QUALIDADE DE VIDA NA TERCEIRA IDADE.

Qualidade de vida na terceira idade — sim, é possível

Diferentemente do que muita gente acha, é sim, viável ter qualidade de vida na terceira idade. Essa fase não é um momento de solidão, tristeza ou de doenças. Mesmo com as mudanças no corpo, é possível realizar ações que ajudam a conservar a saúde e a qualidade do cotidiano.

A grande vantagem de se preocupar com isso e de agir para garantir melhor saúde física e mental é a grande quantidade de benefícios que surgem. Entre os principais, estão:

Maior expectativa de vida

Os idosos que buscam ativamente por melhor qualidade de vida tendem a viver mais. Isso é verdadeiro tanto no que se refere à saúde física quanto à saúde psicológica. Ao agir para prevenir doenças e ao garantir as melhores condições para encarar essa fase, a pessoa tende a viver mais e melhor. Esse, inclusive, é um dos segredos de quem tem uma vida longa, saudável e feliz.

Maior felicidade e satisfação

Por falar nisso, outro aspecto positivo é o sentimento de felicidade. Quem tem maior qualidade de vida, encara o cotidiano de maneira mais leve, saudável e com resultados muito melhores.

Assim, os cuidados com o corpo e com a mente garantem uma visão positiva sobre a própria vida para quem está na terceira idade. Aproveitar essa fase, portanto, torna-se viável e gera boas lembranças e a sensação de felicidade, satisfação e tranquilidade.

Melhor capacidade física e psicológica

Preocupar-se com a qualidade de vida na terceira idade desde o princípio é uma forma de ampliar a capacidade do próprio organismo. Do ponto de vista físico, isso significa um aumento da saúde e menores possibilidades de sofrer com doenças e condições incapacitantes. Desse modo, é possível ter uma saúde robusta.

Já observando as áreas intelectual e psicológica, os cuidados geram menor propensão a transtornos — como a depressão, que afeta mais de 10% dos idosos brasileiros — e também a problemas como falta de memória ou doenças degenerativas cerebrais.

Veja também: https://oterceiroato.com/2020/07/08/deixem-me-envelhecer-3/ https://oterceiroato.com/2020/06/10/eu-quero-menos-2/

O VALIOSO TEMPO DOS MADUROS!

Nosso gênio literário Mário de Andrade, poeta, escritor, crítico literário, musicólogo, folclorista, ensaísta e fotógrafo brasileiro… escreveu este texto maravilhoso. Além de ter inspirador da uma boa reflexão 😉

“Contei meus anos e descobri que terei menos tempo pra viver daqui para frente do que já vivi até agora. Tenho muito mais passado do que futuro. Sinto-me como aquele menino que recebeu uma bacia de cerejas.

As primeiras, ele chupou displicente, mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço. Já não tenho tempo para lidar com mediocridades. Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflamados. Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte. Já não tenho tempo para conversas intermináveis, para discutir assuntos inúteis sobre vidas alheias que nem fazem parte da minha. Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar da idade cronológica, são imaturos. Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa. Sem muitas cerejas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana: que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade, quero caminhar perto de coisas e pessoas de verdade. O essencial faz a vida valer a pena. E para mim, basta o essencial!”

É PRECISO IR EMBORA… EM MUITOS MOMENTOS NA VIDA!

Ir embora é importante para que você entenda que você não é tão importante assim, que a vida segue, com ou sem você por perto. Pessoas nascem, morrem, casam, separam e resolvem os problemas que antes você acreditava só você resolver. É chocante e libertador – ninguém precisa de você pra seguir vivendo.

Nem sua mãe, nem seu pai, nem seu ex-patrão, nem sua empregada, nem ninguém. Parece besteira, mas a maioria de nós tem uma noção bem distorcida da importância do próprio umbigo – novidade para quem sofre deste mal: ninguém é insubstituível ou imprescindível. Lide com isso. É preciso ir embora.

