APOSENTOU… E AGORA…

IMG_0860“Não apenas se aposente de algo; tenha algo para qual se aposentar”. Harry Emerson Fosdick. 

Quando chega nossa tão sonhada aposentadoria, depois de saboreá-la por um tempo, muitas vezes nos sentimos meio perdidos… sem saber como aproveitar “todo aquele tempo” que temos agora. Sonhamos tanto! Aviso, acontece com todos que param de trabalhar um dia, e são bem ativos, mas acredite é temporário. Pelo menos foi comigo, logo vamos nos encontrando neste novo momento da nossa vida e vamos em busca das coisas que queríamos fazer antes… e não tínhamos tempo, lembra? Andamos mais devagar… Passamos a ter tempo de apreciar mais as coisas. E vamos aos poucos vivendo novas experiências e construindo outras histórias.

Mas durante este processo (leva um tempinho, não desanimam… passa logo!) leiam o que Nanete Costa (Contadora e Bancária aposentada) nos diz:

Após 31 ininterruptos anos de trabalho, eis que me deparo com uma demissão intempestiva mas voluntária  e a questão: O que farei do meu tempo agora?

Sofri um período de luto natural com o desvinculo do trabalho mas, envolvida em reformas intermináveis, ocupei –me o suficiente para sentir-me recuperada deste “luto”.

Mas as obras acabam….e agora? Percebo, enfim, que minha identidade era simplesmente funcional. Nunca meditei sobre o meu papel como ser humano, quem sou, o que pretendo e tudo o mais. Qual o meu propósito de vida?

Obviamente a ausência de atividade intelectual ou quaisquer atividades que valorize o ser, tende a deprimi-lo e, exceto pelo fato de não me permitir fraquejar, estou ciente que estou predisposta a sofrer desse mal.img_2981E por ter que resistir à tais sentimentos  busco informações, orientações. Dentre estas, encontrei vários textos bem interessantes nesse blog (viverdepoisdos50.com  e https://oterceiroato.com/) e em outros, onde percebi que não consigo listar praticamente nada em minha vida que possa resultar em sentimentos negativos  e que só tenho a agradecer.

Leiam também:

https://oterceiroato.com/2016/08/10/7-passos-para-encontrar-seu-proposito-depois-da-aposentadoria/

https://oterceiroato.com/2016/06/20/como-viver-em-portugal-depois-de-aposentar/

Busco melhorar minha proximidade com outras pessoas que vivem situações parecidas com a minha e criar vínculos, ampliar amizades, juntar forças, estimular outros a buscar mais informações,  e lembrar a importância da gratidão em nossas vidas.

Agradecer e tentar  acalmar nossas mentes inquietas.  Ressaltar diariamente todas as coisas boas que nos acontecem e as excelentes pessoas que nos cercam.

Bora comigo nessa? Idéias não vão faltar.

Saiba mais novas idéias:

https://oterceiroato.com/2016/02/29/aposentando-em-portugal-tipos-de-vistos-d7-para-aposentados/

https: //oterceiroato.com/2016/10/24/intercambio-na-terceira-idade-londres/

 

 

COM O TEMPO VOCÊ APRENDE…

“Aprender sempre e evoluir eternamente”. Wagner Alonson

Penso que a vida é uma caixinha de surpresas… Sim, é feita para você aprender sempre! Assim sendo você vai errar, aprender, evoluir, ver… quando escolher o seu melhor caminho…  seguindo sempre em frente… Poi é, um ciclo que está em constante evolução e sempre se movimentando, basta estar vivo rsrsrs.

Portanto temos  sempre a oportunidade de escolher”, “refletir”, “fazer” e “refazer”… A junção de tudo isso (re)constrói quem somos nós agora.

Adoro esta crônica ” Um dia você aprende…”… é a mutação de um poema de autoria de Veronica Shoffstall, escrito no seu anuário escolar em 1971, muitas vezes também atribuído á grandes autores como Willian Shakespeare. Nos diz muito sobre nossas aprendizagens durante toda a vida, leiam:

“Depois de algum tempo, você aprende a diferença, a sutil diferença entre dar a mão e acorrentar uma alma. E você aprende que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança. E começa a aprender que beijos não são contratos e presentes não são promessas. E começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança.

E aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão. Depois de um tempo, você aprende que o sol queima se ficar exposto por muito tempo. E aprende que não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam… E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la por isso. Aprende que falar pode aliviar dores emocionais.

trate-bemDescobre que se levam anos para se construir confiança e apenas segundos para destruí-la, e que você pode fazer coisas em um instante, das quais se arrependerá pelo resto da vida. Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias. E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você é na vida. E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher. Aprende que não temos que mudar de amigos, se compreendemos que os amigos mudam, percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos.

Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa, por isso sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas, pode ser a última vez que as vejamos. Aprende que as circunstâncias e os ambientes têm influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos. Começa a aprender que não se deve comparar com os outros, mas com o melhor que pode ser. Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser, e que o tempo é curto. Aprende que não importa aonde já chegou, mas onde está indo, mas se você não sabe para onde está indo, qualquer lugar serve. Aprende que, ou você controla seus atos ou eles o controlarão, e que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem dois lados.

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Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as consequências. Aprende que paciência requer muita prática. Descobre que algumas vezes a pessoa que você espera que o chute quando você cai é uma das poucas que o ajudam a levantar-se.

Aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que você aprendeu com elas do que com quantos aniversários você celebrou. Aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha. Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens, poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.

Aprende que quando está com raiva tem o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de ser cruel. Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame, não significa que esse alguém não o ama com tudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso.

Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes você tem que aprender a perdoar-se a si mesmo. Aprende que com a mesma severidade com que julga, você será em algum momento condenado. Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte. Aprende que o tempo não é algo que possa voltar para trás.

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Portanto, plante seu jardim e decore sua alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga flores. E você aprende que realmente pode suportar … que realmente é forte, e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais. E que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida!”

Sempre me identifico muito com tudo isso… Com o tempo eu aprendi… muitas detas coisas… e continuo aprendendo. E você?

AH! SE EU SOUBESSE…

“Se eu pudesse novamente viver a minha vida, na próxima trataria de cometer mais erros. Não tentaria ser tão perfeito…” Don Herold.

Pensando no que dizer pra você meu genro Fábio, que faz aniversário hoje… prestes a ser papai em breve… eu falaria pra você aproveitar muito bem a sua vida, saboreando cada momento, sem pressa… pra lá na frente, quando estiver envelhecendo… nunca sentir falta do que poderia ter sido… Faça hoje, aqui, agora… Viva feliz o presente! Amar e aproveitar seu tempo com sabedoria! Nada mais será preciso…

Querendo que você seja muito feliz e tenha uma vida plena… junto a sua família, que começa a ser formada, baseada em muito amor, pensei… Gostaria muito de compartilhar esta crônica de Hugo Lapa, sobre o que “não deveríamos fazer” e como provavelmente pensaríamos, quando chegássemos algum dia ao plano espiritual (ou seria algo muito parecido), caso nos faltasse alguma coisa… Soa-me esta crônica, como um alerta! Queria que você soubesse disso agora. Somos nós que construímos a nossa história. Cuide pra nunca te faltar nada… nem tempo, nem amor, nem família, nem filhos, nem amigos, nem música, nem poesia, nem arte, nem pescaria, nem trabalho, nem coisa alguma… na sua vida, assim (como eu faço) sempre brindará cada lembrança vivida e cada história construída, espero que goste, leia:

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Ah! se eu soubesse… que o tempo é tão curto, teria deixado de lado os problemas pequenininhos, teria ajudado mais pessoas, teria feito mais caridade aos necessitados, e teria deixado o amor fluir… teria sido mais humilde e teria vivido em paz…

Ah! se eu soubesse… teria passado mais tempo com aqueles que amo, teria me preocupado menos, teria tido mais paciência, teria me soltado mais, me desprendido mais, teria vivido mais livre, de forma mais espontânea, mais natural, teria visto o lado bom de tudo, teria valorizado as coisas simples da vida.

