ETERNO!

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“Eterno, é tudo aquilo que dura uma fração de segundo, mas com tamanha intensidade que se petrifica, e nenhuma força jamais o resgata!”

Carlos Drummond Andrade nos descreve tão bem o que é eterno. .. fácil falar… mas difícil segui-las, né? Confira.

Fácil é ditar regras.
Difícil é segui-las. Ter a noção exata de nossas próprias vidas ao invés de ter a noção da vida dos outros.

Fácil é perguntar o que se deseja saber.
Difícil é estar preparado para escutar esta resposta. Ou querer entender a resposta.

Fácil é dar um beijo.
Difícil é entregar a alma sinceramente, por inteiro.

Fácil é sair com várias pessoas ao longo da vida.
Difícil é entender que pouquíssimas delas vão te aceitar como você é e te fazer feliz por inteiro.

Fácil é ocupar um lugar na agenda telefônica.
Difícil é ocupar o coração de alguém. Saber que se é realmente amado.

Fácil é sonhar todas as noites.
Difícil é lutar por um sonho.

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Fácil é ver o que queremos enxergar.
Difícil é saber que nos iludimos com o que achávamos ter visto. Admitir que nos deixamos levar, mais uma vez, isso é difícil.

Fácil é dizer “oi” ou “como vai?”.
Difícil é dizer “adeus”, principalmente quando somos culpados pela partida de alguém de nossas vidas.

Fácil é abraçar, apertar as mãos, beijar de olhos fechados.
Difícil é sentir a energia que é transmitida. Aquela que toma conta do corpo como uma corrente elétrica quando tocamos a pessoa certa.

Fácil é julgar pessoas que estão sendo expostas pelas circunstâncias.
Difícil é encontrar e refletir sobre os seus erros, ou tentar fazer diferente algo que fez muito errado.

Fácil é ser colega, fazer companhia a alguém. Dizer o que se deseja ouvir.
Difícil é ser amigo para todas as horas e dizer sempre a verdade quando preciso e com confiança no que diz.

Fácil é analisar a situação alheia e poder aconselhar sobre esta situação.
Difícil é vivenciar esta situação e saber o que fazer, ou ter coragem para fazer.

Fácil é demonstrar raiva e impaciência quando algo o deixa irritado.
Difícil é expressar o seu amor a alguém que realmente te conhece, te respeita e te entende. E é assim que perdemos pessoas especiais.

Fácil é querer ser amado.
Difícil é amar completamente só. Amar de verdade, sem ter medo de viver, sem ter medo do depois. Amar é se entregar e aprender a dar valor a quem te ama.

Falar é completamente fácil, quando se tem palavras em mente que expressem sua opinião.
Difícil é expressar por gestos e atitudes o que realmente queremos dizer, o quanto queremos dizer, antes que a pessoa se vá.

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BRASILEIRO… SERÁ?

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“De nada adianta o vento estar a favor se não se sabe pra onde virar o leme”. Provérbio Brasileiro.

Esta crônica erroneamente atribuída á Arnaldo Jabor, mas é de origem desconhecida… fala sobre nós Brasileiros… Neste momento que vivemos atualmente traz uma boa reflexão… compartilhando com vocês agora. Leiam:

Brasileiro é um povo solidário. Mentira. Brasileiro é babaca.

Eleger para o cargo mais importante do Estado um sujeito que não tem escolaridade e preparo nem para ser gari, só porque tem uma história de vida sofrida;

Pagar 40% de sua renda em tributos e ainda dar esmola para pobre na rua ao invés de cobrar do governo uma solução para pobreza;

Aceitar que ONG’s de direitos humanos fiquem dando pitaco na forma como tratamos nossa criminalidade…

Não protestar cada vez que o governo compra colchões para presidiários que queimaram os deles de propósito, não é coisa de gente solidária. É coisa de gente otária.

Brasileiro é um povo alegre. Mentira. Brasileiro é bobalhão.

Fazer piadinha com as imundices que acompanhamos todo dia é o mesmo que tomar bofetada na cara e dar risada.

Depois de um massacre que durou quatro dias em São Paulo, ouvir o José Simão fazer piadinha a respeito e achar graça, é o mesmo que contar piada no enterro do pai.

Brasileiro tem um sério problema.

Quando surge um escândalo, ao invés de protestar e tomar providências como cidadão, ri feito bobo.

Brasileiro é um povo trabalhador. Mentira. Brasileiro é vagabundo por excelência.

O brasileiro tenta se enganar, fingindo que os políticos que ocupam cargos públicos no país, surgiram de Marte e pousaram em seus cargos, quando na verdade, são oriundos do povo.

O brasileiro, ao mesmo tempo em que fica indignado ao ver um deputado receber 20 mil por mês, para trabalhar 3 dias e coçar o saco o resto da semana, também sente inveja e sabe lá no fundo que se estivesse no lugar dele faria o mesmo.

Um povo que se conforma em receber uma esmola do governo de 90 reais mensais para não fazer nada e não aproveita isso para alavancar sua vida (realidade da brutal maioria dos beneficiários do bolsa família) não pode ser adjetivado de outra coisa que não de vagabundo.

Brasileiro é um povo honesto. Mentira. Já foi; hoje é uma qualidade em baixa.

Se você oferecer 50 Euros a um policial europeu para ele não te autuar, provavelmente irá preso.

Não por medo de ser pego, mas porque ele sabe ser errado aceitar propinas.

O brasileiro, ao mesmo tempo em que fica indignado com o mensalão, pensa intimamente o que faria se arrumasse uma boquinha dessas, quando na realidade isso sequer deveria passar por sua cabeça.

90% de quem vive na favela é gente honesta e trabalhadora. Mentira. Já foi.

Historicamente, as favelas se iniciaram nos morros cariocas quando os negros e mulatos retornando da Guerra do Paraguai ali se instalaram.

