos de bom e nossos acertos.

Por mais que tudo pareça não funcionar e ninguém acredite em nós, precisamos manter o tesão pela vida, por aquilo que há de belo e ser a nossa própria fonte de energia. Parece besteira, mas é muito mais fácil perdoar os outros do que se perdoar e dar um voto de confiança a si próprio. Se erramos, por mais que queiramos, isso não pode ser modificado, portanto, deixe de ser o seu próprio inquisidor e acredite que, mesmo com asas machucadas, ainda pode voar.

A vida nunca será fácil para quem busca realizar os seus sonhos. Sempre haverá dificuldades, obstáculos e pessoas que lhe farão desacreditar de você. No entanto, culpar-se não resolve o problema, bem como pode te levar a depressões distantes das montanhas.

Perdoe-se, dê colorido aos seus sonhos e se mantenha animado. Não se torne apenas um rabisco, pois, com o tempo, este se torna tão fraco que passamos a não enxergá-lo. Acredite em quem é e tenha coragem de arriscar, pois como bem disseram:

“O mundo está nas mãos daqueles que têm coragem de sonhar e de correr o risco de viver os seus sonhos.”

CONHEÇA A TEORIA DOS SETÊNIOS: DE 7 EM 7 ANOS A SUA VIDA MUDA COMPLETAMENTE.

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“A Antroposofia é um caminho de conhecimento que deseja levar o espiritual da entidade humana para o espiritual do universo”. Rudolf Steiner

Novamente postando sobre Setênios. Interessante conhecer a Antroposofia que é uma linha de pensamento criada pelo filósofo Rudolf Steiner, que entende estabelece uma espécie de “pedagogia do viver”, pois ela abrange vários setores da vida humana como a saúde, a educação, a agronomia e outros. Esta linha de pensamento compreende que o ser humano tem que conhecer a si para também conhecer o Universo, pois somos todos parte e participantes desse mundo.

Tanto chineses quanto gregos foram os primeiros a observar que as mudanças biológicas e espirituais ocorriam de sete em sete anos na vida das pessoas, por isso “setênios”.

Dentro desse pensamento filosófico encontra-se uma forma cíclica de ver a vida chamada “teoria dos setênios”. Tal teoria foi elaborada a partir da observação dos ritmos da natureza, da natureza no sentido da vida, na qual todos nós estamos imersos. Ela divide a vida em fases de sete anos, vale lembrar que o número sete é um número místico dotado de muito poder em quase todas as culturas conhecidas. “A vida passa depressa, é dinâmica e, entender melhor esses momentos, poderá trazer certa conformidade e esperança”, diz Steiner.

Nossa vida é dividida, basicamente em 10 fases principais, sendo elas estabelecidas a cada 7 anos. A cada fase um novo ciclo é iniciado, que envolvem mudanças e transformações em diversos aspectos. Isto é o que concluíram os estudiosos dos setênios. Um estudo que se baseou na medicina tradicional chinesa e na antroposofia (dos gregos) – na qual a medicina antroposófica se baseia.

A Teoria Setênia propõe o seguinte:

Se o indivíduo tiver “respeitado” o ritmo de cada setênio, ele chegará no 10º (ou seja, com 70 anos), muito provavelmente com a consciência e a sabedoria necessárias para viver com boa saúde e lucidez, além de amar sem cobrar e ajudar sem perguntar.

O objetivo dos setênios, então, é de alertar as pessoas das fases existentes para que saibam das mudanças que estão enfrentando e as que estão por vir e as aproveitem de modo saudável.

A vida passa depressa, é dinâmica e, entender melhor esses momentos, poderá trazer certa conformidade e esperança. Um dos intuitos é fazer com que as pessoas fiquem atentas, que sejam vigilantes com elas mesmas e que possam decidir sobre suas ações de modo a responder aos estímulos diários, mantendo uma vida saudável mesmo em constante mudança.

Algo importante a se destacar é que, como cada um tem sua percepção de mundo e enfrenta as dificuldades a seu modo (além de terem os mais diferentes níveis de intuição, sensibilidade, empatia etc.), pode ocorrer de algumas mudanças que estão situadas em setênios futuros, serem experienciadas, por exemplo, antes de seu tempo, ou então depois do previsto pela teoria.

Até porque, cada ser amadurece de um modo único, exercita sua afetividade à sua maneira e, por essa razão, pode haver essa transição de experiências de um setênio a outro, todavia, costuma ser raro. Conheça como se dividi a Teoria Setênia… os ciclos da vida:

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1º Setênio Dos 0 a 7 anos – O ninho…Interação entre o indivíduo (adormecido) e o hereditário.

A fase da gestação, nascimento, nutrição e crescimento. No 1º setênio há o encontro entre a parte espiritual da individualidade e a parte biológica, preparada após a fecundação no ventre materno.

