RECEITA (SEM REGRAS) PARA VIVER BEM A VIDA.

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“E o bom da vida é viver bem, estar bem, querer bem.” Seu Jorge

Para viver bem a vida não precisa complicar… melhor seria respirar e simplesmente apreciar as coisas que acontecem em nossa vida… Assim como Clara Baccarin nos diz… seja você mesmo a sua melhor companhia… sempre. Leia:

A saúde emocional ou saúde mental é o bem-estar psicológico em geral. Isso inclui a forma de se sentir em relação a si mesmo,

Para viver bem a vida, cerque-se do que interessa – pessoas, assuntos, programas. O resto elimine, que a boa vida, assim como a boa poesia, precisa de cortes. O menos é mais. E não há tempo a perder com o que não faz crescer.

Para viver bem a vida, flexibilize-se, não fale de verdades, fale de impressões, sensações e sentimentos. Mude de ideia. Conteste suas verdades, sempre. Ouça, esteja aberto a entender outros posicionamentos e opiniões, esteja aberto a perceber o que faz os olhos do outro brilharem e esteja aberto para virar a casaca, se de repente a camisa que o outro veste lhe parecer mais apropriada.

Multiplique-se, teste diferentes ritmos, realidades, histórias na sua própria pele. Não tenha medo de experimentar o que parece que vai caber e depois perceber que na verdade aquela roupa, aquela pessoa, aquela situação, não tinham nada a ver com o seu real estilo de encarar o mundo.

Tão importante quanto aprender e realizar é desaprender e desvencilhar.

Tenha a humildade de ser amplo, recomece quantas vezes for preciso.

Para viver bem a vida, desmistifique. Deixe de fazer com que temas como sexo, moral, felicidade e dinheiro virem ditadores deuses. Não se submeta, quebre as regras, interrompa os jogos, redistribua valores, tire alguns seres e coisas do palco e os jogue no depósito. Mude as importâncias. Da sua própria vida você é ator, diretor e roteirista. O coração é mais devagar, mas ele também se adapta aos novos modelos impostos pelo olhar.

Para viver bem a vida, dance no seu ritmo, seja um samba mesmo que todos à sua volta dancem rock. Resgate suas essências, aquelas vontades e verdades que andam se escondendo na urgência do desvairado cotidiano. Pare, olhe para dentro e respire um pouco a si mesmo.

Para viver bem a vida, perdoe-se! Aprenda a dar risada de suas próprias ignorâncias, fraquezas, desajustes, falhas. Perceba o erro, entenda-o e depois o abandone. Não fique ruminando suas imperfeições achando que assim elas se resolverão, que assim serão mais bem digeridas. Isso só faz amargar a memória e consequentemente a vida. Isso é auto tortura. E já é comprovado que a gente aprende mais com uma conversa franca consigo mesmo do que com repreensão.

Para viver bem a vida, cultive os momentos, as pessoas e os lugares que te fazem sorrir quase sem querer, que te afrouxam a alma do peso de existir. Que colocam na vida uma conotação de contemplação mais do que de exigência.

Para viver bem a vida, se dê uns mimos, se dê um tempo, se dê uma folga (às vezes de si mesmo), se dê uma poesia.

Para viver bem a vida seja você mesmo a sua melhor companhia.

Receita (sem regras) para viver bem a vida

ESTRATÉGIAS PARA MELHORAR SUA SAÚDE EMOCIONAL .

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“O melhor uso da vida consiste em gastá-la por alguma coisa que dure mais que a própria vida”. William James

Gosto do que Eva Maria nos propõe, leia:

As pessoas emocionalmente saudáveis têm o controle sobre suas emoções e seu comportamento. Além disso, elas são capazes de enfrentar os desafios da vida, construir relacionamentos fortes e se recuperar dos fracassos.

Mas da mesma forma que é necessário esforço para se ter uma boa saúde física, também é preciso um grande empenho para se obter uma boa saúde mental e emocional. Melhorar a saúde emocional pode ser uma experiência gratificante e benéfica em todos os aspectos da vida.