Naquela época quem morava lá era gente honesta, que não tinha outra alternativa e não concordava com o crime.

Hoje a realidade é diferente. Muito pai de família sonha que o filho seja aceito como ‘aviãozinho’ do tráfico para ganhar uma grana legal.

Se a maioria da favela fosse honesta, já teriam existido condições de se tocar os bandidos de lá para fora, porque podem matar 2 ou 3 mas não milhares de pessoas.

Além disso, cooperariam com a polícia na identificação de criminosos, inibindo-os de montar suas bases de operação nas favelas.

O Brasil é um pais democrático. Mentira.

Num país democrático a vontade da maioria é Lei. A maioria do povo acha que bandido bom é bandido morto, mas sucumbe a uma minoria barulhenta que se apressa em dizer que um bandido que foi morto numa troca de tiros, foi executado friamente.

Num país onde todos têm direitos mas ninguém tem obrigações, não existe democracia e sim, anarquia.

Num país em que a maioria sucumbe bovinamente ante uma minoria barulhenta, não existe democracia, mas um simulacro hipócrita.

Se tirarmos o pano do politicamente correto, veremos que vivemos numa sociedade feudal: um rei que detém o poder central (presidente e suas MPs), seguido de duques, condes, arquiduques e senhores feudais (ministros, senadores, deputados, prefeitos, vereadores).

Todos sustentados pelo povo que paga tributos que têm como único fim, o pagamento dos privilégios do poder. E ainda somos obrigados a votar. Democracia isso? Pense!

 

O famoso jeitinho brasileiro.

Na minha opinião, um dos maiores responsáveis pelo caos que se tornou a política brasileira. Brasileiro se acha malandro, muito esperto.

Faz um “gato” puxando a TV a cabo do vizinho e acha que está botando pra quebrar.

No outro dia o caixa da padaria erra no troco e devolve 6 reais a mais, caramba, silenciosamente ele sai de lá com a felicidade de ter ganhado na loto… malandrões, esquecem que pagam a maior taxa de juros do planeta e o retorno é zero. Zero saúde, zero emprego, zero educação, mas e daí?

Afinal somos penta campeões do mundo né?? ? Grande coisa…

O Brasil é o país do futuro. 

Caramba, meu avô dizia isso em 1950. Muitas vezes cheguei a imaginar em como seria a indignação e revolta dos meus avôs se ainda estivessem vivos. Dessa vergonha eles se safaram…

Brasil, o país do futuro !?

Hoje o futuro chegou e tivemos uma das piores taxas de crescimento do mundo.

Deus é brasileiro.

Puxa, essa eu não vou nem comentar…

O que me deixa mais triste e inconformado é ver todos os dias nos jornais a manchete da vitória do governo mais sujo já visto em toda a história brasileira.

Para finalizar tiro minha conclusão: O brasileiro merece!

Como diz o ditado popular, é igual mulher de malandro, gosta de apanhar. Se você não é como o exemplo de brasileiro citado nesse e-mail, meus sentimentos amigo, continue fazendo sua parte, e que um dia pessoas de bem assumam o controle do país novamente.

Aí sim, teremos todas as chances de ser a maior potência do planeta. Afinal aqui não tem terremoto, tsunami nem furacão.

Temos petróleo, álcool, bio-diesel, e sem dúvida nenhuma o mais importante: Água doce!

Só falta boa vontade, será que é tão difícil assim?

Faça a sua parte… se quiser!

ENVELHECER É A ARTE DE DEIXAR O TEMPO FLUIR E IR JUNTO…

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“Se o tempo envelhecer o seu corpo mas não envelhecer a sua emoção, você será sempre feliz.” Augusto Cury

Assim com Elisa Santana descreve sobre viver e envelhecer sendo feliz… eu me pego aprendendo a viver simplesmente o presente… sim, um dia de vez…Acredito que cada dia, é uma fase mais harmoniosa com a gente mesmo. Leiam:

Debruçada sobre a janela do meu apartamento ouvi duas vizinhas mais velhas que eu conversando. Uma no primeiro andar, outra no prédio ao lado. Não prestei atenção exatamente ao que falavam, mas atentei ao fato de que riam muito. Me peguei rindo sozinha da alegria da risada delas. Tive vontade de me intrometer. Quase sem querer, me ví pensando que ali no meu prédio, e no vizinho também, nós éramos quase todas mulheres mais velhas. Moro num prédio de 5 apartamentos e 4 deles são habitados por mulheres com mais de 50 anos. Aliás, as idades variam de 51 a 65 anos. Eu mesma, já entrei na casa dos 58.

Somos mulheres ótimas. Estamos quase sempre nos saudando com bom dia efusivo, fazemos brincadeira quando o dia tá pesado. Ás vezes estamos mais fechadas, mas nenhuma carranca que a outra não mereça e não entenda. Há um grande respeito entre nós. Somos mulheres mais velhas e vivendo bem o que agora está presente na nossa vida, e que eu chamo de 3º round, que é o envelhecer.

Eu só percebi que eu começava uma nova etapa na minha vida, e isto depois dos 50, quando eu tomei consciência que eu, a qualquer momento, já podia morrer. E não me pergunte porque esta sensação me assaltou. Tenho a impressão que ela assalta todo mundo que passa dos 50 e que medita sobre a vida. É inexorável. Depois de certa idade, apesar de acharmos que não devíamos ser feitos para morrer, descobrimos que irremediavelmente somos mortais. Mas ao pensar, a idéia não me afligiu. Até porque, engraçado, não sou uma pessoa que espera o envelhecer lastimando e, por enquanto, não me entristeço com ele. Sou ativíssima. Sou atriz e estou ensaiando uma peça que logo estreará, professora de teatro, adoro escrever; lancei um livro de poemas, ando compondo e cantando minhas músicas, gravei um CD e ainda sou mãe, cuido de mim, da casa, do supermercado, de plantas, de dois gatos…Não é pouco.

