De repente tudo vai ficando tão simples que assusta.
A gente vai perdendo algumas necessidades, antes fundamentais e que hoje chegam a ser insignificantes. Vai reduzindo a bagagem e deixando na mala apenas as cenas e pessoas que valem a pena. As opiniões dos outros são unicamente dos outros, e mesmo que sejam sobre nós, não têm a mínima importância. (…)
Vamos abrindo mão das certezas, pois com o tempo já não temos mais certeza de nada. E de repente isso não faz a menor falta. (…) Paramos de julgar, pois já não existe certo ou errado, mas sim a vida que cada um escolheu experimentar.
(…) Por fim entendemos que tudo que importa é ter paz e sossego. É viver sem medo, e simplesmente fazer algo que alegra o coração naquele momento. É ter fé. E só. Isto basta aqui e agora, nos diz Elaine Matos, o que eu assino embaixo. Basta de mediocridades e diz que diz, quero leveza e paz… só isto. Viver de bem comigo mesma e com a vida. Não quero carregar nenhum peso, descarreguei tudo na última parada, já a algum tempo. Ando mais devagar apreciando tudo pela janelinha… Saboreando cada instante. Pronto… quando eu chegar lá saberei que levei comigo só o que realmente é importante.
Entre todas as opções que tiver, não escolha o que é conveniente, o que é confortável ou racional, nem faça a escolha baseada no que as pessoas esperam que você escolha.
Se dê a oportunidade de fazer o que toca o seu coração. Só assim é que existe realização. Os maiores arrependimentos sempre se referem ao que não nos permitimos experimentar. Escolha com o que você sente aí dentro do peito. Deixe sua alma expressar o seu querer. Arrisque-se a seguir o anseio da sua alma. É isso que faz a vida valer a pena, é isso que acaba com aquele buraco que a gente às vezes sente que tem, dentro do peito. Se aventure a fazer o que toca seu coração. Você não precisa provar nada a ninguém, nem a si mesma. Você precisa é se dar o direito de se fazer feliz.
Meu amigo Laerte Temple escreve muitos contos bem bacanas, interessantes e divertidos. Eu gosto muito deste aqui “Contos conjugais – Sociologia da galhada” queria compartilhar com você agora, leiam:
Malando que é malando acha que amar uma mulher só é trair todas as outras. Também sabe que, se quiser se dar bem, precisa estar comprometido. Às vezes fica mesessozinho, mas basta casar para chover interessada. Pensa que aliança é um tipo de ímã. Já a mulher de malandro é vacinada. Sabe que o cabra é safado mesmo, que não é fiel e, na dúvida, dá o troco na mesma moeda, de preferência com outro malandro casado, mais fácil para manter segredo e não causar barraco. Desde que ninguém fique sabendo, claro. Engana-se quem vê preconceito neste texto e acha que esses rolos só ocorrem na malandragem. Vale o mesmo para todas as classes. A diferença está no nome e no ambiente. Em vez de rolo, é caso, ou afair. Em vez de drive-in, é motel, flat ou apê. Chifre é típico do seu humano. Boi usa de inxerido.
Doralice, mulher de João Gilberto, desconfia que ele a esta traindo. Chega em casa tarde, sempre cansado e não a procura mais. Seguiu-o e descobriu que ele esta ciscando Carolina, a caixa do estacionamento, depois do expediente. Queria uma vingança maligna, mas não podia se envolver, pois era casada com separação de bens e não queria ficar na mão. Pesquisou e descobriu que o marido de Carolina era o Chico, vigia noturno no mesmo estacionamento. Ela trabalhava das 9 às 18 e ele das 20 às 6 da manhã. Só se viam aos domingos, e olha lá. Descobriu que o canalha do Gilberto esperava Carolina na esquina, iam no motel e depois deixava a vadia no Metrô.
