QUERO FAZER COM QUE MULHERES DE 60 ANOS DEIXEM DE SER INVISÍVEIS – CLAUDIA GRANDE.

Conheci já a algum tempo a Cláudia Grande pelo Facebook, ela tem 62 anos e é a criadora de um site dos mais interessantes para pessoas maduras: Projeto 60 anos. Tem muitas seguidoras que aumentam dia a dia.

Uma mulher elegante, que conta num vídeo como, depois dos filhos criados, da separação do marido e com tempo para ela, resolveu revolucionar a própria existência já na sexta década de vida. É super interessante sua página que lida com diversas questões.

O próprio jeito de Cláudia Grande se apresentar no site é muito instigante. Leia e, mais abaixo, veja o vídeo, no qual ela explica por que está simplificando sua vida:

“Meu nome é Claudia Grande e tenho 61 anos. Por que comecei contando minha idade? Porque me reinventei aos 60, depois de ter sobrevivido a um câncer, acabado um casamento de 33 anos e deixado minha empresa ambiental para realizar um sonho, o de inspirar mulheres desta idade a ter uma maturidade saudável, ser elegante, alegre e principalmente, fazer com que deixássemos de ser invisíveis.

Aos 58 anos, me vi planejando meu aniversário de 60 e ao mesmo tempo que escolhia um smoking para usar na festa me sentia fora de forma e cheia de dores. Resolvi sair do sofá e começar a correr na rua (hoje meu esporte preferido). E, para que meus 100 amigos do Facebook me incentivassem, criei uma página chamada Projeto 60 anos, onde compartilhei meus sonhos, minhas roupas preferidas, as comidas que gosto de fazer, músicas da minha vida, filmes inesquecíveis, meus progressos com meu novo esporte e, para minha surpresa, em uma semana eu tinha 1000 seguidores me incentivando.

Espera aí, o que está acontecendo? Não conhecia essas pessoas mas elas estavam me tratando como velhas amigas, me mandando mensagens dizendo que finalmente alguém havia lembrado delas e que queiram mais e mais sugestões minhas. Começava aí uma nova vida…Blogueira da Terceira Idade? Justo eu que sempre fui empresária?

Leia também: https://oterceiroato.com/2020/02/09/envelhecer-esta-sendo-bem-melhor-do-que-pensei/

Até parece que antes minha vida era pacata para dar tanto valor aos dias cheios de hoje. Eu sempre tive uma vida super agitada, sou mãe de 4 filhos, 5 netos, tenho 4 cachorros, duas gatas, sou presidente de uma Assistência Social há 10 anos, onde cuido de idosos carentes, minha casa é grande e repleta de amigos, meus jantares diários sempre tem mesa cheia, adoro festas, recebo muito. Sou descendente de Italianos e Libaneses, a mais velha de 5 irmãos e nossa família adora se reunir para comer, dançar, festejar, brigar, se divertir, viajamos juntos e nos amamos de montão.

Ex-empresária da área de meio-ambiente, Cláudia superou um câncer e se reinventou.

Mas, de repente, 570.000 pessoas, fazem parte do meu dia a dia (hoje é este o número de seguidores da página,) levando o segundo turno da minha vida para outro patamar, transformando a tal temida maturidade em algo delicioso de viver, fazendo a velhice ser interessantíssima e repleta de coisas boas e, o mais importante, podendo ser útil a tanta gente que antes se sentia desmotivada e esquecida simplesmente por ter entrado na tal da terceira idade.

Leia também: https://oterceiroato.com/2019/10/15/os-sexalescentes-do-seculo-xxi/

E com esta página, a moda, que eu sempre amei, entrou em primeiro plano na minha vida, e eu que já dava muito valor ao que vestia, hoje dou dicas, sugestões para mulheres como eu, que querem ficar bem vestidas mas sem usar roupas de velhas, que podem ter os cabelos sem pintar com muito orgulho sem parecer desleixada.

A indústria da moda só agora está despertando para este publico, que veste um número maior, pesa um pouco mais, tem formas mais arredondadas mas quer estar fashion e bonita. Sempre digo que menos é mais, mas nem sempre fui assim. A maturidade me ensinou a ser clean e prática, visto roupas básicas e dou muito valor para acessórios bons, que na minha opinião são fáceis de achar e transformam um look, indo do clássico ao contemporâneo sem grandes problemas e gastos. Em tempos de dinheiro mais curto, sugiro roupas de boa qualidade, deixando para poucas peças as roupas de modinha.

