VIVER SEM TEMPOS MORTOS.

Eu tenho exatamente esta mesma impressão.

“A impressão que eu tenho é de não ter envelhecido, embora eu esteja instalada na velhice. O tempo é irrealizável. Provisoriamente, o tempo parou para mim. Provisoriamente. Mas eu não ignoro as ameaças que o futuro encerra, como também não ignoro que é o meu passado que define a minha abertura para o futuro. O meu passado é a referência que me projeta e que eu devo ultrapassar. Portanto, ao meu passado eu devo o meu saber e a minha ignorância, as minhas necessidades, as minhas relações, a minha cultura e o meu corpo. Que espaço o meu passado deixa para a minha liberdade hoje? Não sou escrava dele. O que eu sempre quis foi comunicar da maneira mais direta o sabor da minha vida. Unicamente, o sabor da minha vida. Acho que eu consegui fazê-lo. Vivi num mundo de homens guardando em mim o melhor da minha feminilidade. Não desejei nem desejo nada mais do que viver sem tempos mortos.”

Simone de Beauvoir

Assista ao vídeo:

MUDAR PARA PORTUGAL – CLIMA E FUSO HORÁRIO: COMO LIDAR COM AS DIFERENÇAS E SE ADAPTAR…

Acompanho o site da Eurodicas a muito tempo, desde que comecei a querer morar em Portugal, depois da nossa aposentadoria. Ás adaptação são muitas com a mudança de País. E este artigo traz algumas reflexões importantes. Quer saber mais? Leiam:

O processo de adaptação de um imigrante a um novo país tem inúmeras camadas, é um processo longo e intenso, que envolve não apenas mudanças internas e emocionais, mas também os aspectos externos e ambientais, como a adaptação ao clima e ao fuso horário.

Esses elementos têm um papel fundamental nos desafios enfrentados diariamente pelos imigrantes e na maneira como percebem o tempo e o espaço em sua rotina. Compreender a complexidade desse processo de adaptação é essencial para o planejamento eficaz da mudança, considerando que o nosso ambiente pode impactar diretamente a saúde mental.

Efeitos do clima na saúde mental

As variações climáticas podem ter um impacto significativo na vida dos imigrantes, especialmente no que diz respeito à saúde mental e física. Lidar com mudanças drásticas dessas condições, como temperaturas extremas, umidade variada, ou estações do ano distintas, pode gerar desconfortos diários que dificultam a adaptação do imigrante.

É frequente que o nosso corpo reaja às mudanças no ambiente e assim, podendo aumentar a ocorrência de sintomas como gripes ou dificuldades respiratórias. Inicialmente, esses sintomas podem parecer insignificantes, mas ao longo do tempo, podem deixar o imigrante mais cansado, irritado e com a imunidade mais baixa.

Antes de estabelecer uma rotina, o imigrante precisa enfrentar diversas burocracias, e, portanto, lidar com sintomas físicos e mentais pode dificultar ainda mais esse período que demanda bastante energia.

O inverno pode impactar na saúde mental

A saúde mental também pode sofrer impactos, especialmente em regiões com invernos longos e dias mais escuros. Essas condições climáticas podem provocar mudanças de humor e, indiretamente, influenciar nas atividades sociais.

O clima muitas vezes limita o estrangeiro em realizar atividades recreativas, levando-o ao isolamento social e impedindo a participação em atividades cotidianas ao ar livre.

Em casos mais graves, pode ocorrer a depressão sazonal, um tipo de transtorno relacionado às mudanças sazonais durante o ano. Esses sintomas são mais comuns durante os meses de outono e inverno, quando há uma redução na exposição à luz solar.

Acredita-se que a falta de exposição à luz do sol tenha um papel crucial no desenvolvimento da depressão sazonal. Isso porque a falta da luz natural pode causar um desequilíbrio na produção da serotonina e melatonina, substâncias fundamentais para regular o humor e o sono.

Os principais sintomas desse transtorno são:

• Sentimentos persistentes de tristeza;

• Perda de interesse ou prazer e atividades que costumavam ser agradáveis;

• Baixa energia ou fadiga;

• Alterações no sono;

• Alterações no apetite;

• Dificuldades em se concentrar em tarefas ou tomar decisões;

• Pensamentos negativos sobre si e sobre o futuro;

• Sentimentos de desesperança e desamparo.

Como se adaptar às condições climáticas?