A hereditariedade está bem marcada nas células do corpo no 1º setênio, pela ação das forças herdadas, e são armazenadas nos rins para a vida inteira – deixando assim a marca na fisionomia do corpo do indivíduo.

Olha! É a cara da mamãe ou do papai” ou “da vovó/vovô”, são constatações que provam o que foi mencionado acima. Calor, confiança e amor: Eis os três alimentos à criança. Quem cria tal atmosfera para a criança são os pais. Se um dos pais está ausente, o esforço do outro terá de compensar.

O primeiro setênio deve oportunizar o movimento livre, a corrida, as brincadeiras, deve permitir que a criança teste e conheça seu corpo, seus limites e suas percepções de mundo. Por isso o espaço físico é muito importante, bem como o espaço do pensar e o do viver espiritual.

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2º Setênio – Dos 7 aos 14 anos: Dos 7 a 14 anos – Sentido de si, Autoridade do outro

Começam a surgir os dentes permanentes e inicia-se a evolução dos órgãos do sistema rítmico, aqueles contidos na caixa torácica (coração e pulmão). É nesta fase que o mundo externo “chega” a nós e, nós, a partir de dentro, podemos nos manifestar e expandir para o mundo. Esquematizando de forma gráfica esse movimento, temos forças entrando e forças saindo.

Nesse ciclo as normas e os hábitos estão sendo absorvidos, o desenvolvimento sadio do ser humano está relacionado à dosagem, o equilíbrio e a harmonia das relações de autoridade, valores, limites e permissões. É o sentir que está sendo afetado, o desenvolvimento das emoções. Do interior para o exterior e vice-versa. A característica deste setênio é a troca, promove um profundo despertar do sentimento próprio.

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3º setênio – Dos 14 aos 21 anos: Dos 14 a 21 anos – Puberdade/Adolescência – Crise de Identidade

O que todo adolescente busca? … liberdade! A mulher começa a menstruar e o homem se torna fértil. A fase onde o ser humano sai do mundo mais paradisíaco e cósmico da infância e entra no mundo terreno. Ele se torna cidadão terrestre, coparticipante da cidadania, de seu lugar, sociedade, e do mundo.

Essa liberdade também tem um sentido de exposição. Tudo está voltado para o externo, para fora, para o mundo. Há uma dificuldade em ouvir o outro e entender suas posições, tudo deve seguir o seu sentimento de mudança, de julgamento de certo e errado, de bom e ruim. É tanta energia interna para ser extravasada que o sujeito pode perder o controle de si mesmo e precisar de intervenção – salvo se os ciclos anteriores tiverem cumprido bem os seus papéis. As trocas nesse ciclo são importantíssimas. O diálogo, a abertura ao novo, a prática da compreensão, da solidariedade, assim como o seu reconhecimento e o pertencimento.

4º Setênio –Dos 21 a 28 anos – O “Eu” – a Independência e a Crise do Talento.

Músculos e ossos estão fortes, homem e mulher atingem o ápice da fertilidade, além de ser a fase da alma, da sensação e da emoção. Surgem dúvidas como: Escolhi a profissão certa? Quais talentos e aptidões eu deixei para traz? Consegui uma boa relação com o mundo, com o trabalho, com a família e comigo mesmo?

Os questionamentos são fruto desses choques. É o momento de questionar a tudo e a todos. O caminho contrário do “habitual” pode ser exclusivamente para reforçar a tensão. As drogas podem estar nesse contexto. É importante que saibamos que é uma fase extremamente difícil, onde o adolescente precisa negar e se opor, para que, a partir da percepção do que não é, encontrar-se a si mesmo.

Também é o momento do discernimento, das escolhas profissionais, do vestibular, do primeiro emprego, pois a liberdade também só faz sentido quando percebemos a vida econômica. O dinheiro então pode ganhar um sentido de poder que talvez não seja saudável. É a partir desta idade que começamos a ter um pensamento mais autônomo, ainda que, nesta época, acreditemos estar amadurecidos para efetuar julgamentos.

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5º Setênio –  Dos 28 a 35 anos – Fase Organizacional e Crises Existenciais

A partir dos 21 anos nossa individualidade, nosso self, toma uma força considerável na tentativa de estabilização. O baço-pâncreas não sustenta mais a carne, e o rosto começa a enrugar. Nesta fase vem a crise dos talentos: Será que estou no caminho? Qual o caminho a escolher? Também há questões sobre intelecto e índole próprios. Como: Consegui me expressar? Eu me sinto oprimido ou oprimi alguém? Encontrei meu local de atuação? Ocorreu alguma modificação importante em minha vida nessa fase? A história das pessoas começa a ser traçadas por elas mesmas, pois há uma tomada de caminho que não depende mais, diretamente, das outras instituições.

