PARIS – CATEDRAL DE NOTRE DAME.

Nove meses (15/4/2019) após o grande incêndio na Catedral de Notre-Dame em Paris, o trabalho de #restauração já começou… explicaram que demorou um pouco mais devido a um atraso nas obras estruturais.

Mácron prometeu até 5 anos para terminar a reforma da Catedral, mas eu acredito que levará bem mais tempo.

Eu queria muito ver como está indo a restauração dela por fora… eles interditaram toda a região á sua volta para o público devido aos riscos e para segurança das pessoas, mas podemos observar bem do outro lado do rio Sena. A destruição foi devassadora…

Já começando agora a despontar as áreas externas… fazendo os alicerces por todo a sua volta em madeira. Passei algumas vezes por ela… de táxi. Desculpe, as fotos não estão ruins pois fiz dentro do carro.

Muito trabalho eles tem ainda pela frente. Triste de ver isto, sempre foi um dos meus passeios preferidos quando vinha a Paris… sempre caminhamos muito pela região. Quem sabe daqui um tempo irei revê-la com toda a sua beleza.

“A catedral ainda está em estado de risco”, afirmou em 05/01 o general Jean-Louis Georgelin, encarregado pelo sua reforma. Por isso eles recuaram todo o entorno dela.

A Notre Dame é uma das mais importantes catedrais da Europa e faz parte da história de Paris desde seus primórdios. Todos sentiram muito quando viram ela sendo destruída pelo fogo. Doeu!

Depois da reforma vamos continuar a ver:

No seu exterior, são milhares de detalhes arquitetônicos para descobrir; no interior, esculturas, vitrais, sinos e relíquias para conhecer.

A catedral de Notre Dame de Paris possui uma das mais importantes relíquias da cristandade: os fragmentos da Coroa de espinhos com a qual Cristo foi coroado pelos soldados romanos.

Quando estiverem diante da Notre Dame, a vinte metros do solo, você verá 28 personagens representando os reis da Judéia. Cada estátua mede 3.50m de altura. Vale a pena subir, vai ter uma vista surpreendente de Paris.

A catedral indica o centro geográfico da cidade. Uma pequena placa no solo marca o ponto zero para o cálculo de todas as distâncias. Uma foto com o pezinho no point zero é uma das clássicas do circuito turístico internacional.

#catedraldenotredame #paris #catedraldenotredame #reformadacatedral #restauração #envelhecer #envelhecerbem #viagens #viagem

PARIS – VISITANDO O MUSÉE DE l’ORANGERIE – MONET.

Hoje fui visitar o museu Musée de l’Orangerie que está localizado dentro do Jardin des Tuileries. É um dos museus em Paris com jardins mais belos… são repletos de fontes e esculturas de diferentes períodos. Caminhamos um pouco no Jardin des Tuileries… que está entre o Museu do Louvre e a badalada Champs-Élysées… antes de entrar nele até a Place le lá Concórde, onde pudemos ver o imenso Obelisco de Luxor (23 metros de altura)… ao fundo dá pra ver o Arco do Triunfo (da qual está alinhado) e também ao lado a Torre Eiffel que estava bem coberta pela neblina da metade para cima. É muito interessante.

O museu possui obras renomadas do pintor Claude Monet e outros artistas como: Renoir, Gauguin, Matisse, Cézanne, Modigliani entre outros.

Eu amei visitar as salas com os murais dos nenúfares de #monet… as Les Nymphéas que vistas ao vivo são simplesmente extraordinários. A maior composição mede 17 metros, e para sua execução utilizou 4 painéis. A menor tem 6 metros de comprimento. Todas tem 2 metros de altura. Imaginem essas oito imensas composições murais conformadas por 22 painéis… Fiquei encantada com estas pinturas monumentais das flores sobre as águas, reflexos e nuvens.

Monet não chegou a ver sua obra exposta, faleceu em dezembro de 1926 e o museu foi inaugurado em maio de 1927.

Adorei um quadro de Luigi Russolo, o La Revolte, bem colorido. O museu estava com pouco movimento devido a greve em Paris. Vale a pena conhecer.

Horários: Aberto todos os dias, menos às terças,das 9h às 18h. Fechado no dia 1° de maio, na parte da manhã de 14 de julho e em 25 de dezembro. Preço: 7 € por pessoa. Grátis no primeiro domingo do mês e para europeus ou residentes na Europa com menos de 26 anos. Mais informações no site do museu.

Endereço: Jardin de Tuileries (ao lado do Rio Sena)

#lesnympheas #jardindetuileries #monet #claudemonet #paris #placelelaconcorde #obeliscodeluxor #arcodotriunfo #museus #museedel’orangerie #envelhecer #envelhecerbem #viagens #viagem

PARIS – ALMOÇO NO LES OMBRES EM #PARIS

Estou em Paris curtindo a família de minha enteada. Nossa netinha está muito linda e engraçadinha. Com 1 ano e 6 meses está descobrindo o mundo com tanta curiosidade e agilidade… vai de lá para cá rapidamente, experimentando tudo que vê… Agora está na fase do “faz de conta” e adorando brincar de cozinhar e servir café. Uma graça. Começando agora a sair as suas primeiras palavrinhas… são em francês. Pode isso? Muito emocionante participar destas descobertas dela. Quero curtir muitoooo eles aqui. Deixamos ela na escolinha logo de manhã.

Hoje fomos almoçar no restaurante Les Ombres (de comida africana, francesa, contemporâneo e centro-americana)…comemorar o ano que começa. #lesombres #paris.

Este é um dos restaurantes com a mais linda vista da Torre Eiffel. Para você ter uma ideia, ele se chama Les Ombres em função do reflexo da #torreeiffel sobre a cobertura de vidro do restaurante.

Ele se encontra no último andar do Museu do Quai Branly e a decoração foi projeto do arquiteto Jean Nouvel. A vista é #maravilhosa! A Torre Eiffel, imensa, na sua frente, e o Sena passando lentamente embaixo. Tudo isso você pode ver através da cobertura onde fica o restaurante e circulado com paredes de vidro. Dà pra imaginar isso?

Ambiente è top, diferenciado e encantador… Com uma comida #gourmet muito boa… veem lindamente empratados.

Sim, foi uma das #experiências mais #memoráveis da minha vida… é um local que me #emocionou… não só pela beleza e magnitude do local, como pela visão #excepcional da Torre Eiffel. Fomos #agradecer pelo ano que passou e dar as boas vindas ao ano novo que está chegando. Tem que reservar com antecedência.

O atendimento foi excepcional desde a entrada até o final… todos extremamente preparados, atenciosos e te fazendo sentir-se único… foi assim que me senti.

Nos dias quentes, você pode ficar no terraço exterior. No inverno, o teto de vidro garante a vista de qualquer ângulo, foi onde ficamos.

É também um restaurante com uma cozinha  elegante… tendo um cardápio variado a lá carte ou menu sugestão do chef no almoço ou no jantar.

Uma sugestão: escolha o menu completo já com entrada, prato principal e a sobremesa por €47 em 2020.

Se você quiser um lugar especial em Paris para comer ou fazer uma #comemoraçãoespecial, super recomendo este #restaurante.

Les Ombres: 27 Quai Branly, 75007.

Para saber mais: https://www.lesombres-restaurant.com/

Clique aqui para reservar uma mesa no Les Ombres

GOSTO DO QUE É SIMPLES…

Chega uma hora na vida da gente que queremos descomplicar tudoooo… eu quero só simplicidade… eu gosto da simplicidade. Viver assim é bem melhor. Assim como #ClaraBaccarin descreveu:

“Da #vida quero o que é simples, mas de boa qualidade.

Troco um jantar requintado por um arroz-feijão feito em casa refogado com muita cebola, alho e papo furado.

Gosto dos sentimentos simples, mas bem temperados. Do sorriso caseiro com uma pitada de pimenta. Das receitas simples de felicidade, fáceis de decorar, de seguir e de ensinar.

Gosto de um canteiro de afeto cultivado no aparador da janela. Do cheiro acolhedor invadindo a casa e os corações. Das falas fáceis, da risada solta, dos medos guardados do lado de fora da porta de entrada.

Gosto de comer me reconhecendo nos sabores. De lembrar a riqueza que é apreciar sentimentos #familiares.

Gosto de me sentir em casa dentro de mim quando estou perto do outro.

Gosto da #simplicidade #afetiva.

DE CARA NOVA…

Se você tá lendo esse post já deve ter percebido que estamos com uma cara nova no blog.

Depois de três anos juntos, achei que era hora de mudar, aproveitei pra dar uma cara mais clean, profissional e organizada.

Resolvi então terminar o ano com o Blog de “cara nova”, além de um novo layout. Vocês gostaram?

Ainda tenho alguns ajustes a fazer, mas espero que vocês curtam. Quero muito ouvir sua opinião, pois é neste diálogo que vamos nos ajustando e melhorando cada vez mais.

