SABE ONDE ERRAMOS?

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“Todos nós erramos, mas vamos tentar errar menos?” André Suhanov

Achei tão perfeito este texto que quis compartilhar com vocês ! Não sei quem escreveu.. mas está de parabéns!!! Leia:
Erramos quando: valorizamos mais os de fora, do que os que são da nossa própria casa.
Erramos quando escrevemos grandes textos de homenagens, ou planejamos festas para amigos ou apenas conhecidos, e esquecemos de homenagear todos os dias nossa família.
Sabe quando erramos?Erramos quando colocamos aquela linda toalha de renda na mesa para as visitas, e para os da nossa casa, é aquela toalha velha mesmo, aquela manchada de massa de tomate sabe?!
Erramos quando a taça bonita é para as visitas, mas para os de casa? A xícara trincada.
Erramos quando nos empenhamos tanto em agradar os outros, mas para fazer um favor pra mãe, é um peso.
Sabe quando erramos? Quando nas rodas de amigos, ou nas redes sociais exibimos um amor incondicional pela nossa família, mas em casa nos recusamos a pegar um copo de água pra o mesmo.
Erramos quando queremos exercer ministérios, quando o nosso maior ministério que é a família, está desfocado, desdenhado, deixado de lado.
Nosso maior e primeiro ministério a ser exercido…é no âmbito familiar.
Se esse ministério não é bem sucedido, nenhum outro será.
Família: o bem maior do ser Humano. Acredite não há nada melhor!

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A ÚNICA PESSOA QUE PODE DESTRUIR VOCÊ… É VOCÊ MESMA!

“A escrita é uma aventura perigosa. Nela o coração humano se registra e se revela”. Alfredo

“Tempo de Esperas” (Planeta do Brasil, 2011), romance epistolar de Padre Fábio de Melo, traz um tema comum ao leitor: o amor e suas perdas, quem errou e como consertar o erro e como aceitar as dores cotidianas. Lindo este livro, vale a pena conhecer um pouco dele. Leiam :

… Um dia eu precisei amar minha dor. Era o único jeito que tinha de continuar vivendo. Ou aprendia, ou morreria com ela. Resolvi aprender.

Desde então, minha dor é minha companheira, minha mestra, minha parceira. Deixou de ser minha inimiga no momento em que eu a olhei nos olhos e aceitei conhecê-la com mais propriedade. Quis entrar nos mistérios de seus mecanismos com o intuito de poder administrar melhor as suas consequências.

Eu não a busco, mas, quando chega, abro as portas para que não force as janelas. Deixo que entre, ofereço-lhe um café, olho nos seus olhos para que cesse o medo e depois me empenho em deixar que fique o tempo necessário, até que se dissolva por si só, pela força do tempo.

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Quando acolhida, a dor se dissipa aos poucos, e, de maneira incrível e surpreendente, o que parecia ser tão definitivo transforma-se em matéria transitória.

Pode parecer-lhe estranho, mas eu prefiro que ela se acomode na sala. Se eu não permito que ela entre, ela fica batendo na minha janela, dia e noite, impedindo-me o sono.” (Abner, páginas 31 e 32)…

Um livro Poético, filosófico, sensível, aparentemente complexo, porém “eternamente” simples, “Tempo de Esperas” trata a realidade de uma perda amorosa da maneira como se conhece o amor: sabendo muito sem saber afinal; e prega que é preciso esperar (numa espera em que o trabalho também é necessário) para alcançar os sonhos. Porque “o amor sobrevive é de esperas”. (Padre Fábio de Melo).

Maravilhoso, vocês vão se apaixonar. Super Recomendo.

O IDOSO HOJE: QUE TIPO DE VELHO, OU VELHA, VOCÊ QUER SER?

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 “Cada um tem a idade do seu coração, da sua experiência e da sua fé…”

Gostei muito deste artigo de Maria da Luz Miranda (O Globo) sobre um estudo realizado nas quatro grandes cidades brasileiras – São Paulo, Porto Alegre, Recife e Rio de Janeiro – e traz conclusões muito interessantes.  Este estudo envolveu duas centenas de homens e mulheres com idade acima dos 60 anos, e dialoga sobre as aspirações do idoso no Brasil. Leia:

Nara tem 65 anos, mora sozinha e considera essencial ter bons amigos por perto. Carlos, aos 72, é adepto do bom humor como elixir para a vida. Celeste, de 74, diz adorar passear com os netos, mas não abre mão do seu tempo livre. Aos 67, Marlene acaba de fazer o Enem e espera, ansiosa, a oportunidade de entrar para a faculdade pela segunda vez.

Tarde? Os idosos, definitivamente, não são mais como eram antigamente, constata um estudo de comportamento realizado em quatro metrópoles brasileiras. Autonomia, segundo os mais de 200 entrevistados, é a palavra da vez para essa geração.

Segundo o levantamento “60+ Um novo paradigma”, seja em São Paulo, Porto Alegre, Recife ou no Rio de Janeiro, a geração que agora ultrapassa os 60 anos valoriza como nunca antes a independência. Trata-se de uma turma que não dispensa atenção, mas prefere ser dona do próprio nariz, ou melhor, dar conta de manter corpo e mente sãos pelo tempo mais prolongado possível.

Eles querem viver cercados de bons amigos, manter o círculo familiar, e vão além nas exigências. O estudo pontua outros aspectos reveladores de como essa faixa etária quer ser representada e vista pela sociedade. Respeito está no topo da lista, mas eles pedem também que a idade não seja tratada como fardo e com carga tão negativa; reivindicam credibilidade e reconhecimento como pessoas ativas que podem ser; e que todos mantenham em mente que o mundo, afinal, não é feito só dos ou para os jovens.

