ACORDA BABY BOOMER, A VIDA TE CHAMA.

Achei esta crônica muito interessante, representa muito de nós, que envelhecemos de bem com a vida.

Não ligo muito pra datas e não sou de fazer muitos planos. Toda vez que quis planejar demais a vida, o acaso deu um jeito de aparecer e mudar o rumo das coisas. Não sei por que, mas sempre atribuí isso ao fato de ser uma baby boomer.

Por outro lado, curiosidade nunca me faltou. Então, foi assim que cheguei aos 60 anos. Meio no susto e com a cabeça cheia de perguntas. Se quiser interpretar isso como insegurança, fique à vontade. Entrar para a categoria dos idosos teve um impacto forte em mim. Não dá pra negar. Tão forte que quebrou coisas, o que foi ótimo. Mas isso eu só percebi depois.  

Na linha de chegada o cenário estava bem confuso. De um lado, um monte de gente tentando transformar a velhice na “melhor idade”, com casais grisalhos sorridentes em anúncios de fraldas ou de cola para dentadura. De outro, velhinhos sarados pulando de bungee jump. Velhinhas extravagantes “curtindo a vida adoidado”. Principalmente fora do Brasil.

Aqui, antenados apontando para o preconceito contra a velhice no País. Para o triste descaso das marcas e da mídia em relação aos 60+. Empresas de marketing e pesquisa discorrendo sobre a sensação de invisibilidade trazida à cena por esse público. Para as dificuldades financeiras e entraves ao bem estar, ainda tão comuns na vida dos idosos do Brasil. Esse Brasil que envelheceu antes de se estruturar pra isso e onde chamar alguém de velho é ofensa.

Lá estava eu. Nem tão grisalha, nem tão idosa, sabendo que continuava a mesma de sempre, mas que agora pertencia uma nova e categoria. 

O fato é que a invisibilidade não chega aos 60. Chega bem antes. Aos 60, a gente reaparece como um velhinho corcunda de bengala, estampado no estacionamento de um shopping ou numa placa de trânsito. Fui dormir uma mulher de 59 anos e acordei uma senhora idosa de 60. Não foi uma crise de identidade. Mudaram minha identidade sem pedir a minha permissão.

Fazer o que. Fui lendo e tentando descobrir o que outras pessoas estavam pensando. Fui mais fundo na psicoterapia, vasculhei minhas vulnerabilidades e aos poucos fui me reencontrando. Quebrei defesas e comecei a construir pontes, que é o único jeito de vencer preconceitos. Eles rondam por todo lugar. Passei a ouvir mais pessoas e também a expor mais minhas verdades.

Se a invisibilidade dos 60 menos é um tanto silenciosa, o velhinho de bengala não tem medo de fazer barulho. É preciso romper esse manto da invisibilidade. Isso não é importante só pra nós. É pra todos que vierem depois.

Seja pelo incentivo dos ageless, que se mantém joviais e interessados pela vida, sem dar a mínima para a idade. Seja por inspiração dos fora da curva, aqueles velhos que simplesmente não aceitam a ideia de envelhecer e mostram que sim, o corpo aguenta. Seja simplesmente por acharem que é a coisa certa a fazer, o fato é que os 60+ aos poucos estão saindo do armário. Estão se valorizando, gostando mais de si.

Esse movimento gerou um certo barulho. O suficiente para que as marcas brasileiras começassem a acordar. E mesmo que tenha demorado, isso é motivo de comemoração. Tá na hora de somar, não diminuir. 

Se você quer pintar o cabelo, pinte. Se quer ostentar a prata no seu telhado, ostente. Quer dançar e cantar na rua? Desafie sua timidez. Quer trabalhar? Procure um problema pra resolver. Arregace as mangas. Estenda a mão. Construa junto.

Se você é um babyboomer, já viveu muitas revoluções. Já passou por poucas e boas. Já sofreu, já chorou, mas também deu boas risadas, não deu? Você faz parte de uma geração que quando era jovem ousou, brigou e exigiu como poucas até então. Com isso, derrubou barreiras, ampliou o diálogo e as trocas entre as pessoas. Mudou o mundo.

Então agora você não vai se encolher, né? Por favor. É hora de ocupar esses espaços e de abrir muitos outros. É hora de continuar a crescer.