Ir embora é importante para que você veja que você é muito importante sim! Seja por 2 minutos, seja por 2 anos, quem sente sua falta não sente menos ou mais porque você foi embora – apenas sente por mais tempo! O sentimento não muda. Algumas pessoas nunca vão esquecer do seu aniversario, você estando aqui ou na Austrália.

Esse papo de “que saudades de você, vamos nos ver uma hora” é politicagem. Quem sente sua falta vai sempre sentir e agir. E não se preocupe, pois o filtro é natural. Vai ter sempre aquele seleto e especial grupo que vai terminar a frase “Que saudade de você…” com “por isso tô te mandando esse áudio”; ou “porque tá tocando a nossa música” ou “então comprei uma passagem” ou ainda “desce agora que tô passando aí”.

Então vá embora. Vá embora do trabalho que te atormenta. Daquela relação que você sabe não vai dar certo. Vá embora “da galera” que está presente quando convém. Vá embora da casa dos teus pais. Do teu país. Da sala. Vá embora. Por minutos, por anos ou pra vida. Se ausente, nem que seja pra encontrar com você mesmo. Quanto voltar – e se voltar – vai ver as coisas de outra perspectiva, lá de cima do avião.

Muitas vezes ficamos perdidos e confusos com coisas que estão nos incomodando… inquietas vamos seguir com sabedoria a nossa intuição de ir embora… nos (re) encontrarmos e vamos renascer… isto é libertador 🙌🏻 assim com nos diz Antônia Macchi… e eu concordo com ela. E você, o que acha?

Veja também: https://oterceiroato.com/2020/03/15/partidas-e-chegadas/.

SER PAI!

Como é difícil para um homem virar um pai. Ele faz filhos, mas como é difícil ser pai. Homem feito pra ser duro, orgulhoso, violento, competitivo, egoísta. Como é difícil para um homem transformar seu coração de pedra em manteiga. É preciso um milagre químico ou intervenção cirúrgica. Ouvir mais e falar menos. Aceitar o imprevisto, o incontrolável. Não ligar para os outros. Tirar suas máscaras, reconhecer o choro. Recolher a âncora, aceitar a onda. Tirar a armadura, pra construir um castelo.

Pai não tem útero mas tem colo. Não tem peito, mas tem mamadeira. Não carrega na barriga, mas no abraço. Carrega no ombro, nas costas, na cabeça. Pai engravida no frio da barriga. Gesta no coração. Pare no choro. Nutre no beijo. Alimenta no carinho. Protege na atenção. Pai não nasce pronto. Se quebra na parto, se reconstrói no caminho. Nasce menino, cresce homem, morre pai.

Pai não tem cordão umbilical, mas tem mãos e braços e pernas pra fazer chegar o necessário. Pai não faz leite, mas faz comida. Não amamenta mas faz a papinha, dá a papinha, suja a roupa inteira de papinha, limpa a papinha que caiu no chão. Pai não tem nove meses de gestação, mas tem anos e anos de formação. Gesta fora, tentando acertar. Ser bom pai, bom filho, bom marido, bom homem.

Pai é rei, princesa, professor, Messi, Eistein, Steve Jobs. Gigante, minúsculo, imbatível, chorão. Auréolas invisíveis, asas escondidas embaixo das nossas camisas. Que sejamos os super-heróis que nossos filhos sabem que podemos ser. Heróis comuns, empurrando carrinhos. Agradecidos por um dia termos virado o que nunca imaginamos. Como é bom para um homem virar um pai.


Um lindo texto de Marcos Piangers que me encantou. Feliz dia dos pais!

PARIS – CENTRO GEORGES POMPIDOU.

Pensando na viagem que fiz no início do ano, voltando pra Paris… achei importante falar um pouco deste museu. Conhecido também como Beaubourg, o #centrogeorgespompidou é um choque visual na paisagem parisiense. No meio dos velhos prédios, aparece sua imensa estrutura de metal e tubulações, com escadas rolantes externas, cores vermelhas e transparências, acabou causando polêmica nos anos 70, quando foi inaugurado. Até hoje eu fico curiosa vendo suas estruturas modernas e gosto do que vejo.