O que é a saúde emocional?

A saúde emocional ou saúde mental é o bem-estar psicológico em geral. Isso inclui a forma de se sentir em relação a si mesmo, a qualidade das relações e a capacidade de controlar os sentimentos e de enfrentar as dificuldades.

A boa saúde emocional não é apenas a ausência de problemas de saúde mental. Estar mentalmente ou emocionalmente saudável é muito mais que estar livre da depressão, ansiedade ou outros problemas psicológicos.

A saúde mental e emocional se refere a presença de características positivas, como autoconfiança, capacidade de lidar com o estresse e se recuperar de uma adversidade, amor pela vida, capacidade de rir e se divertir, capacidade de construir e manter relações satisfatórias e flexibilidade para aprender coisas novas e se adaptar às mudanças, entre outras.

Essas características positivas da saúde emocional nos permitem participar da vida de maneira plena através de atividades importantes e relacionamentos sólidos. Além disso, essas características positivas também nos ajudam a encarar os desafios e as tensões da vida.

O papel da resiliência na saúde emocional.

Estar emocionalmente saudável não significa não passar por maus momentos ou nunca experimentar problemas emocionais. A diferença é que as pessoas com boa saúde emocional têm uma grande capacidade de se recuperar das adversidades, do trauma e do estresse. Essa capacidade é conhecida como resiliência. As pessoas que estão emocionalmente saudáveis têm as ferramentas para encarar situações difíceis e manter uma atitude positiva.

Um dos fatores chave da resiliência é a capacidade de equilibrar o estresse e as emoções. A capacidade de reconhecer as emoções e expressá-las adequadamente ajuda a evitar que você fique preso na depressão, ansiedade ou outros estados de ânimo negativos. Outro fator chave é ter uma rede de apoio forte. Ter ao seu lado gente de confiança para ajudar na busca de incentivo e apoio aumentará a capacidade de recuperação em tempos difíceis.

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A saúde física se conecta com a saúde mental e emocional.

Cuidar do corpo é muito importante para ter uma boa saúde emocional. Você sabe: mens sana in corpore sano. Quando se melhora a saúde física, automaticamente é possível notar um bem-estar mental e emocional maior. É que o exercício não apenas fortalece o coração e os pulmões, mas também libera endorfinas, substâncias químicas poderosas que nos dão energia e elevam nosso estado de ânimo.

Descansar adequadamente, manter uma boa alimentação, fazer exercícios, receber luz solar natural e evitar o consumo de álcool, tabaco e drogas é o básico para iniciar o caminho rumo a uma boa saúde física. Para melhorar a saúde mental você deve cuidar de si mesmo.

Para manter e reforçar a sua saúde mental e emocional é importante prestar atenção às suas próprias necessidades e sentimentos. Não deixe que o estresse e as emoções negativas se acumulem. Trate de manter um equilíbrio entre suas responsabilidades diárias e as coisas de que você gosta. Se você cuida de si mesmo, estará mais preparado para enfrentar os desafios quando eles surgirem.

Cuidar de si mesmo quer dizer realizar atividades que liberem endorfinas de forma natural e que ajudem você a se sentir bem. Além do exercício físico, as endorfinas também são liberadas naturalmente nos seguintes casos:

  • Ao fazer coisas boas para os outros e ser útil para as outras pessoas
  • Ao praticar a autodisciplina e o autocontrole
  • Quando aprendemos coisas novas
  • Ao desfrutar da beleza, da natureza e da arte
  • Ao controlar adequadamente o seus níveis de estresse
  • Realizando atividades criativas
  • Reservando um tempo e um espaço para as atividades de lazer

Uma boa reflexão!

Fonte: http://www.resilienciamag.com/estrategias-para-melhorar-sua-saude-emocional/

PARA SE SENTIR PLENO, CALE-SE E CULTIVE O SEU SILÊNCIO INTERIOR…

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“O silêncio é ..de ouro e muitas vezes é resposta.” Sabedoria Popular

Sempre procuro por textos que melhorem à minha maneira de ser e viver rsrsrs… quando me deparei no Blog 50 e mais da Maya logo quis dividir com vocês. Este texto é do Portal do Budismo e foi publicado com o título original de “Tao – a sabedoria do silêncio interno”… é pra refletir bastante!