Ela procurou o Chico na saída do trabalho, convenceu-o a tomar um café e assim que ganhou sua confiança, contou sobre o rolo que descobriu. Disse que Chico devia aplicar um corretivo no marido. Ele cofiou a barba pensativo e disse: – Dona, se eu der uma coça no cabra, e ele bem que merece, vou ter que chapar a cara da Carolina também. Perco a esposa de fim de semana e a senhora fica na mão. Deve ter um jeito melhor. – Então você não vai fazer nada? – Claro que vou, mas pensa. O que falta para mim e para a senhora, sobra pros dois. Eles se divertem e a gente chupa o dedo. – Entendi. Sabe, você não é nada mal. A gente podia dar o troco na mesma moeda. É só você vir umas duas horas antes para o trabalho. O arranjo funcionou bem até que um dia Doralice e Chico passaram da hora e João Gilberto e Carolina chegaram mais cedo. Encontraram-se no motel, dois entrando e dois saindo. Os homens se estranharam, começaram a rosnar, mas foram contidos pelas mulheres. Doralice falou: – Gente, ninguém tá sabendo. Deixa como está. João Gilberto chegou em casa à noite e encontrou Doralice dormindo. Beijou-lhe a testa, ajeitou a coberta e dormiu. Estava muito cansado. É… na vida de um casal ninguém mete a colher 😉. No final acabam se encaixando.
Tem coisas que acontece conosco… 🧐curiosos e audaciosos que as vezes não dá muito certo. Já passaram por isso? Tentaram entender os manuais dos equipamentos? Texto divertido do meu amigo Laerte Temple contando a sua experiência…
Cansado de procurar o que fazer, resolvi organizar meus livros, CDs e DVDs. Achei raridades que nem lembrava que ainda tinha. Poe, Saramago, Assis, Camus, Drummond, LPs do Trio Los Panchos, Connie Francis, Ataulfo Alves, Vinicius, Elis, DVDs históricos de Elvis, Beatles, Sinatra, Charles Aznavour, Buena Vista Social Club e outros mais. Entendem agora por que é difícil para mim curtir Jojô Todinho ou Pablo Vittar? Liguei a TV e o portentoso “Tudo em um”, aparelho chinês compacto que reúne rádio AM/FM, CD, DVD, Blue Ray, Home Theater etc. Só falta lavar e secar. Mas aí o DVD de Simon & Garfunkel no Central Park engasgou. Liguei para a assistência e ninguém atendeu. Devem estar em quarentena. Como sou alfabetizado e curioso, consultei o manual de instruções. Alguém com mais de sessenta já tentou ler um manual instruções de eletrônicos made in China? Uma folha A 3 semitransparente, dobrada inúmeras vezes até ficar do tamanho de um maço de cigarros sem filtro, dividida em blocos com oito idiomas, todos mal traduzidos, repleto de siglas e termos de física quântica e impresso com letras iguais às bulas de remédio para disfunção erétil. Nem com microscópio eletrônico! Peguei óculos de leitura, lente de aumento e comecei a pesquisar.
Depois de vinte minutos lendo, conectei o plug HDMI à porta 3, liguei o cabo coaxial no receiver,encaixei as tomadas USB, cliquei na tecla Function, selecionei DVD, apertei Play e esperei inicializar. O DVD não destravou e o painel mostrou “Erro 49”. Consultei o manual. Eu não tinha desativado e função multiplex nem conectado a entrada RGB. Desliguei tudo, contei dez segundos e reinicializei no modo Beta. Nada. Repeti o procedimento três vezes. Nada. Consultei a lista de defeitos e soluções. Tinha perguntas geniais como: Você tirou o aparelho da caixa? Conectou à rede elétrica? Pressionou a tecla Liga? Como essas soluções não me atendiam, radicalizei. Peguei a chave Philips na caixa de ferramentas, desmontei a disqueteira e desencavalei o DVD. Montei tudo novamente com maior eficiência, pois sobraram umas peças, provavelmente desnecessárias, só para aumentar o preço. Liguei na tomada e pressionei a tecla ON. Não inicializou e várias luzes azuis e vermelhas piscaram no painel. Parecia viatura da blitz da Lei Seca. O micro ondas apitou e a máquina de lavar, vazia, começou a centrifugar. Da TV e do “Tudo em um” chinês surgiu densa fumaça branca igual ao “Habemus Papam”. Arranquei tudo da tomada, porém tarde demais. Os disjuntores chamuscarame todas as luzes se apagaram. Curto circuito geral, no apartamento e no prédio inteiro. Resolvi ler um livro na varanda prá disfarçar.
