INFÂNCIA E TODAS IDADES.

Hoje completo 65 anos 🥂. Passou tudo tão rápido, num piscar de olhos. Esta carta de José Carlos fala sobre a Infância e todas as idades… “Divertida idade” é maravilhosa e me representa muito. Foi entregue a familiares dele quando ele completava 60 anos. Leiam:

A Divertida idade existe, ela acon- tece a partir do nascimento e recebe o nome de infância. O bebê ainda no ventre materno já tem percepções sobre o universo que o cerca e será cenário de sua existência. Os avós se fazem presentes e participam dessa aventura familiar com muita intensidade. Após o nascimento, começa a fase essencial para vivencias que vão permear a vida inteira do ser humano. É nessa etapa em que os sonhos devem ser possíveis e se constroem no imaginário ético e estético, através do despertar da curiosidade, contemplação, exercício da imaginação, fantasia, ludicidade, protagonismo e aprendizagem!

Com experiências significativas que possibilitem a criatividade na ação inter- geracional, e com ludicidade, as crianças interagem e brincam com seus avós, sábios e vividos, que marcam sua infância. A partir de contação de histórias, produção de brinquedos com materiais disponíveis e simples, brincadeiras de rodas e cantigas, manuseios de objetos e álbuns de fotografias da época em que foram crianças, memórias afetivas serão res- gatadas e compartilhadas com os pequenos, criarão repertório e enriquecerão a cultura, a história de vida dessas crianças que tem o privilégio de conviverem com seus avós, que trazem à elas a noção de sua primeira sociedade, no mundo em que atuarão como cidadãos.

Para desenvolvimento saudável dessa infância, o mundo precisa ser visto como Belo, avós podem estar por perto e junto aos pais revelarem aos netos esse mundo onde vale a pena viver. Dessa forma norteando a criação e educação do importante ser para que ele Seja!

Avós também podem colaborar na criação dos netos e exercer seu papel de forma significativa, atribuindo a uma educação humanizada, os pilares que sustentam relacionamentos sociais: tolerância, autonomia, amor e claro, criatividade para quando um desses três falta.

A infância é morada da criatividade! É nessa fase da vida, durante os dois primeiros setênios em que a fantasia e a descoberta se tornam naturalmente mais potentes; é quando o ser humano se constrói e modela sua moral, desperta para autonomia, percebe-se e protagoniza para toda sua existência. Valores éticos, estéticos e poéticos oferecidos nessa experiência concreta, promovem desenvolvimento sensível, evocando importantes pilares na formação da criança.

Avós podem colaborar na criação dos netos e exercer seu papel de forma significativa, atribuindo a uma educação humanizada, que sustentam relacionamentos sociais: tolerância, autonomia, amor e claro, criatividade para quando um desses três falta.

Todos os seres humanos recebem como dádiva uma porção de criatividade. Mas só isso não basta, é necessário desenvolvê-la. As crianças criativas são como crias em seus ninhos, que precisam apreender a voar… para isso deve haver espaço na “casinha de dentro e na de fora”, para desenvolvimento des- sa criatividade na infância, alçando vôs que cheguem perto dos horizontes, coloridos e cheinhos de propósito. Os pequenos criam, percebem, contemplam, sentem, ouvem, cheiram, tocam e pensam, fazem seus experimentos, pesquisam, constroem, vivem! Na condução de um avô como referência, participando dessa infância com ternura e afeto, é possível a construção da criatividade para arte do convívio intergeracional. Esse percurso não poderia ser iniciado em outro tempo, se não na infância! e que seja ela presente em todas as idades, com vozes, risos, versos, poesias e canções, para estar viva em todas as idades.

José Carlos – Uma carta escrita por ele e endereçada aos seus familiares e amigos, que participaram da comemoração dos seus 60 anos.