A adaptação às mudanças climáticas pode ser um desafio adicional para os imigrantes, mas existem estratégias que podem facilitar esse processo. Conheça algumas:

Informação e conscientização climática

Antes de mudar para outro país é crucial obter informações detalhadas sobre o clima local. Isso permite uma preparação mais eficiente para a transição, sendo útil também ficar atento às variações de temperatura e estações ao longo do ano durante a rotina no novo ambiente.

Rede de apoio

Buscar ajuda de familiares e de outros estrangeiros na mesma comunidade oferece a oportunidade de compartilhar experiências, conselhos e estratégias de adaptação. Isso promove um senso de pertencimento para o imigrante e estimula sua vida social, ao se envolver em atividades novas e fora de casa.

Acesso a recursos

Para um imigrante recém-chegado, pode ser confuso preparar sua habitação para climas diferentes. Saber como adequar sua moradia ao clima local e as suas necessidades é essencial para viver em condições confortáveis.

Ajuda especializada

Fazer terapia on-line para quem mora fora (ou presencial) vai ajudar a lidar com as questões emocionais. Elas variam individualmente entre os imigrantes, em alguns casos, a busca de um profissional da área da saúde mental pode ser fundamental para compreender sobre suas emoções e identificar fatores que facilitam ou dificultam a adaptação.

Em casos de suspeita de depressão sazonal é aconselhável procurar ajuda terapêutica ou psiquiatra para uma avaliação detalhada e um diagnóstico correto.

O tratamento mais utilizado envolve exposição controlada à luz solar por meio de luzes artificiais. Além disso, o acompanhamento de profissionais da saúde tem o objetivo de verificar a evolução do cliente e a qualidade de vida emocional.

Efeitos do fuso horário a saúde mental

Outro desafio que pode dificultar a adaptação do imigrante é a mudança de fuso horário. A falta de sincronia entre o relógio biológico e o novo ambiente pode resultar na desregulação do sono. A longo prazo, isso pode aumentar o estresse e prejudicar a saúde mental.

Os distúrbios mais comuns incluem insônia, sonolência excessiva, terror noturno, bruxismo, sonambulismo, narcolepsia, apneia do sono, entre outros.

Isso ocorre porque os processos fisiológicos que regulam os padrões de sono podem ser perturbados pela mudança abrupta no fuso horário. Essa desregulação pode impactar o equilíbrio dos hormônios e dos neurotransmissores, contribuindo para o estresse e impactando o humor.

É natural que nos primeiros momentos em um novo país, o estrangeiro tenha mais dificuldade de se adaptar ao fuso horário, e espera-se que essa sensação se ajuste ao longo dos dias. No entanto, para algumas pessoas, isso pode ser extremamente desafiador e trazer consequências para sua rotina, como:

• Fadiga e sonolência durante o dia;

• Dificuldades de concentração devido ao cansaço;

• Maior probabilidade de desenvolver problemas da saúde mental, como ansiedade ou depressão;

• Prejudicar a performance ou desempenho no trabalho;

• Conflitos de relacionamentos devido às variações de humor;

• Irritabilidade e estresse.

Como se adaptar ao fuso horário?

Uma estratégia para enfrentar o estresse da adaptação em um novo país é manter uma conexão sólida com a família no Brasil.

No entanto, devido ao fuso horário, isso pode se tornar um desafio adicional. Portanto, é crucial estabelecer horários regulares para a comunicação ou explorar formas de interação que não exijam que as pessoas estejam online simultaneamente. Essa prática ajuda a manter laços fortes mesmo à distância, e proporcionando apoio emocional da família quando necessário.

Essa abordagem também pode ser utilizada para auxiliar aqueles imigrantes que trabalham no exterior. Nesses casos, encontrar um equilíbrio entre reconhecer os seus limites pessoais e suas obrigações profissionais é fundamental. A comunicação clara sobre as suas necessidades e flexibilidades ajuda a estabelecer uma vida pessoal e profissional saudável e em harmonia.

Tenha paciência com a adaptação

A adaptação a um novo fuso horário é uma questão de tempo, que exige paciência enquanto o corpo se ajusta gradualmente a novos hábitos.

Criar uma rotina consistente, com horários específicos para dormir, acordar, comer e trabalhar, facilita a regulação do relógio biológico. Evitar cochilos prolongados durante o dia e fazer atividades físicas regularmente contribuem para melhorar a qualidade do sono e reduzir o estresse diário.

No processo de adaptação, é fundamental reconhecer que leva tempo para resolver os desafios.