No dia seguinte desci nove andares para comprar pão. Tinha um pessoal no poste trocando um transformador. O síndico me viu e disse que algum FDP deve ter feito alguma gambiarra. Respondi “vai saber, tem muito doido metido a eletricista”. Maldita quarentena!
A Natura acertou muito em cheio com o comercial do Chronos 60+. Acendeu uma luz sobre um assunto que é bem polêmico no Brasil. E não só entre o púbico 60+.
Sendo mulher e brasileira, é praticamente impossível não ter ouvido essa pergunta pelo menos uma vez: você já não está muito velha pra isso?
E o pior: a pergunta geralmente aparece em momentos de alegria ou leveza em relação a algum fato associado a pessoas de menos idade.
Idades limites para fazer coisas são padrões. Mas quem é capaz de determinar esse tipo de coisa a não ser a gente mesmo?
O comercial da Natura nos lembra disso. E de como esses padrões por vezes são desnecessários.
E teve polêmica rolando no Instagram. Algumas mulheres se queixaram quanto ao uso da palavra “velha”. Veja:
Ando muito sem paciência com pessoas preocupadas demais com as palavras que os outros falam. Uma disse que velha era uma palavra ofensiva e sugeriu usar “madura”.
Francamente!
Alguém tem que dizer para essas pessoas que o problema não está em usar a palavra “velha”. O problema é o preconceito contra as pessoas velhas. O problema é considerar a palavra “velha” uma ofensa.
Veja também esse outro comercial mais antigo da Natura, com o mesmo tema. Natura questiona tabus sobre idade em novo comercial.
A marca convidou mulheres de todas as idades a se reconectarem com a sua autoestima, reforçando a ideia de que a beleza se manifesta na escolhas individuais.
Quem define a idade certa para ser você? Velho, só o preconceito”, é com estas palavras que a marca entra na nova fase da campanha #Velhapraisso, foi lançada em outubro de 2016, ano em que a marca Chronos celebrou 30 anos. Veja:
Achei esta crônica muito interessante, representa muito de nós, que envelhecemos de bem com a vida.
Não ligo muito pra datas e não sou de fazer muitos planos. Toda vez que quis planejar demais a vida, o acaso deu um jeito de aparecer e mudar o rumo das coisas. Não sei por que, mas sempre atribuí isso ao fato de ser uma baby boomer.
Por outro lado, curiosidade nunca me faltou. Então, foi assim que cheguei aos 60 anos. Meio no susto e com a cabeça cheia de perguntas. Se quiser interpretar isso como insegurança, fique à vontade. Entrar para a categoria dos idosos teve um impacto forte em mim. Não dá pra negar. Tão forte que quebrou coisas, o que foi ótimo. Mas isso eu só percebi depois.
Na linha de chegada o cenário estava bem confuso. De um lado, um monte de gente tentando transformar a velhice na “melhor idade”, com casais grisalhos sorridentes em anúncios de fraldas ou de cola para dentadura. De outro, velhinhos sarados pulando de bungee jump. Velhinhas extravagantes “curtindo a vida adoidado”. Principalmente fora do Brasil.
