AS VANTAGENS DECTER 70 ANOS, OU MAIS.

Achei a minha cara!! Leia que faz bem!!! O texto é leve. Gostoso de ler…

Eu nunca trocaria meus amigos surpreendentes, minha vida maravilhosa, minha amada família por menos cabelo branco ou uma barriga mais lisa.
Enquanto fui envelhecendo tornei-me mais amável para mim e menos crítico de mim mesmo.
Eu me tornei meu próprio amigo…

Eu não me censuro por comer biscoito extra, ou por não fazer a minha cama, ou pela compra de algo bobo que eu não precisava.
Eu tenho o direito de ser desarrumado, de ser extravagante.

Vi muitos amigos queridos deixarem este mundo cedo demais, antes de compreenderem a grande liberdade que vem com o envelhecimento.

Quem vai me censurar se resolvo ficar lendo ou jogar no computador até às quatro horas e dormir até meio-dia?
Quem irá me tirar o prazer de ficar na cama ou na frente da televisão o tempo que eu quiser?
Eu dançarei ao som daqueles sucessos maravilhosos dos anos 70 e 80 e se eu, ao mesmo tempo, desejar chorar por um amor perdido… Eu vou.

Se eu quiser, vou andar na praia em um short excessivamente esticado sobre um corpo decadente e mergulhar nas ondas com abandono, apesar dos olhares penalizados dos outros no “jet set”.
Eles também vão envelhecer.

Eu sei que sou às vezes esquecido, mas há algumas coisas na vida que devem mesmo ser esquecidas.
Eu me recordo das coisas importantes.
Claro, ao longo dos anos meu coração foi quebrado.
Mas corações partidos são os que nos dão força, compreensão e compaixão.
Um coração que nunca sofreu é imaculado e estéril, e nunca conhecerá a alegria de ser imperfeito.

Sou abençoado por ter vivido o suficiente para ter meus cabelos grisalhos e ter os risos da juventude gravados para sempre em sulcos profundos em meu rosto.
Muitos nunca riram, muitos morreram antes de seus cabelos virarem prata.
Conforme você envelhece, é mais fácil ser positivo.
Você se preocupa menos com o que os outros pensam.
Eu não me questiono mais.

Eu ganhei o direito de estar errado.
Assim, para responder sua pergunta, eu gosto de ser velho.
Eu gosto da pessoa que me tornei.

Não vou viver para sempre, mas enquanto ainda estou aqui, não vou perder tempo lamentando o que poderia ter sido, ou me preocupar com o que será.
E, se me apetecer, vou comer sobremesa todos os dias.

ENTENDEU???

MEU CÉREBRO ENVELHECE. MAS NÃO INTEIRO.

Lendo esse texto de Texto de Hermes Schneider, me fiz um montão de perguntas. Como uma curiosa aprendiz nata, ainda tenho mil perguntas… muitas sem resposta. Sigo procurando absorver tudo que o mundo me traz. Minhas reflexões são divididas com amigos. Compartilho esse texto do Filósofo — Cronista do tempo presente. Leiam: o autor

Uma pesquisa recém-publicada na Nature Communications encontrou algo fascinante:

o cérebro não envelhece por igual.

Ao comparar adultos mais velhos com jovens por meio de ressonância magnética funcional, os pesquisadores observaram dois comportamentos diferentes.

Redes ligadas a funções executivas — como atenção, controle cognitivo e memória de trabalho — mostraram mudanças associadas à idade.

Mas a rede cerebral especializada em linguagem permaneceu surpreendentemente preservada em sua organização, especialização, lateralização e conectividade.

Parei nessa descoberta.

E fiz uma pergunta muito pouco científica ao meu cérebro:

— Então estamos envelhecendo?

— Estamos.

— E piorando?

— Não simplifique as coisas, Hermes.

Justo.

Meu joelho talvez tenha envelhecido de um jeito.

Minha velocidade, de outro.

Minha memória às vezes esconde um nome que conheço há quarenta anos e, misteriosamente, devolve-o quando já não preciso dele.

Mas minhas palavras?

Essas viajaram comigo.

Algumas chegaram na infância.

Outras vieram dos livros.

Algumas aprendi amando.

Outras, perdendo.

E existem palavras que eu conhecia aos vinte, mas talvez só tenha começado a compreender muito depois:

saudade.
perdão.
gratidão.
finitude.
amor.

A pesquisa não diz que a linguagem é imune ao envelhecimento.

Diz algo mais interessante: diferentes sistemas cerebrais podem seguir trajetórias diferentes ao longo da vida.

E isso muda minha pergunta.

Talvez eu não deva perguntar apenas:

“O que meu cérebro está perdendo?”

Mas também:

“O que ele preservou — e o que farei com isso?”

Porque posso conservar milhares de palavras e continuar incapaz de dizer:

“Eu errei.”

Posso falar muito e escutar pouco.

Posso contar minhas histórias durante horas e esquecer a pergunta talvez mais generosa da linguagem:

“E você?”

É aí que a neurociência termina.

E começa a vida.

Se algumas das minhas palavras fizeram essa longa viagem comigo, talvez não tenham chegado até aqui para que eu fale mais.

Talvez tenham chegado para que eu finalmente aprenda a dizer melhor.

Obrigado.

Perdão.

Conte-me.

Estou aqui.

Eu te amo.

Meu cérebro envelhece.

Eu também.

Mas envelhecer não é simplesmente desaparecer aos poucos.

Talvez seja também descobrir aquilo que permanece — e decidir o que fazer com isso.

E você: o que o seu cérebro trouxe até aqui?


A IDADE EM QUE O TEMPO SENTA Á MESA.

Existe uma fase da vida em que o espelho começa a nos tratar com uma sinceridade quase ofensiva.

Os cabelos debandam discretamente. Os joelhos passam a emitir boletins sonoros. A memória, às vezes, resolve brincar de esconde-esconde justamente com o nome daquela pessoa que acabamos de encontrar no supermercado.

E há também o fenômeno mais cruel de todos: levantar da cadeira emitindo um “opa!” involuntário… como se a coluna precisasse de autorização verbal para funcionar.

Mas talvez exista uma beleza secreta nisso tudo.

Porque, enquanto o corpo vai lentamente negociando limites com o tempo, a alma — curiosamente — começa a ficar maior.

Mais generosa. Mais paciente. Mais humana.

Chega uma idade em que já não precisamos vencer discussões inúteis. Nem provar inteligência. Nem disputar importância. A vida finalmente nos ensina que certos troféus pesam mais do que valem.

Então começamos a trocar pressa por presença.

E isso muda tudo.

O café deixa de ser apenas café. Vira cerimônia. Vira encontro. Vira desculpa para conversar sem relógio.

As amizades antigas ganham um brilho raro.

Porque sobreviveram às décadas, aos desencontros, às mudanças, às perdas, às teimosias e até às opiniões políticas — milagre estatisticamente improvável para homens acima dos setenta… especialmente em grupos de WhatsApp.

E o amor… Ah, o amor também muda.

Já não precisa incendiar o mundo. Basta aquecer o coração.

Às vezes ele chega na forma de uma mensagem simples: “Você está bem?”

E pronto. Aquilo ilumina o dia inteiro.

Descobrimos também que aventura, na maturidade, ganhou novos significados.

Dormir a noite inteira sem acordar duas vezes para ir ao banheiro virou quase uma experiência transcendental. Encontrar um exame médico com todos os índices normais provoca emoção semelhante à conquista de uma Copa do Mundo. E viajar sem esquecer os remédios já pode ser considerado um ato de ousadia internacional.

Mas existe algo profundamente épico em continuar vivendo com ternura apesar de tudo.

Apesar das ausências.

Apesar das despedidas.

Apesar dos amigos que partiram cedo demais e deixaram cadeiras vazias em nossas mesas e silêncios difíceis de explicar.

Ainda assim… continuamos marcando encontros.

Planejando viagens. Rindo das mesmas histórias.

Inventando motivos para celebrar aniversários.

Plantando ipês brancos em algum canto da memória.

Talvez seja isso que sustenta o mundo sem que a gente perceba: homens e mulheres comuns insistindo delicadamente em continuar amando a vida.

Porque envelhecer não é desaparecer.

É diminuir o barulho externo para escutar melhor o essencial.

É descobrir que felicidade talvez nunca tenha sido uma linha de chegada. Era apenas aquela conversa boa depois do almoço… o telefonema inesperado… o abraço demorado… o amigo que ainda lembra do seu apelido de juventude… e a mesa onde alguém sempre guarda um lugar para você.

No fim das contas, talvez a grande vitória da maturidade seja esta:
aprender que a vida não precisa mais correr.

Agora ela pode apenas… sentar conosco à mesa.

Um texto belíssimo de FABRICIO CARPINEJAR, ao qual me identifico plenamente. Setentei!!!

AH! AMOR!

A maior intimidade entre duas pessoas não é sobre o corpo. Não é sobre sexualidade. 

É sobre estar. É passar horas conversando… 

É rir até a barriga doer, conversar por horas sem olhar o tempo passar, é admirar em silêncio enquanto o outro dorme. 

Ouvir e dividir medos, conquistas, cicatrizes. É presença real, daquelas que se sente no olhar. É brilho no olho, suspiros sinceros…

Conexão de verdade, de alma não se encontra em qualquer lugar. Ela é rara. 

É abrigo. É precioso demais! 

E no fim, é isso que sustenta o amor.

EU… POR MIM MESMA!

Eu falhei algumas vezes como filha, como mãe, amiga e principalmente como pessoa. Nem sempre digo as coisas certas. Não sou a mulher mais bonita do mundo, mas sou Eu !!!
Adoro a minha comida, tenho celulites, estou fora do “peso ideal”. Tenho cicatrizes porque tenho uma história longa. Algumas pessoas me amam, outras gostam de mim, outras simplesmente não me conhecem direito. E se não gostam de mim, isso não me incomoda porque nunca vou agradar a todos, sobrevivo, sou guerreira, sou forte, mas as vezes sou fraca e preciso de forças. Fiz muitas coisas boas, e outras nem tanto. Às vezes saio sem maquiagem, perfume e nem arrumo os cabelos. Não pretendo ser alguém que não sou. Eu sou quem sou, podes me amar ou não. E se amo, faço com todo meu coração. Não puxo o tapete de ninguém, sei que todos tem seu lugar no mundo. As vezes estou feliz as vezes não, mas sei que tudo tem seu tempo nesta vida. Sei que o Sol nasce todos os dias e não faz distinção, nasce pra todos. Não sou a melhor pessoa do mundo, mas já melhorei bastante. Já não sou quem eu era, mas ainda posso melhorar.
Ainda acredito num mundo melhor. Acredito em Deus e em todos os projetos que ELE tem para minha vida e creio que um a um serão cumpridos.

Autoria Desconhecida

ÁGUIA…

  

Está crônica sobre a águia me traz muitas reflexões… Leiam:

A águia empurrou gentilmente os filhotes para a beira do ninho. Seu coração trepidava com emoções conflitantes enquanto sentia a resistência deles. “Por que será que a emoção de voar precisa começar com o medo de cair?” – pensou. Esta pergunta eterna estava sem resposta para ela.
    Como na tradição da espécie, seu ninho localizava-se no alto de uma saliência, num rochedo escarpado. Abaixo, havia somente o ar para suportar as asas de cada um de seus filhotes. A despeito de seus medos, a águia sabia que era tempo. Sua missão materna estava praticamente terminada. Restava uma última tarefa: o empurrão. A águia reuniu coragem através de uma sabedoria inata. Enquanto os filhotes não descobrissem suas asas, não haveria objetivos em suas vidas. Enquanto não aprendessem a voar, não compreenderiam o privilégio de terem nascido águias. O empurrão era o maior presente que a águia-mãe tinha para dar-lhes, era seu supremo amor. E por isso, um a um, ela empurrou, e todos voaram
.

(Autor desconhecido)

DICAS PARA UM ENVELHECIMENTO ATIVO E FELIZ.

Gostei deste artigo: O livro do ano no Japão:

O psicólogo Hideki Wada publicou um livro intitulado “A Parede dos 80 Anos”. Assim que foi lançado, o livro superou 500.000 cópias vendidas, tornando-se o mais vendido.

O Dr. Wada, de 61 anos, é um médico especializado em doenças mentais em idosos. Ele condensou os segredos de uma vida “afortunada” para os jovens de 80 anos em 44 frases, listadas a seguir:

  • Continue caminhando.
  • Quando estiver zangado, respire profundamente.
  • Faça exercícios suficientes para que seu corpo não fique rígido.
  • Beba mais água ao usar ar-condicionado no verão.
  • Quanto mais você mastigar, mais ativos estarão seu cérebro e seu corpo.
  • A perda de memória não se deve à idade, mas à falta de uso do cérebro.
  • Não há necessidade de tomar medicação em excesso.
  • Não é necessário reduzir excessivamente a pressão arterial e o açúcar.
  • Estar sozinho não é solidão; é passar o tempo em paz.
  • A preguiça não é motivo de vergonha.
  • Não é necessário gastar dinheiro com carteira de motorista (há uma campanha no Japão para que os idosos devolvam suas habilitações).
  • Faça o que quiser; não faça o que não gosta.
  • Os desejos naturais permanecem mesmo na velhice.
  • Em qualquer caso, não fique sentado em casa o tempo todo.
  • Coma o que quiser; um pouco de sobrepeso é melhor.
  • Faça tudo com cuidado.
  • Não se envolva com pessoas de quem você não gosta.
  • Não assista televisão o tempo todo.
  • “Quando o carro chega à montanha, o caminho aparece”: esta é a frase mágica da felicidade para os idosos.
  • Coma frutas e saladas frescas.
  • O tempo de banho não deve ultrapassar 10 minutos.
  • Se não conseguir dormir, não se obrigue.
  • As atividades que trazem alegria aumentam a atividade cerebral.
  • Diga o que sente; não pense demais.
  • Encontre um “médico de família” o quanto antes.
  • Às vezes, mudar de ideia está tudo bem.
  • Se você parar de aprender, envelhece.
  • Não deseje fama; o que você tem já é suficiente.
  • Quanto mais difícil é algo, mais interessante se torna.
  • Tomar sol traz felicidade.
  • Faça coisas que beneficiem os outros.
  • Passe o dia de hoje com tranquilidade.
  • O desejo é a chave da longevidade.
  • Viva com alegria.
  • Respire com leveza.
  • Os princípios da vida estão em suas próprias mãos.
  • Aceite tudo em paz.
  • Pessoas alegres são amadas por todos.
  • Um sorriso traz boas energias.

Com a perspectiva correta e hábitos diários saudáveis, os anos depois dos 60 podem ser os mais gratificantes da vida.

PRESERVE…

“Aprenda a se preservar.
A falar pouco ou quase nada.
Aprenda que coisas do coração são coisas sagradas, e só devem ser ditas a quem vai ouvi-las com carinho e ficar feliz junto contigo. Alguém que, ao ouvir que algo te incomoda, vai torcer muito pra que isso passe, e que você supere.
Desabafo a gente faz a quem torce verdadeiramente para que os ventos mudem, e os caminhos bons apareçam na nossa frente.”


By Clarice Lispector

AVOS & NETOS…

Dizem que amamos mais os netos do que amamos os próprios filhos. Que a felicidade plena não nos alcança até que nos tornemos avós. Um neto é o mais valioso dos presentes oferecido pela vida quando já não se espera, e, quando um neto agarra o nosso dedo, ele também prende para si uma parte do nosso coração.

Dizem que recebemos deles os beijos que há muito não nos dão, e lhes damos os beijos que talvez ninguém mais lhes dará. São anjos sem asas, uma nova chance, a mais pura alegria — pequenas criaturas que redescobrem e transformam o sentido da nossa vida.

Dizem que eles ensinam tudo aquilo que aprendemos tarde demais e que, a eles, entregamos tudo o que somos. Até um amor que julgávamos adormecido. 

Dizem que os vemos crescer com a consciência de que partiremos cedo demais. Talvez por isso sejam mais amados que tudo. Mais amados que qualquer um.

É exatamente assim que eu me sinto. Adoro este texto de Fernando Garcia, me representa muito. Sinto-me abençoada por estar vivendo essa experiência de avós & netos. 

A distância física por morarmos muito longe um do outro, nos faz encontrar maneiras de suprir um pouco a saudades, fazendo muitas vídeos chamadas, para vê-los crescendo e ir descobrindo seu mundo, cada um da sua maneira e no seu tempo. E quando estamos juntos, a entrega é total de ambos os lados. Amo demais meus netos. 

EU… ENVELHECENDO BEM!

Eu me reconheço neste texto de Sharon Stone, e você?

Eu não quero parecer mais nova.
Nem disfarçar as marcas do tempo como se fossem falhas.

Quero me olhar com carinho, me reconhecer na minha idade e ser o melhor que posso ser hoje, do jeito que a vida me moldou.

A beleza sem idade pode até soar poética, mas eu prefiro uma beleza com vivência, com memória, com presença real.
Com rugas que vieram de tanto sentir. Com escolhas que me trouxeram até aqui.

Não é sobre voltar atrás.
É sobre seguir inteira.

E você?
Tem se permitido viver a sua idade ou ainda sente que precisa caber num padrão que já não faz mais sentido?

A gente não precisa voltar a ser o que era.
A gente pode ser algo novo com mais verdade, mais calma e mais coragem.