Estamos realmente, nessa fase, em organização. É nesse ciclo que passamos a pesar uma série de coisas, avaliar a trajetória da nossa vida, esse não lugar nos força a perguntar “quem sou eu”. Há uma renovação a partir desse ciclo.

Estamos tendo crises, mas é por meio dessas crises que construímos novos pensamentos, novos valores, terminamos relacionamentos e começamos outros, mudamos de emprego, de ideologias, de partidos políticos, enfim… crises, desorganizações e reorganizações.

É uma emancipação em todos os níveis, mas como resultado de toda a experiência nos três primeiros setênios. Surpreendentemente, é também a fase em que mais nos influenciamos pelos outros, pois a sociedade dirá o ritmo da vida de cada um.

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6º Setênio –  Dos 35 a 42 anos – Crise de Autenticidade

O fígado perde metade de suas funções e o cabelo começa a cair e embranquecer. É a fase da alma da consciência. As perguntas são: Já passou a metade da vida, o que farei daqui pra frente? Acrescentei novos valores à minha vida? Estou encontrando minha missão de vida? Estou caminhando nela? Encontrei e aceitei minha questão básica de vida? Temos, aqui, mais capacidade de julgamento, gozamos de mais maturidade psíquica e emocional. Em geral, já acumulamos alguns bens materiais ou ao menos conseguimos uma renda que seja suficiente para as questões básicas de consumo. O desafio, então, é encontrar valores espirituais e nos reconhecermos como seres únicos. A pergunta é: como é que encontro o caminho para a essência do mundo e para a minha própria essência?

Esse setênio configura a última fase do desenvolvimento da alma propriamente dita, estamos propensos a adentrar mais profundamente no nosso mundo espiritual, na parte mais sensível de nós. Buscamos a essência de tudo, no outro e em nós. Isso passa a acontecer com mais força nesse setênio pois, aqui, já há maturidade e aprendizado suficiente para esse conhecimento.

A carreira, a família (ou não) os desejos, tudo já teve seu tempo. Já alcançamos as conquistas que nos eram urgentes. Há um desaceleramento do ritmo do nosso corpo e da nossa mente, o que é algo importante para alcançarmos frequências mais sutis de pensamento, onde estará nosso corpo suprassensível.

É possível que esse ciclo traga um descontentamento com o novo. Pode ser que o sujeito questione se, chegando aos 40 anos, ainda há algo novo para se fazer. Buscar coisas novas é um exercício importante para esse ciclo. Em contraponto ao novo, há uma aceitação maior do que se é, de como se é, das histórias e experiências de vida.

 

7º Setênio – Dos 42 a 49 anos – Altruísmo x querer manter a Fase Expansiva

Os pulmões perdem mais capacidade de oxigenar o sangue, o rosto se torna descolado, a andropausa e menopausa geralmente chegam nesse setênio. A nova visão nessa etapa da vida questiona: Estou desenvolvendo alguma criatividade nova? Em que área? Como está meu casamento? E meus relacionamentos, a relação com meus filhos? Estou procurando ou já encontrei um novo lazer para esta fase? É um ciclo que tem um “ar” de recomeço, de ressurreição, de alívio, até. A crise dos trinta perde a força e parece não ter tido resultados tão graves como se pensava. É, porém, o momento de buscar, desesperadamente, por algo novo, para que a vida adquira sentido.

As mudanças nesse setênio são urgentes. Mesmo que nem todos estejam preparados para elas. As questões existenciais retornam com uma certa força, mas agora elas mais dinâmicas e menos melancólicas pois o sujeito já se vê capaz de produzir essas mudanças. O lema é “como está, não dá pra ficar”. O medo do envelhecimento surge. As questões internas despertadas pelos ciclos anteriores perdem um pouco de espaço para a estética e a necessidade de se fazer coisas que os jovens fazem. As rugas e a menopausa são os espinhos das mulheres nesse setênio.  A sexualidade retoma uma importância crucial. Contudo, a força que se perde com o declínio da sexualidade pode e deve ser empregada em outros nichos.

Esse setênio traz o contraditório: queremos mudanças, estamos em busca do novo, mas o envelhecimento que é uma mudança natural nos assusta, incomoda, gera ansiedade, muda nosso comportamento com relação a nós mesmos e ao mundo. Assim, sucumbimos à força do “sósia”, ou seja, da sombra, daquilo que está diretamente ligado aos aspectos pessoais não resolvidos, não integrados.

Nos enxergamos nas sombras do outro e entramos em confronto. As relações ficam à mercê das emoções distorcidas pelo que não vemos em nós, mas vemos nitidamente nas pessoas. No entanto, o que acontece é um espelhamento.

8º Setênio –  Dos 49 a 56 anos – Ouvir o Mundo

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A vitalidade declina, a energia dos rins e do fígado está mais fraca e surge a incapacidade de eliminar mais toxinas. Vem a fase inspirativa ou moral, e com isso, as perguntas: Consegui encontrar um novo ritmo de vida? Como está meu ritmo anual, mensal, semanal e diário? Quais são os galhos secos de minha árvore, os quais tenho de cortar para que os novos brotos possam aparecer?

