NÃO ADIANTA FAZER BIRRA PARA CRESCER…

Às vezes, eu me sinto a própria menina mimada, sapateando porque as coisas não estão como quero. Às vezes, a birra é tanta que preciso que alguém coloque um espelho na minha frente pra me mostrar o quão infantil estou sendo.

O que fazer com essa menina? Pôr de castigo no cantinho do pensamento? Colocar no colo e dar o que ela quer pra ver se para de chorar? Mas e quando se trata de uma menina já crescida e formada? Não adianta mais tratá-la como criança.

Decido acolher sem julgamento as fragilidades dela como sendo minhas porque, de fato, são. Eu sou essa menina mimada que quer aprender o caminho sem engatinhar. Que quer desenvolver a paciência sem saber esperar.

Desgosto. Pode ser esse o motivo da birra. A menina anda desgostosa porque tem fome e quer madurar tudo às pressas. Quer adiantar um tempo que tem seu próprio tempo. Impaciente, bate o pé e chora pro mundo que só quer fazer o que gosta. Não quer perder tempo com o que desgosta, mas, ao tentar isso, perde-se de si também.

Aliás, eu vivo dizendo pra essa menina mimada que ela só vai de fato crescer quando aprender a dosar o quão doce ou quão amargo tudo que chega vai ser. Sem gostar demais ou desgostar de menos.

  • Não, garotinha, não digo que é pra vida ser insossa, mas pra ser degustada com tempo e temperança.

No que parece tão amargo, pode estar o meu aprendizado e, no doce demais, a fuga. Se obcecada pelo desejo do saboroso, perco o verdadeiro sabor.

  • Mas isso é muito difícil, não consigo!

Ninguém disse que seria fácil. Não adianta fazer birra pra crescer. E quer saber mesmo? Talvez você venha se dando importância demais.

Gostei muito deste texto de @tacianacollet … me representa algumas vezes. E você já se sentiu assim? Me conte.

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VIRAR O JOGO.

Mudar é necessário aprender! Pode levar muito tempo para encontrarmos nosso lugar…

Conheço gente que tem o dobro da minha idade e ainda está à procura.
Outros, tão jovens, já têm a certeza de seu espaço, confiança no seu rumo, fé nas suas escolhas.
Existem momentos em que é difícil reconhecermos nosso lugar…
Parece que a vida dá e tira, coloca e pede de volta, estende a mão e puxa o tapete…
Mas com paciência, o tempo dirá!
E então um dia, por algum motivo pequeno ou grandioso, você percebe que tem um bilhete autenticado em mãos.
Um bilhete que lhe indica exatamente qual sua poltrona, sua janela…
Por onde verá o mundo passar, e sua companhia nessa viagem.
Já me senti sem chão algumas vezes…
É difícil e parece que não vai passar.
Mais ou menos como estar no trem errado vendo o certo ser conduzido para o lado oposto.
Mas o tempo muda tudo!
E dentro do “trem errado”, se você permitir, e somente se você permitir…
Pode começar a ter boas surpresas, grandes presentes.
Essa é a oportunidade de virar o jogo!
(By Fabíola Simões)

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A VIDA NOS ENSINA…

O alemão Bert Hellinger tem hoje 93 anos. Já foi padre, largou a batina, casou-se e virou um dos mais respeitados psicoterapeutas e escritores europeus. Mas o cara é polêmico: reconhecido mundialmente pelas Constelações Familiares, ele não restringe seus mergulhos na alma por conta de mimimis. Por isso, às vezes enfrenta a rigidez de certas linhas filosóficas, demolindo-as com tiradas certeiras e desconcertantes.