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Metade das peripécias profissionais só apareceu na minha vida já entrando nos 50 anos. E comecei transformando em poemas a dor de separações, de perdas, de solidão… Depois que sobrevivi, tenho me esforçado para que o viver vire fichinha. Todo dia é dia de transformar bomba de Hiroshima em Flor de Lótus. Costumo dizer que a vida é linda, o viver é que requer alegria, trabalho, ciência, arte e sabedoria. Viver é fácil para quem? Viver é foda, não é não?.

E nisto inclui o envelhecer. Mas a vida me ajuda a viver. Ela me serve de inspiração. É lindo tomar café, olhando pela janela a árvore em frente ao meu apartamento e ver passar e cantar rolinhas, bem-te- vis, sabiás, beija-flores, todos nidificando. Afinal é primavera. E um jeito bom de me equilibrar é observar que a natureza fora, ajuda a natureza de dentro. Cada tempo é um tempo de reencantamento. Envelhecer para mim neste momento é outra primavera. Outras flores brotam.

Não acredito que eu sofra mais agora que na infância ou adolescência. Aliás, sou mais segura agora, sem a influência e oscilação dos hormônios. Sou mais livre, mais inteira, mais dona de mim. Confesso ainda, que me ajudam os amigos,meu trabalho, a aposta no amor, os estudos antroposóficos, a homeopatia, os florais, o religare sempre.

Envelhecer, para mim, é a arte de deixar o tempo fluir e ir junto, aproveitando o presente que é a vida e transformando o tempo em presente. Em presença. Sempre penso: Já que tenho que envelhecer, escolho ser feliz. Votos que precisam ser renovados todos os dias, quando acordo e vejo que outro dia começa.

E você também quer envelhecer feliz?

APRENDA A NADAR AOS 70 ANOS. É POSSÍVEL E COMPENSADOR.

“… Aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que você aprendeu com elas do que com quantos aniversários você celebrou… ” Veronica Shoffstall

Até hoje tenho muito medo de água, mergulhar então é impossível rsrsrs… Não saber nadar é uma das minhas frustrações! Sei que sempre é tempo de aprender… e podemos superar nossos medos.

Natação é um dos esportes mais completos e não ter impacto (portanto não afetam as articulações) o que é importante nesta idade, o que é sem dúvida excelente e muito indicado. É um esporte que pode ser apreendido em qualquer idade. Nadar traz muitos benefícios. Preciso superar este meu medo! Sim eu tenho vontade de aprender a nadar. Quem sabe 2018 será o ano de mudar isso rsrsrs. Leia este artigo de Débora Miranda, do Uol, bastante animador:

Não tem impacto: é um esporte que não afeta as articulações, promove o relaxamento dos músculos e ajuda a aliviar a tensão muscular.

Proporciona equilíbrio muscular: a natação é uma das modalidades mais completas. … Melhora a postura: aumenta a flexibilidade da coluna e remove a dor.

Medo de água, falta de coordenação motora, dificuldade para respirar. Nada disso foi impedimento para que as aposentadas Ilza Marlene Kuae Fukuda, 70 anos, e Yone Maria Domingues, 77 anos, decidissem aprender a nadar. Apesar de não se conhecerem, as histórias de vida de ambas são semelhantes, e a determinação também.

“Comecei a nadar há pouco tempo, acho que há uns três anos. Eu me aposentei, meus filhos já estavam independentes e casados. Aí meu marido faleceu, e eu fiquei muito perdida na vida. Muito perdida mesmo. Não sabia por onde recomeçar e como continuar a viver sem ele”, conta Ilza, que, decidiu, então, procurar uma atividade física.

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“Quando você é jovem, nunca acha que vai envelhecer. Eu tive que começar a pensar na minha qualidade de vida. E a atividade física, além de trazer esse ganho, ajuda muito na saúde mental. É muito bom fazer novos amigos”, diz ela, que hoje vai à academia todos os dias e se reveza entre natação, hidroginástica, musculação, pilates e aulas de alongamento.

Yone comemora sua evolução com o professor Rafael de Miranda”. Yone conta que também decidiu praticar exercícios depois da morte do marido. “Quando o perdi, fiquei meio desorientada e fui morar com a minha irmã. Foi meu cunhado que me incentivou muito a fazer uma atividade física. Comecei com a hidro, mas levei um tombo na piscina e isso me assustou. Decidi, então, que precisava aprender a nadar. E não estou nem um pouco arrependida. Tenho um professor ótimo, que entende as minhas limitações”, destaca.img_2979

Yone brinca que seu treino é em “slow motion” (velocidade lenta), mas garante que a prática está ajudando seu corpo, sua saúde e sua mente. “Quando a gente atinge essa idade, acha que tem todos os reflexos em dia, mas evidentemente que não. E eu só tive essa consciência quando parti para a natação. Estou muito feliz de ter começado uma atividade aos 76 anos. É uma nova fase da minha vida. Claro que, às vezes, bate aquela tristeza, penso que meu marido não está vendo nada disso. Mas tenho minha conversa diária com ele e, se tem que chorar, eu choro. E choro muito. Mas estou levando. Não deixo deprê nenhuma me dominar. Estou vivendo.”

Clique aqui para ler mais.

 

CAMINHO DE SANTIAGO PRA QUEM TEM MAIS DE 50 ANOS!

“Nossa ligação foi traçada à nascença, mas nós escolhemos prolongá-la pela vida.” Feliz Dia do Irmão!

Hoje para homenagear meus irmãos no “Dia dos Irmãos”, vou compartilhar com vocês um desejo conjunto… Começou com minha irmã caçula, contaminou os outros  dois e encontrou um pouco de resistência minha rsrsrsr… Deste desejo de fazermos juntos o Caminho de Santiago de Compostela, que surgiu assim de repente e com a vida nos colocando a prova constantemente comecei a me questionar… pensei então em aceitar e começar a me preparar para tal…

“Foi um dos únicos momentos da minha vida que conheci o que deve ser “felicidade plena”. 