É um momento em que estamos mais conscientes do mundo e de nós mesmos. É um bom momento para reconhecer os méritos da nossa história, aceitando-a sem julgamentos. Esse ciclo desperta em nós o existencialismo para observarmos mais de perto o valor simbólico das coisas. Deixamos o pessoal, particular em busca do universal, do humanístico, do existencial.

Contudo, alguns podem incorrer na falha dos egocentrismos, pois um ciclo depende do seu anterior. Assim, pode haver pessoas nesse setênio completamente voltadas para si, suas necessidades e do seu grupo. O desapego é uma consequência da vida pregressa.

Em termos físicos, esta fase espelha fisiologicamente o setênio 7 a 14 anos, o elemento do ritmo tem de ser priorizado, especialmente na condução de uma rotina. A vida nos ensina nesta época uma nova audição, temos a possibilidade de ouvir a voz do coração para esta renovação ético / moral que agora é propícia.

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9º Setênio – Dos 56 a 63 anos – Abnegação/Sabedoria

Os dentes começam a cair, a visão e a audição se tornam mais fracos, os reflexos e a

mobilidade passam a sofrer alterações em razão do declínio energético dos órgãos sólidos (coração, baço-pâncreas, fígado e rins). É a etapa mística ou intuitiva: O que eu consegui realizar? Como estou cuidando do corpo, da memória, dos órgãos dos sentidos? Como estão meus bens e aposentadoria? credita que o 56º ano de vida traz uma brusca mudança. Ela está na forma como a pessoas se relaciona consigo e com o mundo. Como os ciclos se correspondem, esse se liga ao primeiro setênio, aquele que vai do nascimento até os sete anos de vida. A audição, a visão, o paladar das pessoas dessa fase se iguala e o mundo fica estranho.

É importante pensar que essa teoria foi pensada em uma época em que a expectativa de vida era muito baixa e as pessoas com 60 anos eram verdadeiros anciãos. Logo é preciso também compreender que os ciclos são metafóricos e não tem uma relação matemática exata.

Contudo, essa fase, por exemplo, evidencia uma volta para dentro de si. O interno passa a fazer muito mais sentido que o externo. É importante internalizar-se, desenvolver os sentidos espirituais. A comunicação com o mundo externo passa a ter ruídos, principalmente pelas mudanças que a sociedade sofreu nesse período inteiro.

A reclusão passa a ser algo natural, boa para a autorreflexão e a busca pela essência. A sabedoria pelo conhecimento acumulado e a intuição que passa a ser mais clara, tornam-se elementos fundamentais dessas pessoas. Elas são o contraponto do sentimento de fracasso e insucesso que, porventura, possa aparecer, vindo dos questionamentos daquilo que se alcançou ou deixou de alcançar.

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10º Setênio – Dos 63 -a 70 anos – (e adiante) Sabedoria

A criança pequena tem em volta de si uma aura, uma luz, pois ainda não está totalmente encarnada. No 10º setênio, essa aura está interiorizada e luminosa por dentro, desde que a pessoa não esteja doente.

Se tiver respeitado o ritmo de cada fase, sua luz interior brilhará. Idosos e crianças são parecidos, pois são polos que se atraem. É o momento de passar o “cedro” ou o “cajado” do conhecimento! É um novo escutar e, neste momento, a pessoa é procurada a dar conselhos.

As questões são: Tenho momentos bons, sentimento de gratidão e alegria? Sou capaz de perdoar?

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Vivendo os Setênios:

Agora que as fases dos setênios foram apresentadas, é importante saber como aproveitar essa sabedoria. É preciso que a pessoa seja sempre ela mesma, mas saber das mudanças da vida e do corpo para pode tirar proveito de todas as fases. As condições básicas para o bem-estar é sentir o seu corpo e agir de acordo com isso. O corpo tem sua própria sabedoria, então não o perturbe e não se deixe levar apenas pela cabeça. Como você vê, nossa vida é feita de uma forma cíclica. Nossa energia vital circula pelas diversas fases da nossa vida. Nossa mente tem

diferentes estágios de aprendizado e nossa espiritualidade pode estar mais ou menos aberta também conforme cada estágio.

Hoje talvez essa divisão seja um pouco diferente e, com certeza, faz sentido pensar em mais um ou dois ciclos de sete anos, visto que estamos vivendo cada dia mais, mas o aprendizado com a Antroposofia e a teoria dos setênios é enorme.

Compreender as fases ou ciclos da vida é importante para aprendermos mais sobre nós mesmos e sobre o outro, adquirindo mais expertise no cuidado com as pessoas, especialmente os coaches, que devem ser peritos no desenvolvimento e aprendizagem humana. Saber sobre cada etapa nos possibilita saber mais sobre as crises e lidar melhor com elas.

