CONHEÇA A TEORIA DOS SETÊNIOS: DE 7 EM 7 ANOS A SUA VIDA MUDA COMPLETAMENTE.

Conheça-a-Teoria-dos-Setênios

“A Antroposofia é um caminho de conhecimento que deseja levar o espiritual da entidade humana para o espiritual do universo”. Rudolf Steiner.

Interessante conhecer a Antroposofia (ou Antropossofia)  é uma linha de pensamento criada pelo filósofo Rudolf Steiner (1861-1925), que entende e estabelece uma espécie de “pedagogia do viver”, pois ela abrange vários setores da vida humana como a saúde, a educação, a agronomia e outros. É uma doutrina filosófica mística – uma “ciência espiritual”.

Esta linha de pensamento compreende que o ser humano tem que conhecer a si para também conhecer o Universo, pois somos todos parte e participantes desse mundo. “A vida passa depressa, é dinâmica e, entender melhor esses momentos, poderá trazer certa conformidade e esperança”, diz Rudolf Steiner. Tanto chineses quanto gregos foram os primeiros a observar que as mudanças biológicas e espirituais ocorriam de sete em sete anos na vida das pessoas, por isso “setênios”.as-fases-da-vida1Dentro desse pensamento filosófico encontra-se uma forma cíclica de ver a vida chamada “teoria dos setênios”. Tal teoria foi elaborada a partir da observação dos ritmos da natureza, da natureza no sentido da vida, na qual todos nós estamos imersos. Ela divide a vida em fases de sete anos, vale lembrar que o número sete é um número místico dotado de muito poder em quase todas as culturas conhecidas.

Nossa vida é dividida, basicamente em 10 fases principais, sendo elas estabelecidas a cada 7 anos. A cada fase um novo ciclo é iniciado, que envolvem mudanças e transformações em diversos aspectos. Isto é o que concluíram os estudiosos dos setênios. Um estudo que se baseou na medicina tradicional chinesa e na antroposofia (dos gregos) – na qual a medicina antroposófica se baseia.

teoria-dos-seteniosA Teoria Setênia propõe o seguinte:

Penso que se o indivíduo tiver “respeitado” o ritmo de cada setênio, ele chegará no 10º (ou seja, com 70 anos), muito provavelmente com a consciência e a sabedoria necessárias para viver com boa saúde e lucidez, além de amar sem cobrar e ajudar sem perguntar.

O objetivo dos setênios, então, é de alertar as pessoas das fases existentes para que saibam e percebam todas as mudanças que estão enfrentando e as que estão por vir… assim aproveitem de modo mais saudável.

A vida passa depressa, é dinâmica e, entender melhor esses momentos, poderá trazer certa conformidade e esperança. Um dos intuitos deste estudo é fazer com que as pessoas fiquem atentas, que sejam vigilantes com elas mesmas e que possam decidir sobre suas ações de modo a responder aos estímulos diários, mantendo uma vida saudável mesmo em constante mudança.

Algo importante a se destacar é que, como cada um tem sua percepção de mundo e enfrenta as dificuldades a seu modo (além de terem os mais diferentes níveis de intuição, sensibilidade, empatia etc.), pode ocorrer de algumas mudanças que estão situadas em setênios futuros, serem experienciadas, por exemplo, antes de seu tempo, ou então depois do previsto pela teoria.

Até porque, cada ser amadurece de um modo único, exercita sua afetividade à sua maneira e, por essa razão, pode haver essa transição de experiências de um setênio a outro, todavia, costuma ser raro. Conheça como se dividi a Teoria Setênia… os ciclos da vida:AUTOCONHECIMENTO_E_A_TEORIA_DOS_SETENIOS1º setênio – O ninho. Interação entre o individual (adormecido) e o hereditárioDos 0 aos 7 anos de idade:bebe no aviào 2A fase da gestação, nascimento, nutrição e crescimento. No 1º setênio há o encontro entre a parte espiritual da individualidade e a parte biológica, preparada após a fecundação no ventre materno. A primeira infância é uma fase de individuação, de construção do nosso corpo, já separado do da nossa mãe, da nossa mente e da nossa personalidade. A hereditariedade está bem marcada nas células do corpo no 1º setênio, pela ação das forças herdadas, e são armazenadas nos rins para a vida inteira – deixando assim a marca na fisionomia do corpo do indivíduo.

Olha! É a cara da mamãe ou do papai” ou “da vovó/vovô”, são constatações que provam o que foi mencionado acima. Calor, confiança e amor: Eis os três alimentos à criança. Quem cria tal atmosfera para a criança são os pais. Se um dos pais está ausente, o esforço do outro terá de compensar.

A pedagogia Waldorf, usada em algumas escolas tem como filosofia a Antroposofia, entende que na primeira infância a criança tem que perceber os aspectos positivos do mundo, para quererem estar aqui e cultivarem a felicidade em longo prazo.

O primeiro setênio deve oportunizar o movimento livre, a corrida, as brincadeiras, deve permitir que a criança teste e conheça seu corpo, seus limites e suas percepções de mundo. Por isso o espaço físico é muito importante, bem como o espaço do pensar e o do viver espiritual.

2º setênio – Sentido de si, autoridade do outro – Dos 7 aos 14 anos:mae e filhos 20O segundo setênio promove um profundo despertar do sentimento próprio. A energia que emanava do polo superior, da cabeça, se dilui e se encontra no meio do corpo. Começam a surgir os dentes permanentes e inicia-se a evolução dos órgãos do sistema rítmico, aqueles contidos na caixa torácica (coração e pulmão). Os órgãos desse setênio são o coração e os pulmões, esses se desenvolvem promovendo a interiorização e exteriorização da vivência.

É nesta fase que o mundo externo “chega” a nós e, nós, a partir de dentro, podemos nos manifestar e expandir para o mundo. É nesse ponto que a autoridade dos pais e professores assume um papel importante, pois eles são mediadores do mundo no qual a criança se insere. Esquematizando de forma gráfica esse movimento, temos forças entrando e forças saindo. A característica deste setênio é a troca.

Nesse ciclo as normas e os hábitos estão sendo absorvidos, o desenvolvimento sadio do ser humano está relacionado à dosagem, o equilíbrio e a harmonia das relações de autoridade, valores, limites e permissões. É o sentir que está sendo afetado, o desenvolvimento das emoções. Do interior para o exterior e vice-versa.

As estórias infantis, contos de fadas, todo ato de brincar é extremamente saudável pois a criança cria e molda sua participação no mundo. Isso, para o desenvolvimento humano, é bastante mais saudável que situações em que ela se faz apenas como expectadora, como no caso da televisão, ou de jogos eletrônicos. A arte deve ser estimulada desde o primeiro ciclo, mas nesse momento ela se faz muito mais importante, bem como a religião.  Os mundos artístico e religioso auxiliam no sentido de si e do mundo, fluindo a alma, que busca a beleza e a fé.

3º setênio – Puberdade/ Adolescência – Crise de Identidade – Dos 14 aos 21 anos:desapego em movimentoO que todo adolescente busca?… liberdade! Eles não querem os pais, irmãos mais velhos nem professores “pegando no pé”. O que rege esse ciclo é o sentido de liberdade. No sentido corporal, as forças que se acumulavam nos órgãos centrais se espalham e chegam aos membros e no sistema metabólico.

O espaço dessa criança é o mundo, já não pode se resumir a família nem a Escola. Ele precisa se reconhecer e ser reconhecido, aceito, achar a “sua turma” para compor um grupo no qual se identifique.