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O modo como homens e mulheres consultados encaram o envelhecimento é marcadamente diferente. Eles sentem mais fortemente o peso e as mudanças que a aposentadoria ocasiona. Elas, muitas vezes encaram a chegada dos 60 anos e o eventual fim do trabalho obrigatório e a menopausa como oportunidade para redescobertas. Mais abertas, mulheres tendem a cuidar mais do corpo, a ter mais atividades sociais e a se envolver mais em grupos.

As experiências são múltiplas, mas a vida financeira é onde está boa dose de incerteza que afeta esse público. Ainda segundo o estudo, feito pela consultoria Eureka, com apoio de profissionais de áreas como psicologia, antropologia e sociologia, os idosos de hoje pouco planejaram a hora de parar de trabalhar.

Há percalços também na mobilidade, já que as cidades são pouco ou nada inteligentes para acolher quem já não tem passos tão firmes. Assim como as cidades, as famílias têm de fazer esforço redobrado para dar conta dos velhos sob a sua responsabilidade. Com todas as dificuldades, o que os idosos ouvidos pela pesquisa atestam é se ainda têm muito tempo, querem viver da melhor forma.

Gostaram?

Se você quiser saber mais sobre este estudo veja: https://drive.google.com/file/d/0BwWt-O20_fvWa3dKSUVuWWprZXM/view

PRECISAMOS COMPREENDER, ELABORAR O LUTO E REINVENTAR A VIDA.

espiritismo 2“O luto por quem amamos é sempre eterno, assim como as saudades e as lembranças de tudo que compartilhamos”. Autor Desconhecido.

Falar de perda, luto e morte é um assunto pra lá de sério… e sempre evitado. É tocar em sentimentos profundos de pessoas que – como crianças – estão precisando reaprender a trocar os primeiros passos sem a companhia de alguém amado.

Despedir-se de um ente querido- e de forma tão definitiva – é sempre um momento de dor profunda e quanto maior o vínculo maior a dificuldade de continuar a vida, especialmente quando perdemos alguém que a gente vê como esteio, âncora, refúgio, fonte de amor, esperança para o futuro e …

É difícil entender e aceitar. Meu pai sempre foi muito doente, sempre que me entendi por gente, mas quando ele piorou, a franqueza dos médicos e vários dias de hospital não me prepararam para a perplexidade de quando ele partiu. O sentimento era de não ter sido avisada (ou preparada) para o fato. Isso eu não sabia… Tempos depois, compreendi que o processo de negação em que estava mergulhada não me permitia pensar na finitude de um homem jovem, alto e forte. Nunca estaremos preparados! Já faz tanto tempo… sinto muitas saudades!

Perdas acontecem durante toda a nossa vida… começo a repensar qual o sentido da vida… Vida e Morte… Importante refletirmos sobre ela e como podemos elaborar este processo de luto dentro de nós. Este artigo da psiquiatra  Elisabeth Kubler-Ross tem este objetivo. LUTO 3

A elaboração do luto é um processo individual.

Cada um tem seu jeito e seu tempo para elaboração do luto.  É difícil viver a tristeza da perda em uma sociedade que não compreende e que não permite. A expressão de dor é comumente reprimida e rebatida com mensagens de otimismo na expectativa de que a pessoa saia rápido desse quadro.

Até entre profissionais de saúde encontramos dificuldades de compreensão e acolhimento da tristeza do luto. É mais tranquilo, para alguns, trazer para sua especialidade e enquadrar a pessoa em algum diagnóstico como crise de ansiedade e outros.

Nem toda tristeza é depressão. Nem toda pessoa triste precisa ser medicada. Não se deve rotular as pessoas ou criar diagnósticos para o luto. É preciso compreender e respeitar. É preciso aprender a silenciar e ouvir.

O que pode ajudar?

Há vários conceitos em torno da morte, filosóficos, culturais, religiosos. Para muitos a morte não é o fim, é apenas um processo de mudança. Ter uma religiosidade pode contribuir para que o processo de luto seja menos doloroso, mas sempre exigirá uma adaptação e um renovação para a vida. Eu, pessoalmente gosto muito da filosofia espírita e confesso que me traz um conforto grande.

Tudo passa são duas palavras de muita sabedoria, mas é preciso de um tempo para voltar à rotina e nos interessarmos pelas coisas como antes. “Lidar com perda é uma experiência humana, mas cada um de nós lida de forma singular. Só você sabe o que você passa, mas poder contar com o apoio dos outros faz com que esse tempo — que de certa forma temos que esperar passa quando perdemos alguém — seja um tempo ao menos com um bom colo pra deitar.

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As fases do luto: (serve para qualquer tipo de perdas também)

Quando perdemos alguém ou algo importante na nossa vida, passamos por um período de adaptação para elaborar essa perda até voltarmos a nos interessar como antes pela nossa própria vida. Podemos pensar, em linhas gerais, em 5 fases de luto.
Para a psiquiatra Elisabeth Kubler-Ross estas cinco as fases do luto não são iguais para todos e nem acontecem de maneira linear. Cada um tem seu tempo para vivenciar as fases. Mas acreditem, tudo passa!

Saber disso pode ajudar você a compreender que seus sentimentos e que suas reações são mais comuns que você pensa. Leia:

1. Negação e Choque.

Essa é a primeira fase do luto, quando ainda está difícil para entender e aceitar a realidade da perda. Sabemos que o fato aconteceu, mas é difícil tocar no assunto ou imaginar que não vai mais ver a pessoa, que ela não responderá às suas mensagens ou não atenderá seus telefonemas. Fugimos então… não acreditamos que não esteja realmente acontecendo conosco.

2. Raiva.

Essa fase também é fácil de identificar. É quando a gente se revolta com o mundo e não se conforma com o que está acontecendo. A raiva pode ser para si mesma, para a pessoa que nos deixou, para o médico ou hospital, e até para Deus que permitiu o fato.

3. Negociação ou Barganha.

É quando imaginamos que uma atitude diferente da nossa parte poderia ter tido um resultado diferente e a pessoa poderia ainda estar conosco. Podia ter levado antes ao médico, não ter permitido que saísse aquele dia, ter conversado mais, ter falado sobre atitudes preventivas… podia ter cuidado mais… percebido melhor suas necessidades.

4. “Depressão”.

Essa é a fase mais profunda do luto, é quando a ficha cai e temos que encarar a realidade que nada nos devolverá o convívio com a pessoa querida. Nessa fase podemos sentir cansaço, falta de apetite, insônia, muita tristeza, isolamento social, dormência emocional. Sentimos fisicamente tudo.

Essa é uma reação natural à perda, não podemos confundir com depressão de um diagnóstico clinico.

5. Aceitação.

A própria palavra já antecipa seu sentido. Nessa fase compreendemos e aceitamos a perda. Podemos sentir saudade e tristeza, mas já visualizamos esperança na vida, no futuro e possibilidades de coisas novas em nossas vidas.

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Tudo tem seu tempo… Tudo passa!

“Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu. Há tempo de nascer, e tempo de morrer; tempo de plantar, e tempo de arrancar o que se plantou; Tempo de matar, e tempo de curar; tempo de derrubar, e tempo de edificar; Tempo de chorar, e tempo de rir; tempo de prantear, e tempo de dançar; Tempo de espalhar pedras, e tempo de ajuntar pedras; tempo de abraçar, e tempo de afastar-se de abraçar; Tempo de buscar, e tempo de perder; tempo de guardar, e tempo de lançar fora; Tempo de rasgar, e tempo de cozer; tempo de estar calado, e tempo de falar; Tempo de amar, e tempo de odiar; tempo de guerra, e tempo de paz”. (Eclesiastes 3:1-8)

Quanto mais vivemos mais acumulamos perdas:

Aos 20 anos sentávamos no mastro da escola, ouvindo Raul Seixas e rindo à toa. Nossa família era completinha e não tínhamos noção de todos os desafios que teríamos que enfrentar. Hoje, aos 64 anos tenho outra visão: foram tantas as perdas e tão difíceis!! (Terezinha Telma Murça Bendinelli).triste-chorando-olho-lagrima_2-11-17Se você viveu mais de 50 anos é certo que perdeu muitas pessoas queridas, essa é uma condição natural para os que tem o privilégio do envelhecimento.

A morte é um processo natural, mas o luto dói, corta e alma, faz a vida perder o sentido. E à cada perda revivemos a dor de outras partidas.  E precisamos inventar, reinventar, reinventar e reinventar nosso jeito de levar a nossa.

Para isso precisamos de ajuda!! Precisamos sentir que não estamos sós e que temos uma rede de amigos, familiares e profissionais de saúde de apoio. Precisamos cuidar do corpo, buscar atividades físicas, de relaxamento, massagens, passeios, que nos permita vivenciar, elaborar o luto e reiniciar, continuamente, a nossa jornada com amor, coragem e fé! Assista este vídeo… Maturidade Espiritual: Mestre o que é…? :

Fonte: http://viverdepoisdos50.com/2018/02/precisamos-compreender-elaborar-o-luto-e-reinventar-vida/

Para pesquisa: Mariana Farinas (http://www.psiconlinews.com/2015/05/5-fases-luto.html) – Foto de Capa: Pixabay

 

COMO CHEGAR AOS 100 ANOS… DE BEM COM A VIDA! QUEM QUER CHEGAR LÁ?

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“Envelhecer! Penso que estar viva, dá muito trabalho…, mas estar de bem com a vida, dá mais trabalho ainda…, sendo compensatório e maravilhoso!” Bia Perez

O que fazer para conseguir chegar aos 100 anos de bem com a vida? Esta é uma pergunta que todos nós fazemos algum dia. Podemos construir sim uma melhor qualidade de vida pra nós, desde cedo ou a qualquer momento… basta começar.

Hoje no dia do meu aniversário, eu fiquei pensando sobre isso… Sim, eu quero chegar aos 100 anos com uma melhor “qualidade de vida”.

Para que isso aconteça temos que dar uma parada e refletir… Já mudei alguns dos meus hábitos, rotinas e atitudes, durante estes últimos anos, que certamente estão contribuindo para a melhoria no meu envelhecer. Coisas que eu fazia antes e nem pensava sobre as suas consequências, precisaram ser revistas… e mudadas! E foram…

Quando percebi que pequenas mudanças (ou maiores, dependendo rsrsrs) em minhas rotinas (que me pareceram até simples) que eu fiz nos últimos anos, já trouxeram benefícios… me surpreendi… estão dando ótimos resultados. Tem trazido grandes melhorias na minha “qualidade de vida”, me fazendo sentir com mais disposição e bem animada… concluo então o quanto tudo isso vale a pena. Sempre tem uma nova descoberta, dicas para mudar… e muitas coisas ainda para aprender e compartilhar.

Quis trazer este assunto para vocês, sei que já ouvimos falar de muitas delas, mas entre o “ler e o fazer”, existe uma grande diferença… e levá-los a refletir melhor sobre todos os benefícios desde uma “Reeducação Alimentar” assim como de tantas outras dicas simples, que poderão nos trazer a curto prazo. Sair de uma vez da sua zona de conforto e do sedentarismo muda tudo.

São dicas que dependem de um pouco disciplina, de atenção e de certos cuidados. Podem ser simples, mas são bastante significativas e fazem toda a diferença… trazendo com certeza um envelhecimento bem melhor. Então porque esperar mais, né? Comece agora, o quanto antes!!!

DICAS E SUGESTÕES:

  • Exercícios e Movimentos, já: Não fique parado, deixe o sedentarismo de lado e comece a se movimentar o quanto antes. Inicie caminhando devagar e vá aumentando o ritmo aos poucos… trazem muito prazer e disposição. Algumas alternativas: Caminhadas leves e moderadas; Alongamentos; exercícios relaxantes; andar de bicicleta; natação; hidroginástica; musculação; yoga; meditação; jardinagem; dança; passear com o cachorro; exercícios aeróbicos… É importante variar os locais para se tornar mais agradável como: praças, jardins, praias. campo…

  • Reeducação Alimentar – Ingestão de uma melhor qualidade na alimentação, pensando em ser mais equilibrada e balanceada: Prefira consumir mais: proteínas; pratos mais coloridos; derivados de leite (queijos, manteigas, iogurte…); ovos; frango; peixe; legumes, verdura, frutas e grãos variados; menos frituras; prefira grelhados; diminuindo sal e o açúcar… entre outras.
  • Evitar o fumar!
  • Beber só socialmente!
  • Estimular a Memória: com leituras; escrever; palavras cruzadas, contas… uso de computador e internet entre outras. Estudar e aprender coisas novas…

  • Atividades Positivas em Relação a Vida: Tenha Projetos e planos sempre. Mantenha-se sempre ativo e participativo. Também precisamos: ter projetos; plantar; produzir coisas que nos deem prazer; ter Hobbies.
  • Relacionamentos Prazerosos: Sair com amigos de diferentes esferas; fazer novos amigos; namorar; conviver bastante com familiares; ser avós corujas…  Seja paciente e tenha gratidão.

  • Viajar e PassearIr a teatro, cinema, shows; fazer visitas culturais: a museus e a galerias de Arte… (saiba que depois dos 60 anos, você terá descontos em todas estas atividades). Saiba que nos transportes municipais estaremos isentos do pagamento da passagem (depois dos 60 anos, você terá gratuidade e descontos nos meios de transportes municipais e intermunicipais, verifique o valor com as empresas).
  • Ser voluntária, doando um pouco do seu tempo para ajudar outras pessoas, isso com certeza trará bens enormes e fará nos sentirmos pessoas melhores…

  • Ter Fé em si mesma. Escolher seus caminhos e acreditar que os desafios são aprendizagens de vida. Perceber que aprendemos muito mais com nossos erros e com os desafios da vida, do que com os acertos.
  • Seja Resiliente.

  • Ser sempre positiva: É muito bom ser otimista e procurar enxergar o lado bom das coisas. Aprecie um dia de cada vez…

 “Que a vida nos traga cada momento de longevidade.” Karen Stuart

Tenho muito o que fazer, rever e melhorar ainda… mas estou tentando, caminhando e animada…enfim comecei.

Assim chegaremos la!!!  Aos 100 anos… Vou tentar, quem sabe…

Um brinde 🥂

FILHOS TRANSFORMANDO- SE EM BORBOLETAS E VOANDO…

Borboletas livre

” Quem ama de verdade cuida, segura na mão e deixa que a pessoa voe pra fora do ninho”. Lucas Antunes da Silva.

Filho hoje no seu aniversario, quero que saiba que tenho o maior orgulho de ser sua mãe… você é tudo pra mim. Vi você nascer, crescer e aprender a caminhar sozinho… estando sempre bem pertinho… assistindo cada transformação sua.

Acompanhar você crescendo, vê-lo de menino se transformar num grande homem… não tem preço. De homem, tornar- se este marido… pai adorável e dedicado,  me deixa super emocionada… todos os dias. É uma benção assistir você com seu filho em momentos exclusivos de muito amor, cuidados e atenção. Está se saindo um grande pai. És um grande homem meu filho!

Pensei no que poderia te dizer hoje e quis te explicar que “filho é pra sempre, a gente quer ver, tocar, estar junto, falar de amor e de saudade!”. Amor incondicional!!! Quero que saiba que perto ou longe será sempre assim… lidar com a distância é sempre difícil… a saudade bate forte muitas vezes… mas fica melhor quando aprendemos a lidar com tudo isso de uma forma madura e bem elaborada. Então pensei em dizer algo sobre amor, sonhos, distância, saudades, família e transformações.

Na parede do quarto dos meus filhos já adultos (agora transformados em quartos de hóspedes, ateliê e brinquedoteca) conservo quatro borboletas pintadas nas cores: azul claro, azul escuro, amarelo e verde mar, contrastando com as paredes claras… elas lembram de forma pouco elaborada como lidei com a “síndrome do ninho vazio”… quando vocês se mudaram.

Filho é para sempre, a gente quer ver, tocar, estar junto, falar de amor e de saudade. Filho parece extensão do nosso próprio ser. Só que não são. Filhos são seres independentes, eu já tinha esta noção. Criamos eles para o mundo, lembra? O que eu não previ é que o mundo é muito grande. E com isso três (dos quatro) deles foram para Europa e EUA. Longe sim, mas bem perto do coração. “Distância não é nada, quando alguém significa tudo”.

Sentir saudades é natural, o que não é natural é permitir que esse sentimento petrifique nosso coração e nem que o vislumbre de seus voos se transforme em ressentimentos. Pelo contrário temos que respirar e dar a eles mais coragem para que seu voo seja do tamanho da imensidão dos seus sonhos. Sonhos que passam a nos inspirar e nos fazem ousar também vislumbrando novas experiências. Incentivamos! Ousamos todos.

“Não haverá borboletas se a vida não passar por longas e silenciosa metamorfoses”, diz Rubem Alves.

Mas coração de mãe é assim mesmo, inquieto… palpitante… e a saudade insiste em bater… Como antídoto para não deixa-la fazer morada na alma, gosto de me debruçar no parapeito da janela de seus quartos, aos finais de tarde, principalmente ao pôr do sol e imaginar o voo dos meus meninos (as) transformadas em borboletas confiantes, cheias de luz e ânsia de viver… construindo sua própria vida! Meninos (as) meus (minhas), teus (tuas)… e de meu marido (escolhidos pelo coração… revivo, abraço, amo muito para que se tornaram todos nossos…) Os seus, os seus… os nossos filhos

Percebo que o tempo, a dedicação na infância e o “trabalho” na adolescência renderam frutos maravilhosos. Como recompensa tenho a oportunidade de admirar o colorido do farfalhar de suas asas independentes.

E os sapatinhos de bebe “esquecidos” na gaveta de recordações, já não representa a saudade do cheirinho de bebe, transformaram-se em orgulho pela segurança de seus passos. Voem altos minhas crianças crescidas e amadurecidas… voe alto, meu filho!

É assim o ciclo da vida e precisa ser ouvido. É hora de vivermos o amor e a gratidão e voltar a atenção ao nosso próprio cuidado.

“Se a vida não fosse para ser transformada, não haveriam borboletas”. Eliane Nochieri

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Deixar que as borboletas saiam do casulo materno e voem livremente e sem culpas para onde o alcance de suas asas permitir, é uma benção. E eles estão indo longe! E que aquilo que chamo de saudades jamais prenda seus voos e nem as impeça de assumir as responsabilidades pelo alcance de suas asas.

Eu… (nós…) vamos torcendo daqui pra que todos os seus sonhos sejam alcançados e estaremos sempre pertinho pelo coração… hoje pela internet e amanhã fisicamente e em todas as oportunidades que a vida nos der (e dará)… assim voaremos livremente pelo mundo.

Nesse mundão enorme já encontraram suas almas gêmeas e constituíram suas famílias. Lindas famílias, extraordinárias… que começam a crescer, trazendo frutos e enorme alegrias a todos da nossa família. Uma benção maravilhosa destas borboletas minhas voantes! Só tenho a agradecer a Deus e a vida pelas bênçãos recebidas. Penso que diriam pra mim…

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Deixa-me voar!
Em mim,
já fui transformação…
Amores não
me prendem…
Sou asas.
Sou sonhos.
Sou borboleta!

Borboletas, são delicadeza…
Beleza…
Leveza…

Referências de transformação
Como uma aquarela…
Rosa, verde…amarela!
Sou vestida de sonhos…
Deixa-me voar!!
O meu néctar é o amor.
Ele eu preciso buscar.
Abra as portas
da minha prisão.

Que ganhando vida
Me tornaria ainda mais bela
Preciso de liberdade…
E deixa-me voar!
Voar… para me encontrar… By Dayse Sene e Tina Bau Couto

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Quero oferecer pra você meu filho, uma musica que eu adoro… espero que goste… I love you…:

… He told me, “Son sometimes it may seem dark, (Ele me disse: “Filho, às vezes, pode parecer escuro)
but the absence of the light is a necessary part (Mas a ausência de luz é uma parte necessária)
Just know, you’re never alone, you can always come back home”…. (Apenas saiba, você nunca está sozinho, você pode sempre voltar para casa”)
You can always come back… (Você pode sempre voltar…)… 

(ORIGINAL). Wherever you go, you can always come home”… De que onde quer que vá, você sempre poderá voltar para casa…

You can see that your home’s inside of you… (Você pode ver que o seu lar está dentro de você)…. Just know (Apenas tenha certeza)…. That wherever you go (De que onde quer que você vá)… No, you’re never alone (Não, você nunca está sozinho)… I will be at home… I love you.

Adoro também esta musica do Fabio Junior também. Sempre que ouço me emociono e  lembro dele… Pai. Escute ok
Te amo muito meu filho adorado! Você fez de mim uma pessoa melhor. Somos especiais juntos! Desejo-lhe toda a felicidade do mundo… que seus sonhos sejam realizados… és um grande homem, meu filho! Que Deus esteja sempre com você e sua família. Proteja-os sempre! Não existe nada melhor do que amor… filhos…. família. Cuide-se! Estou/ estarei sempre ao seu lado! Meu amor!!!!
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ENTÃO, VOCÊ VAI SER PAI…

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“Pai… herói nenhum é mais forte que você…” Barbara Adriélle

Quando li esta crônica de Marcos Piangers, lembrei de muita coisa… Os sentimentos aqui descritos estão perfeitos! É, sei que o tempo passa… e muito rápido. Difícil é nos darmos conta disso quando estamos vivendo… mas, hoje relembro de tudo com muita saudade, principalmente de quando meus filhos eram pequenos. A correria do dia a dia e tantas outras coisas… fazem este tempo voar.

Meu filho se tornou pai á 2 anos… Meus genros: Fábio e Renaud serão novos papais agora… Ser pai é a melhor oportunidade que temos de darmos o melhor de nós. Hoje vendo meus netos nascendo… vou revivendo tudo como num passar de mágica. Pais e filhos se descobrem. Vou aproveitando como avó tudo com mais leveza e intensidade… Vou me realizando vendo meu filho e meus genros se transformar em grandes país. Eu como avó,  admiro muitos estes Papais…  Leiam:

Então, você e sua companheira estão grávidos. Então, você sabe que precisa comprar uma casa maior. Tem que ter mais espaço pra criança. Tem que ter mais um quarto no apartamento. Tem que ter um berço novo, não pode ser aquele que a vizinha se dispôs a emprestar. Então, você sabe que tem que trocar de carro. Aquele carro não é confortável pra levar a família.

Aquele carro não é seguro pro seu filho. Tem que ter seis airbags, no mínimo. Tem que vir com ar-condicionado de fábrica. Coitado do bebê no verão.

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Pai novo, fiz tudo aquilo que me diziam, do apartamento maior ao carro quatro portas, depois dos quais precisei trabalhar mais para poder dar conta das prestações. Trabalhava mais pra poder pagar a melhor creche. No supermercado, apenas a melhor fralda. Comprar a fralda mais barata significava amar menos meu filho. Roupa do brechó, nem pensar. De brinquedos caros, nosso armário está cheio. De culpa também, por ter que passar muito tempo no trabalho.

O que aprendi é que não faz diferença alguma. Um apartamento grande não faz diferença, porque as crianças gostam mesmo é de dormir amontoadas na cama dos pais. Um carro grande não faz diferença, porque as crianças gostam mesmo é de andar de bicicleta. A melhor creche não faz diferença, se você é o último pai a buscar seu filho.        images.jpg

Os brinquedos mais caros e os jogos de videogame não fazem diferença: para crianças, não há nada mais divertido do que se equilibrar no meio-fio ou andar na calçada sem pisar nos riscos. Jogar uma criança pro alto e agarrá-la antes de cair no chão, está aí a melhor brincadeira do mundo para qualquer pequeno. E tem a vantagem de ser de graça.

Adoro aquela tirinha do Rafael Sica sobre o sujeito que está sempre no trabalho pensando no bar. No bar, o sujeito está sempre pensando na família. Em casa, com a família, o sujeito está sempre pensando no trabalho. O sujeito nunca está realmente onde ele está. Cria sempre algum tipo de ruído na relação dele com as coisas. Esse cara sou eu, pensei quando vi a tirinha pela primeira vez.

Então, você e sua companheira estão grávidos. Então, você sabe que não precisa de uma casa maior, de um carro melhor, nem da melhor fralda, nem da melhor creche. Você sabe, no fundo, que só precisa estar lá. De verdade.

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Aproveite para transforar em magia seus momentos com seu (s) filho (s).

Feliz Dia dos Pais!

Obs: “Então, você vai ser pai” de Marcos Piangers

AVÓS QUE CUIDAM DOS NETOS VIVEM MAIS, DIZ ESTUDO.

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“Quanta sabedoria tem o olhar dos avós, quanta generosidade têm seus sorrisos, que aconchego têm seus abraços”. Raquel Piffer

Este estudo só vem confirmar o que eu acredito… ser avó é uma das melhores coisas da nossa vida… Ficar mais tempo com eles, pra ajudar os pais e termos mais contato com eles é uma benção. Com tudo combinado e emparelhado, vamos em frente… vivendo mais feliz.  Leiam:

Avós que cuidam dos netos vivem mais, diz estudo.

Em muitos casos essa não é a decisão mais fácil de se fazer, porque talvez os avós já estão em idade muito avançada ou simplesmente não gostam de cuidar de crianças. Mas, saiba que além de ser uma boa economia de dinheiro (sem gasto com babá), você está ajudando na saúde dos seus pais ou sogros.

Segundo um novo estudo publicado na “Evolution & Human Behavior”, avós que tomam conta dos netos vivem significativamente por mais tempo — o que faz total sentido, porque ter netos traz vários benefícios para a saúde.

Uma pesquisa publicada na revista científica Evolution and Human Behavior descobriu que avós e avôs que ajudam a cuidar dos netos vivem mais do que aqueles que não ajudam. Os pesquisadores observaram que os avós que ajudaram a cuidar dos netos ou outras crianças da família viveram cerca de sete anos a mais após o fim do estudo. Enquanto, os que não ajudaram viveram cerca de quatro anos a mais após o fim do estudo. Ou seja, os avós que ajudaram a cuidar de seus pequenos viveram cerca de três anos a mais do que aqueles que não contribuíram. Os autores do estudo acreditam que isto ocorre porque cuidar dos netos dá aos avós um senso de propósito e os ajuda a se manterem fisicamente e psicologicamente ativos.

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Como foi feito o estudo?

A pesquisa se baseou no Estudo de Envelhecimento de Berlim e analisou 20 anos de dados de 500 idosos com idade igual ou maior a 70 anos até 103 anos e durou entre 1990 e 2009.

Contudo, os autores do estudo alertam que é importante que os papais e mamães não se empolguem. “Ajudar os pais em um nível moderado tem um efeito positivo na saúde dos avós. Contudo, estudos anteriores mostraram que um envolvimento mais intenso dos avós nos cuidados com os netos pode causar estresse e ter um efeito negativo na saúde física e mental dos avós”, alerta Ralph Hertwig, autor do estudo e diretor do Center for Adaptive Rationality at the Max Planck Institute for Human Development. Então, nada de abusar da boa vontade dos avós.

Os avós que forneceram algum tipo de cuidado aos seus netos tinham uma taxa de risco 37% menor do que os seus colegas não cuidadores.

“Existe uma ligação entre tomar conta dos netos e redução de estresse, e nós conhecem o a relação entre estresse e alto risco de morte”, diz o Dr. Ronan Factora, médico geriatra de Cleveland.

“Se oferecer cuidado aos netos e outros em necessidade é um jeito de reduzir estresse, então essas atividades devem ser benéficas para avós que prestam cuidam de seus netos”, conclui.

Vale lembrar que não é tudo tão simples assim…

As pesquisas ainda estão evoluindo e precisamos destacar outros pontos que ainda não foram concluídos.

Por exemplo, os benefícios analisados foram além da relação familiar, ou seja, os idosos que cuidavam de crianças que não eram da sua família também apresentavam condições semelhantes.

Outro ponto importante é que o estudo não incluiu dados de avós que eram o primeiro responsável pelas crianças.

Fonte: https://awebic.com/humanidade/avos-vivem-mais/

A TERAPIA DO FODA-SE!

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Mais dia, menos dia, teremos que ser aquela pessoa que diz basta ou adeus e que briga com quem ultrapassou os limites do bom senso… Fazer-se respeitada, surtar!!! Isso á libertará e garantirá a sobrevivência e ser mais feliz.

Minha irmã caçula, esta tentando me ensinar… rsrsrs. Esta diferença (13 anos) entre nossas de gerações trazem grandes luzes em minha vida. Uma das coisas que caminho ainda é que teremos que deixar bem claros os limites até os quais o outro poderão avançar sem nos sentir incomodados ou invadidos. Temos que dar os limites, os nossos limites! Minha aversão a brigas e ter dificuldade em dizer não são meus maiores desafios. Um caminho longo que percorro dia a dia, me esforçando pra conquistar… aprendendo com minha irmã. 
Marcel Camargo descreve muito bem este momento libertador em sua crônica… Foda-se! Simples assim… E é exatamente assim, sem tirar nem por! Dar um basta, já… é preciso… e neste momento, muitas vezes necessários em nossa vida, fará toda a diferença. Leia:

Viver em sociedade requer um exercício contínuo de tolerância, caso não queiramos nos desgastar inutilmente. Estamos cercados de pessoas que pensam diferente de nós, que agem de maneira inapropriada, que falam sem pensar e que não medem esforços para ofender gratuitamente quem estiver no caminho. Tentar manter a calma e ser gentil será o maior bem que faremos a nós mesmos, porém, em certos momentos, teremos que nos impor às custas da contrariedade alheia.

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Não nos faz bem machucar as pessoas, ainda mais quando explodimos exclusivamente por conta de problemas nossos e não pela situação em si. É preciso saber separar o que é nosso sozinho do que é nosso junto com alguém, ou estaremos fadados a descontar nossas agruras em quem não tem nada a ver com o que se passa dentro de nós. Estender nossas misérias emocionais a quem está ao nosso lado e não merece nossas indelicadezas é uma atitude covarde e que denota tão somente imaturidade e desequilíbrio.

No entanto, muito do que nos fere e nos desestabiliza emocionalmente é consequência da forma como o outro vem lidando conosco, uma vez que existem pessoas que contribuem deveras às escuridões em que mergulhamos vez ou outra. No entanto, como se diz, as pessoas agem conosco da maneira que nós mesmos permitimos, ou seja, muito do que o outro provoca de negativo em nossas vidas tem a nossa anuência, mesmo que não declarada.

Por essa razão, teremos que deixar bem claros os limites até os quais o outro poderá avançar, para que não sejamos atropelados pela tirania, pela maldade e pelas más intenções alheias. Da mesma forma que teremos encontros mágicos e especiais, sempre encontraremos quem nos tentará diminuir, quem desejará se aproveitar de nós, quem necessitará encostar as próprias fraquezas em nossa jornada. Caso não consigamos nos impor como pessoa, caso não nos fortaleçamos com a firmeza de nossas convicções e de nossa dignidade, acabaremos nos perdendo de nós mesmos.

Portanto, em determinados momentos de nossas vidas, teremos que ser aquela pessoa que diz adeus e que briga com quem ultrapassou os limites do bom senso; teremos que nos negar a fazer um favor e que alertar para o ridículo de atitudes alheias; seremos quem não se compadece com as lágrimas do amigo, bem como quem cobra do parceiro tudo o que ele deixou de fazer.  Porque ser maldoso o tempo todo é imperdoável, mas optar por ser antipático na hora certa é libertador e nos garantirá sobreviver e seguir em paz.

 

E aí… Gostaram?

A ARTE DE IR EMBORA.

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“Difícil não é lutar por aquilo que se quer, e sim desistir daquilo que se mais ama. Eu desisti! Mas não pense que foi por não ter coragem de lutar, e sim por não ter mais condições de sofrer”. Bob Marley.

Gosto muito deste texto de Mariana Caramori. Atual e ajuda as pessoas a entenderem melhor quando e como é necessário partir de um relacionamento que já se encerrou. Muitas já passaram por isso e entendem o quão difícil e delicado é este momento, esta fase da vida… mas sabem também que vivido o luto, novos caminhos se abrem e construímos uma nova história muito melhor e mais feliz com o tempo. é só acreditar e se abrir para novas possibilidades. Leiam:

É estranho como, às vezes, mesmo contra nossa vontade temos que partir. Seja de um lugar, seja de uma situação, seja de dentro de alguém… percebi então, de quantas coisas, lugares e situações eu tive que ir embora mesmo sem querer.

Seja porque era hora, seja porque existia um motivo relevante ou mesmo não tendo motivo algum aparente. É quando se tem a sensação de que é hora e não da mais pra ficar ali, mesmo querendo. É quando a gente quer ficar, mas o cansaço nos impulsiona a seguir novos rumos e alçar novos voos.

Só quem já passou por situações semelhantes sabe do que estou falando: a arte de ir embora quando se quer ficar, de abrir mão quando se quer muito ainda, de deixar pra lá quando insiste em estar bem aqui. E quando eu digo arte é bem no sentido literal da palavra mesmo. Porque nem sempre as pessoas entendem quando você se vai. Aliás, elas quase nunca entendem…  Não é qualquer um que é artista. E por isso, fica difícil explicar.

É difícil fazer as pessoas entenderem que nem sempre quando se quer é a hora certa. É difícil elas entenderem que a gente tira o time de campo, mas o pensamento ainda joga o tempo todo. E que, lidar com essa ambiguidade é também muito difícil. É difícil pra elas entenderem que a gente segue a vida porque a vida também sempre segue, mesmo que a gente não queira.

Mas isso pouco importa. Eu só vim mesmo aqui pra te dizer que eu não queria ter ido, mas fui. Pra te fazer entender que eu teria escolhido ficar se você tivesse me dado essa opção. Pra te contar que eu só fui, porque você me permitiu ir embora. A gente sempre vai embora não é?

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Encerrando ciclos.

Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final. Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver. Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos – não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram.

Foi despedido do trabalho? Terminou uma relação? Deixou a casa dos pais? Partiu para viver em outro país? A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações?

Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu. Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó. Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seu marido ou sua esposa, seus amigos, seus filhos, sua irmã, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado.

Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco. O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, apaixonados que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar. As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora. Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem. Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração – e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar. Então encerrar o ciclo… seguir em frente… sem olhar para traz.. se faz necessário.

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Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se.

Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos. Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor. Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais.

Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do “momento ideal”. Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará.

Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa – nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade. Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante. Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida. Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quemé.  ir-ambora 7

Como saber a hora de partir?

Chega um instante em que você tem que decidir o seu destino. Permaneço no meu querido sofá rasgado que já tem a forma do meu corpo? Ou pego a mochila, umas mudas de roupa, e saio de fininho antes do amanhecer? Todos passam por momentos de decisão onde um passo pode levar tanto para a glória, quanto para a beira de um abismo.

A sensação que tenho é que quanto mais amadurecemos, mais precisamos tomar as rédeas da nossa vida. Quando somos crianças sempre existe alguém que decide por nós; o que vamos comer, aonde ir, o que vestir… Com o passar do tempo o fato de ser pessoa começa a nos cobrar decisões. Vem bem de mansinho e sem que a gente se dê conta passamos a decidir com quem nos relacionar, que profissão escolher, fazer um plano de carreira.

Vamos pouco a pouco tomando o controle da nossa existência, conduzindo nossos caminhos, até que, num piscar de olhos, somos pilotos de Fórmula 1 disparados na carreira da vida, entre ultrapassagens e colisões lutando para chegar ao pódio. Você é o piloto, o condutor, quem tem a posse da direção.

A vida é representada pelo carro. Os seus adversários e companheiros de equipe são as pessoas que você interage. Todos buscam a vitória. A vitória afetiva, a vitória profissional, o reconhecimento, a recompensa. Mas cuidado, porque o percurso é escorregadio, chuvas torrenciais surgem sem trovoadas. Preste atenção quando houver neblina e tente não se dispersar com a paisagem.

Na vida a gente só muda diante do novo. Livros já lidos, músicas que a letra se sabe de cor, receitas que não precisamos mais espiar… Isso faz parte da nossa essência, do que construímos, são parte de nós e da nossa estrutura como indivíduo. No passado nós já arriscamos ao ler aquele livro, escutar aquela canção e preparar aquela receita.

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Na maioria das vezes o que nos mantém em pé diante das dificuldades não é o que temos, mas sim, o que queremos ter. Temos quem nos ama, temos amigos. Essas pessoas são pivôs na nossa existência, pilastras que nos ancoram e nos escoram. Gratidão a parte, mas para exercer o ofício do novo é fundamental arriscar. O que nos faz sair do lugar é exatamente a busca pelo desconhecido, perseguir a melhoria, vislumbrar a mudança. É sonhar.

Como saber que é hora de mudar?

Pergunta difícil, cheia de possibilidades. Ir ou ficar? Se ir, para onde? Esquerda, direita, em frente? Ficar é mais fácil porque não exige nada de nós. Entretanto é provável que, mais adiante, você terá que conviver com as dores do reumatismo por ter ficado tanto tempo no sofá da vida.

Eu costumo dizer que a hora de soltar as correntes e dar o primeiro passo é justamente quando se sentir incomodado. Atenção à luz amarela do semáforo. Quando ela começar a piscar e você se descobrir enfadado, molestado na situação na qual vive é hora de mudar o trajeto. O incômodo gera infelicidade, frustração, te sucumbe à sensação de incapacidade. Ele é como a febre que denuncia quando algo vai mal no organismo. É o pisca-alerta da vida.

Esse peso faz enxergar que aquilo que andava bem e te fazia feliz, já não te completa mais. O que era bom transformou-se em algo penoso, enfadonho, inoportuno. Chegou a hora de botar mais combustível, trocar o óleo, calibrar os pneus, ou talvez só mudar o trajeto para evitar um acidente de percurso lá na frente.

Portanto, segure firme o volante. Derrape, mas ultrapasse lá na frente. Esbarre, mas faça a curva com segurança. Tenha precaução em tempos de chuva, mas acelere nas retas quando o sol brilhar!

“Perdoa-me, folha seca… não posso cuidar de ti… Tu és folha de outono voante pelo jardim… Deixo-te a minha saudade: – a melhor parte de mim”. Cecília Meireles

Fonte: http://www.contioutra.com/a-arte-de-ir-embora/