No limiar de mais um ano, resolvi reproduzir aqui algumas delas, na certeza de que muitos leitores saberão entendê-lo e aplicar seus sábios conselhos. Com a palavra, herrBert Hellinger:

A vida decepciona-o pra você parar de viver com ilusões e ver a realidade.
A vida destrói todo o supérfluo até que reste somente o importante.
A vida não te deixa em paz, para que deixe de culpar-se e aceite tudo como “É”.
A vida vai retirar o que você tem, até você parar de reclamar e começar agradecer.
A vida envia pessoas conflitantes para te curar, pra você deixar de olhar para fora e começar a refletir o que você é por dentro.
A vida permite que você caia de novo e de novo, até que você decida aprender a lição.
A vida coloca seus inimigos na estrada, até que você pare de “reagir”.
A vida te assusta e assustará quantas vezes for necessário, até que você perca o medo e recupere sua fé.
A vida lhe distancia das pessoas que você ama, até entender que não somos esse corpo, mas a alma que ele contém.
A vida ri de você muitas e muitas vezes, até você parar de levar tudo tão a sério e rir de si mesmo.
A vida quebra você em tantas partes quantas forem necessárias para a luz penetrar em ti.
A vida confronta você com rebeldes, até que você pare de tentar controlar.
A vida repete a mesma mensagem, se for preciso com gritos e tapas, até você finalmente ouvir.
A vida envia raios e tempestades, para acordá-lo.
A vida o humilha e por vezes o derrota de novo e de novo até que você decida deixar seu ego morrer.
A vida lhe nega bens e grandeza até que pare de querer bens e grandeza e comece a servir.

A vida corta suas asas e poda suas raízes, até que não precise de asas nem raízes, mas apenas desapareça nas formas e seu ser voe.
A vida lhe nega milagres, até que entenda que tudo é um milagre.
A vida encurta seu tempo, para você se apressar em aprender a viver.
A vida não te dá o que você quer, mas o que você precisa para evoluir.
A vida te machuca e te atormenta até que você solte seus caprichos e birras e aprecie a respiração.
A vida te esconde tesouros até que você aprenda a sair para a vida e buscá-los.
A vida te nega Deus, até você vê-lo em todos e em tudo.
A vida te acorda, te poda, te quebra, te desaponta… Mas creia, isso é para que seu melhor se manifeste… até que só o AMOR permaneça em ti. Se lá vida 🤩

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EM – VÊ – LÊ – SER…

Meu amigo ESTEVAM, J.G. escreveu este lindo poema sobre envelhecer que eu adoro. Leiam:

Envelhecer é a arte de saber em-vê-lê-Ser…minha gratidão a Deus, por esta dádiva.

Envelhecer é saber viver…

Viver sem saber,

O que há de ser…

Quando o dia amanhecer,

Para outro dia anoitecer…

Envelhecer é saber ver…

Ver sem saber,

O que há de ser…

Quando é hora de aparecer,

Para noutra hora se esconder…

Envelhecer é saber ler…

Ler sem saber,

O que há de ser…

Quando o livro da vida escrever,

Para a vida não prescrever…

Envelhecer é saber perder…

Perder sem saber,

O que há de ser…

Quando com a derrota aprender,

Para na vida vencer…

Envelhecer é saber tecer…

Tecer sem saber,

O que há de ser,

Quando cada fio da vida entretecer,

Para em vida não morrer…

Envelhecer é saber colher…

Colher sem saber,

O que há de ser,

Quando a semente crescer,

Para a vida satisfazer…

Envelhecer é saber escolher…

Escolher sem saber,

O que há de ser,

Quando o tempo de vida fenecer,

Para na dor não padecer…

Envelhecer é saber Ser…

Ser sem aparecer,

Para não haver,

Quando a luz da vida escurecer,

Um velho que não soube viver…

APRENDI QUE…

Tenho aprendido tanto ao longo da vida, que nunca me canso de querer mais e mais… e sempre vem 🙌🏻. Sempre é bom. Aprendemos com nossos erros e acertos 👀.