Adaptado do Texto de: Helena Gerenstadt – Ilustração dos Setênios:

http://portalamigodoidoso.com.br/2018/03/10/conheca-teoria-dos-setenios-de-7-em-7-anos-sua-vida-muda-completamente/

http://www.jrmcoaching.com.br/blog/a-teoria-dos-setenios-os-ciclos-da-vida/

APRENDI A CONVIVER COM OS PESOS DA VIDA, E CONSEGUI SORRIR APESAR DE TODOS ELES.

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De vez em quando… Resgate-se!

Vez ou outra dê-se a oportunidade de resgatar quem você foi, e que deixou de ser porque o tempo passou e muita coisa aconteceu. É muito comum que deixemos para trás algumas coisas pela metade, ou sintamos saudade de quem já fomos. Permita-se voltar a ser a criança sonhadora, indecisa, cismada em fazer planos e ser aquilo que disseram ser impossível.

De vez em quando permita-se sentar à sombra fresca de uma árvore, ou no muro baixo da varanda, ou nos degraus da escada, e pense nas aspirações da sua adolescência. Permita-se ficar e saborear as boas lembranças que você ainda carrega consigo.

Lembre-se de que algum dia você já foi assim: livre, leve e isento das maldades que o mundo insiste em oferecer. Aprendi a conviver com os pesos da vida, e consegui sorrir apesar de todos eles. Você precisa aprender também!

Reassuma o gosto pelo simples, pelo descomplicado, que um dia esteve contigo. Resgate seus desejos escondidos, de viver em paz e satisfeito consigo. Você viverá melhor se assim o fizer.

E sente-se no quintal ou num canteiro da praça e observe as flores, aquelas bem pequenas, que crescem por lá. Elas contêm em si um segredo misterioso: a beleza está nos pequenos detalhes. Veja que nada precisa ser grandioso, cheio de alardeios, para se tornar interessante. Basta que seja natural, o que nasceu para ser, e só. Isso é o bastante.

De vez em quando, pare diante do espelho e contemple-se. Entenda que nada pode tirar de você o encanto, que lhe é próprio e habita o seu interior. Por fora, só se vê uma pontinha da pessoa incrível que você é. Dentro, de onde o espelho nada pode refletir, nem ninguém pode enxergar, existem sentimentos e pensamentos únicos e fascinantes, que te fazem ser uma pessoa exclusiva e essencial.

De vez em quando liste suas qualidades e comprometa-se a mudar apenas se sentir que isso te fará ser uma pessoa melhor. Encare seus medos, aceite o desafio de se superar; vá em frente mesmo que isso te custe toda a sua coragem. Tome para si o significado da expressão “é vida que segue”, se for preciso fazê-lo.

Pense um pouco mais em você, em quem já foi e em quem gostaria de ser no futuro. Inspire-se em todas as coisas que você já aprendeu e pense em quantas experiências maravilhosas você ainda terá a oportunidade de viver, se admitir essa possibilidade.

E não se esqueça de sorrir, nem de sonhar. Nem de resgatar o que você tem de melhor dentro de si, sobretudo quando as coisas ficarem difíceis. Sua felicidade depende disso.

Resgate-se!

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Fonte: https://www.resilienciamag.com/23362-2/ – Foto: Irina Nedyalkova

“A VIDA” … POR BERT HELLINGER

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Profunda reflexão de Bert Hellinger, o alemão que já foi padre, largou o celibato e tornou-se psicoterapeuta e escritor. Atualmente está com 93 anos… além de terapeuta é um pensador e pesquisador magnífico. Leia :

A vida decepciona-o para você parar de viver com ilusões e ver a realidade.
A vida destrói todo o supérfluo até que reste somente o importante.
A vida não te deixa em paz, para que deixe de culpar-se e aceite tudo como “É”.
A vida vai retirar o que você tem, até você parar de reclamar e começar agradecer.
A vida envia pessoas conflitantes para te curar, pra você deixar de olhar para fora e começar a refletir o que você é por dentro.
A vida permite que você caia de novo e de novo, até que você decida aprender a lição.
A vida lhe tira do caminho e lhe apresenta encruzilhadas, até que você pare de querer controlar tudo e flua como um rio.
A vida coloca seus inimigos na estrada, até que você pare de “reagir”.
A vida te assusta e assustará quantas vezes for necessário, até que você perca o medo e recupere sua fé.