É um grande complexo cultural criado pelos arquitetos Renzo Piano e Richard Rogers. Tem biblioteca, teatros, cinema, e dois de seus andares são ocupados pelo Musée National d’Art Moderne, que abriga uma das maiores coleções de arte moderna e contemporânea do mundo. Picasso, Matisse, Baltus, Francis Bancon e Andy Warhol são alguns dos nomes entre as 100 mil obras do Centro, que também incorporou um espaço mágico: o ateliê do escultor romeno Constantin Brancusi, ao lado da entrada principal, foi totalmente reconstituído e pode ser visitado gratuitamente. Este ano não pude ir visitar estas obras… mas eu recomendo vocês incluir uma visita neste centro.

Horários: aberto de quarta à segunda-feira, das 11h às 20h. Quinta-feira até 23h, apenas para as exposições temporárias no 6° andar. Fechado às terças e no dia 1° de maio. O Ateliê Brancusi abre todos os dias de 14h às 18h. Preço para acervo e exposições temporárias: 14 euros. Grátis para menores de 26 anos. Mais informações no site.

Endereço: Place Georges Pompidou  75004 Paris

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QUERO FAZER COM QUE MULHERES DE 60 ANOS DEIXEM DE SER INVISÍVEIS – CLAUDIA GRANDE.

Conheci já a algum tempo a Cláudia Grande pelo Facebook, ela tem 62 anos e é a criadora de um site dos mais interessantes para pessoas maduras: Projeto 60 anos. Tem muitas seguidoras que aumentam dia a dia.

Uma mulher elegante, que conta num vídeo como, depois dos filhos criados, da separação do marido e com tempo para ela, resolveu revolucionar a própria existência já na sexta década de vida. É super interessante sua página que lida com diversas questões.

O próprio jeito de Cláudia Grande se apresentar no site é muito instigante. Leia e, mais abaixo, veja o vídeo, no qual ela explica por que está simplificando sua vida:

“Meu nome é Claudia Grande e tenho 61 anos. Por que comecei contando minha idade? Porque me reinventei aos 60, depois de ter sobrevivido a um câncer, acabado um casamento de 33 anos e deixado minha empresa ambiental para realizar um sonho, o de inspirar mulheres desta idade a ter uma maturidade saudável, ser elegante, alegre e principalmente, fazer com que deixássemos de ser invisíveis.

Aos 58 anos, me vi planejando meu aniversário de 60 e ao mesmo tempo que escolhia um smoking para usar na festa me sentia fora de forma e cheia de dores. Resolvi sair do sofá e começar a correr na rua (hoje meu esporte preferido). E, para que meus 100 amigos do Facebook me incentivassem, criei uma página chamada Projeto 60 anos, onde compartilhei meus sonhos, minhas roupas preferidas, as comidas que gosto de fazer, músicas da minha vida, filmes inesquecíveis, meus progressos com meu novo esporte e, para minha surpresa, em uma semana eu tinha 1000 seguidores me incentivando.

Espera aí, o que está acontecendo? Não conhecia essas pessoas mas elas estavam me tratando como velhas amigas, me mandando mensagens dizendo que finalmente alguém havia lembrado delas e que queiram mais e mais sugestões minhas. Começava aí uma nova vida…Blogueira da Terceira Idade? Justo eu que sempre fui empresária?

Leia também: https://oterceiroato.com/2020/02/09/envelhecer-esta-sendo-bem-melhor-do-que-pensei/

Até parece que antes minha vida era pacata para dar tanto valor aos dias cheios de hoje. Eu sempre tive uma vida super agitada, sou mãe de 4 filhos, 5 netos, tenho 4 cachorros, duas gatas, sou presidente de uma Assistência Social há 10 anos, onde cuido de idosos carentes, minha casa é grande e repleta de amigos, meus jantares diários sempre tem mesa cheia, adoro festas, recebo muito. Sou descendente de Italianos e Libaneses, a mais velha de 5 irmãos e nossa família adora se reunir para comer, dançar, festejar, brigar, se divertir, viajamos juntos e nos amamos de montão.

