A ARTE DE SER AVÓ.

Uma singela homenagem aos avós que nos tempos modernos tem muitas vezes ajudado (ou até substituído) muitos pais em seu papel de protetores e educadores. Sempre parceiros, nesta missão. Parabéns a todos os avós 💗💓.

Não me canso de lembrar de tantas coisas boas que nossos netos nos trazem. Construímos muitas histórias juntas… marcamos nossas vidas eternamente… moramos no coração e no pensamento ⭐️… cheios de ternura e afeto 💓💗 carregados de amor 💓💗.

João Pedro (5 anos 🇬🇧) Noah (2 anos 🇺🇸) Eva (2 anos 🇫🇷)… são as minhas preciosidades… minha maior alegria. Gratidão. Eu sou uma avó coruja assumida:

“Netos são como heranças. Você os ganha sem merecer. Sem ter feito nada para isso, de repente lhe caem do céu… Sem se passarem as penas do amor, sem os compromissos do matrimônio, as dores da maternidade.

E não se trata de um filho suposto. O neto é, realmente, o sangue do seu sangue, o filho do filho, mais filho que filho mesmo….

A velhice tem suas alegrias, as suas compensações… Todavia, às vezes, lhe dá aquela nostalgia da mocidade. Não de amores nem de paixão; a doçura da meia-idade não lhe exige essas efervescências. A saudade é de alguma coisa que você tinha e lhe fugiu sutilmente junto com a mocidade. Bracinhos de criança no seu pescoço. Choro de criança…. Meu deus, para onde foram as suas crianças?

Pois aquela criancinha, longe de ser um estranho, é um menino que se lhe é “devolvido”. E o espantoso é que todos lhe reconhecem o seu direito sobre ele, ou pelo menos o seu direito de o amar com extravagância; ao contrário, causaria escândalo ou decepção.

A avó não tem direitos legais, mas oferece a sedução do romance e do imprevisto. Faz coisas não programadas. Leva a passear, “não ralha nunca”. Deixa lambuzar de pirulito. Não tem a menor pretensão pedagógica. É a confidente das horas de ressentimento, a secreta aliada nas crises de rebeldia.

E quando você vai embalar o neto e ele, tonto de sono, abre um olho, lhe reconhece, sorri e diz “vó”, seu coração estala de felicidade, como pão ao forno.”

Uma mensagem linda de Raquel de Queiroz que me toca profundamente. Me identifico muito com o que ela diz. Avó tem sido uma das melhores experiências da minha vida.

Dedico a todos os avós. Feliz Dia dos Avós 💓💗⭐️💐

(Fortaleza, 17/11/1910 – Rio de Janeiro, 4/11/2003)

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TODOS OS MEUS PAIS…

Todos os meus pais… Hoje minha mãe completaria mais um aniversário… faria 93 anos. São 3 anos que ela descansou 🙏🏻. Sinto tanta falta dela 👀🙏🏻 Penso neles com imenso amor no meu outono. Eram pais para todas as estações

Leandro Karnal, O Estado de S.Paulo
14 de março de 2021, publicou este texto. Um texto onde senti exatamente o que passei no decorrer da vida. O amor ❤️… as mudanças em cada fase nossa da vida e de nossos pais… as perdas… a saudade 💓. Os começos e recomeços. Leiam:

Eu era criança, terceiro de quatro filhos de uma família de classe média do interior do Rio Grande do Sul. Minha mãe, como se dizia na época, era “do lar”. Meu pai, advogado, político e professor. A infância foi consumida entre o colégio católico, brincar e ir para a praia no verão. De quando em vez, ficar na casa da minha avó materna. A autoridade dos meus pais era inquestionável, especialmente da minha mãe. Ambos pareciam sábios. Minha confiança era absoluta. Machucados, fome, compra de roupas, autorizações em geral? Favor dirigir-se ao balcão materno. Dúvidas de livros, pedidos de verba suplementar, questões vernáculas? O guichê era o paterno. O mundo era sólido, o amor parecia perfeito e tudo transcorria entre natais abundantes, ninhos de Páscoa, churrascos e a voz grave da babá com o original nome (verdade!) de… Zelosa. Fazia redações em maio e agosto sobre a perfeição dos pais.

