MÃE CHATA, COBRA!

A mãe chata cobra. Dentes escovados, banho tomado, unhas limpas, tarefa feita, comer toda a comida, ser educado, agradecer.
A mãe chata controla. Chegar no horário, dormir cedo, alimentação saudável, tempo no video game.
A mãe chata se preocupa. Quem é o amigo, que horas vai chegar, na casa de quem vai dormir.
A mãe chata ensina. A ser honesto, a respeitar, a ter bons modos, a cumprir com a palavra.
A mãe chata deixa bem claro que o filho não é todo mundo, estabelece regras, impõe limites e faz cumprir as obrigações.
A mãe chata não mede esforços, fará tudo o que puder para educar um bom filho para o mundo.
A mãe chata não está nem aí se vai ser chamada de chata, afinal alguém tem que fazer o trabalho sujo. Ela arregaça as mangas e vai à luta, ela olha para os detalhes e não deixa passar o que é importante.
A mãe chata é a melhor mãe que você pode ser. Acredite, é disso que seu filho precisa.

Eu sou uma mãe chata assim como a Adriele Portes descreve. Sou assim é muito mais, e digo que você terá muito mais o que se realizar do que se arrepender no futuro.

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QUERO TUDO NOVO DE NOVO.

Quero tudo novo de novo. Quero não sentir medo. Quero me entregar mais, me jogar mais, amar mais.
Viajar até cansar. Quero sair pelo mundo. Quero fins de semana de praia. Aproveitar os amigos e abraçá-los mais. Quero ver mais filmes e comer mais pipoca, ler mais. Sair mais. Quero um trabalho novo. Quero não me atrasar tanto, nem me preocupar tanto. Quero morar sozinha, quero ter momentos de paz. Quero dançar mais. Comer mais brigadeiro de panela, acordar mais cedo e economizar mais. Sorrir mais, chorar menos e ajudar mais. Pensar mais e pensar menos. Andar mais de bicicleta. Ir mais vezes ao parque. Quero ser feliz, quero sossego, quem sabe uma tatuagem. Quero me olhar mais. Cortar mais os cabelos. Tomar mais sol e mais banho de chuva. Preciso me concentrar mais, delirar mais. Viver mais. Aprender mais!
Não quero esperar mais, quero fazer mais, suar mais, cantar mais e mais. Quero conhecer mais pessoas. Quero olhar para frente e só o necessário para trás. Quero olhar nos olhos do que fez sofrer e sorrir e abraçar, sem mágoa. Quero pedir menos desculpas, sentir menos culpa. Quero mais chão, pouco vão e mais bolinhas de sabão. Quero aceitar menos, indagar mais, ousar mais. Experimentar mais. Quero menos “mas”. Quero não sentir tanta saudade. Viajar mais… encontrar mais… Quero mais e tudo o mais.
E o resto que venha se vier, ou tiver que vir, ou não venha.
Quero tudo de novo

Adorei esta crônica. Muitas vezes atribuído, de forma errônea, a Fernando Pessoa. Somente a última frase é realmente de Pessoa, sendo um trecho do poema “Tabacaria” de Álvaro de Campos.

Faço dela o meu olhar aos meus sentimentos. Quero muito mais…. Me representa muito 🥂

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DESAPEGAR É NECESSÁRIO…

Para ser feliz, as vezes é preciso “desapego” e desistir de muitas coisas. Por isso, sempre que sentir necessidade, desapegue e desista! A energia flui.

Desapegue daquilo que não deu certo no passado. Desapegue dos arrependimentos. Desapegue dos problemas, desapegue dos sofrimentos, da mágoa e do rancor. O que passou, passou, e por mais que você pense, não vai poder mudar nada.

Desista de se culpar. Desista de querer ter sempre razão. Desista de querer impressionar os outros. Desista da perfeição. Desista de achar que pode controlar tudo. Desista de achar que tudo tem uma razão. Há coisas que acontecem simplesmente porque precisam acontecer, por pura contingência.

