“Ser sensível nesse mundo requer muita coragem. Todo dia. Esse jeito de ouvir além dos olhos, de ver além dos ouvidos, de sentir a textura do sentimento alheio tão clara no próprio coração e tantas vezes até doer ou sorrir junto com toda sinceridade. Essa intensidade toda em tempo de ternura minguada. Esse amor tão vívido em terra em que a maioria parece se assustar mais com o afeto do que com a indelicadeza. Esse cuidado espontâneo com os outros. Essa vontade tão pura de que ninguém sofra por nada. Essa saudade, que às vezes faz a alma marejar, de um lugar que não se sabe onde é, mas que existe, é claro que existe. Essa vontade de espalhar buquês de sorrisos por aí, porque os sensíveis, por mais que chorem de vez em quando, não deixam adormecer a idéia de um mundo que possa acordar sorrindo. Pra toda gente. Pra todo ser. Pra toda vida. Eu até já tentei ser diferente, por medo de doer, mas não tem jeito: só consigo ser igual à mim.”
O tempo passou. Não sei dizer se lenta ou apressadamente. Ou se simplesmente ao seu tempo.
Olhando para trás há tantas memórias, histórias, realizações. Meio século e pouco na medida comum de tempo.
Fiz muito neste tempo. Deixei de fazer zilhões também. Perdi tempo com muitos medos, mas economizei tempo com as certezas. Perdi tempo em muitos vazios. Ganhei tempo com filhos. Gastei tempo trabalhando. Entretanto, ganhei tempo experimentando.
Fui consumida com o tempo de reuniões infindáveis, fui recompensada neste tempo conhecendo gente interessante. Passei muito tempo chorando por amores não correspondidos e ao fim economizei tempo conhecendo aprendendo a reconhecer o caráter das pessoas. Briguei com o tempo para cumprir prazos. Fui premiada com tempo livre ao terminar antecipadamente algumas obrigações.
Com tudo isso, o tempo se incumbiu, ele mesmo, de ditar seu ritmo. Muitas vezes o minuto levava horas. Outras tantas, as horas passavam num piscar de olhos. O que é o tempo, nem sei dizer, mas sei que ele passou. Sinto que sim, confirmo na pele, no espelho e nas fotos. Entretanto, o aguardo incessantemente.
Nesse tempo futuro ainda busco outros tantos tempos. Desejo ter tempo para novas experiências em assuntos nunca antes aventurados, ou naqueles que me justificava em não fazer, argumentando prontamente a falta de tempo.
Quero outro tanto de tempo para descobrir o mundo fora da minha caixa de certezas. Tempo para conhecer novas culturas, pontos de vista originais e diferentes realidades. Tempo para digerir estes novos aprendizados e tempo para florescer internamente com o aprendido.
Tempo para reconhecer tempo ocorrido. Tempo para reconhecer a finitude do meu próprio tempo neste plano.
Este tempo medido em tique-taques é completamente diferente do tempo medido em ritmo cardíaco ou respiradas conscientes. Preciso de algum tempo para definir a medida de tempo que me é mais apropriada.
O tempo do tique-taque é contínuo, igual. Não apressa. Não atrasa. O tempo das batidas do coração é comandado por sentimentos, sustos, incertezas e alegrias. Pode ser louco, desconcertante; e em outras situações, tranquilo e relaxante. Descompassado, dançante. Apaixonado, inebriante. Seu bater inconstante é divertido e assustador. Pode ser visto por todos. Por fadiga, na respiração pesada e no rubor.
Preciso de mais tempo pra conhecer novas pessoas e para manter as queridas até agora. Preciso de tempo para o mar e para amar. Para calmamente olhar para o céu, e, sem pudor dançar na chuva, descalça, rodopiando.
Nesse tempo futuro aproveitar o agora. O presente. Cada tiquinho de tempo como se fosse o último. E, lá na frente, na despedida poder escrever: Sim, meu tempo foi perfeito.