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https://oterceiroato.com/2020/10/09/adaptando-se-ao-envelhecimento/

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PERCEPÇÃO DE SOLIDÃO…

Martha Medeiros sempre me faz refletir. Sobre solidão…

Uma mulher entra no cinema, sozinha. Acomoda-se na última fila. Desliga o celular e espera o início do filme. Enquanto isso, outra mulher entra na mesma sala e se acomoda na quinta fila, sozinha também. O filme começa. Charada: qual das duas está mais sozinha? Só uma delas está realmente sozinha: a que não tem um amor, a que não está com a vida preenchida de afetos. Já a outra foi ao cinema sozinha, mas não está só, mesmo numa situação idêntica a da outra mulher. Ela tem uma família, ela tem alguém, ela tem um álibi. Muitas mulheres já viveram isso – e homens também. Você viaja sozinha, almoça sozinha em restaurantes, mas não se sente só porque é apenas uma contingência do momento – há alguém a sua espera em casa. Esta retaguarda alivia a sensação de solidão. Você está sozinha, não é sozinha. Porque ninguém está, de fato, apontando para nenhuma das duas. Quem aponta somos nós mesmos, para nosso próprio umbigo. Somos nós que nos cobramos, somos nós que nos julgamos. Ninguém está sozinho quando curte a própria companhia, porém somos reféns das convenções, e quando estamos sós, nossa solidão parece piscar uma luz vermelha chamando a atenção de todos. Relaxe. A solidão é invisível. Só é percebida por dentro.
Então de repente você perde seu amor e sua sensação de solidão muda completamente. Você pode continuar fazendo tudo o que fazia antes – sozinha – mas agora a solidão pesará como nunca pesou. Agora ela não é mais uma opção, é um fardo. Isso não é nenhuma raridade, acontece às pencas. Nossa percepção de solidão infelizmente ainda depende do nosso status social. Se você tem alguém, você encara a vida sem preconceitos, você expõe-se sem se preocupar com o que pensam os outros, você lida com sua solidão com maturidade e bom humor. No entanto, se você carrega o estigma de solitária, sua solidão triplicará de tamanho, ela não será algo fácil de levar, como uma bolsa. Ela será uma cruz de chumbo. É como se todos pudessem enxergar as ausências que você carrega, como se todos apontassem em sua direção: ela está sozinha no cinema por falta de companhia! Por que ninguém aponta para a outra, que está igualmente sozinha?

LAMBUZE – SE DE VIDA!

Não coma a vida com garfo e faca, lambuze-se.
Muita gente guarda a vida para o futuro.
Mesmo que a vida esteja na geladeira, se você não a viver, ela se deteriora.
É por isso que muitas pessoas se sentem emboloradas na meia-idade. Elas guardaram a vida, não se entregaram ao amor, ao trabalho, não ousaram, não foram em frente.
Depois chega um momento em que se conscientizam:
“Puxa, passei fome para guardar batatas e elas apodreceram”.
Hoje em dia as pessoas orientam sua vidas baseadas em idéias e métodos que já não tem
relação com a própria existência.
Elas não se alimentam corretamente porque sentem medo de tudo: de engordar, de emagrecer, dos agrotóxicos, da contaminação, dos malefícios para essa ou aquela doença.

Quando se sentam à mesa, afirmam que precisam comer carne porque contém proteína,
tomar leite porque contém cálcio. Elas precisam comer isso ou aquilo. Quase ninguém come sem culpa. Todo o mundo se alimenta seguindo alguma moda. O alimento deixou de ser comida e se transformou em medicamento.
Solte sua alma, seja você.
Tenha consciência de que, se estiver em paz consigo mesmo, você comerá carne quando tiver vontade e não porque alguém disse que é bom ou ruim. Você não come açúcar porque está satisfeito e não porque ele é tido como nocivo à saúde.
Mergulhe totalmente na vida. Chupe a laranja e tire todo o caldo. Quando a morte chegar encontrará somente o bagaço. Nada do que você deveria desfrutar estará contido
no bagaço, nada do que precisaria viver restará.