A vida tira o seu amor verdadeiro, ele não concede ou permite, até que você pare de tentar comprá-lo.
A vida lhe distância das pessoas que você ama, até entender que não somos esse corpo, mas a alma que ele contém.
A vida ri de você muitas e muitas vezes, até você parar de levar tudo tão a sério e rir de si mesmo.
A vida quebra você em tantas partes quantas forem necessárias para a luz penetrar em ti.
A vida confronta você com rebeldes, até que você pare de tentar controlar.
A vida repete a mesma mensagem, se for preciso com gritos e tapas, até você finalmente ouvir.
A vida envia raios e tempestades, para acordá-lo.
A vida o humilha e por vezes o derrota de novo e de novo até que você decida deixar seu ego morrer.
A vida lhe nega bens e grandeza até que pare de querer bens e grandeza e comece a servir.
A vida corta suas asas e poda suas raízes, até que não precise de asas nem raízes, mas apenas desapareça nas formas e seu ser voe. A vida lhe nega milagres, até que entenda que tudo é um milagre.

gratidão 1-

A vida encurta seu tempo, para você se apressar em aprender a viver.
A vida te ridiculariza até você se tornar nada, ninguém, para então tornar-se tudo.
A vida não te dá o que você quer, mas o que você precisa para evoluir.
A vida te machuca e te atormenta até que você solte seus caprichos e birras e aprecie a respiração.
A vida te esconde tesouros até que você aprenda a sair para a vida e buscá-los.
A vida te nega Deus, até você vê-lo em todos e em tudo.
A vida te acorda, te poda, te quebra, te desaponta… Mas creia, isso é para que seu melhor se manifeste… até que só o AMOR permaneça em ti.

Fonte indicada: Pensar Contemporâneo

FAMÍLIA É TUDO ISSO…

Familia

Família é prato difícil de preparar. São muitos ingredientes.

Reunir todos é um problema…

Não é para qualquer um.

Os truques, os segredos, o imprevisível.

Às vezes, dá até vontade de desistir…

Mas a vida… sempre arruma um jeito de nos entusiasmar e abrir o apetite.

O tempo põe a mesa, determina o número de cadeiras e os lugares.

Súbito, feito milagre, a família está servida.

Fulana sai a mais inteligente de todas.

Beltrano veio no ponto; é o mais brincalhão e comunicativo, unanimidade.

Sicrano, quem diria?

Solou, endureceu, murchou antes do tempo.

Este é o mais gordo, generoso, farto, abundante.

Aquele, o que surpreendeu e foi morar longe.

Ela, a mais apaixonada.

A outra, a mais consistente…

Já estão aí? Todos? Ótimo!

Agora, ponha o avental, pegue a tábua, a faca mais afiada e tome alguns cuidados.

Logo, logo, você também estará cheirando a alho e cebola.

Não se envergonhe de chorar.

Família é prato que emociona.

E a gente chora mesmo.

De alegria, de raiva ou de tristeza.

Primeiro cuidado:

temperos exóticos alteram o sabor do parentesco.

Mas, se misturados com delicadeza, estas especiarias, que quase sempre vêm da África e do Oriente e nos parecem estranhas ao paladar, tornam a família muito mais colorida, interessante e saborosa.

Atenção, também, com os pesos e as medidas.

Uma pitada a mais disso ou daquilo e, pronto:

é um verdadeiro desastre.

Família é prato extremamente sensível.

Tudo tem de ser muito bem pesado, muito bem medido.

Outra coisa: é preciso ter boa mão, ser profissional.

Principalmente na hora que se decide meter a colher.

Saber meter a colher é verdadeira arte.

Às vezes, o ídolo da família, o bonzinho, o bola cheia que sempre ajudou, azedou a comida só porque meteu a colher.

O pior é que ainda tem gente que acredita na receita da família perfeita. Bobagem! Tudo ilusão!

Família é afinidade, é à Moda da Casa.

E cada casa gosta de preparar a família a seu jeito.

Há famílias doces. Outras, meio amargas. Outras apimentadíssimas.

Há também as que não têm gosto de nada. Seria assim, um tipo de Família Dieta, que você suporta só para manter a linha.

Seja como for,

família é prato que deve ser servido sempre quente, quentíssimo.

Uma família fria é insuportável, impossível de se engolir.

Enfim, receita de família não se copia, se inventa.

A gente vai aprendendo aos poucos, improvisando e transmitindo o que sabe no dia a dia.

A gente cata um registro ali, de alguém que sabe e conta, e outro aqui, que ficou no pedaço de papel.

Muita coisa se perde na lembrança.

O que este veterano cozinheiro pode dizer é que, por mais sem graça, por pior que seja o paladar, família é prato que você tem que experimentar e comer.

Se puder saborear, saboreie.

Não ligue para etiquetas.

Passe o pão naquele molhinho que ficou na porcelana, na louça, no alumínio ou no barro.

Aproveite ao máximo.

Família é prato que, quando se acaba, nunca mais se repete!

Fonte: Trechos do livro “O Arroz de Palma”, de Francisco Azevedo.