Ex-empresária da área de meio-ambiente, Cláudia superou um câncer e se reinventou.

Mas, de repente, 570.000 pessoas, fazem parte do meu dia a dia (hoje é este o número de seguidores da página,) levando o segundo turno da minha vida para outro patamar, transformando a tal temida maturidade em algo delicioso de viver, fazendo a velhice ser interessantíssima e repleta de coisas boas e, o mais importante, podendo ser útil a tanta gente que antes se sentia desmotivada e esquecida simplesmente por ter entrado na tal da terceira idade.

Leia também: https://oterceiroato.com/2019/10/15/os-sexalescentes-do-seculo-xxi/

E com esta página, a moda, que eu sempre amei, entrou em primeiro plano na minha vida, e eu que já dava muito valor ao que vestia, hoje dou dicas, sugestões para mulheres como eu, que querem ficar bem vestidas mas sem usar roupas de velhas, que podem ter os cabelos sem pintar com muito orgulho sem parecer desleixada.

A indústria da moda só agora está despertando para este publico, que veste um número maior, pesa um pouco mais, tem formas mais arredondadas mas quer estar fashion e bonita. Sempre digo que menos é mais, mas nem sempre fui assim. A maturidade me ensinou a ser clean e prática, visto roupas básicas e dou muito valor para acessórios bons, que na minha opinião são fáceis de achar e transformam um look, indo do clássico ao contemporâneo sem grandes problemas e gastos. Em tempos de dinheiro mais curto, sugiro roupas de boa qualidade, deixando para poucas peças as roupas de modinha.

Bom senso sempre, é o que friso para minhas seguidoras. Vestidos e saias curtas e justas, decotes enormes, calças de malha apertadas e chamativas estão fora do meu guarda-roupa. Adoro pantalonas, vestidos leves e sem muitos detalhes, casacos e blazers bem cortados, camisa branca com jeans, alpargatas e oxfords, saltos não tão altos mas modernos e mais confortáveis, lingerie muito bonita, camisolas de seda, óculos de sol com pegada moderna, bolsas vintages ou de tiragem especial. Não saio sem maquiagem e filtro solar, uso tênis esportivo apenas para esporte, roupa de ginástica quando me exercito, adoro jóias e bijoux diferentes e únicas.

Leia também: https://oterceiroato.com/2020/02/20/de-invisiveis-a-protagonistas-os-acima-de-50-anos/

Meu perfume é um creme e os meus cabelos são grisalhos e com um corte moderno. Mas nada disso adianta se não tivermos um sorriso no rosto que eu considero nosso cartão de visita. Ser feliz pode ser uma opção e a roupa que se veste é o retrato da nossa alma. A elegância está nos gestos e nas atitudes. O dinheiro pode nos fazer ricos mas não nos deixa mais nobres. Eu já criei filhos, já plantei arvores e agora escrevo páginas…Como dizia meu pai, você se tornou imortal. Adoro saber disso, porque tenho pavor de morrer! Por falar em morte, brinco muito com meus filhos sempre que vou a um velório. Tenho listas de desejos, como não ter flores me cobrindo entre outras coisas, mas fiquem tranquilos, não farei uma página sobre isso….se bem que acabo de ter uma ótima idéia…(risos, muitos risos).”

Neste depoimento de Cláudia Grande conta como vai simplificando cada vez mais a sua vida e de sua busca incessante de leveza”. Assista:

https://youtu.be/iturETfT-G4

Fonte.:

https://www.50emais.com.br/quero-fazer-com-que-mulheres-de-60-anos-deixem-de-ser-invisiveis/

COLEÇÃO DE LINGERIE PARA QUE MULHERES QUE PASSARAM DOS 60 ANOS.

Encontrar uma moda para quem tem mais de 60 anos é muito difícil. Tanto no Brasil como no mundo, estamos envelhecendo rapidamente mas, essa nova realidade não se traduz ainda nas passarelas.