Bom senso sempre, é o que friso para minhas seguidoras. Vestidos e saias curtas e justas, decotes enormes, calças de malha apertadas e chamativas estão fora do meu guarda-roupa. Adoro pantalonas, vestidos leves e sem muitos detalhes, casacos e blazers bem cortados, camisa branca com jeans, alpargatas e oxfords, saltos não tão altos mas modernos e mais confortáveis, lingerie muito bonita, camisolas de seda, óculos de sol com pegada moderna, bolsas vintages ou de tiragem especial. Não saio sem maquiagem e filtro solar, uso tênis esportivo apenas para esporte, roupa de ginástica quando me exercito, adoro jóias e bijoux diferentes e únicas.

Leia também: https://oterceiroato.com/2020/02/20/de-invisiveis-a-protagonistas-os-acima-de-50-anos/

Meu perfume é um creme e os meus cabelos são grisalhos e com um corte moderno. Mas nada disso adianta se não tivermos um sorriso no rosto que eu considero nosso cartão de visita. Ser feliz pode ser uma opção e a roupa que se veste é o retrato da nossa alma. A elegância está nos gestos e nas atitudes. O dinheiro pode nos fazer ricos mas não nos deixa mais nobres. Eu já criei filhos, já plantei arvores e agora escrevo páginas…Como dizia meu pai, você se tornou imortal. Adoro saber disso, porque tenho pavor de morrer! Por falar em morte, brinco muito com meus filhos sempre que vou a um velório. Tenho listas de desejos, como não ter flores me cobrindo entre outras coisas, mas fiquem tranquilos, não farei uma página sobre isso….se bem que acabo de ter uma ótima idéia…(risos, muitos risos).”

Neste depoimento de Cláudia Grande conta como vai simplificando cada vez mais a sua vida e de sua busca incessante de leveza”. Assista:

https://youtu.be/iturETfT-G4

Fonte.:

https://www.50emais.com.br/quero-fazer-com-que-mulheres-de-60-anos-deixem-de-ser-invisiveis/

COLEÇÃO DE LINGERIE PARA QUE MULHERES QUE PASSARAM DOS 60 ANOS.

Encontrar uma moda para quem tem mais de 60 anos é muito difícil. Tanto no Brasil como no mundo, estamos envelhecendo rapidamente mas, essa nova realidade não se traduz ainda nas passarelas.

Ainda bem que a paulista Helena Schargel está apresenta a sua segunda #coleçãodelingerieparamulheresmaisvelhas.A primeira foi um grande sucesso!

Uma coisa que eu adoro é o fato de ela ter insistido em ser ela mesma a modelo com 80 anos. Demais isto! Helena teria insistido, inclusive, que as suas fotos fossem o mais natural possível, sem o uso do chamado “photoshop” para retocar as imagens. Esta ousadia e liberdade dela mostra o quanto somos diferentes e nos aceitamos no envelhecer. Sensacional! O resultado, está aqui: uma coleção de muito bom gosto, divulgada por uma grande modelo. Leiam:

A modelo e estilista paulista Helena Schargel, 79, acaba de lançar sua segunda coleção de lingeries voltada para mulheres acima dos 50 anos. “São peças confortáveis, mas sexy e coloridas. Afinal, somos lindas e temos visibilidade, sim”, afirma. Cansada de ficar em casa após um ano de aposentadoria — ela trabalhava como criadora de marcas femininas —, Helena ofereceu a ideia em dezembro passado à etiqueta Recco.

“Estipulei que eu precisava ser a garota-propaganda, e nada de usar Photoshop na campanha. Viva a mulher real!” Helena também virou palestrante motivacional e prepara uma linha de roupas esportivas, além de contar com outras novidades na vida pessoal. “Estou viúva há sete anos. Recebo muitas cantadas no Instagram, mas meus filhos têm ciúme”, diverte-se.(Fonte:Veja)

Em dezembro, quando anunciou que lançaria a coleção, Helena Schargel deu esta entrevista para O Globo

“A paulista Helena Schargel é uma mulher à frente do seu tempo. Durante mais de quatro décadas, ela trabalhou na fábrica de tecidos Berlan.