10 BENEFÍCIOS INESTIMÁVEIS QUE VIAJAR PROMOVE PARA A SAÚDE E A VIDA.

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“Viajar é a melhor forma de se perder e de se encontrar ao mesmo tempo”. Benna Smith

Viajar promove benefícios que vão muito além do entretenimento, pois entrar em contato com o novo promove mudanças físicas e mentais. Abaixo, conheça 10 benefícios de uma viagem para a saúde e não entenda porque não deve economizar nesse auto investimento.

1- Mudança de rotina

Nós vivemos baseados em um mundo de rotinas para que as coisas aconteçam e tenham ordem. Nós temos horários que devemos cumprir, entretanto, com o tempo, essa repetição pode se tornar estressante e nos impedir de enxergar novas possibilidade. Viajar é quebrar esse ciclo de repetição e para que percebamos que podemos fazer coisas de maneira diferente.

2- Você fica menos preconceituoso (a).

Viajar permite conhecer coisas novas e ter contato com mundos e pessoas diferentes. Ao conhecê-los, em vez de temê-los e evitá-los, você perceberá que eles só têm a somar. Preconceito é fruto de ignorância e medo.

3- Maior criatividade.

Novas experiências aumentam o nosso leque de referências mentais. É tudo sobre se meter em situações novas e transformá-las em experiências surpreendentes. Isso definitivamente te deixa mais criativo. Quando você estiver em lugar diferente, posturas diferentes serão tomadas por você – mesmo que não queira.

4- Você pode redefinir a relação que você tem consigo mesmo e até com os outros.

Todo mundo precisa de um tempo sozinho, e viagens podem promover isso. A distância e algum tempo sem as companhias habituais permitem que valorizemos mais quem gostamos e tenhamos momentos mais construtivos com elas, quando as oportunidades permitem.

5- Maior confiança e autoestima.

Viajar e aprender são verbos que andam juntos. Nós temos que experienciar coisas novas, perguntar, resolver, escolher…

Se a “ocasião faz o monge”, mesmo os mais tímidos precisam aprender a se virar em locais diferentes.

Esse jogo de cintura exigido pela viajam deixa a pessoa mais confiante para enfrentar outras situações no futuro.

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6- Aumento da habilidade social.

Não há nada como se mudar ou viajar para fazer você perceber que, onde quer que você esteja, você desenvolverá laços afetivos e passará a se preocupar com pessoas diferentes, e, a parte boa: elas também se preocuparão com você. Em um lugar estranho tudo o que você fizer envolverá o contato com uma pessoa estranha.

7- Maior adaptação a mudanças.

Mergulhar fora de sua zona de conforto também faz você perceber que, independentemente da idade, é um novato na vida. Essa falta de controle nos torna mais maleáveis e adaptados.

8- Aumento da capacidade cognitiva.

Vocês sabiam que motoristas da táxi possuem a região do cérebro relacionada a localização espacial mais desenvolvida? Pois é, isso acontece porque eles são obrigados a aprender e memorizar caminhos o tempo todo. O mesmo pode acontecer com todas as funções que você estimular. Os exercícios de neurótica, por exemplo, consistem basicamente em fazer as mesmas coisas de maneira diferente. Fazer isso viajando pode ser uma opção melhor ainda.

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9- Colocar o corpo em movimento.

Corpo saudável é compor que se movimenta. Pessoas que viajam costumam ser menos propensas ao sedentarismo e as sequelas disso.

10- Novas histórias.

O ser humano é feito de histórias. São as histórias de nossas vidas que dizem quem somos. Logo, criar histórias é dar mais vida a nossa vida, mais sonho aos nossos sonhos, mais esperanças aos nossos dias.

Depois desses 10 itens a pergunta que fica é, quando será sua próxima viagem? Eu já estou planejando a minha.

Fonte: Por Josie Conti do site CONTI outra.

DEFICIÊNCIAS – POR MARIO QUINTANA…

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“A verdadeira deficiência é aquela que prende o ser humano por dentro e não por fora, pois até os incapacitados de andar podem ser livres para voar”. Thaís Moraes

Neste texto, Mario Quintana discorre de como podemos ser deficientes perigosos para nós mesmos e para aqueles que nos cercam. E alerta que deficiências éticas e comportamentais são mais destruidoras dos que as deficiências físicas, já que essas são, na maioria das vezes, imperceptíveis a olho nu. Leiam:

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“DEFICIENTE” é aquele que não consegue modificar a vida, aceitando as imposições de outras pessoas ou da sociedade e que vive, sem ter consciência de que é dono de seu destino.

“LOUCO” é quem não procura ser feliz com o que possui.

“CEGO” é aquele que não vê seu próximo morrer de frio, de fome, de miséria, e só tem olhos para seus míseros problemas e pequenas dores.