Permita-se tempo para as coisas se ajustarem. Além disso, não deixe de se expor à luz natural sempre que for possível.

Morar fora não é um conto de fadas,

mas estabelecer uma rede de apoio, incluindo amigos, familiares e profissionais da saúde mental, é essencial, especialmente em momentos mais difíceis. Buscar ajuda quando necessário pode fazer toda a diferença no processo de adaptação do imigrante.

By Julia Cardozo, psicóloga.

Fonte:

PRECISO PARAR DE CORRER… DE CORRER!

PRECISO CORRER do assaltante, dos haters, dos ultraprocessados, do açúcar, do aspartame, do sódio, do caramelo IV, dos operadores de telemarketing, dos agrotóxicos, das sustâncias cancerígenas, da pessoa que tenta me vender assinatura de revistas no aeroporto.

PRECISO PARAR DE CORRER porque meu pai está envelhecendo rápido e todos os dias perco uma chance de tomar com ele uma garapa na feira e falar dos poucos pássaros que ainda vivem na selva de logomarcas em torno de nós.

PRECISO CORRER porque a meta da empresa e o crachá no meu peito e CEO na palestra e o salário na conta e o funcionário mais novo e com mais energia do que eu.

PRECISO PARAR DE CORRER do medo de ficar pobre, de ser uma profissional medíocre, de ser motivo de piada, de não ser lembrada nem nesta data querida.

PRECISO CORRER dos negacionistas, da reascensão do fascismo, dos ataques terroristas, dos ataques nas escolas, da misoginia, da xenofobia, da violência urbana, da truculência policial, dos monarquistas, da nova censura, dos ultraimbecis da extrema estupidez.

PRECISO PARAR DE CORRER mas o meu médico não deixa, o meu chefe não deixa, o meu personal não deixa, o meu gerente do banco não deixa, a desvalorização da moeda não deixa, a urgência climática não deixa.

PRECISO CORRER do cabeleireiro que quer pintar meus fios brancos, da depiladora que quer me deixar com vulva de Barbie, da vitrine que quer que eu use a última moda, da vendedora que quer que eu parcele em dez vezes, do dermatologista que não quer saber de pintas, só de Botox, da amiga que diz que isso só se resolve com lipo.

PRECISO PARAR DE CORRER porque o eclipse lunar, o orgasmo múltiplo, as estradas menos viajadas, a aurora boreal, a vontade de aprender piano.

PRECISO PARAR DE CORRER porque há muito não choro e até para poder chorar é preciso tempo.

PRECISO CORRER porque meus bíceps, meus tríceps, meu açúcar no sangue, minha perda de estrógeno, meus ossos com pouco cálcio, minha perda de memória, minha incapacidade de achar a próxima palavra.

PRECISO PARAR DE CORRER porque o poder do agora, a professora de ioga, o psicanalista, a psiquiatra, a massagista, a aula de meditação, o Feng Shui, o Reiki, o acupunturista, a cromoterapia.

PRECISO CORRER para pagar tudo isso.

PRECISO PARAR DE CORRER porque, enquanto dou likes para centenas de pessoas que nunca vi, minha filha cresce e a menina que foi nunca mais volta.

PRECISO CORRER porque a vizinha piscou de um jeito lascivo para o meu marido no elevador e meus glúteos já não são os mesmos e minha idade já não é a mesma e minha libido já não é a mesma e como tenho medo de envelhecer.

PRECISO PARAR DE CORRER porque te amo e faz tempo que não paro para te olhar direito e te dizer a única coisa que importa ser dita.

PRECISO CORRER porque sou uma mulher contemporânea e todos os dias tomo um expresso duplo para ficar bem acordada e produzir mais, apesar do meu corpo cansado, contra o meu corpo cansado, a despeito do meu coração que palpita.

PRECISO PARAR DE CORRER, do contrário só descansarei quando cair dentro de um caixão de mogno e finalmente poderei esticar as canelas e me corroer por tudo o que tão inutilmente sonhei.

PORQUE HÁ MUITO NÃO CHORO E ATÉ PARA PODER CHORAR É PRECISO TEMPO.

Por Giovana Madalosso (FSP 18/3/24)

DESAPOSENTAR

Gostei muito deste texto de Domingos Pellegrini, leiam:

Ele chegou à praça com uma marreta. Endireitou a estaca de uma muda de árvore e firmou batendo com a marreta. Amarrou a muda na estaca e se afastou como para olhar uma obra de arte.