A liberdade nesse ciclo atua como a vivência do “bom” no primeiro ciclo e do “belo” no segundo ciclo. Ocorre que a liberdade só se dá num ambiente de tensão entre as possibilidades, impossibilidades e desejos. A mulher começa a menstruar e o homem se torna fértil. Essa tensão costuma gerar rompimentos, as vezes esses rompimentos são violentos, mas são necessários e próprios desse ciclo. Essa liberdade também tem um sentido de exposição. Tudo está voltado para o externo, para fora, para o mundo. Há uma dificuldade em ouvir o outro e entender suas posições, tudo deve seguir o seu sentimento de mudança, de julgamento de certo e errado, de bom e ruim.

As trocas nesse ciclo são importantíssimas. O diálogo, a abertura ao novo, a prática da compreensão, da solidariedade, assim como o seu reconhecimento e o pertencimento. Os questionamentos são fruto desses choques. É o momento de questionar a tudo e a todos.

Também é o momento do discernimento, das escolhas profissionais, do vestibular, do primeiro emprego, pois a liberdade também só faz sentido quando percebemos a vida econômica. O dinheiro então pode ganhar um sentido de poder que talvez não seja saudável. É a partir desta idade que começamos a ter um pensamento mais autônomo, ainda que, nesta época, acreditemos estar amadurecidos para efetuar julgamentos.

A fase onde o ser humano sai do mundo mais paradisíaco e cósmico da infância e entra no mundo terreno. Ele se torna cidadão terrestre, coparticipante da cidadania, de seu lugar, sociedade, e do mundo.

4º setênio – O ‘EU” – A Independência e a Crise do Talento – Dos 21 aos 28 anos:

Abraçar  eu feliz  amor 1

A partir dos 21 anos nossa individualidade, nosso self, toma uma força considerável na tentativa de estabilização. O “Eu” começa realmente a se mostrar, mesmo ainda estando em formação. No entanto, para que esse “Eu” apareça e se forme, mesmo sendo algo subjetivo e interno, ele depende do mundo exterior, da sociedade.

O fim do crescimento corporal instaura o início de um processo de crescimento mental e espiritual, somos então “cidadãos de dois mundos: o celeste e o terrestre”. Músculos e ossos estão fortes, homem e mulher atingem o ápice da fertilidade, além de ser a fase da alma, da sensação e da emoção. Geralmente já não moramos mais com a família e já não estamos mais na escola. É o momento da autoeducação, do emprego, do desenvolvimento dos talentos, etc. Surgem dúvidas como: Escolhi a profissão certa? Quais talentos e aptidões eu deixei para traz? Consegui uma boa relação com o mundo, com o trabalho, com a família e comigo mesmo?

A história das pessoas começa a ser traçadas por elas mesmas, pois há uma tomada de caminho que não depende mais, diretamente, das outras instituições. É uma emancipação em todos os níveis, mas como resultado de toda a experiência nos três primeiros setênios. Surpreendentemente, é também a fase em que mais nos influenciamos pelos outros, pois a sociedade dirá o ritmo da vida de cada um.

Nesse ciclo, os valores, aprendizados, e lições de vida passam a fazer mais sentido.  As energias estão mais pacificadas. Nosso lugar no mundo é o principal objetivo. A colocação profissional assume um papel muito importante.teoria setênios-15º setênio – Fase Organizacional e Crises Existenciais –  Dos 28 aos 35 anos:

Quem nunca ouviu falar na “crise dos 30”? Ela não é um mero mito, ela existe e tem explicação. O 5º setênio começa com essas crises na vida, o abalo da nossa identidade, a cobrança do sucesso que talvez ainda não tenha atingido, a certeza de não podermos tudo, de onde vem a frustração e tristeza.

A sensações de angústia e vazio são muito comuns. Em algumas sociedades as pessoas nesse ciclo não encontram um lugar para si e se veem entre a juventude e a velhice ou maturidade. O baço-pâncreas não sustenta mais a carne, e o rosto começa a enrugar. As pessoas passam a não se conhecerem, pois, seus gostos mudam – ou por si mesmos ou pela pressão dos outros. Sentimo-nos impotentes nesta passagem da juventude para a maturidade, de um viver mais impulsivo para um viver mais sério, responsável, voltados para a família e para o trabalho.

Nesta fase vem a crise dos talentos: Será que estou no caminho? Qual o caminho a escolher? Também há questões sobre intelecto e índole próprios. Como: Consegui me expressar? Eu me sinto oprimido ou oprimi alguém? Encontrei meu local de atuação? Ocorreu alguma modificação importante em minha vida nessa fase?

Nesse ciclo os sentimentos nos levam também a uma busca espiritual maior, um “caminho da alma”. Estamos suscetíveis ao cosmos, às oscilações e às vezes a harmonia custa a acontecer. Somos cobrados por estrutura, firmeza, estabilidade, uma base, um pilar, que seja material e que também sejam mental e espiritual. A Antroposofia acredita que logo após o 31 ½ ano, que corresponde à metade do 63º. ano de vida, estamos no final das atuações planetárias e zodiacais. Depois dessa idade, ficamos mais livres.

Estamos realmente, nessa fase, em organização. Estamos tendo crises, mas é por meio dessas crises que construímos novos pensamentos, novos valores, terminamos relacionamentos e começamos outros, mudamos de emprego, de ideologias, de partidos políticos, enfim… crises, desorganizações e reorganizações. É nesse ciclo que passamos a pesar uma série de coisas, avaliar a trajetória da nossa vida, esse não lugar nos força a perguntar “quem sou eu”. Há uma renovação a partir desse ciclo.

6º setênio – Crise de Autenticidade – Dos 35 aos 42 anos:gratidaofoto02Esse setênio, embora tenha suas peculiaridades, está ainda ligado aos setenio anterior, ruminando os resultados das crises. Reconhecemos também uma espécie de crise nesse setênio, mas uma crise que busca uma autenticidade, geradas pelas reflexões do ciclo anterior.  Temos, aqui, mais capacidade de julgamento, gozamos de mais maturidade psíquica e emocional.

Em geral, já acumulamos alguns bens materiais ou ao menos conseguimos uma renda que seja suficiente para as questões básicas de consumo. O desafio, então, é encontrar valores espirituais e nos reconhecermos como seres únicos. A pergunta é: como é que encontro o caminho para a essência do mundo e para a minha própria essência?

Esse setênio configura a última fase do desenvolvimento da alma propriamente dita, estamos propensos a adentrar mais profundamente no nosso mundo espiritual, na parte mais sensível de nós. Buscamos a essência de tudo, no outro e em nós. Isso passa a acontecer com mais força nesse setênio pois, aqui, já há maturidade e aprendizado suficiente para esse conhecimento. O fígado perde metade de suas funções e o cabelo começa a cair e embranquecer.

A carreira, a família (ou não) os desejos, tudo já teve seu tempo. Já alcançamos as conquistas que nos eram urgentes. Há um desaceleramento. É possível que esse ciclo traga um descontentamento com o novo. Pode ser que o sujeito questione se, chegando aos 40 anos, ainda há algo novo para se fazer. Buscar coisas novas é um exercício importante para esse ciclo. Em contraponto ao novo, há uma aceitação maior do que se é, de como se é, das histórias e experiências de vida.

Mudanças do ritmo do nosso corpo e da nossa mente, o que é algo importante para alcançarmos frequências mais sutis de pensamento, onde estará nosso corpo suprassensível. É a fase da alma da consciência. As perguntas são: Já passou a metade da vida, o que farei daqui pra frente? Acrescentei novos valores à minha vida? Estou encontrando minha missão de vida? Estou caminhando nela? Encontrei e aceitei minha questão básica de vida.

7º setênio – Altruísmo X Quere manter a Fase Expansiva –  Dos 42 aos 49 anos:ir embora 3É um ciclo que tem um “arde recomeço, de ressurreição, de alívio, até a crise dos trinta perde a força e parece não ter tido resultados tão graves como se pensava. É, porém, o momento de buscar, desesperadamente, por algo novo, para que a vida adquira sentido.

As mudanças nesse setênio são urgentes. Mesmo que nem todos estejam preparados para elas. As questões existenciais retornam com uma certa força, mas agora elas mais dinâmicas e menos melancólicas pois o sujeito já se vê capaz de produzir essas mudanças. O lema é “como está, não dá pra ficar”.

Essa dinâmica impulsiona a tomada de decisões que, por vezes, ficou anos sendo gestadas dentro de si. Pode ser a separação conjugal, a saída de uma empresa, ter um filho, etc. É uma fase que corresponde, em termos energéticos, à fase que vai dos 14 aos 21 anos. Ficamos saudosistas, queremos ir à Disney e reviver coisas da nossa adolescência. Voltamos a desafiar nosso corpo e fazer esporte. É uma fase solar.

O medo do envelhecimento surge. As questões internas despertadas pelos ciclos anteriores perdem um pouco de espaço para a estética e a necessidade de se fazer coisas que os jovens fazem. Os pulmões perdem mais capacidade de oxigenar o sangue, o rosto se torna descolado, a andropausa e menopausa geralmente chegam nesse setênio.  As rugas e a menopausa são os espinhos das mulheres nesse setênio. A sexualidade retoma uma importância crucial. Contudo, a força que se perde com o declínio da sexualidade pode e deve ser empregada em outros nichos.

Esse setênio traz o contraditório: queremos mudanças, estamos em busca do novo, mas o envelhecimento que é uma mudança natural nos assusta, incomoda, gera ansiedade, muda nosso comportamento com relação a nós mesmos e ao mundo. Assim, sucumbimos à força do “sósia”, ou seja, da sombra, daquilo que está diretamente ligado aos aspectos pessoais não resolvidos, não integrados.

Nos enxergamos nas sombras do outro e entramos em confronto. As relações ficam à mercê das emoções distorcidas pelo que não vemos em nós, mas vemos nitidamente nas pessoas. No entanto, o que acontece é um espelhamento. A nova visão nessa etapa da vida questiona: Estou desenvolvendo alguma criatividade nova? Em que área? Como está meu casamento? E meus relacionamentos, a relação com meus filhos? Estou procurando ou já encontrei um novo lazer para esta fase?

8º setênio – Ouvir o mundo – Dos 49 aos 56 anos:BIAPodemos reconhecer essa fase como sendo do “pai e da mãe universal”. É a fase de desenvolvimento do espírito. É um setênio tranquilo e positivo. As forças energéticas voltam a estar concentradas na região central do corpo, mas estão voltadas ao sentimento da ética, da moral, do bem-estar, questões universais, humanísticas.

É a fase inspirativa ou moral, e com isso, as perguntas: Consegui encontrar um novo ritmo de vida? Como está meu ritmo anual, mensal, semanal e diário? Quais são os galhos secos de minha árvore, os quais tenho de cortar para que os novos brotos possam aparecer?

É um momento em que estamos mais conscientes do mundo e de nós mesmos. É um bom momento para reconhecer os méritos da nossa história, aceitando-a sem julgamentos. Esse ciclo desperta em nós o existencialismo para observarmos mais de perto o valor simbólico das coisas. Deixamos o pessoal, particular em busca do universal, do humanístico, do existencial. A vitalidade declina, a energia dos rins e do fígado está mais fraca e surge a incapacidade de eliminar mais toxinas.

Contudo, alguns podem incorrer na falha dos egocentrismos, pois um ciclo depende do seu anterior. Assim, pode haver pessoas nesse setênio completamente voltadas para si, suas necessidades e do seu grupo. O desapego é uma consequência da vida pregressa.

Em termos físicos, esta fase espelha fisiologicamente o setênio 7 a 14 anos, o elemento do ritmo tem de ser priorizado, especialmente na condução de uma rotina. A vida nos ensina nesta época uma nova audição, temos a possibilidade de ouvir a voz do coração para esta renovação ético / moral que agora é propícia.

9º setênio –Abnegação e Sabedoria –  Dos 56 aos 63 anos:avos-vivem-mais2A Antroposofia acredita que o 56º ano de vida traz uma brusca mudança. Ela está na forma como a pessoas se relaciona consigo e com o mundo. Como os ciclos se correspondem, esse se liga ao primeiro setênio, aquele que vai do nascimento até os sete anos de vida. A audição, a visão, o paladar das pessoas dessa fase se iguala e o mundo fica estranho.

Contudo, essa fase, por exemplo, evidencia uma volta para dentro de si. O interno passa a fazer muito mais sentido que o externo. É importante internalizar-se, desenvolver os sentidos espirituais. A comunicação com o mundo externo passa a ter ruídos, principalmente pelas mudanças que a sociedade sofreu nesse período inteiro.

A reclusão passa a ser algo natural, boa para a autorreflexão e a busca pela essência. A sabedoria pelo conhecimento acumulado e a intuição que passa a ser mais clara, tornam-se elementos fundamentais dessas pessoas. Elas são o contraponto do sentimento de fracasso e insucesso que, porventura, possa aparecer, vindo dos questionamentos daquilo que se alcançou ou deixou de alcançar.

É a etapa mística ou intuitiva: O que eu consegui realizar? Como estou cuidando do corpo, da memória, dos órgãos dos sentidos? Como estão meus bens e aposentadoria?

Os dentes começam a cair, a visão e a audição se tornam mais fracos, os reflexos e a mobilidade passam a sofrer alterações em razão do declínio energético dos órgãos sólidos (coração, baço-pâncreas, fígado e rins). Certos cuidados se fazem muito importante, como a estimulação da memória, mudanças de hábitos, recursos criativos. Isso porque a aposentadoria pode ser algo limitador, especialmente para aqueles que durante toda a vida atribuíram muita importância ao status profissional e agora temem não ter outra forma de autorrealização.IMG_0860Atividades muito bem-vindas nesse setênio são as acadêmicas – lecionando ou fazendo novos cursos – escrever textos ou um livro, o laser em grupos de pessoas na mesma fase da vida, viagens e outras formas que relacionem prazer e aprendizado. A aproximação da família ou a construção de novas famílias também ajudam a dar novo sentido à vida, além do prazer de se tornar avós… é bem comum neste período…

10º setênio – Em Diante – Sabedoria – Dos 63 aos 70 anos: img_3295É importante pensar que essa teoria foi pensada em uma época em que a expectativa de vida era muito baixa e as pessoas com 60 anos eram verdadeiros anciãos. Logo é preciso também compreender que os ciclos são metafóricos e não tem uma relação matemática exata.

É a “fase do mestre”. A criança pequena tem em volta de si uma aura, uma luz, pois ainda não está totalmente encarnada. No 10º setênio, essa aura está interiorizada e luminosa por dentro, desde que a pessoa não esteja doente.