*Este texto de Helena Morais, do blog Sessenteen, foi publicado na Coletânea Amo Minha Idade, organizado por Edna Perroti e Elizabete Marin. Fonte:

Veja também:

http://www.sessenteen.com.br/2020/05/15/acorda-baby-boomer-a-vida-te-chama/

https://oterceiroato.com/2020/07/08/deixem-me-envelhecer-3/

https://oterceiroato.com/2020/07/02/me-reinventando/

https://oterceiroato.com/2020/07/01/aconteca-o-que-acontecer-na-sua-vida-encontre-a-sua-paz-interior/

SE O SOFÁ FALASSE…

Gosto muito deste texto de Neuza Guerreiro de Carvalho, mais conhecida como Vovó Neuza, uma professora da USP aposentada de 90 anos, que continua aprendendo e ensinando até hoje. Cheia de vitalidade e muitos projetos novos. Estou fazendo com ela, o curso Resgate de Memórias – Autobiográfica (Casa Séfora) pela internet, com um grupo de 10 colegas. Cada dia me emociono com as suas aulas, tanto conhecimento, textos de apoio belíssimos e com o seu método que nos ajuda a resgatar tantas lembranças, organizando uma linha condutora que surgem desta caixinha de Memórias que temos. Quero deixar a minha história registrada para o meu legado, um dia vão querer ler, e eu posso não estar mais aqui. Tinha até entre nós um aluno de 99 anos. Vovó Neuza é uma grande inspiração para todos nós.

Aqui ela descreveu sobre o “seu sofá imaginando se ele falasse”. Pensei como seria se nossos objetos contassem o que veem e sentem nos anos que vivemos…. teriam muitas histórias para contar. Com certeza nos surpreenderia. Já pensou nisto? Leiam:

Se o sofá falasse… poderia testemunhar milhares de tipos de beijos entrelaçados com suas almofadas macias; do primeiro beijo e do último beijo dos namorados e amantes; dos tiques nervosos de seus usuários, que por vezes destruíam suas palhinhas ou que propositalmente, ou ocasionalmente, ou descuidadamente, ou distraidamente jogavam bitucas de cigarros, papeizinhos, restos de comida dentro de seus braços.[…]

Se o sofá falasse… poderia nos dizer quantas bundas sentaram nele; bundas macias, bundas volumosas, bundas empinadas, bundas chatas, bundas pequenas, bundas grandes. Até poderia nos contar da imensa bunda que ficou entalada entre os braços de uma das poltronas. […]

Se o sofá falasse… poderia testemunhar duas bodas de ouro, uma boda de prata e dois casamentos. Poderia testemunhar inúmeros aniversários e festas de época. Se o sofá falasse… poderia nos dizer quantos amigos ficaram para trás e quantos ainda vem sentar sobre ele. […]

Se o sofa falasse… poderia dizer quantas crianças pularam de sua

altura de um metro e se sentiram super herois. Quantas pessoas dormiram la Quantas transaram Quantos amigos acolheu. Quantos desabafos acompanhou Quantos choros escutou. […]

Se o sofa falasse… nos diria das emoçoes vividas dos encontros e despedidas, das partidas e das chegadas. Nos contaria o reveillon de muitos anos, nos falaria dos tantos natais vividos, das tantas comemoraçoes. Se o sofa falasse… nos diria das emoçoes de muitos nascimentos e muitas mortes. […]

Se o sofa falasse… E ainda se falasse a lingua dos homens…. No silencio da noite fria, no escurinho das noites geladas, se conseguir entrar em seu mundo poder escutar essas e tantas outras historias que passaram sobre suas almofadas, sobre a madeira firme de suas mesinhas. Implacavel, imparcial, juiz perfeito. Escuta todos, nao julga ninguém, nao critica e nao analisa. […]. Amei o texto dela, me fez refletir sobre muitas coisas. Quer saber mais sobre o Blog dela, conheça: http://vovoneuza.blogspot.com/?m=1

Veja também:

http://vovoneuza.blogspot.com/2016/03/ossentidos-e-memoria-ha-11-anos.html?m=1

https://oterceiroato.com/2020/10/15/historia-do-avental-da-vovo/

MINHA LIVE COMO ESCRITORA.

Vivendo e ousando cada vez mais. Gostaria de compartilhar com vocês a minha entrevista como escritora de um livro de antologias. Uma experiência única, onde a partir de um convite decidi experimentar. O livro “ Nos dias em que o mundo parou” ficou lindo, onde eu abro com o primeiro capítulo. Uma estreia que muito me emocionou.