Ainda bem que a paulista Helena Schargel está apresenta a sua segunda #coleçãodelingerieparamulheresmaisvelhas.A primeira foi um grande sucesso!

Uma coisa que eu adoro é o fato de ela ter insistido em ser ela mesma a modelo com 80 anos. Demais isto! Helena teria insistido, inclusive, que as suas fotos fossem o mais natural possível, sem o uso do chamado “photoshop” para retocar as imagens. Esta ousadia e liberdade dela mostra o quanto somos diferentes e nos aceitamos no envelhecer. Sensacional! O resultado, está aqui: uma coleção de muito bom gosto, divulgada por uma grande modelo. Leiam:

A modelo e estilista paulista Helena Schargel, 79, acaba de lançar sua segunda coleção de lingeries voltada para mulheres acima dos 50 anos. “São peças confortáveis, mas sexy e coloridas. Afinal, somos lindas e temos visibilidade, sim”, afirma. Cansada de ficar em casa após um ano de aposentadoria — ela trabalhava como criadora de marcas femininas —, Helena ofereceu a ideia em dezembro passado à etiqueta Recco.

“Estipulei que eu precisava ser a garota-propaganda, e nada de usar Photoshop na campanha. Viva a mulher real!” Helena também virou palestrante motivacional e prepara uma linha de roupas esportivas, além de contar com outras novidades na vida pessoal. “Estou viúva há sete anos. Recebo muitas cantadas no Instagram, mas meus filhos têm ciúme”, diverte-se.(Fonte:Veja)

Em dezembro, quando anunciou que lançaria a coleção, Helena Schargel deu esta entrevista para O Globo

“A paulista Helena Schargel é uma mulher à frente do seu tempo. Durante mais de quatro décadas, ela trabalhou na fábrica de tecidos Berlan.

— Para a minha época, trabalhar fora era uma atitude bastante ousada. Durante um tempo, também tive um restaurante — diz Helena. —Há dois anos, deixei tudo em ordem e resolvi sair da fábrica.

Depois de passar um ano fazendo terapia, pilates e os mais diversos cursos, a estilista idealizou o seu próximo passo.

— Um belo dia, num encontro de pessoas de mais de 50 anos, perguntaram-me qual era o meu projeto. Respondi imediatamente: “uma coleção de lingerie 60+”. Na saída do evento, um grupo de meninas de 70 anos veio me perguntar onde poderiam comprar as peças.

No dia seguinte, Helena diz ter acordado com a coleção completa na cabeça:

— Liguei para a Myriam Recco, diretora de criação da Recco Lingerie, e perguntei se ela se interessava na proposta. Disse também que queria ser a imagem da coleção e que fazia questão de que as minhas rugas aparecessem.

Segundo ela, as peças unem praticidade e sensualidade:

— O meu maior propósito é tirar as mulheres dessa faixa etária da invisibilidade. As pessoas estão vivendo mais, porém, não sabem o que fazer com esse presente.

A coleção, que tem lingeries diurnas e para a noite, também conta com uma linha de pijamas.

— Que vão da cama para a rua — explica Helena, empolgada com o lançamento.

Veja melhor ela aqui:

#reccolingerie #helenaschargel #lingerieparaacimadis60 #envelhecerdebemcomavida #modaparaterceiraidade #lingerieparamulheresmaduras #envelhecercomestilo

UM BRINDE…

Acredito que neste tempo de pandemia do coronavírus, o codiv-19… temos que fazer um brinde a vida. Um brinde…
A todas as vozes que desaprenderam preces, ou mesmo que jamais aprenderam.
A todas as solidões individuais ou partilhadas, gritadas, colhidas ou caladas, nos corações e nas almas.
A todas as buscas que levaram a encontros, perdas ou abandonos.
A todos os silêncios de gestos e palavras que encobriram impossibilidade, refúgios, medos ou
ausências.
E, principalmente, aqueles que disseram mais do que palavras.
A todos os braços e abraços que acolheram, aqueceram e ampararam, nos momentos em que a perda já parecia certa e o abandono das forças de luta era aparentemente a única possibilidade de resposta.