Não deixe sua vida ficar muito séria. Viva como se estivesse num jogo, saboreie tudo o que conseguir, as derrotas e as vitórias, a força do amanhecer e a poesia do anoitecer.
Brinque, mas brinque muito. A felicidade é feita de muitos sorvetes.
De Roberto Shinyashiki


COISAS BOAS… OLHAR PRA TRÁS E SENTIR LEVEZA!

Gosto do que Ana Jácomo, diz sobre olhar para trás… tantas coisas 👀

Coisa boa olhar pra trás e sentir que a gente conseguiu sair dos lugares onde não tinha luz. Desapertar apertos enquanto colocava os pés no caminho. Desmanchar nuvens pesadas de tristeza com autoescuta e paciência.

Coisa boa olhar pra trás e sentir que agora a gente ama um pouquinho melhor. Que nossa bondade esticou os seus braços. Que tem joaninha pousada na nossa memória. Que, depois da ausência de nós mesmos, nosso amor hoje nos inclui.

Coisa boa olhar pra trás e sentir que pode ser mais simples. Que a gente não abre mais tanto espaço para complicação. Que ainda tem uma criança que brinca de roda com nossa alegria. Que tem passarinho no nosso sorriso. Que no nosso olhar ainda tem flor.

Coisa boa olhar pra trás e sentir ainda mais gratidão pela família da gente. Perceber que certas tempestades incrivelmente nos transformaram de um jeito bem bonito. Saber que, apesar de tanto, nosso coração ainda é bom. Saber que, apesar de tudo, o que prevalece é o amor.

ENVELHECER DE BEM COM A VIDA…

“Envelhecer é o único meio de viver muito tempo.
A idade madura é aquela na qual ainda se é jovem, porém com muito mais esforço.
O que mais me atormenta em relação às tolices de minha juventude não é havê-las cometido…
E sim não poder voltar a cometê-las.
Envelhecer é passar da paixão para a compaixão.
Muitas pessoas não chegam aos oitenta porque perdem muito tempo tentando ficar nos quarenta.
Aos vinte anos reina o desejo, aos trinta reina a razão, aos quarenta o juízo.
O que não é belo aos vinte, forte aos trinta, rico aos quarenta, nem sábio aos cinquenta, nunca será nem belo, nem forte, nem rico, nem sábio…
Quando se passa dos sessenta, são poucas as coisas que nos parecem absurdas.
Os jovens pensam que os velhos são bobos; os velhos sabem que os jovens o são.
A maturidade do homem é voltar a encontrar a serenidade como aquela que se usufruía quando se era menino.
Nada passa mais depressa que os anos.
Quando era jovem dizia:
“Verás quando tiver cinquenta anos”.
Tenho cinquenta anos e não estou vendo nada.
Nos olhos dos jovens arde a chama, nos olhos dos velhos brilha a luz.
A iniciativa da juventude vale tanto a experiência dos velhos.
Sempre há um menino em todos os homens.
A cada idade lhe cai bem uma conduta diferente.
Os jovens andam em grupo, os adultos em pares e os velhos andam sós.
Feliz é quem foi jovem em sua juventude e feliz é quem foi sábio em sua velhice.
Todos desejamos chegar à velhice e todos negamos que tenhamos chegado.
Não entendo isso dos anos: que, todavia, é bom vivê-los, mas não tê-los.
Adoro este texto de Albert Camus, tem muito do encantamento que os avós vivem com os netos. Sei bem disto

SER FELIZ!

Assim fui levando a minha vida. Sendo feliz… Quero reciclar minha alma, começar de novo, apagar alguns rastros, tampar algumas feridas. Quero olhar as coisas de um outro jeito e aos poucos me comportar de uma outra maneira. Quero esquecer algumas ofensas e ficar com alguns bons olhares. Quero esquecer os amores que tive e me abrir para os novos que virão, pois virão. Quero me desapegar de algumas coisas e pessoas que simplesmente vieram ou estão de passagem. Quero muita coisa, claro, mas antes de tudo, quero que seja tudo novo de agora em diante.

Assim como eu e Lara Bottas estamos vivendo e sendo feliz 😃

Veja também:

https://oterceiroato.com/2020/12/16/eu-mudei/

https://oterceiroato.com/2020/11/27/viver-por-dentro/

CONSELHO DE AVÓS.

Dia dos avós chegando, 👀 diferente agora com esta pandemia interminável que estamos passando… sempre regados de afeto ❤️. Se eu pudesse dar apenas um conselho aos vovós corujas, seria esse:

“Deixem os avós serem avós…”💗
Avós tem mil fotos do neto no celular, que ele pode mostrar, postar e babar… pois ter um neto é um privilégio dado por Deus… uma benção, eu diria.
Avós não precisam de permissão para visitar ou dar colinho…
Nem precisam de horário estipulado para irem embora… (usando o bom senso né?)
Avós querem ajudar no banho, fazer ninar se preciso e cheirar aquela carinha linda…
Avós são abrigo seguro, são mãos estendidas e protetores fiéis…
Avós sejam maternos ou paternos são iguais no amor, se preocupam e sentem saudades… e muita…

Gostam de dar conselhos e contar como era a maternidade no seu “tempo”… nostalgia cheia de emoções.
Avós não querem só contar histórias querem fazer história na vida do neto… E quantas tem construído juntos. Doces memórias que se eternizam.
Querem brincar e ensinar sapequices… vibrar com tudo.
Eles querem ser o apoio do filho e o olhar atento ao neto para que os pais possam descansar ou trabalhar…


Por que o breve é breve e o tempo você sabe…ele voa! E nós avós iremos partir e queremos deixar lembranças bonitas para nossos netos.

Quero desejar a todos os avós momentos maravilhosos e marcantes entre esta linda convivência que acontecem no dia a dia. Que possam deixar afeto e doçuras mil ❤️ . Eu escrevi um texto lindo no livro Avós e Netos… vale a pena ler. Tenho comigo alguns poucos exemplares ainda.

Veja também: https://oterceiroato.com/2020/10/15/historia-do-avental-da-vovo/

https://oterceiroato.com/2020/09/16/avos-anjos-em-forma-de-gente/

MINHA ALMA ESTÁ EM BRISA.

Este poema bonito é para aqueles que têm 60 anos ou mais, mas hoje é um luxo para todos. Leia com calma, saboreie você vai gostar deste texto. Circula por aí como sendo de autoria Anônimo, de Mário de Andrade ou Rubem Alves. Mas na realidade o texto é de Ricardo Gondim que escreveu e esta publicado no seu livro “Creio, mas tenho Dúvidas”, Editora Ultimato. Acrescento também minhas observações no texto, leiam:

Contei meus anos e descobri que tenho menos tempo para viver a partir daqui, do que o que eu vivi até agora.
Eu me sinto como aquela criança que ganhou um pacote de doces; O primeiro comeu com prazer, mas quando percebeu que havia poucos, começou a saboreá-los profundamente.
Já não tenho tempo para reuniões intermináveis em que são discutidos estatutos, regras, procedimentos e regulamentos internos, sabendo que nada será alcançado.
Não tenho mais tempo para apoiar pessoas absurdas que, apesar da idade cronológica, não cresceram.
Meu tempo é muito curto para discutir títulos. *Eu quero a essência, minha alma está com pressa … Sem muitos *doces* no pacote …

Quero viver ao lado de pessoas humanas, muito humanas. Que sabem rir dos seus erros. Que não ficam inchadas, com seus triunfos. Que não se consideram eleitos antes do tempo. Que não ficam longe de suas responsabilidades. Que defendem a dignidade humana. E querem andar do lado da verdade e da honestidade.
O essencial é o que faz a vida valer a pena.
Quero cercar-me de pessoas que sabem tocar os corações das pessoas
Pessoas a quem os golpes da vida, ensinaram a crescer com toques suaves na alma
*Sim … Estou com pressa … *Estou com pressa para viver com a intensidade que só a maturidade pode dar.*
Eu pretendo não desperdiçar nenhum dos doces que eu tenha ou ganhe… Tenho certeza de que eles serão mais requintados do que os que comi até agora.
Meu objetivo é chegar ao fim satisfeito e em paz com meus entes queridos e com a minha consciência.
Nós temos duas vidas e a segunda começa quando você percebe que você só tem uma…

