LISTA DO QUE NÃO FAZER!

Todo início de ano em nossas resoluções de ano novo costumamos assumir compromissos internos e pessoais de coisas para fazer: Dieta, academia, aprender um instrumento, buscar novos ares, etc.

Eu estava viajando na mudança de ano e para fazer algo diferente, só me deixei levar. Não prometi nada a ninguém e tampouco a mim mesma. Só agradeci. Agradeci ao Universo por estar onde estávamos. Por estar com as pessoas que dividiam comigo aquele momento. Por aquele momento. Nada mais nada menos.

Fim de férias agora. Planejamento do ano – pessoal e profissional. Se não planejamento pelo menos organização. Assim como voltar de viagem nos exige o desfazer das malas, lavar roupas, organizar casa; o começo de um novo ciclo nos remete a este planejamento. Mas, diferente dos anos anteriores, cá estou eu, não planejando o que fazer neste ano, mas sim o que não fazer.

Temos tanto para conhecer, aprender e descobrir que, nos limitarmos dentro de um Quero fazer ou Vou fazer diminui nossas fronteiras, estrangula inúmeras possibilidades. Assim sendo, se considerarmos o que não gostamos e o que não aceitamos;  o que nos faz mal ou nos fere, preferível criar uma lista de NÃO FAZER.

A lista do NÃO FAZER, inicialmente mais simples, é muito mais profunda. Assumirmos o que não faremos mais ou o que não permitiremos que façamos ou que façam conosco, requer muito mais determinação e esforço pessoal. E, a partir daí, passa a ser uma resolução, uma determinação.

No momento em que nos damos o direito de não fazermos certas coisas ou de não tolerarmos mais certos comportamentos próprios ou de terceiros está plantada a semente da mudança. Passamos nós a ser a mudança, o agente realizador de nossas vontades. E então o universo se abrirá em novas possibilidades e experiências.

O não será assertivo se for usado a seu favor. Ao contrário de ser egoísta ele remete e resgata a autoestima. E será sempre uma excelente resolução.

Não nos permitamos ser magoados,  usados ou o que não somos. Não façamos o que os outros esperam de nós se isso nos prejudica ou nos faz mal. Não sejamos a melhor pessoa através da medida dos outros e sim através de nossa própria régua.  Sejamos! Sejamos autênticos, donos de nosso destino e por fim, assumamos nossas responsabilidades. Muitas vezes não sabemos detalhadamente o que queremos, mas certamente, em nosso íntimo, sabemos o que não.

Namastê!

* Publicado no site Osegredo.com.br em 18/01/2017 – minha lista do não fazer

MULHER AO CENTRO DE VIDA.

Gosto muito desta crônica de Diego Engenho Novo, ela me identifica muito. E você o que acha? Leiam:

Chegou ao meio da vida e sentou-se para tomar um pouco de ar. Não sabia explicar. Não era cansaço, nem estava perdida. Notou-se inteira pela primeira vez em todos esses anos. Parou ali, entre os dois lados da estrada e ficou observando as margens da sua história, a estrada da vida ficando fininha, calando-se de tão longe que ia.

Estava em paz observando a menina que foi graciosa, cheia de vida. Estava olhando para si mesma e nem notou. Ali, naquele instante estava recebendo um presente. Desembrulhava silenciosamente a sabedoria que tanto pediu para ter mais.

Quando a mulher chega à metade da estrada da vida, começa lentamente a ralentar o passo. Já notou como tem gente que adora conturbar a própria rotina, alimentar o próprio caos? Ela não.

Não mais.

Deixa que passem, deixa que corram, a vida é curta demais para acelerar qualquer coisa. Ela quer sentir tudo com as pontas dos dedos, ela quer notar o que não viu da primeira vez. Senhora do seu próprio tempo.

Percebeu, à metade da vida, que caminhou com elegância, que viveu com verdade, que guiou a própria sombra na estrada em direção ao amor. E como amou! Amor por si, pelos outros, amou em dobro, amou sozinha, amou amar. A mulher ao centro da vida traz a leveza que os anos teceram, pacientemente. Escuta bem mais, coloca a doçura à frente das palavras, guarda as pessoas com preciosismo. Aquela mulher já perdeu pessoas demais.

Sentada ali, ao centro da própria vida, decidiu seguir um pouco mais. Há mais estrada para caminhar, mais certezas para perder, mais paixão para trilhar. Não há dádiva maior do que compreender-se, que encontrar conforto para morar em si mesmo, que perdoar-se de dentro pra fora. Ao centro da vida ela descobriu que a gente não se acaba, a gente vai mesmo é se cabendo, a cada ano um pouco mais.

Ao meio da estrada, ela já não dorme tanto, mas sonha bem mais. Sonha pelo simples exercício de sonhar. Sonha porque notou que é o sonho que tempera a vida. Aprendeu a parar de ficar encarando as linhas do corpo. Seu espírito teso, seu riso aberto, sua fé gigante não têm rugas, nem celulite, sem encanação. Descobriu que o segredo é prestar atenção no melhor das coisas, nas qualidades das pessoas, nas belas costas que tem e deixá-las ao alcance da vista dos outros.

Adoro este Texto de Diego Engenho Novo.

ATIVANDO SUA ESSÊNCIA.

Sente-se num lugar calmo e iluminado. Pode ser dentro de casa, assim como no quintal, no parque, à beira mar.

Se estiver sentado em cadeira, busque uma posição confortável. Costas eretas, pés inteiros no chão. Se não houver cadeira, sente-se em posição de lótus ou o mais próximo dela. Coluna ereta. Em ambos os casos, deixe as mãos sobre as pernas, relaxadas.

Encontre um ponto à sua frente para fixar a visão e respire lentamente. Inspire e expire pelas narinas lentamente.

Agradeça ao seu Deus de devoção. Agradeça ao Universo. Agradeça a si mesmo. Sinta a presença divina ao seu redor e dentro de seu próprio coração.

Continue a respirar lentamente, mirando o ponto a sua frente.

Sinta a luz em movimento ao seu redor. Perceba a luz e as sombras. Agradeça a luz que te envolve. Reconheça que a sombra nem sempre é  escuridão. É apenas um obstáculo momentâneo à passagem direta da luz. Resgate a sensação interna da luz. Respire e agradeça a luz interna e externa e perceba ali a sua essência.

Busque dentro de si amorosidade e bondade. Em oração, deseje que estes sentimentos se espalhem pelo mundo. Luz, bondade, amorosidade.

Respirando lentamente, reconheça a sua força interior. Agradeça. Perceba quando da força, toda sua coragem. Sinta-se amparado pela força do Universo. Agradeça. Em oração, deseje que estes sentimentos se espalhem pelo mundo. Luz, bondade, amorosidade, força e coragem.

Ainda com os olhos fixos no ponto, sinta como o amor cresce dentro de você. Sinta a plenitude do amor universal dentro do seu coração e da sua mente consciente.

Agradeça. Perceba que amor atrai amor. Luz atrai mais luz. Harmonia atrai harmonia.

Perceba que com o coração leve de tanto amor; com a mente forte pelo reconhecimento de sua coragem, ainda que fatos negativos lhe atinjam, você estará pronto para enfrenta-los. Deixe o amor e paz universais fluírem dentro de você. Permita que eles transcendam seu interior.

Seja um farol de luz.

Seja fonte de força e coragem.

Seja a paz e o amor que tanto almeja.

Inspire e expire fundo ainda lentamente. Agradeça pelo que é.

Mais que tudo, permita-se ser.

*Publicado no site osegredo.com.br em 02.05.18 – Ativando sua essência – by Gicapinica

ASSIM EU VEJO A VIDA…

A vida tem duas faces:
Positiva e negativa
O passado foi duro
mas deixou o seu legado
Saber viver é a grande sabedoria
Que eu possa dignificar
Minha condição de mulher,
Aceitar suas limitações
E me fazer pedra de segurança
dos valores que vão desmoronando.
Nasci em tempos rudes
Aceitei contradições
lutas e pedras
como lições de vida
e delas me sirvo
Aprendi a viver.

By Cora Coralina

NADA COMO O TEMPO

Este texto me representa muito, e você o que acha dele?

Com o tempo, você vai percebendo que, para ser feliz com uma outra pessoa, você precisa, em primeiro lugar, não precisar dela.

Percebe também que aquele alguém que você ama (ou acha que ama) e que não quer nada com você, definitivamente não é o “alguém” da sua vida.

Você aprende a gostar de você, a cuidar de você e, principalmente, a gostar de quem também gosta de você.

O segredo é não correr atrás das borboletas… é cuidar do jardim para que elas venham até você.

No final das contas, você vai achar não quem você estava procurando, mas quem estava procurando por você!

Autor Desconhecido

METAMORFOSE.

É que por enquanto a metarmofose de mim em mim mesma não faz sentido. É uma metamorfose em que eu perco tudo o que tinha, e o que sou. E agora o que sou? Sou: estar de pé diante de um susto. Sou: o que vi. Não entendo e tenho medo de entender, o material do mundo me assusta, com seus planetas e baratas.

By Clarice Lispector

CANÇÃO NA PLENITUDE.

Sempre me encanto com os textos de Lya Luft, leiam:
Não tenho mais os olhos de menina
nem corpo adolescente, e a pele
translúcida há muito se manchou.
Há rugas onde havia sedas, sou uma estrutura agradada pelos anos e o peso dos fardos bons ou ruins.
(Carreguei muitos com gosto e alguns com rebeldia.)
O que te posso dar é mais que tudo
o que perdi: dou-te os meus ganhos.
A maturidade que consegue rir
quando em outros tempos choraria,
busca te agradar quando antigamente quereria apenas ser amada.
Posso dar-te muito mais do que beleza e juventude agora: esses dourados anos me ensinaram a amar melhor, com mais paciência
e não menos ardor, a entender-te
se precisas, a aguardar-te quando vais, a dar-te regaço de amante e colo de amiga, e sobretudo força — que vem do aprendizado.
Isso posso te dar: um mar antigo e confiável cujas marés — mesmo se fogem — retornam, cujas correntes ocultas não levam destroços mas o sonho interminável das sereias.


Do livro “Secreta Mirada”, Editora Mandarim – São Paulo, 1997, pág. 151.

O TEMPO PASSOU…

O tempo passou. Não sei dizer se lenta ou apressadamente. Ou se simplesmente ao seu tempo.

Olhando para trás há tantas memórias, histórias, realizações. Meio século e pouco na medida comum de tempo.

Fiz muito neste tempo. Deixei de fazer zilhões também.  Perdi tempo com muitos medos, mas economizei tempo com as certezas. Perdi tempo em muitos vazios. Ganhei tempo com filhos. Gastei tempo trabalhando. Entretanto, ganhei tempo experimentando.

Fui consumida com o tempo de reuniões infindáveis, fui recompensada neste tempo conhecendo gente interessante. Passei muito tempo chorando por amores não correspondidos e ao fim economizei tempo conhecendo aprendendo a reconhecer o caráter das pessoas. Briguei com o tempo para cumprir prazos. Fui premiada com tempo livre ao terminar antecipadamente algumas obrigações.

Com tudo isso, o tempo se incumbiu, ele mesmo, de ditar seu ritmo. Muitas vezes o minuto levava horas. Outras tantas, as horas passavam num piscar de olhos. O que é o tempo, nem sei dizer, mas sei que ele passou. Sinto que sim, confirmo na pele, no espelho e nas fotos. Entretanto, o aguardo incessantemente.

Nesse tempo futuro ainda busco outros tantos tempos. Desejo ter tempo para novas experiências em assuntos nunca antes aventurados, ou naqueles que me justificava em não fazer, argumentando prontamente a falta de tempo.

Quero outro tanto de tempo para descobrir o mundo fora da minha caixa de certezas. Tempo para conhecer novas culturas, pontos de vista originais e diferentes realidades. Tempo para digerir estes novos aprendizados e tempo para florescer internamente com o aprendido.

Tempo para reconhecer tempo ocorrido. Tempo para reconhecer a finitude do meu próprio tempo neste plano.

Este tempo medido em tique-taques é completamente diferente do tempo medido em ritmo cardíaco ou respiradas conscientes. Preciso de algum tempo para definir a medida de tempo que me é mais apropriada.

O tempo do tique-taque é contínuo, igual. Não apressa. Não atrasa. O tempo das batidas do coração é comandado por sentimentos, sustos, incertezas e alegrias. Pode ser louco, desconcertante; e em outras situações, tranquilo e relaxante. Descompassado, dançante. Apaixonado, inebriante. Seu bater inconstante é divertido e assustador. Pode ser visto por todos. Por fadiga, na respiração pesada e no rubor.

Preciso de mais tempo pra conhecer novas pessoas e para manter as queridas até agora. Preciso de tempo para o mar e para amar. Para calmamente olhar para o céu, e, sem pudor dançar na chuva, descalça, rodopiando.

Nesse tempo futuro aproveitar o agora. O presente. Cada tiquinho de tempo como se fosse o último. E, lá na frente, na despedida poder  escrever: Sim, meu tempo foi perfeito.

*Publicado em 18/09/2017 no site osegredo.com.br – o tempo passou – by Gicapinica

SILENCIE…

Tire ao menos dez minutos de seu dia e silencie.

Sente-se comodamente e silencie suas mãos que vivem a tamborilar nos móveis, os braços das poltronas, a mesa durante a refeição. Coloque-as lentamente no colo, palmas tocando as pernas, esquecidas.

Silencie seus pés. Sossegue aquele balançar incessante de pés e pernas  que incomodam os que te rodeiam, como se a casa pulasse junto a cada movimento. Pouse os pés lentamente  no chão, sentindo a friagem do solo atravessar seu corpo. E assim permaneça.

Silencie seu pulmão. Pare de ofegar como quando  assiste à televisão; pare de suspirar como se carregasse o mundo nas costas. Acalme-se. Simplesmente respire. Respire pelo nariz silenciosamente, prestando atenção ao ar que entra e que sai em movimentos ritmados, leves e constantes.

Silencie seu coração. Desafogue as mágoas, as expectativas, o pulsar descompassado. Preste atenção ao tum tum contínuo e tranquilo. Sinta os batimentos, não apenas saber que o coração bate. Tenha consciência da velocidade de seu movimento. Apreenda este compasso.

Silencie sua garganta. Esqueça os pigarros, os ramrans barulhentos e incômodos. Permita que ela se acalme durante este tempo, para que o fluxo interno da respiração aconteça como em uma criança dormindo  suavemente.

Silencie sua língua, ferina ou não. Deixe-a dormente na boca. Deixe-a sem palavras.

Silencie seus ouvidos. Reconheça inicialmente  a hora do dia na cidade pelo ruído incessante dos motores, campainhas, conversas das pessoas ao seu redor.  Agora vá deixando essas sensações  distantes. Permita-se ouvir o som do silêncio e reconhecer  a natureza ao seu redor através do canto longínquo dos pássaros. Reconhecer as estações do ano pelo canto dos grilos, das cigarras ou dos sapos. Ou ainda, somente ouça o vento.

Silencie suas narinas. Descanse da respiração pesada do dia a adia. Deixe que elas sejam apenas o canal que leva e traz vida através da sua respiração. Silencie sua afobação.

Silencie seus olhos. Dê um descanso consciente a eles. Feche-os pelo espaço de tempo deste seu silêncio. E, permita que as percepções auditivas, sensoriais e emocionais aflorem neste instante. Silencie sua busca de foco de luz. Simplesmente olhe para o seu interior.

Por último silencie a mente. Deixe seus pensamentos livres para chegarem e passarem. Para não mais importunarem você. Não é parar de pensar, é simplesmente não se apegar a nenhum pensamento. Como folhas ao vento deixa-los chegar, passar e seguir sem destino certo.

E, com os olhos fechados, boca calada, respiração compassada, coração aquietado, membros acalmados e mente silente, perceba a explosão interna.

Perceba as respostas para todas suas buscas.  Perceba a paz do entendimento. Perceba a pequenez de suas vontades. Perceba a grandeza de sua existência.

Perceba a presença da energia cósmica dentro de você, e mais que isso, que a abundância desta sensação se dará sempre neste momento de introspecção e total silêncio.

*Publicado no site 0segredo.com.br em 31/01/2017 – silencie – by Gicapinica

VIVER SEM MEDO DE SER FELIZ…

Viver e não ter a vergonha de ser feliz/ Cantar e cantar e cantar / A beleza de ser
um eterno aprendiz…” Será que existe quem não cante junto quando escuta este “hino” do Gonzaguinha?

Eu não consigo e penso que se tal pessoa existe, no mínimo, os pés dela se movimentam no ritmo da música, escondidos embaixo da mesa.

O que é ser feliz? Talvez não consigamos definir o que é ‘ser feliz’. Felicidade e ser feliz são conceitos que mudam de pessoa para pessoa; variam no tempo, espaço, cultura e com a idade. Entretanto, em qualquer destas situações, sabemos diferenciar felicidade da infelicidade.

Penso que felicidade e ser/estar feliz são coisas distintas, mas resultantes da energia positiva interna de cada um. O externo contribui, mas não as determinam.

Aprendi com o tempo que cultivar alguns comportamentos auxilia a criar um entorno de energia positiva, e o resultado disso, felicidade interna. Não estou falando de dinheiro, riquezas e bens. A felicidade a que me refiro é de espírito, de alma, do coração.

Primeiro: deixar de ser urubu e ser águia. Não me alimentar de tristezas, carcaças e lixo alheio, ao contrário, voar alto e determinada. Buscar bons alimentos para o corpo e espírito. E sim, comer um x-tudo de vez em quando, pode ser a felicidade do dia – só para demonstrar o contexto.

Ser luz. Tentar perceber e me manter afastada de quem me suga energia, consome meu tempo e desrespeita meu dinheiro. Ao mesmo tempo, me exercitar para não ser eu quem suga energia, tempo e dinheiro alheios. Me permito sentir as dores e contragostos do dia-a-dia, mas não tolero permanecer a remoê-las e fazer disso objetivo de vida. Me proibi de escarafunchar notícias de desgraças que não me dizem respeito. Já dá muito trabalho cuidar da minha própria vida.

Procurar manter acesa a chama do amor-próprio como quando me preparei para meu primeiro encontro amoroso. Ver o meu melhor refletido no espelho. Ter o olhar confiante ainda que no rosto amarrotado, sem, no entanto, esquecer jamais do meu perfume.

Buscar respeitar a natureza e através dela perceber as estações e a normalidade do ciclo da vida – nascimento, florescimento, ressecamento, reflorescimento, assim sucessivamente até murchar e morrer. Ciclos contínuos ou descontinuados, porém naturais.

Tentar oferecer meu ombro, ouvidos, meu coração e principalmente – meu tempo – a quem precisa. Poucas palavras, muito abraço e aconchego. Menos juiz, mais abrigo.

Pus nesta minha cartilha o hábito de tentar criar boas lembranças para quem convive comigo. Distribuir sorrisos e elogios sinceros como se fossem flores de um jardim. Tomara que o vaso de cristal onde tais flores serão expostas seja a memória de quem as recebe.

Sei que tenho dias em que estou azeda, virada para o mundo. Assim como não gosto de rabugice, reclamações, baixa autoestima e baixo astral alheios, ninguém tem obrigação de aguentar a minha. Nestes momentos o recolhimento é impositivo, e,  no meu cantinho trabalhar para buscar o lado positivo das experiências, por mais dolorosas que sejam.

Com um pouco disso acredito poder continuar cantando ou balanço os pés, terminando os lindos versos:
“Eu sei, eu sei/ Que a vida devia ser bem melhor e será/ Mas isso não impede
Que eu repita: É bonita, é bonita e é bonita”.

*Publicado no site osgredo.com.br em 27.07.18 – Energia positiva de cada um