BOAS SURPRESAS QUE SOMENTE O ENVELHECIMENTO PODE NOS TRAZER.

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“Viver é envelhecer, nada mais.’ Simone de Beauvoir 

O que este artigo de Maria da Luz Miranda, do blog Depois dos 50, de O Globo, nos mostra são as vantagens, os benefícios do avançar da idade. Sim, como tudo na vida, a velhice tem seu lado deplorável, mas tem o outro também. Estudo citado por Maria da Luz revela, por exemplo, que nossa capacidade de acumular conhecimento e de resolver problemas é refinada ao longo do tempo.

Ora é a flacidez da pele, ora é a memória que falha, ora é a lista de médicos e doenças que só cresce, ora as perdas que são tamanhas. O rol de problemas que enfrentamos ao virar a chave dos 60 anos é tão extenso quanto a população mundial nessa faixa etária. São mais de 800 milhões no mundo, esse mesmo, obcecado pela juventude. Há gente demais, satisfação de menos. Mas, acredite, envelhecer pode ter muitos lados bons.

A ciência tem se esforçado em demonstrar que as perdas são fato, mas há lá suas compensações. Prova disso é o número de pessoas que ultrapassaram a barreira dos 100 anos: já são mais de 320 mil espalhadas pelo planeta.

Quem foca nos apsectos positivos, as pesquisas científicas reforçam, pode colher em satisfação os frutos que o tempo amadurece. Veja abaixo alguns exemplos de que a juventude pode ir embora, mas ela não é, necessariamente, a única força que nos move.

Felicidade mais frequente do que aos 30 ou aos 50

Estudos recentes revelam que a felicidade típica dos 15 aos 25 anos pode voltar décadas depois. Mais especificamente depois dos 65 anos. Ou seja, na chamada idade madura, que compreende também o período dos 30 aos 50 anos, os tempos são mais difíceis do que mais adiante. É o que atestam pesquisas de duas universidades, pelo menos, a Universidade de Chicago, nos EUA, e a Universidade de Nova Gales do Sul, na Austrália. A explicação está em que pessoas idosas são capazes de explorar melhor seus instintos sociais e emocionais acumulados com a experiência. Alguns cientistas chegaram a afirmar que esperamos ser mais felizes no início dos anos 80 do que nos anos 20.

Mente mais esperta

Inteligência e esperteza são atributos que podem, sim, melhorar com o tempo. Um estudo da Universidade de Illinois, nos EUA, comparou o desempenho de controladores de tráfego aéreo mais velhos com os mais jovens e constatou que a turma mais antiga foi melhor em trabalhos mentalmente difíceis e foi capaz de superar quaisquer fraquezas. Valeu a experiência, ponturam os pesquisadores. Os estereótipos negativos associados ao cérebro e à memória de quem envelhece não são, necessariamente, mais do que meros estereótipos. A pesquisa americana vai de encontro ao que outro estudo, desta vez na Universidade de Tubingen, na Alemanha, põe em xeque: a ciência compreende mal a maneira como o cérebro envelhece, e o número de neurônios nem sempre é um indicador de bom funcionamente cerebral. Para reforçar a tese, uma das pesquisas mais abrangentes já realizadas no mundo, o Estudo Longitudinal de Seattle, que avalia e acompanha as habilidades mentais de 6 mil pessoas desde 1956, comparando os dados a cada sete anos, demostra que apesar das dificuldades recorrentes, nossa capacidade de acumular conhecimento e de resolver problemas é refinada ao longo do tempo. Clique aqui para ler mais.

PONTO DE PARTIDA!