Não resisti a puxar conversa:

  • O senhor é da prefeitura?
  • Não, sou da Alice, faz quarenta e dois anos. Minha mulher.
  • Ah… O senhor quem plantou essa muda?
  • Não, foi a prefeitura. Uma árvore velha caiu, plantaram essa nova de qualquer jeito, mas eu adubei, botei essa estaca aí. Olha que beleza, já está toda enfolhada. De tardezinha eu venho regar.
  • Então o senhor gosta de plantas.
  • De plantas, de bicho, até de gente eu gosto, filho.
  • Obrigado pela parte que me cabe…

Ele sorriu, tirou um tesourão da cinta e começou a podar um arbusto.

  • O senhor é aposentado?
  • Não, sou desaposentado. Foi podando e explicando: Quando me aposentei, já tinha visto muito colega aposentar e murchar, que nem árvore que você poda e rega com ácido de bateria… Sabia que tem comerciante que rega árvore com ácido de bateria pra matar, pra árvore não encobrir a fachada da loja? É… aí fica com a loja torrando no sol!

Picotou os galhos podados, formando um tapete de folhas em redor do arbusto.

  • É bom pra terra… tudo que sai da terra deve voltar pra terra… Mas então, eu já tinha visto muito colega aposentar e murchar. Botando bermuda e chinelo e ficando em casa diante da televisão. Ou indo ao boteco pra beber cerveja, depois dormindo de tarde. Bundando e engordando… Até que acabaram com derrame ou enfarte, de não fazer nada e ainda viver falando de doença.

Cortou umas flores, fez um ramalhete:

  • Pra minha menina. A Alice. Ela é um ano mais velha que eu, mas fica uma menina quando levo flor. Ela também é desaposentada. Ajuda na escola da nossa neta, ensinando a merendeira a fazer doce com pouco açúcar e salgados com os restos dos legumes que antes eram jogados fora. E ajuda na creche também, no hospital. Ihh… A Alice vive ajudando todo mundo, por isso não precisa de ajuda, nem tem tempo de pensar em doença.

Amarrou o ramalhete com um ramo de grama, depositou com cuidado sobre um banco.

  • Pra aguar as mudas eu tenho que trazer o balde com água lá de casa. Fui à prefeitura pedir pra botarem uma torneira aqui. Disseram que não, senão o povo ia beber água e deixar vazando. Falei pra botarem uma torneira com grade e cadeado que eu cuidaria. Falaram que não. Eu teria que ficar com o cadeado e então ia ser uma torneira pública com controle particular, e não pode. Sorriu, olhando a praça.
  • Aí falei: então posso cuidar da praça, mas não posso cuidar de uma torneira? Perguntaram, veja só, perguntaram se tenho autorização pra cuidar da praça!!! Nem falei mais nada. Vim embora antes que me proibissem de cuidar da praça… Ou antes que me fizessem preencher formulários em três vias com taxa e firma reconhecida, pra fazer o que faço aqui desde que desaposentei… Tá vendo aquele pinheiro fêmea ali? A Alice que plantou. Só tinha o pinheiro macho. Agora o macho vai polinizar a fêmea e ela vai dar pinhões.
  • Eu nem sabia que existe pinheiro macho e pinheiro fêmea.
  • Eu também não sabia, filho. Ihh… aprendi tanta coisa cuidando dessa praça! Hoje conheço os cantos dos passarinhos, as épocas de floração de cada planta, e vejo a passagem das estações como se fosse um filme!
  • Mas ela vai demorar pra dar pinhões, hein? – falei, olhando a pinheirinha ainda da nossa altura. Ele respondeu que não tinha pressa.
  • Nossa neta é criança e eu já falei pra ela que é ela quem vai colher os pinhões. Sem a prefeitura saber … e a Alice falou que, de cada pinha que ela colher, deve plantar pelo menos um pinhão em algum lugar. Assim , no fim da vida, ela vai ter plantado um pinheiral espalhado por aí. Sem a prefeitura saber, é claro, senão podem criar um imposto pra quem planta árvores…
  • É admirável ver alguém com tanta idade e tanta esperança!

Ele riu:

  • Se é admirável eu não sei, filho, sei que é gostoso. E agora, com licença, que eu preciso pegar a Alice pra gente caminhar. Vida de desaposentado é assim: o dinheiro é curto, mas o dia pode ser comprido, se a gente não perder tempo!

