EUROSTAR… TREM DE ALTA VELOCIDADE – DE LONDRES PARA PARIS – OU VICE- VERSO.

Eurostar 

A minha forma favorita de ir de Londres 🇬🇧 a Paris 🇫🇷, é o trem de alta velocidade Eurostar, que é também a maneira mais rápida e barata… Atualmente vou da estação 🇬🇧 St. Pancras à estação 🇫🇷 Gare du Nord em 2 horas e 15 minutos, viajando a velocidades de até 300 quilômetros por hora… e/ ou vice-versa.

Quando você considera as viagens de ir para o aeroporto, procedimentos de segurança complexos e tempo de espera até a decolagem, voar entre as estas duas capitais não é necessariamente mais rápido, nem mais barato… muito pelo contrário. 

Já os trens da Eurostar partem e chegam bem no centros das cidades, tornando muito mais fácil deslocar-se e iniciar a nossa aventura urbana!

Dicas:

Como chegar e embarcar de Londres: 

♥ O Eurostar sai da estação Internacional St. Pancras, que fica no centro de Londres, e chega na Gare du Nord, no norte de Paris.

♥ O check-in para o Eurostar é feito com 90 minutos de antecedência e a viagem leva 2 horas e 15 minutos. Você deve chegar com antecedência para fazer os procedimentos da imigração e segurança tranquilamente.

Importante: sobre o controle de passaporte:

🌐 Como o Reino Unido não faz mais parte da Unidão Européia, você terá de fazer os procedimentos de imigração para entrar na França. Mas, ao contrário do que acontece quando a viagem é de avião, a imigração é feita antes do embarque, já na estação St. Pancras. Portanto chegando em Paris 🇫🇷, é só desembarcar e sair da estação, sem burocracias. 

🌐 Da mesma forma, para voltar para Londres é na estação Gare du Nord que é feita a imigração para entrada no Reino Unido. Por isso, tenha em mãos todos aqueles documentos necessários para imigração, mesmo que você tenha ido passar só um dia em Paris e tenha deixado sua bagagem em Londres.

♥ No trem Eurostar, as passagens custam a partir de £52 por trecho para a classe Standard, desde que adquiridas com antecedência. O esquema de preços de passagens é similar ao das empresas aéreas: é alocada uma certa quantidade de passagens mais baratas e à medida que vão sendo vendidas, os preços vão aumentando.

♥ No Eurotrem, cada adulto pode levar – sem pagar nada a mais por isso – 2 volumes com até 85 cm de comprimento e sem limite de peso (desde que você consiga carregar está OK) e ainda 1 bagagem de mão.

♥ As passagens do Eurostar de Londres para Paris são vendidas com até 190 dias de antecedência, então se você se planejar, terá grandes chances de conseguir um bom preço.

O Eurostar oferece três classes de passagem: Standard, Standard Premier e Business Premier. 

Os trens circulam de 5:40 às 20:30, com uma ou duas saídas por hora.

♥ Para o Check- in: O código de barras impresso abrirá a catraca de acesso à sala de embarque, semelhante à do metrô, que é o check-in do Eurostar. É só passar o código de barras na leitora. 

♥ Embarque: Aproximadamente 20 minutos antes da hora da partida, é feito o anúncio do embarque indicando sua plataforma. Como a sala de embarque fica embaixo das plataformas você sobe por meio de esteiras rolantes, diretamente para a plataforma em que o trem está estacionado.

♥ Bagagens: Nas extremidades dos vagões há lugares especiais para malas grandes ou, para quem viaja light, a bagagem pode ser acomodada no guarda-volumes em cima das poltronas, ou próximas a você, se o trem não estiver cheio.

♥ Pra comprar o que comer: Há duas lanchonetes em vagões (8 e 9) do trem. Você pode também levar sua comida ou bebida, não há restrições quanto a isto.