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“Não quero deixar nada mais pra depois… tem que ser aqui e agora! Meu ponto de partida começa agora…” 

Talvez daqui a muitos anos, você não tenha nenhum remorso das coisas que fez, mas talvez tenha das muitas que deixou de fazer, das muitas que não conseguiu alcançar. Por isso, despedace sua âncora, levante de seu porto seguro e parta. Olhe o horizonte. Viva o momento. Pegue os ventos. Suba as montanhas. Encare. Explore. Sonhe. Descubra. Saiba que cada bom instante tem hora pra acabar. Os ruins também. Deixa estar. Deixa ser o que for. Só não pare e espere e nem tenha mil desculpas.

Viva o agora e não tenha outros planos pra hoje, pois enquanto você para pra pensar a vida vai passando. Pro amanhã, desafie a vida e nunca a aceite como ela é. Saia e veja o sol se pôr do lugar de onde sempre quis estar. Não queira que tudo seja mais fácil, queira que você seja mais forte, mais rápido, imbatível, melhor. Dias normais e desafios fáceis não trarão progressos, não trarão sucesso e por diversas vezes será preciso queimar algumas pontes pra deixar as conquistas mais longes e difíceis. E isso é bom. É a soma dos pequenos esforços, repetidos dia após dia que irão fazer sonhos tornar-se realidade, basta ter coragem e jamais deixar ser desencorajado pelos erros (aprenda com eles), pelo pessimismo e pelos pessimistas.

Continue falhando, continue errando, mas continue em frente, sempre! Todo avanço somente se tornará real fora da zona de conforto. Toda vitória só será concreta acompanhada do cansaço. Erre o máximo que puder e com toda certeza, chegará o dia em que o seu pior fracasso, será muito melhor que o maior sucesso dos que não apostavam uma moeda em você.

Seja cada vez mais você mesmo e nunca precisará ser quem esperavam que você fosse. O ponto de partida de toda conquista é o desejo. O ponto de partida de toda conquista é você. By Cleonio Dourado

E você já começou?

 

SEXO DEPOIS DOS 50 ANOS: PROBLEMAS QUE ELES E ELAS ENFRENTAM…

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“No homem, o desejo gera o amor. Na mulher, o amor gera o desejo.” Jonathan Swift

Sexo na “melhor idade” é um assunto de grande interesse, não é? Assunto cheio de tabus e preconceitos, mas que atualmente tem mudado muito. Afinal somos da geração Baby Boom (da Explosão de Bebês) e a Geração X (ou “baby bust“) lembra? Revolucionários? Acompanhamos de perto muitas mudanças culturais e sociais das décadas de 60 e 70. Mais do que uma explosão demográfica (Baby Boom), essas foram as gerações (e X) de grandes transformações culturais e sociais . Mudanças transformadoras eu diria, para um novo mundo que viria á frente. Dessas gerações surgiram os ideais de liberdade, o feminismo e os movimentos civis a favor dos negros e homossexuais. Gosto muito do que Maya Santana (do 50e mais) comenta sobre o sexo na terceira idade. Leiam.
Sexo depois dos 50 anos é um assunto cada dia mais atual, já que a população está envelhecendo rapidamente. E, a partir dessa idade, é natural que comecem aparecer os problemas: para as mulheres, um dos principais é a perda da libido e o consequente desinteresse por sexo; para eles, a questão mais aguda é a qualidade da ereção, que começa a declinar a partir dos 45 anos.

Que tal ler aqui trechos da entrevista de Mariza Tavares, de O Globo, com Carmita Abdo, uma das maiores autoridades do Brasil em questões sexuais, autora de oito livros, Doutora e livre-docente pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, fundou e coordena o Programa de Estudos em Sexualidade (ProSex) do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da USP.

PERDA DA LIBIDO:
“A menopausa exerce um impacto muito grande sobre a mulher. Não fomos feitas para viver sem hormônios. Na ausência do estrógeno, a lubrificação da vagina fica prejudicada e a mulher pode, consequentemente, sentir dor na relação sexual. Há outros prejuízos: para os ossos, os músculos, a cognição. A reposição hormonal é medida de saúde precedida de orientação médica, mas não pode ser descartada. Também é preciso estar atenta à depressão, que aumenta sua incidência depois da menopausa. Neste caso, a mulher não se interessa por sexo, como também não quer se cuidar e se isola. Na verdade, é uma falta de interesse geral pela vida! No consultório, é frequente atender pacientes que não querem tomar antidepressivos, alegando que o remédio vai interferir negativamente na libido. Isso realmente pode acontecer, mas apenas durante o tratamento, enquanto que, se a depressão não for tratada, a falta de desejo sexual será mantida como consequência da depressão.”