“SURDO” é aquele que não tem tempo de ouvir um desabafo de um amigo, ou apelo de um irmão. Pois está sempre apressado para o trabalho e querer garantir seus tostões no fim do mês.

“MUDO” é aquele que não consegue falar o que sente e se esconde por trás da máscara da hipocrisia.

“PARALÍTICO” é quem não consegue andar na direção daqueles que precisam de sua ajuda.

“DIABÉTICO” é quem não consegue ser doce.

“ANÃO” é quem não sabe deixar o amor crescer.

E finalmente, a pior das deficiências é ser miserável, pois:

“MISERÁVEIS” são todos que não conseguem falar com Deus.

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OUTRO DIA DESSES EU ME DIVORCIEI…

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“Nada é por acaso, evoluir é consequência”. Bia Perez

Perfeito esse texto de Clara Baccari… sabemos que a separação é de fato um processo necessário, doloroso e lento… cuja relação terá muito o que se ponderar. No entanto não devemos morrer aos poucos junto de uma relação, que já se desgastou com o tempo e já terminou… nem devemos nos anular até o ponto de morrermos, com ela. Ao contrário, trata-se de um renascer!

Aprendi que a separação consciente é salutar a toda família, pois é só a consumação de fato, do que já estava separado, acabado… que nos dará paz e nos fará descobrir o que somos e o que queremos para nós… Ser feliz precisa muitas de vezes de coragem pra mudar o que não está bom. Essa é a tônica da sobrevivência humana… Com o tempo você percebe que tudo passa… nem vamos lembrar com dor desta nossa opção e sim de que sempre estamos no lugar e na hora certa. Leia:

Outro dia desses eu me divorciei. Saí da casa, da vida, da rotina…

O luto foi longo sim, luto de separação é sempre difícil e complexo. Vem a culpa, vêm os medos, as questões morais, a solidão, a loucura, a saudade, os apegos e os desapegos, os heróis e vilões, as roupas sujas expostas na sala de visitas.

Outro dia desses eu me divorciei. E tanta gente me perguntou o porquê.

Me disseram que relacionamentos são complexos, difíceis mesmo. Que a gente tem que enfrentar os desafios diariamente. Que a gente tem que passar por cima de tanta coisa, fazer vista grossa, tem que reconstruir, perdoar, recomeçar inúmeras vezes.

Mas ninguém diz como é mais difícil ainda ser outro dentro de um ciclo vicioso, ninguém conta como é quase impossível mudar as células viciadas em padrões, quebrar os comodismos culturais dentro de um acordo pré-estabelecido. Ninguém diz que normalmente o equilíbrio pende mais para um lado, que os corpos se ajustam às injustiças dos espaços mal divididos, que as mentes se aquietam para poderem ter energia para concretizar o desafio de pagar as contas no fim do mês.

Ninguém diz que esse passar por cima de tudo é na verdade tantas vezes um passar por baixo, é esconder atrás dos cômodos e das almas as dores e as alegrias. É passar por baixo de si mesmo. É voltar, é continuar, é engolir melhor os sapos que vão denunciar os coachados dois meses (ou dias, semanas… ) depois dos elos reatados e dos perigos amenizados.

É tudo muito sério para deixar de lado. Dói, é verdade. De uma maneira ou de outra, vai doer. Mas, mesmo assim, outro dia desses eu me divorciei.

Porque depois de ser adulta por tantos anos, eu quis voltar a ser espontânea.

Quais os motivos? Me pergunta alguém.

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Eu não sei bem… mas sabe quando a gente é criança e a brincadeira está tão boa que a gente se esquece de sentir fome, de olhar as horas, de trocar de carro, e pensar na pós-graduação do filho mais novo?

Sabe quando a gente é criança e encontra um amigo do peito bom de brincar e a gente nem pensa em saber qual é o passado dele, a profissão, as visões de futuro, o dia de amanhã… A gente nem lembra de notar a cor dos olhos dele, eles apenas brilham, a gente não repara nas diferenças, a gente apenas se perde na alegria, no momento.

A gente entra na terra úmida, sobe na árvore, joga a bola alto.

Se o amigo for bom de brincadeira, a gente sem querer querendo fica perto. Mas, se o amigo é chato, cheio de regras, de competições e conversas, chorão, reclamão, a gente anda, voa, desencana daquela energia. Uma hora a água da vida bate na bunda e a gente desatina.

A gente se divorcia.

Dia desses eu me divorciei e até o mito de abrir o vidro de azeitonas e a garrafa de vinho se desfez, deve ser porque até meus músculos estão mais despertos.

E não levanto a solidão como bandeira não. Apenas celebro a coragem, a vida, a possibilidade de ser dona de mim. Fecho um livro. Respiro fundo, sacudo a poeira… dou a volta por cima. Penso… E os amores mais genuínos que virão. Novas histórias serão escritas… mais feliz com certeza eu serei!

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Fonte: Resiliência Mag