Eu cresci ou mudaram os natais? Na adolescência, passei a me irritar com meu pai. “Você é filho do dr. Karnal?”, a frase obrigatória me perturbava na cidade pequena. Meu ser, em ebulição hormonal e descontrole, via defeitos enormes no homem que me gerara. Entre outros, graves, crime de lesa-pátria, erros hediondos: ele sempre fazia a sesta depois do almoço! Em outra ocasião, faltou a um recital de piano meu. Já imaginaram a gravidade disso? Deveria perder o então existente princípio do pátrio poder! Minha mãe me parecia invasiva e autoritária, sempre querendo saber de tudo. A comida e o dinheiro continuavam interessantes, mas os geradores dos bens não! Eu achava que os pais dos meus colegas de escola, em geral, pareciam melhores do que os meus.

Cresci. Entre a admiração cega da infância e a distância irrefletida da adolescência, surgiu a terceira geração de pais na minha consciência: seres humanos amorosos e com defeitos, a quem eu devia quase tudo. Morando fora, tinha saudade aguda de casa e da família. Um dia, olhando um velho relógio de pulso que meu pai me dera e que era dele havia décadas, chorei por muito tempo. Estudava longe e o frio do mundo aquecia a memória do lar.

Houve um quarto parto de pais. Eles envelheceram e foram amparados e cuidados por todos nós. Achaques da idade, declínios de memória, médicos em profusão, manias geriátricas: os quatro filhos viraram pais dos pais.

Na velhice deles, inverteu-se o curso do rio. Agora a água do afeto era para os dois. Os natais? Os aclamados e aguardados natais familiares eram organizados por nós. O objeto da nossa natividade? Eles. A parte chata (louça, cardápio, músicas, decoração e pagamentos) era nossa. A parte lúdica era deles. A cada celebração, muitas alegrias e uma pergunta velada: estarão aqui no ano que vem? A vida foi se tornando frágil e a chama da vela da existência parecia bruxulear.

Um dia, houve uma visita a um oncologista que determinou uma angustiante notícia e um horizonte de brevidade para meu pai. Foi devastador. Chegava o temido fim. Sete anos depois e infindáveis internações, apagou-se a vida da minha mãe.

Sem eles, emergiu a última memória e o derradeiro parto. Saudade forte, choros de quando em vez, humor nas lembranças e repetição de frases e hábitos. As lembranças tornaram-se cálidas. Toda vez que uso uma abotoadura do meu pai ou quando vejo uma foto da minha mãe, voltam-me universos dos muitos progenitores que eu tive, reunidos sob dois nomes apenas.

Os natais continuaram, as páscoas seguiram, os netos cresceram… Pais perfeitos, imperfeitos, humanos, canonizados, relembrados, reais, reinventados a cada nova curva da nossa biografia. Estão lá, sempre os mesmos e sempre diversos. As figuras variam de acordo com o grau dos óculos que utilizo e da minha vida que avança.

Como você, querida leitora, como você, estimado leitor, tive muitos pais e apenas dois. O recorte do amor é atemporal, a percepção dele depende do tempo.

Vi meus pais sob a luz forte do verão e no declínio do inverno. Penso neles com imenso amor no meu outono. Eram pais para todas as estações. Eles eram, afinal, o tronco que perde folhas, mas está sempre lá.