Assista ao vídeo: https://youtu.be/A0r-7kgbog8

O livro está sendo publicado pela Oficina do livro editora.

QUANDO A GENTE VAI EMBORA… E AÍ?

Neste tempo de COVID, aproveitamos que (re) pensar em muitas coisas! Tempo para refletir é o que não nos falta rsrsrs. É bom desapegar das coisas desnecessárias 💥 Por que tantas coisas soberbas ou não, guardadas nos armários, nas gavetas… esperando a hora certa de usar… ou jogar fora? Fazemos muito isto ao logo da nossa vida, muitas vezes sem se dar conta de que a vida é um fio! Com certeza estamos na pandemia dando mais valor para as coisas mais simples da vida. Reaprendendo a viver dentro da nossa casa, mudamos algumas coisas de lugar, ajeitamos aqui ou ali… hoje muito mais do que um lugar só para dormir; Resgatando a convivência familiar dia a dia, encontrando momentos certos para estudar, trabalhar, cozinhar, arrumar tudo e se divertir… todos juntos e misturados… e está sendo uma linda descoberta para a maioria das famílias; Valorizamos mais do que nunca as escolas e os professores… sentimos tanto a sua falta: das aulas presenciais, das interações, dos espaços de convivência tão importantes na vida de todos nós, muitas vezes deixados de lado. O que não vai faltar será o fortalecimento da parceria entre ambos; Dos encontros ao vivo e a cores com nossa família e os amigos, de fazer novos amigos que apreciamos tanto. Agora tudo via on-line, tão cheio de afeto e alegria, onde usar a criatividade tem feito a diferença. Em breve haverá muito mais encontros para brindar a vida é dar abraços. Fazer contato com amigos distantes, surgiu em maior grau durante o isolamento; A solidariedade desponta como algo essencial, ajudar ao próximo tem sido prazeroso para todos nós e tem sido praticado com bastante intensidade. Num momento mundial onde a economia e o desemprego se desestabilizam o planejamento financeiro tem sido cada vez mais necessário; Tantas outras necessidades surgem e vamos descobrindo maneiras de nos reinventar para esta “nova realidade normal” mundial que desponta. Não precisamos de muito pra ser feliz. Simplicidade e amor é tudo que precisamos! Pra refletir:

“A GENTE VAI EMBORA… e fica tudo aí, os planos a longo prazo e as tarefas de casa, as dívidas com o banco, as parcelas do carro novo que a gente comprou pra ter status.
A GENTE VAI EMBORA… sem sequer guardar as comidas na geladeira, tudo apodrece, a roupa fica no varal.
A GENTE VAI EMBORA… se dissolve e some toda a importância que pensávamos que tínhamos, a vida continua, as pessoas superam e seguem suas rotinas normalmente.
A GENTE VAI EMBORA… as brigas, as grosserias, a impaciência, serviram para nos afastar de quem nos trazia felicidade e amor.
A GENTE VAI EMBORA… e todos os grandes problemas que achávamos que tínhamos se transformam em um imenso vazio, não existem problemas. Os problemas moram dentro de nós. As coisas têm a energia que colocamos nelas e exercem em nós a influência que permitimos.
A GENTE VAI EMBORA… e o mundo continua normal , como se a nossa presença ou ausência não fizesse a menor diferença. Na verdade, não faz. Somos pequenos, porém, prepotentes. Vivemos nos esquecendo de que a morte anda sempre à espreita.
A GENTE VAI EMBORA… pois é. É bem assim: Piscou, a vida se vai… O cachorro é doado e se apega aos novos donos.
Os viúvos se casam novamente, andam de mãos dadas e vão ao cinema.
A GENTE VAI EMBORA… e somos rapidamente substituídos no cargo que ocupávamos na empresa. As coisas que sequer emprestávamos são doadas, algumas jogadas fora. Quando menos se espera…
A GENTE VAI EMBORA. Aliás, quem espera morrer?
Se a gente esperasse pela morte, talvez a gente vivesse melhor.
Talvez a gente colocasse nossa melhor roupa hoje, talvez a gente comesse a sobremesa antes do almoço. Talvez a gente esperasse menos dos outros…
Se a gente esperasse pela morte, talvez perdoasse mais, risse mais, saísse à tarde para ver o mar, o pôr do sol, talvez a gente quisesse mais tempo e menos dinheiro.
Quem sabe, a gente entendesse que não vale a pena se entristecer com as coisas banais, ouvisse mais música e dançasse mesmo sem saber.
O tempo voa. A partir do momento que a gente nasce, começa a viagem veloz com destino ao fim – e ainda há aqueles que vivem com pressa! Sem se dar o presente de reparar que cada dia a mais é um dia a menos, porque…
A GENTE VAI EMBORA o tempo todo, aos poucos e um pouco mais a cada segundo que passa.
O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO COM O POUCO TEMPO que lhe resta?!

