ROMEU E JULIETA 80: O AMOR É MUITO JOVEM.

“O fato de o personagem ter 15 anos e eu, 80, me fez me entregar à força das palavras e dos versos de Shakespeare” Renato Borghiu . Corre que ainda da tempo de assistir. Muita elogiado pela crítica esta montagem de Romeu e Julieta com atores que passaram dos 80 anos – Miriam Mehler e Renato Borghi – nos papéis principais. Um projeto antigo de Marcelo Lazzaratto, que dirigiu e concedeu esta peça de William Shakespeare, mas que só agora pode ser concretizada “Romeu e Julieta 80”.

Leia o que Eduardo Nunomura, da revista Carta Capital, escreveu sobre essa nova montagem com Romeu e Julieta idosos:

Todos aguardam ansiosos o esperado primeiro beijo de Romeu e Julieta (e que beijo). Tem sido assim há quatro séculos, desde que o bardo inglês William Shakespeare escreveu a que veio a ser uma das mais encenadas peças teatrais do planeta. O casal adolescente está apaixonado e sabemos de cor e salteado como essa tragédia termina. Não há tempo a perder. Só que, desta vez, tempo é uma questão relativa no palco do Sesc Ipiranga, especialmente para Renato Borghi e Miriam Mehler. Os dois estão com mais de 80 anos, mas a juventude de suas interpretações nos papéis de Romeu e Julieta tem a força de congelar o tempo.

A peça Romeu e Julieta 80, dirigida e concebida por Marcelo Lazzaratto, é uma ode ao amor no sentido mais amplo. Sim, trata do amor do jovem de 15 anos, filho único dos Montecchios, pela filha única dos arquirrivais Capuletos, com 14. Mas a montagem faz um tributo amoroso a dois veteranos da dramaturgia e, por extensão, ao teatro brasileiro, maduro por sua história e juvenil pelas condições em que muitas peças ainda são produzidas no País. “Renato e Miriam são de uma geração que sedimentou o teatro. Participaram de peças fundamentais, como O Rei da Vela, Eles Não Usam Black-Tie e Pequenos Burgueses. Daqui a 200 anos, elas ainda serão destaque”, pontifica Lazzaratto.

Foram necessários dez anos para que este projeto ganhasse corpo. Lazzaratto havia pensado em um Romeu e Julieta 70, mas a ideia não avançou além dos risos iniciais dos atores. O tempo passou e a peça ganhou novas simbologias, como a resistência às inúmeras crises (do teatro e do País), a importância do amor em tempos de intolerância e a longevidade.

“O corpo não obedece tanto, mas o sentimento do amor existe. Claro que ele é diferente, porque o frescor da juventude já não há mais, mas o cair de paixão pode acontecer em qualquer idade”, brinca Miriam, 82 anos, que nasceu na Espanha e se formou atriz pela Escola de Arte Dramática de São Paulo, em 1957.

Foi casada com Perry Salles, com quem fundou o Teatro Paiol, em 1969, em São Paulo, e participou de inúmeras montagens nos teatros Arena e Oficina. Encenou textos capitais de dramaturgos brasileiros e internacionais, como Gianfrancesco Guarnieri, Nelson Rodrigues, Consuelo de Castro, Maximo Gorki, Max Frisch e Edward Bond. “Como tenho mais de 60 anos de carreira, já passei por todas as fases, mas o teatro sempre sobreviveu. Às vezes, até melhor do que antes.” O teatro é a nossa grande tábua de salvação. Romeu e Julieta é uma mensagem de amor tão grande em meio a um mundo de tanto ódio, de tantas coisas terríveis acontecendo, e precisamos passar que existe o amor entre nós, não só entre um homem e uma mulher, mas entre nós, seres humanos”, conclui Miriam. https://m.youtube.com/watch?v=ZL7jf0BvLsE

Falar do tempo presente com um Romeu de 80 anos é um sinal de alerta para os mais jovens, que talvez não vislumbrem os riscos que corremos. “Enxergo este momento como tão difícil ou mais do que na ditadura. Com toda essa radicalização e esse politicamente correto que cerceia a arte, que vem de uma fração da sociedade, é muito mais árduo para resistir e combater”, afirma Renato Borghi. “Há uma tendência direitista muito clara e o teatro precisa dialogar ainda mais para expor o risco desse fechamento.” A mensagem do espetáculo é que o amor está aí para todo mundo, independentemente da idade que se tenha. É uma verdadeira ode ao amor no sentido mais amplo. Quero muito assistir está peça. E você? Clique aqui para ler mais. Até 18/2/2017 no Sesc Ipiranga todas as sextas e sábados ás 21:00hs. Domingos e feriados ás 18:00hs (R$9,00/ 30,00).

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SEXO DEPOIS DOS 50 ANOS: PROBLEMAS QUE ELES E ELAS ENFRENTAM…

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“No homem, o desejo gera o amor. Na mulher, o amor gera o desejo.” Jonathan Swift

Sexo depois dos 50 anos é um assunto cada dia mais atual, já que a população está envelhecendo rapidamente. E, a partir dessa idade, é natural que comecem aparecer os problemas: para as mulheres, um dos principais é a perda da libido e o consequente desinteresse por sexo; para eles, a questão mais aguda é a qualidade da ereção, que começa a declinar a partir dos 45 anos. Que tal ler aqui trechos da entrevista de Mariza Tavares, de O Globo, com Carmita Abdo, uma das maiores autoridades do Brasil em questões sexuais, autora de oito livros, Doutora e livre-docente pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, fundou e coordena o Programa de Estudos em Sexualidade (ProSex) do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da USP.