Já contei isso aqui outro dia que tenho 3 irmãos que há algum tempo comentam que desejam fazer o Caminho de Santiago, mas só com nós 4 (coisa de irmãos)… isto me inclui é claro.  Um desafio com 4 irmãos, pode? Confesso que adoro desafios e bem lá no fundo também desejava fazer este caminho… Sempre sonho em conhecer lugares incríveis…  e em fazer essa caminhada peregrina, tinha curiosidade e também fazia parte disso. Penso que deve ser uma experiência única e muito especial… algo marcante para dentro nós mesmos… um autoconhecimento profundo. Quando?… algum dia, pensava? Deixava pra lá… Nunca determinei… até fugia, mas agora…

O problema é que eu sempre fui meia (inteira rsrsr) sedentária fisicamente e na minha idade (coisa que não sinto)… pensava, isso não vai rolar! Eles vieram, propuseram, mexeram daqui me cutucaram dali… com isso minha vontade anda acendendo… aquela chama apagadinha… é, realmente confesso, tem mexido comigo!

Vamos amadurecendo, vão acontecendo tantas coisas em nossa vida… questões mil e de repente você para e pensa… nos intriga e faz refletir sobre a vida como ela é… Qual o meu propósito nesta vida? O que ainda temos que aprender? Onde preciso melhorar? O que fazer então? Xiiii não dá pra fugir mais. Chegou o momento! Muitas acontecimentos me fizeram repensar e reconsiderar este desejo sim.

Fazer esta rota de peregrinação (que existe há doze séculos) chegando via Espanha ou Portugal (a mais curta), até a cidade de Santiago de Compostela, está começando a ser planejada por mim (o preparo físico é urgente agora). Mais do que uma viagem será um projeto de vida. Nossas vida!

Começo a me preparar para este grande desafio. Afinal como irmã mais velha da turma não posso fazer feio não acham? E não pode demorar muito né? Daqui a dois anos acredito que esta bom. Com minha demora alguns irmãos já melhor preparados, devem fazer antes esta peregrinação… com sua famílias, mas quem sabe ainda iremos juntos algum dia. Nada impedi isso!

Vamos lá, ando pesquisando sobre o assunto e me animei com o que Daniel Agrela nos conta a história e dicas de Elker, um simpático senhor de 65 anos que já percorreu o caminho por cinco vezes neste artigo. Dá um bom começo pra animar muita gente… é sempre bom conhecer experiências de pessoas desta idade… Incentiva. Leiam:

Lembro com detalhes o meu primeiro dia no Caminho de Santiago. Com 25 anos recém completados, cheguei à pequena cidade de Saint Jean Pied Port, no sul da França, tarde da noite. Naquele momento, bares e restaurantes estavam fechando e minha preocupação era encontrar um albergue para passar a noite. Estava muito ansioso para iniciar o trajeto no dia seguinte.

Fui à oficina de peregrinos e lá recebi todas as recomendações necessárias, incluindo um mapa topográfico de cerca de 30 etapas até Santiago de Compostela. Peguei os materiais e fui em direção ao albergue. Lembro que no quarto havia cerca de oito pessoas, todas interagindo umas com as outras. O clima era de animação.

Logo percebi que era o mais jovem do grupo. Recostei na cama e passei a ver o mapa referente ao primeiro dia de caminhada. Fiquei em pânico. Como não tinha me preparado muito bem para a viagem, não sabia ao certo todos os detalhes, tanto de quilometragem quanto de altitude. Foi então que me dei conta que na manhã seguinte teria de percorrer cerca de 26 quilômetros partindo de uma altitude de 200 metros (nível do mar) para 1.400 metros (nível do mar).  Minha aparência calma tinha desaparecido. Percebendo isso, um viajante alemão veio até mim e matou a charada.  – Assustado com o percurso. – Assustado é pouco. Desesperado! Acho que não vou conseguir, disse.

– Pois não fique. Olhe para mim (nesse momento ele apontou para seu rosto e mãos, marcados pelo tempo). Meu nome é Elker, tenho 65 anos e esta é a minha quinta vez no Caminho de Santiago.

Fiquei incrédulo. Para mim, até então, esse trajeto só poderia ser feito por jovens devido à sua dificuldade. Afinal, são 800 quilômetros a serem percorridos a pé. – E por que recorre ao Caminho tantas vezes, perguntei. – Desde que me aposentei, tracei como meta de vida percorrer o Caminho de Santiago todos os anos. Até agora tenho mantido essa minha promessa, e, você não vai acreditar, mas com o passar dos anos parece que o trajeto se torna mais fácil para mim. – E os anos não pesam? – Minha primeira vez aqui foi difícil. Mas logo percebi que não é o físico que te leva a Santiago e sim o espiritual, o que você tem em mente, explicou.

Conversamos por algum tempo mais e, mentalmente, fui anotando todas as dicas daquele peregrino que, em tom professoral, me ensinava como encarar o Caminho de Santiago. Na manhã seguinte, perdi a hora e fui o último a deixar o albergue. Chovia e o frio castigava. Com as dicas do simpático Elker assimiladas, tomei coragem e parti rumo ao meu caminho. E não é que ele estava certo? Veja aqui as dicas dele:

1 – Não encare o Caminho de Santiago como uma corrida. Se sentir que seu corpo não vai aguentar, pare, descanse e recomece no dia seguinte;

2 – Ser jovem pode ajudar, mas não é essencial para fazer esta viagem. Às vezes, um bom motivo para caminhar vale mais do que alguns anos a menos;

3 – Caminhe sempre  com um cajado para auxiliar na subida, para dar impulso, e na descida, para proteger os joelhos;  4 – Use um chapéu para se proteger do sol;

5 – Consulte sempre os mapas das etapas, mas não se prenda a eles. Aprecie a paisagem que está a sua volta e caminhe para dentro de si;

6 – Beba bastante água, mesmo que não esteja com sede;

7 – Se puder, leve consigo sempre algo simples para comer. Nem todos os lugares do Caminho oferecem infraestrutura de bares e restaurantes;

8 – Leve fotos da família. Elas são importantes para os momentos de saudade;

9 – Não sobrecarregue as costas com uma mochila excessivamente pesada. Escolha itens essenciais para acompanhá-lo no trajeto;

10 – Quando os pés estiverem cansados, não se dê por vencido. Caminhe com o coração.