Aqui, antenados apontando para o preconceito contra a velhice no País. Para o triste descaso das marcas e da mídia em relação aos 60+. Empresas de marketing e pesquisa discorrendo sobre a sensação de invisibilidade trazida à cena por esse público. Para as dificuldades financeiras e entraves ao bem estar, ainda tão comuns na vida dos idosos do Brasil. Esse Brasil que envelheceu antes de se estruturar pra isso e onde chamar alguém de velho é ofensa.
Lá estava eu. Nem tão grisalha, nem tão idosa, sabendo que continuava a mesma de sempre, mas que agora pertencia uma nova e categoria.
O fato é que a invisibilidade não chega aos 60. Chega bem antes. Aos 60, a gente reaparece como um velhinho corcunda de bengala, estampado no estacionamento de um shopping ou numa placa de trânsito. Fui dormir uma mulher de 59 anos e acordei uma senhora idosa de 60. Não foi uma crise de identidade. Mudaram minha identidade sem pedir a minha permissão.
Fazer o que. Fui lendo e tentando descobrir o que outras pessoas estavam pensando. Fui mais fundo na psicoterapia, vasculhei minhas vulnerabilidades e aos poucos fui me reencontrando. Quebrei defesas e comecei a construir pontes, que é o único jeito de vencer preconceitos. Eles rondam por todo lugar. Passei a ouvir mais pessoas e também a expor mais minhas verdades.
Se a invisibilidade dos 60 menos é um tanto silenciosa, o velhinho de bengala não tem medo de fazer barulho. É preciso romper esse manto da invisibilidade. Isso não é importante só pra nós. É pra todos que vierem depois.
Seja pelo incentivo dos ageless, que se mantém joviais e interessados pela vida, sem dar a mínima para a idade. Seja por inspiração dos fora da curva, aqueles velhos que simplesmente não aceitam a ideia de envelhecer e mostram que sim, o corpo aguenta. Seja simplesmente por acharem que é a coisa certa a fazer, o fato é que os 60+ aos poucos estão saindo do armário. Estão se valorizando, gostando mais de si.
Esse movimento gerou um certo barulho. O suficiente para que as marcas brasileiras começassem a acordar. E mesmo que tenha demorado, isso é motivo de comemoração. Tá na hora de somar, não diminuir.
Se você quer pintar o cabelo, pinte. Se quer ostentar a prata no seu telhado, ostente. Quer dançar e cantar na rua? Desafie sua timidez. Quer trabalhar? Procure um problema pra resolver. Arregace as mangas. Estenda a mão. Construa junto.
Se você é um babyboomer, já viveu muitas revoluções. Já passou por poucas e boas. Já sofreu, já chorou, mas também deu boas risadas, não deu? Você faz parte de uma geração que quando era jovem ousou, brigou e exigiu como poucas até então. Com isso, derrubou barreiras, ampliou o diálogo e as trocas entre as pessoas. Mudou o mundo.
Então agora você não vai se encolher, né? Por favor. É hora de ocupar esses espaços e de abrir muitos outros. É hora de continuar a crescer.
*Este texto de Helena Morais, do blog Sessenteen, foi publicado na Coletânea Amo Minha Idade, organizado por Edna Perroti e Elizabete Marin. Fonte:
Gosto muito deste texto de Neuza Guerreiro de Carvalho, mais conhecida como Vovó Neuza, uma professora da USP aposentada de 90 anos, que continua aprendendo e ensinando até hoje. Cheia de vitalidade e muitos projetos novos. Estou fazendo com ela, o curso Resgate de Memórias – Autobiográfica (Casa Séfora) pela internet, com um grupo de 10 colegas. Cada dia me emociono com as suas aulas, tanto conhecimento, textos de apoio belíssimos e com o seu método que nos ajuda a resgatar tantas lembranças, organizando uma linha condutora que surgem desta caixinha de Memórias que temos. Quero deixar a minha história registrada para o meu legado, um dia vão querer ler, e eu posso não estar mais aqui. Tinha até entre nós um aluno de 99 anos. Vovó Neuza é uma grande inspiração para todos nós.