PERDA DA LIBIDO:
“A menopausa exerce um impacto muito grande sobre a mulher. Não fomos feitas para viver sem hormônios. Na ausência do estrógeno, a lubrificação da vagina fica prejudicada e a mulher pode, consequentemente, sentir dor na relação sexual. Há outros prejuízos: para os ossos, os músculos, a cognição. A reposição hormonal é medida de saúde precedida de orientação médica, mas não pode ser descartada. Também é preciso estar atenta à depressão, que aumenta sua incidência depois da menopausa. Neste caso, a mulher não se interessa por sexo, como também não quer se cuidar e se isola. Na verdade, é uma falta de interesse geral pela vida! No consultório, é frequente atender pacientes que não querem tomar antidepressivos, alegando que o remédio vai interferir negativamente na libido. Isso realmente pode acontecer, mas apenas durante o tratamento, enquanto que, se a depressão não for tratada, a falta de desejo sexual será mantida como consequência da depressão.”

POR QUE A MULHER PARECE SE INTERESSAR MENOS POR SEXO:
“A maioria das mulheres se empenha mais durante a sedução, no desafio da conquista. Algumas ficam, então, satisfeitas e abrem mão do prazer do ato sexual. Talvez por dificuldades pessoais, talvez devido a parceiros apressados ou inábeis. Ou até por desconhecimento delas, ou seja, porque não sabem como fazer o próprio corpo reagir ou não conseguem relaxar. Na atualidade, vivemos relações-relâmpago, com ainda menos chance de a mulher ter seu corpo pronto para a penetração, pois as preliminares nem sempre são suficientes ou satisfatórias. O sexo contextualiza a sociedade contemporânea, onde tudo acontece de forma rápida e descompromissada. Por outro lado, os homens adorariam ser informados sobre o que agrada às mulheres na cama. É o que ouço deles o tempo todo. No entanto, ainda parece estranho ou desconfortável para as mulheres falarem sobre o seu prazer sexual ou guiarem seus parceiros para o que dá prazer a elas. Algumas se referem a ser constrangedor falar, porque pode parecer que o parceiro não é eficiente e não ‘se garante’, a menos que seja conduzido. Puro machismo feminino. Ela prefere realizar um ato sem qualquer ganho pessoal, a correr o risco de ele se sentir pouco habilidoso. Vale a pena falar e dar a ele a oportunidade de fazer melhor.”

NOS HOMENS, PROBLEMAS DE EREÇÃO:
“Apesar do tamanho do pênis ser um grande fantasma na vida sexual dos homens, a qualidade da ereção (a qual começa a entrar em declínio a partir dos 45 anos) é ainda maior. Os medicamentos que promovem a ereção são eficazes, mas se o homem viveu boa parte de sua vida com o problema, certamente complicou o quadro com o prejuízo de sua autoestima. Nesse caso, a eficácia da medicação poderá estar comprometida e ele necessitará também de uma terapia sexual. O medicamento age na fase de excitação, o que significa que o desejo deve estar preservado para o efeito ocorrer. De modo geral, os homens não fazem prevenção e encaram o agendamento de uma consulta médica como sinal de fragilidade. No entanto, as doenças, quando prevenidas, ajudam a preservar a ereção na idade avançada. Se, por exemplo, todos os homens fizessem exame da próstata a partir dos 40 anos, teríamos uma diminuição drástica dos índices de câncer avançado e de cirurgias radicais, uma das causas de perda da ereção.”

Fonte: http://www.50emais.com.br/44968-2/

9 ARTIFÍCIOS QUE TORNAM O SEXO POSSÍVEL E MAIS GOSTOSO NA 3ª IDADE…

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“Amor é prosa, sexo é poesia.” Arnaldo Jabor

Volta e meia eu falo aqui da importância… e do quão saudável é a atividade sexual na terceira idade. E como estamos vivendo mais, as pessoas estão se relacionando sexualmente até mais velhas. Para estas pessoas, estou postando este artigo de Heloísa Noronha, do Uol, com dicas para tornar tudo mais fácil… mais relaxado o encontro entre duas pessoas mais velhas na cama. São bem pertinentes. Leiam:

Embora seja cercado de mitos e preconceitos, o sexo na terceira idade é possível, sim! E mais: pode trazer vários benefícios à saúde dos envolvidos, como maior resistência ao estresse e à dor, estímulos circulatórios e ainda manter a autoestima em alta. Na maioria das vezes envolve mudança e limitações, mas nem por isso deixa de ser prazeroso.

Para aproveitar a experiência ao máximo, veja alguma táticas sugeridas por especialistas no assunto:

Aceitação das limitações
Não se trata apenas de disposição e vigor físico. Por mais que as pessoas tenham desenvolvido hábitos saudáveis ao longo da vida, o envelhecimento provoca mudanças no organismo que impedem praticar os mesmos malabarismos e ter o mesmo fôlego da juventude. Alguns medicamentos, inclusive, acabam afetando a ereção, a lubrificação feminina e a libido. Com os cuidados adequados, porém, nenhum idoso é privado de ter uma vida sexual prazerosa – e aqui cabe lembrar que sexo não é só penetração e orgasmo, certo?