Várias vezes vi jovens fazendo o mesmo que eu fiz. Críticos dos pais, irritados, sentindo-se infelizes com idiossincrasias maternas ou paternas. Entendo perfeitamente. Aceito, igualmente, que a mangueira dará manga e que nunca estarei longe do pé ao cair da copa original. Sou o fruto de árvores genéticas e psíquicas. Tenho história, tenho biografia, tenho DNA e estrutura deles. E quando alguém rola, rola e rola para longe, irritado com as árvores geradoras, eu sorrio: vá florescer em outro sítio, querida manga rebelde. Faça tudo diferente e… gere mangas originais, só suas, absolutamente suas e… idênticas às frutas de onde você fugiu. Não é uma maldição. É um legado! A herança do amor. Apague tudo, delete o máximo possível, rasgue e queime lembranças: um sorriso afetivo de um casal continuará lá…

Choro hoje, atravessado pela saudade e pela vontade enorme de um momento a mais com eles. Ah, se eu soubesse amar do jeito que fui amado! Boa semana para pais e filhos. Esta história nunca poderá ser reparada.

O BOLO DO CHOCOLATE DE AVÓ. 😍

Uma triste realidade de muitos avós e pais no envelhecer. Precisamos repensar 👀. Os anos se passam 😔 a vida transforma tudo. O corre corre do dia a dia acaba afastando as pessoas. Já não tem tanto tempo mais para dar tanto afeto que precisam… 😍 no entanto temos sede de amor e de conversar simplesmente como era antigamente. Adorei este texto de Sidney Gavin, da pra refletir bastante:

Um dia, você fica cansado da solidão, da falta de atenção, você começa a perceber que já não faz tanta falta…Os netos que ficavam dias na sua casa e que passavam as férias com você, viajando, indo a cinemas, lanchonetes, festas, brincando, rindo…Cresceram e você ficou lá atrás, na infância deles…

Quando vai visitá-los, eles preferem ficar em seus quartos com aparelhos eletrônicos do que a sua visita e seu abraço…Você e sua esposa ficam sentados num sofá na sala sozinhos e acabam indo embora e muitas vezes parece até que eles desejavam isso… Deduzem que porque somos idosos, não percebemos as coisas, não sentimos falta de carinho, talvez seja nessa fase da vida que necessitamos mais de um beijo, de um abraço… De atenção!

A gente só consegue matar a saudade dos filhos e netos se formos visitá-los num dia em que eles não estejam ocupados… Não te convidam para um almoço tranqüilo, para conversar sobre as crianças, as notas escolares, e outras amenidades do cotidiano…Enfim, para passarmos algumas horas juntos igual antes.

Outro dia você telefona porque a saudade voltou a judiar e sua esposa fez um bolo de chocolate para as crianças e vocês querem ir vê-los, mas não podem, porque eles vão ao Shopping, a casa de amigos, receber visitas ou qualquer outra coisa, não tem um tempinho para nós, não cancelam nada para ficarem um pouco ao nosso lado… Naquela tarde você e sua esposa comem no café da tarde o bolo de chocolate feito com tanto carinho e saudade…

Você sente a falta de um telefonema, assim: “Pai! fiz um almoço gostoso, vem almoçar com a gente e passar a tarde aqui para colocarmos a conversa em dia” ou “Mãe estamos indo ai almoçar com vocês, estamos levando o pudim de coco que o papai gosta!” ou ainda “Vô! como vocês estão? Vem me buscar, quero dormir ai, amo vocês!”

Nesse dia que cansou da solidão, você vende sua casa, onde viveu feliz por muitos anos, para onde foi com seu amor quando casaram, onde seus filhos nasceram, cresceram e um dia mais tarde seus netos correram atrás de você se atirando em seus braços te apertando e rindo, te fazendo de cavalinho e dizendo o tanto que gostavam de você…Escolhe uma Casa de Repouso bem distante, e vai morar lá até quando Deus quiser, junto a pessoas que tem empatia por você, os mesmos problemas e as mesmas dores.