Que possamos ser cada dia melhores, amorosos, humildes, e que saibamos reconhecer o que realmente importa nessa passagem pela Terra!!!

Até porque… A GENTE VAI EMBORA… qualquer dia destes 😉

Veja também:

https://oterceiroato.com/2020/10/12/casa-de-mae-depois-que-se-vao/

CORONAVÍRUS – DICAS PARA QUANDO SAIR DE CASA…

Achei muito pertinente estes conselhos para quando se estiver fora de casa. Todo cuidado é pouco. Com a abertura em muitos lugares, queremos dar uma saída, mas o que não podemos esquecer é que o vírus continua circulando e fica fácil se contagiar. Proteger é necessário.

Atividades seguras: minimizar contato, superfícies compartilhadas com outras pessoas
Em geral, correr, caminhar e andar de bicicleta sozinho ou com sua família imediata pode ser feito com risco mínimo de pegar ou transmitir o vírus. Mas esportes realizados em grupos e envolvendo contato físico são proibidos. Só para lembrar que o vírus pode se espalhar pelo contato direto ou pelo toque nos mesmos objetos. Ao considerar uma atividade, pense em quão próximo você estará de outras pessoas e se você tocará nas mesmas coisas. Quanto mais uma bola ou outro equipamento esportivo for tocado por alguém que não seja você, maior será o risco de propagação de doenças. Se o seu esporte favorito tem muitas incertezas para dar uma resposta clara – digamos, não saber se será possível manter distância em uma trilha ou parque específico – é melhor ser conservador e não ir.

Se você atendeu a todas as precauções acima e está pronto para ir, “lave as mãos antes de sair”, diz Grace Roberts, virologista da Queen’s University Belfast. “Você não sabe se está infectado.” Além disso, leve tudo o que você precisa – água, lanches, etc. – para minimizar a necessidade de parar em qualquer loja. Não use banheiros públicos ou outras instalações compartilhadas.

Então, quando você estiver fora, evite tocar as superfícies com as mãos e mantenha as mãos longe do rosto. Por exemplo, você pode usar o cotovelo para acertar um botão de faixa de pedestres. Pense que quando está correndo, sugiro reservar a mão esquerda para apertar o botão da faixa de pedestres ou qualquer outra superfície, enquanto a mão direita é usada para ajustar os óculos ou manusear água e lanches. Ao chegar em casa, lave imediatamente as mãos.

QUALIDADE DE VIDA NA TERCEIRA IDADE.

Qualidade de vida na terceira idade — sim, é possível

Diferentemente do que muita gente acha, é sim, viável ter qualidade de vida na terceira idade. Essa fase não é um momento de solidão, tristeza ou de doenças. Mesmo com as mudanças no corpo, é possível realizar ações que ajudam a conservar a saúde e a qualidade do cotidiano.

A grande vantagem de se preocupar com isso e de agir para garantir melhor saúde física e mental é a grande quantidade de benefícios que surgem. Entre os principais, estão:

Maior expectativa de vida

Os idosos que buscam ativamente por melhor qualidade de vida tendem a viver mais. Isso é verdadeiro tanto no que se refere à saúde física quanto à saúde psicológica. Ao agir para prevenir doenças e ao garantir as melhores condições para encarar essa fase, a pessoa tende a viver mais e melhor. Esse, inclusive, é um dos segredos de quem tem uma vida longa, saudável e feliz.

Maior felicidade e satisfação

Por falar nisso, outro aspecto positivo é o sentimento de felicidade. Quem tem maior qualidade de vida, encara o cotidiano de maneira mais leve, saudável e com resultados muito melhores.

Assim, os cuidados com o corpo e com a mente garantem uma visão positiva sobre a própria vida para quem está na terceira idade. Aproveitar essa fase, portanto, torna-se viável e gera boas lembranças e a sensação de felicidade, satisfação e tranquilidade.