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Gostaram? Se animaram?

Alguém aí tem mais dicas? Me contem… Beijos.

*Daniel Agrela é jornalista e autor do livro: “O Guia do Viajante do Caminho de Santiago, uma vida em 30 dias”.

 

QUANDO ME AMEI DE VERDADE…

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“Quando me amei de verdade, eu pude entender que o vida tem várias formas de se viver e de aprender. Faço minhas escolhas… vivo meus sonhos possíveis (e impossíveis), vou acordando… construindo, de acordo com as minhas possibilidades… faço muitas coisas acontecerem… a tudo isso, dou o nome de Aprendizagens!” Bia Perez.

Hoje é o aniversario da minha irmã caçula – Isa – pra mim. Pensei em algo que poderia dizer a ela neste momento, que a identificasse como minha irmã querida, uma grande mulher, mãe e profissional brilhante…

Vejo Isinha crescendo na vida e se realizando em todas as suas facetas… cada uma, melhor do que a outra… Grande filha, irmã, esposa, mãe, cunhada e profissional. Inquieta e pulsante… está mais vibrante do que nunca. Muito ativa busca algo que á acrescente… busca seu propósito de vida, e que melhore sua vida e de sua família, além de quem está ao seu redor (se é que isso é possível… rsrsr, já é perfeita pra mim). Ela sempre me surpreende, esta sempre em busca de novas aprendizagens, sem medo!

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Ofereço a ela esta crônica (que eu adoro) e se encaixa, ao meu ver perfeitamente com seu jeito de ser… e no momento presente que esta vivendo. Leia:

Quando me amei de verdade, compreendi que em qualquer circunstância, eu estava no lugar certo, na hora certa, no momento exato. E então, pude relaxar.
Hoje sei que isso tem nome… Autoestima.
Quando me amei de verdade, pude perceber que minha angústia, meu sofrimento emocional, não passa de um sinal de que estou indo contra minhas verdades.
Hoje sei que isso é… Autenticidade.
Quando me amei de verdade, parei de desejar que a minha vida fosse diferente e comecei a ver que tudo o que acontece contribui para o meu crescimento. Hoje chamo isso de… Amadurecimento.

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Quando me amei de verdade, comecei a perceber como é ofensivo tentar forçar alguma situação ou alguém apenas para realizar aquilo que desejo, mesmo sabendo que não é o momento ou a pessoa não está preparada, inclusive eu mesmo.
Hoje sei que o nome disso é… Respeito.
Quando me amei de verdade comecei a me livrar de tudo que não fosse saudável… Pessoas, tarefas, tudo e qualquer coisa que me pusesse para baixo. De início minha razão chamou essa atitude de egoísmo.
Hoje sei que se chama… Amor-próprio.
Quando me amei de verdade, deixei de temer o meu tempo livre e desisti de fazer grandes planos, abandonei os projetos megalômanos de futuro.
Hoje faço o que acho certo, o que gosto, quando quero e no meu próprio ritmo.
Hoje sei que isso é… Simplicidade.
Quando me amei de verdade, desisti de querer sempre ter razão e, com isso, errei muitas menos vezes.
Hoje descobri a… Humildade.
Quando me amei de verdade, desisti de ficar revivendo o passado e de preocupar com o futuro. Agora, me mantenho no presente, que é onde a vida acontece.
Hoje vivo um dia de cada vez. Isso é… Plenitude.
Quando me amei de verdade, percebi que minha mente pode me atormentar e me decepcionar. Mas quando a coloco a serviço do meu coração, ela se torna uma grande e valiosa aliada. Tudo isso é… Saber viver!

gratidaofoto02“A cada dia que vivo, mais me convenço, de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento, perdemos também a felicidade. A dor é inevitável. O sofrimento é opcional.” Carlos Drummond de Andrade

Completaria, se me permitem assim…

Enfim, quando me amei de verdade, comecei a amar a vida como ela é, e ser eu mesmo, sem medo sem rodeios, sem amarras, apenas com um sorriso no rosto. Ah! um sorriso... como isso muda vidas. Fez toda a diferença. Procurei então sorrir mais.

Se eu pudesse deixar um conselho para minha irmã Isa diria: “Faça tudo que pode para fazer alguém feliz, mas faça de coração, sem esperar nada, nenhuma recompensa, afinal o bem que se faz para o outro… se faz para si mesmo… ganhamos em dobro“.

“Sonhe muito… faça acontecer… tenha fé… acredite na voz do seu coração, na sua intuição e comece hoje… Ame muito! Perdoe, sempre! Viva em paz consigo mesmo e como o mundo!” Isso bastará.

Minha irmã que você comemore muito este seu dia, com toda sua família do jeito que você mais gosta… viajando… se divertindo… recebendo todo carinho e o amor que você merece… Realize todos os seus sonhos e seja muito feliz.

Saiba que me sinto muito agradecida por termos grandes e bons momentos compartilhados juntas, cheios de histórias hilárias, divertidíssimos e repletas de grandes lições… onde uma está sempre perto da outra… apoiando tanto nos momentos felizes como nas dores. Nossa escuta é curativa eu diria! Saiba que: Tudo se torna mais fácil e fica mais colorido, com você por perto… mais fácil de prosseguir. Te amo muito,  viu? Conte sempre comigo. Um brinde!

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“Eu escolho… Minha escolha de crescimento agora é ser fiel a minha verdade. E comunicar ao mundo esta escolha através de palavras, ações e decisões.” Miracle ela Choice

Como Isa diz, para ser fiel a nossa verdade o primeiro passo é conhecê-la… por isso está sempre em busca da sua verdade! Tenho muito orgulho de você.

Te amo muito minha irmã. Muito obrigada pelo carinho, amor e paciência. Parabéns maninha! Com amor e poesia rsrsrs

Obs: Esta crônica erroneamente atribuído por muitos a Charles Chaplin, só que não. Então com vocês, de Kim e Alison McMillen “Quando me amei de verdade”… eu aprendi a viver mais feliz!

Ah! Dê uma olhadinha aqui https://oterceiroato.com/2018/04/10/conheca-a-teoria-dos-setenios-de-7-em-7-anos-a-sua-vida-muda-completamente-2/ novas descobertas podem ser entendidas aqui neste post.

 

GLORIA KALIL, DÁ A RECEITA PARA QUEM QUER… “SER CHIQUE – SEMPRE”!

Constanza Pascolato

“Para ser chique é preciso muito mais que um guarda-roupa ou closet recheado de grifes famosas e importadas. Muito mais que um belo carro Italiano”. Glória Kalil.

Sempre apreciei muito o que Glória Kalilautora do livro – Chic Profissional – fala não do que é chique na moda, mas do que torna uma pessoa chique, sempre. Não é a roupa nem os adereços, e sim o comportamento, diz ela. “Chique mesmo é parar na faixa e dar passagem ao pedestre e evitar se deixar levar pela mania nacional de jogar lixo na rua. Chique mesmo é dar bom dia ao porteiro do seu prédio e às pessoas que estão no elevador” – afirma ela, mostrando que seu conceito de “ser chique” está diretamente relacionado a “ser educado” e levar sempre os outros em consideração. Leia:

Nunca o termo “chique” foi tão usado para qualificar pessoas como nos dias de hoje.

A verdade é que ninguém é chique por decreto. E algumas boas coisas da vida, infelizmente, não estão à venda. Elegância é uma delas.

Assim, para ser chique é preciso muito mais que um guarda-roupa ou closet recheado de grifes famosas e importadas. Muito mais que um belo carro Italiano.

O que faz uma pessoa chique, não é o que essa pessoa tem, mas a forma como ela se comporta perante a vida.

Chique mesmo é quem fala baixo. Quem não procura chamar atenção com suas risadas muito altas, nem por seus imensos decotes e nem precisa contar vantagens, mesmo quando estas são verdadeiras.

Chique é atrair, mesmo sem querer, todos os olhares, porque se tem brilho próprio.

Chique mesmo é ser discreto, não fazer perguntas ou insinuações inoportunas, nem procurar saber o que não é da sua conta.

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Chique mesmo é parar na faixa e dar passagem ao pedestre e evitar se deixar levar pela mania nacional de jogar lixo na rua.

Chique mesmo é dar bom dia ao porteiro do seu prédio e às pessoas que estão no elevador. É lembrar do aniversário dos amigos.

Chique mesmo é não se exceder jamais! Nem na bebida, nem na comida, nem na maneira de se vestir.

Chique mesmo é olhar nos olhos do seu interlocutor. É “desligar o radar” quando estiverem sentados à mesa do restaurante, e prestar verdadeira atenção a sua companhia.

Chique mesmo é honrar a sua palavra, ser grato a quem o ajuda, correto com quem você se relaciona e honesto nos seus negócios.

Chique mesmo é não fazer a menor questão de aparecer, ainda que você seja o homenageado da noite!

Mas para ser chique, chique mesmo, você tem, antes de tudo, de se lembrar sempre de o quão breve é a vida e de que, ao final e ao cabo, vamos todos retornar ao mesmo lugar, na mesma forma de energia.

Portanto, não gaste sua energia com o que não tem valor, não desperdice as pessoas interessantes com quem se encontrar e não aceite, em hipótese alguma, fazer qualquer coisa que não te faça bem.

Porque, no final das contas, chique mesmo é ser feliz.

ERÓTICA É A ALMA!

“Envelhecer não é para qualquer um, envelhecer é para quem merece…” Aécio Barrêto Maciel.

Adélia Prado certa vez escreveu: “Erótica é a alma”. Além de poética, a frase é redentora, pois alivia o peso da sensualidade a qualquer custo, a busca desenfreada pela juventude perdida, a corrida pelos últimos lançamentos da indústria cosmética. E nos autoriza a cuidar mais da alma, a viajar pro interior, a descobrir o que nos completa. Pois se os olhos são as janelas da alma, de que adianta levantar pálpebras se descortinam um olho de súplica? Leiam a crônica:

Erótica é a alma que se diverte, que se perdoa, que ri de si mesma e faz as pazes com sua história. Que usa a espontaneidade para ser sensual, que se despe de preconceitos, intolerâncias, desafetos. Erótica é a alma que aceita a passagem do tempo com leveza e conserva o bom humor apesar dos vincos em torno dos olhos e o código de barras acima dos lábios; erótica é a alma que não esconde seus defeitos, que não se culpa pela passagem do tempo. Erótica é a alma que aceita as suas dores, atravessa seu deserto e ama sem pudores.

Por que não adianta sex shop sem sex appeal; bisturi por fora sem plástica por dentro; lifting, botox, laser e preenchimento facial sem cuidado com aquilo que pensa, processa e fala; retoque de raiz sem reforma de pensamento; striptease sem ousadia ou espontaneidade.

Querendo ou não, iremos todos envelhecer. As pernas irão pesar, a coluna doer, o colesterol aumentar. A imagem no espelho irá se alterar gradativamente e perderemos estatura, lábios e cabelos. A boa notícia é que a alma pode permanecer com o humor dos dez, o viço dos vinte e o erotismo dos trinta anos.