No entardecer de um dia de verão, você e sua esposa estão no jardim da Casa, vendo fotos amareladas, relembrando momentos felizes e comendo o bolo de chocolate que sua esposa sempre faz, quando algumas sombras dançam sobre a mesa, vocês erguem os olhos e ali de pé ao lado de vocês estão seus filhos já grisalhos, os netos agora adultos e talvez algum bisneto que vieram vê-los… Mas agora já é tarde… Você já não lembra de tantas coisas… O silêncio se faz e lágrimas ralas e lentas escorrem pelo seu rosto molhando as fotos espalhadas na mesa, enquanto a tarde começa lentamente a definhar…


Antes que isto aconteça vamos mudar… ter mais encontros presenciais ou virtuais (on-line) da forma que der. Vale tudo. Sempre é tempo de começar… Ambos vão ter muito do que recordar… muito além do bolo de chocolate. Doces memórias carregadas de afeto e amor. Abraços e Paz!

https://oterceiroato.com/2020/10/12/casa-de-mae-depois-que-se-vao/

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https://oterceiroato.com/2020/10/15/historia-do-avental-da-vovo/

… DE REPENTE JÁ É DEZEMBRO OUTRA VEZ!

Este ano o Natal será diferente 🎄. As famílias confraternizarão ✨🥂 mais a distância 😷, sem grandes aglomerações… em locais mais arejados 👀 devido ao coronavírus. Não podemos correr risco. Menos é mais 👀. Mas nem por isso terá tristeza, mas uma exploda de sentimentos… tudo junto e misturado. O amor nos faz cuidar uns dos outros. Via On-line poderemos brindar juntos. Leiam:

Enfeite a árvore de sua vida com guirlandas de gratidão!

Coloque no coração laços de cetim rosa, amarelo, azul, carmim.

Decore seu olhar com luzes brilhantes estendendo as cores em seu semblante.

Em sua lista de presentes em cada caixinha embrulhe um pedacinho de amor, carinho, ternura, reconciliação, perdão!

Tem presente de montão no estoque do nosso coração e não custa um tostão!

A hora é agora!

Enfeite seu interior!

Seja diferente!

Seja reluzente!

… de Cora Coralina para nós🪅

Um feliz mês de dezembro, pra você, pra mim, pra nós!!!🙏

Feliz Natal a todos os familiares e amigos… 🎄🎄🪅

QUANDO ADQUIRIMOS HISTÓRIAS DENTRO DE UM LAR…

Aprendi que a vida é feito de surpresas. As vezes assusta rsrsrs. Tudo tem seu tempo e hora certa pra acontecer. Nem tudo o que desejamos vem na hora que esperamos. As vezes vem antes, outras bem depois… outras nem chegam a acontecer. Deus sabe o que é melhor para cada um de nós. Tenho certeza disto.

Tudo é uma questão de aceitação e adaptação. Remamos conforme a maré, mudamos de rumo, se necessário quantas vezes forem preciso. Escolhas são feitas.

Ações trazem consequências, desafios e conquistas virão… apenas preste atenção! Intuição!!! Meu sexto sentido funciona bem.

Esperamos, paralisamos ou seguimos em frente aprendendo e sendo otimistas com o que a vida nos oferece. Não adianta brigar ou desanimar. Eu sigo caminhando inteira, intensa, feliz e em paz. Resiliência, fé, paciência e esperança nos trazem sabedoria e luz. Amor, gratidão e sonhos trazem leveza. Sou grata por tudo que conquistei… pela minha família e pelos amigos que tenho. Sinto-me abençoada.

Quando eu penso que quando comprei o “nosso” apartamento do Guaruja… penso logo que 🤩 não foi só isso. Foi muito mais!!!!

Foram todas as memórias de família… as minhas e as nossas… com muitos objetos significativos e de tantas fotos que falam.

Junto agregou-se doces lembranças desde a minha adolescência, maturidade até o meu envelhecimento… ⭐️ de filha, de irmã, de esposa, de mãe e de avó. Trouxeram assim tudo… tudooooo junto e misturado… desde a minha época vivida… assim como a dos meus filhos da: infância, adolescência e juventude… dos enteados… como a de meus familiares.