Aos sorrisos esboçados ou assumidos que coloriram os rostos e enfeitaram o mundo.
A todas as crianças crescidas e pequenas que viveram momentos de descoberta e
não morreram para o aprender.
A todo o Amor que nasceu e morreu, mas que teve seu espaço de cor, força e brilho nas faces, corações e corpos.
A todas as músicas e versos que os artistas, ou não, exprimiram com suas emoções e nos ajudaram a compreender e comunicar melhor as nossas.
A toda voz ou carícia que não se negou, que ouviu o apelo e respondeu com sua existência, sua expressão sua proximidade.
A todas as orações desesperadas, suplicantes ou agradecidas.
A todos os “becos sem saídas” que deram em novos caminhos e em outras possibilidades.
A todos os desesperos que tiveram a grandeza de pedir ajuda e dar a enorme descoberta de serem conhecidos na partilha e no calor de um olhar, talvez perplexo, mas acolhedor.

A toda a vida que se omitiu ou ousou, que se transformou ou paralisou no tempo do medo.
A todo o medo que a coragem permitiu viver, e que a força não deixou que imobilizasse o gesto, e levou aos passos mais adiante e aos caminhos mais além de antes do ontem.
A todos aqueles que, disponíveis para o novo, o invasivo, o ensaio, percorreram com seus olhos linhas como estas somando as nossas, as suas vivências, indagações e descobertas e fazendo com isto que amontoados de palavras se vestissem de significados, dedico esta mensagem como uma liberdade de aproximação e um enorme desejo de que a busca de cada um não cesse nunca, seja ela qual for, por mais que mudem as respostas ou que por vezes, nos desanime a ausência delas.

Um brinde aos encontros, que neste espaço de vida, puderam acontecer…
Um brinde a vocês … (Autor Desconhecido).

VELHA EU???

Você já parou pra pensar que somos protagonistas de uma das maiores mudanças de comportamento do nosso tempo? Nós somos a geração “ageless” (sem idade, em inglês) sabiam? Quer dizer que não somos velhas, mas não somos jovens, somos ageless! Olha que chique!
Hoje os 50 são os novos 30. Os 60 são os novos 40 e assim sucessivamente. Só envelhece quem não tem vontade de viver, não tem sonhos a realizar, quem não faz planos. Se a sua cabeça é velha amiga, ai não tem jeito porque a velhice é interna, é espiritual…
Idade é uma questão de ponto de vista. Para as nossas mães, somos novas, para os nossos filhos somos velhas e para nós ainda não entramos naquela idade considerada velha porquê temos muita coisa a realizar ainda, muita lenha pra queimar.
Velha, eu? Velha é a vovozinha! (Texto do velha é a vovozinha)

SAUDADES DOS VELHOS TEMPOS.

“Sinto saudade de tudo que marcou a minha vida. Quando vejo retratos, quando sinto cheiros, quando escuto uma voz, quando me lembro do passado, eu sinto saudade. Sinto saudades de tantas coisas”.
De Clarice Lispector

Sinto saudades de tudo quando vejo nas fotos antigas… e me lembro das histórias que vivi… revivo e saboreio cada detalhe… o gosto no tempo delas… revivo com detalhes… com tanta doçura e intensidade que me emociono. Estão bem guardadas dentro do meu coração. Posso sentir sempre que quiser. Sinto saudades das doces lembranças do que vivi.

Hoje vivo mais devagar e com alegria porque eu já tive pressa. Quero aproveitar tudoooo ao seu tempo.

Agora neste tempo de #quarentena, #isolamento social mundial como maneira de evitar um maior contágio do covid-19, e medida de proteção aos mais velhos que são os mais vulneráveis a doença que está para do o mundo… é preciso ter calma, paciência e equilíbrio emocional. As lembranças são algo precioso pra aliviar as saudades e nos deixar mais felizes e com otimismo. Vai passar, hora de nos cuidarmos melhor agora. Fiquem bem 🏠🙋🏼‍♀️😘🙏🏻