O segredo não é reformar por fora. É, acima de tudo, renovar a mobília interior: tirar o pó, dar brilho, trocar o estofado, abrir as janelas, arejar o ambiente. Porque o tempo, invariavelmente, irá corroer o exterior. E, quando ocorrer, o alicerce precisa estar forte para suportar.

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Não tem problema cuidar do corpo. É primordial ter saúde e faz bem dar um agrado à autoestima. O perigo é ficar refém do espelho, obcecado pelo bisturi, viciado em esticar, reduzir, acrescentar, modelar – até plástica intima andam fazendo!

Aprenda: bisturi nenhum vai dar conta do buraco de uma alma negligenciada anos a fio.

Cuide do interior. Erotize a alma. Enriqueça seu tempo com uma nova receita culinária, boas conversas, um curso de canto ou dança. Leia, medite, cultive um jardim. Sinta o sol no rosto e por um instante não se preocupe com o envelhecimento cutâneo. Alongue-se, experimente o prazer que seu corpo ainda pode lhe proporcionar. Não se ressinta das novas dores, da pouca agilidade, dos novos vincos. Descubra enfim que a alegria pode rejuvenescer mais que o botox.

E não se esqueça: em vez de se concentrar no lustre da maçã, trate de aproveitar o sabor que ela ainda é capaz de proporcionar….

Fonte: http://www.asomadetodosafetos.com/2013/09/erotica-e-alma.html

ENVELHECER… NO OLHAR DE DÉA JANUZZI.

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” Envelhecer ainda é a unica maneira que se descobriu de viver muito.” Charles Saint- Beuve

Envelhecer fica melhor no olhar de Déa Januzzi, leiam:

Cada um envelhece como viveu, pois o passar do tempo exacerba – ou ameniza – o caráter, os preconceitos, a indiferença, a falta de compromisso com o outro, a disputa, a mágoa, a depressão, a frustração e a impaciência. Ou sintoniza a vida com outros valores mais nobres.

É preciso dizer que a velhice abala, assusta, traz insegurança, principalmente para as mulheres que ficam invisíveis depois dos 60 anos. Há empregos e trabalho para homens de 60, 70 e até 80, mas não há vagas para mulheres que deixaram de procriar, de despertar desejos. A maioria das mulheres envelhece mais dolorosamente, sente vergonha até de confessar a idade. As mulheres ficam mais vulneráveis, principalmente se estão sozinhas no entardecer da vida.

O descaso e a impaciência aumentam. Ou suavizam de vez. Enquanto chegam os desconfortos físicos e novas dores, que são perdas necessárias, o mal-estar surge quando os amigos vão morrendo. Em um texto de Carlos Saul Duque, no dia em que o maestro Nico Nicolaiewsky morreu de leucemia aos 56 anos, ele diz: “Ficar velho não é achar mais um fio branco de cabelo. Nem notar que aquela ruga de expressão aumentou consideravelmente. Ficar velho não é sentir mais dores do que antes. Ter que fazer mais exercício do que antes. Ficar velho, mesmo, é ver aos poucos o seu mundo ser despovoado de amigos. Dos seus tios queridos. De parceiros. De pessoas que você admira. De gente cujas ideias influenciam você. De talentosos. De visionários. De autores da sua época. De personagens da sua aldeia. De gente como o Nico, um cara que tinha vários dons. O dom de ser gago e cantar muito bem. De fazer rir com inteligência. De achar a verdadeira alma das canções”.

“Assim como o escultor enxerga a estátua dentro da pedra, Nico via, geralmente mais do que o próprio autor da obra, a grande canção escondida dentro da vulgaridade de um arranjo. Nico construiu uma nação que ninguém sabe onde é, mas todos gostariam de conhecer. E um repertório único. Tão único quanto o talento dele. Não deixa de ser poético o grande temporal que caiu no dia em que Porto Alegre sepultou o maestro do Tangos e Tragédias. E eu, que adoro chuva, me sinto velho. Mil anos mais velho nesse dia do funeral de Nico Nicolaiewsky.”

Jogue Fora

Há sete anos, o funeral de minha mãe ocorreu também no meio de um vendaval. A chuva não parou um segundo. Foi nesse dia que percebi todos os meus naufrágios, já sem pai, sem mãe, sem um dos meus irmãos e sem alguns amigos imprescindíveis, como o escritor e jornalista Roberto Drummond, o médico e prefeito Célio de Castro, os ex-editores Amantino Horta Maciel e Wagner Seixas, o pedagogo Antonio Carlos Gomes da Costa, a jornalista e amiga/irmã Edméia Passos – e outros que me mostraram o desemparo da morte.

Envelhecer é muito duro no Brasil, um País injusto, que não dá atenção nem às suas crianças e jovens. Ainda mais aos velhos. Uma Pátria que não deveria selecionar os seus filhos, mas escolhe a dedo. O discurso de hoje é o do envelhecimento ativo. Para quem? Para uma parcela mínima da sociedade que pode pagar por todas as comodidades exigidas nessa fase da vida. E mesmo assim sem garantias de que terá um envelhecimento digno. O restante dos velhos precisa apelar para postos de saúde, que nunca têm os remédios disponíveis, cujas cirurgias podem levar até um ano para acontecer. Como denunciou um senhor de 70 anos que entrou na fila do Sistema Único de Saúde (SUS) para fazer uma cirurgia de catarata. E está esperando até hoje.

Todos querem viver muito, com qualidade de vida, mas se esquecem do tempo que ainda resta de vida. O taxímetro está ligado e embora ainda haja desejos e sonhos, partes preciosas da vida se foram para sempre. O sinal vermelho do abandono começa a piscar perigosamente.