Este ano trabalhei bastante para aumentar a minha presença na internet e dar maior visibilidade ao trabalhos direcionados principalmente para quem está “envelhecendo de bem com a vida”. Fazemos parte de uma nova geração de idosos que está se “reinventando”. Não somos mais como eles eram antigamente…

Todos os dias estão nos percebendo e ganhamos mais visibilidade e destaque no mundo!

Agora que nós percebemos que ganhamos um tempo maior de vida, que estamos muito bem obrigada e que ainda temos muitos sonhos e projetos para serem realizados, resolvemos mostrar pra que viemos. Eu faço parte destas mudanças.

Tudo que eu vejo, leio ou escuto… que nos faz bem e nos traz uma melhor qualidade de vida… (principalmente aqui em São Paulo) eu compartilho com pra vocês.

Estou sempre trabalhando para melhorar a cada dia os meus canais de comunicação no Blog, no Instagram e no Facebook…

O insta do terceiro ato é:

@oterceiroato ou https://instagram.com/oterceiroato?igshid=9xqvni2k7ew9

O Facebook é : https://m.facebook.com/profile.php?id=940378169355306&ref=content_filter

Espero vocês lá…

Aguarde que vem mais novidades por aí em breve!!

Um feliz 2020 pra todos vocês.

DEFICIÊNCIAS – POR MARIO QUINTANA…

mario quintana

“A verdadeira deficiência é aquela que prende o ser humano por dentro e não por fora, pois até os incapacitados de andar podem ser livres para voar”. Thaís Moraes

Neste texto, Mario Quintana discorre de como podemos ser deficientes perigosos para nós mesmos e para aqueles que nos cercam. E alerta que deficiências éticas e comportamentais são mais destruidoras dos que as deficiências físicas, já que essas são, na maioria das vezes, imperceptíveis a olho nu. Leiam:

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“DEFICIENTE” é aquele que não consegue modificar a vida, aceitando as imposições de outras pessoas ou da sociedade e que vive, sem ter consciência de que é dono de seu destino.

“LOUCO” é quem não procura ser feliz com o que possui.

“CEGO” é aquele que não vê seu próximo morrer de frio, de fome, de miséria, e só tem olhos para seus míseros problemas e pequenas dores.

“SURDO” é aquele que não tem tempo de ouvir um desabafo de um amigo, ou apelo de um irmão. Pois está sempre apressado para o trabalho e querer garantir seus tostões no fim do mês.

“MUDO” é aquele que não consegue falar o que sente e se esconde por trás da máscara da hipocrisia.

“PARALÍTICO” é quem não consegue andar na direção daqueles que precisam de sua ajuda.

“DIABÉTICO” é quem não consegue ser doce.

“ANÃO” é quem não sabe deixar o amor crescer.

E finalmente, a pior das deficiências é ser miserável, pois:

“MISERÁVEIS” são todos que não conseguem falar com Deus.

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O ASILO DOS MEUS SONHOS!

Déa Januzzi, nos presenteando com mais uma bela crônica, leia:

Um dia, ainda vou construir um asilo para velhos. Mas a primeira medida que vou tomar será achar um outro nome para asilo, que não lembre morredouro, como proclamou Simone Beauvoir, no livro Envelhecer, para definir um lugar onde os velhos são depositados para morrer. Não vou mudar só o nome, mas também a filosofia. Vou pintar as paredes do asilo com as cores do arco-íris, abusar dos amarelos, laranjas e vermelhos. Vou abolir os azulejos brancos, insípidos, frios como lápides. Colocar girassóis nas janelas. Vou plantar grama por toda a parte interna da casa, para que os velhos andem descalços e sintam a relva roçar os pés como cócegas.

No asilo que vou construir haverá quintal, jardins e árvores por todos os lados. As janelas estarão sempre abertas para o vento que vai entrar pelos cômodos, passear pelos cabelos dos idosos, levantar as saias e os chapéus, arejar os corações com o aroma das manhãs. Colocarei uma fonte luminosa em cada corredor. Nada de bingo e orações em excesso. Os idosos da minha comunidade vão pintar sóis ao despertar de cada dia, com os próprios pés, que serão mergulhados em baldes de tinta. O ritual será como um escalda-pés de cores. Vou ungir os velhos com a minha fé num mundo novo. No meu asilo, que definitivamente não terá esse nome, não permitirei capelas por todos os lados, como se os idosos já estivessem à beira da morte. Nada de missa demais, cânticos de qualquer igreja, com honrosa exceção para o canto gregoriano dos monges beneditinos, pois os idosos precisam de bancos ao ar livre e não de sepulcros.

Vou pintar o teto de azul e colocar estrelas fosforescentes, para que eles durmam com os olhos nas constelações. Não haverá escuridão nem gritos depois que as luzes se apagarem, mas o brilho das estrelas do teto, sob o ruído suave e persistente das fontes. Todos os idosos poderão ter um animal de estimação, um pássaro, uma tartaruga, um cão, um gato. Mesmo que de pelúcia. Todos poderão verter lágrimas. O choro será livre, em nome dos filhos que os abandonaram sem deixar endereço. Haverá o dia de chorar pelos filhos que enterraram os pais vivos nos asilos. Neste dia, todos os idosos poderão xingar, gritar, deixar toda a raiva sair para fora, como um mar de ondas revoltas.

Os almoços serão sempre festivos e a comida terá um sabor especial, com temperos suaves. Não dispensarei alho, cebola, manjericão, alecrim, sálvia, salsinha, cebolinha. Com gosto de viver, para que o paladar se torne cada vez mais apurado. Nada de pratos de alumínio ou de plásticos. Os idosos vão comer em pratos que escolherão. Haverá o dia da sobremesa que tem gosto de infância, como ambrosia, arroz doce, bala delícia, brigadeiro, amor em pedaços.

O café da manhã será uma celebração. Amanhecer na velhice é mais do que um privilégio, é festejar mais um dia de vida, mais uma dádiva, que será posta na mesa junto com o café com leite, pães feitos por Magui, no Sítio Sertãozinho, com ervas e boas intenções, além de iogurte, cereais, mel e frutas. O café da manhã vai durar uma eternidade. Será uma espécie de ritual, com músicas da nova era para despertar os sentidos. Depois, haverá aulas de alongamento e todos irão para o jardim, tomar sol e brincar. Haverá até um quarto de brinquedos, pois os velhos se tornam crianças. É a idade do desconhecimento, de falar e de fazer o que tiver vontade. Que o diga dona Conceição, de 75 anos, que vive num asilo da capital. Ela não se desgruda de uma enorme boneca de borracha. Ela só encontrou a paz da velhice, depois que teve uma boneca entre os braços, para cuidar, proteger, ser útil. A boca entreaberta da boneca revela que Conceição não a deixa com fome. Pedacinhos de pão escorregam pela boca da bonequinha.

No meu asilo, que não terá esse nome definitivamente, não será pecado envelhecer, ter rugas e cabelos brancos. Para isso, vou pedir ajuda aos contadores de história, aos Doutores da Alegria, aos Anjos da Dança, aos terapeutas de Alexandria e holísticos, aos tanatologistas, aos psicólogos das oficinas da memória, aos mágicos, palhaços, aos artistas, para que se revezem no ofício de transmutar a vida. No meu asilo, que não terá esse nome definitivamente, os velhos vão poder namorar, casar, separar, porque o sexo não é coisa de jovem. O desejo não envelhece nunca.nem morre. Haverá bangalôs para os casais enamorados, a praça do footing, da pipoca e do algodão-doce e até um parque de diversões, com lago e patos. Haverá saraus de poesia, com declamação de poemas longos, infindáveis.

Os jovens farão de seus braços bengalas para os velhos. Juntos, eles caminharão pelas alamedas, serão companheiros nessa viagem pelo tempo de viver. O passado e o futuro, sem confronto, porque o respeito será traduzido em abraços, rodas de conversas, música, malabarismo e até fogueiras nas noites de inverno, com canjica, quentão e quadrilha. E, quem sabe, um copo de vinho tinto. Haverá óleos essenciais para massagens curativas. Os corpos dos velhos exalarão o doce perfume de sândalo.

Eles poderão rabiscar as paredes. Cada morador dessa comunidade poderá levar para o seu quarto, lembranças de antigas casas: panelas, porta-retratos, quadros, cadeiras de balanços, xícaras de porcelana, cristais, álbuns de fotos, linhas, baús, xales, tudo o que levar ao aconchego, todas as recordações afetivas. Ninguém poderá destituir os mais velhos de seus pertences e recordações. Nessa comunidade, com certeza, eu levaria até a minha mãe, para morar no andar debaixo do meu sótão, bem junto de mim. Quando eu estiver lá em cima, escutarei o barulho da cadeira de balanço a ranger ternura, exalar história e sabedoria por todas as frestas desse asukim que não terá esse nome nem cheiro de solidão.

Esta crônica foi publicada originalmente no jornal Estado de Minas.