Nada de comparações com o passado
Livrar-se da pressão de ter a mesma performance da juventude pode ser libertador, porque trata-se de uma competição inútil e injusta. Há uma queda hormonal natural para homens e mulheres, o que influencia também no desempenho. É preciso aceitar e se adaptar à sua condição atual, inclusive no que diz respeito à imagem corporal, que pode e deve ser positiva. O que importa é que a transa seja gostosa e dentro dos limites de cada pessoa.

Preliminares mais longas
Elas são necessárias porque o homem leva mais tempo para atingir uma ereção satisfatória, assim como a mulher precisa estar bem excitada para obter um grau de lubrificação adequado para a penetração, o que influencia também no desempenho. Lubrificantes são bem vindo aqui… É preciso aceitar e se adaptar à sua condição atual, inclusive no que diz respeito à imagem corporal, que pode e deve ser positiva. O que importa é que a transa seja gostosa e dentro dos limites de cada pessoa.

Proteção, sempre 
Estudos recentes apontam que a incidência de DSTs (doenças sexualmente transmissíveis) como Aids, clamídia, gonorreia e sífilis vem aumentando nos últimos anos, principalmente em pessoas acima dos 50 anos de idade. Preservativos, nunca é demais destacar, não servem apenas para evitar uma gravidez indesejada. Embora muitos homens idosos não tenham sido acostumados a adotar a camisinha nas relações, é importante avaliar a importância e a necessidade de inserir esse hábito no cotidiano.

Lubrificação com Recursos

Para as mulheres, as alterações hormonais tornam a mucosa vaginal mais delicada e menos resistente, além de haver diminuição na lubrificação natural. Isso significa que o atrito provocado pela penetração causa incômodo, dor e até até ferimentos. Como nem sempre esse quadro é tratado, muitas idosas acabam abandonando a prática sexual por desconforto, o que é encarado pelos parceiros como desinteresse. Uma conversa franca com o médico pode levar a soluções  que tornam a transa mais agradável: reposição hormonal, uso de lubrificante em gel e até mesmo a aplicação intravaginal de hormônios podem combater a secura da região. É bom, ainda, checar se a queda dos níveis de estrogênio não vêm causando infecções urinárias, cujos sintomas nem sempre são percebidos.

Optar por uma posição confortável

É preciso encarar o sexo como uma atividade física e, portanto, o limite de cada um deve ser respeitado. Problemas ortopédicos podem limitar algumas posições, mas, via de regra, a tradição do “papai e mamãe” costuma ser a preferida nessa faixa etária pelo conforto e segurança que proporciona.

Conversar

Em se tratando de pares juntos há muito tempo, um dos principais entraves relacionados à sexualidade é o receio de experimentar coisas novas e a resistência em abandonar velhos hábitos. Já casais recentes de idosos têm o desafio de construir a intimidade, mas fatores como crenças religiosas, pensamentos conservadores ou costumes obtidos em relacionamentos anteriores podem dificultar o processo. A saída, em ambos os casos, é conversar abertamente sobre o assunto. Nunca é tarde para abrir a mente, adotar novos costumes, aprender e, principalmente, usufruir as delícias do sexo.

Tentar outra vez

Entender o porquê de não ter dado certo e também o benefício para a saúde da relação sexual podem ser os maiores estímulos a novas tentativas.

O orgasmo muda

Como em qualquer idade, o orgasmo é fruto de um relacionamento prazeroso e, provavelmente, excitante. Nessa faixa etária é comum o homem ou a mulher demorarem mais para atingir o orgasmo e, no caso masculino, ele pode ocorrer sem ejaculação. Os benefícios são mais psicológicos do que físicos, o que em hipótese alguma significa que gozar na terceira idade vai ser ruim.

FONTES: Alex Meller, urologista da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo); Cristina Carneiro,  ginecologista e obstetra de São Paulo (SP); Marcelo Levites, coordenador do Centro de Longevidade do Hospital 9 de Julho, em São Paulo (SP); Marilene Kehdi, psicóloga especializada em geriatria e gerontologia, de São Paulo (SP) e Paulo Camiz, docente da FMUSP (Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo) e geriatra do Hospital Israelita Albert Einstein e do Hospital Sírio Libanês, ambos em São Paulo (SP)… – Clique aqui  .

PROCURA-SE COMPANHIA… PARA SAIR DE VEZ EM QUANDO!

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“Viver é enfrentar desafios! Ousar é enfrentar: Esse é o caminho.”. Bia Perez.

Esta crônica de Déa Januzzi soa como um grito de liberdade de todas nós, mulheres modernas. Aprecio o seu espírito livre e revolucionário. Foi publicada originalmente pelo jornal Estado de Minas, com o título de “Correio Sentimental… Leiam:

Mulheres sem paciência para relacionamentos sérios e longos procuram uma companhia para sair de vez em quando, que goste de comida japonesa, incluindo os shashimis, que tome vinho e se embriague numa taça de cristal, dessas enormes, com profundidade suficiente para mergulhar os pensamentos.

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Ou que queira experimentar um suco verde da culinária viva de vez em quando, para desintoxicar os lugares mais secretos. Nem vegetariano radical nem carnívoro em excesso.