Se tiver respeitado o ritmo de cada fase, sua luz interior brilhará. Idosos e crianças são parecidos, pois são polos que se atraem. É o momento de passar o “cedro” ou o “cajado” do conhecimento! É um novo escutar e, neste momento, a pessoa é procurada a dar conselhos. As questões são: Tenho momentos bons, sentimento de gratidão e alegria? Sou capaz de perdoar? Busca de sentidos e do Propósito da vida!teoria setenio 3Vivendo os setênios:  old-people-616718_640
Como você vê, nossa vida é feita de uma forma cíclica. Nossa energia vital circula pelas diversas fases da nossa vida. Nossa mente tem diferentes estágios de aprendizado e nossa espiritualidade pode estar mais ou menos aberta também conforme cada estágio. Agora que as fases dos setênios foram apresentadas, é importante saber como aproveitar essa sabedoria.

Hoje talvez essa divisão seja um pouco diferente e, com certeza, faz sentido pensar em mais um ou dois ciclos de sete anos, visto que estamos vivendo cada dia mais, mas o aprendizado com a Antroposofia e a teoria dos setênios é enorme. Metaforicamente ou não, poucas linhas de pensamento conseguem dar pensar de forma sistêmica como essa. De forma que é impossível pensarmos em algo tão complexo quanto a nossa vida de forma linear e homogênea.

paisÉ preciso que a pessoa seja sempre ela mesma, mas saber das mudanças da vida e do corpo para pode tirar proveito de todas as fases. As condições básicas para o bem-estar é sentir o seu corpo e agir de acordo com isso. O corpo tem sua própria sabedoria, então não o perturbe e não se deixe levar apenas pela cabeça.

Compreender as fases ou ciclos da vida é importante para aprendermos mais sobre nós mesmos e sobre o outro, adquirindo mais expertise no cuidado com as pessoas, especialmente os coachees, que devem ser peritos no desenvolvimento e aprendizagem humana. Saber sobre cada etapa nos possibilita saber mais sobre as crises e lidar melhor com elas.

idosos alegria  abraçar mae 4  felizHá uma série de arquétipos que podem ser observados nessas diversas fases, mas isso é assunto para um novo artigo. Lembre-se sempre de se lembrar de nunca esquecer que o saber é o nosso bem maior, cada leitura, cada livro, cada conhecimento acumulado é uma forma de sermos melhores e mais capacitados, além de nos conhecermos mais a cada dia.

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Fonte: http://www.jrmcoaching.com.br/blog/a-teoria-dos-setenios-os-ciclos-da-vida/ e

Adaptado do Texto de: Helena Gerenstadt – Por: Natália & Flávia – Bem Viver + | www.bemvivermais.comAdaptado do Texto de: Helena Gerenstadt

 

 

 

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DESCOMPASSO NO DESEJO SEXUAL DE HOMENS E MULHERES ACIMA DE 50 ANOS…

“ Me descubro um pouco mais a cada dia, minhas ânsias e desejos… isso é fundamental para dizer quem eu sou, porque às vezes eu mesma me surpreendo”…

A medida que vamos nos tornando mais maduros e envelhecendo muita coisa muda em nosso corpo. O importante é buscarmos informações e tratamentos adequados à medida que os probleminhas vão surgindo… tentando minimizar ou solucionar. A medicina está muito avançada hoje em dia e sempre temos opções para a maioria dos casos. Uma conversa sincera e aberta com seu medico de confianças podem ajudar muito. Leia o que o Dr. Márcio de Sá nos diz:

É muito frequente haver um descompasso no desejo sexual entre mulheres e homens nos casais com mais de cinquenta anos. “Acredito que um dialogo honesto pode trazer de volta a responsabilidade sexual de ambos e melhorar muito este descompasso”.

A Pós-menopausa, ou Climatério, é o período que se segue à menopausa, ou última menstruação.

A andropausa , ou climatério masculino, que também existe – e sobre o qual eu tratarei num próximo artigo – é a disfunção, a mudança hormonal, que ocorre nos homens um pouco mais tardiamente, por volta dos cinquenta anos.

Esse descompasso no desejo sexual tem como razão, na grande maioria dos casos, as mudanças psíquicas que ocorrem nas mulheres durante o climatério.Velhos-sexoAs mudanças hormonais do climatério masculino causam, diferentemente, transtornos sexuais de outra ordem, relacionados aos problemas de ereção peniana. Estes problemas são capazes de refletir, também, às vezes muito negativamente, no desejo sexual masculino.

O que acontece, então, no viver e na prática quotidiana da vida sexual de um casal de mais de 50 anos é, principalmente, um descompasso de libido feminino-masculina.

As mulheres, em sua grande maioria, perdem ou vivenciam uma importante diminuição do desejo e do interesse sexual, enquanto para a grande maioria dos homens, o mais importante problema é a Disfunção Erétil (o distúrbio de ereção peniana).

As mulheres podem se tratar com a reposição hormonal, para a grande maioria das quais os resultados são excelentes (não se deve esquecer, entretanto, dos potencialmente graves e frequentes efeitos colaterais, tromboembolismo, sobretudo).

Os homens podem se tratar com os medicamentos – o Viagra é um deles – que melhoram muito a disfunção erétil (mas que apresentam também efeitos colaterais e contra-indicações absolutas: os que sofrem de problemas cardíacos, por exemplo).

Maria José N., de 57 anos, teve sua última menstruação aos 53 anos. Desde então, progressivamente e de maneira cada vez mais intensa, a sua libido foi diminuindo, diminuindo, até que o seu desejo sexual extinguiu-se por completo.

A constatação deste fato a deprimiu. Ao mesmo tempo, surgiram, para a sua total infelicidade e crescente desespero, a gama completa dos sintomas da disfunção hormonal da pós-menopausa: nervosismo intenso, uma crescente irritabilidade com todos e com tudo, os terríveis e abruptos calorões e a secura vaginal.

Em completo desespero, ela procurou o seu ginecologista, que explicou-lhe longamente toda a sua problemática e propôs-lhe a reposição hormonal. Ela aceitou e, ao cabo de dois meses após o início do tratamento, para seu grande alívio, Maria José voltou a ser a pessoa que tinha sido quando ainda menstruava.velhos-nudismo[1]Tudo o que a atormentava desapareceu e as recusas às investidas sexuais do seu marido – às quais, até então, ela penava para aceitar-, tornaram-se de novo um prazer.

Sete meses depois, entretanto, muito assustada com um grave acidente de Tromboembolismo Pulmonar ocorrido com sua amiga Clara M., de 62 anos, que fazia reposição hormonal há cerca de um ano e meio, ela procurou novamente o seu ginecologista.

Em comum acordo, foi decidida a interrupção do tratamento com os hormônios sintéticos e o uso unicamente de um creme vaginal à base de hormônios, que normalmente não são absorvidos pelo organismo, mas que tratam de maneira muito eficiente a secura vaginal. Este tratamento está sendo um sucesso para Maria José.

Até a última vez em que a vi em consulta domiciliar, motivada por um resfriado muito forte, ela estava bem, com a libido e tudo o mais em forma.

Francisco T. é um homem de 56 anos, divorciado, grande sedutor e considerado um “boa pinta”, muito feliz até 8 meses atrás com a sua ativa vida sexual com a namorada de 39 anos. Nesta época, ele começou a apresentar problemas, que me descreveu como uma “falha mecânica…” , que o deprimiram.

