QUANDO VOCÊ MUDA..

Quando você deixa de sentir carências, todas as coisas voltam para você.
Quando você cessa de brigar com o mundo, todo mundo se aproxima pra falar com você sobre amor.
Quando você aceita, você transforma.
Quando você se atreve a tentar o novo, os condicionamentos desaparecem e o mundo te surpreende.
Quando você se torna mole como a água, você penetra em todos os poros da terra.
Quando você começa a olhar para você, o mundo desaparece.
Quando você deixa ir o que não é pra você, esse vazio atrai o que realmente lhe pertence.
Quando você perde, você se encontra.
Quando você decidir, essa determinação encontra quem você é, e sussurra o que você quer.
Quando você desiste da guerra, você ganha a batalha.
Quando aquietas a tua mente, todo um universo fica aos teus pés.
Quando não se apresse, tudo se aproxima de você.
Quando você deixa de querer controlar, o mundo se acomoda a si mesmo.
Quando você escolhe não reagir, mude o resultado e curte o karma.
Quando você aceita mudanças e incerteza, você deixa de sofrer.
Quando você se torna humilde, o mundo pertence a você.
Quando você encontra, cessa a busca.
Quando você abraça sua dor, você faz dele amigo
Quando você se torna consciente, o nosso criador do universo aparece 🙏

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AMIZADE!

_ Meus amigos são todos assim: metade loucura, outra metade santidade. Escolho-os não pela pele, mas pela pupila, que tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante. Escolho meus amigos pela cara lavada e pela alma exposta. Não quero só o ombro ou o colo, quero também sua maior alegria. Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto. Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade. Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos. Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça. Não quero amigos adultos, nem chatos. Quero-os metade infância e outra metade velhice. Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto, e velhos, para que nunca tenham pressa. Tenho amigos para saber quem eu sou, pois vendo-os loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que a normalidade é uma ilusão imbecil e estéril.

By Fernando Pessoa

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CONCERTOS DOMÉSTICO QUARENTÊNICOS.

Acho bem divertido este texto do meu amigo Laerte Temple, quem já não passou por algo deste tipo, ou quase…

Cansado de procurar o que fazer, resolvi organizar meus livros, CDs e DVDs. Achei raridades que nem lembrava que ainda tinha. Poe, Saramago, Assis, Camus, Drummond, LPs do Trio Los Panchos, Connie Francis, Ataulfo Alves, Vinicius, Elis, DVDs históricos de Elvis, Beatles, Sinatra, Charles Aznavour, Buena Vista Social Club e outros mais. Entendem agora por que é difícil para mim curtir Jojô Todinho ou Pablo Vittar?

Liguei a TV e o portentoso “Tudo em um”, aparelho chinês compacto que reúne rádio AM/FM, CD, DVD, Blue Ray, Home Theater etc. Só falta lavar e secar. Mas aí o DVD de Simon & Garfunkel no Central Park engasgou. Liguei para a assistência e ninguém atendeu. Devem estar em quarentena. Como sou alfabetizado e curioso, consultei o manual de instruções.

Alguém com mais de sessenta já tentou ler um manual instruções de eletrônicos made in China? Uma folha A 3 semitransparente, dobrada inúmeras vezes até ficar do tamanho de um maço de cigarros sem filtro, dividida em blocos com oito idiomas, todos mal traduzidos, repleto de siglas e termos de física quântica e impresso com letras iguais às bulas de remédio para disfunção erétil. Nem com microscópio eletrônico!

Peguei óculos de leitura, lente de aumento e comecei a pesquisar. Depois de vinte minutos lendo, conectei o plug HDMI à porta 3, liguei o cabo coaxial no receiver, encaixei as tomadas USB, cliquei na tecla Function, selecionei DVD, apertei Play e esperei inicializar.

O DVD não destravou e o painel mostrou “Erro 49”.

Consultei o manual. Eu não tinha desativado e função multiplex nem conectado a entrada RGB. Desliguei tudo, contei dez segundos e reinicializei no modo Beta. Nada. Repeti o procedimento três vezes. Nada.

