SOU FEITA DE CICATRIZES E GRATIDÃO…

Sou feita de histórias que não deram certo, de frases sem ponto final, de reticências… Sou feita de uma porção de livros lidos pela metade… outros relidos várias vezes. Sou feita de humanidade. Carne, ossos e humanidade!

Todas as minhas histórias… algumas pela metade, (ou quase todas), me deixaram completamente inteira. Inteira de mim… de tudo que não desejo, de tudo que não tolero mais. Sei exatamente quando e o que.

Sou feita de sim, muitos deles. Mas, graças ao tempo, sou feita de não, mais ainda deles. Não ao que me fere, ao que me faz mal, ao que não me alimenta… ao que não tolero mais. Sou feita de construções e reconstruções. Sou feita de corpo, alma e histórias!

Sou feita de santos, budas e Iemanjás. Também sou feita de muita complexidade. Sou sonhos, sou desilusão. Ouso sonhar e acreditar. Não sou feita de basílicas, capelas, igrejas, sés ou conventos, mas sou todinha retalhada na fé.

Fé é o que me movimenta, é o que me levanta todos os dias, é o que seca minha alma depois do temporal. Fé é meu prato preferido. Fé é a roupa que mais me cai bem. Fé me acompanha sempre! Muita fé!

Sou feita de anseios, de preocupação. Sou feita de luz e escuridão. Sou feita de beijos, pele, conexão. Sou feita de amor, abraços e música clássica. Tudo pulsa dentro de mim. Sou feita de amor… muitas cores e sons!

Sou feita de detalhes que não me recordo bem (e de uma péssima memória). Sou feita de imensa facilidade em desculpar (outras nem tanto rsrsrs) mas de uma capacidade ainda maior em tentar esquecer ou compreender quem me machucou. Sou feita de esperança que em impulsiona pra frente!

Sou feita do amor dos meus pais, dos meus irmãos, da minha avó, do meu marido, dos meus filhos, enteados, dos meus netos e dos meus amigos. Sou feita do que já conquistei, mas, mais ainda de tudo o que perdi na vida.

Foi o que perdi que me manteve alerta. Foi o que aprendi na dor que me fez forte, firme e foi o que entendi do amor que me fez humana. Compreender, observar, amar, falar e ouvir fez parte de mim. Positivismo na vida, me impulsionou. Superei… resisti… construí e reconstruí novas histórias… Resiliente fui, sempre. Vivi e vivo em paz… de bem com o mundo é a vida!

Sou feita de cicatriz e gratidão!

Assim como Ju Farias também… sou feita assim…

MULHERES MÃES…

Todas as mulheres são Mães, porque ser Mãe é muito mais que o ato físico de dar à luz. É um dom, uma virtude, um modo de ser e sentir, um não sei quê que a mulher traz dentro de si. Mãe faz parte do DNA das mulheres desde seu nascimento.

Meninos brincam com seus carrinhos bonecos e games de luta, jogam futebol e quase sempre voltam sujos e até machucados. Meninas brincam com suas bonecas casinhas, comidinhas imaginárias que trazem para a gente experimentar com uma xicrinha de chá vazia de líquidos, mas cheia de sonhos. Suas bonecas não são seres inanimados. Elas as chamam pelo nome, penteiam seus cabelos, trocam suas roupinhas, conversam com elas. Elas cuidam de suas bonecas. Desde pequenas elas cuidam, elas protegem.

Quando estão com as amiguinhas no mais do tempo conversam cochicham compartilham segredos, falam bem ou mal das outras meninas e dos meninos, mas falam, às vezes todas ao mesmo tempo, o que desespera os meninos. Comentam os quase namoros, a sandália diferente da amiga, que talvez lhes provoque uma inveja que não demonstram. Diferente dos meninos que falam o que pensam ou acham, elas falam o que sentem. Confiantes, voltam para casa sempre arrumadas, a alma cheia de estórias para contar e sonhos para sonhar. Ao chegar contam e vibram com emoção, coisa rara para os meninos. As emoções e a intuição precedem seu pensar.