♥ Como é atravessar o Eurotúnel? São em média 35 minutos de travessia dentro do túnel, sendo bem rápido este trecho do túnel 😳. O restante da viagem tera paisagens belíssimas da área rural e um pouco das cidades.
O Channel Tunnel (ou “Chunnel” como é carinhosamente conhecido) é um túnel que liga Folkestone na Inglaterra a Calais, na França. O túnel é o maior túnel submerso do mundo, com 50,45 km de extensão total, dos quais quase 38 km sob a água.
No ponto mais profundo, o eurotúnel está a 75 metros, do fundo do mar.

🌐 Estação St Pancras, em Londres

Inaugurada em 1868, a estação St Pancras em Londres é considerada uma das mais belas estações ferroviárias do mundo. É um exemplar singular da arquitetura Gótica Vitoriana na Inglaterra e foi em parte projetado pelo famoso arquiteto britânico Sir George Gilbert Scott. À maravilha da arquitetura, junta-se a ousadia da engenharia inglesa. A enorme cobertura dos trilhos ferroviários, feita em ferro fundido e vidro, é considerada uma conquista da engenharia da época em que foi construída. 

Atualmente, quatro companhias ferroviárias operam em St Pancras: East Midlands, Southeastern, ThamesLink e o trem super rápido que conecta a Inglaterra a Europa por meio  do Eurotúnel, o Eurostar. Por este motivo, desde 2007, quando o Eurostar começou a operar na estação, ela é chamada de St Pancras International.

A estação tem dois andares e duas plataformas subterrâneas. No andar térreo, se encontram as lojas, restaurantes, guichês de vendas de passagens e outras facilidades

A DELICADA ARTE DE VIVER MUITO!

Adorei este texto de Mário Donato D’Angelo, um olhar sensível e com leveza sobre o envelhecimento.

Viver muito sempre foi, por séculos, uma raridade quase mítica. Era coisa de avó centenária que conhecia a cura das doenças no cheiro do mato, ou de personagem de romance russo, desses que morriam em São Petersburgo, sob a neve, citando Aristóteles em voz embargada. Longevidade era exceção. Agora virou estatística.
Vivemos mais. Isso é fato. A medicina avançou, os antibióticos viraram gente da casa, o colesterol passou a ser vigiado como se fosse um criminoso reincidente. A expectativa de vida subiu, e com ela a ideia, quase ingênua, de que bastaria durar para que tudo desse certo. Mas viver muito não é a mesma coisa que viver bem. E é aí que começa a grande arte.
Porque a verdade é que a longevidade chegou antes do manual de instruções. Achávamos que envelhecer seria como alcançar um mirante: olhar para trás com serenidade, cruzar os braços sobre o próprio legado, saborear os frutos de uma vida bem vivida. Mas a velhice, como a infância, exige cuidados diários, e também alguma poesia.
O corpo, esse velho cúmplice, começa a dar sinais de que o tempo passou. As juntas rangem como portas de armário antigo, os reflexos hesitam, os músculos se retraem. Mas não é só o corpo que envelhece: às vezes o mundo ao redor também se torna estranho, distante. Os amigos partem, os filhos se dispersam, as calçadas ganham degraus invisíveis. E de repente, o que mais dói não é o quadril, é o silêncio.