ENVELHECER SEM FILTROS E REGRAS QUE TE DIZEM! NATURALMENTE…

Parabéns Sr Hermes pelo corajoso e sincero depoimento. Um desabafo! Leiam:

“Carta aos futuristas da longevidade !

Cansei. Para ser bem específico? cansei de ler artigos sobre “como devo viver a velhice”; Quem os escreve não tem noção da realidade; se eu, leitor idoso, levar esta turma a sério, vou colocar nas minhas costas toneladas de culpa por não ser o que deveria ser – o que me nego a fazer.

Não viajo por falta de grana e de saúde. Não tenho forças para encarar um aeroporto. ou dez horas de ônibus. A falta de grana é autoexplicativa.

Não estudo/leio por causa de problemas na vista. Com uma lupa, consigo digerir uma cinco páginas por dia, e olhe lá.

Sou solitário, sim. Meus amigos de longa data, sem mesmo me mandar um Instagram avisando, partiram… antes de mim.

Nao dirijo mais, por respeito à vida alheia. Minhas fugas ao volante se restringem a 600 metros na rua onde moro.

Minha conta na farmácia é maior que a de supermercado. Várias partes do meu corpo excederam o prazo de garantia,

Dependo dos meus filhos para fechar as contas do mês. Eles são maravilhosos: além da ajuda, nos amam e não me cobram pelo fato de eu não ser um idoso ideal.

Contento-me com o pouco que é muito. A companhia da minha esposa. A presença de Deus. O carinho dos membros da minha igreja. O amor dos meus filhos. Poder servir a Deus, mesmo com todas as limitações.

Por favor, parem de escrever bobagens, generalizando as exceções. Parem de vender modelos/soluções paliativas para minha geração, já aprendi que o corpo envelhece o espírito cresce , a sabedoria nasce e sei muito bem onde as dores e a esperança se encontram ! E basta !!!”

Quando eu leio um depoimento sincero deste… simples, claro e objetivo 👀 sem meias palavras… tenho que tirar o chapéu e aplaudir de pé. Confesso 👀 que…

Sim, não podemos generalizar. Não deveriam existir regras e nem receitas iguais para todos. Em nenhum campo da Longevidade!!

Sr Hermes por exemplo, declarou ter o amor dos filhos, e inclusive “que não o cobram pelo fato dele não ser um idoso ideal” (fantástica definição); ele tem a companhia da esposa, o carinho dos amigos, e a presença de Deus em seu coração.

Que dádiva maravilhosa !! Que raro!! Quantas pessoas idosas que conhecemos podem afirmar o mesmo?

Ao mesmo tempo, admite numa boa, de forma muito bem humorada “que várias partes do meu corpo excederam o prazo de garantia”….. essa é a parte que provavelmente a maioria de nós já sente, ou começou a sentir; ou seja o “ônus” da Longevidade.

Tenho aprendido que somos diferentes, cheios de experiências vividas que nos fazem ser o que somos hoje. Muitas vezes não escolhemos, acontece conforme a vontade de Deus…

Cabe a nós envelhecer da melhor forma que podemos, aprendemos e queremos. Escolhas! Cada um vive a sua realidade e tenta ser feliz!Sem receitas… Hoje é o que mais vemos nas redes sociais.

Plantar amor 💚🩷❤️💙com os nossos filhos, família e amigos… ao longo da vida 😉 poderá nos fazer colher bons frutos.

Concluindo, é sempre bom a gente poder ler algo realmente autêntico, genuíno, e não extraído de algum manual marketeiro……

Abraços e Obrigado

Sr Hermes.

TURMA DA MONICA ENVELHECENDO…

Achei muito interessante essa reportagem. Gosto de leituras que valorizam o envelhecimento. Vocês sabiam que o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) e o Instituto Mauricio de Sousa acabam de firmar uma parceria que irá viabilizar a produção de uma revista com personagens da Turma da Mônica com o intuito de sensibilizar crianças e adolescentes sobre envelhecimento, inclusão e solidariedade?

Para saber mais detalhes sobre como esse projeto será conduzido, recomendamos a leitura do texto disponível no site do Portal do Envelhecimento e Longeviver, intitulado “Turma da Mônica sensibilizará crianças e adolescentes sobre envelhecimento”.