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Depois dos 50, o maior problema para ela é a perda da libido; para ele, falhas na ereção.

POR QUE A MULHER PARECE SE INTERESSAR MENOS POR SEXO:
“A maioria das mulheres se empenha mais durante a sedução, no desafio da conquista. Algumas ficam, então, satisfeitas e abrem mão do prazer do ato sexual. Talvez por dificuldades pessoais, talvez devido a parceiros apressados ou inábeis. Ou até por desconhecimento delas, ou seja, porque não sabem como fazer o próprio corpo reagir ou não conseguem relaxar. Na atualidade, vivemos relações-relâmpago, com ainda menos chance de a mulher ter seu corpo pronto para a penetração, pois as preliminares nem sempre são suficientes ou satisfatórias. O sexo contextualiza a sociedade contemporânea, onde tudo acontece de forma rápida e descompromissada. Por outro lado, os homens adorariam ser informados sobre o que agrada às mulheres na cama. É o que ouço deles o tempo todo. No entanto, ainda parece estranho ou desconfortável para as mulheres falarem sobre o seu prazer sexual ou guiarem seus parceiros para o que dá prazer a elas. Algumas se referem a ser constrangedor falar, porque pode parecer que o parceiro não é eficiente e não ‘se garante’, a menos que seja conduzido. Puro machismo feminino. Ela prefere realizar um ato sem qualquer ganho pessoal, a correr o risco de ele se sentir pouco habilidoso. Vale a pena falar e dar a ele a oportunidade de fazer melhor.”

NOS HOMENS, PROBLEMAS DE EREÇÃO:
“Apesar do tamanho do pênis ser um grande fantasma na vida sexual dos homens, a qualidade da ereção (a qual começa a entrar em declínio a partir dos 45 anos) é ainda maior. Os medicamentos que promovem a ereção são eficazes, mas se o homem viveu boa parte de sua vida com o problema, certamente complicou o quadro com o prejuízo de sua autoestima. Nesse caso, a eficácia da medicação poderá estar comprometida e ele necessitará também de uma terapia sexual. O medicamento age na fase de excitação, o que significa que o desejo deve estar preservado para o efeito ocorrer. De modo geral, os homens não fazem prevenção e encaram o agendamento de uma consulta médica como sinal de fragilidade. No entanto, as doenças, quando prevenidas, ajudam a preservar a ereção na idade avançada. Se, por exemplo, todos os homens fizessem exame da próstata a partir dos 40 anos, teríamos uma diminuição drástica dos índices de câncer avançado e de cirurgias radicais, uma das causas de perda da ereção.”

Fonte:http://www.50emais.com.br/44968-2/

 

 

MINHA MATURIDADE.

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”Maturidade é viver em paz com aquilo que não se pode mudar” 

Maturidade tem trazido paz e tranquilidade em minha alma… Já não tenho tanta pressa…  caminho aproveitando tudo ao meu redor usando minha sabedoria… Sinto toda a leveza que ela me traz…

Com as rugas que começam a marcar no rosto a passagem do tempo, a gente vai aprendendo a lidar melhor com tudo. Os óculos de grau já não ajudam apenas a ler e ver ao longe, já nos dizem que é hora de enxergar a vida de uma outra forma. É o tempo trabalhando nossa individualidade, alicerçando nossa personalidade, fazendo a gente entender que a perfeição da vida, é justamente que ela nunca vai ser totalmente perfeita, mas a gente tem que abraça-la com amor, como ela vier.