Quantos Ano Novos, finais de semana feriados, férias passamos juntos aqui. Quantas alegrias aconteceram 🤩🥂

Neste pacote vieram histórias construídas ao longo deste tempo todo. Veio sim 👀 carregado de memórias afetivas 🤩🙏🏻. Infinitas! Não podia ser melhor. E vem muito mais…

Com o tempo 🤩 Repaginando cada pedacinho, com muito amor e carinho 😍, agora sim…

Estamos preparados para novas etapas… que ainda trarão muitas e outras 🥂⭐️🍷 novas alegrias… Mais histórias a serem contadas 🙏🏻👀🤩, para o meu legado😍🙌🏻. Basta só viver um dia de cada vez, saboreando cada momento.

CASA DE MÃE… DEPOIS QUE SE VÃO!

Para meus filhos. Casa de mãe depois que os filhos se vão.

Casa de mãe depois que os filhos se vão é um oratório. Amanhece e anoitece prece. Já não temos acesso àquelas coisinhas básicas do dia a dia, as recomendações e perguntas que tanto a eles desagradavam e enfureciam: com quem vai, onde é, a que horas começa, a que horas termina, a que horas você chega, vem cá menina, pega a blusa de frio, cadê os documentos, filho.
Impossibilitados os avisos e recomendações, só nos resta a oração, daí tropeçamos todos os dias em nossos santos e santas de preferência, e nossa devoção levanta as mãos já no café da manhã e se deita conosco.
Casa de mãe depois que os filhos se vão é lugar de silêncio, falta nela a conversa, a risada, a implicância, a displicência, a desorganização. Falta panela suja, copos nos quartos, luzes acesas sem necessidade…aliás, casa de mãe depois que os filhos se vão vive acesa. É um iluminado protesto a tanta ausência.
Casa de mãe depois que os filhos se vão tem sempre o mesmo cheiro. Falta-lhe o perfume que eles passam e deixam antes da balada, falta cheiro de shampoo derramado no banheiro, falta a embriaguez de alho fritando para refogar arroz, falta aroma da cebola que a gente pica escondido porque um deles não gosta ( mas como fazer aquele prato sem colocá-la?), falta a cara boa raspando o prato, o “isso tá bão, mãe”. O melhor agradecimento é um prato vazio, quando os filhos ainda estão. Agora falta cozinha cheia de desejos atendidos.
Casa de mãe depois que os filhos se vão é um recorte no tempo, é um rasgo na alma. É quarto demais, e gente de menos.
É retrato de um tempo em que a gente vivia distraída da alegria abundante deles. Um tempo de maturar frutos, para dá-los a colher ao mundo. Até que esse dia chega, e lá se vai seu fruto ganhar estrada, descobrir seus rumos, navegar por conta própria com as mãos no leme que você , um dia, lhe mostrou como manejar.
Aí fica a casa, e nela, as coisas que eles não levam de jeito nenhum para a nova vida, mas também não as dispensam: o caminhão da infância, a boneca na porta do quarto, os livros, discos, papéis e desenhos e fotografias – todas te olhando em estranha provocação.
Casa de mãe depois que os filhos se vão não é mais casa de mãe. É a casa da mãe. Para onde eles voltam num feriado, em um final de semana, num pedaço de férias.
Casa de mãe depois que os filhos se vão é um grande portão esperando ser aberto. É corredor solitário aguardando que eles o atravessem rumo aos quartos. É área de serviço sem serviço.
Casa de mãe depois que os filhos se vão tem sempre alguém rezando, um cachorrinho esperando, e muitos dias, todos enfileirados, obedientes e esperançosos da certeza de qualquer dia eles chegam e você vai agradecer por todas as suas preces terem sido atendidas.
Porque, vamos combinar, não é que você fez direitinho seu trabalho, e estava certo quem disse que quem sai aos seus não degenera e aqueles frutos não caíram longe do pé?
E saudade, afinal, não é mesmo uma casa que se chama mãe?

Minha casa está assim silenciosa e esperançosa aguardando ser preenchida pela barulheira, os sorriso e as gargalhadas dos filhos… da doçura das suas chamadas “mãe” me faz bolinho de chuva? Iluminando e preenchendo tudo novamente num piscar de olhos.
Esperando vir com suas famílias… os meus netinhos amados correndo pela casa e juntos vamos descobrir novas maneiras de olhar e experimentar tudo… e nos divertir muito. Histórias construídas com muito afeto e recheadas de amor ❤️ marcantes… únicas… guardadas nas lembranças de toda uma vida!

Assim este texto de Miryan Lucy Rezende consegue dizer tudo que eu penso. E você o que acha?

AVÓS… ANJOS EM FORMA DE GENTE!

Avós parecem que já nascem avós. Estava olhando para a minha vó ontem à tarde e comecei a imaginar como ela era na minha idade. Quais eram os papos com as amigas, como foi o primeiro beijo, as festas, os sonhos. Mas fiquei na minha, não perguntei. Prefiro crer que ela já nasceu avó. Acredito que esse lance de ser avó(ô) seja vocação, sei lá. Só sei que eu tive sorte. Fui paparicada a vida inteira pelos meus. Ao lado da minha casa, lá no interior da Bahia, tinha uma padaria. Imagina só, sonho de toda criança. Todas as minhas moedinhas eram convertidas em “Big Big”, que na época custava 5 centavos. “Vovoinho, me dá uma ‘niquinha’?”. E sem pensar, ele colocava a mão no bolso e retirava algumas moedas.

Todo dia era assim. Sem reclamar, sem fazer cara feia, atendia todos os meus pedidos. “Minha vó, que vontade de comer tal coisa”. E lá ia ela buscar, preparar, mandava pegar em marte se preciso fosse. Mas o meu pedido era atendido. Até hoje é assim. Nunca gostei da minha cama, cama boa mesmo era a dos meus avós.

Dormia lá todas as noites, o lugar mais seguro do mundo. E mosquito nenhum se atrevia chegar perto, ela passava a noite espantando-os do meu ouvido. Às vezes eu ainda nem tinha pegado no sono e via que ela acordava para ver se eu estava embrulhada direito.

O meu avô já virou estrela. Vez em sempre a saudade bate e eu rezo para que a gente se reencontre um dia. A minha avó, graças a Deus, continua ao meu lado. E apesar dos meus 20 e tantos anos, ainda me liga, todos os dias, para saber se eu já comi. Se eu pudesse inventar uma lei universal, não tenho dúvidas que seria essa: avós devem viver para sempre!

É uma piada sem graça essa história que eles podem nos deixar a qualquer momento, logo eles que fizeram todas as nossas vontades, logo eles que fizeram os nossos pratos prediletos, os lanches mais gostosos, o denguinho que ninguém sabe fazer igual. A casa dos nossos avós tem perfume, tem aconchego, tem cheiro de café no fim da tarde. O abraço deles é diferente, tem afeto, tem proteção, tem gostinho de quero mais. São anjos que Deus coloca disfarçados de gente para cuidar da gente. Como somos sortudos! Os netos crescem, criam asas, voam pelo mundo e eles continuam sempre ali.

O tempo às vezes não colabora e eles vão ficando cada dia mais frágeis, o som do chinelo cada dia mais arrastado no corredor, os reflexos não são os mesmos, mas a disposição para nos agradar permanece. Como nos despedir de seres tão especiais? Como dizer adeus? Como não desejar um último abraço, um último bate-papo no fim da tarde?

É triste, dói, o nó na garganta é inevitável. Mas têm coisas que estão além do nosso entendimento. E quando eles viram estrelas, é chegado o momento de agradecer pela sorte de ter convivido com eles e rezar para que estejam num lugar iluminado e cheio de conforto. No final das contas, fica uma saudade boa. Esta bela declaração de amor pelos avós, que eu amei… foi escrita no portal da avosidade, por Ingrid Bárbara.

Fonte: https://avosidade.com.br/anjos-em-forma-de-gente/

NÃO PLANEJAMOS ISTO, MAS…

Li este post da Fernanda Floret no Instagram “vestida de mãe” e adorei, quis compartilhar com você. Levanta sacode a poeira e da a volta por cima… com todos os cuidados necessários, vivendo sim com otimismo, nos protegendo bem até descobrirem a vacina para o coronavírus, leiam:

Não é o ano que planejamos, que sonhamos, que desejamos, mas quero te contar que o ano está acontecendo.
⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
Não tem escola do jeito que gostaríamos, mas tem aulas online, tem aprendizado nas pequenas ações em família.
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Não tem diversão do jeito que queremos, mas podemos experimentar opções novas.
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Tem muito desemprego e rendas afetadas infelizmente, mas tem gente se reinventando também.
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Não dá para estar bem todos os dias neste ano, mas dá para seguir em frente.
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Temos boas notícias, vacinas sendo desenvolvidas em tempo recorde. Mas até ser aprovada, produzida, aplicada em toda população brasileira, estamos falando de uma previsão otimista mais ou menos de Abril de 2021.
⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
Quando essa data chegar, você vai olhar para trás e ver que ficou 1 ano inteiro isolada vibrando no problema? Ou faz parte também saber viver numa nova realidade?
⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
A questão de ficar apenas vibrando no medo é que você faz escolhas só para sobreviver, sem uma visão ampla de enxergar novas possibilidades. Só foca no problema, no julgamento.
⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
Faz parte ensinar para nossos filhos sobre cair e levantar, se adaptar às novas situações (essa é uma das grandes habilidades do futuro, não é mesmo?). Sempre com segurança, com máscara, álcool-gel, distanciamento físico, novos hábitos de saúde e cuidado, se proteger o máximo contra este vírus tão contagioso e perigoso – mas cuidar da saúde emocional.
⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
Você está cuidando da sua saúde emocional ou está esperando a quarentena acabar?
⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
Eu desejo que cada um dentro dos seus valores e limites possam lidar com suas emoções vibrando para o positivo.
✨✨✨

Veja também: https://oterceiroato.com/2020/05/10/mulheres-maes/. https://oterceiroato.com/2020/04/21/a-vida-e-suas-pedras/

MEMÓRIAS…

“De vez em quando a vida preciso ser vista de ângulos diferente”.

Eu vou indo… eu vou evoluindo!

Sobre estar em movimento, me reinventando, vivendo essa metamorfose ambulante que é a vida.

Existem momentos únicos que duram segundos, mas deixam lembranças para a vida toda. São únicos e inesquecíveis.

No final tudo vira história. Então ria de si mesmo, eternize os sorrisos na sua memória.

INSTANTES…

“Memórias merecem destaque. As lembranças desobedecem, entre a vontade de serem nada e o gosto de me roubarem o presente”. Mia Couto

Sabe aquele lugar especial no mundo capaz de nos desligar da mente e reviver as melhores lembranças da infância? Pois é aqui! O Agora!!!

Instantes é o que temos. As vezes nem percebemos… Mas temos também o que fazemos com ele. Aí sim… Eternizamos. Construindo lembranças e guardando na memória. Damos cor, brilho e vida. E vamos colorindo com as cores que escolhemos.

Nossa alma carregam nossos instantes, nossas vivências e nossas memórias. É pra lá que voltamos pra sentir nossa história. Memórias… elas resgatam instantes e nos faz sentir o sabor daquela emoção novamente, quantas vezes quisermos. Eu sempre transito entre o presente e o passado. Gosto de relembrar, Reviver! Quais memórias você tem carregado com vocês?