Chamou a minha atenção a palavra silêncio – algo tão raro no nosso exterior e igualmente raro no nosso interior, nestes tempos de tanto barulho. Falamos demais quando precisa e quando não precisa. Falamos por falar. Jogamos fora as palavras sem ao menos nos determos no significado delas. Passamos muito tempo fora de nós mesmos, apontando para os outros, julgando, falando mal. Com isso, não olhamos para dentro. Talvez porque seja muito mais difícil. Como falar menos e cultivar mais o nosso silêncio interior? Leia:

Pense no que vai dizer antes de abrir a boca. Seja breve e preciso, já que cada vez que deixa sair uma palavra, deixa sair uma parte do seu Chi (energia). Assim, aprenderá a desenvolver a arte de falar sem perder energia.

Nunca faça promessas que não possa cumprir. Não se queixe, nem utilize palavras que projetem imagens negativas, porque se reproduzirá ao seu redor tudo o que tenha fabricado com as suas palavras carregadas de Chi.

Se não tem nada de bom, verdadeiro e útil a dizer, é melhor não dizer nada. Aprenda a ser como um espelho: observe e reflita a energia. O Universo é o melhor exemplo de um espelho que a natureza nos deu, porque aceita, sem condições, os nossos pensamentos, emoções, palavras e ações, e envia-nos o reflexo da nossa própria energia através das diferentes circunstâncias que se apresentam nas nossas vidas.

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Se se identifica com o êxito, terá êxito. Se se identifica com o fracasso, terá fracasso. Assim, podemos observar que as circunstâncias que vivemos são simplesmente manifestações externas do conteúdo da nossa conversa interna. Aprenda a ser como o universo, escutando e refletindo a energia sem emoções densas e sem preconceitos.

Porque, sendo como um espelho, com o poder mental tranquilo e em silêncio, sem lhe dar oportunidade de se impor com as suas opiniões pessoais, e evitando reações emocionais excessivas, tem oportunidade de uma comunicação sincera e fluída.

Não se dê demasiada importância, e seja humilde, pois quanto mais se mostra superior, inteligente e prepotente, mais se torna prisioneiro da sua própria imagem e vive num mundo de tensão e ilusões. Seja discreto, preserve a sua vida íntima. Desta forma libertar-se-á da opinião dos outros e terá uma vida tranquila e benevolente invisível, misteriosa, indefinível, insondável como o TAO.

Não entre em competição com os demais, a terra que nos nutre dá-nos o necessário. Ajude o próximo a perceber as suas próprias virtudes e qualidades, a brilhar. O espírito competitivo faz com que o ego cresça e, inevitavelmente, crie conflitos. Tenha confiança em si mesmo. Preserve a sua paz interior, evitando entrar na provação e nas trapaças dos outros. Não se comprometa facilmente, agindo de maneira precipitada, sem ter consciência profunda da situação.

Tenha um momento de silêncio interno para considerar tudo que se apresenta e só então tome uma decisão. Assim desenvolverá a confiança em si mesmo e a Sabedoria. Se realmente há algo que não sabe, ou para que não tenha resposta, aceite o fato. Não saber é muito incómodo para o ego, porque ele gosta de saber tudo, ter sempre razão e dar a sua opinião muito pessoal. Mas, na realidade, o ego nada sabe, simplesmente faz acreditar que sabe.

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Evite julgar ou criticar. O TAO é imparcial nos seus juízos: não critica ninguém, tem uma compaixão infinita e não conhece a dualidade. Cada vez que julga alguém, a única coisa que faz é expressar a sua opinião pessoal, e isso é uma perda de energia, é puro ruído. Julgar é uma maneira de esconder as nossas próprias fraquezas.