Ao final da nossa consulta domiciliar, na qual ele me fez umas 15 variadas perguntas sobre a disfunção erétil, as suas causas, o seu tratamento, o seu prognóstico etc., acordamos, ele e eu, sobre o uso, sempre pontual, como deve ser, da Sidelnafila (nome do princípio ativo do Viagra), que ele começou a usar naquela mesma noite.

Em nosso contato telefônico, uma semana após a consulta, ele estava de novo com a auto-estima nos píncaros e retomara a sua vida, alegremente, de grande namorador!Sexo-terceira-idadeEnfim, os descompassos do desejo sexual feminino-masculino têm causas e formas de tratamento diferentes. Estas causas devem ser individualmente estudadas, para que os tratamentos correspondentes possam ser moldados de acordo com cada mulher e cada homem.

*Márcio de Sá é médico clínico formado pela UFMG, especialista em Medicina Preventiva, Mestre em Saúde Pública pela Université Paris VI, e trabalhou durante 11 anos no Hospital Pitié-Salpêtrière, em Paris. (Rio de Janeiro).

SEXUALIDADE DEPOIS DOS 60 ANOS.

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“Tento resolver todos os dias a minha sexualidade”. Padre Fábio de Melo.                                            Muito interessante este Post onde Dr. Drauzio Varella entrevista a médica psiquiatra Dra Carmita Abdo sobre a sexualidade depois dos 60 anos publicado no Blog Segredos de casais. Vale a pena conferir! Acredito que conhecimento pode ajudar muitas pessoas…

Segredos De Casais

Carmita Abdo é médica psiquiatra e coordenadora do grupo de sexualidade do Instituto de Psiquiatria da Universidade São Paulo.

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Muitos acham que fazer sexo é característica da juventude — quando muito da maturidade — e que a atividade sexual inexiste a partir de determinada faixa etária. Em geral, admite-se que nos homens, lá pelos 60 ou 70 anos, ela declina e, depois, desaparece de vez. Em relação às mulheres, a crença é que o fenômeno seja ainda mais precoce. A moral vigente durante séculos reforçou o mito de que o momento da menopausa e a consequente perda da capacidade de gerar filhos marcavam o fim do interesse sexual feminino.

Hoje, já existe a comprovação de que esses conceitos estão completamente equivocados. Do ponto de vista médico, o papel da sexualidade após os 60 anos é de fundamental importância para a saúde física e psíquica de homens e mulheres mais velhos…

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DEPOIS DOS 60 ANOS, NÃO SE FAZ SEXO PELO PRAZER DO MOMENTO… É MUITO MAIS!

Velhos-sexo

“Envelhecer é estar mais perto do sagrado, das coisas que realmente importam.” Déa Januzzi

Adoro as crônicas de Déa Januzzi… traz leveza á minha alma! E vocês gostam? Leiam:

Por um momento nossos olhos se cruzaram. Um único instante, depois de tantos anos de acusações, de farpas, de culpas engasgadas na garganta. Por um momento nossos olhos se cruzaram sem a presença de outras pessoas para vigiar, disciplinar, julgar. Nossos olhos se cruzaram por um rápido instante e quase se engoliram. Nossos olhos fizeram sexo como se ainda fôssemos jovens. Mas se desviaram a tempo, porque não há mais chance para os olhos do passado.

Depois dos 60 anos, não se faz sexo pelo prazer do momento nem pelo tesão descontrolado dos hormônios, porque há muito eles se foram. Depois dos 60, o sexo vira amor e os olhos querem mais do que fúria. Querem calmaria. Depois dos 60, os olhos querem delicadeza, ternura, compartilhamento. Os olhos não se enganam mais, sabem vasculhar a alma, enxergam os erros, veem as consequências dos atos tresloucados do sexo sem cumplicidade.

Depois dos 60 anos, os olhos querem, trocam, mas já compreendem que a sedução é mais do que o ato em si. Os olhos querem ser abraçados, tocados, compreendidos em sua vastidão, em toda a sua profundeza. Não há mais tempo do sexo fugaz que pode pesar a vida da mulher. Depois de tudo, ela vai carregar um filho no ventre e nas costas por toda uma vida. O filho é a parte saudável e não pesa tanto quanto o momento de prazer sem compromisso. Afinal, o filho é a prova de que por um instante os pais se amaram. Ou fizeram sexo com paixão.

Mas depois dos 60 anos, os olhos não se enganam mais, estão acostumados com a falta de compromisso e de compaixão do outro, com o amanhã da solidão, com o anteontem das separações, brigas e falta de amadurecimento para ser pai e mãe de verdade.

Tenho amigas que descobriram o beijo na boca depois dos 60 – e chegaram às nuvens. Nesta nova fase da vida, sexo tem que fazer cafuné na alma. E sabem onde fica o Ponto G dessas mulheres? Fica no coração, que tem de ser tocado com maestria, talento e competência, como se fosse uma música de Vivaldi, de preferência uma das Quatro Estações. As preliminares depois dos 60 podem durar a noite inteira, até acordar em gozo, gemendo de amor.

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Por um momento nossos olhos se cruzaram e se reconheceram. Os olhos se lembraram das tentativas, do projeto de formar uma família, de viver junto, de construir uma vida em comum. Por um momento, os olhos se lembraram da primeira vez, da emoção de ter um corpo dentro do outro. Das lágrimas derramadas pela primeira e ardente vez. Da paixão que fulminou a razão.

Mas os olhos não mentem e se desviam rapidamente, sem outra chance. Os olhos se lembram de que foram aqueles mesmos olhares que seduziram uma mulher de 20 anos, que foi abandonada, sem gentileza, sem escrúpulo, sem resposta para toda a vida. Que foi degredada e teve que aprender sozinha a criar filho, mas com o apoio de outras mães sozinhas, de uma rede de solidariedade feminina.

Depois dos 60 anos, os olhos compreendem que é melhor não cair em tentação. E que é hora do adeus. Os olhos se cruzaram, se desviaram e se despediram.

ROMEU E JULIETA 80: O AMOR É MUITO JOVEM.

“O fato de o personagem ter 15 anos e eu, 80, me fez me entregar à força das palavras e dos versos de Shakespeare” Renato Borghiu .

Corre que ainda da tempo de você assistir essa peça. Muita elogiado pela crítica esta montagem de Romeu e Julieta com atores que passaram dos 80 anos – Miriam Mehler e Renato Borghi – nos papéis principais. Um projeto antigo de Marcelo Lazzaratto, que dirigiu e concedeu esta peça de William Shakespeare, mas que só agora pode ser concretizada “Romeu e Julieta 80”. Leia o que Eduardo Nunomura, da revista Carta Capital, escreveu sobre essa nova montagem com Romeu e Julieta idosos:

Todos aguardam ansiosos o esperado primeiro beijo de Romeu e Julieta (e que beijo). Tem sido assim há quatro séculos, desde que o bardo inglês William Shakespeare escreveu a que veio a ser uma das mais encenadas peças teatrais do planeta. O casal adolescente está apaixonado e sabemos de cor e salteado como essa tragédia termina. Não há tempo a perder. Só que, desta vez, tempo é uma questão relativa no palco do Sesc Ipiranga, especialmente para Renato Borghi e Miriam Mehler. Os dois estão com mais de 80 anos, mas a juventude de suas interpretações nos papéis de Romeu e Julieta tem a força de congelar o tempo.