Os cabelos insistindo em nascer branqueados, nos dão a coragem necessária para sermos mais sinceros sempre. Simplicidade. Coragem. Humildade. Bondade. Idade. Verdade. MATURIDADE. Essa é a palavra. Ser maduro não é ser adulto. É ter coragem, é ter opinião, amor-próprio, é adquirir a visão diferenciada para o que é comum, é saber apreciar devagar cada momento que a celeridade da juventude faz passar despercebido. É ser simples, porém intenso em tudo que faz. Humilde, mas com um orgulho que o proteja.

Amadurecer é começar a aproveitar a viagem, sem muito se preocupar com o destino final. É quando a gente aprende a lidar com os impulsos, dominá-los e vencê-los, coisas que a energia da mocidade nunca deixou.

A maturidade vai fazendo a gente compreender a vida sem se iludir, navegar os dias com tranquilidade, aceitar os erros sofrendo menos e querer realizar os desejos com mais vontade. Maturidade é dizer não quando preciso, é dizer sim quando necessário, é baixar e levantar a cabeça nos momentos certos. Nem trouxa, nem espertalhão, apenas sábio o bastante pra não se importar com qualquer coisa. É driblar os imprevistos com bom humor. É revidar o ódio com amor. É rir das provocações, é entender as indiretas e rir mais ainda, é responder ás negatividades com desprezo, mas com respeito. É não desejar mais ter a vida que o outro tem. É querer, ter e aceitar a nossa própria. É ir em busca do que acreditamos, sem dar mais ouvidos aos pessimistas. Amadurecer não é envelhecer, não é se tornar velho. Não significa idade, não é um número. Significa a bagagem de conhecimento do que tiramos das lições de tudo que o tempo veio, pacientemente, ensinar. Ela vem aos poucos, vai ficando, vai moldando, vai construindo, vai fazendo morada nas falas, nos atos, no que nos dispomos a ouvir, ver e falar.

Maturidade são os sonhos realizados, sem anúncios. São as vitórias, sem palanques. São os momentos eternos, sem registros. São os dias inesquecíveis, sem postagens. É o resumo das pancadas, das lágrimas, das alegrias e conquistas. É conseguir lidar bem com doçuras e amarguras, com os azedos e com as delícias, com o vigor e com a preguiça. É o equilíbrio da balança da vida. É confiar na esperança. É acreditar na própria fé. Amadurecer é chegar ao ápice da juventude sem apodrecer. A adolescência já passou. A velhice depende de nós mesmos para chegar. É o período mais longo da nossa vida, passe por ela tendo a consciência sobre quem se tornou, entenda que somos todos iguais, que toda a história, todo caminho percorrido, todos os sonhos imaginados e objetivos realizados, foram somente pra que tenhamos a certeza absoluta de que a felicidade anda de mãos juntas com a maturidade e elas independem de posses, títulos, bens, companhias, idade, empregos, dores, amores… Elas dependem somente de aceitarmos ser quem somos e de perceber que chegou a hora de cuidar e de viver a nossa própria vida em paz. O restante é consequência. By Cleonio Dourado.

 

NINGUÉM QUER MORRER… XÔ FEBRE AMARELA!

“O primeiro dos bens, depois da saúde, é a paz interior”. François Lá Rochefoucauld

