A ARTE DE SER AVÓ.

Uma singela homenagem aos avós que nos tempos modernos tem muitas vezes ajudado (ou até substituído) muitos pais em seu papel de protetores e educadores. Sempre parceiros, nesta missão. Parabéns a todos os avós 💗💓.

Não me canso de lembrar de tantas coisas boas que nossos netos nos trazem. Construímos muitas histórias juntas… marcamos nossas vidas eternamente… moramos no coração e no pensamento ⭐️… cheios de ternura e afeto 💓💗 carregados de amor 💓💗.

João Pedro (5 anos 🇬🇧) Noah (2 anos 🇺🇸) Eva (2 anos 🇫🇷)… são as minhas preciosidades… minha maior alegria. Gratidão. Eu sou uma avó coruja assumida:

“Netos são como heranças. Você os ganha sem merecer. Sem ter feito nada para isso, de repente lhe caem do céu… Sem se passarem as penas do amor, sem os compromissos do matrimônio, as dores da maternidade.

E não se trata de um filho suposto. O neto é, realmente, o sangue do seu sangue, o filho do filho, mais filho que filho mesmo….

A velhice tem suas alegrias, as suas compensações… Todavia, às vezes, lhe dá aquela nostalgia da mocidade. Não de amores nem de paixão; a doçura da meia-idade não lhe exige essas efervescências. A saudade é de alguma coisa que você tinha e lhe fugiu sutilmente junto com a mocidade. Bracinhos de criança no seu pescoço. Choro de criança…. Meu deus, para onde foram as suas crianças?

Pois aquela criancinha, longe de ser um estranho, é um menino que se lhe é “devolvido”. E o espantoso é que todos lhe reconhecem o seu direito sobre ele, ou pelo menos o seu direito de o amar com extravagância; ao contrário, causaria escândalo ou decepção.

A avó não tem direitos legais, mas oferece a sedução do romance e do imprevisto. Faz coisas não programadas. Leva a passear, “não ralha nunca”. Deixa lambuzar de pirulito. Não tem a menor pretensão pedagógica. É a confidente das horas de ressentimento, a secreta aliada nas crises de rebeldia.

E quando você vai embalar o neto e ele, tonto de sono, abre um olho, lhe reconhece, sorri e diz “vó”, seu coração estala de felicidade, como pão ao forno.”

Uma mensagem linda de Raquel de Queiroz que me toca profundamente. Me identifico muito com o que ela diz. Avó tem sido uma das melhores experiências da minha vida.

Dedico a todos os avós. Feliz Dia dos Avós 💓💗⭐️💐

(Fortaleza, 17/11/1910 – Rio de Janeiro, 4/11/2003)

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CONSELHO DE AVÓS.

Dia dos avós chegando, 👀 diferente agora com esta pandemia interminável que estamos passando… sempre regados de afeto ❤️. Se eu pudesse dar apenas um conselho aos vovós corujas, seria esse:

“Deixem os avós serem avós…”💗
Avós tem mil fotos do neto no celular, que ele pode mostrar, postar e babar… pois ter um neto é um privilégio dado por Deus… uma benção, eu diria.
Avós não precisam de permissão para visitar ou dar colinho…
Nem precisam de horário estipulado para irem embora… (usando o bom senso né?)
Avós querem ajudar no banho, fazer ninar se preciso e cheirar aquela carinha linda…
Avós são abrigo seguro, são mãos estendidas e protetores fiéis…
Avós sejam maternos ou paternos são iguais no amor, se preocupam e sentem saudades… e muita…

Gostam de dar conselhos e contar como era a maternidade no seu “tempo”… nostalgia cheia de emoções.
Avós não querem só contar histórias querem fazer história na vida do neto… E quantas tem construído juntos. Doces memórias que se eternizam.
Querem brincar e ensinar sapequices… vibrar com tudo.
Eles querem ser o apoio do filho e o olhar atento ao neto para que os pais possam descansar ou trabalhar…


Por que o breve é breve e o tempo você sabe…ele voa! E nós avós iremos partir e queremos deixar lembranças bonitas para nossos netos.

Quero desejar a todos os avós momentos maravilhosos e marcantes entre esta linda convivência que acontecem no dia a dia. Que possam deixar afeto e doçuras mil ❤️ . Eu escrevi um texto lindo no livro Avós e Netos… vale a pena ler. Tenho comigo alguns poucos exemplares ainda.

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AMIGOS…

Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila. Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante. A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos. Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo. Deles não quero resposta, quero meu avesso. Que me tragam dúvidas e angústias e aguentem o que há de pior em mim. Para isso, só sendo louco. Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças. Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta. Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria. Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto.

Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade. Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos. Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça. Não quero amigos adultos nem chatos. Quero-os metade infância e outra metade velhice! Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos, para que nunca tenham pressa. Tenho amigos para saber quem eu sou. Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que normalidade é uma ilusão imbecil e estéril.”

Esta crônica de, Oscar Wilde vem bem de encontro com o que eu procuro nos meus amigos. Leveza e compreensão

Veja também: https://oterceiroato.com/2020/12/16/eu-mudei/

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AMIGOS, SÃO…

Dizia Fernando Pessoa… e eu concordo 😉

Meus amigos são todos assim: metade loucura, outra metade santidade. Escolho-os não pela pele, mas pela pupila, que tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante. Escolho meus amigos pela cara lavada e pela alma exposta. Não quero só o ombro ou o colo, quero também sua maior alegria. Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto. Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade. Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos. Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça. Não quero amigos adultos, nem chatos. Quero-os metade infância e outra metade velhice. Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto, e velhos, para que nunca tenham pressa. Tenho amigos para saber quem eu sou, pois vendo-os loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que a normalidade é uma ilusão imbecil e estéril”

AS COISAS PASSAM…

Para Gloria Hurtado, assim como para mim….. As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora. Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem. Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração – e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar. Mudar a energia!

Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se.
Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos. Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor. Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais.

Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do “momento ideal”. Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará.

Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa – nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade. Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante. Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida. Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é.
#novoanovidanova #reciclandoavida

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AME-SE…

Ame-se!
Você vive na sua pele…
Você está 24 horas por dia desde que nasceu nessa pele.
Ninguém a conhece melhor do que você mesma.
E você já parou para pensar que mulher magnífica você é?
Quantas coisas já viveu, quantos momentos incríveis já passou?
O quanto já aprendeu?
Quantos tombos já levou, quanta força para se reerguer tem?
Muitas estrelas brilham em você!
Você é forte, é livre, é corajosa.
Não deixe ninguém ou nenhuma palavra apagarem seu brilho ou matarem os seus sonhos.
Você merece muitas coisas boas na vida, você merece o melhor.
Não deixe ninguém entrar na sua vida para a atrapalhar, tire do seu caminho tudo que lhe faz mal, todos que a perturbam e que nada de bom lhe trazem.
A pessoa mais importante do mundo é você! Você precisa estar bem acima de tudo e de todos para poder oferecer o que de melhor tem aos outros e ao mundo.
Ame-se em primeiro lugar, seja a melhor versão de si mesma para poder ser a melhor pessoa possível para aqueles que você ama!
Tem coisa melhor?

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SOBRE OS FELIZES…

Existem pessoas admiráveis andando em passos firmes sobre a face da Terra. Grandes homens, grandes mulheres, sujeitos exemplares que superam toda desesperança. Tenho a sorte de conhecer vários deles, de ter muitos como amigos e costumo observar suas ações com dedicada atenção. Tento compreender como conseguem levar a vida de maneira tão superior à maioria, busco onde está o mistério, tento ler seus gestos e aprendo muito com eles.

De tanto observar, consegui descobrir alguns pontos em comum entre todos e o que mais me impressiona é que são felizes. A felicidade, essa meta por vezes impossível, é parte deles, está intrínseco. Vivem um dia após o outro desfrutando de uma alegria genuína, leve, discreta, plantada na alma como uma árvore de raízes que força nenhuma consegue arrancar.

Dos felizes que conheço, nenhum leva uma vida perfeita. Não são famosos. Nenhum é milionário, alguns vivem com muito pouco, inclusive. Nenhum tem saúde impecável, ou uma família sem problemas. Todos enfrentam e enfrentaram dissabores de várias ordens. Mas continuam discretamente felizes.

O primeiro hábito que eles têm em comum é a generosidade. Mais que isso: eles têm prazer em ajudar, dividir, doar. Ajudam com um sorriso imenso no rosto, com desejo verdadeiro e sentem-se bem o suficiente para nunca relembrar ou cobrar o que foi feito e jamais pedir algo em troca.

Os felizes costumam oferecer ajuda antes que se peça. Ficam inquietos com a dor do outro, querem colaborar de alguma maneira. São sensíveis e identificam as necessidades alheias mesmo antes de receber qualquer pedido. Os felizes, sobretudo, doam o próprio tempo, suas horas de vida, às vezes dividem o que têm, mesmo quando é muito pouco.

Eu também observo os infelizes e já fiz a contraprova: eles costumam ser egoístas. Negam qualquer pequeno favor. Reagem com irritação ao mínimo pedido. Quando fazem, não perdem a oportunidade de relembrar, quase cobram medalhas e passam o recibo. Não gostam de ter a rotina perturbada por solicitações dos outros. Se fazem uma bondade qualquer, calculam o benefício próprio e seguem assim, infelizes. Cada vez mais.

O segundo hábito notável dos felizes é a capacidade de explodir de alegria com o êxito dos outros. Os felizes vibram tanto com o sorriso alheio que parece um contágio. Eles costumam dizer: estou tão contente como se fosse comigo. Talvez seja um segredo de felicidade, até porque os infelizes fazem o contrário. Tratam rapidamente de encontrar um defeito no júbilo do outro, ou de ignorar a boa nova que acabaram de ouvir. E seguem infelizes.

O terceiro hábito dos felizes é saber aceitar. Principalmente aceitar o outro, com todas as suas imperfeições. Sabem ouvir sem julgar. Sabem opinar sem diminuir e sabem a hora de calar. Sobretudo, sabem rir do jeito de ser de seus amigos. Sorrir é uma forma sublime de dizer: amo você e todas as suas pequenas loucuras.

Achei bem interessante esta crônica de Socorro Acioli, me sentindo grata e emocionada, relembrando o rosto dos homens e mulheres sublimes que passaram e que estão na minha vida, entoando seus nomes com a devoção de quem reza… Sigo feliz, com leveza e buscando aprender com elas a acender a luz genuína e perene de alegria na alma de todos nós. Sigamos os felizes, pois eles sabem o caminho…

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SER FELIZ… AUGUSTO CURY

Do livro “Dez leis para ser feliz”, de Augusto Cury… sobre ser feliz. Eu acredito muito que nossas atitudes nos levarão aonde queremos chegar. Leiam:

Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não esqueço que minha vida é a maior empresa do mundo…
E que posso evitar que ela vá à falência…
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise…
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar autor da própria história…
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma…
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida…
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos…
É saber falar de si mesmo…
É ter coragem para ouvir um “não”.
É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.

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EXPERIENCIAR…

Gosto muito deste texto de Fabíola Simões, que fala sobre o sofrimento onde tudo passa!!! Também acredito nisto 👀 “Não há bem que sempre dure, nem mal que nunca se acabe…”. A experiência da dor também ensina e nos aproxima de nós mesmos. E ser nós mesmos nem sempre é continuar na mesma estrada que estávamos seguindo. Muitas vezes descobrimos que é preciso mudar de rota, desacelerar o passo, explorar outras paisagens, mergulhar no desconhecido e ousar enfrentar o que mais nos amedronta.

Às vezes você precisa ser quebrado para se tornar uma versão melhor de si mesmo. Às vezes você precisa sangrar e ficar à flor da pele para conseguir se resgatar por trás das máscaras e proteções, condicionamentos e projeções. Às vezes é preciso um novo você para que a vida volte a pulsar.

Tudo passa. O que permanece é aquilo que conseguimos ressignificar a partir da experiência do amor, da dor, da perda, do arrebatamento, do enfrentamento. E é esse novo sentido que irá nos curar e enriquecer nossa experiência de estar vivos, permanecendo para sempre conosco como um lembrete de que nossa alma foi tocada.

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AS MÃOS… E A DOR!

– Vovó, como se enfrenta a dor?
– Com as mãos, minha querida. Se você a enfrentar com a mente, em vez da dor se suavizar, ela endurece ainda mais.
Com as mãos, vovó?
– Sim. Nossas mãos são as antenas da nossa alma. Se você as movimenta costurando, tricotando, bordando, cozinhando, pintando, tocando ou afundando-as na terra, você envia sinais de cuidado para a parte mais profunda de si mesma. E tua alma se ilumina porque você lhe está dando atenção. Assim, ela não precisa mais lhe enviar a dor para ser notada.
As mãos são realmente tão importantes assim?
– Sim, minha pequena. Pense nos recém-nascidos: eles começam a conhecer o mundo graças ao toque de suas mãozinhas. Se você olhar, verá que as mãos dos velhos contam mais sobre a vida deles do que qualquer outra parte do corpo. Diz-se que tudo o que é feito com mão é feito com o coração. Porque é realmente assim: as mãos e o coração estão conectados. Os Fisioterapeutas sabem muito bem disso: quando tocam o corpo de outra pessoa com as mãos, criam uma conexão profunda. É precisamente a partir dessa conexão que vem a cura. Pense nos apaixonados: quando suas mãos se tocam, fazem amor da maneira mais sublime que existe.


As minhas mãos, vovó … há quanto tempo não as uso assim!
– Movimente-as, minha querida, comece a criar com elas e tudo dentro de você mudará também. A dor não passará. Mas vai se transformar na mais bela obra-prima. E não vai doer mais. Porque a partir dela, você poderá bordar a tua essência.

Adorei este texto com muita sensibilidade num diálogo entre uma avó e sua neta de Elena Bernabè. Também contar isto para os meus netos.

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