Meninos voltam para casa sem nada falar ou reparar, vão correndo para seus quartos e brinquedos. Meninas chegam, notam a nova planta na sala, e sem mesmo olhar, percebem e perguntam: mamãe, por que você está triste? E antes que a mãe responda, lhe entregam seu abraço, muitas vezes sem nada perguntar ou dizer. Sofrem quando veem uma dor, uma injustiça. Amam mesmo sem encontrar o amor, e precisam ser amadas.
Percebem de imediato que algo aconteceu. Notam coisas visíveis, mas também as invisíveis, notam sentimentos que inutilmente tentamos delas esconder, embora saibam como ninguém esconder os seus. Se a mãe recebe amigas elas conseguem, absolutamente do nada, sentir o que não foi dito, e cochichar: mamãe, por que fulana não gosta de você? Conseguem ler um tom de voz, olhares, intuem sentimentos. Impossível não lhes abrir o coração pois, quando seguras, chegam de coração aberto. Elas nos acolhem, nos compreendem, nos desvendam.

Têm um jeito de conseguir que deixa os meninos furiosos. Meninos argumentam, discutem, podem até ter razão, mas nem sempre conseguem o que querem. Meninas não discutem muito, esperam o momento, o jeito, as palavras certas, até encontrarem uma fresta em nossas resistências. E com sua meiguice de meninas, lutam, não desistem nunca. Melhor não discutir com elas, guerreiras perigosas com armas invisíveis. Lutam pelo que querem ou defendem, e geralmente vencem, para sorte dos meninos. Acho que às vezes até têm pena e mesmo raiva da lógica inútil dos meninos.

Observe o jeito de ser de duas meninas adultas e diga qual das duas já deu à luz. Difícil dizer, pois ambas têm o DNA de Mãe. Meninas de ontem, mulheres de hoje. E na dúvida, não pergunte qual delas é Mãe. Pergunte qual delas já tem filho.
São meninas, dão colorido e esperança ao mundo. São imprescindíveis. Já nascem Mães.

Este lindo texto foi escrito para homenagear todas nós mulheres/ mães, pelo meu amigo Luiz Arnaldo Cajado Moncau, do grupo #Trabalho60+ (10 de maio de 2020)
que com muita sensibilidade e carinho, desejou-nos assim desta forma, hoje logo cedo… um FELIZ DIA DAS MÃES… lançou-nos então este seu olhar poético … que chegou transbordado de afeto e amor. Muito obrigada meu amigo e que neste tempo de quarentena que estamos todos vivendo em isolamento social, desperte a alegria da vida que pulsa e está sempre em movimento dentro ou fora de nossos corações pelo mundo… e seja um dia de muita gratidão, conforto e de infinito amor .

UM FELIZ DIA DAS MÃES… especialmente neste tempo que estamos todos em isolamento social… Sou a mãe mais feliz do mundo 💐💓😍💝🤩🙏🏻

MULHER AO CENTRO DA VIDA.

Chegou ao meio da vida e sentou-se para tomar um pouco de ar. Não sabia explicar. Não era cansaço, nem estava perdida. Notou-se inteira pela primeira vez em todos esses anos. Parou ali, entre os dois lados da estrada e ficou observando as margens da sua história, a estrada da vida ficando fininha, calando-se de tão longe que ia.
Estava em paz observando a menina que foi graciosa, cheia de vida. Estava olhando para si mesma e nem notou. Ali, naquele instante estava recebendo um presente. Desembrulhava silenciosamente a sabedoria que tanto pediu para ter mais.
Quando a mulher chega à metade da estrada da vida, começa lentamente a ralentar o passo. Já notou como tem gente que adora conturbar a própria rotina, alimentar o próprio caos? Ela não.
Não mais.
Deixa que passem, deixa que corram, a vida é curta demais para acelerar qualquer coisa. Ela quer sentir tudo com as pontas dos dedos, ela quer notar o que não viu da primeira vez. Senhora do seu próprio tempo.
Percebeu, à metade da vida, que caminhou com elegância, que viveu com verdade, que guiou a própria sombra na estrada em direção ao amor. E como amou! Amor por si, pelos outros, amou em dobro, amou sozinha, amou amar.

A mulher ao centro da vida traz a leveza que os anos teceram, pacientemente. Escuta bem mais, coloca a doçura à frente das palavras, guarda as pessoas com preciosismo. Aquela mulher já perdeu pessoas demais.
Ao meio da estrada, ela já não dorme tanto, mas sonha bem mais. Sonha pelo simples exercício de sonhar. Sonha porque notou que é o sonho que tempera a vida. Aprendeu a parar de ficar encarando as linhas do corpo. Seu espírito teso, seu riso aberto, sua fé gigante não têm rugas, nem celulite, sem encanação. Descobriu que o segredo é prestar atenção no melhor das coisas, nas qualidades das pessoas, nas belas costas que tem e deixá-las ao alcance da vista dos outros.
Sentada ali, ao centro da própria vida, decidiu seguir um pouco mais. Há mais estrada para caminhar, mais certezas para perder, mais paixão para trilhar. Não há dádiva maior do que compreender-se, que encontrar conforto para morar em si mesmo, que perdoar-se de dentro pra fora. Ao centro da vida ela descobriu que a gente não se acaba, a gente vai mesmo é se cabendo, a cada ano um pouco mais. Adoro esta crônica de Diego Engenho Novo, espero que você aprecie também.

A VIDA NÃO PODE SER SÓ PAGAR CONTA… É MUITO MAIS QUE ISSO…

Tem coisas que o padre Fábio de Mello diz que eu adoro, traz grandes reflexões… neste tempo de pandemia então, nem se fale… Nós estamos cada vez mais refletindo sobre a vida… O que realmente nos importa, como fazer pra resolver nossos problemas que estão surgindo agora e muitos deles vão aumentar ainda. Paciência, procurar manter a saúde física e emocional além do “fique em casa” são a palavra da vez. Não podemos mudar nada agora. Temos que ser criativos e inovadores em procurar encontrar soluções dentro das nossas possibilidades… sempre tem algo que podemos fazer… pense. Temos que procurar manter a calma. Saber esperar, que tudo passa. O que é mais importante pra nós agora? Já parou pra pensar nisso? Gratidão pela vida e pela saúde minha e dos meus, está pra mim agora em primeiro lugar. Eu sou grata! Sim, eu estou cuidando pra me manter saudável e me protegendo pra não pegar o tal do coronavírus já que me encontro no grupo de risco. E você como está se saindo? Concordo plenamente com Padre Fábio, e você o que acha? Leia:

Aprenda a nunca mais ser idiota…

A vida não pode ser só trabalhar e pagar conta. Seu casamento não pode ser somente cobranças e sexo. Seu relacionamento com seus filhos não pode ser só perguntar como foi a escola. Sua preocupação não pode ser somente suas finanças, sua academia e seu próximo apartamento.

Os dias estão passando muito rápido, os celulares estão consumindo nossos preciosos minutos de conversas, de carinho e de risadas.

Esse ano (2019) já vimos um jornalista dizer: chego em 10 minutos para almoçar e não chegou. Esse ano vimos um modelo tão entusiasmado para desfilar que o coração não aguentou. Alguém que foi descansar no mar… e não volta mais pra casa outro que foi só ajustar o ar condicionado da casa nova caiu e se foi.

Organize sua vida colocando prioridades que realmente importam no seu dia a dia.

Peça perdão, libere perdão, seja leve de espírito… beije na boca a quem você ama, abrace, conforte, chore junto, sorria mais ainda…

Não gaste energia com quem não quer o seu bem, politicos mentirosos, parentes e amigos falsos.. não perca tempo abrindo a sua boca para falar o que não edifica, a vida é muito curta para viver aborrecido.

Brinque com seus filhos, durma com eles, se lambuze ao cozinhar algo e divirta-se…

E busque ganhar dinheiro o suficiente somente para você ter segurança e um pouco de conforto, todo o resto é vaidade, é idiotice… um Dia a hora chega e quem viver, viveu.

O mundo precisa de amor, nos seus 4 cantos, é preciso darmos as mãos e fazermos essa corrente do bem…

Precisamos urgentemente liberar energias positivas e pensamentos amorosos”. Em casa agora todos estão tendo a oportunidade de conviver mais com os seus, se conhecendo e reconhecendo melhor: marido e esposas, pais e filhos… filhos e pais…

Temos que fazer deste tempo algo inesquecível no bom sentido, depende só das nossas escolhas. Bora pensar sobre isso.

A VIDA… E SUAS PEDRAS!

Neste momento que o mundo inteiro se encontra em isolamento social por causa da pandemia… angústias e ansiedades despontam mais do que nunca, esta crônica de Mário Quintana traz uma boa reflexão… cutuca bem lá no fundo, mexe e remexe e traz uma luz sobre o que de mais importante temos na vida… a vida… agora.

Ter clareza na percepção sobre tudo o que nos cerca, saber parar… esperar… ouvir e enxergar pra onde queremos ir… com paciência, resignação e esperança faz toda a diferença. Sempre fez, mas muitas vezes não soubemos… a maturidade nos da isso.

“Depois de muitas quedas, eu descobri que, às vezes, quando tudo dá errado, acontecem coisas tão maravilhosas que jamais teriam acontecido se tudo tivesse dado certo.

Eu percebi que quando me amei de verdade pude compreender que, em qualquer circunstância, eu estava no lugar certo, na hora certa.

Então pude relaxar… pude perceber que o sofrimento emocional é um sinal de que estou indo contra a minha verdade.

Parei de desejar que a minha vida fosse diferente e comecei a ver que tudo o que acontece contribui para o meu crescimento.

Desisti de querer ter sempre razão e com isso errei muito menos vezes.

Desisti de ficar revivendo o passado e de me preocupar com o futuro. Isso me mantém no presente, que é onde a vida acontece.

Descobri que na vida a gente tem mais é que se jogar, porque os tombos são inevitáveis.

Percebi que a minha mente pode me atormentar e me decepcionar. Mas quando eu a coloco a serviço do meu coração, ela se torna uma grande e valiosa aliada.

Também percebi que sem amor, sem carinho e sem verdadeiros amigos a vida é vazia e se torna amarga.

Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise. É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.

Pedras no caminho? Guardo todas, um dia vou construir um castelo…”

UM BRINDE…

Acredito que neste tempo de pandemia do coronavírus, o codiv-19… temos que fazer um brinde a vida. Um brinde…
A todas as vozes que desaprenderam preces, ou mesmo que jamais aprenderam.
A todas as solidões individuais ou partilhadas, gritadas, colhidas ou caladas, nos corações e nas almas.
A todas as buscas que levaram a encontros, perdas ou abandonos.
A todos os silêncios de gestos e palavras que encobriram impossibilidade, refúgios, medos ou
ausências.
E, principalmente, aqueles que disseram mais do que palavras.
A todos os braços e abraços que acolheram, aqueceram e ampararam, nos momentos em que a perda já parecia certa e o abandono das forças de luta era aparentemente a única possibilidade de resposta.

Aos sorrisos esboçados ou assumidos que coloriram os rostos e enfeitaram o mundo.
A todas as crianças crescidas e pequenas que viveram momentos de descoberta e
não morreram para o aprender.
A todo o Amor que nasceu e morreu, mas que teve seu espaço de cor, força e brilho nas faces, corações e corpos.
A todas as músicas e versos que os artistas, ou não, exprimiram com suas emoções e nos ajudaram a compreender e comunicar melhor as nossas.
A toda voz ou carícia que não se negou, que ouviu o apelo e respondeu com sua existência, sua expressão sua proximidade.
A todas as orações desesperadas, suplicantes ou agradecidas.
A todos os “becos sem saídas” que deram em novos caminhos e em outras possibilidades.
A todos os desesperos que tiveram a grandeza de pedir ajuda e dar a enorme descoberta de serem conhecidos na partilha e no calor de um olhar, talvez perplexo, mas acolhedor.

A toda a vida que se omitiu ou ousou, que se transformou ou paralisou no tempo do medo.
A todo o medo que a coragem permitiu viver, e que a força não deixou que imobilizasse o gesto, e levou aos passos mais adiante e aos caminhos mais além de antes do ontem.
A todos aqueles que, disponíveis para o novo, o invasivo, o ensaio, percorreram com seus olhos linhas como estas somando as nossas, as suas vivências, indagações e descobertas e fazendo com isto que amontoados de palavras se vestissem de significados, dedico esta mensagem como uma liberdade de aproximação e um enorme desejo de que a busca de cada um não cesse nunca, seja ela qual for, por mais que mudem as respostas ou que por vezes, nos desanime a ausência delas.