— Para a minha época, trabalhar fora era uma atitude bastante ousada. Durante um tempo, também tive um restaurante — diz Helena. —Há dois anos, deixei tudo em ordem e resolvi sair da fábrica.

Depois de passar um ano fazendo terapia, pilates e os mais diversos cursos, a estilista idealizou o seu próximo passo.

— Um belo dia, num encontro de pessoas de mais de 50 anos, perguntaram-me qual era o meu projeto. Respondi imediatamente: “uma coleção de lingerie 60+”. Na saída do evento, um grupo de meninas de 70 anos veio me perguntar onde poderiam comprar as peças.

No dia seguinte, Helena diz ter acordado com a coleção completa na cabeça:

— Liguei para a Myriam Recco, diretora de criação da Recco Lingerie, e perguntei se ela se interessava na proposta. Disse também que queria ser a imagem da coleção e que fazia questão de que as minhas rugas aparecessem.

Segundo ela, as peças unem praticidade e sensualidade:

— O meu maior propósito é tirar as mulheres dessa faixa etária da invisibilidade. As pessoas estão vivendo mais, porém, não sabem o que fazer com esse presente.

A coleção, que tem lingeries diurnas e para a noite, também conta com uma linha de pijamas.

— Que vão da cama para a rua — explica Helena, empolgada com o lançamento.

Veja melhor ela aqui:

#reccolingerie #helenaschargel #lingerieparaacimadis60 #envelhecerdebemcomavida #modaparaterceiraidade #lingerieparamulheresmaduras #envelhecercomestilo

TERCEIRA IDADE – DESFILANDO LINDA LEVE E SOLTA EM PARIS !

Simplesmente maravilhosa!!!

Aos 74 anos, Hellen Mirren apostou no conforto para #desfilar na semana de moda de Paris, numa tarde de domingo (30/09/2019).

Descalça, a atriz #veterana cruzou a #passarela com um vestido longo esfoaçante preto e branco, chamando a atenção dos presentes devido a sua simpatia e através de seus pulinhos, encantando a todos.

Foi no desfile da L´oreal Paris que levou também para a apresentação nomes como a cantora Camilla Cabello e as atrizes Andie McDowell e Evan Longoria. 

Se eu pudesse escolher gostaria de desfilar assim como ela, jogando todos os padrões convencionais ao vento e mostrando toda a alegria do meu #envelhecer, sem #invisibilidade!

Somos todas #empoderadas!!!

GLORIA KALIL, DÁ A RECEITA PARA QUEM QUER… “SER CHIQUE – SEMPRE”!

Constanza Pascolato

“Para ser chique é preciso muito mais que um guarda-roupa ou closet recheado de grifes famosas e importadas. Muito mais que um belo carro Italiano”. Glória Kalil.

Sempre apreciei muito o que Glória Kalilautora do livro – Chic Profissional – fala não do que é chique na moda, mas do que torna uma pessoa chique, sempre. Não é a roupa nem os adereços, e sim o comportamento, diz ela. “Chique mesmo é parar na faixa e dar passagem ao pedestre e evitar se deixar levar pela mania nacional de jogar lixo na rua. Chique mesmo é dar bom dia ao porteiro do seu prédio e às pessoas que estão no elevador” – afirma ela, mostrando que seu conceito de “ser chique” está diretamente relacionado a “ser educado” e levar sempre os outros em consideração. Leia:

Nunca o termo “chique” foi tão usado para qualificar pessoas como nos dias de hoje.

A verdade é que ninguém é chique por decreto. E algumas boas coisas da vida, infelizmente, não estão à venda. Elegância é uma delas.

Assim, para ser chique é preciso muito mais que um guarda-roupa ou closet recheado de grifes famosas e importadas. Muito mais que um belo carro Italiano.

O que faz uma pessoa chique, não é o que essa pessoa tem, mas a forma como ela se comporta perante a vida.

Chique mesmo é quem fala baixo. Quem não procura chamar atenção com suas risadas muito altas, nem por seus imensos decotes e nem precisa contar vantagens, mesmo quando estas são verdadeiras.