A peça Romeu e Julieta 80, dirigida e concebida por Marcelo Lazzaratto, é uma ode ao amor no sentido mais amplo. Sim, trata do amor do jovem de 15 anos, filho único dos Montecchios, pela filha única dos arquirrivais Capuletos, com 14. Mas a montagem faz um tributo amoroso a dois veteranos da dramaturgia e, por extensão, ao teatro brasileiro, maduro por sua história e juvenil pelas condições em que muitas peças ainda são produzidas no País. “Renato e Miriam são de uma geração que sedimentou o teatro. Participaram de peças fundamentais, como O Rei da Vela, Eles Não Usam Black-Tie e Pequenos Burgueses. Daqui a 200 anos, elas ainda serão destaque”, pontifica Lazzaratto.

Foram necessários dez anos para que este projeto ganhasse corpo. Lazzaratto havia pensado em um Romeu e Julieta 70, mas a ideia não avançou além dos risos iniciais dos atores. O tempo passou e a peça ganhou novas simbologias, como a resistência às inúmeras crises (do teatro e do País), a importância do amor em tempos de intolerância e a longevidade.

“O corpo não obedece tanto, mas o sentimento do amor existe. Claro que ele é diferente, porque o frescor da juventude já não há mais, mas o cair de paixão pode acontecer em qualquer idade”, brinca Miriam, 82 anos, que nasceu na Espanha e se formou atriz pela Escola de Arte Dramática de São Paulo, em 1957.

Foi casada com Perry Salles, com quem fundou o Teatro Paiol, em 1969, em São Paulo, e participou de inúmeras montagens nos teatros Arena e Oficina. Encenou textos capitais de dramaturgos brasileiros e internacionais, como Gianfrancesco Guarnieri, Nelson Rodrigues, Consuelo de Castro, Maximo Gorki, Max Frisch e Edward Bond. “Como tenho mais de 60 anos de carreira, já passei por todas as fases, mas o teatro sempre sobreviveu. Às vezes, até melhor do que antes.”

“O teatro é a nossa grande tábua de salvação. Romeu e Julieta é uma mensagem de amor tão grande em meio a um mundo de tanto ódio, de tantas coisas terríveis acontecendo, e precisamos passar que existe o amor entre nós, não só entre um homem e uma mulher, mas entre nós, seres humanos”, conclui Miriam.

Falar do tempo presente com um Romeu de 80 anos é um sinal de alerta para os mais jovens, que talvez não vislumbrem os riscos que corremos. “Enxergo este momento como tão difícil ou mais do que na ditadura. Com toda essa radicalização e esse politicamente correto que cerceia a arte, que vem de uma fração da sociedade, é muito mais árduo para resistir e combater”, afirma Renato Borghi.“Há uma tendência direitista muito clara e o teatro precisa dialogar ainda mais para expor o risco desse fechamento”.

A mensagem do espetáculo é que o amor está aí para todo mundo, independentemente da idade que se tenha. É uma verdadeira ode ao amor no sentido mais amplo. Quero muito assistir está peça. E você? Clique aqui para ler mais. Até 18/2/2017 no Sesc Ipiranga todas as sextas e sábados ás 21:00hs. Domingos e feriados ás 18:00hs (R$9,00/ 30,00).

SEXO DEPOIS DOS 50 ANOS: PROBLEMAS QUE ELES E ELAS ENFRENTAM…

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“No homem, o desejo gera o amor. Na mulher, o amor gera o desejo.” Jonathan Swift

Sexo na “melhor idade” é um assunto de grande interesse, não é? Assunto cheio de tabus e preconceitos, mas que atualmente tem mudado muito. Afinal somos da geração Baby Boom (da Explosão de Bebês) e a Geração X (ou “baby bust“) lembra? Revolucionários? Acompanhamos de perto muitas mudanças culturais e sociais das décadas de 60 e 70. Mais do que uma explosão demográfica (Baby Boom), essas foram as gerações (e X) de grandes transformações culturais e sociais . Mudanças transformadoras eu diria, para um novo mundo que viria á frente. Dessas gerações surgiram os ideais de liberdade, o feminismo e os movimentos civis a favor dos negros e homossexuais. Gosto muito do que Maya Santana (do 50e mais) comenta sobre o sexo na terceira idade. Leiam.
Sexo depois dos 50 anos é um assunto cada dia mais atual, já que a população está envelhecendo rapidamente. E, a partir dessa idade, é natural que comecem aparecer os problemas: para as mulheres, um dos principais é a perda da libido e o consequente desinteresse por sexo; para eles, a questão mais aguda é a qualidade da ereção, que começa a declinar a partir dos 45 anos.

Que tal ler aqui trechos da entrevista de Mariza Tavares, de O Globo, com Carmita Abdo, uma das maiores autoridades do Brasil em questões sexuais, autora de oito livros, Doutora e livre-docente pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, fundou e coordena o Programa de Estudos em Sexualidade (ProSex) do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da USP.

PERDA DA LIBIDO:
“A menopausa exerce um impacto muito grande sobre a mulher. Não fomos feitas para viver sem hormônios. Na ausência do estrógeno, a lubrificação da vagina fica prejudicada e a mulher pode, consequentemente, sentir dor na relação sexual. Há outros prejuízos: para os ossos, os músculos, a cognição. A reposição hormonal é medida de saúde precedida de orientação médica, mas não pode ser descartada. Também é preciso estar atenta à depressão, que aumenta sua incidência depois da menopausa. Neste caso, a mulher não se interessa por sexo, como também não quer se cuidar e se isola. Na verdade, é uma falta de interesse geral pela vida! No consultório, é frequente atender pacientes que não querem tomar antidepressivos, alegando que o remédio vai interferir negativamente na libido. Isso realmente pode acontecer, mas apenas durante o tratamento, enquanto que, se a depressão não for tratada, a falta de desejo sexual será mantida como consequência da depressão.”

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Depois dos 50, o maior problema para ela é a perda da libido; para ele, falhas na ereção.

POR QUE A MULHER PARECE SE INTERESSAR MENOS POR SEXO:
“A maioria das mulheres se empenha mais durante a sedução, no desafio da conquista. Algumas ficam, então, satisfeitas e abrem mão do prazer do ato sexual. Talvez por dificuldades pessoais, talvez devido a parceiros apressados ou inábeis. Ou até por desconhecimento delas, ou seja, porque não sabem como fazer o próprio corpo reagir ou não conseguem relaxar. Na atualidade, vivemos relações-relâmpago, com ainda menos chance de a mulher ter seu corpo pronto para a penetração, pois as preliminares nem sempre são suficientes ou satisfatórias. O sexo contextualiza a sociedade contemporânea, onde tudo acontece de forma rápida e descompromissada. Por outro lado, os homens adorariam ser informados sobre o que agrada às mulheres na cama. É o que ouço deles o tempo todo. No entanto, ainda parece estranho ou desconfortável para as mulheres falarem sobre o seu prazer sexual ou guiarem seus parceiros para o que dá prazer a elas. Algumas se referem a ser constrangedor falar, porque pode parecer que o parceiro não é eficiente e não ‘se garante’, a menos que seja conduzido. Puro machismo feminino. Ela prefere realizar um ato sem qualquer ganho pessoal, a correr o risco de ele se sentir pouco habilidoso. Vale a pena falar e dar a ele a oportunidade de fazer melhor.”