Melhor capacidade física e psicológica

Preocupar-se com a qualidade de vida na terceira idade desde o princípio é uma forma de ampliar a capacidade do próprio organismo. Do ponto de vista físico, isso significa um aumento da saúde e menores possibilidades de sofrer com doenças e condições incapacitantes. Desse modo, é possível ter uma saúde robusta.

Já observando as áreas intelectual e psicológica, os cuidados geram menor propensão a transtornos — como a depressão, que afeta mais de 10% dos idosos brasileiros — e também a problemas como falta de memória ou doenças degenerativas cerebrais.

Veja também: https://oterceiroato.com/2020/07/08/deixem-me-envelhecer-3/ https://oterceiroato.com/2020/06/10/eu-quero-menos-2/

SER PROFESSOR…

Ser professor é professar a fé e a certeza de que tudo terá valido a pena se o aluno sentir-se feliz pelo que aprendeu com você e pelo que ele lhe ensinou…

Ser professor é consumir horas e horas pensando em cada detalhe daquela aula que, mesmo ocorrendo todos os dias, a cada dia é única e original…

Ser professor é entrar cansado numa sala de aula e, diante da reação da turma, transformar o cansaço numa aventura maravilhosa de ensinar e aprender…

Ser professor é ter a capacidade de “sair de cena, sem sair do espetáculo”.

Ser professor é importar-se com o outro numa dimensão de quem cultiva uma planta muito rara que necessita de atenção, amor e cuidado.

Ser professor é apontar caminhos, mas deixar que o aluno caminhe com seus próprios pés…

By Carlos Viera grande professor e amigo.

Feliz Dia a todos os Professores!

HISTÓRIA DO AVENTAL DA VOVÓ!

Tenho poucas lembranças dos meus avós. Mas deixaram certamente muita ternura nos seus abraços. Quero ser lembrada assim… cheio de afetos e boas histórias😍


Lembras-te do avental da tua avó?
O primeiro propósito do avental da avó era proteger as roupas abaixo.
Mas, além disso:
Servia de luva para retirar a frigideira ardente do forno;
Era maravilhoso para secar as lágrimas das crianças e, em certas ocasiões, para limpar as carinhas sujas;
Do “galinheiro”, o avental servia para transportar os ovos e, por vezes, os pintos!;
Quando os visitantes chegavam, o avental servia para proteger as crianças tímidas;
Quando estava frio, a avó enrolava os braços.
Este bom velho avental fazia de fole, agitado por cima do fogo a lenha;
Era “ele” que transportava as batatas e a madeira seca na cozinha;
Da “horta”, ele servia de cesta para muitos produtos hortícolas depois que as ervilhas tinham sido recolhidas era a vez das couves;
No final da temporada, era utilizado para colher as maçãs caídas da árvore;
Quando os visitantes chegavam de forma repentina, era surpreendente ver a rapidez com que este velho avental podia dar para baixo o pó;
Na hora de servir as refeições a vovó ia na escada a agitar seu avental
E os homens nos campos sabiam instantaneamente que tinham de ir à mesa;
A avó também o usava para pousar o bolo de maçã acabado de sair do forno no parapeito para esfriar;
Nos nossos dias, não se usa mais o avental.
Vai demorar uns anos até que alguma invenção ou objeto possa substituir este bom e antigo avental. Minha amiga Ione Marinho escreveu está crônica.


Pensei: Doces lembranças das nossas avós, que com sua doçura e afeto nos fizeram enxergar o quão grande eram o seu amor… e como era imenso a sua capacidade de acolher tudo que precisasse de sua ajuda e de seu abraço💓. Saudades de um tempo que passou e mudou tanto… é onde somos nós agora os avós, Já não temos mais este avental… temos outras coisas.

Nestes tempos modernos mudamos muito, fomos acompanhando as modernidades… que foram muitas e gigantescas. Avançamos rápido! Ousamos em nossas novas experiências e com curiosidade desafiamos o tempo e o espaço… Fomos mexendo e aprendemos rápido a usar tudo que surgiu… também começamos a usar mais a internet e as novas tecnologias com certa facilidade… onde já nem sabemos mais como viver sem elas. Muitas coisas aprendemos rápido, perdemos o medo e passaram a fazer parte do nosso cotidiano. Por sorte somos persistentes! E com tudo isto e muitas outras coisas novas que vieram neste período de pandemia, nós inovamos, avançamos a estamos construindo uma nova geração de velhos. Somos muito diferentes dos velhos que conhecemos durante a vida: nossos avós, pais e familiares. Temos muito em comum ainda com os sentimentos dos avós, isto sempre existiu… aquele mesmo olhar amoroso e afetuoso para com toda a família… Nosso olhar de acolhimento são tão grandes como o delas e nossos braços tão ternos quanto… acabaram sendo maiores, ultrapassando oceanos e fronteiras, em tempo real. Mas, crescemos… avançamos e do avental vieram uma infinidade de coisas novas e atraentes: à tecnologias, a internet e o celular estas nos fizeram entrar de cabeça no mundo virtual. Daquela telinha fazemos tudo juntos e misturados .

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CASA DE MÃE… DEPOIS QUE SE VÃO!

Para meus filhos. Casa de mãe depois que os filhos se vão.

Casa de mãe depois que os filhos se vão é um oratório. Amanhece e anoitece prece. Já não temos acesso àquelas coisinhas básicas do dia a dia, as recomendações e perguntas que tanto a eles desagradavam e enfureciam: com quem vai, onde é, a que horas começa, a que horas termina, a que horas você chega, vem cá menina, pega a blusa de frio, cadê os documentos, filho.
Impossibilitados os avisos e recomendações, só nos resta a oração, daí tropeçamos todos os dias em nossos santos e santas de preferência, e nossa devoção levanta as mãos já no café da manhã e se deita conosco.
Casa de mãe depois que os filhos se vão é lugar de silêncio, falta nela a conversa, a risada, a implicância, a displicência, a desorganização. Falta panela suja, copos nos quartos, luzes acesas sem necessidade…aliás, casa de mãe depois que os filhos se vão vive acesa. É um iluminado protesto a tanta ausência.
Casa de mãe depois que os filhos se vão tem sempre o mesmo cheiro. Falta-lhe o perfume que eles passam e deixam antes da balada, falta cheiro de shampoo derramado no banheiro, falta a embriaguez de alho fritando para refogar arroz, falta aroma da cebola que a gente pica escondido porque um deles não gosta ( mas como fazer aquele prato sem colocá-la?), falta a cara boa raspando o prato, o “isso tá bão, mãe”. O melhor agradecimento é um prato vazio, quando os filhos ainda estão. Agora falta cozinha cheia de desejos atendidos.
Casa de mãe depois que os filhos se vão é um recorte no tempo, é um rasgo na alma. É quarto demais, e gente de menos.
É retrato de um tempo em que a gente vivia distraída da alegria abundante deles. Um tempo de maturar frutos, para dá-los a colher ao mundo. Até que esse dia chega, e lá se vai seu fruto ganhar estrada, descobrir seus rumos, navegar por conta própria com as mãos no leme que você , um dia, lhe mostrou como manejar.
Aí fica a casa, e nela, as coisas que eles não levam de jeito nenhum para a nova vida, mas também não as dispensam: o caminhão da infância, a boneca na porta do quarto, os livros, discos, papéis e desenhos e fotografias – todas te olhando em estranha provocação.
Casa de mãe depois que os filhos se vão não é mais casa de mãe. É a casa da mãe. Para onde eles voltam num feriado, em um final de semana, num pedaço de férias.
Casa de mãe depois que os filhos se vão é um grande portão esperando ser aberto. É corredor solitário aguardando que eles o atravessem rumo aos quartos. É área de serviço sem serviço.
Casa de mãe depois que os filhos se vão tem sempre alguém rezando, um cachorrinho esperando, e muitos dias, todos enfileirados, obedientes e esperançosos da certeza de qualquer dia eles chegam e você vai agradecer por todas as suas preces terem sido atendidas.
Porque, vamos combinar, não é que você fez direitinho seu trabalho, e estava certo quem disse que quem sai aos seus não degenera e aqueles frutos não caíram longe do pé?
E saudade, afinal, não é mesmo uma casa que se chama mãe?

Minha casa está assim silenciosa e esperançosa aguardando ser preenchida pela barulheira, os sorriso e as gargalhadas dos filhos… da doçura das suas chamadas “mãe” me faz bolinho de chuva? Iluminando e preenchendo tudo novamente num piscar de olhos.
Esperando vir com suas famílias… os meus netinhos amados correndo pela casa e juntos vamos descobrir novas maneiras de olhar e experimentar tudo… e nos divertir muito. Histórias construídas com muito afeto e recheadas de amor ❤️ marcantes… únicas… guardadas nas lembranças de toda uma vida!

Assim este texto de Miryan Lucy Rezende consegue dizer tudo que eu penso. E você o que acha?

ADAPTANDO-SE AO ENVELHECIMENTO.

Adaptando-se ao envelhecimento

Muitas pessoas não conseguem ter tranquilidade na terceira idade justamente por não encararem o momento da maneira certa. Com medo de envelhecer ou querendo evitar que aconteça, boa parte delas deixa de aproveitar os momentos dessa fase ou de se preparar para ela.

O resultado não poderia ser outro além da falta de qualidade de vida. Portanto, o ideal é se adaptar à ideia desde já, de modo a prevenir que o futuro seja muito diferente do desejado. As melhores recomendações incluem:

Encare o passar do tempo do jeito certo

Envelhecer é completamente natural. Mesmo assim, a sociedade ocidental ainda vê esse processo de uma forma quase distorcida, como se ele tivesse que ser evitado. É isso que faz com que as pessoas procurem parecer sempre jovens ou que relutem em lidar com essa fase da vida.

Para ter qualidade de vida na terceira idade, no entanto, é preciso lidar com o envelhecimento da melhor maneira, encarando-o como um período em que podem ocorrer novas descobertas e vivências. Apesar de surgirem novos cuidados para esse momento, envelhecer não deve significar abrir mão da própria vida.

Não deixe de cuidar de si mesmo

A terceira idade exige atenção específica em vários sentidos, mas tudo isso é para o próprio bem-estar. Porém, muitos acreditam que, estando mais velhos, já não é necessário ter tanta atenção consigo. Em outros casos, há uma desmotivação tão grande que há a perda de interesse em cuidar da própria saúde.

Se isso acontecer, será praticamente impossível se adaptar ao envelhecimento, já que o resultado será menos disposição e mobilidade. Portanto, encare os cuidados como sendo absolutamente necessários e faça as adaptações para se manter sempre saudável.

Busque novas formas de aproveitar a vida

Outra ótima forma de se adaptar ao período é compreendendo que ficar mais velho não significa o fim da vida. As coisas mudam, mas ainda há como aproveitar novas experiências, descobrir novas motivações e até realizar sonhos.

Por isso, é fundamental buscar maneiras inéditas de curtir os dias, seja praticando novas atividades, seja fazendo aquilo de que gosta. A ideia é encontrar novos caminhos que mostrem que essa fase pode ser muito positiva.

Trabalhe a autoestima

Muitos idosos sofrem com problemas de baixa autoestima. Isso não diz respeito apenas à aparência e também acontece quanto ao próprio modo de vida. É comum, por exemplo, que pessoas mais velhas se sintam como um fardo ou que não têm valor.

Isso afeta a saúde psicológica e as condições físicas, gerando isolamento social e todas as consequências da falta de adaptação. Em vez disso, o idoso deve celebrar a própria experiência. Ao notar que os anos vividos geram uma visão de mundo muito valiosa, por exemplo, fica fácil se adaptar a esse período.

Dicas para ter mais qualidade de vida na terceira idade

Além de todas as recomendações já apresentadas, é muito importante ter alguns cuidados bem específicos com a saúde. Assim, conquistar a qualidade de vida na terceira idade se torna simples e acessível. A maioria dessas questões envolve uma mudança no estilo de vida em geral e há grandes benefícios em seguir essas orientações. Veja quais são as mais relevantes:

Tenha uma alimentação saudável

O que vai ao prato gera grandes impactos na saúde e no bem-estar, especialmente de quem é mais velho. Por isso, uma forma de preservar a saúde na terceira idade é tendo uma alimentação saudável e balanceada.

É importante, por exemplo, reduzir o consumo de sódio, de açúcar e de gorduras consideradas ruins para o organismo. Carne vermelha, alimentos industrializados, doces e farinhas devem ser substituídos por versões magras, integrais e naturais. Essa é uma forma de evitar o surgimento ou agravamento de condições como hipertensão, diabetes e problemas cardiovasculares.

Também é fundamental investir em frutas, verduras e legumes que sejam repletos de nutrientes, vitaminas e sais minerais. Dessa forma, é possível prevenir quadros de desnutrição, que são muito comuns nessa fase. Para se ter uma ideia, uma pesquisa demonstrou que 54,7% dos idosos que deram entrada em um hospital estavam desnutridos.

Vale ressaltar que, portanto, o acompanhamento de um profissional nutricionista pode se tornar de grande importância para manter uma rotina alimentar de qualidade.

Pratique atividades físicas

O sedentarismo é um grande vilão para a saúde de qualquer pessoa, mas especialmente dos idosos. Afinal, além de aumentar os riscos de doenças crônicas, ele ainda pode prejudicar a mobilidade. Sendo assim, é fundamental praticar atividades físicas.

A caminhada, a hidroginástica e até a musculação são boas opções, dependendo da indicação médica. Além de tudo, é uma forma de socializar, se manter em movimento e controlar o peso dentro de parâmetros normais. Ao unir alimentação e exercícios para terceira idade, o corpo se torna mais saudável e protegido.

Uma ótima alternativa para a realização dessas atividades, é ter o acompanhamento de um profissional da área de ed. física.

Mantenha hábitos saudáveis

Porém, não adianta cuidar corretamente da alimentação e se movimentar se o idoso tiver hábitos ruins. O tabagismo e o consumo de bebidas alcoólicas podem causar problemas em sistemas variados e devem ser evitados.

Além disso, é importante tomar sol diariamente para metabolizar vitamina D, mas sempre com proteção solar. A hidratação, por sua vez, é indispensável para manter o corpo funcionando bem. Dessa forma, esses hábitos não podem ser deixados de lado, já que impactam diretamente a qualidade de vida na terceira idade.

Cuide da saúde mental e psicológica

Essas questões prévias ajudam a cuidar da saúde física, mas o cérebro também exige atenção. Treinar a memória, como com jogos, é importante para fortalecer as ligações neurais e prevenir a degeneração. É fundamental evitar ou tratar quadros de depressão ou ansiedade, por exemplo. Estando sob controle, eles permitem que o cuidado com a saúde seja mais fácil.

Outra questão é o estresse. Uma pesquisa, inclusive, mostrou que 71% das idosas pesquisadas se disseram estressadas, enquanto 39% dos homens afirmaram o mesmo. Esse quadro afeta até a qualidade do sono e prejudica a saúde, devendo, portanto, ser evitado. Buscar atividades relaxantes e hobbies em geral é de grande ajuda e auxilia na conquista de uma vida melhor.

Vida social

Já que o isolamento social é totalmente indesejável nessa fase da vida, é fundamental buscar maneiras de se manter sempre por perto de quem se ama. Ao garantir uma vida social ativa, é viável afastar os efeitos da solidão e chegar a um resultado muito melhor de qualidade de vida.

A tarefa é menos complicada do que parece e ao consolidar bons hábitos, logo, os resultados são sentidos. As recomendações principais são:

Passe tempo com a família

Mesmo que os familiares, como filhos e netos, não estejam tão próximos quanto antes, é fundamental passar tempo de qualidade com a família. O fortalecimento desse relacionamento gera ótimos efeitos na saúde, além de auxiliar a questão psicológica. O ideal, portanto, é garantir reuniões periódicas com a família ou, no mínimo, um contato por telefone. Assim, a solidão passa longe.

Mantenha o contato com amigos

Os amigos de longa data não devem ser esquecidos. Eles também estão na terceira idade e, por isso, precisam igualmente de companhia e convívio social. Logo, vale a pena se encontrar frequentemente com as pessoas queridas. Uma visita na casa do outro, um passeio na rua ou até uma conversa com a ajuda da internet auxiliam no fortalecimento dos laços sociais.

Busque novas amizades

Ao mesmo tempo, vale a pena buscar novas amizades. Conhecer gente nova traz uma perspectiva única para essa fase da vida, além de ajudar a manter o interesse social sempre ativo. O idoso pode recorrer a grupos de atividades voltadas para a terceira idade ou até começar a se relacionar com os conhecidos de amigos e familiares. A ideia é manter sempre viva essa ação de conhecer pessoas e criar relacionamentos.

Viva novas experiências sociais

O que também não deve ser ignorado é o poder que as novas experiências possuem na vida de quem está na terceira idade. Descobrir novas sensações, ter memórias inéditas e encarar novos desafios é um grande motivador e ajuda a aproximar os laços sociais. Para que isso seja possível, é fundamental frequentar novos ambientes e conviver com pessoas diversas, de modo a encontrar novas possibilidades para vivenciar.

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