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Ah! se eu soubesse… que tudo se esvai, que nada é permanente, que não existe algo fixo, imutável. Se eu soubesse que tudo começa e termina, que os relacionamentos começam e terminam, que a dor lateja e depois vem o alívio… e que o amor renasce, imenso... que a vida se transforma e o amor se refaz, melhor e mais forte ainda. Transborda e pulsa…

Ah! se eu soubesse… que a cobiça gera insatisfação, que a lisonja só cria humilhação, que a preguiça gera estagnação. Se eu soubesse que o medo é sempre maior do que a mente engendrou eu teria me arriscado mais, teria ousado, teria tido a coragem de ser o que eu sou, teria retirado essa máscara que encobria minha verdade, teria desatado o compromisso com o logro, com a burla, teria assumido minha integridade sem divisões, sem fragmentos.

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Ah! se eu soubesse, de tudo isso… teria menos pressa, olharia mais para a vida, veria mais o nascer do dia, comeria com calma o pão de cada manhã, teria feitos mais músicas e poesias, teria plantado uma árvore, corrido no jardim, deitado no chão e rolado na grama… Teria mergulhado e me perdido no tempo, solto em reflexões sobre os mistérios da vida. Teria me desimpedido de autocobranças, teria me aceitado como sou e aceitado o milagre da vida como ele é.

Ah! se eu soubesse… teria sim renunciado aos hábitos arraigados, as discussões estéreis, a especulação teórica. Se eu soubesse, teria permanecido mais na natureza, observando os pássaros, molhando as mãos no rio, pescado mais peixes, sentindo o vento, me aquecendo ao sol da manhã, sujado as mãos na lama e sentido o frescor da chuva… muito mais vezes. Se eu soubesse que sou um ser em desenvolvimento na essência inesgotável e eterna da vida, teria sido infinitamente mais livre e feliz.

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Espero Fabio que você seja muito feliz… nesta linda família que está construindo… completando e alegrando mais ainda a nossa grande  família, maluquinha e animada. Saiba que gosto muito de você, viu? (desculpe o nosso início, faz parte dos nossos aprendizados de vida rsrsrs… dar um tempo ao tempo… Tudo passa, renasce e cresce… o nosso amor floresceu… foi só acreditar e querer, eu quis !)... E que tenho muito orgulho de ver você homem amadurecido, sensível e cheio de sonhos que te impulsionam a correr atras de ir conquistá-los… empurrando os medos e que fazem especialmentevocê construir esta linda família feliz, com certeza repleta de história lindas. Basta amor pra começarmos, isso você tem… o resto, corremos atras!

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Saiba que sempre estarei por perto, conte (m) sempre comigo.

Ofereço esta musica, que eu particularmente adoro, pra você (lembra muito eu e o Zé, a nossa história e desejo imensamente que aconteça com vocês também) ), “Keep it deep within your soul”… vem carregada de sonhos, amor, afeto e esperanças… Sonhos nunca morrem, sabe… aumentam e sempre trazem, novas aprendizagens!! Saiba que é  o que temos de mais precioso na vida. Sonhem, acreditem neles… e amem muito. A magia acontece… Espero que goste:

Obrigada por me dar o privilégio de poder estar sempre com você (s), acompanhando cada desafio e sucesso que a vida lhe traz.

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Brindaremos muito juntos ainda. Seja muito feliz! Beijos.

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SESSENTAR… É APRECIAR A VIDA MAIS DEVAGAR.

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“Qual seria a sua idade se você não soubesse quantos anos você tem?” Confúcio.

Hoje é aniversário do meu irmão Placido… faz 60 anos. Lembro que me assustei um pouquinho quando fiz esta idade e pensei, nossa sessenta anos é muita coisa!!! Mas foi só por um minuto, juro, depois passou e não doeu nada… Foi quando lembrei de tudo o que já tinha vivido, das coisas que aprendi, das vitórias e os desafios que tinha enfrentado… de tantas lembranças que tenho guardada comigo e das mil histórias que construí e carrego pra  contar pro meu legado (foram anos de aprendizagens)… Então parei e pensei no muito que ainda tenho pra fazer, no tanto que quero aprender e viver… e pelo contrario então me acalmei… comecei a celebrar tudo…pois continuo aqui, firme e forte aprendendo á viver cada vez melhor e mais feliz…. Senti-me grata por tudo que sou, e tenho recebido! Então agradeci! E comemorei em grande estilo, em Paris!

Parabéns meu irmão… um brinde as muitas coisas que você já viveu e do quanto aprendeu nestes anos todos de sua vida… por todas as suas superações e conquistas… Foram  muitos desafios, eu sei… que aparecerem na sua (e na nossa) vida e fizeram com que você se tornasse este grande homem que és hoje… forte, corajoso, persistente, batalhador e resiliente… Te amo muito viu?… (também amo muito a linda família que você construiu que só nos traz alegrias). Nunca, nunca mesmo se esqueça disso… tenho muito orgulho de você…  conte sempre comigo… estou sempre bem pertinho e torcendo muito por você e sua família linda!

IRMÃOS 2014

Pensando nisso, neste seu momento… um tema interessante me surgiu, gosto muito desta crônica de José Bernardo Magalhães, que ofereço agora pra você. Penso que ele tem razão. Vale a pena ler, sentir e refletir!! Leia:

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Sessentar é apreciar a vida mais devagar,

é sentir o sabor e o aroma sem a pressa dos que tem pressa de chegar. 

Chegar aonde? Não sabem.

A pressa não deixa saber. Por que saber?

Tudo passa tão rápido e muda tão depressa que não interessa.

Sessentar é saber que já se caminhou boa parte do caminho.

É ter tempo de observar a trajetória e refazer planos.

Redirecionar.

Avaliar e

Seguir em frente.

Aproveitar o conhecimento adquirido para fazer um pouso tranquilo da aeronave que a vida nos entregou.

Assumindo o papel de piloto, deixando de ser passageiro.

Que a vida siga e que todos os pilotos que nos cercam consigam ter um voo tranquilo.

 Que a vida vista de cima possa nos dar um prazer muito grande, que só se pode ter sessentando.

Quem ainda não sesssentou – que pena, vai esperar um pouco mais, mas terá também esta oportunidade.

Quem já sessentou… Bem-vindos ao seleto clube. 

Bem vindo ao nosso Clube! pois Sessentar é pra poucos… e é simplesmente maravilhoso.

IMG_0860Fonte: Texto de José Bernardo Magalhães – executivo aposentado atualmente trabalha como psicanalista e realiza alguns trabalhos voluntários.

Também te ofereço esta musica, que eu aprecio muito… encaixa bem neste momento da nossa vida…. e me faz refletir muito,  enquanto estou envelhecendo…

http://viverdepoisdos50.com/2016/12/sessentar-e-apreciar-a-vida-mais-devagar/

 

VIDA, É ISSO… FILHA!

“Os filhos são para as mães as âncoras da sua vida”. Sófocles.

Pra comemorar hoje o aniversário de minha filha caçula, pensei em alguma coisa que eu poderia lhe dizer sobre a vida, do que penso sobre como ela é! Menina, mulher e futura mamãe encontra-se agora numa fase linda da sua vida e de mulher.