*Publicado em 18/09/2017 no site osegredo.com.br – o tempo passou
Nem imagino onde eles estão agora. Era mais fácil quando vestiam o pijama e pediam a história do elefante azul. Parece que restou um cheirinho de talco na almofada do quarto; deve ser só impressão… Nesse tempo, eu não tinha medo da noite ela era o telhado dos poetas; as sombras eram apenas a franja mal aparada dos anjos. A trava na porta me bastava. Hoje, as camas vazias me assustam. Elas acusam o passar das horas e denunciam a revoada dos pardais, os meus pardais. Já não posso abrir minhas asas sobre eles. São pequenas demais para cobri-los, frágeis demais para defendê-los. Ainda bem que me resta a prece, minha aliada nos dias de nuvens e nas madrugadas sem fim. Peço perdão pela insistência, mas reza de mãe é assim mesmo: pura perseverança. Que Deus abençoe minhas crianças de barba na cara e calçado quarenta e dois (o resto na vida é secundário e fica pra depois); que as ilumine com Seu sorriso e, se preciso, acione Seu séquito de estrelas (se tiver que usá-las, prometo devolvê-las). E quando o cansaço me quiser já recolhida, hei de poder sorrir pela missão cumprida.
Falamos tanto das pessoas que ferem, que esquecemos das pessoas que curam.
Existem pessoas que são um verdadeiro sol nos dias nublados das nossas vidas.
Pessoas que nos estendem a mão, que nos encorajam, nos trazem à memória o que temos de bom e organizam nossos sentimentos.
São verdadeiras bússolas divinas que nos norteiam quando estamos desorientados.
Existem pessoas medicinais que quando chegam perto da gente curam a nossa Alma.
O que torna uma pessoa assim não é a ausência de defeitos, é a delicadeza nos gestos.
É um dom que vai muito além do pensamento positivo.
É o comportamento que se manifesta nas situações mais corriqueiras, quando não tem ninguém olhando.
É uma gentileza desobrigada.
É uma atenção, um carinho com um Bom Dia vibrando Amor!!!
É possível detectar essa fragrância nas pessoas que não usam um tom superior de voz.
Nas pessoas que escutam e quando falam, evitam assuntos constrangedores.
A saída é desenvolver em si mesmo essa arte difícil de ser ensinada – pois não se encontra nos livros e que, talvez por isso, esteja cada vez mais rara.
Perto delas a gente se abre sem reservas mesmo sem entender porque.
Ao lado delas nossa dúvida encontra alívio e nosso medo encontra abrigo.
Perto delas nosso riso é mais solto e o choro não tem receio de brotar.
Perto delas somos mais autênticos, e a vida ganha mais coerência e lucidez.
Essas pessoas nos transmitem paz sem que nenhuma palavra seja dita.
Silenciam nossa alma com cuidado e plantam sementes de otimismo em nosso coração.
Gente que abraça a gente só com sua presença, amansando nosso desconforto.
Vamos observar mais a nossa volta as pessoas que curam, o mundo está cheio delas.
Este texto me tocou profundamente. De Autoria Desconhecida
Adoro este texto de Luiz Alberto Marques Costa. Leiam:
Na vida tem gente é Nó e tem gente que é Laço. Laço que enfeita, que agrega, aquele que com um pouco de jeito tudo embeleza, e com um leve puxar tudo revela… tem gente que é assim.. Laço de abraço! Eita diacho de abraço bão! Mas acho que tem gente que sem querer é Nó, num sabe? Nó, gente que é o Ó do borogódo. Que te faz pensar que é melhor viver só, ao invés de facilitar, tudo complica. Ainda não entendeu que assim (só), na vida fica… Mas num é que tem Nó(s) que é bão, né não? Aquela(e) que te deixa com um Nó bonito na garganta quando chega e também quando vai, e sem você querer a palavra sai. Aquela(e) que te deixa com um Nó na barriga, tremendo e suando frio. Ahh coração arredio! Que faz do amor que nem barquinho num Rio. É assim, tem gente que é Nó e é laço ao mesmo tempo. Pra mim se faz um juramento? Sê mais Laço e Nó(s)? Que assim a vida fica bonita que nem embalagem de presente, basta você com um leve puxar vê o que de bom ela trouxe pra gente!
