PAPAI NOEL? MAMAE NOEL !

Papai Noel – By Martha Medeiros

Sabe por que Papai Noel não existe? Porque é homem.

Dá para acreditar que um homem vai se preocupar em escolher o presente de cada pessoa da família, ele que nem compra as próprias meias?

… que vai carregar nas costas um saco pesadíssimo, ele que reclama até para colocar o lixo no corredor?

Que toparia usar vermelho dos pés à cabeça, ele que só abandonou o marrom depois que conheceu o azul-marinho?

Que andaria num trenó puxado por renas, sem ar-condicionado, direção hidráulica e air-bag?

Que pagaria o mico de descer por uma chaminé para receber em troca o sorriso das criancinhas?

Ele não faria isso nem pelo sorriso da Luana Piovani!

Mamãe Noel, sim, existe!

Quem coloca guirlandas nas portas, velas perfumadas nos castiçais, arranjos e flores vermelhas pela casa?

Quem monta a árvore de Natal, harmonizando bolas, anjos, fitas e luzinhas, e deixando tudo combinando com o sofá e os tapetes?

E quem desmonta essa parafernália toda no dia 6 de janeiro?

Papai Noel ainda está de ressaca no Dia de Reis. 

Quem enche a geladeira de cerveja, coca-cola e champanhe?

Quem providencia o peru, o arroz à grega, o sarrabulho, as castanhas, o musse de atum, as lentilhas, os guardanapinhos decorados, os cálices lavadinhos, a toalha bem passada e ainda lembra de deixar algum disco meloso à mão?

Quem lembra de dar uma lembrancinha para o zelador, o porteiro, o carteiro, o entregador de jornal, o cabeleireiro, a diarista?

Quem compra o presente do amigo-secreto do escritório do Papai Noel?

Deveria ser o próprio, tão magnânimo, mas ele não tem tempo para essas coisas. Anda muito requisitado como garoto-propaganda.

Enquanto Papai Noel distribui beijos e pirulitos, bem acomodado em seu trono no shopping, quem entra em todas as lojas, pesquisa todos os preços, carrega sacolas, confere listas, lembra da sogra, do sogro, dos cunhados, dos irmãos, entra no cheque especial, deixa o carro no sol e chega em casa sofrendo porque comprou os mesmos presentes do ano passado?

Por trás do protagonista desse megaevento chamado Natal existe alguém em quem todos deveriam acreditar mais.

A MAMÃE NOEL!

SE OCUPE!

Adorei este texto de autoria de Bruno Pitanga, Doutor em neuroimunologia, neurocientista, professor universitário e palestrante:

Pra viver melhor, não se preocupe, se ocupe.
Ocupe seu tempo, ocupe seu espaço, ocupe sua mente. Não se desespere, espere. Espere a poeira baixar, espere o tempo passar, espere a raiva desmanchar. Não se indisponha, disponha. Disponha boas palavras, disponha boas vibrações, disponha sempre. Não se canse, descanse. Descanse sua mente, descanse suas pernas, descanse de tudo. Não menospreze, preze. Preze por qualidade, preze por valores, preze por virtudes. Não se incomode, acomode. Acomode seu corpo, acomode seu espirito, acomode sua vida. Não desconfie, confie.
Confie no seu sexto sentido, confie em você, confie em Deus. Não se torture, ature. Ature com paciência, ature com resignação, ature com tolerância. Não pressione, impressione. Impressione pela humildade, impressione pela simplicidade, impressione pela elegância. Não crie discórdia, crie concórdia. Concórdia entre nações, concórdia entre pessoas, concórdia pessoal. Não maltrate, trate bem. Trate bem as pessoas, trate bem os animais, trate bem o planeta. Não se sobrecarregue, recarregue. Recarregue suas forças, recarregue sua coragem, recarregue sua esperança. Não atrapalhe, trabalhe. Trabalhe sua humanidade, trabalhe suas frustrações, trabalhe suas virtudes. Não conspire, inspire. Inspire pessoas, inspire talentos, inspire saúde. Não se apavore, ore. Ore a Deus! Somente assim viveremos dias melhores.

EROTICA É A ALMA.

Adoro compartilhar crônicas que me encantam e me fazem bem. Está da Adélia Prado eu adoro e me representa muito. Leiam:

Todos vamos envelhecer… Querendo ou não, iremos todos envelhecer. As pernas irão pesar, a coluna doer, o colesterol aumentar. A imagem no espelho irá alterar-se gradualmente e perderemos estatura, lábios e cabelos. A boa notícia é que a alma pode permanecer com o humor dos dez, a força dos vinte e o erotismo dos trinta anos.

O segredo não é reformar por fora. É, acima de tudo, renovar a mobília interior: tirar o pó, dar brilho, trocar os estofos, abrir as janelas, arejar o ambiente. Porque o tempo, invariavelmente, irá corroer o exterior. E, quando ocorrer, o alicerce precisa estar forte para suportar. Erótica é a alma que se diverte, que se perdoa, que ri de si mesma e faz as pazes com sua história.

Que usa a espontaneidade para ser sensual, que se despe de preconceitos, intolerâncias, desafetos. Erótica é a alma que aceita a passagem do tempo com leveza e conserva o bom humor apesar dos vincos em torno dos olhos e o código de barras acima dos lábios. Erótica é a alma que não esconde seus defeitos, que não se culpa pela passagem do tempo.

Erótica é an alma que aceita suas dores, atravessa seu deserto e ama sem pudores. Lembre-se: nenhum bisturi vai tratar do buraco de uma alma negligenciada anos a fio.

By Adélia Prado, in “Poesia Reunida”.

TOMARA…

Tomara que os olhos de inverno das circunstâncias mais doídas não sejam capazes de encobrir por muito tempo os nossos olhos de sol. Que toda vez que o nosso coração se resfriar à beça, e a respiração se fizer áspera demais, a gente possa descobrir maneiras para cuidar dele com o carinho todo que ele merece. Que lá no fundo mais fundo do mais fundo abismo nos reste sempre uma brecha qualquer, ínfima, tímida, para ver também um bocadinho de céu.

Tomara que os nossos enganos mais devastadores não nos roubem o entusiasmo para semear de novo. Que a lembrança dos pés feridos quando, valentes, descalçamos os sentimentos, não nos tire a coragem de sentir confiança. Que sempre que doer muito, os cansaços da gente encontrem um lugar de paz para descansar na varanda mais calma da nossa mente. Que o medo exista, porque ele existe, mas que não tenha tamanho para ceifar o nosso amor.

Tomara que a gente não desista de ser quem é por nada nem ninguém deste mundo. Que a gente reconheça o poder do outro sem esquecer do nosso. Que as mentiras alheias não confundam as nossas verdades, mesmo que as mentiras e as verdades sejam impermanentes. Que friagem nenhuma seja capaz de encabular o nosso calor mais bonito. Que, mesmo quando estivermos doendo, não percamos de vista nem de sonho a ideia da alegria.

By Ana Jácomo

ESTOU ENVELHECENDO, E AGORA?

Texto do meu amigo Mauro Wainstock, leiam:

Ainda bem que estou envelhecendo. Em 2024 fiquei um ano mais velho e isto também aconteceu desde o meu nascimento, meses antes do Homem pisar na lua.

Cresci utilizando o telefone fixo com disco e a máquina de escrever manual. Era uma época analógica e com mapas da vida previamente formatados: educação, emprego, aposentadoria. O tempo para viver muitas vezes ficava para depois…

Agora pertenço ao universo das siglas: GPS, GPT, IA… Uma realidade programável, algoritmizada e, mesmo assim, imprevisível. O tempo para viver é cada vez mais acelerado.

Estou me adaptando.

Ao me abrir para a curiosidade e o desconhecido, interajo em mundos inovadores, de mudanças repentinas, labirintos instigantes e descobertas inimagináveis.

O desafio daqui para frente é: o que farei?

Ao longo do tempo aprendi que a vida é formada por momentos únicos e ao vivo. Ocasiões maravilhosas e outras nem tanto.

Entendi que o significado de viver é justamente a soma destes acontecimentos. E que a felicidade diária é resultado da postura que temos diante destes fatos.

Busco propósitos estimulantes. Não quero apenas fazer; preciso transformar. Não quero apenas participar, preciso impactar. Não quero apenas planejar; preciso que as coisas aconteçam. Não quero apenas produzir, preciso deixar um legado.

Estou envelhecendo.

Quero mais conexões genuínas, reais e agregadoras.

Sinto falta dos amigos da infância, com quem eu me divertia durante as peladas nas ruas esburacadas.

Quero menos avatares, mais espontaneidade e muito mais emoção.

Não vejo graça em competir com games quase reais que vibram artificialmente através de emojis repetitivos.

Preciso de menos fakes e mais verdades.
• De menos teclado e mais conversas inspiradoras.
• De menos abreviações e mais interrogações.

Estou envelhecendo

Tenho mergulhado em autoconhecimento, participado de experiências memoráveis e me aventurado em roteiros improvisados, tentando me desafiar o tempo todo.
• Sou proativo: assumo a responsabilidade pelas minhas ações.
• Sou ambidestro: vivo intensamente o hoje e, ao mesmo tempo, crio meus futuros.
• Sou ambicioso: o meu “eu” de amanhã precisa ser melhor do que o de ontem.
• Sou utópico: almejo a inteligência de uma sociedade mais humanizada e positiva.
• Busco um cotidiano mais gratificante e sustentável.
• Mais inclusivo e menos superficial.
• Menos midiático e mais sincero.

Estou envelhecendo

Ganhei maturidade e experiência, equilíbrio e resiliência.
• Entendi que não tenho o controle de tudo.
• E que não devo julgar e nem comentar sobre os outros.
• Prefiro agir para que meus sonhos sejam concretizados.
• Quero vivenciar e curtir as minhas próprias histórias.

Estou envelhecendo

Aprendi que vivo aprendendo a viver.

E que a minha principal certeza é que quero continuar envelhecendo.

Com tempo, saúde, sorrisos, amizades e sabedoria.

Bora ser feliz em 2025, que será um ano inesquecível.

PEQUENAS E GRANDES TENTATIVAS PARA O FINAL DE ANO 💫

Entramos em contagem regressiva. Faltam dois dias para terminar o ano. 

É tempo de balanço.Tempo de pensar nos projetos que deram certo. Naqueles que colocamos de lado, em banho maria. E nos que não sairam como planejamos. Mãos a obra 💪🏻

É tempo de (tentar) aceitar as perdas. E acolher os lutos. Pequenos ou grandes. Aqueles que ainda estamos passando e os que já estão resolvidos dentro de nós. Há lutos que levamos pendurados e precisam de um ponto final. Tudo tem o seu tempo, inclusive o luto. É preciso respeitar os tempos de cada pessoa, mas também é importante cuidar para não se perder no luto. Tudo passa! O tempo não volta, por mais que reverenciemos ficam apenas as boas lembranças. É preciso seguir em frente, por mais desafiador que possa parecer… aprender novas coisas, reinventar-se! E nos tornamos pessoas bem mais fortes e melhores, cheio de redescobertas boas. 

É tempo de fazer projetos. Projetos de curto prazo. Projetos de um ano ou mais. Ou projetos que mudem radicalmente a vida. Esses próximos dias são um bom momento para sonhar e planejar projetos de todos os tipos. Aqueles que estão no campo da utopia e aqueles que podem ser construídos pouco a pouco. Redefinir metas e definir propósitos! 

Nestes últimos dias do ano também gosto de estar em casa. De abrir gavetas, separar para doar roupas que não quero usar mais… e de ver fotos antigas e (re)descobrir o que tenho guardado. É tempo de avaliar o que está na hora de trocar ou jogar fora. Mudar algumas fotos de lugar, atualizar os meus porta retratos… Renovando tudo e melhorando a decoração geral dos ambientes da minha casa. Fazer a energia fluir melhor! 

Um desses dois dias reservo um tempo para mexer nas plantas, colocar terra nova, adubar, podar, regar e colher alguns frutos. 

Reservo tempo também para (re) encontrar as amigas. Tanto presencial como virtual. Para tomar café, contar histórias e sonhar juntas, apesar dos desafios do mundo do cuidado. É bom esquecer da hora enquanto conversamos e damos risada, mesmo que algumas delas vivam em diferentes locais do país.

E há uma noite para assistir um novo filme no cinema ainda em 2024…. ou maratonar em casa numa série na Netflix, com direito a pipoca, como um ritual. Algumas vezes com os netos pertinho. 

Em tempos de final do ano também é essencial ter momentos para não fazer nada. Eu já comecei… 

E você, já decidiu o que vai fazer por você neste final de ano? 

By Cosette Castro acrescentando comentários Bia Perez 

VEM FILHA… SENTA AQUI!

Gostei deste texto e quis compartilhar com vcs…

Vem Filha
Senta aqui…
Pare de se doar um pouquinho.
Hoje, você não está pra ninguém…
Hoje, é você quem vai receber!
Vem, filha,
Senta aqui…
Hoje, formamos um círculo ao seu redor…
Hoje, você está sob nossos cuidados, nossos rezos, nossa energia.
Hoje, neste círculo,
Quem recebe a 🙏🏻cura é você!
Vem, filha,
Senta aqui…
Somos suas avós,
Bisavós,
Tataravós…
E as que vieram antes delas… rsrsrs
Somos tantas,
Somos muitas,
Somos o feminino, raízes da árvore.
Que hoje você representa em flor…
E celebramos sua voz, que fala por nós…
Sua atitude, que nos liberta…
Seu sentimento, que é nossa Alma…
Suas palavras, que são nossa Sabedoria…
Sua coragem, que é nossa continuidade…
Hoje, deixe-se abraçar…
Vem, filha,
Senta aqui…
Somos as anciãs.
Feche os olhos…
Receba.

By Nina Zobarzo

ESCOLHAS…

Não supervalorize o passado, sua “história”, seus traumas, sua dor de cotovelo. Todo mundo tem feridas, todo mundo leva tombos, cada um sabe o que traz na bagagem. Tenha sim coragem de valorizar seus milagres, aquilo que é real e palpável, o terreno onde pisa, as mãos entrelaçadas às suas.

By Fabiola Simões

INESPERADO!

Somos programados a permanecer naquilo que é conhecido: nossa vida, nossa rotina, nosso mundo, nosso passado.

Mas o que nos faz recomeçar é o inesperado. Sempre é.

E de vez em quando temos que nos submeter ao imprevisível, quer queira, quer não.

Aquilo que te pega de surpresa, num dia comum… a partir do qual tudo muda.

São novas chances, não apenas tormenta. Novas possibilidades, não apenas provações.

E você sofre porque terá que reformular o desenho cerebral. O mapa tão conhecido que te conduziu até aqui.

É doloroso. Mas também bonito. Você ainda não enxerga beleza, mas uma hora olhará pra trás com entendimento e perceberá que foi capaz de rearranjar-se novamente. O inesperado foi uma benção. Sempre é.

By Fabiola Simões

SILENCIAR…

A vida é barulhenta. Dentro ou fora de nós, nada se aquieta. Queremos nos comunicar, exigimos respostas na velocidade de super-hiper-mega bytes, contabilizamos “notificações”, desejamos ser cutucados de volta. Sem perceber, desaprendemos a silenciar. Desaprendemos a suportar a voz que cala e sofremos com a falta de respostas. Desaprendemos a ser ausência.

De vez em quando é necessário ser silêncio. Habituar-se à própria presença, inteirar-se de sua solidão. Comunicar tudo sem dizer nada.

By Fabiola Simões