Um brinde aos encontros, que neste espaço de vida, puderam acontecer…
Um brinde a vocês … (Autor Desconhecido).

DEIXEM-ME ENVELHECER.

Quero envelhecer exatamente assim como M.Concita Weber descreve… Feliz da vida! Quer ver só? Leia:

Deixem-me envelhecer sem compromissos e cobranças,

Sem a obrigação de parecer jovem e ser bonita para alguém,

Quero ao meu lado quem me entenda e me ame como eu sou,

Um amor para dividirmos tropeços desta nossa última jornada,

Quero envelhecer com dignidade, com sabedoria e esperança,

Amar minha vida, agradecer pelos dias que ainda me restam,

Eu não quero perder meu tempo precioso com aventuras,

Paixões perniciosas que nada acrescentam e nada valem.

Deixem-me envelhecer com sanidade e discernimento,

Com a certeza que cumpri meus deveres e minha missão,

Quero aproveitar essa paz merecida para descansar e refletir,

Ter amigos para compartilharmos experiências, conhecimentos,

Quero envelhecer sem temer as rugas e meus cabelos brancos,

Sem frustrações, terminar a etapa final desta minha existência,

Não quero me deixar levar por aparências e vaidades bobas,

Nem me envolver com relações que vão me fazer infeliz.

Deixem-me envelhecer, aceitar a velhice com suas mazelas,

Ter a certeza que minha luta não foi em vão: teve um sentido,

Quero envelhecer sem temer a morte e ter medo da despedida,

Acreditar que a velhice é o retorno de uma viagem, não é o fim,

Não quero ser um exemplo, quero dar um sentido ao meu viver,

Ter serenidade, um sono tranquilo e andar de cabeça erguida,

Fazer somente o que eu gosto, com a sensação de liberdade,

Quero saber envelhecer, ser uma velha consciente e feliz!!!

HERANÇA DO AMOR. MÃES E FILHOS…

Quando penso nos meus filhos, já adultos agora, penso em quantas coisas passamos juntos. Aprendi e aprendemos juntos uma infinidade de coisas. Sonhar e correr atrás fizemos e fazemos até hoje. Cada um com suas famílias voaram pra longe, muito longe… mas nunca longe do coração. Moram aqui dentro, vivem lá no fundo. Quando podemos ficamos mais pertinho e tudo fica muito intenso. Hoje no “dia das mães” penso em tudo que construímos juntos e percebo a grande herança que tenho do meu legado. Um feliz Dia das Mães pra todas vocês. E você? O que você herdou dos seus filhos?

Eu herdei paciência
Capacidade de suportar desorganização e caos;
Frieza pra lidar em situações críticas, como fraturas e cortes com sangue jorrando;

Herdei “desnojo” para limpar vômito e caca, e comer biscoito babado;
Herdei medo de morrer;
Medo de trânsito;
Medo da noite;
E o único medo de perder verdadeiro;
Mas herdei coragem também
Muita;

De um, herdei a necessidade de desacelerar;
De outro, herdei atenção difusa;
E de outro, sagacidade para responder questões difíceis;

Eu herdei vontade de montar árvores de natal, de aprender a fazer bolo de festa e assistir desenho animado;
Herdei a capacidade de fazer remédio a partir de beijo, desespero e lágrimas;

Eu herdei rugas, varizes, olheiras e estrias;
E as gargalhadas mais incríveis;
Herdei emoções colhidas nas coisas mais bobas;

Herdei força sobre-humana;
Herdei sentidos mais apurados;
Herdei um grito que se acha poderoso o suficiente para parar um trem;
Herdei uma capacidade ilimitada de sentir culpa;
E o cacoete irremediável de sempre olhar quando alguém grita “mãe”;

Este texto foi atribuído a Rita Almeida.

ÁLBUM MEMÓRIAS DE UMA AVÓ… VOVÓ BIA!

23o da minha #quarentena💪🏠🙋🏼‍♀️16o dia de #quarentenasaopaulo

Faz parte da quarentena, com o nosso isolamento social sofrermos altos e baixos. Somos humanos, vulneráveis e, por enquanto, o virus nos é superior.

“Não podemos agir como se estivesse tudo bem”, disse a Monja Coen e eu concordo…

Depois do meu café da manhã caprichado e com tranquilidade começa a minha rotina variada e bem distribuída pela semana.Tem tempo para os afazeres do dia a dia da casa… e sempre tem algo que tenho prazer em realizar… cada dia escolho uma coisa diferente… e me envolvo tanto que nem vejo o tempo passar… ele voa. Eu, viajo no tempo e no espaço e me envolvo em algo bem legal.

Hoje continuo a fazer o meu “Álbum Memórias de uma Avó”… da vovó Bia , claro. Me realizo fazendo este álbum. Faço com muito amor e carinho.

Já escrevi sobre a início da minha vida, desde o “antes”; um pouco da minha família paterna e materna; como foi quando eu nasci e depois… como fui durante a minha infância e a minha adolescência; e uma parte da vida adulta… quais foram os fatos marcantes pro mundo e pra mim; as grandes escolhas que fiz; as mudanças e formação da minha família… as coisas que surgiram e foram acrescentadas na minha vida… as dificuldades, superações, reconstruções e grandes transformações… que me fazem feliz e realizadas como pessoa, mãe, filha, esposa, irmã e mulher…

Eu faço pesquisas da época, ligo meu click de memórias e lembranças junto tudo, revejo com tanto detalhe e depois começo a escrever… verdadeiramente viajo no tempo. Sempre que me sento pra escrever aqui… faço uma total imersão de corpo e alma… me doou por completo aqui.

E maravilhoso nesta época da minha vida eu fazer estar fazendo uma retrospectiva da minha vida. Uma benção. Sou muita agradecida.

Muita coisa aconteceu em todo este tempo da minha vida… e percebo claramente que sou fruto das minhas escolhas na vida. E o que é melhor… eu faria exatamente as mesmas escolhas… trilharia os mesmos caminhos.

Acertos e erros aconteceram, mas o mais importante é que o meu olhar resiliente, otimista e de querer aprender com eles… Passado o choque no tempo das perdas que eu tive, eu sempre reagi… me reergui, superei e com esperança em dias melhores e bom humor, continuei meu caminho rumo a ter mais qualidade de vida e em ser mais feliz. Está sempre foi a minha meta. Aproveitar o lado bom das coisas.

Sempre me preocupei em ser uma pessoa forte e em querer ensinar aos meus filhos que tudo passa e que fica melhor. Tenha paciência é o meu lema, temos tempo para tudo! Tudo vai se encaixar na hora certa. A maneira como olhamos e enfrentamos os problemas é decisivo para encontrar uma saída, construir pontes ou virar a página. A escolha é nossa… trato de fazer a minha parte… quero dar força pra todos e que saibam que aconteça o que acontecer… sempre há uma saída, uma solução… Dando certo ou não, podemos recomeçar e reconstruir nossos caminhos. É o que eu faço até hoje.

Pensei em fazer este álbum quando a medida que eu fui envelhecendo eu tive necessidade de conversar profundamente com minha mãe, mas me era impossível por causa da sua grave doença. Eu tinha tanta vontade de conversar com ela sobre tantas coisas, e na sua falta muitas vezes converso com as pessoas mais velhas, com mais experiência sobre as suas impressões sobre alguns fatos ou problemas que eu passo ou quero saber mais. Minhas reflexões com a vida! Fico entusiasmado com suas de encarar a vida… sua sabedoria que a idade e a experiência traz.

Eu quis então deixar um registro sobre as minhas impressões para que meus filhos e netos pudessem saber como me senti sobre tantas mudanças que vi no mundo e tive na minha vida pessoal, minhas conquistas e meus desafios, meus sonhos e propósitos de vida.

Um dia não estarei entre eles, mas vou deixar pra eles o que eu penso sobre a vida, como vivi e fui feliz, como brindei e que sonhei muito, como amei e me orgulhei de cada um deles… assim como superei meus maiores desafios… Tem que saber o quanto eles foram amados e importantes na minha vida. Sem eles talvez não tivesse o mesmo incentivo e motivação. Quero que se orgulhem de mim e que eu tenha marcado a vida deles de forma positiva e incentivadora… Isto me bastará. Sempre vou estar presente nos seus coração e nas suas lembranças.

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