Aqui ela descreveu sobre o “seu sofá imaginando se ele falasse”. Pensei como seria se nossos objetos contassem o que veem e sentem nos anos que vivemos…. teriam muitas histórias para contar. Com certeza nos surpreenderia. Já pensou nisto? Leiam:
Se o sofá falasse… poderia testemunhar milhares de tipos de beijos entrelaçados com suas almofadas macias; do primeiro beijo e do último beijo dos namorados e amantes; dos tiques nervosos de seus usuários, que por vezes destruíam suas palhinhas ou que propositalmente, ou ocasionalmente, ou descuidadamente, ou distraidamente jogavam bitucas de cigarros, papeizinhos, restos de comida dentro de seus braços.[…]
Se o sofá falasse… poderia nos dizer quantas bundas sentaram nele; bundas macias, bundas volumosas, bundas empinadas, bundas chatas, bundas pequenas, bundas grandes. Até poderia nos contar da imensa bunda que ficou entalada entre os braços de uma das poltronas. […]
Se o sofá falasse… poderia testemunhar duas bodas de ouro, uma boda de prata e dois casamentos. Poderia testemunhar inúmeros aniversários e festas de época. Se o sofá falasse… poderia nos dizer quantos amigos ficaram para trás e quantos ainda vem sentar sobre ele. […]
Se o sofa falasse… poderia dizer quantas crianças pularam de sua
altura de um metro e se sentiram super herois. Quantas pessoas dormiram la Quantas transaram Quantos amigos acolheu. Quantos desabafos acompanhou Quantos choros escutou. […]
Se o sofa falasse… nos diria das emoçoes vividas dos encontros e despedidas, das partidas e das chegadas. Nos contaria o reveillon de muitos anos, nos falaria dos tantos natais vividos, das tantas comemoraçoes. Se o sofa falasse… nos diria das emoçoes de muitos nascimentos e muitas mortes. […]
Se o sofa falasse… E ainda se falasse a lingua dos homens…. No silencio da noite fria, no escurinho das noites geladas, se conseguir entrar em seu mundo poder escutar essas e tantas outras historias que passaram sobre suas almofadas, sobre a madeira firme de suas mesinhas. Implacavel, imparcial, juiz perfeito. Escuta todos, nao julga ninguém, nao critica e nao analisa. […]. Amei o texto dela, me fez refletir sobre muitas coisas. Quer saber mais sobre o Blog dela, conheça: http://vovoneuza.blogspot.com/?m=1
Vivendo e ousando cada vez mais. Gostaria de compartilhar com vocês a minha entrevista como escritora de um livro de antologias. Uma experiência única, onde a partir de um convite decidi experimentar. O livro “ Nos dias em que o mundo parou” ficou lindo, onde eu abro com o primeiro capítulo. Uma estreia que muito me emocionou.