🔗Clique no link abaixo para ler o texto completo:

https://portaldoenvelhecimento.com.br/turma-da-monica-sensibilizara-criancas-e-adolescentes-sobre-envelhecimento/?amp=1

Boa leitura! 📖💕

Abraços

CONHECENDO PORTUGAL DESCOBRINDO PORTO EM 2 DIAS: UMA AVENTURA INESQUECÍVEL. 🇵🇹

Eu adoro passear nesta cidade, tem muita coisa bonita e história por lá. Algumas dicas para vocês saber o que ver e conhecerem um pouco melhor sobre a cidade do Porto. Visitar o Porto é muito fácil partindo da capital, sendo o trem o meio mais conveniente. A rota Lisboa-Porto oferece um lindo panorama em aproximadamente três horas de viagem, atravessando belas paisagens. A passagem de trem custa 25 euros. Fazer o trajeto de ônibus também é uma alternativa. A viagem leva entre 3 e 4 horas e o custo varia entre 12 e 20 euros.

Há que se começar o roteiro pelo Porto na Estação de São Bento, onde os mais de 20 mil azulejos que forram sua entrada contam histórias do passado. Vale perder uns minutos admirando os detalhes da decoração, que é uma verdadeira obra de arte. Saindo dali, dá para seguir em direção à Torre dos Clérigos, cujo ingresso custa 10 euros. Basta vencer os mais de 200 degraus para chegar ao topo e surpreender-se com uma vista panorâmica de tirar o fôlego.

Bem perto da Torre dos Clérigos fica uma das principais atrações da cidade, a livraria Lello. Trata-se de uma das livrarias mais famosas e bonitas do mundo. O local já era muito frequentado, mas viu sua fama aumentar nos últimos anos por ter, supostamente, servido de inspiração para ambientar o lugar onde Harry Potter comprou seus livros de magia antes de partir rumo a Hogwarts. Interessante, não é? Depois desse tour livreiro, engate um passeio pelo charmoso bairro da Ribeira, caminhando por suas ruas de paralelepípedos para em seguida escolher um terraço à beira do rio e aproveitar a vista com uma taça de vinho do Porto em mãos.

Vale encerrar o passeio pelo centro com uma refeição em um dos restaurantes do Cais da Ribeira, às margens do Douro, onde é possível saborear pratos locais enquanto observa barcos cruzando o rio. Aliás, quem visita o Porto não pode perder a oportunidade de experimentar a francesinha, sanduíche feito com camadas alternadas de pão, presunto, linguiça, carne, salsicha e queijo, coberto com mais queijo e depois mergulhado em um molho feito à base de tomate e cerveja.

O segundo dia começa atravessando o rio até Vila Nova de Gaia para explorar os famosos vinhedos do Porto. Uma visita guiada a uma adega é uma ótima pedida para conhecer o processo de produção do vinho que é símbolo da região, reconhecido em todo o mundo. Provar as suas variações, como o White (aperitivo); Red (para acompanhar sobremesas), Ruby, Tawny e Vintage (digestivos) é obrigatório para quem visita a cidade.

Após visitar as cavas e conhecer os vinhos, há que se continuar o passeio pelo Porto no topo. Um ônibus leva até a estação do Teleférico de Gaia – dá, claro, para chegar até ali a pé – para curtir uma experiência incrível. Observar o Douro e a cidade do alto é inesquecível: a muitos metros de altura, os vinhedos e as construções parecem pintados à mão. O trajeto custa 10 euros, para ir e voltar.

Espero que você aproveite estas dicas quando for conhecer Porto em Portugal. 🇵🇹

Boa viagem.

MUDAR PARA PORTUGAL – SUA CASA É ONDE VOCÊ ESTÁ: COMO FAZER DO PAÍS SEU LAR?

Acompanho o site da Eurodicas a muito tempo, desde que comecei a querer morar em Portugal, depois da nossa aposentadoria. A minha já aconteceu em 2012, já a do meu marido será em março de 2025. Planejo com muito cuidado esta mudança, passo a passo, para com conhecimento geral sobre o novo país, levar todos os documentos e saber os cuidados necessários podermos ter um sucesso maior nesta mudança, sem muitos imprevistos nesta hora. Um cuidado e uma atenção maior acontece por estarmos na terceira idade. Gostei muito deste artigo que faz uma reflexão e dá dicas sobre fazermos da nossa casa… nosso lar. Leiam:

Você já pensou que sua casa é onde você está? Ao chegar a um novo país, as ruas podem ser intimidadoras. Lidar com pessoas, idiomas e regras diferentes pode ser desafiador, e é comum que a casa do imigrante seja o refúgio onde buscam conforto e paz. Transformar uma casa em lar pode demandar tempo, especialmente no exterior, onde tudo é novidade.

Algo que muitos estrangeiros desconhecem é que a nossa casa pode ser um reflexo da nossa mente. Em outras palavras, se ela está desorganizada ou incompleta, pode ser um momento oportuno para refletir se sua mente está na mesma condição.

Por que é importante construir um lar?

Numa coluna, já falaram sobre o clima e o fuso horário, falaram sobre como lidar e se adaptar com as diferenças e abordou como o ambiente externo pode afetar na saúde mental dos imigrantes. Mas é importante ressaltar que os ambientes internos também têm esse efeito.

É essencial para o imigrante explorar novos lugares e culturas para se integrar a um novo país. No entanto, para vivenciar completamente a experiência da imigração, é fundamental que o seu lar acompanhe esse processo, proporcionando uma harmonia entre o sentimento de pertencimento tanto nas ruas de um novo país quanto nos momentos individuais da sua rotina em casa.

Para aqueles imigrantes que não se sentem adaptados á nova cultura, seu lar pode refletir esse sentimento de não pertencimento. É comum que, sem perceber, o estrangeiro evite se estabelecer em sua casa, pois isso significa a concretização da mudança e ele pode se sabotar, sentindo-se culpado por abandonar suas raizes.

Nesses casos, é válido reconhecer a importância de se sentir pertencente e acolhido em sua própria residência. Gradualmente, isso pode estimular o sentimento de pertencimento em outras áreas da vida, como no trabalho, círculos de amizade ou atividades fora de casa.

Crie um ambiente acolhedor, invista em itens que transmitam conforto e tranquilidade, mesmo as pequenas decorações, como almofadas, plantas ou porta-retratos, podem fazer uma grande diferença.

As necessidades de cada perfil

Existem diversos perfis de imigrantes, e a maneira com escolhem conduzir sua jornada pode afetar sua adaptação. Cada um enfrenta dificuldades e facilidades específicas, por isso reconhecer suas necessidades individuais é essencial.

Vou falar sobre os principais perfis de estrangeiros e trazer algumas sugestões que podem ajudar a transformar suas casas em verdadeiros lares.

Estudantes ou intercambistas

Esses são casos bastante comuns em que os estudantes precisam compartilhar acomodações com pessoas desconhecidas, às vezes de diferentes nacionalidades. A falta de intimidade e os espaços partilhados, geram frequentemente a sensação de viver em um ambiente estranho, quando, na verdade, a casa é de todos.

Esse sentimento pode levar o estudante ao isolamento social ou a se sentir excluído dentro do seu próprio lar. A limitação de espaço pode tornar esse processo mais desafiador. Por isso, é crucial investir nos espaços, mesmo que sejam pequenos.

Sugestões para melhorar a sua casa enquanto estudante

Por exemplo, se você tem apenas uma cama, é importante garantir que ela seja confortável. Se houver uma parede vazia, pendure fotos suas ou de pessoas especiais para você. Tente trazer objetos pessoais e simbólicos que o ajudem a se reconectar com a sua própria identidade.

Outro aspecto importante é estar aberto a conhecer e conviver em harmonia com os seus companheiros de casa. Estabelecer regras claras e investir em uma comunicação efetiva pode ser essencial para evitar mal entendidos, já que a responsabilidade pela casa deve ser de todos.

Além disso, os colegas de casa podem proporcionar uma oportunidade para socializar, e obter apoio de pessoas que estão passando por situações semelhantes.

Imigrantes solo

Nesses casos, é comum que o objetivo do imigrante seja viver de forma independente, sem compartilhar sua casa com outras pessoas, podendo ou não ter tido essa experiência no Brasil. No entanto, as dinâmicas podem ser diferentes no exterior.

O sentimento de solidão pode ser mais intenso, e a falta de conexão com a cultura pode se estender para a sua própria residência, já que não há ninguém para compartilhar suas emoções e fortalecer os vínculos com seu país de origem.

Ter companhia durante o processo de imigração pode alterar a perspectiva que se tem da sua casa. Isso ocorre porque as pessoas contribuem para transformar sua residência em um lar. Você pode compartilhar suas preocupações no seu próprio idioma, receber apoio nos momentos difíceis e celebrar as alegrias com alguém.

Sugestões para melhorar a sua casa morando sozinho

Quando se emigra sozinho, é fundamental que a sua casa proporcione acolhimento, mesmo que você seja o único ocupante. Nesses casos, você tem mais liberdade para decorar o espaço, trazendo objetos que lhe tragam conforto e reflitam sua personalidade.

Também é importante valorizar sua própria companhia e se sentir confortável em estar sozinho, especialmente em um ambiente que tenha esse propósito. A solitude é benéfica e podemos usar para autoconhecimento.

Naturalmente, é importante buscar momentos de socialização também. Fazer novos amigos, estar aberto a socialização. Outra sugestão é convidar pessoas para visitar sua casa, sejam visitantes do Brasil ou amigos que vivem no exterior. Isso pode criar uma sensação de movimento em sua residência, mostrando que além de acolher a si mesmo, você também pode acolher os outros.

Casal de imigrantes

Nesses casos, o casal que decide emigrar junto conta com a companhia um do outro, porém é essencial aprenderem sobre o seu papel na relação. Os dois podem enfrentar muitas situações estressantes juntos, e por isso, é crucial saber como ser o suporte um do outro para evitar transformar o lar em um ambiente mais estressante ainda.

Construir ou decorar uma casa juntos pode proporcionar a sensação de companhia, porém, é possível se sentir solitário mesmo na presença de seu parceiro. Além disso, é importante ter cuidado para não sobrecarregar um ao outro, pois na maioria das vezes eles são suas únicas companhias.

Sugestões para melhorar a casa do casal imigrante

Casais que estão pensando em viver a experiência da imigração devem cuidar para evitar que tragam os problemas que já existem no Brasil para o exterior. Ao chegar no novo país, também é essencial evitar misturar o que é da relação entre os dois e o que é pessoal de cada um. Quando a convivência se torna intensa demais, sua casa pode se tornar apenas um local para despejar problemas, em vez de um verdadeiro lar.

Para um casal, a sua casa representa o espaço onde escolheram compartilhar e construir suas vidas em conjunto; por isso, é tão importante cuidar dela. Quando o casal está em harmonia, isso se reflete no ambiente doméstico, tornando-o um lugar agradável para continuarem juntos na jornada migratória e do casamento.

Famílias com filhos

Pais de crianças pequenas ou adolescentes, passam por grandes adversidades na imigração. Lidar com a própria adaptação já é um grande desafio, e somar isso à preocupacao com a adaptação dos filhos torna tudo ainda mais complexo.

No início da mudança é comum que os filhos tenham dificuldade em compreender o sentido dessa transição e os altos e baixos do processo. Isso pode resultar em grande frustração e afetar a dinâmica familiar, influenciando na percepção da criança sobre onde é o seu verdadeiro lar, no Brasil ou na casa nova.

Sugestões para melhorar a casa da família

É crucial que a família seja paciente durante esse processo, e sempre que possível, envolva os filhos em atividades que promovam a conexão entre eles. Por exemplo, permitir que a criança tenha autonomia para decorar seu novo quarto, escolhendo alguns móveis ou decorações, isso ajudará a criar uma maior afinidade com esse novo ambiente.

Além disso, pode ser útil trazer para a residência objetos ou brinquedos que tenham significado para a criança, para que ela associe a nova casa. Reproduzir atividades familiares que costumavam fazer em sua casa antiga, como noite de jogos ou sessões de filmes em família, pode proporcionar mais segurança para a criança, e consequentemente para toda a família.

Tenha paciência com o tempo da mudança

Há diversas maneiras de viver a imigração, e diversas formas de como transformar a sua casa em um lar. É importante reconhecer que cada indivíduo possui as suas próprias necessidades… e tem seu tempo próprio.

Essas dicas podem te oferecer um direcionamento e estimular a refletir sobre esse processo, mas é essencial incluir o autoconhecimento para determinar se essas sugestões são suficientes para que você se sinta em casa na nova cultura.

Esse é um processo lento e desafiador, que pode exigir paciência, mas alcançar o senso de pertencimento em sua casa deve ser um dos maiores objetivos do processo de adaptação do imigrante. Se você estiver enfrentando dificuldades significativas, não hesite em buscar ajuda, seja de uma terapia psicológica ou da comunidade de brasileiros que vivem no seu país.

Compartilhar experiências em um ambiente seguro com pessoas que enfrentam situações semelhantes pode ajudá-lo a se sentir mais integrado, tornando sua adaptação mais leve e reduzindo a sensação de solidão.

Gostaram das dicas?

By Julia Cardozo

Fonte: