PENSANDO DENTRO OU FORA DA CAIXA.

Há um tempo participei de um chá de neném onde as convidadas também ganhavam presentes desde que vencendo de certas disputas em jogos ligados ao mundo infantil. Em um dos jogos devíamos responder “O que tem em um quarto de criança começando com a letra F”. As respostas mais comuns foram: fraldas, fitas, fronha, figuras (ilustrações), fechadura. Num primeiro momento também pensei em fraldas e fitas, mas como queria ganhar o prêmio, resolvi ser um pouco ousada e respondi: família, festa, firulas e felicidade. Resultado, saí de lá com o presente.

Mas, o que tem isso a ver com o tema de hoje? Tudo, acredito eu. Ganhei o prêmio, como muitos disseram, por ter pensado “fora da caixa”. Entretanto, embora tenha sido uma resposta original, a meu ver, respondi totalmente “dentro da caixa”.

Não usei ferramentas/fórmulas inovadoras para pensar a resposta, simplesmente deixei a imaginação fluir. Se sair do óbvio é pensar “fora da caixa”, sim eu pulei para fora dela. Entretanto, muitas das nossas situações cotidianas são resolvidas por atitudes completamente “fora da caixa” sem que nos demos conta disso. No momento em que precisamos improvisar para consertar algo, pensamos “fora da caixa”, tentando solucionar o problema de forma eficiente e definitiva.  Por exemplo, quando no meio de uma receita culinária percebemos que nos falta farinha de trigo e, sabiamente, sem desespero, completamos com fécula de milho, batata, farinha de arroz, com igual resultado. É totalmente diferente de pedirmos emprestado no vizinho ou sairmos correndo ao supermercado. Salvamos o prato e nosso dia.

Quem já fez barra de calça com durex, grampeador ou mesmo cola branca, sabe o que estou falando. De novo, se isso é pensar “fora da caixa”, estivemos sim do lado de lá da caixa!

Há quem diga não ter imaginação e sem perceber compõe canções de ninar para o filho, contando coisas do cotidiano. Outros decoram mesas ou organizam gavetas ou ambientes com um preciosismo impressionante, ainda que busquem inspiração em fotos nas redes sociais. Algumas pessoas criam novos pratos culinários deliciosos aproveitando as sobras na geladeira; outras criam métodos infalíveis de conferência de dados no ambiente de trabalho, aprimorando programas de computador comprados a preço de ouro pela empresa. O que normalmente não percebem é que, nesse momento, estão usando a criatividade em cada uma dessas atividades. São tarefas diárias, onde a criatividade (imaginação)  aparece sem o glamour de obras de arte.

Adoro receitas, métodos, organização. Porém, mais que tudo isso, tenho necessidade de deixar um espaço livre para a imaginação. Aquele momento  ‘pitadinha de cada um de nós’ no que estou fazendo. Colocar minha assinatura no que estou desenvolvendo, você não?

Muitas vezes, por questões de cobranças profissionais principalmente, começamos a teorizar nossas atividades cotidianas. Não sou a primeira e nem serei a última a não concordar com conceitos simples dos ditos novos métodos  comportamentais empresariais e o vocabulário inovador. São vestimentas modernas para velhos corpos.

Algumas situações não permitem tal arroubo, devemos seguir o método e pronto. De forma imperativa, sem assinatura, sem reconhecimento, sem palmas, mas ainda assim, com o tempo, podem ser melhoradas.  Por outro lado,  o universo  exige ainda que pensemos – dentro ou fora da caixa – que deixemos espaço para a criatividade. E, mais que deixar espaço, que tenhamos a possibilidade infinita e por vezes cósmica de usarmos a imaginação/criatividade.  Nesse instante, por ser algo tão íntimo e próprio, estaremos assinando – dentro ou fora da caixa, tanto faz – a nossa obra.

*Publicado em 18/01/2018 no site osegredo.com.br – Pensando dentro ou fora da caixa

MULHER AO CENTRO DE VIDA.

Gosto muito desta crônica de Diego Engenho Novo, ela me identifica muito. E você o que acha? Leiam:

Chegou ao meio da vida e sentou-se para tomar um pouco de ar. Não sabia explicar. Não era cansaço, nem estava perdida. Notou-se inteira pela primeira vez em todos esses anos. Parou ali, entre os dois lados da estrada e ficou observando as margens da sua história, a estrada da vida ficando fininha, calando-se de tão longe que ia.

Estava em paz observando a menina que foi graciosa, cheia de vida. Estava olhando para si mesma e nem notou. Ali, naquele instante estava recebendo um presente. Desembrulhava silenciosamente a sabedoria que tanto pediu para ter mais.

Quando a mulher chega à metade da estrada da vida, começa lentamente a ralentar o passo. Já notou como tem gente que adora conturbar a própria rotina, alimentar o próprio caos? Ela não.

Não mais.

Deixa que passem, deixa que corram, a vida é curta demais para acelerar qualquer coisa. Ela quer sentir tudo com as pontas dos dedos, ela quer notar o que não viu da primeira vez. Senhora do seu próprio tempo.

Percebeu, à metade da vida, que caminhou com elegância, que viveu com verdade, que guiou a própria sombra na estrada em direção ao amor. E como amou! Amor por si, pelos outros, amou em dobro, amou sozinha, amou amar. A mulher ao centro da vida traz a leveza que os anos teceram, pacientemente. Escuta bem mais, coloca a doçura à frente das palavras, guarda as pessoas com preciosismo. Aquela mulher já perdeu pessoas demais.

Sentada ali, ao centro da própria vida, decidiu seguir um pouco mais. Há mais estrada para caminhar, mais certezas para perder, mais paixão para trilhar. Não há dádiva maior do que compreender-se, que encontrar conforto para morar em si mesmo, que perdoar-se de dentro pra fora. Ao centro da vida ela descobriu que a gente não se acaba, a gente vai mesmo é se cabendo, a cada ano um pouco mais.

Ao meio da estrada, ela já não dorme tanto, mas sonha bem mais. Sonha pelo simples exercício de sonhar. Sonha porque notou que é o sonho que tempera a vida. Aprendeu a parar de ficar encarando as linhas do corpo. Seu espírito teso, seu riso aberto, sua fé gigante não têm rugas, nem celulite, sem encanação. Descobriu que o segredo é prestar atenção no melhor das coisas, nas qualidades das pessoas, nas belas costas que tem e deixá-las ao alcance da vista dos outros.

Adoro este Texto de Diego Engenho Novo.

SILENCIE…

Tire ao menos dez minutos de seu dia e silencie.

Sente-se comodamente e silencie suas mãos que vivem a tamborilar nos móveis, os braços das poltronas, a mesa durante a refeição. Coloque-as lentamente no colo, palmas tocando as pernas, esquecidas.

Silencie seus pés. Sossegue aquele balançar incessante de pés e pernas  que incomodam os que te rodeiam, como se a casa pulasse junto a cada movimento. Pouse os pés lentamente  no chão, sentindo a friagem do solo atravessar seu corpo. E assim permaneça.

Silencie seu pulmão. Pare de ofegar como quando  assiste à televisão; pare de suspirar como se carregasse o mundo nas costas. Acalme-se. Simplesmente respire. Respire pelo nariz silenciosamente, prestando atenção ao ar que entra e que sai em movimentos ritmados, leves e constantes.

Silencie seu coração. Desafogue as mágoas, as expectativas, o pulsar descompassado. Preste atenção ao tum tum contínuo e tranquilo. Sinta os batimentos, não apenas saber que o coração bate. Tenha consciência da velocidade de seu movimento. Apreenda este compasso.

Silencie sua garganta. Esqueça os pigarros, os ramrans barulhentos e incômodos. Permita que ela se acalme durante este tempo, para que o fluxo interno da respiração aconteça como em uma criança dormindo  suavemente.

Silencie sua língua, ferina ou não. Deixe-a dormente na boca. Deixe-a sem palavras.

Silencie seus ouvidos. Reconheça inicialmente  a hora do dia na cidade pelo ruído incessante dos motores, campainhas, conversas das pessoas ao seu redor.  Agora vá deixando essas sensações  distantes. Permita-se ouvir o som do silêncio e reconhecer  a natureza ao seu redor através do canto longínquo dos pássaros. Reconhecer as estações do ano pelo canto dos grilos, das cigarras ou dos sapos. Ou ainda, somente ouça o vento.

Silencie suas narinas. Descanse da respiração pesada do dia a adia. Deixe que elas sejam apenas o canal que leva e traz vida através da sua respiração. Silencie sua afobação.

Silencie seus olhos. Dê um descanso consciente a eles. Feche-os pelo espaço de tempo deste seu silêncio. E, permita que as percepções auditivas, sensoriais e emocionais aflorem neste instante. Silencie sua busca de foco de luz. Simplesmente olhe para o seu interior.

Por último silencie a mente. Deixe seus pensamentos livres para chegarem e passarem. Para não mais importunarem você. Não é parar de pensar, é simplesmente não se apegar a nenhum pensamento. Como folhas ao vento deixa-los chegar, passar e seguir sem destino certo.

E, com os olhos fechados, boca calada, respiração compassada, coração aquietado, membros acalmados e mente silente, perceba a explosão interna.

Perceba as respostas para todas suas buscas.  Perceba a paz do entendimento. Perceba a pequenez de suas vontades. Perceba a grandeza de sua existência.

Perceba a presença da energia cósmica dentro de você, e mais que isso, que a abundância desta sensação se dará sempre neste momento de introspecção e total silêncio.

*Publicado no site 0segredo.com.br em 31/01/2017 – silencie – by Gicapinica

SENTA AQUI AO MEU LADO…

E se não quisermos, não pudermos, não soubermos, com palavras, nos dizer um pouco um para o outro, senta ao meu lado assim mesmo. Deixa os nossos olhos se encontrarem vez ou outra até nascer aquele sorriso bom que acontece quando a vida da gente se sente olhada com amor. Senta apenas ao meu lado e deixa o meu silêncio conversar com o seu. Às vezes, a gente nem precisa mesmo de palavras.

Me sentei com Ana Jácomo confortavelmente.

DEIXE-ME ENVELHECER…

Deixem-me envelhecer sem compromissos e cobranças,
Sem a obrigação de parecer jovem e ser bonita para alguém,
Quero ao meu lado quem me entenda e me ame como eu sou,
Um amor para dividirmos tropeços desta nossa última jornada,
Quero envelhecer com dignidade, com sabedoria e esperança,
Amar minha vida, agradecer pelos dias que ainda me restam,
Eu não quero perder meu tempo precioso com aventuras,
Paixões perniciosas que nada acrescentam e nada valem.
Deixem-me envelhecer com sanidade e discernimento,
Com a certeza que cumpri meus deveres e minha missão,
Quero aproveitar essa paz merecida para descansar e refletir,
Ter amigos para compartilharmos experiências, conhecimentos,
Quero envelhecer sem temer as rugas e meus cabelos brancos,
Sem frustrações, terminar a etapa final desta minha existência,
Não quero me deixar levar por aparências e vaidades bobas,
Nem me envolver com relações que vão me fazer infeliz.
Deixem-me envelhecer, aceitar a velhice com suas mazelas,
Ter a certeza que minha luta não foi em vão: teve um sentido,
Quero envelhecer sem temer a morte e ter medo da despedida,
Acreditar que a velhice é o retorno de uma viagem, não é o fim,
Não quero ser um exemplo, quero dar um sentido ao meu viver,
Ter serenidade, um sono tranquilo e andar de cabeça erguida,
Fazer somente o que eu gosto, com a sensação de liberdade,
Quero saber envelhecer, ser uma velha consciente e feliz!!!

Adoro esta crônica de Concita Weber

MEU MUNDO!

”Construa seu mundo com aquilo que ele te oferece, colocando você mesmo as cores que quiser. Não dependa dos outros para ser feliz ou infeliz, mas viva a sua vida como verdadeiro dono dela.


O poder de ser feliz ou infeliz está nas suas próprias mãos. Cabe a você saber com que intensidade vai viver isso.”
(By Letícia Thompson)

SER SENSÍVEL!

Bom pra refletir by Ana Jácomo

“Ser sensível nesse mundo requer muita coragem. Todo dia. Esse jeito de ouvir além dos olhos, de ver além dos ouvidos, de sentir a textura do sentimento alheio tão clara no próprio coração e tantas vezes até doer ou sorrir junto com toda sinceridade. Essa intensidade toda em tempo de ternura minguada. Esse amor tão vívido em terra em que a maioria parece se assustar mais com o afeto do que com a indelicadeza. Esse cuidado espontâneo com os outros. Essa vontade tão pura de que ninguém sofra por nada. Essa saudade, que às vezes faz a alma marejar, de um lugar que não se sabe onde é, mas que existe, é claro que existe. Essa vontade de espalhar buquês de sorrisos por aí, porque os sensíveis, por mais que chorem de vez em quando, não deixam adormecer a idéia de um mundo que possa acordar sorrindo. Pra toda gente. Pra todo ser. Pra toda vida. Eu até já tentei ser diferente, por medo de doer, mas não tem jeito: só consigo ser igual à mim.”

APRENDI…

Aprendi que o amor chega na hora exata. Que a maturidade vem aos poucos. Que a infantilidade só vale a pena se for pra fazer a gente rir. Que família é tudo. Que amigos bons e sinceros são poucos. Que cuidar da minha vida é sempre a melhor opção. Que dias melhores sempre virão. Que, na vida, tudo vale a pena. E principalmente que minha felicidade depende muito das escolhas que eu faço! Continuo aprendendo dia a dia…

A VIDA É AQUI E AGORA.

“Esta vida vai passar rápido, não brigue com as pessoas, não critique tanto seu corpo. Não reclame tanto. Não perca o sono pelas contas. Não deixe de beijar seus amores. Não se preocupe tanto em deixar a casa impecável. Bens e patrimônios devem ser conquistados por cada um, não se dedique a acumular herança. Deixe os cachorros mais por perto. Não fique guardando as taças. Use os talheres novos. Não economize seu perfume predileto, use-o para passear com você mesmo. Gaste seu tênis predileto, repita suas roupas prediletas, e daí? Se não é errado, por que não ser agora? Por que não dar uma fugida? Por que não orar agora ao invés de esperar para orar antes de dormir? Por que não ligar agora? Por que não perdoar agora? Espera-se muito o Natal, a sexta-feira, o outro ano, quando tiver dinheiro, quando o amor chegar, quando tudo for perfeito… Olha, não existe o tudo perfeito. O ser humano não consegue atingir isso porque simplesmente não foi feito para se completar aqui. Aqui é uma oportunidade de aprendizado. Então, aproveite este ensaio de vida e faça o agora…

Ame mais, perdoe mais, abrace mais, viva mais intensamente e deixe o resto nas mãos de Deus.”
(Texto de Marcela Taís)

RESPIRE…

Fiz minhas escolhas…

Abri mão de outras…

Superei fases ruins…

Parei de me expor, de dizer o que penso…

Pessoas contorcem sentimentos, mudam frases, aumentam palavras, não percebem a angústia ou o alívio de um coração que não é infeliz…

É que já faz tempo que parei de me revelar demais, parei de dar passagem pra quem não sabe embarcar em viagens emocionais intensas…

Fecho os olhos, me retiro, sinto meus livramentos…

Alguns solavancos ainda me tiram do eixo…

Não sou perfeita; mas dentro do meu jeito próprio de dançar conforme a esperança sinto que mereço de verdade a paz que anuncia novos amores, novos sonhos, novos desejos…

O respiro, agora, é de missão cumprida…

Fiz o que pude…

Fiz pela necessidade de aprendizado e humanização…

Não espero nada de ninguém… Não exijam muito de mim…

Gosto desta reflexão de Sil Guidorizzi