Neste tempo de COVID, aproveitamos que (re) pensar em muitas coisas! Tempo para refletir é o que não nos falta rsrsrs. É bom desapegar das coisas desnecessárias 💥 Por que tantas coisas soberbas ou não, guardadas nos armários, nas gavetas… esperando a hora certa de usar… ou jogar fora? Fazemos muito isto ao logo da nossa vida, muitas vezes sem se dar conta de que a vida é um fio! Com certeza estamos na pandemia dando mais valor para as coisas mais simples da vida. Reaprendendo a viver dentro da nossa casa, mudamos algumas coisas de lugar, ajeitamos aqui ou ali… hoje muito mais do que um lugar só para dormir; Resgatando a convivência familiar dia a dia, encontrando momentos certos para estudar, trabalhar, cozinhar, arrumar tudo e se divertir… todos juntos e misturados… e está sendo uma linda descoberta para a maioria das famílias; Valorizamos mais do que nunca as escolas e os professores… sentimos tanto a sua falta: das aulas presenciais, das interações, dos espaços de convivência tão importantes na vida de todos nós, muitas vezes deixados de lado. O que não vai faltar será o fortalecimento da parceria entre ambos; Dos encontros ao vivo e a cores com nossa família e os amigos, de fazer novos amigos que apreciamos tanto. Agora tudo via on-line, tão cheio de afeto e alegria, onde usar a criatividade tem feito a diferença. Em breve haverá muito mais encontros para brindar a vida é dar abraços. Fazer contato com amigos distantes, surgiu em maior grau durante o isolamento; A solidariedade desponta como algo essencial, ajudar ao próximo tem sido prazeroso para todos nós e tem sido praticado com bastante intensidade. Num momento mundial onde a economia e o desemprego se desestabilizam o planejamento financeiro tem sido cada vez mais necessário; Tantas outras necessidades surgem e vamos descobrindo maneiras de nos reinventar para esta “nova realidade normal” mundial que desponta. Não precisamos de muito pra ser feliz. Simplicidade e amor é tudo que precisamos! Pra refletir:
“A GENTE VAI EMBORA… e fica tudo aí, os planos a longo prazo e as tarefas de casa, as dívidas com o banco, as parcelas do carro novo que a gente comprou pra ter status. A GENTE VAI EMBORA… sem sequer guardar as comidas na geladeira, tudo apodrece, a roupa fica no varal. A GENTE VAI EMBORA… se dissolve e some toda a importância que pensávamos que tínhamos, a vida continua, as pessoas superam e seguem suas rotinas normalmente. A GENTE VAI EMBORA… as brigas, as grosserias, a impaciência, serviram para nos afastar de quem nos trazia felicidade e amor. A GENTE VAI EMBORA… e todos os grandes problemas que achávamos que tínhamos se transformam em um imenso vazio, não existem problemas. Os problemas moram dentro de nós. As coisas têm a energia que colocamos nelas e exercem em nós a influência que permitimos. A GENTE VAI EMBORA… e o mundo continua normal , como se a nossa presença ou ausência não fizesse a menor diferença. Na verdade, não faz. Somos pequenos, porém, prepotentes. Vivemos nos esquecendo de que a morte anda sempre à espreita. A GENTE VAI EMBORA… pois é. É bem assim: Piscou, a vida se vai… O cachorro é doado e se apega aos novos donos. Os viúvos se casam novamente, andam de mãos dadas e vão ao cinema. A GENTE VAI EMBORA… e somos rapidamente substituídos no cargo que ocupávamos na empresa. As coisas que sequer emprestávamos são doadas, algumas jogadas fora. Quando menos se espera… A GENTE VAI EMBORA. Aliás, quem espera morrer? Se a gente esperasse pela morte, talvez a gente vivesse melhor. Talvez a gente colocasse nossa melhor roupa hoje, talvez a gente comesse a sobremesa antes do almoço. Talvez a gente esperasse menos dos outros… Se a gente esperasse pela morte, talvez perdoasse mais, risse mais, saísse à tarde para ver o mar, o pôr do sol, talvez a gente quisesse mais tempo e menos dinheiro. Quem sabe, a gente entendesse que não vale a pena se entristecer com as coisas banais, ouvisse mais música e dançasse mesmo sem saber. O tempo voa. A partir do momento que a gente nasce, começa a viagem veloz com destino ao fim – e ainda há aqueles que vivem com pressa! Sem se dar o presente de reparar que cada dia a mais é um dia a menos, porque… A GENTE VAI EMBORA o tempo todo, aos poucos e um pouco mais a cada segundo que passa. O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO COM O POUCO TEMPO que lhe resta?!
Que possamos ser cada dia melhores, amorosos, humildes, e que saibamos reconhecer o que realmente importa nessa passagem pela Terra!!!
Até porque… A GENTE VAI EMBORA… qualquer dia destes 😉