Consultei a lista de defeitos e soluções.

Tinha perguntas geniais como: Você tirou o aparelho da caixa? Conectou à rede elétrica? Pressionou a tecla Liga?

Como essas soluções não me atendiam, radicalizei. Peguei a chave Philips na caixa de ferramentas, desmontei a disqueteira e desencavalei o DVD. Montei tudo novamente com maior eficiência, pois sobraram umas peças, provavelmente desnecessárias, só para aumentar o preço. Liguei na tomada e pressionei a tecla ON.

Não inicializou e várias luzes azuis e vermelhas piscaram no painel. Parecia viatura da blitz da Lei Seca. O micro ondas apitou e a máquina de lavar, vazia, começou a centrifugar. Da TV e do “Tudo em um” chinês surgiu densa fumaça branca igual ao “Habemus Papam”. Arranquei tudo da tomada, porém tarde demais.

Os disjuntores chamuscaram e todas as luzes se apagaram. Curto circuito geral, no apartamento e no prédio inteiro.

Resolvi ler um livro na varanda prá disfarçar.

No dia seguinte desci nove andares para comprar pão. Tinha um pessoal no poste trocando um transformador.

O síndico me viu e disse que algum FDP deve ter feito gambiarra. Respondi “vai saber, tem muito doido metido a eletricista”.

Maldita quarentena!

ELA ERA BONITA.

E assim chegamos à envelhecência, com nossa alma recheada pelas experiências vividas, os olhos brilhantes ao contemplar e reconhecer a beleza da vida, inobstante os momentos terríveis e nada fáceis que tenhamos passado. Sejamos gratos. Muitos não encontram a possibilidade de vivenciar nem as alegrias, nem as tristezas, pois partem cedo demais daqui. ANTES ELA ERA BONITA… mas ela não sabia o que isso significava. Leiam:

Quando ela era uma menininha, lhe disseram que era linda, mas não tinha significado em seu mundo de bicicletas e tranças e aventuras de faz-de-conta.

Mais tarde, ela desejava ser linda, quando os meninos começaram a notar suas amigas e os telefones tocaram para encontros de sábado à noite.

Ela se sentiu linda no dia do casamento, esperançosa com seu novo parceiro de vida ao seu lado. mais tarde, quando os filhos dela disseram que ela era linda, ela estava frequentemente exausta, seu cabelo bagunçadamente amarrado pra trás, sem maquiagem, larga na cintura, onde costumava ser fina; ela simplesmente não conseguia entender.

Ao longo dos anos, enquanto ela tentava, aos trancos e barrancos, ficar bonita, ela encontrou outras prioridades, como as contas e as refeições, enquanto ela e seu parceiro trabalhavam duro para fazer uma familia, para dar conta às despesas, para transformar crianças em adultos, para fazer uma vida.

Agora, ela senta.
Sozinha.

Seus filhos cresceram. Seu parceiro voou, e ela não consegue se lembrar a última vez em que ela foi chamada de linda.

Mas ela estava.

Estava linda em cada linha de seu rosto, na força de suas mãos artríticas, na amplitude que tinha um milhão de abraços impressos em sua própria pele, e em suas coxas inconstantes e tornozelos grossos, que tinham feito sua corrida por ela.

Ela viveu sua vida com um amoroso e generoso coração, tinha colocado seus braços em torno de tantos para dar-lhes conforto e paz.

Seus ouvidos tinham ouvido tanto notícias terríveis, como lindas canções, e de seus olhos tinham transbordado, oh, tantas lágrimas, que estavam eles agora brilhantes, mesmo quando escureceram.

Ela tinha vivido e era.

E porque ela era, se tornou bonita.

Gostei muito desta crônica de Suzanne Reynolds, me fez pensar sobre a beleza e o envelhecer. Beleza existe em todas as fases da vida. Mas tem muitos que tem dificuldade de enxergar com o passar do tempo. Ela existe sim… basta enxergar além do que os olhos veem.