O Sábio tolera tudo sem dizer uma palavra. Tudo o que o incomoda nos outros é uma projeção do que não venceu em si mesmo. Deixe que cada um resolva os seus problemas e concentre a sua energia na sua própria vida. Ocupe-se de si mesmo, não se defenda. Quando tenta defender-se, está a dar demasiada importância às palavras dos outros, a dar mais força à agressão deles.

Se aceita não se defender, mostra que as opiniões dos demais não o afetam, que são simplesmente opiniões, e que não necessita de os convencer para ser feliz. O seu silêncio interno torna-o impassível. Faça uso regular do silêncio para educar o seu ego, que tem o mau costume de falar o tempo todo.

Pratique a arte de não falar. Tome algumas horas para se abster de falar. Este é um exercício excelente para conhecer e aprender o universo do TAO ilimitado, em vez de tentar explicar o que é o TAO. Progressivamente desenvolverá a arte de falar sem falar, e a sua verdadeira natureza interna substituirá a sua personalidade artificial, deixando aparecer a luz do seu coração e o poder da sabedoria do silêncio.

Graças a essa força, atrairá para si tudo o que necessita para a sua própria realização e completa libertação. Porém, tem que ter cuidado para que o ego não se infiltre… O Poder permanece quando o ego se mantém tranquilo e em silêncio. Se o ego se impõe e abusa desse Poder, este converter-se-á num veneno, que o envenenará rapidamente.

Fique em silêncio, cultive o seu próprio poder interno. Respeite a vida de tudo o que existe no mundo. Não force, manipule ou controle o próximo. Converta-se no seu próprio Mestre e deixe os demais serem o que têm a capacidade de ser.

Fonte: http://www.50emais.com.br/42554-2/

GRATIDÃO!

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“ As pessoas felizes lembram o passado com gratidão, alegram-se com o presente e encaram o futuro sem medo”. Epicuro

Sinto uma enorme gratidão pela minha vida… e assim como Carolina Vila Nova por tudo que ela me proporciona, leiam:

Me sinto grata pela minha casa, pois ainda que seja pequena, é nela que tenho tido o meu merecido e bom sono, os banhos quentes nos dias de frio e os alimentos nos momentos de saciar a fome. Moro nela há algum tempo e ainda que me vá, sempre me lembrarei dos dias em que pude viver aqui.

Me sinto grata pela vida do meu filho, que ainda em sua juventude tem sido meu desde seu primeiro dia. Cheio de qualidades, há de percorrer seu próprio caminho para aprender as mesmas coisas que aprendi. E quando chegar aqui, no momento em que estou, iremos nos encontrar como grandes amigos, cheios de história para contar, nas afinidades dos caminhos percorridos.

Me sinto grata pelo meu trabalho, onde convivo com tantas pessoas e aprendo todos os dias. A arte da profissão e a arte da vida. O viver o dia a dia sobre pressão e com as diferenças, exercitando a tolerância de aceitar o outro e todo tipo de situação. Me sinto grata pela resiliência adquirida. Me sinto grata por tudo que recebo por isto.

Me sinto grata pelos amigos, que mesmo distantes nunca se esquecem de mim.

Me sinto grata pelos colegas, que quando preciso sempre se prontificam a me ajudar.

Me sinto grata pelas pessoas difíceis em minha vida e por finalmente eu possuir gratidão por isso. Me sinto grata por entender o quanto elas me ensinam e o quanto elas também estão aprendendo. Cada um no seu caminho de evolução.

Me sinto grata até mesmo pelos que me machucam, pois são eles hoje a me ferir e não o contrário. E me sinto grata por não julgar os que menosprezam a minha dor.

Me sinto grata pela minha família, por eu ter pessoas a quem posso chamar de meus. Me sinto grata por tudo que a mim fizeram, pois com tudo cresci. E me sinto grata por todos estarem aqui, disponíveis em caso de qualquer pedido de socorro.

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Me sinto grata por minha saúde, que mesmo com alguns cansaços e excessos, continua aqui.

Me sinto grata pela vida, que mesmo com tantas dores e tropeços, ainda me proporciona momentos de prazer, amor e gratidão.

Me sinto grata pelo ar que eu respiro, pela luz que me cega e pelo frio que incomoda. Me sinto grata por às vezes queimar a língua e ouvir as buzinas num dia de congestionamento. Me sinto grata pelo bom funcionamento dos meus sentidos.

Me sinto grata por às vezes me sentir só, pois isso me mostra a capacidade de querer amar, mesmo após alguns fracassos.

Me sinto grata por tantas vezes me sentir confusa, triste ou irritada. Todos esses sentimentos me provocam reflexões e me tiram de onde estou, sempre me levando a um lugar melhor.

Me sinto grata pela minha capacidade de escrever desde criança e pelo inestimável prazer que isto me proporciona. Me sinto grata pelos meus livros. E por toda inspiração.

Me sinto grata por finalmente me sentir assim e perceber o poder da gratidão, que me traz sempre mais daquilo que eu preciso e desejo.

Me sinto grata pela capacidade de sorrir, mesmo quando algo dói dentro de mim.

Me sinto grata por perceber o milagre da vida, que um dia leva e outro dia trás. Num dia me deixa confusa e no outro me surpreende.

Me sinto grata por querer mais e continuar a sonhar. Me sinto grata por continuar a caminhada, mesmo sem a certeza de onde vai dar.

Me sinto grata por quem eu sou hoje.

E me sinto grata por simplesmente me sentir assim!

By Caroline Vila Nova

Fonte: https://osegredo.com.br/2016/05/gratidao-eu-me-sinto-grata-por-quem-eu-sou-hoje/

TRANSMUTO-ME!

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“Eu penso renovar o homem usando borboletas”. Manoel de Barros

Assim como Ester Chaves  eu também transmuto meus pensamentos… transformo!

Há sempre uma voz insistente no pano de fundo dos dias, na tessitura das coisas, no âmago do ser que se deixa reverberar. Às vezes, um toque suave, quase imperceptível, o que chamam de “intuição” é o modo como você se dispõe à escuta do mundo. Escutar o mundo, é muitas vezes, abrir as comportas e deixar barulhar o peito ou silenciar-se totalmente numa comunhão absoluta de sentidos. Os olhos lacrimejam diante desse vazio profundo que não se apresenta nem diz nomes, mas ao ser adivinhado sempre diz mais do que é. Se o mundo lá fora está em constante mudança, acontecimentos infinitos que tecem e compõem teias de informações e descobertas, aqui dentro não é diferente nem menos barulhento. Talvez você não ouça, assim com ouvidos tão desesperados. Esta voz pode soar também como uma ausência de voz, que indica, inflama e aponta para o ser que precisa dar um passo além para conhecer mais de si mesmo. E quem disse que toda escuta deve partir da análise de um ruído? A escuta possui raiz no silêncio. O silêncio é originante e originado de tudo que descansa sendo. O retumbar da coisa sendo coisa. Do ser sendo ser. A disposição de ser está sempre amarrada a um condicionamento efêmero. “O homem que diz sou, não é! /Porque quem é mesmo é não sou/”. A temporalidade do ser que se abisma sendo o “que está” o leva a condição de renovar a si mesmo: transmutando-se! Outrando-se! Multiplicando-se!

http://www.asomadetodosafetos.com/2016/03/transmuto-me.html

A GRAMA DO VIZINHO…

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“Tenho juízo mas não faço tudo certo. Todo paraíso precisa de um pouco de inferno”. Martha Medeiros

Martha Medeiros nunca me pareceu tão assertiva…

Ao amadurecer, descobrimos que a grama do vizinho não é mais verde coisíssima nenhuma. Estamos todos no mesmo barco. Há no ar certo queixume sem razões muito claras.

Converso com mulheres que estão entre os 40 e 50 anos, todas com profissão, marido, filhos, saúde, e ainda assim elas trazem dentro delas um não-sei-o-quê perturbador, algo que as incomoda, mesmo estando tudo bem.

De onde vem isso? Anos atrás, a cantora Marina Lima compôs com o seu irmão, o poeta Antonio Cícero, uma música que dizia:

“Eu espero/ acontecimentos/ só que quando anoitece/ é festa no outro apartamento”.

Passei minha adolescência com esta sensação: a de que algo muito animado estava acontecendo em algum lugar para o qual eu não tinha convite. É uma das características da juventude:

– considerar-se deslocado e impedido de ser feliz como os outros são, ou aparentam ser. Só que chega uma hora em que é preciso deixar de ficar tão ligada na grama do vizinho.

As festas em outros apartamentos são fruto da nossa imaginação, que é infectada por falsos holofotes, falsos sorrisos e falsas notícias. Os notáveis alardeiam muito suas vitórias, mas falam pouco das suas angústias, revelam pouco suas aflições, não dão bandeira das suas fraquezas, então fica parecendo que todos estão comemorando grandes paixões e fortunas, quando na verdade a festa lá fora não está tão animada assim.

Ao amadurecer, descobrimos que a grama do vizinho não é mais verde coisíssima nenhuma. Estamos todos no mesmo barco, com motivos pra dançar pela sala e também motivos pra se refugiar no escuro, alternadamente. Só que os motivos pra se refugiar no escuro raramente são divulgados.

Pra consumo externo, todos são belos, sexys, lúcidos, íntegros, ricos, sedutores.

“Nunca conheci quem tivesse levado porrada/ todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo”.

Fernando Pessoa também já se sentiu abafado pela perfeição alheia, e olha que na época em que ele escreveu estes versos não havia esta overdose de revistas que há hoje, vendendo um mundo de faz-de-conta. Nesta era de exaltação de celebridades – reais e inventadas – fica difícil mesmo achar que a vida da gente tem graça. Mas, tem. Paz interior, amigos leais, nossas músicas, livros, fantasias, desilusões e recomeços, tudo isso vale ser incluído na nossa biografia. Ou será que é tão divertido passar dois dias na Ilha de Caras fotografando junto a todos os produtos dos patrocinadores? Compensa passar a vida comendo alface para ter o corpo que a profissão de modelo exige? Será tão gratificante ter um paparazzo na sua cola cada vez que você sai de casa? Estarão mesmo todos realizando um milhão de coisas interessantes enquanto só você está sentada no sofá pintando as unhas do pé? Favor não confundir uma vida sensacional com uma vida sensacionalista.

As melhores festas acontecem dentro do nosso próprio apartamento.

By Martha Medeiros.

SOU UM PUNHADO DE EXCESSOS…

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“Sou uma alma insana; peco por excesso, nunca por escassez.” Haredita Angel

Assim como Monike Jordão “sou um punhado de excessos”… rsrsrs. Indentifico-me com a sua crônica, leiam:

Perdoe-me, mas é assim, eu não sei ser diferente, não posso e nem consigo. Na verdade, não quero também. Essa sou eu, um punhado de excessos. Eu falo alto, grito e esperneio, se necessário. Sou dramática, minhas paixões são ardentes e meus amores efervescentes. Minhas dores são de matar e o choro tem soluço. Eu passo dois dias sem dormir e, em seguida, durmo 18 horas seguidas. É assim, tudo ao extremo. Tudo no limite. Tudo exagerado.

Isso te assusta? Não precisa se preocupar, minha amplificação é aceitável e nunca feriu ninguém além de mim mesma. Não costumo arremessar nos outros o que transborda aqui dentro. A dor, ou o amor, sempre respinga e bagunça as coisas por aqui, nunca por aí. Eu já desejei que fosse mais morna, mas aqui a labareda é alta e eu não consigo controlar o fogo que me aquece, mas também me queima.

Eu sempre faço barulho. Sou a palheta da guitarra ou a baqueta da bateria. Que tal? O que acha de sermos as teclas do piano ou sopro da flauta? Sou a voz que grita no amplificador, reproduzindo o amor por todos os cantos do mundo e mantendo os tons no ritmo e no compasso certo.

Essa exorbitância toda tem muitos lados positivos, pode apostar. Os amigos são todos quase irmãos, os amores são todos “para a vida toda”, os beijos são intensos, os abraços apertados, os sonhos grandes e as noites quentes. Não há bloqueio ao coração, nada cala o pensamento.

A alma está sempre conectada. Nada me freia, não existe lombada ou radar que me faça diminuir a velocidade. Vivo a 200 km por hora e não sou adepta do cinto de segurança. Corro riscos. Sou feminina e cristalina!

http://www.asomadetodosafetos.com/2017/01/sou-um-punhado-de-excessos.html

Como nascem as canções

Adoro as crônicas do meu amigo Mariel Fernandes… hoje quero presentear vocês com uma delas. Apreciem…

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Por hoje, direi não às canções cansadas e tristes. Então, talvez, possa caminhar tranquilo pelas horas e suas pressas, abrandando gestos e silenciando o passado. Antes, isso é importante, será precioso agradecer aos dias que se foram por tudo o que foram, permitindo que partam felizes e em paz consigo mesmos.

Estarei só e livre do que não me pertença e de qualquer coisa que me possua. Lembranças, pessoas, expectativas, razões absolutas, autopiedade e certezas gerais. Indulgências, heroísmos, menosprezos, pesos, esperas e esperanças. Seremos eu e minhas travessias, contos e canções, menos as cansadas e tristes.

Vou olhar com carinho eterno para todo tipo de existência. Permanecermos conectados pelo entendimento gentil sobre tudo que não foi compreendido em seu valor, importância ou dimensão. Conhecerei a mim mesmo, despertando assim a humanidade com canções que não sejam cansadas e tristes.

Por hoje, libero sentimentos prisioneiros. Desamotinados e reconhecidos em sua sinceridade…

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EU PRECISO APRENDER A SER MENOS…

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“Sempre é pouco quando não é demais.” Arnaldo Antunes

Recentemente me deparei com este texto… as vezes me sinto assim rsrsrs…  bem interessante… Leiam:

Eu preciso aprender a ser menos. Menos dramática. Menos intensa. Menos exagerada. Alguém já desejou isso na vida: ser menos? Pois é. Estranho. Mas eu preciso. Nesse minuto, nesse segundo, por favor, me bloqueie o coração, me cale o pensamento, me dê uma droga forte para tranqüilizar a alma. Porque eu preciso. E preciso muito. Eu preciso diminuir o ritmo, abaixar o volume, andar na velocidade permitida, não atropelar quem chega, não tropeçar em mim mesma. Eu preciso respirar. Me aperte o pause, me deixe em stand by, eu não dou conta do meu coração que quer muito. Eu preciso desatar o nó. Eu preciso sentir menos, sonhar menos, amar menos, sofrer menos ainda. Aonde está a placa de PARE bem no meio da minha frase? Confesso: eu não consigo. Nada em mim pára, nada em mim é morno, nada é pouco, não existe sinal vermelho no meu caminho que se abre e me chama. E eu vou… Com o coração na mochila, o lápis borrado, o sorriso e a dúvida, a coragem e o medo, mas vou… Não digo: “estou indo”, não digo: “daqui a pouco”, nada tem hora a não ser agora. Existe aí algum remedinho para não-sentir? Existe alguma terapia, acupuntura, pedras, cores e aromas para me calar a alma e deixar mudo o pensamento? Quer saber? Existe. Existe e eu preciso. Preciso e não quero.   By Fernanda Mello.

PENSAR É TRANSGREDIR!

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“Para reinventar-se é preciso pensar: isso aprendi muito cedo.” Lya Luft 