Não tenho mais os olhos de menina nem corpo adolescente, e a pele translúcida há muito se manchou. Há rugas onde havia sedas, sou uma estrutura agrandada pelos anos e o peso dos fardos bons ou ruins. (Carreguei muitos com gosto e alguns com rebeldia.)
O que te posso dar é mais que tudo o que perdi: dou-te os meus ganhos. A maturidade que consegue rir quando em outros tempos choraria, busca te agradar quando antigamente quereria apenas ser amada. Posso dar-te muito mais do que beleza e juventude agora: esses dourados anos me ensinaram a amar melhor, com mais paciência e não menos ardor, a entender-te se precisas, a aguardar-te quando vais, a dar-te regaço de amante e colo de amiga, e sobretudo força — que vem do aprendizado. Isso posso te dar: um mar antigo e confiável cujas marés — mesmo se fogem — retornam, cujas correntes ocultas não levam destroços mas o sonho interminável das sereias.
Do livro “Secreta Mirada”, Editora Mandarim – São Paulo, 1997, pág. 151.Lya Luft
O poema Cortar o Tempo, cuja autoria até hoje é discutida, singelamente profetiza
“Quem teve a ideia de cortar o tempo em fatias, a que se deu o nome de ano, foi um indivíduo genial. Industrializou a esperança fazendo-a funcionar no limite da exaustão;
Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos.
Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez
Com outro número e outra vontade de acreditar que daqui adiante vai ser diferente…”
As festas de fim de ano no mundo ocidental, não somente em sentido religioso, representam o encerramento de um ciclo e o início de outro. A cada 365 dias as promessas feitas meses atrás nem são mais lembradas. Por outro lado há sempre quem esteja estabelecendo outra lista de resoluções para serem concretizadas ou descumpridas.
Muita gente prepara a casa para os festejos natalinos. Limpa armários, separa roupas, brinquedos e apetrechos para doação. Outros aproveitam para mudar os móveis de lugar, trocar enfeites, almofadas, quadros e vasos fazendo com que os ambientes pareçam remodelados. Outros ainda aproveitam para faxinar geral – do porão ao sótão, passando pelo jardim. Redecoram e pintam a casa, renovam o lar. E quando da noite de Natal, o nascimento deste novo ambiente se faz notar.
Entretanto, neste tempo de renovação de valores, o importante seria mesmo faxinar a alma.
Limpar, trocar, remodelar, pintar, redecorar é extremamente positivo. O externo, todavia, muitas vezes tão bem cuidado, não reflete verdadeiramente o estado da alma. Casa linda, alma pesada. E esta renovação deve ser trabalhada internamente dentro de cada um de nós para que se dê o verdadeiro despertar.
Erradicar os maus pensamentos e as mágoas. Colocá-los em um lixo profundo onde não pudessem contaminar nada e nem ninguém.
Trocar comportamentos destrutivos por outros que façam aflorar criatividade, musicalidade, e prosperidade.
Remodelar as lembranças dolorosas, aceitando-as como desencadeadoras de aprendizados e lições que, apesar de doloridas, ensinaram ou marcaram profundamente a história de cada um.
Pintar a própria existência com as cores desejadas e não com cores sugeridas ou forçadas por terceiros, por obrigação do meio social.
Plantar a semente do bem nos vasinhos da fala, da escuta e da visão. Arrancando dali as ervas daninhas da fofoca; do preconceito e do pré-julgamento.