Procura-se um homem que goste de acupuntura e de massagem. E não tenha preconceito contra a meditação com todos os nomes de Deus.

Um companheiro que continue a morar na própria casa e ela também na dela.

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Procura-se um homem que goste de flores, mas também se esqueça de que elas existem por dias até que elas chamem a sua atenção porque precisam de seus cuidados para não murchar de vez.

Não precisa ser bem-sucedido financeiramente nem profissionalmente, mas que saiba rir e não precise ficar mostrando que está em forma, que clareou os dentes, que frequenta uma academia e que vai à podóloga.

Um companheiro normal, com seus defeitos para compartilhar com os dela. E os vícios também, porque ela tem muitos. E ele sempre se lembre que provedor hoje é o da internet.

Procura-se um homem que saiba expressar emoção, que declare sentimentos, faça poesia, ou seja, até um poeta suicida, desses que dão murros na parede até sangrar e sair uma rima perfeita.

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Pode ser um artista sem palco, um músico sem instrumento, mas que saiba tocar a alma e não se esqueça nunca de que foi jovem um dia. Um companheiro que não fique o tempo todo vestido com a armadura enferrujada do herói ultrapassado.

Um companheiro que goste de música, de cinema e também de não fazer nada, de ficar em casa quando todo mundo vai para a rua. Alguém capaz de entender o significado da palavra simplicidade, que goste de andar descalço e de vento nos cabelos, mesmo que já embranquecidos, que não precise de plásticas no corpo nem no espírito, que saiba envelhecer e goste de cada nova etapa da vida.Collage of an elderly couple sharing good moments together on a

No meu correio sentimental só cabem homens que saibam ser pais afetivos e não apenas biológicos, que adotem os filhos mesmo que sejam deles mesmos.

Homens que voem mesmo que não tenham asas e que não precisem mostrar a força, mas enxerguem o tênue fio que pode se partir a qualquer momento, mas que deixe uma luz pelo caminho.

http://www.50emais.com.br/cultura/procura-se-companhia-para-sair-de-vez-em-quando/

O TOQUE FÍSICO NA TERCEIRA IDADE.

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“Seja simples, sonhe alto, seja grato, ria muito”.  Sylas Aguiar Maraiada 

O toque de carinho, de apoio nos movimentos e os abraços espontâneos estimulam o funcionamento neurológico, melhoram a circulação sanguínea e aumentam a autoestima.

Desde pequenos, necessitamos muito do toque físico, do contato dos entes queridos, do carinho aconchegante. Isso não só fortalece nossos vínculos emocionais, como define nossa identidade. Através dos diferentes toques (suave, forte, intenso, etc.), vamos aprendendo como nos relacionar com as pessoas, vamos obtendo noção de limites e, principalmente, vamos aprendendo a amar.

Com o idoso não é diferente, pois, enquanto os filhos e netos estão atarefados com suas correrias diárias, às vezes, ele está com pouca ocupação passando grande parte do dia sozinho. Então, o toque de carinho, de apoio nos movimentos, os abraços espontâneos, são fundamentais para estimular o funcionamento neurológico, melhorar a circulação sanguínea e aumentar a autoestima do idoso.

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Valem massagens com óleos e cremes aromáticos, cafunés nos cabelos macios, movimentos circulares no rosto, pequenos alongamentos nos dedos das mãos, assistir televisão de mãos dadas, e tudo que nossa imaginação inventar. A própria pessoa pode – e deve – estimular sua pele, estabelecendo um contato gostoso, conversando com seu corpo.

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Com a idade, a pele vai ficando mais fina e às vezes ressecada. Então é fundamental delicadeza ao tocar o idoso, sempre respeitando o ritmo do outro. Também é muito importante a pessoa que convive ou cuida de idosos aprender a se colocar no lugar dessa pessoa e tentar funcionar como ela. Por exemplo: idosos com dificuldade de locomoção são muito beneficiados quando o cuidador ou parente mostram no próprio corpo da pessoa qual movimento desejam que ela execute. Essa informação corporal, vivencial, é mais eficiente que a intelectual.

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Nosso corpo guarda através da pele – o maior órgão humano – todas as informações sensoriais que vivemos e, por isso, concentra várias emoções e sentimentos. Se tivemos desde a infância, e ao longo das diferentes fases de desenvolvimento, toques agradáveis, afetuosos, divertidos… construímos uma identidade equilibrada e socialmente empática.

Mas, se ao contrário, fomos mal tratados, beliscados ou castigados, ou, ainda, se fomos criados sem carinho físico, as memórias sensoriais serão desagradáveis e/ou ambíguas. Portanto, é fundamental conquistarmos a confiança dessa pessoa antes de tocá-la para acima de tudo, respeitá-la.

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O contato físico nos inclui num grupo, fortalece as conexões emocionais, nos dá mais segurança. Vamos lembrar-nos desse importante ingrediente da saúde emocional de todos nós!

Fonte: Portal da Terceira Idade – Por Elizabeth Ventura – Psicóloga com especialização em Psicosíntese, terapeuta individual e de grupo, coordenadora do projeto ‘Permitir-se’, formação holística de base (Unipaz)

ESTILO DE SER E VIVER COM PAIXÃO E AMOR…

“Eu sei, mas não devia”.

           de Marina Colasanti recitado por Antônio Abujamra, no Provocações.

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Sempre penso na questão da diferença entre o amor e a paixão… Muitos confundem e deixam passar o amor verdadeiro… o que é uma pena! Vão vivendo ilusões com expectativas de um viver “magico”… querendo estar sempre em estado de “paixonite aguda”…

Não aprofundam a relação… e não aprendem a construir alicerces firmes de um amor de verdade! Morrem antes de nascer… Podem levar uma vida inteira sem descobrir um amor de verdade. Gosto muito deste artigo by Gentily onde aborda esta questão… “Na vida não tem nada mais cansativo do que ser aquilo que você não é”.
É muito bom ser olhado nos olhos por alguém que nos permita ser somente aquilo que estamos conseguindo ser naquela hora. Alguém que nos acolha do jeito que a gente é ou do jeito que a gente está! Por isso eu creio que o verdadeiro amor chega à nossa vida, não no dia que o outro diz que nos ama… O verdadeiro amor chega à nossa vida no dia que o outro sem dizer uma palavra, nos olha nos olhos e nos convence que nos ama… sem precisar dizer… sem precisar usar o recurso da palavra… nos olha nos olhos e nos deixa a vontade… simplesmente ele nos faz sentirmos amada.      Porque quem ama verdadeiramente, nos deixa a vontade para sermos aquilo que somos… não fica exigindo aquilo que não podemos, sabe por quê? O outro não ama as expectativas, mas ama a realidade! Quem ama a expectativa corre o risco de nunca amar ninguém… agora quem descobre que o amor e a fraternidade consistem em você acolher aquele que tem qualidades e defeitos… ai tudo vira uma realidade. Simplesmente isso é amar. Não existe coisa melhor na vida do que ser amada.

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Eu sou amada não quando mostro apenas as minhas qualidades… eu me sinto amada é no dia em que o outro me descobre no meu maior defeito e mesmo assim me olha, sorri e diz: “Eu te amo mesmo assim!
Como é que eu deixei sua vida no momento que passei por ela? Como é que você deixou a vida daquele outro… no momento que você passou pela vida dele? Você deixou alguma coisa que vale a pena… ou você deixou apenas marca e destruição? Dúvidas tem que ser resolvidas… e logo.  E saiba que só a paixão nos engana… nos atordoa… nos tira do chão, mas é pura ilusão… e sempre acaba! Não tem alicerces firmes para sobreviver…

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Já o amor… o amor verdadeiro esse não… ele se acalma e transforma tudo em paz e felicidade… permanecendo em “estado de graça”… e se solidifica! Fazemos sempre nossas escolhas… e seguimos em frente… Então tente não se enganar com as aparências… paixão é muito diferente de amor! Um é “ilusão” outro é “eterno”.
É por isso que devemos “ser” na medida certa… verdadeiros e autênticos… sem  usar máscaras… Que tenhamos essa responsabilidade! Olha já te aviso se for para eu entrar na sua vida, eu só quero te fazer o bem… porque gente que lhe faz o mal… você já está cheio né … quero longe.
Por isso quando for encontrar um namorado (a), alguém que você ama independente de qualquer coisa…. antes de permitir que ele entre na sua vida, tire sua maquiagem, para ele ver bem quem você é, para ele não amar uma ilusão… mas para ele amar sim uma mulher de verdade!

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É assim que nos sentiremos amados na vida toda… no momento que a gente pode se mostrar de fato… sermos nós mesmas… no momento que podemos se mostrar de verdade. Aí a gente começa a ficar bem, e não é só no namoro não, nos relacionamentos de amizade também devem ser assim. Se for para ser seu amigo, eu só quero ser… se for para tornar melhor o que você é, se não…  eu não faço falta.

Se não eu não faço a menor diferença… não me deixe ficar… Eu quero entrar na sua vida se for para lhe ajudar a ser melhor do que você é, se não…  posso ficar de fora dessa história… posso ficar absolutamente dispensável… Agora se eu puder trazer um dedinho que seja de diferença na sua história, aí sim…. eu gostaria de ficar, se você me permitir. Quero ser parte da sua vida. Amar e ser amada! É isso que faz toda diferença… Felizes os que compreendem isso…

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Gente que nos dê sempre uma segunda oportunidade… coisa rara… mas que nos ama verdadeiramente… Porque a gente ser amado no momento que a gente merece ser amado é fácil. Quando fazemos tudo certinho, o outro nos olha e sorri. E agora quando fazemos tudo errado? É aí que você descobre se o outro te ama ou não. Porque na vida só temos o direito de dizer eu amo você depois de termos dito infinitas vezes eu perdoo você. Perdoar verdadeiramente só com amor.
Se não tem perdão nunca existiu amor. Por isso que esses namorinhos que acabam na primeira vez que você pisou na bola, mostram que ele nunca te amou. Se não é capaz de perdoar o seu erro, se não é capaz de olhar nos seus olhos e recomeçar, saiba que nunca te amou.  Engana-se quem pensa que foi amor.

Porque na vida, o ser humano é assim, cheio de defeitos e falhas, ninguém é perfeito… E amar consiste em encontrar essas imperfeições e descobrir que somos o casal perfeito de tão imperfeito que somos quando juntos… nós juntamos nossas forças e imperfeições. Eu te dou minhas qualidades, você me da as suas e vamos costurando nossos defeitos juntos e vamos nos tornando pessoas melhores.

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Sozinho eu não consigo ser nem metade do que sou quando estou do seu lado porque você me ajuda a esquecer dos defeitos que eu tenho. Tem momentos em que você quer dizer: olha quando você está do meu lado fico muito pior…  porque você me lembra todos os defeitos que eu tenho toda hora. E ele olha nos seus olhos e só vê o que temos de bom… e ainda diz: se quiser pode ser diferente… podemos fazer diferente! Vamos caminhar juntos. Parceiros na vida.
Porque quem ama de verdade nunca aponta o passado, aponta sempre o futuro. Se há tantos que ficam sentados dizendo: olha o que você fez, olha o que você deixou de fazer, há muitos que nos dizem: não preciso olhar o que você fez ou o que você deixou de fazer, olho apenas aquilo que ainda pode ser feito, é isso que faz a diferença na nossa vida.
É por isso que na vida sempre podemos nos ajudar… Se eu pudesse deixar em você, qualquer coisa, mínima que fosse … que pudesse lhe dar uma sensação melhor do que você estava, eu fico e acredite… seremos muito felizes…

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Isso é bom e é a coisa mais importante e maravilhosa do mundo! Este é o amor verdadeiro que é construído e alimentado juntos no dia a dia…

Fonte:https://www.facebook.com/video.php?v=358496541009802&set=vb.100005483765753&type=2&theater

Viagra feminino promete ser lançado a partir de outubro nos EUA. E no Brasil?

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“Prolongar a juventude é desejo de todos, desfrutar de uma velhice sadia é sabedoria de poucos”.     Autor desconhecido 

Aguardado com ansiedade chega aos EUA o Addyi que seria o “Viagra feminino”. É o primeiro remédio do mercado para aumentar a libido das mulheres que acaba de ser aprovado pela Food and Drug Administration (FDA), a Anvisa americana. A indicação é para mulheres com transtorno de desejo sexual hipoativo e promete aumentar prazer sexual das mulheres. Deve chegar em breve ao Brasil.

Concordo com Leah Millheiser, da Universidade de Stanford quando fala que “A aprovação desse medicamento abre a porta para o desenvolvimento de outros produtos, para outras opções de tratamento. Isso abre a discussão entre a mulher e o clínico sobre o desejo sexual dela e dá um sinal às farmacêuticas de que elas devem continuar desenvolvendo mais drogas como essa no futuro”. Que bom que esta chegando a nossa vez.  Recomendo ler este artigo:

Só agora, 17 anos depois do surgimento do Viagra, em 1998, remédio destinado a combater a disfunção da ereção masculina a partir dos 40 anos, começará a ser comercializado nos Estados Unidos o Addyi, primeiro medicamento contra o distúrbio de desejo sexual nas mulheres na pré-menopausa. O lançamento está previsto para o dia 17 desse mês.

A compra do medicamento, cujo preço ainda não foi divulgado, só poderá ser realizada com apresentação obrigatória de uma receita médica. O laboratório americano Sprout Pharmaceutics, que desenvolveu o medicamento, ainda não tem data prevista para o seu lançamento no Brasil. Acredito, porém, não demorará tanto, já que no caso da comercialização do Viagra, há quase duas décadas, o remédio chegou às farmácias americanas em abril de 1998; e aqui, em junho do mesmo ano.

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Ainda desconhecido

Há divergências sobre as razões da perda ou diminuição da libido – Desejo Sexual Hipoativo – nas mulheres na pré-menopausa. Muitos sexólogos acreditam que oscilações no desejo sexual são normais, principalmente entre mulheres a partir da meia idade. Já outros especialistas defendem que a falta de desejo é um distúrbio que resulta do desequilíbrio de algumas substâncias químicas do cérebro e que, assim, pode ser tratado com medicamentos específicos. O Addyi vai ao encontro dessa tese.

A Sidelnafila, princípio ativo do Viagra, atua aumentando e estimulando a circulação sanguínea no pênis, proporcionando uma ereção suficiente e que se mantém necessária a uma relação sexual plena. Ele deve ser tomado cerca de uma hora antes do início de uma relação sexual. A Disfunção Erétil é um problema mecânico peniano, razão do uso pontual do medicamento.

Quanto à Flibanserin, princípio ativo não-hormonal do Addyi – nome comercial do medicamento nos Estados Unidos – o chamado “Viagra feminino”, atua nos neurotransmissores (serotonina) do cérebro para tratar a perda do interesse sexual, mas o mecanismo pelo qual melhora o desejo sexual feminino não é atualmente conhecido.

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Tomar continuamente

Contrariamente ao Viagra – que tem uma ação local no pênis e que, assim, deve ser usado antes da relação sexual e cujo efeito dura algumas horas -, o Addyi, que age no Sistema Nervoso Central, deve ser tomado continuamente, um comprimido de 100mg, uma vez por dia, ao deitar (para ajudar a diminuir os efeitos colaterais). O efeito pleno do medicamento, ou seja, o retorno ou aumento da libido pode demorar algumas semanas para ser completamente alcançado.

O uso do medicamento deve ser interrompido após oito semanas, se não houver melhora do desejo sexual e da ansiedade associada a ele. O Desejo Sexual Hipoativo é um problema psíquico, razão da necessidade do uso constante do medicamento.

O Addyi obteve há menos de dois meses – 18 de agosto – o aval final da Food and Drug Administration (FDA), o respeitado órgão americano que regula e controla medicamentos e alimentos para iniciar a sua comercialização. O medicamento foi liberado após a análise dos resultados dos ensaios terapêuticos com cerca de 2400 mulheres na pré-menopausa com Desejo Sexual Hipoativo. Foi demonstrado um real benefício – aumento no desejo sexual – nas mulheres que tomaram o medicamento em comparação com as que tomaram o placebo (substância neutra, sem efeitos farmacológicos, administrada no lugar do medicamento que está sendo testado).

Efeitos colaterais

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Como todo e qualquer medicamento, o Addyi apresenta efeitos colaterais. Os principais são hipotensão (baixa da pressão arterial) e síncope (desmaios), cuja gravidade pode ser muito aumentada pelo uso de álcool. Assim, por causa dessa potencialmente séria interação com álcool, o uso de Addyi é contra- indicado com a ingestão de álcool. O seu uso é também contra- indicado para as mulheres que usam anticoncepcionais.

Apesar do preço inicial muito provavelmente alto, quando chegar ao Brasil, e dos efeitos colaterais, comuns, aliás, a todos os medicamentos, é motivo de comemoração, mesmo depois de 17 anos, que o “Viagra feminino” esteja chegando em breve ao país.”

*Márcio de Sá é médico clínico formado pela UFMG, especialista em Medicina Preventiva. 

fonte: http://www.50emais.com.br/saude/viagra-feminino-sera-lancado-em-poucos-dias-nos-eua-e-no-brasil/

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“A vida é demasiado curta para nos permitir interessar-nos por todas as coisas, mas é bom que nos interessemos por tantas quantas forem necessárias para preencher os nossos dias.”                                                                               Bertrand Russell.

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Tem um vídeo que me toca muito… “todas” as vezes em que eu assisto…

Continua a me inspirar sempre… trazendo novas reflexões… as mais profundas… com recordações de momentos vividos… com muito deles inesquecíveis…. vai dando uma saudades… vai renovando as esperanças no futuro… e vai mexendo muito com todas as minhas emoções… Sempre é bom reviver!

Além de tudo, traz um otimismo em relação ao que vivemos e ainda vamos viver… me deixando com a sensação de que vivi intensamente cada período da minha vida…. e que estou de bem com a vida!  

Sugiro que você assista  ao vídeo …    “Filtro Solar (Sunscreen) – Legendado”

É importante saber que a origem desse texto remete ao jornal americano Chicago Tribune, em uma crônica de autoria da colunista Mary Schmich, publicada em 1º de junho de 1997 e originalmente entitulada “Advice, like youth, probably just wasted on the young” [Conselhos, assim como juventude, provavelmente desperdiçados pelos jovens].

Como tudo começou…

“Nunca é cedo ou tarde demais…”.            Titãs.

Uma maneira que encontrei para tentar superar o medo do envelhecimento foi enfrenta-lo, fazendo inicialmente uma “reavaliação do meu passado”. Parei e comecei a refletir melhor sobre como tinha sido a minha vida:

  • Quais foram as minhas escolhas de um modo geral?
  • Como andava minha autoestima?

Então tive necessidade de imaginar como seria o meu futuro, visualizando um “ensaio para o futuro”, como sugere Fonda e Mario Sergio Cortella, refleti sobre questões como:

  • Quem eu desejava ser?
  • “Qual é a minha obra?”
  • Qual é meu “Projeto de Vida”?
  • “Que arrependimentos precisaria encarar?
  • Que expectativas seriam realistas em relação a minha condição física e que parte do envelhecimento seria negociável?
  • O que eu teria que fazer para intervir em meu próprio interesse?”

Enfim me autoconhecendo, saberia realmente quem eu fui, e me questionando pra onde eu queria ir…  Agora, eu poderia descobrir pra que viver… e poderia agir aproveitando bem melhor este “terceiro ato” da minha vida.

Aproveitando toda a minha sabedoria, os meus conhecimentos acumulados ao longo desses anos através das experiências vividas, é que me fazem ir à busca de novas atitudes que me façam viver plenamente… isso tornou-se então minha meta de vida!

Quero sim continuar crescendo, buscando novas alternativas e principalmente repensar sobre algumas questões… Assim posso intervir realizando as mudanças necessárias para que eu possa viver plenamente em todos os aspectos… com muito mais qualidade e por muitos anos ainda.

Conforme escreve Jane Fonda com a nova expectativa de vida ganhamos um acréscimo de “tempo” e que isso… representa, portanto uma “segunda vida adulta madura totalmente nova e a decisão de enfrenta-la ou não muda tudo, inclusive o significado do ser humano”. Decidi enfrentar!

Comecei pesquisando e me aprofundando melhor sobre o assunto “envelhecer bem” e logo quis saber como pensam e vivem as pessoas que estão bem com mais de 90 anos, qual eram os seus segredos? Sei que neste período nossa saúde fica mais debilitada, somos mais frágeis… e que muitas vezes vai além do nosso compreender e do nosso querer, mas podemos  e devemos nos empenhar para conserva-la e melhorar cada vez mais.

O otimismo, o bom humor e também a maneira de encarar a vida principalmente nos momentos mais difíceis da vida é que são os grande diferenciais deles. Isso me fez recordar da vovó Mariquinha com quase 90 anos que não gostava mais de se olhar no espelho, pois não se reconhecia… ela não era aquela velha que estava refletida ali. “Sentia-se cheia de vigor e aquela imagem há assustava”.

Acredito que com conhecimento e intencionalidade, podemos manter ou mudar muitas das nossas atitudes. Podemos sim e devemos fazer mudanças em tudo o que for necessário e estiver ao nosso alcance para melhorar cada vez a mais nossa qualidade de vida.

“Escolher assumir o comando e buscar o conhecimento de que precisava para tomar decisões conscientes a respeito das diversas áreas da minha vida que passariam por mudanças” foi à escolha de Jane Fonda e me inspiram muito nesta etapa da vida.

Temos que deixar de pensar que envelhecer é ruim, mas pensar que estamos “compondo uma nova vida: a idade da sabedoria ativa”, como escreve a antropóloga Mary Catherine Bateson.

Mostra que nossa vida que estava antes segregada em silos específicos a certas faixas etárias (primeiro, aprendizagem – segundo, produzimos e no ultimo e gasto com lazer) muda atualmente. Propõe que esses silos se integrem… e que pensemos no aprendizado e no trabalho como desafios que se estendem e se modificam ao longo de toda a vida. Assim não terminamos quando nos aposentamos… agora temos outros propósitos. Enxergaríamos que todos estes silos hoje seriam entrelaçados ao lazer e a educação… vivendo, produzindo e aprendendo sempre! Isso nos traz uma “sensação fortalecedora de sermos produtivo”… diz que “visto dessa forma, a longevidade se torna uma sinfonia com ecos de diferentes épocas que se repetem, com leves modificações, assim como na música, no decorrer do ciclo da vida”. Temos limitações sim, mas com muita sabedoria podemos atingir no terceiro ato o ápice da nossa existência.

Assim com maturidade e naturalidade estou encarando a chegada do meu “terceiro ato”, ou seja, entrando na minha velhice… com positividade e alegria, querendo viver plenamente e feliz! Afinal não é para todos chegar nesta altura da vida com tanta disposição a em plena atividade, não é mesmo?

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Conquistamos muitas coisas até agora e ainda temos muito que fazer, portanto mãos a obra. Sentir-se produtiva, ajudar aos outros num serviço voluntário… trazem uma sensação imensa de bem estar.

A importância do autoconhecimento vai fazer entender e trabalhar melhor com as nossas emoções e vão nos ajudar a resolver muitas coisas. É um bom ponto de partida também. Como sempre, temos que ir atrás de tudo que deixamos para traz, ou que ainda falta realizar… e resolver. Não dá pra esperar mais ou deixar algo pendente, o que exige de nós muita coragem, determinação e um começar! Esta na hora dos acertos com a vida!

Prestar mais atenção e em nós mesmos, repensar sobre nossos hábitos e atitudes que nos são prejudiciais e se esforçar para mudar, começam aqui! Melhorar sim nossos hábitos alimentares… e os cuidados com a saúde… se não começaram antes tem que ser feitas já.            Não quero nunca ser daquelas pessoas que chegam ao final da vida e sentem que perderam tanta coisa e que se tivessem mais tempo fariam muitas coisas diferentes… e que se… Não! Quero fazer tudo aqui e agora… de corpo e alma! Vamos à revolução.

Pra mim assim como para Fonda “meu futuro é agora mesmo, hoje, neste exato minuto… O terceiro Ato vem exatamente da sensação de ter um objetivo e do fato de se engajar ativamente na vida… realizar alguma coisa pela qual temos paixão”… Começo refletindo sobre o que posso fazer de diferente, vou fazer agora!

Amar sim, mas “demostrar” este amor… ou seja, me expressar ainda é um pouco mais difícil pra mim. Somos mais generosos agora e podemos ser mais voluntários… Dividir, cooperar e agradecer proporciona uma longevidade mais feliz!

Também tenho que me preparar melhor financeiramente para esta etapa da vida…  estou sim planejando meu futuro e como eu quero que ele seja. Busco transformar este período do ápice da minha vida em algo especial… o melhor dos tempos da minha vida!

Hoje a meu ver temos vários aliados… a nossa vivência, a maturidade, a paciência e a determinação. Nesta fase da vida ganhamos força, valentia e confiança… Sabemos exatamente o que queremos e o que não para nós… sem tempo para coisas pequenas e que não me levam a nada! Quero sentir-me leve e realizada, viver intensamente esse meu “melhor momento”.

Temos uma maior percepção sobre as coisas… enxergamos além do que nossos olhos podem ver… entendemos mais do que ouvimos e vemos… sim somos capazes de compreender muitas coisas que quando mais jovens não tínhamos tempo nem condições de perceber…

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No terceiro ato podemos aproveitar tudo o que aprendemos ao longo da vida e o que ainda vamos querer aprender… e intervir em nosso próprio interesse, para conquistar uma  melhor qualidade de vida e com produtividade… Tomar decisões conscientes e o que é melhor, podemos dividir pacientemente com as outras pessoas que como nós… também estão interessadas em melhorar a sua qualidade de vida.

Convido você a realizar esta jornada comigo!