NOS HOMENS, PROBLEMAS DE EREÇÃO:
“Apesar do tamanho do pênis ser um grande fantasma na vida sexual dos homens, a qualidade da ereção (a qual começa a entrar em declínio a partir dos 45 anos) é ainda maior. Os medicamentos que promovem a ereção são eficazes, mas se o homem viveu boa parte de sua vida com o problema, certamente complicou o quadro com o prejuízo de sua autoestima. Nesse caso, a eficácia da medicação poderá estar comprometida e ele necessitará também de uma terapia sexual. O medicamento age na fase de excitação, o que significa que o desejo deve estar preservado para o efeito ocorrer. De modo geral, os homens não fazem prevenção e encaram o agendamento de uma consulta médica como sinal de fragilidade. No entanto, as doenças, quando prevenidas, ajudam a preservar a ereção na idade avançada. Se, por exemplo, todos os homens fizessem exame da próstata a partir dos 40 anos, teríamos uma diminuição drástica dos índices de câncer avançado e de cirurgias radicais, uma das causas de perda da ereção.”

Fonte:http://www.50emais.com.br/44968-2/

 

 

A GENTE SE APAIXONA PELA FORMA COMO NOS TRATAM.

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“O amor é feito casa, não se constrói do alto, tem que ter o alicerce bom e duradouro, se constrói aos poucos.” Mirella Pereira

Num primeiro momento, somos atraídos pela pessoa em vista de sua aparência, da harmonia entre seus traços, seus gestos, seu sorriso.

O belo chama a atenção em todos os setores de nossas vidas, sejam momentos, sejam objetos, lugares ou pessoas. No entanto, ponto pacífico, a beleza por si só não se sustenta caso não se acompanhe de essência, daquilo que não vemos, mas é essencial.

Na verdade, o tempo somente deixa que fique em nós aquilo que nos toca o coração e a alma, de uma forma única e especial, e isso não tem nada a ver com roupas de grife, móveis vitorianos ou olhos azuis. Tanto é que, não raro, acabamos achando bonitas, com o passar do tempo, muitas pessoas que de início não nos chamaram a atenção por sua aparência.

Isso porque o amor é uma coisa de dentro, algo que atravessa o que há lá fora, adentrando pelos poros, instalando-se dentro de nós, sem avisar, sem ser visto a olho nu. Nosso íntimo é assim mesmo, depende de atitudes, daquilo que sentimos, do que nos fazem sentir, para muito além dos olhos. O que nos toca fundo não é manipulado com os dedos, mas com o envolvimento afetivo que paira além das aparências.

O mais importante, nisso tudo, é sabermos com segurança aquilo que procuramos, bem como o que não queremos para nós. Se estivermos conscientes de que não poderemos receber menos do que merecemos, de que temos muito a compartilhar, a dividir, a somar, dificilmente traremos para junto de nós quem só suga, quem mente, quem não retorna nada. É preciso ver além do que os olhos enxergam para perceber o que o outro tem a oferecer em termos de verdade, de vontade de estar junto.

Precisamos levar sempre em conta a passagem do tempo, dos anos, que levam embora a rigidez dos músculos, a firmeza da pele, a força da coluna, além de muitos dos sonhos que acabam não se realizando. Porém, e isso não há de se negar, aquilo que for verdadeiro, os sentimentos profundos, a amizade, a cumplicidade e a ternura, isso ninguém nos rouba, nem o tempo, nem a morte. By Marcelo Camargo

http://www.asomadetodosafetos.com/2016/09/a-gente-se-apaixona-pela-forma-que-nos-tratam.html

PROCURA-SE COMPANHIA… PARA SAIR DE VEZ EM QUANDO!

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“Viver é enfrentar desafios! Ousar é enfrentar: Esse é o caminho.”. Bia Perez.

Esta crônica de Déa Januzzi soa como um grito de liberdade de todas nós, mulheres modernas. Aprecio o seu espírito livre e revolucionário. Foi publicada originalmente pelo jornal Estado de Minas, com o título de “Correio Sentimental… Leiam:

Mulheres sem paciência para relacionamentos sérios e longos procuram uma companhia para sair de vez em quando, que goste de comida japonesa, incluindo os shashimis, que tome vinho e se embriague numa taça de cristal, dessas enormes, com profundidade suficiente para mergulhar os pensamentos. Ou que queira experimentar um suco verde da culinária viva de vez em quando, para desintoxicar os lugares mais secretos. Nem vegetariano radical nem carnívoro em excesso.

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Procura-se uma companhia que tome vinho e se embriague numa taça de cristal

Procura-se um homem que goste de acupuntura e de massagem. E não tenha preconceito contra a meditação com todos os nomes de Deus.

Um companheiro que continue a morar na própria casa e ela também na dela.

Procura-se um homem que goste de flores, mas também se esqueça de que elas existem por dias até que elas chamem a sua atenção porque precisam de seus cuidados para não murchar de vez.

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Não precisa ser bem-sucedido financeiramente nem profissionalmente, mas que saiba rir e não precise ficar mostrando que está em forma, que clareou os dentes, que frequenta uma academia e que vai à podóloga.

Um companheiro normal, com seus defeitos para compartilhar com os dela. E os vícios também, porque ela tem muitos. E ele sempre se lembre que provedor hoje é o da internet.

Procura-se um homem que saiba expressar emoção, que declare sentimentos, faça poesia, ou seja, até um poeta suicida, desses que dão murros na parede até sangrar e sair uma rima perfeita.

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Pode ser um artista sem palco, um músico sem instrumento, mas que saiba tocar a alma e não se esqueça nunca de que foi jovem um dia. Um companheiro que não fique o tempo todo vestido com a armadura enferrujada do herói ultrapassado.

Um companheiro que goste de música, de cinema e também de não fazer nada, de ficar em casa quando todo mundo vai para a rua. Alguém capaz de entender o significado da palavra simplicidade, que goste de andar descalço e de vento nos cabelos, mesmo que já embranquecidos, que não precise de plásticas no corpo nem no espírito, que saiba envelhecer e goste de cada nova etapa da vida.Collage of an elderly couple sharing good moments together on a

No meu correio sentimental só cabem homens que saibam ser pais afetivos e não apenas biológicos, que adotem os filhos mesmo que sejam deles mesmos.

Homens que voem mesmo que não tenham asas e que não precisem mostrar a força, mas enxerguem o tênue fio que pode se partir a qualquer momento, mas que deixe uma luz pelo caminho.

Gostaram?

http://www.50emais.com.br/cultura/procura-se-companhia-para-sair-de-vez-em-quando/

TÃO IMPORTANTE QUANTO SEGUIR EM FRENTE, É SABER DEIXAR PRA TRÁS.

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 “Não somos responsáveis apenas pelo que fazemos, mas também pelo que deixamos de fazer”. Moliére.

Falar sobre seguir em frente, lembra-nos de deixar o passado no seu devido lugar. Encerrar ciclos e abrir novos caminhos… aprendemos melhor com o tempo ou tentamos… Em “A Soma de Todos os Afetos” de Fabíola Simões descreve bem esta passagem. Leiam.

Tenho um tio muito querido que é um nostálgico compulsivo. Adora tomar seu vinho ao som de Nat King Cole, Billie Holiday e Frank Sinatra, enquanto nos remete aos idos de nossa infância e à lembrança de um tempo bom. Estar ao seu lado é uma festa saudosa, que invariavelmente traz de volta um pouquinho do que éramos e de como nos sentíamos juntos.

Porém, outro dia, conversando com uma amiga, falávamos sobre a necessidade de seguir em frente. E sobre o quanto isso implica deixar certas coisas, lugares, pessoas e momentos para trás.