Uma faxina bem feita necessita de produtos de limpeza eficientes. O autoconhecimento é o mais poderoso de todos e precisa ser trabalhado continuamente. A faxina precisa de conservação para manter corpo-mente-coração limpos.
A casa nem sempre reflete a alma. Algumas vezes reflete o gosto, as condições financeiras do dono, mas não a alma. O coração, as palavras e os olhos sim. E coração limpo e sereno é como um sol brilhante. Onde quer que chegue ilumina e desperta quem se encontra ao redor.
Alma lavada. Alma faxinada. Bondade. Perfeição. Luz. Com certeza é mais fácil faxinar a casa toda do que a própria alma. By Gicapinica
Esta cronica de Sara Westphal me fez pensar na importancia de ter atitudes em nossa vida. Eu nunca quis ter uma vida sem graça, morna…. embora as vezes refletisse muito antes de tomar uma atitude, quando escolhia meu caminho… não olhava muito para traz. As poucas vezes que me senti meio travada… foram importantes para superar os desafios que tive. Grandes aprendizagens vem de dentro para fora!
“Ainda pior que a convicção do não e a incerteza do talvez, é a desilusão de um quase. É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi. Quem quase ganhou ainda joga, quem quase passou ainda estuda, quem quase morreu está vivo, quem quase amou não amou. Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas idéias que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver no outono.
Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna; ou melhor não me pergunto, contesto. A resposta eu sei de cor, está estampada na distância e frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos “Bom dia”, quase que sussurrados. Sobra covardia e falta coragem até para ser feliz. A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai. Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor, sentir o nada, mas não são. Se a virtude estivesse mesmo no meio-termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza. O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si.
Não é que fé mova montanhas, nem que todas as estrelas estejam ao alcance, para as coisas que não podem ser mudadas resta-nos somente paciência porém, preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer. Pros erros há perdão; pros fracassos, chance; pros amores impossíveis, tempo. De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma. Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance. Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar. Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu.”
Não nasci ontem. Nasci no século passado. Mais precisamente no ano que não terminou: 1968
Posso te garantir: na “minha época” não havia computador pessoal. O “Apple I” foi criado em 1976.
E vou te contar mais: na “minha época” existia um aparelho chamado telefone. Que virou “telefone fixo” e depois… simplesmente sumiu com o surgimento do primeiro celular. Isto ocorreu em 1983, quando o Motorola DynaTAC 8000X passou a ser comercializado. Ele foi criado por Martin Cooper, um engenheiro eletrotécnico norte-americano.
Na “minha época” também não havia a internet como a conhecemos hoje: o primeiro site do mundo foi lançado em 1991 por Tim Berners-Lee, físico do Centro Europeu de Pesquisa Nuclear, responsável por inventar a World Wide Web (WWW).
Já o Google, também não é da “minha época”. Ele foi ao ar pela primeira vez em 1996. Inicialmente, apenas nos servidores da Universidade de Stanford.
Sim, houve um tempo em que eu vivia sem tudo isto.
Em compensação, vivenciei a queda do Muro de Berlim, o término da Guerra Fria, o fim do apartheid na África do Sul e acompanhei os atentados terroristas de 11 de setembro.
Na “minha época”, a inflação (IPCA/IBGE) do Brasil atingiu 2.477%/ano (1993).
É inacreditável, mas foram 7 tentativas de estabilização econômica apenas entre 1986 e 1993: Cruzado I e II (1986), Bresser (1987), Verão (1988), Collor 1 (1990) e II (1991) e Plano Real (1993).
Enfrentei o congelamento de salários e de preços. E o meu dinheiro foi confiscado de um dia para o outro da minha conta corrente. Conheci várias moedas: Cruzado, Cruzado Novo, Cruzeiro, Cruzeiro Real e Real.
Era uma época em que empresas globais deixavam seu nome na história. Lembra-se da Kodak, do Blockbuster e da Polaroid? Pois é, faliram.
No Brasil, tínhamos a Rede Manchete (eu trabalhei lá!), a Varig, a Vasp, os bancos Nacional e Bamerindus, as lojas Mappin, Arapuã, Sears e Mesbla e os refrescantes sorvetes da Yopa. Todos derreteram…
Naquela época, não falávamos de adaptabilidade. Mas quem não inovou, quebrou. Não havia o termo “aprendizado contínuo”. Mas quem não se reinventou, desapareceu.
Como dizia Aldous Huxley, autor de “O Admirável Mundo Novo”,
“Experiência não é o que te acontece; é o que você faz. com o que te acontece”. Nós, os 50+,
Erramos e aprendemos. Vivemos e sobrevivemos.
Tivemos filhos. O meu casal de gêmeos chegou no dia 22/11/00.
Vimos o conhecimento amadurecer e a experiência chegar.
já afirmava Albert Camus, “Prêmio Nobel de Literatura”:
“Não se pode criar experiência. É preciso passar por ela”, E agora?
Percebi que a “minha época” também é agora: quero continuar produzindo, criando, contribuindo e fazendo acontecer.
Não nasci ontem, mas aprendi a substituir…
A máquina de escrever pelo laptop.
O telefone fixo pelo Whatsapp.
O rádio pelo podcast.
A fita cassete pelo Spotify.
A fita de vídeo pelo streaming.
A TV pelo YouTube.
O livro pelo e-book.
Os anúncios impressos pelo e-commerce.
Os classificados pelo Linkedin (ops, me tornei “Top Voice”!).
As cartas e o fac-símile pelas mensagens virtuais.
Os congressos presenciais pelas lives.
A enciclopédia pelo Google Acadêmico.
O texto pelo post.
O conteúdo pelo… ah, este sempre será um diferencial!
Descobri que “estar na nuvem” não significa apenas sonhar.
E que “viral” é mais do que um termo da medicina, ele também se aplica no marketing.
Passei a ouvir frases como:
“Você está me ouvindo?”, “Você está me vendo?”
“Na minha época”, estas questões eram restritas aos relacionamentos conjugais ou a consultórios psicológicos…
Hoje, estas são perguntas frequentes no mundo corporativo.
Dentro e fora da telinha, independente de onde cada um está.
Mas, enquanto alguns se restringem ao enquadramento padronizado, e ficam à mercê da imprevisível oscilação, outros buscam atualizar o hard e o soft, tornar a comunicação mais segura e implementar uma forte rede de conexões.
Lewis Carroll nos ensina:
“Se você não sabe onde quer ir, qualquer caminho serve”.
O mapa impresso e estático, “da minha época”, cedeu lugar ao palpiteiro GPS; mas sou eu quem continuo tendo a responsabilidade de traçar o caminho que quero seguir.
Posso (e devo) alterar a rota sempre que julgar conveniente.
Não nasci ontem.
Quero continuar me reinventando o tempo todo.
Quero continuar aprendendo e me adaptando.
Quero continuar sendo visto e ouvido.
Quero produzir erros novos e evitar os já cometidos.
Quero ter uma vida saudável, equilibrada e com propósito.
Quero comemorar minhas “Bodas de ouro” e curtir os meus gêmeos, que vão completar 21 anos no dia 22/11/2021.
Ontem, presenciei fatos marcantes da história.
Hoje, troco conhecimentos e experiências com as minhas eternas “crianças”.
Amanhã, espero que se orgulhem do legado que estamos construindo juntos.
Nasci no século passado, mas agora também é a “minha época”. Vivo intensamente cada ano. que também não terminou.
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Achei muito interessante este texto publicado na coluna de Mauro Wainstock na revista EXAME/Bússola
Mauro Wainstock possui 30 anos de experiência em Comunicação. É Linkedin Top Voice, colunista da revista EXAME/Bússola, atua como mentor de executivos sobre marca profissional e é sócio-fundador do HUB 40+, consultoria empresarial focada no público acima dos 40 anos.