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Eu penso que da vida eu só espero rir dos tombos, aprender com os erros, e continuar acreditando que no final tudo vai dar certo. Tudo passa!!! É, sempre tenho um olhar positivo em relação a vida e muito respeito… isso me ajudou a enfrentar todos os desafios do dia a dia. Por mais difícil que possam parecer, e são muitas vezes, o importante é respirar fundo, ter fé e acreditar que tem solução.

Acredite, sempre tem uma saída! Encontrar os caminhos, construir pontes e refazer as coisas são sempre necessários, a vida está em constante movimento… e eu, sou muito boa nisso rsrsrs… Não importa os tombos que dei, todo mundo dá… Eu levanto, sacudo a poeira e sigo em frente… sou uma resiliente, graças a Deus com muito orgulho!

Percebi que de repente as vezes “a vida te vira do avesso, e você descobre então, que o avesso é o seu lado certo”. Eu descobri isso!

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Sempre me preocupei mais em “construir pontes” ou “mudar meus caminhos”… construindo novas historias pra mim e para os meus… quando não me sentia feliz na vida! Medo, tive muitos… mas acredite e segui em frente. Fechei o livro sim! Construí novas páginas… algumas vezes… Tudo simplesmente para construir novas e lindas histórias de vida. O importante é sermos felizes e sinceros conosco mesmo, sempre… assim seremos mais felizes. Arrependimentos,, não tenho nem quero ter, por isso sigo a voz do coração. Ouça o seu sempre! Tem dado certo!

Da vida não eu quero muito rsrsrs…  Quero apenas saber que tentei tudo o que quis, tive tudo o que pude, amei tudo o que valia a pena e perdi apenas… o que, no fundo, nunca foi meu. Minha opção sempre foi ser feliz!! Na verdade, somos todos viajantes nesta vida. Acredito  que “estar vivo, não é a mesma coisa que viver”… por isso fiz a opção de viver á muito tempo. Sonhe muitoooo, voe alto… corra atrás de realizar cada um deles. Tenha paciência, as vezes isso é necessário, mas só por um tempo… não muito, viu?

Mi… Todo dia é uma nova oportunidade que a vida te oferece e a quem nela crê, então viva… não perca esta oportunidade, faça acontecer!! Eu creio! Tenho Fé! Tenho paz de espírito! Tenho alegria de viver!!!! Eu estou sempre no comando da minha vida, construindo a minha história da uma maneira que eu me sinta bem e mais feliz… faço as minha escolhas, e sigo em frente, sem olhar pra traz… Lembre-se somos responsáveis pelas nossas escolhas… disso eu não abro mão. Aprendi muito com meus pais, de quem me orgulho muito… e são minha referencia, minha raiz, minha fortaleza… e que me mantem firme e em pé até hoje. Quero passar isso pra vocês meus filhos e netos, pra todo o  meu legado.

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Escolhi esta poema de  Augusto Branco… pra você se encantar (assim como eu) e saber um pouco mais sobre o que eu penso da vida, de como vivo e conhecer um pouco mais sobre mim... e dei uns palpitinhos aí rsrsrs… Leia: Depois de algum tempo você aprende que na vida… 

Já perdoei erros quase imperdoáveis,
tentei substituir pessoas insubstituíveis
e esquecer pessoas inesquecíveis.

Já fiz coisas por impulso,
já me decepcionei com pessoas
que eu nunca pensei que iriam me decepcionar,
mas também já decepcionei alguém.
Já abracei pra proteger,
já dei risada quando não podia,
fiz amigos eternos,
e amigos que eu nunca mais vi.

Amei e fui amado,
mas também já fui rejeitado,
fui amado e não amei. Amo muito ainda… e muito,
Já gritei e pulei de tanta felicidade,
já vivi de amor e fiz juras eternas,
e quebrei a cara muitas vezes! Mas levantei e segui em frente.

Já chorei ouvindo música e vendo fotos,
já liguei só para escutar uma voz,
me apaixonei por um sorriso,
já pensei que fosse morrer de tanta saudade
e tive medo de perder alguém especial (acabei perdendo, refiz tudo então e me reconstruí).

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Percebi, que tudo vem a seu tempo! Aprendi afinal a dar um tempo… algumas vezes tive paciência… e esperei. 

Pra plantar… Para crescer… Pra brotar… Pra florescer… Pra colher… Pra agir…  Pra seguir… Pra aprender! Aceitar o ciclo da vida…  Respeitar o fluxo do tempo…  Observar o tempo passar… Esperar o tempo certo.  Foi um grande aprendizado da vida! Dei o tempo necessário…

Aprendi então, que tudo que é bom ou não… Tem um tempo. Tudo vai passar. É isso…Temos que aproveitar! Aprendi e continuo aprendendo…Vivo u dia de cada vez, pensando no amanhã!

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Mas vivi…
E ainda vivo! 
Vivo intensamente.  
Não passo pela vida. 
Faço acontecer!
E você também não deveria deixar ela passar em branco!
Vibre! Viva!!

Bom mesmo é ir à luta com determinação,
abraçar a vida com paixão,
perder com classe
e vencer com ousadia,
porque o mundo pertence a quem se atreve
e a vida é muito, para ser insignificante.
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Sabe, tem coisa que dá vontade de viver de novo. E de novo, e de novo… Então… Viva! Por isso …Sonhe! Realize!! Ouse… Se reinvente… Siga em frente. (Re) Faça quantas vezes forem necessárias… Logo, sem olhar muito pra traz. Você percebe então… que a vida são eternos recomeços. Viver amanhã é muito tarde. Viva o hoje. Viva o agora. Escolha ser feliz, sempre! 

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Assim é a vida… tudo isso e muito mais. Deixe de fazer com que a sua vida seja insignificante. Viva e seja feliz!!! Lembre-se a vida tem a cor que você pinta!!! Torne-a UMA VIDA VIBRANTE E COLORIDA!

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Espero filhota que você seja muitoooooo feliz! Hoje  e sempre… Muito sucesso! Tenho muito orgulho da sua coragem e determinação… Conte sempre comigo, estarei pertinho! Te amo muitoooooo… Felicidades pra esta nova família que você esta construindo… Você é uma grande mulher,!

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CONHEÇA A TEORIA DOS SETÊNIOS: DE 7 EM 7 ANOS A SUA VIDA MUDA COMPLETAMENTE.

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“A Antroposofia é um caminho de conhecimento que deseja levar o espiritual da entidade humana para o espiritual do universo”. Rudolf Steiner.

Interessante conhecer a Antroposofia (ou Antropossofia)  é uma linha de pensamento criada pelo filósofo Rudolf Steiner (1861-1925), que entende e estabelece uma espécie de “pedagogia do viver”, pois ela abrange vários setores da vida humana como a saúde, a educação, a agronomia e outros. É uma doutrina filosófica mística – uma “ciência espiritual”.

Esta linha de pensamento compreende que o ser humano tem que conhecer a si para também conhecer o Universo, pois somos todos parte e participantes desse mundo. “A vida passa depressa, é dinâmica e, entender melhor esses momentos, poderá trazer certa conformidade e esperança”, diz Rudolf Steiner. Tanto chineses quanto gregos foram os primeiros a observar que as mudanças biológicas e espirituais ocorriam de sete em sete anos na vida das pessoas, por isso “setênios”.as-fases-da-vida1Dentro desse pensamento filosófico encontra-se uma forma cíclica de ver a vida chamada “teoria dos setênios”. Tal teoria foi elaborada a partir da observação dos ritmos da natureza, da natureza no sentido da vida, na qual todos nós estamos imersos. Ela divide a vida em fases de sete anos, vale lembrar que o número sete é um número místico dotado de muito poder em quase todas as culturas conhecidas.

Nossa vida é dividida, basicamente em 10 fases principais, sendo elas estabelecidas a cada 7 anos. A cada fase um novo ciclo é iniciado, que envolvem mudanças e transformações em diversos aspectos. Isto é o que concluíram os estudiosos dos setênios. Um estudo que se baseou na medicina tradicional chinesa e na antroposofia (dos gregos) – na qual a medicina antroposófica se baseia.

teoria-dos-seteniosA Teoria Setênia propõe o seguinte:

Penso que se o indivíduo tiver “respeitado” o ritmo de cada setênio, ele chegará no 10º (ou seja, com 70 anos), muito provavelmente com a consciência e a sabedoria necessárias para viver com boa saúde e lucidez, além de amar sem cobrar e ajudar sem perguntar.

O objetivo dos setênios, então, é de alertar as pessoas das fases existentes para que saibam e percebam todas as mudanças que estão enfrentando e as que estão por vir… assim aproveitem de modo mais saudável.

A vida passa depressa, é dinâmica e, entender melhor esses momentos, poderá trazer certa conformidade e esperança. Um dos intuitos deste estudo é fazer com que as pessoas fiquem atentas, que sejam vigilantes com elas mesmas e que possam decidir sobre suas ações de modo a responder aos estímulos diários, mantendo uma vida saudável mesmo em constante mudança.

Algo importante a se destacar é que, como cada um tem sua percepção de mundo e enfrenta as dificuldades a seu modo (além de terem os mais diferentes níveis de intuição, sensibilidade, empatia etc.), pode ocorrer de algumas mudanças que estão situadas em setênios futuros, serem experienciadas, por exemplo, antes de seu tempo, ou então depois do previsto pela teoria.

Até porque, cada ser amadurece de um modo único, exercita sua afetividade à sua maneira e, por essa razão, pode haver essa transição de experiências de um setênio a outro, todavia, costuma ser raro. Conheça como se dividi a Teoria Setênia… os ciclos da vida:AUTOCONHECIMENTO_E_A_TEORIA_DOS_SETENIOS1º setênio – O ninho. Interação entre o individual (adormecido) e o hereditárioDos 0 aos 7 anos de idade:bebe no aviào 2A fase da gestação, nascimento, nutrição e crescimento. No 1º setênio há o encontro entre a parte espiritual da individualidade e a parte biológica, preparada após a fecundação no ventre materno. A primeira infância é uma fase de individuação, de construção do nosso corpo, já separado do da nossa mãe, da nossa mente e da nossa personalidade. A hereditariedade está bem marcada nas células do corpo no 1º setênio, pela ação das forças herdadas, e são armazenadas nos rins para a vida inteira – deixando assim a marca na fisionomia do corpo do indivíduo.

Olha! É a cara da mamãe ou do papai” ou “da vovó/vovô”, são constatações que provam o que foi mencionado acima. Calor, confiança e amor: Eis os três alimentos à criança. Quem cria tal atmosfera para a criança são os pais. Se um dos pais está ausente, o esforço do outro terá de compensar.

A pedagogia Waldorf, usada em algumas escolas tem como filosofia a Antroposofia, entende que na primeira infância a criança tem que perceber os aspectos positivos do mundo, para quererem estar aqui e cultivarem a felicidade em longo prazo.

O primeiro setênio deve oportunizar o movimento livre, a corrida, as brincadeiras, deve permitir que a criança teste e conheça seu corpo, seus limites e suas percepções de mundo. Por isso o espaço físico é muito importante, bem como o espaço do pensar e o do viver espiritual.

2º setênio – Sentido de si, autoridade do outro – Dos 7 aos 14 anos:mae e filhos 20O segundo setênio promove um profundo despertar do sentimento próprio. A energia que emanava do polo superior, da cabeça, se dilui e se encontra no meio do corpo. Começam a surgir os dentes permanentes e inicia-se a evolução dos órgãos do sistema rítmico, aqueles contidos na caixa torácica (coração e pulmão). Os órgãos desse setênio são o coração e os pulmões, esses se desenvolvem promovendo a interiorização e exteriorização da vivência.

É nesta fase que o mundo externo “chega” a nós e, nós, a partir de dentro, podemos nos manifestar e expandir para o mundo. É nesse ponto que a autoridade dos pais e professores assume um papel importante, pois eles são mediadores do mundo no qual a criança se insere. Esquematizando de forma gráfica esse movimento, temos forças entrando e forças saindo. A característica deste setênio é a troca.

Nesse ciclo as normas e os hábitos estão sendo absorvidos, o desenvolvimento sadio do ser humano está relacionado à dosagem, o equilíbrio e a harmonia das relações de autoridade, valores, limites e permissões. É o sentir que está sendo afetado, o desenvolvimento das emoções. Do interior para o exterior e vice-versa.

As estórias infantis, contos de fadas, todo ato de brincar é extremamente saudável pois a criança cria e molda sua participação no mundo. Isso, para o desenvolvimento humano, é bastante mais saudável que situações em que ela se faz apenas como expectadora, como no caso da televisão, ou de jogos eletrônicos. A arte deve ser estimulada desde o primeiro ciclo, mas nesse momento ela se faz muito mais importante, bem como a religião.  Os mundos artístico e religioso auxiliam no sentido de si e do mundo, fluindo a alma, que busca a beleza e a fé.

3º setênio – Puberdade/ Adolescência – Crise de Identidade – Dos 14 aos 21 anos:desapego em movimentoO que todo adolescente busca?… liberdade! Eles não querem os pais, irmãos mais velhos nem professores “pegando no pé”. O que rege esse ciclo é o sentido de liberdade. No sentido corporal, as forças que se acumulavam nos órgãos centrais se espalham e chegam aos membros e no sistema metabólico.

O espaço dessa criança é o mundo, já não pode se resumir a família nem a Escola. Ele precisa se reconhecer e ser reconhecido, aceito, achar a “sua turma” para compor um grupo no qual se identifique.

A liberdade nesse ciclo atua como a vivência do “bom” no primeiro ciclo e do “belo” no segundo ciclo. Ocorre que a liberdade só se dá num ambiente de tensão entre as possibilidades, impossibilidades e desejos. A mulher começa a menstruar e o homem se torna fértil. Essa tensão costuma gerar rompimentos, as vezes esses rompimentos são violentos, mas são necessários e próprios desse ciclo. Essa liberdade também tem um sentido de exposição. Tudo está voltado para o externo, para fora, para o mundo. Há uma dificuldade em ouvir o outro e entender suas posições, tudo deve seguir o seu sentimento de mudança, de julgamento de certo e errado, de bom e ruim.

As trocas nesse ciclo são importantíssimas. O diálogo, a abertura ao novo, a prática da compreensão, da solidariedade, assim como o seu reconhecimento e o pertencimento. Os questionamentos são fruto desses choques. É o momento de questionar a tudo e a todos.

Também é o momento do discernimento, das escolhas profissionais, do vestibular, do primeiro emprego, pois a liberdade também só faz sentido quando percebemos a vida econômica. O dinheiro então pode ganhar um sentido de poder que talvez não seja saudável. É a partir desta idade que começamos a ter um pensamento mais autônomo, ainda que, nesta época, acreditemos estar amadurecidos para efetuar julgamentos.

A fase onde o ser humano sai do mundo mais paradisíaco e cósmico da infância e entra no mundo terreno. Ele se torna cidadão terrestre, coparticipante da cidadania, de seu lugar, sociedade, e do mundo.

4º setênio – O ‘EU” – A Independência e a Crise do Talento – Dos 21 aos 28 anos:

Abraçar  eu feliz  amor 1

A partir dos 21 anos nossa individualidade, nosso self, toma uma força considerável na tentativa de estabilização. O “Eu” começa realmente a se mostrar, mesmo ainda estando em formação. No entanto, para que esse “Eu” apareça e se forme, mesmo sendo algo subjetivo e interno, ele depende do mundo exterior, da sociedade.

O fim do crescimento corporal instaura o início de um processo de crescimento mental e espiritual, somos então “cidadãos de dois mundos: o celeste e o terrestre”. Músculos e ossos estão fortes, homem e mulher atingem o ápice da fertilidade, além de ser a fase da alma, da sensação e da emoção. Geralmente já não moramos mais com a família e já não estamos mais na escola. É o momento da autoeducação, do emprego, do desenvolvimento dos talentos, etc. Surgem dúvidas como: Escolhi a profissão certa? Quais talentos e aptidões eu deixei para traz? Consegui uma boa relação com o mundo, com o trabalho, com a família e comigo mesmo?

A história das pessoas começa a ser traçadas por elas mesmas, pois há uma tomada de caminho que não depende mais, diretamente, das outras instituições. É uma emancipação em todos os níveis, mas como resultado de toda a experiência nos três primeiros setênios. Surpreendentemente, é também a fase em que mais nos influenciamos pelos outros, pois a sociedade dirá o ritmo da vida de cada um.

Nesse ciclo, os valores, aprendizados, e lições de vida passam a fazer mais sentido.  As energias estão mais pacificadas. Nosso lugar no mundo é o principal objetivo. A colocação profissional assume um papel muito importante.teoria setênios-15º setênio – Fase Organizacional e Crises Existenciais –  Dos 28 aos 35 anos:

Quem nunca ouviu falar na “crise dos 30”? Ela não é um mero mito, ela existe e tem explicação. O 5º setênio começa com essas crises na vida, o abalo da nossa identidade, a cobrança do sucesso que talvez ainda não tenha atingido, a certeza de não podermos tudo, de onde vem a frustração e tristeza.

A sensações de angústia e vazio são muito comuns. Em algumas sociedades as pessoas nesse ciclo não encontram um lugar para si e se veem entre a juventude e a velhice ou maturidade. O baço-pâncreas não sustenta mais a carne, e o rosto começa a enrugar. As pessoas passam a não se conhecerem, pois, seus gostos mudam – ou por si mesmos ou pela pressão dos outros. Sentimo-nos impotentes nesta passagem da juventude para a maturidade, de um viver mais impulsivo para um viver mais sério, responsável, voltados para a família e para o trabalho.

Nesta fase vem a crise dos talentos: Será que estou no caminho? Qual o caminho a escolher? Também há questões sobre intelecto e índole próprios. Como: Consegui me expressar? Eu me sinto oprimido ou oprimi alguém? Encontrei meu local de atuação? Ocorreu alguma modificação importante em minha vida nessa fase?

Nesse ciclo os sentimentos nos levam também a uma busca espiritual maior, um “caminho da alma”. Estamos suscetíveis ao cosmos, às oscilações e às vezes a harmonia custa a acontecer. Somos cobrados por estrutura, firmeza, estabilidade, uma base, um pilar, que seja material e que também sejam mental e espiritual. A Antroposofia acredita que logo após o 31 ½ ano, que corresponde à metade do 63º. ano de vida, estamos no final das atuações planetárias e zodiacais. Depois dessa idade, ficamos mais livres.

Estamos realmente, nessa fase, em organização. Estamos tendo crises, mas é por meio dessas crises que construímos novos pensamentos, novos valores, terminamos relacionamentos e começamos outros, mudamos de emprego, de ideologias, de partidos políticos, enfim… crises, desorganizações e reorganizações. É nesse ciclo que passamos a pesar uma série de coisas, avaliar a trajetória da nossa vida, esse não lugar nos força a perguntar “quem sou eu”. Há uma renovação a partir desse ciclo.

6º setênio – Crise de Autenticidade – Dos 35 aos 42 anos:gratidaofoto02Esse setênio, embora tenha suas peculiaridades, está ainda ligado aos setenio anterior, ruminando os resultados das crises. Reconhecemos também uma espécie de crise nesse setênio, mas uma crise que busca uma autenticidade, geradas pelas reflexões do ciclo anterior.  Temos, aqui, mais capacidade de julgamento, gozamos de mais maturidade psíquica e emocional.

Em geral, já acumulamos alguns bens materiais ou ao menos conseguimos uma renda que seja suficiente para as questões básicas de consumo. O desafio, então, é encontrar valores espirituais e nos reconhecermos como seres únicos. A pergunta é: como é que encontro o caminho para a essência do mundo e para a minha própria essência?

Esse setênio configura a última fase do desenvolvimento da alma propriamente dita, estamos propensos a adentrar mais profundamente no nosso mundo espiritual, na parte mais sensível de nós. Buscamos a essência de tudo, no outro e em nós. Isso passa a acontecer com mais força nesse setênio pois, aqui, já há maturidade e aprendizado suficiente para esse conhecimento. O fígado perde metade de suas funções e o cabelo começa a cair e embranquecer.

A carreira, a família (ou não) os desejos, tudo já teve seu tempo. Já alcançamos as conquistas que nos eram urgentes. Há um desaceleramento. É possível que esse ciclo traga um descontentamento com o novo. Pode ser que o sujeito questione se, chegando aos 40 anos, ainda há algo novo para se fazer. Buscar coisas novas é um exercício importante para esse ciclo. Em contraponto ao novo, há uma aceitação maior do que se é, de como se é, das histórias e experiências de vida.

Mudanças do ritmo do nosso corpo e da nossa mente, o que é algo importante para alcançarmos frequências mais sutis de pensamento, onde estará nosso corpo suprassensível. É a fase da alma da consciência. As perguntas são: Já passou a metade da vida, o que farei daqui pra frente? Acrescentei novos valores à minha vida? Estou encontrando minha missão de vida? Estou caminhando nela? Encontrei e aceitei minha questão básica de vida.

7º setênio – Altruísmo X Quere manter a Fase Expansiva –  Dos 42 aos 49 anos:ir embora 3É um ciclo que tem um “arde recomeço, de ressurreição, de alívio, até a crise dos trinta perde a força e parece não ter tido resultados tão graves como se pensava. É, porém, o momento de buscar, desesperadamente, por algo novo, para que a vida adquira sentido.

As mudanças nesse setênio são urgentes. Mesmo que nem todos estejam preparados para elas. As questões existenciais retornam com uma certa força, mas agora elas mais dinâmicas e menos melancólicas pois o sujeito já se vê capaz de produzir essas mudanças. O lema é “como está, não dá pra ficar”.

Essa dinâmica impulsiona a tomada de decisões que, por vezes, ficou anos sendo gestadas dentro de si. Pode ser a separação conjugal, a saída de uma empresa, ter um filho, etc. É uma fase que corresponde, em termos energéticos, à fase que vai dos 14 aos 21 anos. Ficamos saudosistas, queremos ir à Disney e reviver coisas da nossa adolescência. Voltamos a desafiar nosso corpo e fazer esporte. É uma fase solar.

O medo do envelhecimento surge. As questões internas despertadas pelos ciclos anteriores perdem um pouco de espaço para a estética e a necessidade de se fazer coisas que os jovens fazem. Os pulmões perdem mais capacidade de oxigenar o sangue, o rosto se torna descolado, a andropausa e menopausa geralmente chegam nesse setênio.  As rugas e a menopausa são os espinhos das mulheres nesse setênio. A sexualidade retoma uma importância crucial. Contudo, a força que se perde com o declínio da sexualidade pode e deve ser empregada em outros nichos.

Esse setênio traz o contraditório: queremos mudanças, estamos em busca do novo, mas o envelhecimento que é uma mudança natural nos assusta, incomoda, gera ansiedade, muda nosso comportamento com relação a nós mesmos e ao mundo. Assim, sucumbimos à força do “sósia”, ou seja, da sombra, daquilo que está diretamente ligado aos aspectos pessoais não resolvidos, não integrados.

Nos enxergamos nas sombras do outro e entramos em confronto. As relações ficam à mercê das emoções distorcidas pelo que não vemos em nós, mas vemos nitidamente nas pessoas. No entanto, o que acontece é um espelhamento. A nova visão nessa etapa da vida questiona: Estou desenvolvendo alguma criatividade nova? Em que área? Como está meu casamento? E meus relacionamentos, a relação com meus filhos? Estou procurando ou já encontrei um novo lazer para esta fase?

8º setênio – Ouvir o mundo – Dos 49 aos 56 anos:BIAPodemos reconhecer essa fase como sendo do “pai e da mãe universal”. É a fase de desenvolvimento do espírito. É um setênio tranquilo e positivo. As forças energéticas voltam a estar concentradas na região central do corpo, mas estão voltadas ao sentimento da ética, da moral, do bem-estar, questões universais, humanísticas.

É a fase inspirativa ou moral, e com isso, as perguntas: Consegui encontrar um novo ritmo de vida? Como está meu ritmo anual, mensal, semanal e diário? Quais são os galhos secos de minha árvore, os quais tenho de cortar para que os novos brotos possam aparecer?

É um momento em que estamos mais conscientes do mundo e de nós mesmos. É um bom momento para reconhecer os méritos da nossa história, aceitando-a sem julgamentos. Esse ciclo desperta em nós o existencialismo para observarmos mais de perto o valor simbólico das coisas. Deixamos o pessoal, particular em busca do universal, do humanístico, do existencial. A vitalidade declina, a energia dos rins e do fígado está mais fraca e surge a incapacidade de eliminar mais toxinas.

Contudo, alguns podem incorrer na falha dos egocentrismos, pois um ciclo depende do seu anterior. Assim, pode haver pessoas nesse setênio completamente voltadas para si, suas necessidades e do seu grupo. O desapego é uma consequência da vida pregressa.

Em termos físicos, esta fase espelha fisiologicamente o setênio 7 a 14 anos, o elemento do ritmo tem de ser priorizado, especialmente na condução de uma rotina. A vida nos ensina nesta época uma nova audição, temos a possibilidade de ouvir a voz do coração para esta renovação ético / moral que agora é propícia.

9º setênio –Abnegação e Sabedoria –  Dos 56 aos 63 anos:avos-vivem-mais2A Antroposofia acredita que o 56º ano de vida traz uma brusca mudança. Ela está na forma como a pessoas se relaciona consigo e com o mundo. Como os ciclos se correspondem, esse se liga ao primeiro setênio, aquele que vai do nascimento até os sete anos de vida. A audição, a visão, o paladar das pessoas dessa fase se iguala e o mundo fica estranho.

Contudo, essa fase, por exemplo, evidencia uma volta para dentro de si. O interno passa a fazer muito mais sentido que o externo. É importante internalizar-se, desenvolver os sentidos espirituais. A comunicação com o mundo externo passa a ter ruídos, principalmente pelas mudanças que a sociedade sofreu nesse período inteiro.

A reclusão passa a ser algo natural, boa para a autorreflexão e a busca pela essência. A sabedoria pelo conhecimento acumulado e a intuição que passa a ser mais clara, tornam-se elementos fundamentais dessas pessoas. Elas são o contraponto do sentimento de fracasso e insucesso que, porventura, possa aparecer, vindo dos questionamentos daquilo que se alcançou ou deixou de alcançar.

É a etapa mística ou intuitiva: O que eu consegui realizar? Como estou cuidando do corpo, da memória, dos órgãos dos sentidos? Como estão meus bens e aposentadoria?

Os dentes começam a cair, a visão e a audição se tornam mais fracos, os reflexos e a mobilidade passam a sofrer alterações em razão do declínio energético dos órgãos sólidos (coração, baço-pâncreas, fígado e rins). Certos cuidados se fazem muito importante, como a estimulação da memória, mudanças de hábitos, recursos criativos. Isso porque a aposentadoria pode ser algo limitador, especialmente para aqueles que durante toda a vida atribuíram muita importância ao status profissional e agora temem não ter outra forma de autorrealização.IMG_0860Atividades muito bem-vindas nesse setênio são as acadêmicas – lecionando ou fazendo novos cursos – escrever textos ou um livro, o laser em grupos de pessoas na mesma fase da vida, viagens e outras formas que relacionem prazer e aprendizado. A aproximação da família ou a construção de novas famílias também ajudam a dar novo sentido à vida, além do prazer de se tornar avós… é bem comum neste período…

10º setênio – Em Diante – Sabedoria – Dos 63 aos 70 anos: img_3295É importante pensar que essa teoria foi pensada em uma época em que a expectativa de vida era muito baixa e as pessoas com 60 anos eram verdadeiros anciãos. Logo é preciso também compreender que os ciclos são metafóricos e não tem uma relação matemática exata.

É a “fase do mestre”. A criança pequena tem em volta de si uma aura, uma luz, pois ainda não está totalmente encarnada. No 10º setênio, essa aura está interiorizada e luminosa por dentro, desde que a pessoa não esteja doente.

Se tiver respeitado o ritmo de cada fase, sua luz interior brilhará. Idosos e crianças são parecidos, pois são polos que se atraem. É o momento de passar o “cedro” ou o “cajado” do conhecimento! É um novo escutar e, neste momento, a pessoa é procurada a dar conselhos. As questões são: Tenho momentos bons, sentimento de gratidão e alegria? Sou capaz de perdoar? Busca de sentidos e do Propósito da vida!teoria setenio 3Vivendo os setênios:  old-people-616718_640
Como você vê, nossa vida é feita de uma forma cíclica. Nossa energia vital circula pelas diversas fases da nossa vida. Nossa mente tem diferentes estágios de aprendizado e nossa espiritualidade pode estar mais ou menos aberta também conforme cada estágio. Agora que as fases dos setênios foram apresentadas, é importante saber como aproveitar essa sabedoria.

Hoje talvez essa divisão seja um pouco diferente e, com certeza, faz sentido pensar em mais um ou dois ciclos de sete anos, visto que estamos vivendo cada dia mais, mas o aprendizado com a Antroposofia e a teoria dos setênios é enorme. Metaforicamente ou não, poucas linhas de pensamento conseguem dar pensar de forma sistêmica como essa. De forma que é impossível pensarmos em algo tão complexo quanto a nossa vida de forma linear e homogênea.

paisÉ preciso que a pessoa seja sempre ela mesma, mas saber das mudanças da vida e do corpo para pode tirar proveito de todas as fases. As condições básicas para o bem-estar é sentir o seu corpo e agir de acordo com isso. O corpo tem sua própria sabedoria, então não o perturbe e não se deixe levar apenas pela cabeça.

Compreender as fases ou ciclos da vida é importante para aprendermos mais sobre nós mesmos e sobre o outro, adquirindo mais expertise no cuidado com as pessoas, especialmente os coachees, que devem ser peritos no desenvolvimento e aprendizagem humana. Saber sobre cada etapa nos possibilita saber mais sobre as crises e lidar melhor com elas.

idosos alegria  abraçar mae 4  felizHá uma série de arquétipos que podem ser observados nessas diversas fases, mas isso é assunto para um novo artigo. Lembre-se sempre de se lembrar de nunca esquecer que o saber é o nosso bem maior, cada leitura, cada livro, cada conhecimento acumulado é uma forma de sermos melhores e mais capacitados, além de nos conhecermos mais a cada dia.

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Fonte: http://www.jrmcoaching.com.br/blog/a-teoria-dos-setenios-os-ciclos-da-vida/ e

Adaptado do Texto de: Helena Gerenstadt – Por: Natália & Flávia – Bem Viver + | www.bemvivermais.comAdaptado do Texto de: Helena Gerenstadt

 

 

 

DESCOMPASSO NO DESEJO SEXUAL DE HOMENS E MULHERES ACIMA DE 50 ANOS…

“ Me descubro um pouco mais a cada dia, minhas ânsias e desejos… isso é fundamental para dizer quem eu sou, porque às vezes eu mesma me surpreendo”…

A medida que vamos nos tornando mais maduros e envelhecendo muita coisa muda em nosso corpo. O importante é buscarmos informações e tratamentos adequados à medida que os probleminhas vão surgindo… tentando minimizar ou solucionar. A medicina está muito avançada hoje em dia e sempre temos opções para a maioria dos casos. Uma conversa sincera e aberta com seu medico de confianças podem ajudar muito. Leia o que o Dr. Márcio de Sá nos diz:

É muito frequente haver um descompasso no desejo sexual entre mulheres e homens nos casais com mais de cinquenta anos. “Acredito que um dialogo honesto pode trazer de volta a responsabilidade sexual de ambos e melhorar muito este descompasso”.

A Pós-menopausa, ou Climatério, é o período que se segue à menopausa, ou última menstruação.

A andropausa , ou climatério masculino, que também existe – e sobre o qual eu tratarei num próximo artigo – é a disfunção, a mudança hormonal, que ocorre nos homens um pouco mais tardiamente, por volta dos cinquenta anos.

Esse descompasso no desejo sexual tem como razão, na grande maioria dos casos, as mudanças psíquicas que ocorrem nas mulheres durante o climatério.Velhos-sexoAs mudanças hormonais do climatério masculino causam, diferentemente, transtornos sexuais de outra ordem, relacionados aos problemas de ereção peniana. Estes problemas são capazes de refletir, também, às vezes muito negativamente, no desejo sexual masculino.

O que acontece, então, no viver e na prática quotidiana da vida sexual de um casal de mais de 50 anos é, principalmente, um descompasso de libido feminino-masculina.

As mulheres, em sua grande maioria, perdem ou vivenciam uma importante diminuição do desejo e do interesse sexual, enquanto para a grande maioria dos homens, o mais importante problema é a Disfunção Erétil (o distúrbio de ereção peniana).

As mulheres podem se tratar com a reposição hormonal, para a grande maioria das quais os resultados são excelentes (não se deve esquecer, entretanto, dos potencialmente graves e frequentes efeitos colaterais, tromboembolismo, sobretudo).

Os homens podem se tratar com os medicamentos – o Viagra é um deles – que melhoram muito a disfunção erétil (mas que apresentam também efeitos colaterais e contra-indicações absolutas: os que sofrem de problemas cardíacos, por exemplo).

Maria José N., de 57 anos, teve sua última menstruação aos 53 anos. Desde então, progressivamente e de maneira cada vez mais intensa, a sua libido foi diminuindo, diminuindo, até que o seu desejo sexual extinguiu-se por completo.

A constatação deste fato a deprimiu. Ao mesmo tempo, surgiram, para a sua total infelicidade e crescente desespero, a gama completa dos sintomas da disfunção hormonal da pós-menopausa: nervosismo intenso, uma crescente irritabilidade com todos e com tudo, os terríveis e abruptos calorões e a secura vaginal.

Em completo desespero, ela procurou o seu ginecologista, que explicou-lhe longamente toda a sua problemática e propôs-lhe a reposição hormonal. Ela aceitou e, ao cabo de dois meses após o início do tratamento, para seu grande alívio, Maria José voltou a ser a pessoa que tinha sido quando ainda menstruava.velhos-nudismo[1]Tudo o que a atormentava desapareceu e as recusas às investidas sexuais do seu marido – às quais, até então, ela penava para aceitar-, tornaram-se de novo um prazer.

Sete meses depois, entretanto, muito assustada com um grave acidente de Tromboembolismo Pulmonar ocorrido com sua amiga Clara M., de 62 anos, que fazia reposição hormonal há cerca de um ano e meio, ela procurou novamente o seu ginecologista.

Em comum acordo, foi decidida a interrupção do tratamento com os hormônios sintéticos e o uso unicamente de um creme vaginal à base de hormônios, que normalmente não são absorvidos pelo organismo, mas que tratam de maneira muito eficiente a secura vaginal. Este tratamento está sendo um sucesso para Maria José.

Até a última vez em que a vi em consulta domiciliar, motivada por um resfriado muito forte, ela estava bem, com a libido e tudo o mais em forma.

Francisco T. é um homem de 56 anos, divorciado, grande sedutor e considerado um “boa pinta”, muito feliz até 8 meses atrás com a sua ativa vida sexual com a namorada de 39 anos. Nesta época, ele começou a apresentar problemas, que me descreveu como uma “falha mecânica…” , que o deprimiram.

Ao final da nossa consulta domiciliar, na qual ele me fez umas 15 variadas perguntas sobre a disfunção erétil, as suas causas, o seu tratamento, o seu prognóstico etc., acordamos, ele e eu, sobre o uso, sempre pontual, como deve ser, da Sidelnafila (nome do princípio ativo do Viagra), que ele começou a usar naquela mesma noite.

Em nosso contato telefônico, uma semana após a consulta, ele estava de novo com a auto-estima nos píncaros e retomara a sua vida, alegremente, de grande namorador!Sexo-terceira-idadeEnfim, os descompassos do desejo sexual feminino-masculino têm causas e formas de tratamento diferentes. Estas causas devem ser individualmente estudadas, para que os tratamentos correspondentes possam ser moldados de acordo com cada mulher e cada homem.

*Márcio de Sá é médico clínico formado pela UFMG, especialista em Medicina Preventiva, Mestre em Saúde Pública pela Université Paris VI, e trabalhou durante 11 anos no Hospital Pitié-Salpêtrière, em Paris. (Rio de Janeiro).

2018 Ano da Valorização 60 +

O ano de 2018 será instituído como o Ano de Valorização e Defesa dos Direitos Humanos da Pessoa Idosa. É o que prevê o Projeto de Lei da Câmara (PLC) 11/2018, aprovado em Plenário nesta quinta-feira (22). O texto vai à sanção presidencial.

A escolha do ano de 2018 se deu em razão da Convenção Interamericana sobre a Proteção dos Direitos Humanos dos Idosos, celebrada pela Organização dos Estados Americanos (OEA) em 2015. O acordo encontra-se em análise na Câmara dos Deputados sob a forma do Projeto de Decreto Legislativo 863/2017.

COISAS QUE APRENDI FICANDO SOZINHA.

Deixe-me envelhecer

“Nunca estou mais acompanhado… do que quando estou sozinho”. Cícero

Penso que ficar só é necessário para nos reencontrarmos, para relembrar nossa essência, para olharmos exclusivamente para nós mesmos… e nos conhecermos melhor. Então descobriremos um pouco mais sobre nós mesmos e muitas outras coisas rsrsr…  vamos entender assim nossos reais necessidades. Enquanto vamos amadurecendo parece que temos mais facilidade e necessidades de fazer isso…  pelo menos algumas vezes. Comigo é assim…

Estarmos de bem com nós mesmos é muito bom, acreditem…  Gosto muito do que Guilherme Moreira Jr. nos diz, leiam:Jogue ForaÉ bem simples, ficar sozinho não me deixou incompatível para estar ao lado de outra pessoa. Ficar sozinho foi uma decisão de amor próprio, onde todo o tempo que passei em contato comigo permitiu que eu entendesse a importância de valorizar quem chega, quem fica feliz com a minha companhia.

Desconfio que esse é o primeiro mandamento da reciprocidade, saber encontrar a paz de estar inteiro consigo. Porque quando você é capaz de se enxergar sorrindo sem depender de ninguém, você entende a verdadeira essência dos relacionamentos. Teria maturidade emocional em aceitar a solidão dos próprios pensamentos é o começo mais acertado para o momento no qual finalmente baixar a guarda junto de outra pessoa.

Ficar sozinho é passar a confiar nos seus sentimentos. É não ter medo de deixar fluir as coisas. Você não controla o tempo e as atitudes alheias. A ausência e o desprendimento de ter alguém caminhando junto a todo momento, além de me ensinar sobre dependência afetiva, também me ensinou sobre leveza. A solidão não precisa ser um peso. Ela pode muito bem ser um trajeto de descobrimento e soma daquilo que se quer. No caso, tranquilidade e equilíbrio.A 1Ficar sozinho é criar uma própria balança sentimental, daquela na qual você aprende a manusear sem ultrapassar o limite das decepções amorosas que pode suportar. Do outro lado, você consegue encaixar os melhores encontros, as melhores experiências. Claro, não é uma ciência exata. Não existe nada de exato quando falamos do coração da gente, mas isso não significa a impossibilidade de querermos algo ou alguém em sintonia com os nossos afetos.

Ficar sozinho também me ensinou, e com muito amor, a não desmerecer entregas. Porque quem acolhe os nossos sonhos, quem luta do nosso lado, quem demonstra vontades sem cobrar nada em troca, esse é o tipo de pessoa que faço questão em dar uma pausa nos meus silêncios. Acredite, não é sempre que temos a chance de conhecer alguém assim. Então, faça o possível para quem te der essa liberdade sentir-se em casa.

Ficar sozinho não me tornou incapaz de amar outra pessoa. Ficar sozinho fez o meu amor crescer. A única diferença é que aprendi que antes de desejar da vida um amor de verdade, primeiro preciso saber amar os meus próprios lados. By Guilherme Moreira Jr.img_1463Ficar só é necessário para nos reencontrarmos, para relembrar nossa essência, para olharmos exclusivamente para nós mesmos… E então nós descobrirmos um pouco mais e entender assim nossa real necessidade.

E vocês o que acham disso? Gostaram?

MORRER NÃO SE IMPROVISA! RELATOS QUE AJUDAM A COMPREENDER AS REAIS NECESSIDADES – BEL CESAR.


BEL CESAR
“Cuidar da nossa travessia é internalizar uma compreensão esperançosa da morte”. Leonardo Boff.

A MORTE é um assunto que ninguém quer sequer pensar, quanto mais, falar sobre ela… este assunto é evitado por todos! Vamos envelhecendo, acontecem as perdas, anunciadas ou não… que me levaram a refletir melhor sobre a vida e a morte… Você já pensou sobre a Finitude? O que fazer quando já não há mais nada a fazer?   

Conheci Bel César, psicóloga, autora do livro “Morrer não se improvisa”, hoje numa palestra realizada por ” Mais velhos, Mais sábios” e fiquei encantada ao ouvir a voz suave e serena dela nos contando sobre a sua missão de vida e do seu “Projeto Viva da Clara Luz”.

Quem é Bel César:

Desde 1989 pratica a psicoterapia sob a perspectiva do Budismo Tibetano e dedica-se ao acompanhamento daqueles que enfrentam a morte e também ao tratamento do estresse pós-traumático com o método de S.E.®️ – Somatic Experiencing. Organizou a primeira vinda de Lama Gangchen Rinpoche ao Brasil em 1987. Presidiu o Centro de Dharma da Paz por 15 anos. Em parceria com Peter Webb, desenvolve atividades de Ecopsicologia no Sítio Vida de Clara Luz. Possui sete livros publicados pela Editora Gaia. Entre eles: “Morrer não se Improvisa”, “Livro das Emoções” e, em parceria com Lama Michel Rinpoche, “O Grande Amor – um objetivo de vida”. A palestra, realizada em São Paulo, partiu de uma reflexão sobre a visão da morte segundo o budismo tibetano e como podemos dar apoio as pessoas que enfrentam a morte assim como aquelas que estão enlutadas. Projeto este precioso onde auxilia os pacientes terminais a encontrar através de terapia de apoio espiritual (embasado no budismo tibetano) um apoio no momento de sua morte.   Para os budista tibetano a morte é a maior oportunidade da vida!”... É nesse momento que podemos voltar para casa – para nossa verdadeira natureza interna – o nível mais fundamental da consciência humana, que sobrevive á morte. Portando, podemos encontrar na morte o estado da paz e plenitude que buscamos durante toda a vida. Por isso não precisamos temer a morte e sim vivenciar com coragem. Confesso que nunca pensei muito sobre este assunto, mas com a doença grave, progressiva e degenerativa de minha mãe, que fará 90 anos em 27 de Abril deste ano, procurei saber mais sobre este assunto tão temeroso… como enfrentar esta passagem? É certo que a perspectiva da morte arranca a esperança do seio da vida, mas talvez seja o caso de tentarmos compreender as reais necessidades emocionais e espirituais daqueles que enfrentam a morte, dando apoio a essas pessoas nesse momento tão especial. É isso que Bel Cesar propõe neste livro “Morrer não é improviso” e na palestra que assisti. Evidentemente não é fácil vivenciar a morte com coragem, mas se falarmos da morte sem preconceitos vamos aprender a lidar com ela de maneira mais serena e veremos que a morte é, na verdade, a maior oportunidade da vida, um momento em que se pode voltar para a verdadeira natureza interna compreendendo que o mais fundamental da consciência humana sobrevive à morte.

Isto me trouxe uma certa leveza, na minha maneira de pensar. Esta visão é uma novidade pra mim, despertou ainda mais meu interesse. Comprei o livro e já comecei a ler, estou adorando e recomendo. Baseado em princípios budistas, este livro ensina como ajudar uma pessoa a atingir um estado mental positivo no momento da morte, encontrando paz e plenitude. Relatos de pacientes na fase final da vida, à espera da morte, comentados por profissionais de diversas áreas, fazem deste livro algo vivo “emocionante e encorajador”, pois ensina que sempre há alguma coisa a fazer, e faz-nos ver a morte com serenidade e esperança.

Da onde partiu esta ideia do livro ?

Em julho de 1999, em uma conversa informal com o seu mestre e amigo Lama Gangchen Rimpoche, Bel Cesar foi questionada sobre a possibilidade de escrever um livro que apresentasse sua experiência com pacientes que estão prestes a morrer. Pensou por alguns instantes e manteve-se reticente. Em seguida, Lama Gangchen foi mais incisivo; “Eu vou morrer e sei que meu trabalho vai continuar. E você, depois de morrer, quem vai dar continuidade ao seu trabalho?

A partir deste diálogo, Bel Cesar compreendeu que o compartilhar sua experiência profissional era muito mais relevante do que resistir em expor o seu trabalho ou a história de seus pacientes. Com coragem e determinação, Bel Cesar colocou no papel 12 casos atendidos desde 1991. Alterou o nome dos pacientes e pediu permissão aos familiares para publicá-los. Fez várias cópias e as distribuiu entre amigos e profissionais da área de saúde. Muitos se interessaram. Interessante que ela consegue integrar a convicção religiosa de cada paciente com sua prática budista e alcança resultados surpreendentes.

Segundo ela, isso só é possível porque o budismo está baseado num sistema de sabedoria universal, respondendo às necessidades inerentes de cada indivíduo, que é encontrar um sentido tanto para a vida como para a morte e cultivar uma visão de paz que transcenda o materialismo imediatista.

Gilberto Gil fez esta musica “Eu não tenho medo de morrer” que ilustra bem este momento da vida, achei  bem interessante, compartilho com vocês…

Veja o que ela diz sobre o livro dela: