O TEMPO PASSOU…

O tempo passou. Não sei dizer se lenta ou apressadamente. Ou se simplesmente ao seu tempo.

Olhando para trás há tantas memórias, histórias, realizações. Meio século e pouco na medida comum de tempo.

Fiz muito neste tempo. Deixei de fazer zilhões também.  Perdi tempo com muitos medos, mas economizei tempo com as certezas. Perdi tempo em muitos vazios. Ganhei tempo com filhos. Gastei tempo trabalhando. Entretanto, ganhei tempo experimentando.

Fui consumida com o tempo de reuniões infindáveis, fui recompensada neste tempo conhecendo gente interessante. Passei muito tempo chorando por amores não correspondidos e ao fim economizei tempo conhecendo aprendendo a reconhecer o caráter das pessoas. Briguei com o tempo para cumprir prazos. Fui premiada com tempo livre ao terminar antecipadamente algumas obrigações.

Com tudo isso, o tempo se incumbiu, ele mesmo, de ditar seu ritmo. Muitas vezes o minuto levava horas. Outras tantas, as horas passavam num piscar de olhos. O que é o tempo, nem sei dizer, mas sei que ele passou. Sinto que sim, confirmo na pele, no espelho e nas fotos. Entretanto, o aguardo incessantemente.

Nesse tempo futuro ainda busco outros tantos tempos. Desejo ter tempo para novas experiências em assuntos nunca antes aventurados, ou naqueles que me justificava em não fazer, argumentando prontamente a falta de tempo.

Quero outro tanto de tempo para descobrir o mundo fora da minha caixa de certezas. Tempo para conhecer novas culturas, pontos de vista originais e diferentes realidades. Tempo para digerir estes novos aprendizados e tempo para florescer internamente com o aprendido.

Tempo para reconhecer tempo ocorrido. Tempo para reconhecer a finitude do meu próprio tempo neste plano.

Este tempo medido em tique-taques é completamente diferente do tempo medido em ritmo cardíaco ou respiradas conscientes. Preciso de algum tempo para definir a medida de tempo que me é mais apropriada.

O tempo do tique-taque é contínuo, igual. Não apressa. Não atrasa. O tempo das batidas do coração é comandado por sentimentos, sustos, incertezas e alegrias. Pode ser  louco, desconcertante; e em outras situações, tranquilo e relaxante. Descompassado, dançante. Apaixonado, inebriante. Seu bater inconstante é divertido e assustador. Pode ser visto por todos. Por fadiga, na respiração pesada e no rubor.

Preciso de mais tempo pra conhecer novas pessoas e para manter as queridas até agora. Preciso de tempo para o mar e para amar. Para calmamente olhar para o céu, e, sem pudor dançar na chuva, descalça, rodopiando.

Nesse tempo futuro aproveitar o agora. O presente. Cada tiquinho de tempo como se fosse o último. E, lá na frente, na despedida poder  escrever: Sim, meu tempo foi perfeito.

*Publicado em 18/09/2017 no site osegredo.com.br – o tempo passou

A VIDA É AQUI E AGORA.

“Esta vida vai passar rápido, não brigue com as pessoas, não critique tanto seu corpo. Não reclame tanto. Não perca o sono pelas contas. Não deixe de beijar seus amores. Não se preocupe tanto em deixar a casa impecável. Bens e patrimônios devem ser conquistados por cada um, não se dedique a acumular herança. Deixe os cachorros mais por perto. Não fique guardando as taças. Use os talheres novos. Não economize seu perfume predileto, use-o para passear com você mesmo. Gaste seu tênis predileto, repita suas roupas prediletas, e daí? Se não é errado, por que não ser agora? Por que não dar uma fugida? Por que não orar agora ao invés de esperar para orar antes de dormir? Por que não ligar agora? Por que não perdoar agora? Espera-se muito o Natal, a sexta-feira, o outro ano, quando tiver dinheiro, quando o amor chegar, quando tudo for perfeito… Olha, não existe o tudo perfeito. O ser humano não consegue atingir isso porque simplesmente não foi feito para se completar aqui. Aqui é uma oportunidade de aprendizado. Então, aproveite este ensaio de vida e faça o agora…

Ame mais, perdoe mais, abrace mais, viva mais intensamente e deixe o resto nas mãos de Deus.”
(Texto de Marcela Taís)

SABOREANDO A VIDA…

Gostei disto: A vida é curta, quebre regras, perdoe rapidamente, não reclame, não critique, seja amável, agradeça sempre, beije lentamente, ame de verdade, ria descontrolavelmente, e nunca pare de sorrir, por mais estranho que seja o motivo.
E lembre-se que não há prazer sem riscos.
A vida pode não ser a festa que esperávamos, mas uma vez que estamos aqui, temos que comemorar cada dia e agradecer! Aprecie sem moderação…

MEMÓRIAS AFETIVAS… NOSSAS MELHORES LEMBRANÇAS.

Se perguntarmos para muitos dos leitores qual o lugar que traz mais memórias afetivas, boa parte deles responderá que é a cozinha. Os odores, sabores e a constância à mesa serão as referências. Pode ser a cozinha da própria casa, da avó, de tios distantes. Porém, se a pergunta for quanto ao móvel que traz esta lembrança afetiva, a mesa será a campeã.

Acredito que muitos têm boas histórias para contar cujo enredo se dá em torno de uma mesa. Nem sempre pela comida farta, pratos luxuosos ou requintados. Todo mundo tem uma história de pão com ovo, uma sopa ou qualquer coisa tão simples quanto, aquecendo o coração.

A memória de estar ao redor da mesa da cozinha enquanto  se aguardava a comida, se escolhia o arroz, ou se assistia a mágica da mistura de farinha, ovos, sal e leite e dali surgirem bolos e doces.

Outros devem ter memórias do tempo que se divertiam com os amigos à mesa em um jogo de baralho ou mesmo de tabuleiro. Aquele tempo que passava sem que ninguém desse conta do adiantado da hora. Lembrança de gente rindo; do blefe; do grito de truco. Ou ainda dos amigos sisudos concentrados nas cartas até que um dos jogadores desanda com o jogo ao fazer uma piada da situação.

Quem nunca esteve numa mesa a dois, mãos dadas sobre ela, quase repetindo a cena de ‘A dama e o Vagabundo’, como o casal canino dividindo a macarronada e terminando em um  beijo por estarem comendo o mesmo fio de macarrão?  Não precisa haver velas, guardanapos de tecido e flor de centro. Apenas amor. Amor, carinho e unidade representados na fartura de conversa olho no olho, solta e franca, entremeada de risada, projetos e dedicação integral um ao outro.

Há quem possa mencionar ainda as memórias criadas em torno de mesas de bar, confraternizando com os amigos. Lembranças muitas vezes impublicáveis, mas que ganham ares de lenda, pois são recontadas e recriadas em todos os encontros depois de certo tempo de amizade com reverência e solenidade, ainda que seu conteúdo possa ser “proibido para menores”.

Minhas melhores lembranças de família são em torno de mesas. Ainda que estivéssemos sentados na cozinha bebendo água. Não era pela comida. Era pelo poder agregador que ela trazia. A possibilidade de se colocar os cotovelos nela e poder segurar o queixo com as mãos enquanto escutava as histórias das minhas irmãs, tias, primos. Ou ainda deitar a cabeça nos braços e continuar a participar da escuta. Foram milhares de conversas iniciadas muitas vezes no lanche da tarde e quando percebíamos estava anoitecendo, sem que houvéssemos parado de conversar.

Foram conversas em torno da mesa baixa na varanda da casa da praia durante um jogo de buraco. São lembranças usando uma banqueta como mesa enquanto tomávamos sol na praia e vinha o rapaz gritando – Olha o mate! Olha o sorvete! Conversas ao redor da mesa na cantina da faculdade enquanto matávamos aula (pouquíssimas vezes).

Conversas com meus filhos enquanto faziam a lição da escola na mesa da sala.

Estou aqui, na mesa do escritório, tentando me lembrar de porque resolvi escrever sobre mesas e lembranças. Me dei conta de que foi numa mesa com alguns amigos que não via há tempos. Pela sensação que tive de que parecia somente um instante desde o último encontro. Do tanto que rimos, contamos casos e criamos planos para viagens futuras.

Durante um tempo eu fiquei analisando a cena. Não julgando. Simplesmente desfrutando de tamanha amizade e criando mais memórias. Reforcei em meu coração o porquê de gostar tanto deles e o quanto espero podermos estar novamente sentados ao redor de uma mesa, com a mesma vibração.

*Publicado em 20.05.18 no site osegredo.com.br – Memórias afetivas, nossas melhores lembranças

REZA DE MÃE…

Pra vcs 👀😉 com amor ❤️❤️

REZA DE MÃE

Nem imagino onde eles estão agora.
Era mais fácil quando vestiam o pijama
e pediam a história do elefante azul.
Parece que restou um cheirinho de talco
na almofada do quarto;
deve ser só impressão…
Nesse tempo, eu não tinha medo da noite
ela era o telhado dos poetas;
as sombras eram apenas a franja
mal aparada dos anjos.
A trava na porta me bastava.
Hoje, as camas vazias me assustam.
Elas acusam o passar das horas
e denunciam a revoada dos pardais,
os meus pardais.
Já não posso abrir minhas asas sobre eles.
São pequenas demais para cobri-los,
frágeis demais para defendê-los.
Ainda bem que me resta a prece,
minha aliada nos dias de nuvens e
nas madrugadas sem fim.
Peço perdão pela insistência,
mas reza de mãe é assim mesmo:
pura perseverança.
Que Deus abençoe minhas crianças
de barba na cara e calçado quarenta e dois
(o resto na vida é secundário e fica pra depois);
que as ilumine com Seu sorriso
e, se preciso, acione Seu séquito de estrelas
(se tiver que usá-las, prometo devolvê-las).
E quando o cansaço me quiser já recolhida,
hei de poder sorrir pela missão cumprida.

Fonte: Em Chão de Vento, 2005

SABER VIVER…



Não sei… Se a vida é curta
Ou longa demais pra nós,
Mas sei que nada do que vivemos
Tem sentido, se não tocamos o coração das pessoas.

Muitas vezes basta ser:
Colo que acolhe,
Braço que envolve,
Palavra que conforta,
Silêncio que respeita,
Alegria que contagia,
Lágrima que corre,
Olhar que acaricia,
Desejo que sacia,
Amor que promove.

E isso não é coisa de outro mundo,
É o que dá sentido à vida.
É o que faz com que ela
Não seja nem curta,
Nem longa demais,
Mas que seja intensa,
Verdadeira, pura… Enquanto durar.

(Autor desconhecido)

CONFORTÁVEL!

Depois de tantas buscas, encontros, desencontros, acho que a minha mais sincera intenção é me sentir confortável, o máximo que eu puder, estando na minha própria pele. É me sentir confortável, mesmo acessando, vez ou outra, lugares da memória que eu adoraria inacessíveis, tristezas que não cicatrizaram, padrões que eu ainda não soube transformar, embora continue me empenhando para conseguir.

Estou assim como Ana Jácomo descreve.

ATIVANDO A ESSÊNCIA.

Sente-se num lugar calmo e iluminado. Pode ser dentro de casa, assim como no quintal, no parque, à beira mar.

Se estiver sentado em cadeira, busque uma posição confortável. Costas eretas, pés inteiros no chão. Se não houver cadeira, sente-se em posição de lótus ou o mais próximo dela. Coluna ereta. Em ambos os casos, deixe as mãos sobre as pernas, relaxadas.

Encontre um ponto à sua frente para fixar a visão e respire lentamente. Inspire e expire pelas narinas lentamente.

Agradeça ao seu Deus de devoção. Agradeça ao Universo. Agradeça a si mesmo. Sinta a presença divina ao seu redor e dentro de seu próprio coração.

Continue a respirar lentamente, mirando o ponto a sua frente.

Sinta a luz em movimento ao seu redor. Perceba a luz e as sombras. Agradeça a luz que te envolve. Reconheça que a sombra nem sempre é  escuridão. É apenas um obstáculo momentâneo à passagem direta da luz. Resgate a sensação interna da luz. Respire e agradeça a luz interna e externa e perceba ali a sua essência.

Busque dentro de si amorosidade e bondade. Em oração, deseje que estes sentimentos se espalhem pelo mundo. Luz, bondade, amorosidade.

Respirando lentamente, reconheça a sua força interior. Agradeça. Perceba quando da força, toda sua coragem. Sinta-se amparado pela força do Universo. Agradeça. Em oração, deseje que estes sentimentos se espalhem pelo mundo. Luz, bondade, amorosidade, força e coragem.

Ainda com os olhos fixos no ponto, sinta como o amor cresce dentro de você. Sinta a plenitude do amor universal dentro do seu coração e da sua mente consciente.

Agradeça. Perceba que amor atrai amor. Luz atrai mais luz. Harmonia atrai harmonia.

Perceba que com o coração leve de tanto amor; com a mente forte pelo reconhecimento de sua coragem, ainda que fatos negativos lhe atinjam, você estará pronto para enfrenta-los. Deixe o amor e paz universais fluírem dentro de você. Permita que eles transcendam seu interior.

Seja um farol de luz.

Seja fonte de força e coragem.

Seja a paz e o amor que tanto almeja.

Inspire e expire fundo ainda lentamente. Agradeça pelo que é.

Mais que tudo, permita-se ser.

*Publicado no site osegredo.com.br em 02.05.18 – Giana Benatto Ferreira. Ativando sua essência

VOCÊ VAI…

Bom saber que quando envelhecer podemos nos sentir assim como Augusto Branco nos diz. Leia:

Você vai envelhecer e talvez o tempo, este invejoso, queira riscar o teu rosto e apagar um pouco do brilho do sorriso teu.

Talvez você já não engate tantos olhares, nem tantos suspiros quando passar por aí,e talvez você se olhe no espelho e sinta saudade dos dias de tua juventude, mas não sinta…

Você continuará linda, porque você não é apenas uma mulher muito linda, você é uma pessoa muito linda!

E ainda que o destino fosse cruel, e quisesse colocar uma sombra sobre teu olhar, eu continuaria a olhar pra você e a te dizer o quanto você é linda, sim, linda assim, linda pra mim.

QUASE…

Esta cronica de Sara Westphal me fez pensar na importancia de ter atitudes em nossa vida. Eu nunca quis ter uma vida sem graça, morna…. embora as vezes refletisse muito antes de tomar uma atitude, quando escolhia meu caminho… não olhava muito para traz. As poucas vezes que me senti meio travada… foram importantes para superar os desafios que tive. Grandes aprendizagens vem de dentro para fora!

“Ainda pior que a convicção do não e a incerteza do talvez, é a desilusão de um quase. É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi. Quem quase ganhou ainda joga, quem quase passou ainda estuda, quem quase morreu está vivo, quem quase amou não amou. Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas idéias que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver no outono.

Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna; ou melhor não me pergunto, contesto. A resposta eu sei de cor, está estampada na distância e frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos “Bom dia”, quase que sussurrados. Sobra covardia e falta coragem até para ser feliz. A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai. Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor, sentir o nada, mas não são. Se a virtude estivesse mesmo no meio-termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza. O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si.

Não é que fé mova montanhas, nem que todas as estrelas estejam ao alcance, para as coisas que não podem ser mudadas resta-nos somente paciência porém, preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer. Pros erros há perdão; pros fracassos, chance; pros amores impossíveis, tempo. De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma. Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance. Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar. Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu.”