Chique é atrair, mesmo sem querer, todos os olhares, porque se tem brilho próprio.

Chique mesmo é ser discreto, não fazer perguntas ou insinuações inoportunas, nem procurar saber o que não é da sua conta.

Constanza Pascolato 1

Chique mesmo é parar na faixa e dar passagem ao pedestre e evitar se deixar levar pela mania nacional de jogar lixo na rua.

Chique mesmo é dar bom dia ao porteiro do seu prédio e às pessoas que estão no elevador. É lembrar do aniversário dos amigos.

Chique mesmo é não se exceder jamais! Nem na bebida, nem na comida, nem na maneira de se vestir.

Chique mesmo é olhar nos olhos do seu interlocutor. É “desligar o radar” quando estiverem sentados à mesa do restaurante, e prestar verdadeira atenção a sua companhia.

Chique mesmo é honrar a sua palavra, ser grato a quem o ajuda, correto com quem você se relaciona e honesto nos seus negócios.

Chique mesmo é não fazer a menor questão de aparecer, ainda que você seja o homenageado da noite!

Mas para ser chique, chique mesmo, você tem, antes de tudo, de se lembrar sempre de o quão breve é a vida e de que, ao final e ao cabo, vamos todos retornar ao mesmo lugar, na mesma forma de energia.

Portanto, não gaste sua energia com o que não tem valor, não desperdice as pessoas interessantes com quem se encontrar e não aceite, em hipótese alguma, fazer qualquer coisa que não te faça bem.

Porque, no final das contas, chique mesmo é ser feliz.

ENVELHECER… NO OLHAR DE DÉA JANUZZI.

Mais-velha

” Envelhecer ainda é a unica maneira que se descobriu de viver muito.” Charles Saint- Beuve

Envelhecer fica melhor no olhar de Déa Januzzi, leiam:

Cada um envelhece como viveu, pois o passar do tempo exacerba – ou ameniza – o caráter, os preconceitos, a indiferença, a falta de compromisso com o outro, a disputa, a mágoa, a depressão, a frustração e a impaciência. Ou sintoniza a vida com outros valores mais nobres.

É preciso dizer que a velhice abala, assusta, traz insegurança, principalmente para as mulheres que ficam invisíveis depois dos 60 anos. Há empregos e trabalho para homens de 60, 70 e até 80, mas não há vagas para mulheres que deixaram de procriar, de despertar desejos. A maioria das mulheres envelhece mais dolorosamente, sente vergonha até de confessar a idade. As mulheres ficam mais vulneráveis, principalmente se estão sozinhas no entardecer da vida.

O descaso e a impaciência aumentam. Ou suavizam de vez. Enquanto chegam os desconfortos físicos e novas dores, que são perdas necessárias, o mal-estar surge quando os amigos vão morrendo. Em um texto de Carlos Saul Duque, no dia em que o maestro Nico Nicolaiewsky morreu de leucemia aos 56 anos, ele diz: “Ficar velho não é achar mais um fio branco de cabelo. Nem notar que aquela ruga de expressão aumentou consideravelmente. Ficar velho não é sentir mais dores do que antes. Ter que fazer mais exercício do que antes. Ficar velho, mesmo, é ver aos poucos o seu mundo ser despovoado de amigos. Dos seus tios queridos. De parceiros. De pessoas que você admira. De gente cujas ideias influenciam você. De talentosos. De visionários. De autores da sua época. De personagens da sua aldeia. De gente como o Nico, um cara que tinha vários dons. O dom de ser gago e cantar muito bem. De fazer rir com inteligência. De achar a verdadeira alma das canções”.

“Assim como o escultor enxerga a estátua dentro da pedra, Nico via, geralmente mais do que o próprio autor da obra, a grande canção escondida dentro da vulgaridade de um arranjo. Nico construiu uma nação que ninguém sabe onde é, mas todos gostariam de conhecer. E um repertório único. Tão único quanto o talento dele. Não deixa de ser poético o grande temporal que caiu no dia em que Porto Alegre sepultou o maestro do Tangos e Tragédias. E eu, que adoro chuva, me sinto velho. Mil anos mais velho nesse dia do funeral de Nico Nicolaiewsky.”

Jogue Fora

Há sete anos, o funeral de minha mãe ocorreu também no meio de um vendaval. A chuva não parou um segundo. Foi nesse dia que percebi todos os meus naufrágios, já sem pai, sem mãe, sem um dos meus irmãos e sem alguns amigos imprescindíveis, como o escritor e jornalista Roberto Drummond, o médico e prefeito Célio de Castro, os ex-editores Amantino Horta Maciel e Wagner Seixas, o pedagogo Antonio Carlos Gomes da Costa, a jornalista e amiga/irmã Edméia Passos – e outros que me mostraram o desemparo da morte.

Envelhecer é muito duro no Brasil, um País injusto, que não dá atenção nem às suas crianças e jovens. Ainda mais aos velhos. Uma Pátria que não deveria selecionar os seus filhos, mas escolhe a dedo. O discurso de hoje é o do envelhecimento ativo. Para quem? Para uma parcela mínima da sociedade que pode pagar por todas as comodidades exigidas nessa fase da vida. E mesmo assim sem garantias de que terá um envelhecimento digno. O restante dos velhos precisa apelar para postos de saúde, que nunca têm os remédios disponíveis, cujas cirurgias podem levar até um ano para acontecer. Como denunciou um senhor de 70 anos que entrou na fila do Sistema Único de Saúde (SUS) para fazer uma cirurgia de catarata. E está esperando até hoje.

Todos querem viver muito, com qualidade de vida, mas se esquecem do tempo que ainda resta de vida. O taxímetro está ligado e embora ainda haja desejos e sonhos, partes preciosas da vida se foram para sempre. O sinal vermelho do abandono começa a piscar perigosamente.

Minha mãe não se cansava de repetir que estava vivendo de lucro, porque suas amigas já tinham partido antes dela. Aos 91 perdeu o único filho homem. Aí a velhice tomou conta de tudo. Ela abandonou o barco da vida, o que não havia acontecido até então, mesmo com a artrose a lhe corroer os joelhos, mesmo negando a necessidade de usar bengala. Seis meses depois da morte do único filho homem, ela foi embora também, afundou na dor.

saude emocional 2

Renée, a única amiga de minha mãe que sobreviveu às inúmeras perdas, tem hoje 101 anos, mas também não acha mais graça na vida. Entregou as idas e vindas ao banco e o salário de todo mês para uma das filhas administrar. Só que a filha mora bem longe dela e nem sempre pode ver o que ela precisa. Não sabe, por exemplo, que ontem Renée estava com muita dor no ombro direito. Mas como todas as mulheres de sua geração, a reclamação era quase um pedido de desculpas. Baixinho, ela disse que a dor estava passando para debaixo do braço, que os filhos a tinham abandonado, que ninguém mais queria ir na casa dela.

Saí de lá achando que a longevidade tem um preço muito alto, principalmente para quem como Renée continua lúcida, sem bengalas nem doenças crônicas, mas que já não tem autonomia para decidir sobre a própria vida. Ela sabe de tudo o que está acontecendo à sua volta. Vive com uma das netas que também reclama de dores, por ter vivido tudo em excesso. Renée já perdeu pais, marido, três filhos, e continua de pé, mas a cada dia mais solitária em sua velhice, apesar de ter se planejado financeiramente para essa etapa da vida. Ela não pode mais ir ao banco, mas o que mais a inquieta não é o dinheiro, mas as amigas que se foram muito antes dela. O mundo de Renée ficou pequeno, do tamanho do apartamento de três quartos, despovoado, engessado num tempo sem fim, frio, apesar do sol que insiste em penetrar pela janela.

Adoro esta maneira de enxergar meu envelhecer.

MODA: FAÇA DO ESPELHO E DO BOM SENSO OS SEUS MELHORES AMIGOS.

Constanza Pascolato

“Sempre digo que na moda é proibido proibir”. Constanza Pascolato.

        Considerada a papisa da moda no país, Costanza Pascolato levou seis meses para selecionar estampas e compilar dicas para a publicação mais recente, Meu caderno de estampas (Editora Planeta, R$ 34,90). Dos tecidos para o papel, migraram as estampas preferidas da consultora, todas produzidas pela tecelagem de sua família, a Santaconstancia.       Apesar das dicas distribuídas entre quase todas as páginas, a consultora declara: “Sempre digo que na moda é proibido proibir. Vejo, por exemplo, mulheres da minha idade felizes da vida usando minissaias, saltos altíssimos ou jeans justérrimos, desconstruindo, à maneira delas, o que antes parecia impossível. Não sou eu quem vai dizer que pode ou não pode”.

Ela aproveitou a última edição do São Paulo Fashion Week, em outubro, para lançar o livro, que reúne, ainda, conselhos de estilo, comportamento e bem estar. Um copo d’água em jejum e uma calça jeans básica são, segundo Costanza, indispensáveis. Gentileza e amor próprio também. Em entrevista exclusiva ao Viver, a especialista falou sobre as redes sociais, a febre dos livros de colorir e a importância do estilo próprio. “Estilo distingue quem espelha de quem irradia. Ele nos dá sentido de competência, prazer e segurança. Transcende tempo e gênero e – por que não? – a própria moda”, analisa.

– Quanto tempo levou para produzir Meu Caderno de Estampas? E como selecionou as estampas/imagens?
Foram seis meses entre a ideia original e a execução do projeto, que envolveu as equipes da Santaconstância e da editora Planeta. No dia a dia da fábrica, trabalhamos exatamente com criação de estampas e cores, sempre pensando algumas estações à frente, numa dinâmica que é acelerada, bem rápida, mas ao mesmo tempo uma tarefa contínua, ou seja, já fazemos isso, diariamente, há muitos anos. No caso do livro-caderno, o critério de seleção, que incluiu desenhos de acervos e novas criações, acabou sendo bem pessoal e, além de editar nossas estampas prediletas, pensamos de um jeito mais intemporal, já que o livro foi feito para durar, para guardar. Lembrar que as imagens seriam impressas em papel, não em tecido, foi outro aspecto importante. São estampas e desenhos de que gostamos muito e que imaginamos continuar gostando daqui a alguns anos. E tem também uma boneca, que é uma graça, para que cada um monte um look, a exemplo daquelas revistinhas das infâncias pré-digitais, de um passado que hoje parece bem distante. O legal é que esse recurso fashion-lúdico ainda parece muito atual.

Constanza Pascolato 3

– É uma ideia inspirada na febre dos livros de colorir? Ou acredita que, com as dicas de moda anexadas na publicação, seja um livro atemporal?
De alguma forma, a possibilidade de realizar o livro-caderno tem a ver, sim, com a “moda” dos livros de colorir, que viraram uma “febre” editorial. Surgiram tantos projetos com temáticas tão diferentes que nos pareceu legítimo criar uma versão com o que, na origem, é também nossa matéria-prima criativa na fábrica. Temos intimidade considerável com estampas e cores e documentar e compartilhar essa expertise num livro-caderno era uma ideia bem simpática e, melhor ainda, viável. As dicas são uma citação de conteúdo, que também adoro produzir.

– Um dos ganchos do lançamento foi a última edição do São Paulo Fashion Week. Qual a sua rotina durante as semanas de moda, nas quais sempre marca presença? O lançamento do livro tornou a agenda mais concorrida?
Lançamentos de livros são ocasiões sempre especiais para mim. É hora de encontrar pessoas e amigos que você não vê corriqueiramente e conhecer pessoas que, por algum motivo, acompanham nosso trabalho. Mas sempre é um corre-corre. Nas semanas de moda, que é o momento “célebre” para a moda e para quem trabalha com ela, invariavelmente priorizo, no Brasil ou na Europa, os desfiles, me organizando para conseguir estar na maioria deles. É uma agenda que depende de disciplina, logística e algum esforço, sobretudo quando já está, digamos, numa idade avançada.

– Se pudesse destacar, em linhas gerais, algumas dicas reunidas na publicação, quais seriam as duas ou três principais?
Acho que perderia um pouco o elemento surpresa para quem tem curiosidade com o livro, não:. Duas ou três dicas mais genéricas, pode ser? A primeira: na hora de comprar roupas e se vestir, faça do espelho e do bom senso seus melhores amigos; 2. tente ser só você mesma, sem querer imitar gratuitamente outra pessoa, e 3. lembre-se que corpo e cabeça bem cuidados podem ser o reflexo mais evidente do quão em dia você está com a moda.

Constanza Pascolato 1

– Outros nomes ligados ao universo fashion – produção e bastidores – como Ronaldo Fraga e o pernambucano Arlindo Grund – têm movimentado a literatura com lançamentos nos últimos meses. Que contribuições a moda traz ao público-leitor, quando encartada em livros e acessível ao público que não frequenta as semanas de moda?
Para um país como o Brasil, que não tem tradição ou bibliografia de moda, o que começa a se formar agora, publicações e lançamentos são mais que bem vindos. Assim, contribuições de nomes respeitáveis como Fraga e Grund são referências concretas de que, apesar de ser uma paixão recente, a moda interessa cada vez mais brasileiros de todas as regiões, de diferentes classes sociais. E é muito bacana quando, em plena revolução virtual, o caráter documental dos livros continue enriquecendo nossos acervos. Livros, ideias, pontos de vistas e iniciativas que nos fazem pensar são fundamentais para lembrar que educação, informação e conhecimento são os pilares sociais da experiência humana e deixam a vida muito mais interessante. (Fonte: Diário de Pernambuco).    Clique aqui para ler mais. http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/viver/2015/11/12/internas_viver,609902/faca-do-espelho-e-do-bom-senso-seus-melhores-amigos-diz-costanza-papisa-da-moda-no-brasil.shtml

Fonte: http://www.50emais.com.br/historiadevida/moda-faca-do-espelho-e-do-bom-senso-os-seus-melhores-amigos/

TAG 8 COISAS …

BIA

“Eu sou um bocado sensível demais…”. Clarice Lispector.

Respondendo  ao meu primeiro rsrsrs… TAG: 8 COISAS….Quem me indicou para essa TAG foi o Blog Charme Haut. Este TAG não possui regras. Muito obrigada pela indicação.

TAG 8 coisas pra fazer...

8 COISAS PARA FAZER ANTES DE MORRER

  • Viajar muitoooo conhecendo os diferentes lugares do mundo;
  • Conviver o máximo que der com amor, carinho, atenção… e em paz com toda a família… respeitando as diversidades;
  • Perdoar de corpo e alma;
  • Viver intensamente… bem e com qualidade de vida, melhorando cada vez mais os meus hábitos (alimentação, bem estar, interação…);
  • Aprender… reaprender…com os meus desafios cotidianos… sabendo “apreciar” todas as minhas experiências. Descobrir o lado bom delas;
  • Continuar a ter coragem de “mudar de rumo”, sempre que necessário… acreditando em mim… e não desanimando perante os obstáculos;
  • Doar-se à quem precisar;
  • Agradecer sempre!

8 COISAS QUE EU AMO…

  • Minha Família: marido, filhos, enteados, neto, mãe, irmãos e cia…;
  • Meus Amigos;
  • Viajar.. viajar… e viajar… conhecendo o mundo… novos lugares e suas culturas;
  • Estudar e aprender sempre… muitas coisas novas: línguas, história, geografia, política… e com as crianças;
  • Respeitar a natureza e todas as diversidades;
  • Falar, escutar… e refletir sobre diferentes assuntos. Interagir com as pessoas;
  • Minha paciência de JÓ…;
  • As crianças com sua inocência e sinceridade.

8 COISAS QUE EU FALO…

  • Oi e Tchau;
  • Oh my god;
  • Partiu… Fui;
  • Cadê a chave?
  • Só que não;
  • Tô chegando;
  • Isso vai dar m…;
  • Caramba!.

8 MAKES/ROUPAS…

  • Jeans: shorts, calças e minissaias;
  • Camisas, camisetas e regatas: brancas ao bege (nude/off-white);
  • Acessórios simples: cintos, echarpe, brincos e colar com pingentes;
  • Óculos de sol;
  • Havaianas e Alpargatas;
  • Vestido longo/ longuete bem simples e despojados;
  • Makeup básica;
  • Lingerie confortável e sexy.

8 COISAS/OBJETOS QUE NÃO VIVO SEM

  • Meu Blog;
  • Internet;
  • Celular;
  • TV;
  • Óculos de grau;
  • Livros;
  • Caneta e papel;
  • Repelente.

8 BLOGS PARA RESPONDER ESSA TAG…

É isso aí, espero que gostem … quero ver o de vocês, me avisem quando responderem. Bjs