Se for pra escolher ninguém quer morrer. Isso é fato! Com a situação em São Paulo se agravando dia a dia e com o número de mortes de infectados pela febre amarela só aumentando… todos estão querendo se proteger. E a vacinação é nossa única proteção mais segura contra esta doença que pode ser mortal. Mesmo com as autoridades orientando que não precisamos correr pros postos (como se o povo confiasse nesta informação) vejo que quase ninguém ouve… pelo tamanho das filas que crescem todos os dias em todas as regiões o povo só está querendo proteção. Entendo que o descaso das políticas públicas com a população, onde deveriam ter começado uma campanha de vacinação contra a febre amarela pra toda a população desde o início de 2017… muito antes de chegar como está hoje… (só agravou tudo) com certeza não estaríamos nesta situação agora. Preocupa muito que as vacinas estão acabando antes do final do dia em muitos lugares. São enviadas diariamente doses grandes aos postos de saúde, mas não são suficientes pelo que percebo. Ninguém da fila tem garantia de que será vacinado, isso causa stress e alarde maior ao povo. Hoje vemos com tristeza o desespero de muitos da população pra serem vacinadas (só querem se proteger e não querem correr risco desnecessário). As filas são cada vez maiores e com o tempo longo de espera, onde tem gente que chega a dormir na fila muitas vezes… o nervoso se sobressai e muitos estão agredindo aos funcionários e as próprias pessoas da fila… surge um desespero total. Tem ocorrido até invasões aos postos. Além disso estas pessoas também estão se expondo ao contato com o mosquito. Os postos estão se organizando e trabalhando muito, numa ação conjunta e se esforçando para atender o máximo de pessoas possíveis. Mas necessita ainda de informações melhores, mais precisas e confiáveis pra quem esta na fila, isto com certeza aliviaria este stress. A proteção policial está acontecendo e “todos” têm que ter muita habilidade e paciência pra lidar com esta questão. Pois ninguém quer morrer. A campanha com doses fracionadas começam a ser distribuídas e aplicadas a partir de 24/1 em São Paulo. Terá validade de 8 anos conforme informações da imprensa. Enquanto isso estaremos nesta agonia.

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Eu fiquei nesta quarta feira (17/1) na UBS Jardim Edith por 6 horas (cheguei 6:30 sai as 12:30h) pra tomar a vacina, isto porque eu tinha prioridade e estava com meu cartão do SUS. O atendimento depois de recebida a senha dos prioritários foi rápido e eficiente. Percebi que tinha muita gente trabalhando no posto e ajudando a organizar tudo lá dentro. O jeito é ter muita paciência mesmo. Quem não tinha prioridade ia levar mais 3 horas depois disso pra receber a senha e pra ser vacinado. Ainda tenho o sonho e a esperança de que um dia a Saúde e Educação sejam prioridade no Brasil. E você já tomou a vacina?

MATURIDADE… VENHA…

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Madura sim… com todo prazer…

Com as rugas que começam a marcar o rosto com a passagem do tempo, a gente vai aprendendo a lidar melhor com tudo. Os óculos de grau já não ajudam apenas a ler e ver ao longe, já nos dizem que é hora de enxergar a vida de uma outra forma. É o tempo trabalhando nossa individualidade, alicerçando nossa  personalidade, fazendo a gente entender que a perfeição da vida é justamente que ela nunca vai ser totalmente perfeita, mas a gente tem que abraçá-la com amor, como ela vier.

Os cabelos, insistindo em nascer branqueados, nos dão a coragem necessária para sermos mais sinceros sempre. Simplicidade. Coragem. Humildade. Bondade. Verdade. Maturidade. Essa é a palavra…

Ser maduro não é ser adulto. É ter coragem, é ter opinião, amor-próprio, é adquirir a visão diferenciada para o que é comum, é saber apreciar devagar cada momento que a celeridade da juventude faz passar despercebido. É ser simples, porém intenso em tudo que se faz. Humilde, mas com um orgulho que o proteja. Amadurecer é começar a aproveitar a viagem, sem muito se preocupar com o destino final. É quando a gente aprende a lidar com os impulsos, dominá-los e vencê-los, coisas que a energia da mocidade nunca deixou. A maturidade faz a gente compreender a vida sem se iludir, navegar os dias com tranquilidade, aceitar os erros sofrendo menos e querer realizar os desejos com mais vontade.

Maturidade é dizer não quando preciso, é preciso dizer sim quando necessário, é baixar e levantar a cabeça nos momentos certos. Nem trouxa, nem espertalhão… apenas sábio o bastante para não se importar com qualquer coisa.

É driblar os imprevistos com bom humor. É revidar o ódio com amor. É rir das provocações, é entender as indiretas e rir mais ainda, é responder às negatividades com desprezo, mas com respeito. É não desejar mais ter a vida que o outro tem. É querer, ter e aceitar a nossa própria. É ir em busca do que acreditamos, sem dar mais ouvidos aos pessimistas.Amadurecer não é envelhecer, não é se tornar velho. Não significa idade, não é um número. Significa a bagagem de conhecimento do que tiramos das lições de tudo que o tempo veio, pacientemente, ensinar. Ela vem aos poucos, vai ficando, vai moldando, vai construindo, vai fazendo morada nas falas, nos atos, no que nos dispomos a ouvir, ver e falar.

Jogue Fora

MATURIDADE são os sonhos realizados, sem anúncios. São as vitórias, sem palanques. São os momentos eternos, sem registros. São os dias inesquecíveis, sem postagens.

É o resumo das pancadas, das lágrimas, das alegrias e conquistas. É conseguir lidar bem com doçuras e amarguras, com os azedos e com as delícias, com o vigor e com a preguiça. É o equilíbrio da balança da vida. É confiar na esperança. É acreditar na própria fé. Amadurecer é chegar ao ápice da juventude sem apodrecer. A adolescência já passou. A velhice depende de nós mesmos para chegar.É o período mais longo da nossa vida, passe por ela tendo a consciência sobre quem se tornou, entenda que somos todos iguais, que toda a história, todo caminho percorrido, todos os sonhos imaginados e objetivos realizados, foram somente para que tenhamos a certeza absoluta de que a felicidade anda de mãos juntas com a maturidade e elas independem de posses, títulos, bens, companhias, idade, empregos, dores, amores.

Elas dependem somente de aceitarmos ser quem somos e de perceber que chegou a hora de cuidar e de viver a nossa própria vida em paz. O restante é consequência… By Cleonio Dourado

PERDOAR!

Jogue Fora

“Perdoar não é esquecer: isso é amnésia. Perdoar é se lembrar sem se ferir e sem sofrer: isso é cura. Por isso é uma decisão, não um sentimento…”

Parei para pensar no que a frase diz. Que o perdão é uma decisão _ nem sempre simples, nem sempre fácil_ mas ainda assim, uma decisão de seguir em frente sem mágoa ou dor. Não é simplesmente “deixar pra lá”, deletar e não pensar mais no assunto. É sim, conseguir encarar a questão de frente e não ter mais sofrimento ao confrontá-la.

Para isso, é preciso rasgar-se e então remendar-se. Escancarar todas as feridas para depois curá-las. Ousar remover todos os curativos para então ventila-los.

Quem concede o perdão beneficia a si mesmo. Pois ao se livrar de lembranças dolorosas, mágoas rasgadas e ressentimentos embolorados, percebe que se curou.

Ninguém esquece daquilo que lhe feriu, que doeu, que dilacerou. Mas a gente pode superar. Pode enxergar o que rasgou sem se machucar. Pode entender o que morreu sem se enlutar. Pode conviver com o que restou sem se magoar. Isso é perdoar. Isso é permitir que a história siga seu curso trazendo uma lembrança que não pesa mais.

Na vida é necessário perdoar sempre. Perdoar a finitude das coisas, perdoar a pressa do tempo, perdoar as despedidas e os pontos de vista, perdoar erros bobos ou grandiosos, perdoar as ausências, perdoar a falta de jeito e a indiferença. Sem o perdão, ficamos presos a um lugar de falhas e faltas. Não seguimos em frente, não superamos, não evoluímos.

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É preciso ser leve. Absolver a existência de culpas que nos atam a um lugar que não existe mais, e livrar nossa história de ressentimentos antigos. Se sua infância foi dolorosa, se seus pais não cuidaram de você com cuidado, se você sofreu bullying na escola, se seu primeiro namorado lhe traiu, se sua amiga lhe humilhou… tudo isso passa a ser irrelevante quando você aprende a perdoar. Quando você entende que a dor pelos fatos ocorridos pode ser carregada ou não. Quando você percebe que as feridas fazem parte da sua história, mas é você que decide como quer lidar com elas.

A gente não se esquece dos cacos de vidro que pisou, mas a cura chega quando a gente volta a caminhar sem dor. A gente se lembra, mas não se importa mais. Isso é perdoar. Isso é permitir que sua história siga sem lhe machucar.

Talvez seja hora de encarar aquilo que não sabemos lidar e simplesmente perdoar. Iremos descobrir que não precisamos esquecer pra seguir em frente, e sim decidir que isso não tem o poder de nos machucar mais.

O perdão é uma escolha. Uma escolha de viver sem dívidas com o passado, uma escolha de se desvencilhar das mágoas e ressentimentos e, principalmente, uma escolha de viver sem dor.

Fonte:http://www.asomadetodosafetos.com/2017/04/perdoar-e-se-lembrar-sem-se-ferir.html

A SEPARAÇÃO COMO ATO DE AMOR…

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“É difícil encarar algumas coisas na minha vida. Mas a que tem se mostrado mais difícil é dividir os sentimentos e os pensamentos aqui dentro.”  

Martha Medeiros sempre me surpreende e encanta… Leiam:

É sabida a dor que advém de qualquer separação, ainda mais da separação de duas pessoas que se amaram muito e que acreditaram um dia na eternidade deste sentimento. A dor-de-cotovelo corrói milhares de corações de segunda a domingo — principalmente aos domingos, quando quase nada nos distrai de nós mesmos — e a maioria das lágrimas que escorrem é de saudade e de vontade de rebobinar os dias, viver de novo as alegrias perdidas.

Acostumada com esta visão dramática da ruptura, foi com surpresa e encantamento que li uma descrição de separação que veio ao encontro do que penso sobre o assunto, e que é uma avaliação mais confortante, ao menos para aqueles que não se contentam em reprisar comportamentos padrões. Está no livro “Nas tuas mãos”, da portuguesa Inês Pedrosa.

“Provavelmente só se separam os que levam a infecção do outro até aos limites da autenticidade, os que têm coragem de se olhar nos olhos e descobrir que o amor de ontem merece mais do que o conforto dos hábitos e o conformismo da complementaridade.”

Ela continua:

“A separação pode ser o ato de absoluta e radical união, a ligação para a eternidade de dois seres que um dia se amaram demasiado para poderem amar-se de outra maneira, pequena e mansa, quase vegetal.”

Calou fundo em mim esta declaração, porque sempre considerei que a separação de duas pessoas precisa acontecer antes do esfacelamento do amor, antes de se iniciarem as brigas, antes da falta de respeito assumir o comando. É tão difícil a decisão de separar que vamos protelando, protelando, e nesta passagem de tempo se perdem as recordações mais belas e intensas. A mágoa vai ganhando espaço, uma mágoa que nem é pelo outro, mas por si mesmo, a mágoa de se reconhecer covarde. E então as discussões se intensificam e quando a separação vem, não há mais onde se segurar, o casal não tem mais vontade de se ver, de conversar, quer distância absoluta, e aí se configura o desastre: a sensação de que nada valeu. Esquece-se o que houve de bom entre os dois.

Se o que foi bom ainda está fresquinho na memória afetiva, é mais fácil transformar o casamento numa outra relação de amor, numa relação de afastamento parcial, não total. Se os dois percebem que estão caminhando para o fim, mas ainda não chegaram no momento crítico — o de se tornarem insuportavelmente amargos — talvez seja uma boa alternativa terminar antes de um confronto agressivo. Ganha-se tempo para reestruturar a vida e ainda se preserva a amizade e o carinho daquele que foi tão importante. Foi, não. Ainda é.