Tenho sede de conhecimento. Assim como o ar que respiro. Leiam… Aprendi que eu não posso exigir o amor de ninguém.
Posso apenas dar boas razões para que gostem de mim e Ter paciência, para que a vida faça o resto.
Aprendi que não importa o quanto certas coisas sejam importantes para mim, tem gente que não dá a mínima e eu jamais conseguirei convencê-las.
Aprendi que posso passar anos construindo uma verdade e destruí-la em apenas alguns segundos.
Que posso usar o meu charme por apenas 15 minutos, depois disso, preciso saber do que estou falando.
Eu aprendi…Que posso fazer algo em um minuto e ter que responder por isso o resto da vida.
Que por mais que se corte uma pão em fatias, esse pão continua tendo duas faces, e o mesmo vale para tudo o que cortamos em nosso caminho.
Aprendi… Que vai demorar muito para me transformar na pessoa que quero ser, e devo ter paciência.
Mas, aprendi também que posso ir além dos limites que eu próprio coloquei.


Aprendi que preciso escolher entre controlar meus pensamentos ou ser controlado por eles.
Que os heróis são pessoas que fazem o que acham que devem fazer naquele momento, independentemente do medo que sente.
Aprendi que perdoar exige muita prática.
Que há muita gente que gosta de mim, mas não consegue expressar isso.
Aprendi… Que nos momentos mais difíceis, a ajuda veio justamente daquela pessoa que eu achava que iria tentar piorar as coisas.
Aprendi que posso ficar furiosa, tenho o direito de me irritar, mas não tenho o direito de ser cruel.
Que jamais posso dizer a uma criança que seus sonhos são impossíveis, pois seria uma tragédia para o mundo se eu conseguisse convencê-la disso.
Eu aprendi que meu melhor amigo vai me machucar de vez em quando, e que eu tenho que me acostumar com isso.
Que não é o bastante ser perdoado pelos outros, eu preciso me perdoar primeiro.

Aprendi que, não importa o quanto meu coração esteja sofrendo, o mundo não vai parar por causa disso.
Eu aprendi… Que as circunstâncias de minha infância são responsáveis pelo que eu sou, mas não pelas escolhas que eu faço quando adulta;
Aprendi que numa briga preciso escolher de que lado eu estou, mesmo quando não quero me envolver.
Que, quando duas pessoas discutem, não significa que elas se odeiem; e quando duas pessoas não discutem não significa que elas se amem.
Aprendi que por mais que eu queira proteger minha filha, ela vai se machucar e eu também. Isso faz parte da vida.
Aprendi que a minha existência pode mudar para sempre, em poucas horas, por causa de gente que eu nunca vi antes.
Aprendi também que diplomas na parede não me fazem mais respeitável ou mais sábia.
Aprendi que as palavras de amor perdem o sentido, quando usadas sem critério.
E que amigos não são apenas para guardar no fundo do peito, mas para mostrar que são amigos.

Aprendi que certas pessoas vão embora da nossa vida de qualquer maneira, mesmo que desejemos retê-las para sempre.
Aprendi, afinal, que é difícil traçar uma linha entre ser gentil, não ferir as pessoas, e saber lutar pelas coisas em que acredito. (Autoria desconhecida)

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MULHER DE 50 ANOS.

Envelheci devagar, sem perceber… com tanta naturalidade que o tempo não me incomodou. De repente acordei e tinha 50, depois veio logo os 60 anos e continuo seguindo… É engraçado que não sinto que mudei muito… alguns pontinhos aqui, outros acolá… já eram esperados, quiçá me assustaram. Até melhoraram. Ainda bem que estamos envelhecendo com muita mais vitalidade, cheia de sonhos, propósitos e felicidade do que foram nossos avós… Ah! A minha mãe já foi um pouco diferente, bem a frente de sua época, enxergando a vida maravilhosamente… herdei isto dela😉 este seu olhar otimista e cheia de bom humor em relação tudo na vida. Por isso me identifiquei tanto com este texto:

Eu sei que no imaginário popular uma mulher de 50 anos é quase uma idosa, está vários quilos acima do peso, tem dor na coluna, sofre com calores, insônia e talvez depressão, as pernas têm varizes e o olhar já perdeu aquele brilho de quem espera muito da vida. Mas o que eu vejo no espelho é tão diferente de tudo isso que não me canso de citar Rita Lee que, num momento inspirado, viu-se como parte da primeira geração de mulheres que chega aos 50 sem referências. Afinal, nossas mães e avós não nos servem mais de parâmetro.
Gosto de ver a passagem do tempo por três porta-retratos que tenho num móvel da sala. Em cada um deles, uma foto minha nos aniversários de 30, 40 e 50 anos. Ah, como esses retratos falam de mim…. Ou será que sou eu que me recordo exatamente de quem eu era em cada uma dessas idades? O que sei é que a foto de que mais gosto, a que me acho mais bonita, mais segura e feliz é a última. Sabe quando de repente tudo na sua vida começa a fazer sentido? Você se recorda dos momentos mais difíceis e vê que as decisões que tomou – e depois se arrependeu amargamente – eram, na verdade, as corretas…

Aos 50 anos, eu finalmente aprendi que, no amor, mais vale escolher que ser escolhida. Tornei-me melhor observadora e descarto sem dramas o que não me interessa, o que não vai acrescentar. Não tenho mais tempo nem paciência para o que não combina comigo…Se estou fechada? Só para a superficialidade das relações…
O desapego começa a fazer parte de minhas escolhas de forma sistemática e consciente, e passei a dar mais valor às experiências que aos bens materiais… Então, de repente, a ansiedade foi se desfazendo e trazendo mais calma e paz ao meu dia a dia. O desapego nos dá asas.
O medo do futuro também está diminuindo. Se me deparo com um dilema, uma situação complicada, recorro ao meu arquivo de lembranças e logo vejo que já enfrentei momentos em que tudo parecia insolúvel… Começo a ansiar pela mudança, pois me sinto curiosa para o que o futuro me reserva e preparada para ele… Você não só está na melhor fase da sua vida, como é a primeira geração a experimentar isso.‌(by Ana Cristina Sampaio Alves)

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AS MÃOS DE MINHA MÃE.

Tem texto que leio e que marcam, muitas vezes me identifico, assim como este. Leiam: O tempo insiste em ser verdadeiro no dorso das mãos. O rosto despista, atenua os anos corridos com corretivos simples e semblante suave, mas as pregas das mãos denunciam o tempo dos ganhos e das perdas, dos dias vividos e irremediavelmente vencidos.
O tecido que recobre suas mãos conta os anos de magistério com o giz em punho, a sensação de sentir-se segura no entrelaçamento de dedos com meu pai, o tempo de gerar e criar, o sol diário na despreocupação com o protetor solar, o carinho ao cair da noite, a firmeza ao volante, os gestos exagerados durante as costumeiras piadas, os movimentos contidos na desavença, o calor na menopausa, o frio na tristeza, o suor na espera, a suavidade resignada na prece e recomeço.

Sabe mãe, carrego alguma nostalgia da época em que suas mãos eram lisas e uniformes. Mas é no hoje, porém, que aprendi a respeitar o significado do desenho das veias que saltam através do tecido fino, e das manchas salpicadas como gotas de tinta decorando a fina estampa de sua superfície. Trazem mais história que ambição, exemplo de uma vida de coragem e superação.
Observo seu rosto mas a sinto em suas mãos. Sei que carregam o tempo e a vivência, o que deixou pra trás e o que tem guardado dentro de si. E admiro os sulcos que traduzem o amadurecimento e o olhar reciclado perante a vida; a sabedoria de entender-se completa, ainda que lhe faltem pedaços.

Talvez os sulcos sejam mais que deficiências cutâneas provocadas pelos raios de sol. Talvez sejam faltas que lhe acompanham e hoje fazem parte daquilo que se tornou.
Sinais de uma vida repleta de presença e ausência, orfandade e resiliência, alturas e tombos. Sei de seus voos, mãe, mas também acompanhei sua perda de altitude. Você, que sempre esteve no comando, teve que aprender a ser conduzida também. E isso lhe tornou uma pessoa melhor. Com mais marcas, mas melhor.
É por isso que admiro tanto suas mãos, mãe. Porque me mostram que você não é de ferro. Você é de verdade, assim como eu e meus irmãos. E descobri-la mais humana tem me ajudado a entender a vida também. Porque assim é mais fácil compreender que todos nós até você carregamos dúvidas, incertezas, desilusões. Mas tudo isso é superável também. Apesar dos cabelos brancos e das pintinhas coloridas, estamos diariamente tentando resistir. E você é dura na queda, mãe. Você é porreta. De uma fé e certeza tão grandes que a gente duvida se é feita do mesmo tecido. Mas então eu tenho as suas mãos. E elas dizem que sim, que você também enfrenta desafios, você também sente na carne cada uma de suas dores. A diferença é que aprendeu a lidar bem com elas, e não está nem aí se lhe causaram algum dano visível ou invisível. Você só quer saber do que virá depois.
Agora recordo uma história que aconteceu há aproximados dois anos. Fomos visitar minha amiga que tinha perdido a mãe no dia anterior. Eu perdi o apetite porque sentia a perda da mãe dela dentro de mim, como se fosse você que não estivesse mais ali. Mas você estava. E ao ser confrontada pela sobrinha da minha amiga, que não entendia o porquê do sofrimento e morte da avó, disse-lhe mais ou menos isso: “Você ainda não entende porque tem muito chão pela frente. Quando tiver a minha idade, vai aprender e conseguir aceitar também”. Acho que naquele momento, as mãos da menina começavam a rachar também, só que de um jeito imperceptível. Mas você soube apaziguar um pouco a dor. Vc Do alto de seus sessenta e poucos, soube colocar aquelas mãos tão jovens entre as suas e doar uma ponta de serenidade…
Minhas mãos começam a mudar também. Estão mais finas, e o esverdeado das veias faz contraste com o caramelo de minha pele. Meu filho chama atenção para elas. Diz que estão mais magras e entendo que o colágeno vai indo embora enquanto se aproximam outras noções acerca do meu tempo e espaço.
Aos poucos sigo seu caminho e desejo assemelhar-me a você. Nos gestos, nas andanças, na vontade de responder ao mundo como você tem respondido.

Mostrando ao Bernardo que, ainda que não haja remédio para a perda de gordura e saliência dos tendões, há delicadeza e poesia no tempo que chega de mansinho, de um jeito ou de outro, irremediavelmente.
Obrigada mãe, por não tentar esconder o traçado de suas mãos. Por não querer disfarçar os sinais de um tempo que se desenrolou cheio de promessas e desfechos nem sempre fiéis ao que se esperava deles. Por me mostrar que a vida nos aproximou como meninas crescidas, e hoje posso me preocupar com você tanto quanto você se preocupa comigo.
Obrigada por me ensinar a não censurar o que o tempo traz sem o nosso consentimento, perdoando as marcas que não podemos controlar, reagindo com alegria aos dias que nem sempre são só bons.
Acima de tudo, por me dar a mão e mostrar que nossos sinais são resquícios de uma vida que se viveu intensa e plenamente. Amo você ! Belíssimo texto de autoria desconhecida, com olhar poético sobre o envelhecimento de uma mãe 👀😍

“Só por hoje quero apenas um dia recheadinho de alegria, amor e paz com o perfume suave da compreensão, aceitação e gratidão”.(Sonia Peter)

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DEIXE-ME ENVELHECER!

Deixem-me envelhecer sem compromissos e cobranças,
Sem a obrigação de parecer jovem e ser bonita para alguém,
Quero ao meu lado quem me entenda e me ame como eu sou,
Um amor para dividirmos tropeços desta nossa última jornada,
Quero envelhecer com dignidade, com sabedoria e esperança,
Amar minha vida, agradecer pelos dias que ainda me restam,
Eu não quero perder meu tempo precioso com aventuras,
Paixões perniciosas que nada acrescentam e nada valem.
Deixem-me envelhecer com sanidade e discernimento,
Com a certeza que cumpri meus deveres e minha missão,
Quero aproveitar essa paz merecida para descansar e refletir,
Ter amigos para compartilharmos experiências, conhecimentos,
Quero envelhecer sem temer as rugas e meus cabelos brancos,
Sem frustrações, terminar a etapa final desta minha existência,
Não quero me deixar levar por aparências e vaidades bobas,
Nem me envolver com relações que vão me fazer infeliz.
Deixem-me envelhecer, aceitar a velhice com suas mazelas,
Ter a certeza que minha luta não foi em vão: teve um sentido,
Quero envelhecer sem temer a morte e ter medo da despedida,
Acreditar que a velhice é o retorno de uma viagem, não é o fim,
Não quero ser um exemplo, quero dar um sentido ao meu viver,
Ter serenidade, um sono tranquilo e andar de cabeça erguida,
Fazer somente o que eu gosto, com a sensação de liberdade,
Quero saber envelhecer, ser uma velha consciente e feliz!!!

Gosto muito deste texto se Concita Weber. Sempre me traz grandes reflexões.

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DE REPENTE… ENVELHECI!

Querendo ou não, iremos todos envelhecer.
As pernas irão pesar, a coluna doer, o colesterol aumentar.
A imagem no espelho irá se alterar gradativamente e perderemos estatura, lábios e cabelos.
A boa notícia é que a alma pode permanecer com o humor dos dez, o viço dos vinte e o erotismo dos trinta anos.
Erótica é a alma que se diverte, que se perdoa, que ri de si mesma e faz as pazes com sua história.
Que usa a espontaneidade pra ser sensual, que se despe de preconceitos,
intolerâncias, desafetos.
Erótica é a alma que aceita a passagem do tempo com leveza e conserva o bom humor apesar dos vincos em torno dos olhos e o código de barras acima dos lábios; erótica é a alma que não esconde seus defeitos, que não se culpa pela passagem do tempo.
Erótica é a alma que aceita suas dores, atravessa seu deserto e ama sem pudores…

Refleti muito neste texto de Telma Murat.

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SER VOVÓ… FELICIDADE INFINITA!

Não existe emoção maior do que ser avó, no envelhecer. Quem já viveu sabe bem disto. A nossa vida se transforma.

“A notícia da “vovó-dade” provocou de imediato um baita susto. Estaria preparada para essa nova aventura?
Ouvia dizer que avó era ser mãe com açúcar. Como assim?
E de repente estava ali aflita no corredor da maternidade. Com o coração pulsando a mil!
Olhar para aquela coisinha atrás do vidro foi uma emoção sem igual.
Aconchegar ao colo olhando para os olhinhos e sentindo o cheirinho doce vindo daquela boquinha elevou por completo minhas taxas de serotonina.
Rir de tudo o que ele fazia, brincar juntos embaixo da mesa, me por de quatro para ser seu cavalo… foi me transformando no ser mais patético e encantado desse mundo.
Atualmente, acompanhar virtualmente as brincadeiras no quintal, o futebol no gramado, as andanças de bike, as horas de refeições e contar histórias antes do sono… é tudo um pedaço do céu!
Avó é, de fato, mãe com açúcar! E neto é o próprio merengue com chantilly, morango e calda de chocolate!!”

Escrito (2020) com doçura e muito amor por minha amiga Rosaria Callil, contando a emoção de ser avo 😍 para seus netos que moram em Brasilia e Fortaleza. São eles: Theo, Bento, Luca, Flora, Luiza e Guilherme…

Faço de suas palavras um glorioso grito de sabor, cheio de tempero e uma amorosidade na infinita benção em sermos avós. Lembrando dos meus netos: João Pedro, Eva e Noah… Para os que ainda não são, saberão como vai ser. Ou ainda encontrarão netos escolhidos pelo coração para sentir a avosidade.

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