Desistir de caminhos que não vão levar a lugar nenhum, é se apegar ao que realmente importa. Se apegue ao amor. Se apegue ao que você acredita ser a felicidade. Se apegue ao otimismo. Se apegue às soluções. Mude! Reinvente-se.

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A VIDA NÃO TEM MANUAL…

Sabe qual é o grande mistério da vida? É que só se aprende a viver, vivendo. Um dia de cada vez. E cada vida é única! Seria muito fácil se os erros da vida dos outros e os aprendizados pudessem transferidos de pessoa em pessoa. Acontece que errar faz parte da vida, só não erra quem nada faz.

O grande problema de errar, é ver nos erros um fracasso de onde nenhuma lição se pode tirar. São os erros que cometemos que faz de cada um de nós pessoas singulares, únicas. Muitas vezes nos apegamos tanto aos erros, que passamos a vida tentando corrigi-los sem nunca parar para pensar o que podemos aprender com os erros e como acertar da próxima vez.

O tempo não para. A vida não volta atrás. E vamos continuar errando. Só não podemos nos dar o luxo de cometer sempre os mesmo erros. Há muitas maneiras diferentes de errar, e cada uma nos traz uma lição. A vida não vem com manual, e se pudéssemos escrever um manual no fim da vida, não serviria para ninguém além de nós mesmos. Todos somos diferentes.

Não se condene pelos maus passos que deu no passado. Mas olhe para trás, veja onde está pisando e escolha muito bem o seu caminho no futuro. Viva um dia de cada vez. Aprenda com seus desafios e avance a cada superação. Precisamos de tão pouco para sermos felizes. O problema é que precisamos de muita experiência para compreender isso… Bora ser feliz 🤩🥂

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TODOS OS MEUS PAIS…

Todos os meus pais… Hoje minha mãe completaria mais um aniversário… faria 93 anos. São 3 anos que ela descansou 🙏🏻. Sinto tanta falta dela 👀🙏🏻 Penso neles com imenso amor no meu outono. Eram pais para todas as estações

Leandro Karnal, O Estado de S.Paulo
14 de março de 2021, publicou este texto. Um texto onde senti exatamente o que passei no decorrer da vida. O amor ❤️… as mudanças em cada fase nossa da vida e de nossos pais… as perdas… a saudade 💓. Os começos e recomeços. Leiam:

Eu era criança, terceiro de quatro filhos de uma família de classe média do interior do Rio Grande do Sul. Minha mãe, como se dizia na época, era “do lar”. Meu pai, advogado, político e professor. A infância foi consumida entre o colégio católico, brincar e ir para a praia no verão. De quando em vez, ficar na casa da minha avó materna. A autoridade dos meus pais era inquestionável, especialmente da minha mãe. Ambos pareciam sábios. Minha confiança era absoluta. Machucados, fome, compra de roupas, autorizações em geral? Favor dirigir-se ao balcão materno. Dúvidas de livros, pedidos de verba suplementar, questões vernáculas? O guichê era o paterno. O mundo era sólido, o amor parecia perfeito e tudo transcorria entre natais abundantes, ninhos de Páscoa, churrascos e a voz grave da babá com o original nome (verdade!) de… Zelosa. Fazia redações em maio e agosto sobre a perfeição dos pais.

Eu cresci ou mudaram os natais? Na adolescência, passei a me irritar com meu pai. “Você é filho do dr. Karnal?”, a frase obrigatória me perturbava na cidade pequena. Meu ser, em ebulição hormonal e descontrole, via defeitos enormes no homem que me gerara. Entre outros, graves, crime de lesa-pátria, erros hediondos: ele sempre fazia a sesta depois do almoço! Em outra ocasião, faltou a um recital de piano meu. Já imaginaram a gravidade disso? Deveria perder o então existente princípio do pátrio poder! Minha mãe me parecia invasiva e autoritária, sempre querendo saber de tudo. A comida e o dinheiro continuavam interessantes, mas os geradores dos bens não! Eu achava que os pais dos meus colegas de escola, em geral, pareciam melhores do que os meus.

Cresci. Entre a admiração cega da infância e a distância irrefletida da adolescência, surgiu a terceira geração de pais na minha consciência: seres humanos amorosos e com defeitos, a quem eu devia quase tudo. Morando fora, tinha saudade aguda de casa e da família. Um dia, olhando um velho relógio de pulso que meu pai me dera e que era dele havia décadas, chorei por muito tempo. Estudava longe e o frio do mundo aquecia a memória do lar.

Houve um quarto parto de pais. Eles envelheceram e foram amparados e cuidados por todos nós. Achaques da idade, declínios de memória, médicos em profusão, manias geriátricas: os quatro filhos viraram pais dos pais.

Na velhice deles, inverteu-se o curso do rio. Agora a água do afeto era para os dois. Os natais? Os aclamados e aguardados natais familiares eram organizados por nós. O objeto da nossa natividade? Eles. A parte chata (louça, cardápio, músicas, decoração e pagamentos) era nossa. A parte lúdica era deles. A cada celebração, muitas alegrias e uma pergunta velada: estarão aqui no ano que vem? A vida foi se tornando frágil e a chama da vela da existência parecia bruxulear.

Um dia, houve uma visita a um oncologista que determinou uma angustiante notícia e um horizonte de brevidade para meu pai. Foi devastador. Chegava o temido fim. Sete anos depois e infindáveis internações, apagou-se a vida da minha mãe.

Sem eles, emergiu a última memória e o derradeiro parto. Saudade forte, choros de quando em vez, humor nas lembranças e repetição de frases e hábitos. As lembranças tornaram-se cálidas. Toda vez que uso uma abotoadura do meu pai ou quando vejo uma foto da minha mãe, voltam-me universos dos muitos progenitores que eu tive, reunidos sob dois nomes apenas.

Os natais continuaram, as páscoas seguiram, os netos cresceram… Pais perfeitos, imperfeitos, humanos, canonizados, relembrados, reais, reinventados a cada nova curva da nossa biografia. Estão lá, sempre os mesmos e sempre diversos. As figuras variam de acordo com o grau dos óculos que utilizo e da minha vida que avança.

Como você, querida leitora, como você, estimado leitor, tive muitos pais e apenas dois. O recorte do amor é atemporal, a percepção dele depende do tempo.

Vi meus pais sob a luz forte do verão e no declínio do inverno. Penso neles com imenso amor no meu outono. Eram pais para todas as estações. Eles eram, afinal, o tronco que perde folhas, mas está sempre lá.

Várias vezes vi jovens fazendo o mesmo que eu fiz. Críticos dos pais, irritados, sentindo-se infelizes com idiossincrasias maternas ou paternas. Entendo perfeitamente. Aceito, igualmente, que a mangueira dará manga e que nunca estarei longe do pé ao cair da copa original. Sou o fruto de árvores genéticas e psíquicas. Tenho história, tenho biografia, tenho DNA e estrutura deles. E quando alguém rola, rola e rola para longe, irritado com as árvores geradoras, eu sorrio: vá florescer em outro sítio, querida manga rebelde. Faça tudo diferente e… gere mangas originais, só suas, absolutamente suas e… idênticas às frutas de onde você fugiu. Não é uma maldição. É um legado! A herança do amor. Apague tudo, delete o máximo possível, rasgue e queime lembranças: um sorriso afetivo de um casal continuará lá…

Choro hoje, atravessado pela saudade e pela vontade enorme de um momento a mais com eles. Ah, se eu soubesse amar do jeito que fui amado! Boa semana para pais e filhos. Esta história nunca poderá ser reparada.

SEGUE EM FRENTE…

Gosto desta crônica de Ana Silvestre, traz leveza e uma boa reflexão. Nada como um dia após o outro. Vamos seguindo… sempre em frente. Leiam:

Segue em frente. Sabes porquê?
Porque a vida é sempre em frente, não espera por ninguém.
De vez em quando dás umas voltas, sentes que não sais do sítio, mas sais, porque todos os dias o sol se põe e no dia seguinte torna a nascer.

A vida põe-te num corrupio de emoções. Choras, depois limpas as lágrimas e ris.
E assim os dias vão passando, os meses e os anos.
É raro o dia em te sentes pleno de felicidade. O dia em que acordas e estás feliz e tranquilo de manhã até à noite, mas tu continuas, porque nunca foste de desistir.
E então, com a garra que eu te conheço, abraças a vida, amarinhas por ela acima, enches o peito de ar e continuas.
Firme, no caminho que escolheste. Firme em direção ao rumo que queres.
Distribuis gentilezas e bondade a todos quantos podes e depois continuas em frente.
Um dia chegas lá. Nesse dia, novos sonhos te nascerão, porque assim é a vida e assim são os homens.
Porque é assim que o mundo avança.
Não te percas, mas se te perderes, lembra-te que todos os dias o sol volta a nascer e um dia mau é só um dia mau, amanhã é outro dia.

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ESPERANÇA… NA PANDEMIA

ESPERANÇA.

Poema lindo escrito por Alexis Valdés, músico, durante a pandemia da Covid-19. Agora com a vacinação a todo vapor em muitos países do mundo 🌍, vamos caminhando e em breve voltando as nossas rotinas. A sua inspiração dele veio de um momento de reflexão sobre a vida em tempos de pandemia (21/3/2020). Leiam:

Quando a tempestade passar

E se amansem as estradas

E sejamos sobreviventes

de um naufrágio coletivo.

Com o coração choroso

e o destino abençoado

Vamos nos sentir bem-aventurados

Tão só por estar vivo.

E nós lhe daremos um abraço

ao primeiro desconhecido

elogiaremos a sorte

de manter um amigo.

E aí nós lembraremos

Tudo aquilo que perdemos

e de uma vez aprenderemos

tudo o que não aprendemos.

Não teremos mais inveja

pois todos sofreram.

Não teremos mais desidia

Seremos mais compassivos.

Valerá mais o que é de todos

Que eu nunca consegui

Seremos mais generosos

E muito mais comprometidos

Nós entenderemos o frágil

O que significa estar vivo?

Vamos suar empatia

por quem está e quem se foi.

Sentiremos falta do velho

que pedia peso no mercado,

que nós não soubemos o nome dele

e sempre esteve ao seu lado.

E talvez o velho pobre

Era Deus disfarçado.

Você nunca perguntou o nome

Porque você estava com pressa.

E tudo será milagre

E tudo será um legado

E a vida será respeitada.

A vida que vencemos.

Quando a tempestade passar

Eu te peço Deus, triste.

Que nos tornes melhores.

como você nos sonhou.

Gostou? Eu gostei também muito deste vídeo. Traz uma boa reflexão 👀

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ONDE COMEÇA O AMOR.


Tem texto que eu me apaixono logo de cara, este é um deles. Leiam:

Quando eu caía, nos meus tempos de criança, abria o berreiro e, num passe de mágica, aparecia um monte de adultos: mãe, pai, avós, tios, bisavô. Só faltava a imprensa. Até o cachorro da época, que nem gostava muito de mim porque tinha ciúmes da minha mãe, corria para ver o que eu havia aprontado daquela vez. Geralmente, não era nada: era uma menina muito tranqüila. Tanto, que se fosse possível voltar no tempo eu resgataria a oportunidade de ser um pouco mais levada. Como não dá, fica pra próxima.

Caía como gente de toda idade cai. Por descuido. Por uma momentânea falta de equilíbrio. Sem saber que troço aconteceu para confundir tanto as pernas. Aí vinha a parte boa do tombo: com exceção do cachorro, que não queria conversa comigo, era comum eu ganhar beijinhos daquela turma, sob a alegação de que o carinho faria o susto passar. Às vezes, eu nem estava mais assustada, não havia nada doendo, mas prolongava o choro só para ser mais beijada. Eu era tranqüila, mas não era boba.

Doce sabedoria, aquela: joelhos e braços continuavam feridos por alguns dias, mas o susto realmente passava logo depois do cuidado carinhoso. Para os machucados do corpo, existem alternativas para curativo. Mas, para os sustos dos tombos que a gente leva na vida, o que é bom mesmo é amor. Sem talvez perceberem, aqueles meus queridos protetores faziam algo muito importante ao permitir que o meu susto fosse reconhecido. As manchas roxas na pele tendem a desaparecer num curto período de tempo, com ou sem aplicação de pomada. As manchas que os sustos colorem na alma, não. Essas precisam de outro tipo de atenção para serem dissolvidas.

Alguns sustos somente se dissipam quando encontramos alguma palavra, algum carinho, alguma luz, que os libertem. Susto doído aprisionado pode virar um ponto de obstrução na alma que dificulta que a vida flua mais contente. A gente pode escolher fingir não lembrar que existe uma tristeza que não foi beijada ali, mas isso não faz com que ela pare de doer em silêncio, e poucas coisas são tão perigosas como as dores que crescem sem fazer barulho. Olhar, reconhecer, chamar pelo nome, tratar, é escolher beijar, esvaziar, e seguir.

De sustos doídos, de outra natureza, muito diferentes dos tombos da infância, nós entendemos bem. Não acho que seja possível passar pela vida sem susto algum. Não, não temos controle com relação a isso. Com toda a tecnologia do nosso mundo, não existe uma tecla que, ao ser apertada, nos impeça definitivamente de sofrer. Ninguém escapa da dor. Eu, pelo menos, nunca conheci uma pessoa que nunca tenha vivenciado o sofrimento, de alguma forma, em algum lugar da caminhada.

Por mais que a vivência seja solitária, não estamos sozinhos nesse sentimento. Em qualquer local do planeta, todos sabem do que se trata. Às vezes, até achamos que sofremos mais do que os outros e ficamos estagnados nessa crença. Mas, isso não vem ao caso. Não nos interessa competir para saber de quem é a dor maior. O que interessa é descobrir como podemos esgotá-las. Curá-las. Transformá-las. E é aí que entra a metáfora dessa história: depois de adultos, isso começa com o nosso próprio reconhecimento. Com o nosso próprio beijo. Com toda gentileza possível com a nossa vida. Com a nossa permissão.

De vez em quando, reencontro pessoas que passo muito tempo sem ver e elas me contam de novo sobre a mesma dor. Aquela que, com o passar dos anos, costuma se ramificar em outras tantas, às vezes já impressas no corpo. Pode mudar o cenário, as personagens, mas o argumento está intacto. E a impressão que me dá, em algumas circunstâncias, é que, de alguma maneira, elas continuam lá na infância, aguardando vir somente de fora os beijos para os seus sustos, o curativo para os seus machucados. É como se ficassem paralisadas nessa expectativa.

Aperta o meu coração, uma vontade de dizer sem saber se o outro quer ouvir: cuida de você, você pode, você é capaz, não fica aí nesse lugar. Vontade de dizer, compassiva, com empatia, porque eu muitas vezes também fiquei esperando. Até começar a entender que, depois que a gente cresce, a proteção amorosa, o suporte, a delicadeza, precisam começar na nossa relação com nós mesmos. É muito bacana, uma dádiva, termos relações de troca afetuosa e zelo recíproco na nossa vida. Uma benção receber amor. Mas quando a gente dói, a gente precisa saber formas de cuidar da própria dor com o jeito carinhoso com que gostaríamos de ser cuidados pelos outros, com a delicadeza com que cuidamos de outras pessoas. A gente precisa se ter, antes de tudo. O beijo precisa começar em nós.”
(Linda crônica de Ana Jácomo)

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ACREDITE…

Hoje é aniversário da filha caçula, ela mora em Miami 🎂🥂. Michelle, minha querida 💐. Estou com muitas saudades dela, não á vejo desde 2019… devido 🦠 a pandemia e a impossibilidade de voar até o EUA. Ainda não sabemos quando será isto, mas está cada dia mais próximo de podermos estar juntas ✨. Malas prontas. Vamos matando as saudades via on-line muitas vezes… do jeito que da agora 😷💓. Vamos sabendo como andam as coisas lá e cá. Difícil… Tempos muito difíceis para todos nós agora, perdas enormes… irreparáveis. Enquanto isto vamos nos cuidando e vivendo um dia de cada vez 🧐 💔. Adoraria estar lá abraçando e beijando muito ela ❤️❤️❤️❤️

Desejo-lhe muitas felicidades, paz, saúde, amor, sucesso, din din… 💓. Se eu pudesse dar alguns conselhos a ela hoje iria dizer algo tipo assim como JPCastro… com meus comentários é lógico. Parabéns Michelle, te amo muito filhota ❤️ 🥂 Leiam:

O tempo passa para todos, mas não é igual para ninguém.
Não cabe às datas mudar toda a sua vida… Cabe a você… a cada um de nós
Arrisque-se… O único antídoto aceitável contra a monotonia é a aventura… temos este perfil.
Não se preocupe em entender, o mistério é fascinante…
É melhor surpreender-se a cada dia do que programar acontecimentos…
A lógica nem sempre explica tudo…
Realize-se com pequenas (e importantes) experiências,
Os momentos marcantes geralmente são os mais simples… aproveite-os bem, saboreie.
Serão eles que nos momentos de distração em meio às lembranças,
trarão alegrias.

Farão brotar entre seus lábios aquele sorriso tímido (de felicidade)…
O que somos além de nossas próprias histórias?
Escreva-as… reviva-as… Em si e nas pessoas que ama… estarão sempre dentro de nós.
Transforme-se… Molde-se… Melhore-se…
Mas não se desconfigure… seja sempre você mesma… doce, linda e amorosa ❤️
Sonhe… Só não esqueça que a realidade é muito mais dura do que parece… sempre é possível fazer alguma coisa. Vivemos um dia de cada vez, aprendendo sempre…

Não se esquive dos golpes… Imprevisíveis…
Não insista em cometer os mesmos erros, existem milhões de possibilidades… mude!
Não se perca no caminho… Alguém em algum lugar espera por você…
Não a faça esperar demais… Você tem apenas uma vida… Não desperdice… Tempo é preciso! Use-o bem.
Promessas nem sempre se cumprem… Surpresas não podem ser prometidas… acontecem do nada. Algumas boas, outras nem tanto.


Exija menos dos outros, só podemos mudar a nós mesmos…
Utopias são pesos desnecessários…
Encontre-se (em mim)… nas pessoas que te amam ❤️
Talvez exista muito mais de você em mim do que imaginas
(o contrário também é verdade)… fico feliz com o que vejo 👀
Entregue-se… Surpreenda-se… Os sentimentos desconhecem limites…

Tudo passa! Os bons e os piores momentos. Dias bons…. dias ruins. Vão passar!!! Acredite em si, continue sonhando… realizando…. caminhando e encontrando felicidade! Te admiro muito minha filha. Te amo muito ❤️ Parabéns 🎊

Veja também : https://oterceiroato.com/2020/09/04/nada-me-impedira-de/

https://oterceiroato.com/2020/09/11/como-e-envelhecer-para-mim/