SAIR PARA MULHERAR…

As mulheres fazem tantas coisas… junto e misturado. Elas costumamos fazer muitaaaaaaas coisas juntas. Não é raro vê-las em pares ou em grupo no cinema, fazendo compras, viajando, olhando vitrines, andando no parque, indo a shows, a exposições, almoçando, e tudo isso sem parar de conversar (mulher fala, não?!). Abre-se e fecha-se várias caixinhas quando conversam de assuntos variados quase que só mesmo tempo. Dizem que os homens não conseguem acompanhar toda a nossa conversa rsrsrs. Eu me incluo perfeitamente neste meio. Sempre que posso estou nessa. De último hora damos um jeitinho de estar lá.

Romances, relacionamentos, rompimentos, perdas, filhos, profissão, roupas, menstruação, tpm, menopausa, exercícios, sexo etc., assunto é que não falta! Nem termina um e já engata outro. Somos uma caixinha de pensamento ambulante com infinitas possibilidades de abertura. Abre e fecha sem pedir licença.

Uma grande amiga minha chama de “sair para mulherar” essas tantas atividades que fazemos juntas enquanto, ao mesmo tempo, vamos falando da vida.

As mulheres trocam confidências, expõem aquilo que vivem e seus conflitos, bordam e tricotam (literal e metaforicamente), brigam, acompanham e cuidam umas das outras, numa troca recíproca e coletiva.

Nas muitas atividades em companhia das amigas, aparentemente tão triviais, fios da subjetividade de cada uma de nós se entretecem e nos ajudam a virar mulher, a ser mãe, a ser amiga, a casar, a ter filhos, a descasar, a trabalhar, a enfrentar a saída dos filhos de casa, a voltar a namorar, a passar pela menopausa, a envelhecer, a fazer os lutos e tantas outras coisas.

A vida seria muito mais dura se não fossem pelas irmãs-amigas, amigas- irmãs, com as quais podemos falar e elaborar tanto as dores como as delícias que vamos experimentando ao longo da estrada.

*”Mulherar” ajuda a fabricar tecido psíquico, um tecido que vai sendo bordado coletivamente, criando novos desenhos e novas formas de pensar e dar sentido às nossas vivências e à nossa história.”*. (Aqui também tem… Parte do Texto da psicanalista Helena Albuquerque, mestre da USP.)

Veja também:

https://oterceiroato.com/2020/09/11/a-mulher-ao-centro-da-vida-2/

MENINO…

Menino, vem pra dentro, olha o sereno! Vai lavar essa mão. Já escovou os dentes? Toma a benção a seu pai. Já pra cama! Onde aprendeu isso menino? – coisa mais feia. Toma modos. Hoje você fica sem sobremesa. Onde é que você estava? Agora chega, menino, tenha santa paciência. De quem você gosta mais, do papai ou da mamãe? Isso, assim que eu gosto: menino educado, obediente. Está vendo? É só a gente falar. Desce daí, menino! Me prega cada susto…para com isso! Joga isso fora. Uma boa surra dava jeito nisso. Que é que você andou arranjando? Quem te ensinou esses modos? Passe pra dentro. Isso não é gente para ficar andando com você. Avise seu pai que o jantar tá na mesa. Você prometeu, tem de cumprir. Que é que você vai ser quando crescer? Não, chega: você já repetiu duas vezes. Por que você está quieto aí? Alguma coisa está tramando… não anda descalço, já disse! – vai calçar o sapato. Já tomou remédio? Tem de comer tudo, você tá virando um palito. Quantas vezes já te disse para não mexer aqui? Esse barulho, menino! – teu pai tá dormindo. Para com essa correria dentro de casa, vai brincar lá fora. Você vai acabar caindo daí. Pede licença a seu pai primeiro. Isso é maneira de responder à sua irmã? Se não fizer, fica de castigo. Segura o garfo direito. Põe a camisa pra dentro da calça. Fica perguntando, tudo você quer saber! Isso é conversa de gente grande. Depois eu te dou. Depois eu deixo. Depois eu te levo. Depois eu conto. Agora não, depois! Deixa seu pai descansar – ele está cansado, trabalhou o dia todo. Você precisa ser muito bonzinho com ele, meu filho. Ele gosta tanto de você. Tudo que ele faz é para seu bem. Olha aí, vestiu essa roupa agorinha mesmo, já está toda suja. Fez seus deveres? Você vai chegar atrasado. Chora não filhinho, mamãe está aqui com você. Nosso Senhor não vai deixar doer mais. Quando você for grande, você também vai poder. Já disse que não, e não, e não! Ah, é assim? – pois você vai ver só quando seu pai chegar. Não fale de boca cheia. Junta a comida no meio do prato. Por causa disso é preciso gritar? Seja homem. Você ainda é muito pequeno pra saber essas coisas. Mamãe tem muito orgulho de você. Cale essa boca! Você precisa cortar esse cabelo. Sorvete não pode, você tá resfriado. Não sei como você tem coragem de fazer assim com sua mãe. Se você comer agora, depois não janta. Assim você se machuca. Deixa de fita. Um menino desse tamanho, que é que os outros hão de dizer? Você queria que fizessem o mesmo com você? Continua assim que eu te dou umas palmadas. Pensa que a gente tem dinheiro pra jogar fora? Toma juízo menino! Ganhou agora mesmo e já acabou de quebrar. Que é que você vai querer no dia de seus anos? Agora não, depois, tenho mais o que fazer. Não fica triste não, depois mamãe te dá outro. Você teve saudades de mim? Vou contar só mais uma, tá na hora de dormir. Vem que a mamãe te leva pra caminha. Mamãe te ama, viu! Dá um beijo aqui. Dorme com Deus meu filho! Meninos hoje e amanhã, sempre serão assim como Fernando Sabino conta. E sempre será assim… Mãe é mãe… menino é menino!

Veja também:

https://oterceiroato.com/2020/10/12/casa-de-mae-depois-que-se-vao/

7 LIÇÕES DE UMA MULHER DE MAIS DE 100 ANOS PARA VOCÊ PRATICAR EM 2020.

Sempre gostei de conhecer dicas pra envelhecer bem. Geralmente a maioria delas fala sobre bom humor, cuidados com a saúde (bons hábitos alimentação, movimentar-se…) e aprender entre outros. Isto sempre me faz refletir que temos mais tempo de vida hoje, e precisamos usar muito bem. Esta entrevista eu achei bem interessante. Leia:

Dê uma boa olhada na foto abaixo. Somos eu e Eugênia Fischer, avó de uma grande amiga, que, desde que comecei a escrever o Ageless, me dizia: “Você precisa conhecer minha avó”. O retrato foi feito no nosso encontro para um café na última semana (mostrei mais fotos e vídeos com ela no meu Instagram, me siga lá: @silviaruizmanga). #eugeniafischer #silviaruizmanga

Posso dizer que foi uma das entrevistas mais emocionantes que já fiz. Por que? Porque a Eugênia tem nada menos do que 103 anos e é uma das mulheres mais inspiradoras que eu conheci. E depois do nosso papo o significado de Ageless, sem idade, ganhou ainda mais sentido para mim. Eugênia é a prova viva de que idade não é limite para nada. #ageless

Ela nasceu em Buenos Aires e se mudou para o sul do Brasil ainda criança. Como a maior parte das mulheres de sua época, casou cedo, teve três filhos, era dona de casa, nunca precisou trabalhar. Mas diferente também das mulheres do seu tempo, Eugênia não se acomodou com essa vida. Dentro dela havia uma mulher cheia de opinião e com necessidade de independência. Depois dos 50 anos ela achou que era hora de sair da gaiola. A primeira providência foi terminar um casamento que não a fazia feliz. E o começo da fase mais feliz da vida dela foi justamente aí, depois dos 50!

Pratique o otimismo:

A querida dona Eugênia me deu algumas lições de vida que vão me acompanhar em 2020 e para sempre:

“Saber envelhecer é uma arte. Eu sei envelhecer. Eu recebo tudo da maneira que tenho que receber. E mesmo as situações mais difíceis eu consigo superar. Porque eu sou otimista! “

A vida nem sempre foi tranquila, Eugênia perdeu muitas pessoas queridas ao longo da jornada, inclusive uma das filhas recentemente. Mas ela segue com um olhar de otimismo e bom humor impressionantes. “A gente tem que aprender a deixar as coisas passarem, sem nos abater. Tudo melhora. “

Livre-se de relações tóxicas:

Terminar um casamento depois dos 50 anos é sempre muito difícil. O medo de ficar sozinho ou de não ter um companheiro para o fim da vida, por exemplo, pode fazer muita gente manter uma relação mesmo que ela faça mais mal do que bem. “Hoje eu não me casaria jamais. Me separei depois de 28 anos de casada e foi a melhor coisa que eu fiz. Não tive medo de nada, eu queria ser livre e viver”, diz Eugênia.

Não teve medo nem do julgamento social da época? “Naquela época eu nunca soube de ninguém que fosse separada. Não tinha separação. A mulher que se separava era vista como vagabunda. Levava a culpa. O homem não. Mas eu não tive medo de nada.  A gente não pode viver em um casamento infeliz!”

Nunca deixe de estudar:

Você é daquelas que acha que já está velha para aprender? Ou para voltar para a faculdade? Pois a Eugênia fez curso superior aos 50 anos. Estudou Turismo e ainda deu aulas. E há mais de 20 anos ela é aluna da Universidade Aberta da Maturidade da PUC, em São Paulo. Vai religiosamente às aulas, onde é a veterana da turma que virou sua segunda família.

“Eu nunca parei de estudar. Minhas melhores amigas hoje são minhas colegas da faculdade, que é minha segunda casa. ” Acha que está tarde para aprender outro idioma? Eugênia fez intercâmbio nos Estados Unidos aos 80 anos! Você leu direito: aos 80! Foi sozinha para os EUA, se instalou em uma casa de hospedagem para estudantes estrangeiros por três meses. “Um dia o diretor da universidade veio falar comigo. Disse que era melhor eu ir embora porque não poderia se responsabilizar por mim caso algo de errado acontecesse”, diz ela aos risos. “Todos os dias me encontrava e dizia: por favor, se cuide”.

Leia o máximo que puder:

Eugênia me mostra orgulhosa a estante cheia de livros que juntou ao longo da vida. “Eu sempre li muito, sempre foi meu maior prazer. Minha cabeça está bem até hoje muito em função da leitura. Minha maior tristeza hoje é não conseguir mais ler. Há quatro anos minha visão piorou muito já não consigo ler, mesmo com lente de aumento. “

Durma bem, coma direito e movimente o corpo:

“Eu sempre dormi muito. Como não precisava trabalhar, acordava tarde. Dormir bem faz bem. Eu gosto de dizer que vivo tanto porque fui muito bem conservada”, brinca ela. A alimentação equilibrada foi uma preocupação constante na vida de Eugênia. “Eu sou hoje o que fui a vida toda. Não como gorduras, detesto! E também não como doces, jamais. Nem mesmo em festas. Não gosto”. Caminhar muito sempre foi a regra na vida dela. Até hoje vai a pé para a faculdade que fica a alguns quarteirões de sua casa em São Paulo.

Como podemos ver, Eugênia praticou a vida toda o que é recomendado por qualquer médico hoje em dia para quem quer prevenir doenças: dormir bem, se alimentar sem exageros, passar longe do açúcar e fazer atividade física. Estilo de vida é tudo!

Seja vaidosa por você, não pelos outros, e não se “abandone”

Eugênia está sempre arrumadíssima. O cabelo impecável, anel brincos e colares combinando, roupas modernas que em nada lembram a de tantas velhinhas que conhecemos. Não tem vontade de ficar de pijama quando está em casa? “De jeito nenhum! Jamais! Me arrumo para mim, não para os outros. Acho um respeito comigo mesma levantar e cuidar de mim, me arrumar para a vida. ” Segredo de beleza? Nenhum, ela garante que nunca teve neuras com isso. Fez uma plástica no rosto aos 50, passa apenas um creme na cara há anos (diz que tem até esquecido ultimamente), mas tem uma pele impressionante! Ela garante que é culpa do tal otimismo.

Não deixe de se divertir:

Eugênia conta que uma das melhores fases da vida dela foi aos 80 anos. “Foi a época em que eu mais viajei”. Ela ama conhecer novos lugares e viajou pelo mundo, nunca deixou o marasmo tomar conta da vida. Outro programa que ela adora é jogar em cassinos. A festa de 100 anos, aliás, foi em um cassino em Foz do Iguaçu para onde viajou com filhos e netos em 2015. “Graças a deus aqui no Brasil é proibido”, diverte-se Eugênia.

Meus votos para você em 2020 é que você seja tão livre e dono de si quanto a querida Eugênia. Que você pratique o otimismo, cuide de você mesmo, acredite que nunca é tarde para ser feliz. Muito menos para ser Ageless.

Fonte:

https://www.google.com.br/amp/s/ageless.blogosfera.uol.com.br/uol_amp/2018/12/21/sete-licoes-de-uma-mulher-de-mais-de-cem-anos-para-voce-praticar-em-2019/

Veja também:

https://oterceiroato.com/2020/02/28/como-eu-quero-envelhecer/

ESPELHO… ESPELHO MEU!

“…Em que espelho ficou perdida a minha face”… (Cecília Meireles )

Às vezes acordo triste e nem sei o porquê dessa tristeza.
Uma angústia, um descontentamento, uma solidão interior…
Muitas vezes vem uma vontade de chorar, uma fragilidade que nada parece estar bom…
Nós ,que já passamos dos 50, muitas vezes nos encontramos assim. O mundo inteiro caminha normalmente, tudo está bem e vem essa tristeza.
Quantas vezes eu me olhei no espelho e me curti, me achei linda e sai dona do mundo esbanjando mocidade e vendendo alegria?
Quantas vezes fui elogiada, fotografada por olhares cheios de admiração?
E no espelho desfilei caras e bocas…Com a beleza que aos poucos foi se modificando, foi mudando de fases, foi se perdendo e dando lugar a um outro tipo de mulher: a mulher madura, aquela que muitas vezes ouve como elogio: você está conservada.
Que triste elogio! Diga como vc está bonita, que linda vc está. ..soa melhor, engrandece a alma, que hoje já tem tantas cicatrizes.
Beleza está em todas as idades, conversem com seu espelho e descubra o seu ponto forte, ele pode estar no seu interior.
Onde ficou perdida minha face?
Não sei, só sei que vou passar o meu batom vermelho, rimel e lápis nos olhos, deixar meus cabelos ao vento, vestir meu vestido de festa e subir no salto, como sempre fiz e sair linda e maravilhosa curtindo os meus 68anos.

Faça o mesmo vc de 50, 60, 70, 80, 90…
E não se entristeça vivendo do passado e tendo medo de aproveitar a vida.
Se não usar mais salto, coloque uma rasteirinha ou se preferir fique descalça na areia da praia.
Você é linda em qualquer idade.

Para todas as mulheres que se amam e que amam a vida, assim como eu 🤩

Veja também:

https://oterceiroato.com/2020/09/25/faxina/

QUANDO EU ENVELHEÇO.

Este texto da Orlanda Luiza, diz tudo que eu estou gritando por dentro agora.

Envelheço quando o espelho não reflete mais as risadas da alma.

… quando resiste à imagem de olhos vivos e fecha o semblante.

… quando a fisionomia desmente a mensagem e a incoerência do olhar trai-lhe a expressividade.

… quando deixa um pingo de lágrima acinzentar o espelho.

…a mente se enruga, encolhe-se e torna a própria imagem tão pequena.

… me olho no espelho com a mente em fúria e levo uma chamada.

… quando o espelho perde a cor da vida e nada mais reflete.

E assim continuo o meu caminho.

Veja também:

https://oterceiroato.com/2020/07/08/deixem-me-envelhecer-3/