Minha mãe não se cansava de repetir que estava vivendo de lucro, porque suas amigas já tinham partido antes dela. Aos 91 perdeu o único filho homem. Aí a velhice tomou conta de tudo. Ela abandonou o barco da vida, o que não havia acontecido até então, mesmo com a artrose a lhe corroer os joelhos, mesmo negando a necessidade de usar bengala. Seis meses depois da morte do único filho homem, ela foi embora também, afundou na dor.

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Renée, a única amiga de minha mãe que sobreviveu às inúmeras perdas, tem hoje 101 anos, mas também não acha mais graça na vida. Entregou as idas e vindas ao banco e o salário de todo mês para uma das filhas administrar. Só que a filha mora bem longe dela e nem sempre pode ver o que ela precisa. Não sabe, por exemplo, que ontem Renée estava com muita dor no ombro direito. Mas como todas as mulheres de sua geração, a reclamação era quase um pedido de desculpas. Baixinho, ela disse que a dor estava passando para debaixo do braço, que os filhos a tinham abandonado, que ninguém mais queria ir na casa dela.

Saí de lá achando que a longevidade tem um preço muito alto, principalmente para quem como Renée continua lúcida, sem bengalas nem doenças crônicas, mas que já não tem autonomia para decidir sobre a própria vida. Ela sabe de tudo o que está acontecendo à sua volta. Vive com uma das netas que também reclama de dores, por ter vivido tudo em excesso. Renée já perdeu pais, marido, três filhos, e continua de pé, mas a cada dia mais solitária em sua velhice, apesar de ter se planejado financeiramente para essa etapa da vida. Ela não pode mais ir ao banco, mas o que mais a inquieta não é o dinheiro, mas as amigas que se foram muito antes dela. O mundo de Renée ficou pequeno, do tamanho do apartamento de três quartos, despovoado, engessado num tempo sem fim, frio, apesar do sol que insiste em penetrar pela janela.

Adoro esta maneira de enxergar meu envelhecer.

Xiii… EU ENVELHECI!

“Viver é envelhecer, nada mais”. Simone de Beauvoir.

Quando li esta crônica me identifiquei completamente. Libertei-me! Sim… penso que envelheci e “eu sou agora, provavelmente pela primeira vez na vida, a pessoa que sempre quis ser”. Não mudaria simplesmente nada! Construiria a mesma história pra mim. E você? Mudaria alguma coisa?

De tudo que acontece em nossa vida, muitas vezes custamos a entender e aceitar alguns fatos… mas quando você vê mais à frente… é capaz de compreender tudo. Nada é por acaso. Leia:

Um dia desses uma jovem me perguntou como eu me sentia sobre ser velha. Levei um susto, porque eu não me vejo como uma velha. Ao notar minha reação, a garota ficou embaraçada, mas eu expliquei que era uma pergunta interessante, que pensaria a respeito e depois voltaria a falar com ela. Pensei e concluí: a velhice é um presente. Eu sou agora, provavelmente pela primeira vez na vida, a pessoa que sempre quis ser.

Oh, não meu corpo! Fico incrédula muitas vezes ao me examinar, ver as rugas, a flacidez da pele, os pneus rodeando o meu abdome, através das grossas lentes dos meus óculos, o traseiro rotundo e os seios já caídos. E constantemente examino essa pessoa velha que vive em meu espelho (e que se parece demais com minha mãe), mas não sofro muito com isso.

Não trocaria meus amigos surpreendentes, minha vida maravilhosa, e o carinho de minha família por menos cabelo branco , uma barriga mais lisa ou um bumbum mais durinho.

Enquanto fui envelhecendo, tornei-me mais condescendente comigo mesma, menos crítica das minhas atitudes. Tornei-me amiga de mim mesma. Não fico me censurando se quero comer um bolinho-de-chuva a mais, ou se tenho preguiça de arrumar minha cama, ou se compro um anãozinho de cimento que não necessito, mas que ficou tão lindo no meu jardim. Conquistei o direito de matar minhas vontades, de ser bagunceira, de ser extravagante.

Vi muitos amigos queridos deixarem este mundo cedo demais, antes de compreenderem a grande liberdade que vem com o envelhecimento. Quem vai me censurar se resolvo ficar lendo ou jogar paciência no computador até às 4 da manhã e depois só acordar ao meio-dia?

Dançarei ao som daqueles sucessos maravilhosos das décadas de 50, 60, 70 e se, de repente, chorar lembrando de alguma paixão daquela época, posso chorar mesmo!

Andarei pela praia em um maiô excessivamente esticado sobre um corpo decadente, e mergulharei nas ondas e darei pulinhos se quiser, apesar dos olhares penalizados dos outros. Eles, também, se conseguirem, envelhecerão.

Sei que ando esquecendo muita coisa, o que é bom para se poder perdoar. Mas, pensando bem, há muitos fatos na vida que merecem ser esquecidos. E das coisas importantes, eu me recordo freqüentemente. Certo, ao longo dos anos meu coração sofreu muito.

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Como não sofrer se você perde um grande amor, ou quando uma criança sofre, ou quando um animal de estimação é atropelado por um carro? Mas corações partidos são os que nos dão a força, a compreensão e nos ensinam a compaixão. Um coração que nunca sofreu é imaculado e estéril e nunca conhecerá a alegria de ser forte, apesar de imperfeito.

Sou abençoada por ter vivido o suficiente para ver meu cabelo embranquecer e ainda querer tingi-los a meu bel prazer, e por ter os risos da juventude e da maturidade gravados para sempre em sulcos profundos em meu rosto. Muitos nunca riram, muitos morreram antes que seus cabelos pudessem ficar prateados.

Conforme envelhecemos, fica mais fácil ser positivo. E ligar menos para o que os outros pensam. Eu não me questiono mais. Conquistei o direito de estar errada e não ter que dar explicações.

Assim, respondendo à pergunta daquela jovem graciosa, posso afirmar: “Eu gosto de ser velha”. Libertei-me! (Autoria Desconhecida).