Vocês sabem que adoro crônicas de vários autores onde costumo postar os meus preferidos aqui no Blog. Os de Lya Luft  costuma sempre me inquietar… leiam:
Não lembro em que momento percebi que viver deveria ser uma permanente reinvenção de nós mesmos — para não morrermos soterrados na poeira da banalidade embora pareça que ainda estamos vivos.
Mas compreendi, num lampejo: então é isso, então é assim… Apesar dos medos, convém não ser demais fútil nem demais acomodada. Algumas vezes é preciso pegar o touro pelos chifres, mergulhar para depois ver o que acontece: porque a vida não tem de ser sorvida como uma taça que se esvazia, mas como o jarro que se renova a cada gole bebido.
Para reinventar-se é preciso pensar: isso aprendi muito cedo.
Apalpar, no nevoeiro de quem somos, algo que pareça uma essência: isso, mais ou menos, sou eu. Isso é o que eu queria ser, acredito ser, quero me tornar ou já fui. Muita inquietação por baixo das águas do cotidiano. Mais cômodo seria ficar com o travesseiro sobre a cabeça e adotar o lema reconfortante: “Parar pra pensar, nem pensar!”
O problema é que quando menos se espera ele chega, o sorrateiro pensamento que nos faz parar. Pode ser no meio do shopping, no trânsito, na frente da tevê ou do computador. Simplesmente escovando os dentes. Ou na hora da droga, do sexo sem afeto, do desafeto, do rancor, da lamúria, da hesitação e da resignação.
Sem ter programado, a gente pára pra pensar.

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Pode ser um susto: como espiar de um berçário confortável para um corredor com mil possibilidades. Cada porta, uma escolha. Muitas vão se abrir para um nada ou para algum absurdo. Outras, para um jardim de promessas. Alguma, para a noite além da cerca. Hora de tirar os disfarces, aposentar as máscaras e reavaliar: reavaliar-se.
Pensar pede audácia, pois refletir é transgredir a ordem do superficial que nos pressiona tanto.
Somos demasiado frívolos: buscamos o atordoamento das mil distrações, corremos de um lado a outro achando que somos grandes cumpridores de tarefas. Quando o primeiro dever seria de vez em quando parar e analisar: quem a gente é, o que fazemos com a nossa vida, o tempo, os amores. E com as obrigações também, é claro, pois não temos sempre cinco anos de idade, quando a prioridade absoluta é dormir abraçado no urso de pelúcia e prosseguir, no sono, o sonho que afinal nessa idade ainda é a vida.
Mas pensar não é apenas a ameaça de enfrentar a alma no espelho: é sair para as varandas de si mesmo e olhar em torno, e quem sabe finalmente respirar.
Compreender: somos inquilinos de algo bem maior do que o nosso pequeno segredo individual. É o poderoso ciclo da existência. Nele todos os desastres e toda a beleza têm significado como fases de um processo.
Se nos escondermos num canto escuro abafando nossos questionamentos, não escutaremos o rumor do vento nas árvores do mundo. Nem compreenderemos que o prato das inevitáveis perdas pode pesar menos do que o dos possíveis ganhos.
Os ganhos ou os danos dependem da perspectiva e possibilidades de quem vai tecendo a sua história. O mundo em si não tem sentido sem o nosso olhar que lhe atribui identidade, sem o nosso pensamento que lhe confere alguma ordem.
Viver, como talvez morrer, é recriar-se: a vida não está aí apenas para ser suportada nem vivida, mas elaborada. Eventualmente reprogramada. Conscientemente executada. Muitas vezes, ousada.
Parece fácil: “escrever a respeito das coisas é fácil”, já me disseram. Eu sei. Mas não é preciso realizar nada de espetacular, nem desejar nada excepcional. Não é preciso nem mesmo ser brilhante, importante, admirado.
Para viver de verdade, pensando e repensando a existência, para que ela valha a pena, é preciso ser amado; e amar; e amar-se. Ter esperança; qualquer esperança.
Questionar o que nos é imposto, sem rebeldias insensatas mas sem demasiada sensatez. Saborear o bom, mas aqui e ali enfrentar o ruim. Suportar sem se submeter, aceitar sem se humilhar, entregar-se sem renunciar a si mesmo e à possível dignidade.
Sonhar, porque se desistimos disso apaga-se a última claridade e nada mais valerá a pena. Escapar, na liberdade do pensamento, desse espírito de manada que trabalha obstinadamente para nos enquadrar, seja lá no que for.
E que o mínimo que a gente faça seja, a cada momento, o melhor que afinal se conseguiu fazer.

By Lya Luft