E então vem ela: a queda.
Não só a queda literal, essa que acontece no banheiro, no degrau da padaria, na pressa inocente de atravessar a rua. Mas a queda simbólica: do entusiasmo, da autonomia, da autoconfiança. A queda de uma imagem de si mesmo que antes era firme, decidida, ágil. A queda de um modo de viver que não se encaixa mais no corpo que agora abriga a alma com mais cuidado.
A Organização Mundial da Saúde diz que um terço dos idosos sofre uma queda por ano. E essa queda pode ser o primeiro passo de uma jornada difícil: fraturas, cirurgias, internações, perdas, de mobilidade, de independência, de ânimo. Mas veja bem: não se trata de um alerta sombrio. Trata-se, aqui, de um chamado amoroso à reinvenção.
Porque o envelhecimento também pode ser reinício. E preparar-se para ele é como preparar um jardim: exige tempo, presença, escolhas. É preciso cultivar força, sim, não para carregar sacos de cimento, mas para levantar-se da cadeira com leveza e poder abraçar um neto sem receio de tombar. É preciso elasticidade, não só nos músculos, mas nas ideias. E é preciso algo ainda mais raro: gentileza consigo mesmo.
Não se trata de negar a velhice. Ela chega, queira-se ou não, com suas rugas e suas lentidões, com seus esquecimentos charmosos e suas manias de repetir histórias. Mas há velhices e velhices. E há aquelas que florescem, porque foram cuidadas, porque tiveram sol e sombra, porque foram vividas com afeto, com liberdade, com algum humor.
Sim, o humor. Ele é, talvez, o músculo mais importante a ser mantido. Porque rir de si mesmo, das gafes, das perdas de memória, do tropeço nas palavras, é um jeito de desarmar o tempo. O velho ranzinza é um clichê injusto, há velhos encantadores, que dançam bolero na sala com o ventilador ligado e o cachorro olhando desconfiado. Que tomam vinho com moderação e sorvete sem culpa. Que, aos oitenta, aprendem a usar o celular, e ainda erram, mas riem do erro.
A longevidade, quando bem-vivida, é como uma tarde longa e luminosa. Daquelas em que o sol demora a ir embora e o tempo parece suspenso entre uma lembrança e outra. Não é preciso correr. Nem competir. Basta estar inteiro: corpo e alma em compasso.
É isso que propomos aqui: um olhar amoroso para o futuro que já chegou. A velhice não precisa ser sinônimo de decadência. Pode ser plenitude.
E envelhecer bem não é luxo, nem sorte, é construção diária. Com passos firmes, com gestos suaves, com a força das pernas e o riso no rosto. Com o cuidado do corpo, sim, mas também com a ternura da memória.
Porque o segredo não é apenas viver muito.
É fazer da longevidade uma arte íntima, uma coordenação delicada entre o tempo e o desejo.
E que, ao final, quando chegar a noite, a gente possa dizer, com lucidez e com alegria — “Foi bom ter vivido tanto. Mas foi melhor ainda ter vivido bem.”

NEXO…

Olhando daqui, percebo que pessoas e circunstâncias tiveram um propósito maior na minha vida do que muitas vezes eu soube, pude, aceitei, ler. Parece-me, agora, que cada uma, no seu próprio tempo, do seu próprio modo, veio somar para que eu chegasse até aqui, embora algumas vezes, no calor da emoção da vez, eu tenha me rendido à enganosa impressão de que veio subtrair. A vida tem uma sabedoria que nem sempre alcanço, mas que eu tenho aprendido a respeitar, cada vez com mais fé e liberdade.

O tempo, de vento em vento, desmanchou o penteado arrumadinho de várias certezas que eu tinha, e algumas vezes descabelou completamente a minha alma. Mesmo que isso tenha me assustado muito aqui e ali, no somatório de tudo, foi graça, alívio e abertura. A gente não precisa de certezas estáticas. A gente precisa é aprender a manha de saber se reinventar. De se tornar manhã novíssima depois de cada longa noite escura. De duvidar até acreditar com o coração isento das crenças alheias. A gente precisa é saber criar espaço, não importa o tamanho dos apertos. A gente precisa é de um olhar fresco, que não envelhece, apesar de tudo o que já viu. É de um amor que não enruga, apesar das memórias todas na pele da alma. A gente precisa é deixar de ser sobrevivente para, finalmente, viver. A gente precisa mesmo é aprender a ser feliz a partir do único lugar onde a felicidade pode começar, florir, esparramar seus ramos, compartilhar seus frutos.

Tudo o que eu vivi me trouxe até aqui e sou grata a tudo, invariavelmente. Curvo meu coração em reverência a todos os mestres, espalhados pelos meus caminhos todos, vestidos de tantos jeitos, algumas vezes disfarçados de dor.

Eu mudei muito nos últimos anos, mais até do que já consigo notar, mas ainda não passei a acreditar em acaso.

DEPOIS DOS 60 ANOS…

Coisas que percebi…

Depois dos 60 anos percebi e aprendi que:
Não sou “Atlas”. O mundo não repousa sobre meus ombros.
Aprendi a corrigir menos as pessoas, mesmo quando sei que estão erradas. Afinal, a responsabilidade de tornar todos perfeitos não é minha. A paz é mais preciosa do que a perfeição.
(Se a pessoa vive numa bolha, deixa… não arrebente a bolha).
Dou elogios de forma livre e generosa. Afinal, melhora o humor não só do destinatário, mas também de mim mesmo.
Aprendi a não ser incomodado por alguma mancha na minha camisa. Afinal, a personalidade fala mais alto do que as aparências.
Eu fico longe de pessoas que não me valorizam. Afinal, eles podem não saber meu valor, mas eu sei.
Estou aprendendo a não ter vergonha de minhas emoções.
Afinal, são minhas emoções que me tornam humano.
Aprendi que é melhor abandonar o ego do que romper um relacionamento. Afinal, meu ego vai me manter distante, enquanto com relacionamentos eu nunca estarei sozinho.
Aprendi a viver cada dia como se fosse o último.
Afinal, pode ser o último.

SE OCUPE!

Adorei este texto de autoria de Bruno Pitanga, Doutor em neuroimunologia, neurocientista, professor universitário e palestrante:

Pra viver melhor, não se preocupe, se ocupe.
Ocupe seu tempo, ocupe seu espaço, ocupe sua mente. Não se desespere, espere. Espere a poeira baixar, espere o tempo passar, espere a raiva desmanchar. Não se indisponha, disponha. Disponha boas palavras, disponha boas vibrações, disponha sempre. Não se canse, descanse. Descanse sua mente, descanse suas pernas, descanse de tudo. Não menospreze, preze. Preze por qualidade, preze por valores, preze por virtudes. Não se incomode, acomode. Acomode seu corpo, acomode seu espirito, acomode sua vida. Não desconfie, confie.
Confie no seu sexto sentido, confie em você, confie em Deus. Não se torture, ature. Ature com paciência, ature com resignação, ature com tolerância. Não pressione, impressione. Impressione pela humildade, impressione pela simplicidade, impressione pela elegância. Não crie discórdia, crie concórdia. Concórdia entre nações, concórdia entre pessoas, concórdia pessoal. Não maltrate, trate bem. Trate bem as pessoas, trate bem os animais, trate bem o planeta. Não se sobrecarregue, recarregue. Recarregue suas forças, recarregue sua coragem, recarregue sua esperança. Não atrapalhe, trabalhe. Trabalhe sua humanidade, trabalhe suas frustrações, trabalhe suas virtudes. Não conspire, inspire. Inspire pessoas, inspire talentos, inspire saúde. Não se apavore, ore. Ore a Deus! Somente assim viveremos dias melhores.

TEMPO ENTRE PAIS E FILHOS

“Um dia a tua mãe não vai mais te ligar.
Um dia você vai desejar que eu tenha vivido mais dias para aproveitar seu tempo com ela.
Um dia ela vai parar de te dizer para parar de brincar.
Um dia ele vai parar de te dar os conselhos que acha que são certos para você.
Um dia você encontrará a casa onde ela sempre estava te esperando com uma xícara de café quente na sua chegada vazia.
Um dia a sua voz não será mais ouvida.
Um dia, só as lembranças ficarão.
O tempo voa e não espera por nada nem ninguém.
E nesse dia, você sentirá um vazio tão grande que nada nem ninguém poderá preencher.” 🕊️🍃
A/D

APRENDI

“Aprendi que todas às vezes que aceito aquilo que não posso controlar, cresço um pouco mais. Aprendi que as coisas mais incríveis da vida, acontecem fora da zona de conforto. ⁣Aprendi que antes de desejar acrescentar dias a minha vida, preciso começar a acrescentar vida, aos meus dias. É a qualidade que faz a diferença, nunca a quantidade.⁣

Aprendi que fico mais bonita, quando me escolho, me aceito, me amo, e me visto de mim. Aprendi que a melhor proteção contra energias ruins, é cuidar, para que a minha energia seja sempre boa. ⁣Aprendi que Deus não castiga, não pune, não condena, ele apenas nos protege, e nos prepara para aquilo que pedimos, mas não temos paciência para saber a hora certa de receber.⁣ Aprendi que melhor do que tentar ver o lado bom da vida, é tentar ser o lado bom das coisas!”
⁣Wandy Luz

TEMPO: CHRONOS E KAIROS!

Tempo: Chronos e Kairós

Queria compartilhar com vocês este lindo texto de minha amiga Suely Tonarque,

Eu não tinha este rosto de hoje,

assim calmo, assim triste, assim magro,

nem estes olhos tão vazios,

nem o lábio amargo.

Eu não tinha estas mãos sem força,

tão paradas e frias e mortas;

eu não tinha este coração

que nem se mostra.

Eu não dei por esta mudança,

Tão simples, tão certa, tão fácil:

— Em que espelho ficou perdida

a minha face?

Retrato – Cecília Meireles (livro “Viagem”, 1939)

Janeiro 2025: com minha imagem refletida no espelho, me dou conta do meu envelhecimento – caminho de Chronos; não fico assustada e tampouco inconformada – caminho de Kairós. Que bom que ainda estou viva e com muitas histórias para contar, desejos a serem realizados e com dois ouvidos para a escuta de casos, estórias, histórias, apesar de me dar conta de que, aos poucos, inicio o processo de perda da audição física. Isso não me abala: estou presente nos encontros com amigos, grupos de estudo, minha família e cheia de energia para a Vida. Claro, cuidando da saúde física, psíquica e, principalmente, do Tempo Chronos – o senhor do tempo das horas, regido pelo relógio. Tenho 73 anos e 6 meses.

Na mitologia grega, Chronos é o deus do Tempo, o medidor do tempo físico. Por sua vez, Kairós – palavra de origem grega – é o tempo que não pode ser medido, cronometrado, representa acontecimento que não tem hora marcada, surpresas do cotidiano.

Assim, o tempo Kairós nos convida a aproveitar a vida em outro compasso: mais leveza e alegria, apesar da inevitável existência das tristezas.

No belo poema “Retrato”, Cecília Meireles surpreende a si mesma com o “olhar de Chronos” sobre o seu envelhecimento, até então analisado com o olhar de Kairós – seu eu-lírico – o que a faz admitir que houve uma mudança, embora não reconheça o momento do ocorrido.  E eu me identifico com essa representação do envelhecimento: ele vai surgindo e não me deixa rastros de onde exatamente reconheço minha imagem no espelho.

Mas, eu me reconheço, sim, nas minhas histórias e experiências vividas; encontro-me inteira no tempo quando me dou conta dele, mesmo com olhos vazios; estou com luz, mesmo ao perceber, ao sentir e pensar sobre a riqueza da vida, do existir com o outro e o vigor do pulsar das histórias únicas. Viver é só ida, não tem volta para resgatar o tempo não vivido.

Temos 11 meses para viver 2025 e não abrir mão de novos caminhos em busca do tempo que temos, mesmo com o nosso rosto marcado, nosso corpo transformado pelo envelhecimento – sem botox, plásticas, injeções e químicas que nos afastam da nossa identidade, ou melhor, de nós mesmas.

(*) Suely Tonarque  é psicóloga, gerontóloga e especialista em moda no envelhecer

TALVEZ APRENDA!

Talvez a gente aprenda, afinal, a demorar a vida mais vezes no que faz coração ser sorriso. A abraçar mais lentamente toda vez que é possível. A encher de beijinhos quem nos provoca ternura. A sair mais frequentemente para passear onde tem flor.

Talvez a gente aprenda, afinal, que precisa de bem menos do que imaginava. Que as verdadeiras urgências são vidas. Que a prioridade é a saúde. Que há variados jeitos de se mostrar presente. Que a gente tem que se cuidar pra cuidar. Que aquela tal pressa era pra quê mesmo? Que há uma linguagem que só os olhos conhecem.

Talvez a gente aprenda, afinal, a se interessar com mais bondade pelo bem-estar dos outros seres. Que estamos todos juntos mesmo na humanidade. Que há vários modos de ajudar mesmo sendo também vulnerável. Que o nosso dom é serviço. Que é possível viver fora do automatismo.

Talvez a gente aprenda, ao final, a ser do nosso jeito de novo.

By Ana Jácome