Veja também: https://oterceiroato.com/2020/10/28/acorda-baby-boomer-a-vida-te-chama/

https://oterceiroato.com/2020/10/09/adaptando-se-ao-envelhecimento/

QUERO…

Este texto de Lara Bottas, me trouxe leveza e reflexão. Quero menos 👀. Leiam:

Quero reciclar minha alma, começar de novo, apagar alguns rastros, tampar algumas feridas. Quero olhar as coisas de um outro jeito e aos poucos me comportar de uma outra maneira. Quero esquecer algumas ofensas e ficar com alguns bons olhares. Quero esquecer os amores que tive e me abrir para os novos que virão, pois virão. Quero me desapegar de algumas coisas e pessoas que simplesmente vieram ou estão de passagem. Quero muita coisa, claro, mas antes de tudo, quero que seja tudo novo de agora em diante

Veja também: https://oterceiroato.com/2020/10/28/acorda-baby-boomer-a-vida-te-chama/

https://oterceiroato.com/2020/11/13/quando-eu-envelheco/

https://oterceiroato.com/2020/11/11/de-repente/

#horadedeixarovelhoirembora #etudosefeznovo #desapego

OS DELÍRIOS VERBAIS ME TERAPEUTAM…

Gostei muito desta crônica de Manoel de Barros, leiam

Certa vez, quando eu passava por um momento muito difícil , sonhei que seria operado do coração. Angustiado, eu pensava que não sobreviveria à operação. Não sei como fui parar ali, por quais caminhos andei ou fui levado. Sabia apenas que haveria uma operação e eu era o paciente a ser operado. De repente, adentra a sala de cirurgia o cirurgião. Ao vê-lo, meu medo desaparece, cheguei até a sorrir… Pois o médico que me operaria era nada mais nada menos do que o poeta Fernando Pessoa! No princípio, achei estranho. Mas depois percebi que fazia sentido ser um poeta o cirurgião de um coração angustiado. Sem demora, o cirurgião-poeta abriu meu peito, mas não com bisturi: não sangrou, nem houve dor. Ele enfiou uma das mãos, porém não foi suficiente. Somente as duas mãos do poeta conseguiram tirar meu coração do peito:

“Ele está pesado como um paralelepípedo! Preciso extrair o que lhe pesa”, diagnosticou o cirurgião-poeta. “O que lhe pesa não é coisa física, o que lhe pesa é a mágoa com o passado, a decepção com o presente, o medo do futuro e a descrença nos homens”, disse-me ele enquanto extraía tudo isso. Quando olhei para a mão do poeta, meu coração estava minúsculo, parecendo uma semente salva de um fruto que perecia. Protestei: “poeta, com esse coração pequenino não vou sobreviver!” O cirurgião-poeta então respondeu, terminando sua arte, sua “clínica”: “Ele está assim pequeno porque deixei apenas o coração da criança.” Após ouvir isso acordei, e não apenas daquele sonho, já amanhecia.

Queria registrar o sonho e me virei para pegar caneta e papel. Então, algo que estava sobre meu peito caiu ao meu lado na cama, era um livro que adormeci lendo: “O Eu Profundo e os outros Eus”, de Fernando Pessoa. Acordei de um sonho maravilhoso. Seria tão bom ter um cirurgião deste né? Já leu este livro?

Veja também: https://oterceiroato.com/2020/07/02/me-reinventando/

https://oterceiroato.com/2020/10/30/sou-aquela-mulher/