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Porque não basta abrir as portas para o novo tempo. É preciso fechar algumas janelas também. E talvez fechar algumas janelas seja a parte mais difícil de seguir em frente…

Como deixar partir fragmentos do que fomos ao trancarmos nossas janelas?

Talvez a resposta esteja na vivência do luto. É preciso respeitar a dor do fim de um tempo, mesmo que novas portas (muito melhores) estejam se abrindo à nossa frente.

É preciso deixar partir a infância dos filhos, o fim de um relacionamento que parecia perfeito, as amizades que não tinham vínculos muito sólidos, as palavras de amor que não vingaram, a própria juventude, o corpo perfeito, o tempo bom de faculdade, a saúde de nossos pais.

Diante da finitude, temos que aprender a seguir em frente sem olhar pra trás com saudosismo ou sofrimento.

É preciso coragem para queimar cartas antigas que perderam espaço em nossa memória afetiva, deixar abrigos conhecidos onde não nos refugiamos mais, dar chances às novas possibilidades de felicidade.

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Nem tudo resiste ao tempo. Agarrar-se ao que não existe mais não permite que novas chances se revelem… que novos caminhos sejam abertos…

O ouvido se habituará a novos sons se a gente deixar que ele escute novas canções. Assim também aprenderemos a aceitar o novo tempo se facilitarmos o começo de novas possibilidades e entendermos que não há mais o que se esperar daquilo que já passou.

Não há o que se esperar do passado. Ele aconteceu, foi bom, ficou vivo dentro da gente, nos fez feliz… mas passou. Guarde-os no seu devido lugar.

Que permaneçam as boas lembranças, não o desejo de perpetuar vapores de um tempo que não floresceu.

Que os álbuns de fotografia em sépia sirvam para nos lembrar dos sorrisos e sonhos que tínhamos, mas não substituam a alegria de nos relacionarmos com quem está ao nosso lado aqui e agora.

É preciso aprender a partir. A abandonar nossos lugares no mundo e de dentro das pessoas.

Descobrir que, tão importante quanto seguir em frente, é saber deixar pra trás.

Vivendo um luto de cada vez, aprendendo a desistir um tanto do que éramos para abrir espaço para quem nos tornamos; acreditando que uma vida abriga inúmeras fases, e para vivê-las com sabedoria é preciso resgatar o novo e abandonar o velho; sendo tolerante com alegrias novas que querem chegar, e permitindo que nos mostrem o que podem fazer por nós.

Nem sempre é fácil reconhecer que um tempo chegou ao fim. Insistimos em reviver antigos papéis, trazer à tona emoções que se esgotaram, resgatar pessoas que já partiram há muito tempo de nós.

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Cada um encerra seus ciclos de forma diferente, e é preciso respeitar o tempo de cada um. Mas tudo passa! O tempo é a melhor opção.

O presente te escolheu. Tenha a sabedoria de escolhê-lo também…
Fonte: http://www.asomadetodosafetos.com/2016/06/tao-importante-quanto-seguir-em-frente-e-saber-deixar-pra-tras.html#ixzz4BpiSSopZ

SEPARAR DÓI, MAS A SEPARAÇÃO TAMBÉM PODE SER UMA BÊNÇÃO…

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“Hoje eu sei que somos co responsáveis pela realidade em que vivemos, pelo mundo em que estamos e que não adianta reclamar, é preciso agir para transformar. […]”  Monja Coen.

Monja Coen, Primaz Fundadora da Comunidade Zen-Budista de São Paulo, discorre sobre separação, desilusão, desapego e amor neste belíssimo texto feito especialmente para o site Casar, descasar, recasar. Acredito que a forma de como é ela feita e de como enxergamos a separação nos dará a paz necessária para prosseguirmos… abrindo novas possibilidades … Esteja aberta… e desfrute!

É possível separar-se de alguém com respeito e com ternura.

É possível um divórcio verdadeiramente amigável.

Mas para isso é preciso que as duas pessoas envolvidas no processo de desfazer um laço de intimidade tenham amadurecido o suficiente para conhecer a si mesmas.

Caminhamos lado a lado com algumas pessoas em alguns momentos da vida.

Minha professora de hatha ioga, Walkiria Leitão, comentou em uma de nossas aulas:

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A vida é como atravessar uma ponte. Nem sempre as pessoas com quem iniciamos a travessia são as mesmas que nos cercam agora ou com quem chegaremos do outro lado. Mas sempre há alguém por perto. Nunca estamos sós.

O medo da solidão, muitas vezes, faz com que as pessoas suportem o insuportável. Ou se lamentem após uma separação, apegadas até mesmo ao conflito conhecido.

Ainda há mulheres que sofrem violências morais e até mesmo físicas de seus companheiros ou companheiras.

Ainda há homens que sofrem violências morais e até mesmo físicas de suas companheiras ou companheiros.

Como dar limites? Como conhecer esses limites?

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Quando os limites são desrespeitados, as dificuldades começam. Dificuldades que podem levar à separação e ao divórcio. Dificuldades que podem levar ao sofrimento filhos e filhas, animais de estimação, amigos, familiares.

Caminhamos lado a lado.

Ou não.

Quando nos afastamos e nos distanciamos, nunca é repentino.

Um processo que, se desenvolvermos a clara percepção da realidade do assim como é, poderemos prever, antecipar e até mesmo alterar o desenvolvimento do processo.

Entretanto, se não conseguirmos antever o que já acontece, se colocarmos lentes fantasiosas sobre a realidade, poderemos nos desiludir e nos sentirmos traídos na confiança mais íntima do ser.

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Professor Hermógenes, um dos pioneiros do yoga no Brasil, fala sobre a criação de uma nova religião chamada “desilusionismo”:

Cada vez que temos uma desilusão estamos mais perto da verdade, por isso agradecemos.”

Se você teve uma desilusão é porque não estava em plena atenção. Mas não fique com raiva nem de você nem da outra pessoa.

Nada é fixo. Nada é permanente.

Saber abrir mão… desapegar-se – até da maneira como tem vivido – é abrir novas possibilidades para todos.

Por que sofrer? Por que manter relações estagnadas ou de conflito permanente? Ou como transformar essas relações e dar vida nova ao relacionamento?

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Apreciar e compreender a vida em cada instante é uma arte a ser praticada.

Separar-se dói, confunde, mexe com sonhos e estruturas básicas de relacionamentos.

Separação pode ser também uma bênção, uma libertação de uma fantasia, de uma ilusão.

Observe em profundidade.

Será que ainda é possível restaurar o vaso antigo?

No Japão, as peças restauradas são mais valiosas do que as novas. Tem história, emoção, sentimento.

Cuidado com o eu menor.

Cuidado com sentimentos de rancor, raiva, vingança.

Esse sentimentos destroem você, mais do que as outras pessoas.

Desenvolva a mente de sabedoria e de compaixão.

Queira o bem de todos os seres. Isso inclui você.

Cuide-se bem e aprecie a sua vida – assim como é –, renovando-se a cada instante e abrindo portais para o desconhecido, o novo – que pode ser antigo, mas novo a cada instante.

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Mantenha viva a chama do amor incondicional e saiba se separar (se assim for) com a mesma ternura e respeito com que se uniu.

Esse o princípio de uma cultura de paz e de não violência ativa.

Que assim seja, para o bem de todos os seres.

Mãos em prece

Fonte: http://casardescasarrecasar.com.br/o-que-filho-de-pais-separados-pode-ensinar-sobre-relacionamento/

www.monjacoen.com.br. É autora, entre outros, de “Sabedoria da Transformação” (editora Planeta).