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“Só nós dois sabemos que não se trata de sucesso ou fracasso. Só nós dois sabemos que o que se sente não se trata — e é em nome deste intratável que um dia nos fez estremecer que agora nos separamos. Para lá da dilaceração dos dias, dos livros, discos e filmes que nos coloriram a vida, encontramo-nos agora juntos na violência do sofrimento, na ausência um do outro como já não nos lembrávamos de ter estado em presença. É uma forma de amor inviável, que, por isso mesmo, não tem fim.”

É um livro lindo que fala sobre o amor eterno em suas mais variadas formas. Um alento para aqueles — poucos — que respeitam muito mais os sentimentos do que as convenções. By Martha Medeiros.

BRASIL ENVELHECE ANTES DE FICAR RICO, DIFERENTE DE OUTROS PAÍSES.

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Os países desenvolvidos enriqueceram e depois envelheceram. Já o Brasil, como os outros países em desenvolvimento, está envelhecendo antes de enriquecer” – afirma a psicóloga e gerontóloga Eliana Novaes Procópio de Araújo, neste artigo de Maria da Luz Miranda, de O Globo, mostrando que devemos enfrentar o desafio de viver numa nação que envelhece rapidamente sem ainda ter desenvolvido seu potencial de enriquecimento. Leia:

Em 2025, o Brasil será o sexto país em número de idosos. Não será pouco, mas as implicações do envelhecimento populacional latente no país vive vai além dos números e não vai esperar para se manifestar. Entre quem entra na categoria idoso aos 60 anos e quem já está adiante dos 80 há muitas nuances e velhices possíveis.

Segundo a psicóloga e gerontóloga Eliana Novaes Procópio de Araújo, professora de degrontologia social do Instituto Sedes Sapienta e doutoranda em Ciências da Saúde na Faculdade de Saúde Publica da Universidade de São Paulo (USP), já experimentamos, atualmente, os conflitos e dificuldades inerentes ao envelhecimento. E é preciso que nos preparemos para uma velhice menos traumática e mais promissora. Há idosos e muito idosos, ela pontua. E é preciso saber viver cada fase assim como dar o suporte a quem está em idade mais avançada.

A longevidade crescente na população brasileira no século XXI pode ser considerada uma conquista social e também um desafio para nossa sociedade, que deixa de ser um país de jovens para ser um país que envelhece. O Brasil, hoje, é “um jovem país de cabelos brancos”. Os países desenvolvidos enriqueceram e depois envelheceram. Já o Brasil, como os outros países em desenvolvimento, está envelhecendo antes de enriquecer.

Você fala em diferentes velhices. Quais seriam?

Devemos entender que o envelhecimento é um processo evolutivo, gradual, universal e irreversível que começa desde do nascimento até a finitude. Temos várias velhices, e cada pessoa idosa é única e deve-se respeitar a sua subjetividade. Assim, o jovem idoso, que tem entre 60 e 80 anos, em sua maioria pode apresentar um potencial latente em competência física e mental e provavelmente um bem estar emocional e pessoal. Esse vigor possibilita, inclusive, o desenvolvimento de novos projetos de vida. Entretanto, o muito idoso, acima de 80 anos, pode apresentar perdas no potencial cognitivo e níveis de fragilidade e disfuncionalidade, além de dificuldades emocionais e possibilidade de quadros de demência. A subjetividade, além do ambiente, de cada um também é determinante para o modo como se envelhece.

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Como essas duas gerações podem se interrelacionar de modo que ambas ganhem?

O ideal é que elas troquem experiências e desenvolvam atividades de prevenção. É importante ressaltar que cada idoso terá uma velhice singular. Há muitos velhos em cada um de nós. E esse é um pensamento que deve ser estimulante.

Como você vê, hoje, o tratamento que a sociedade dá aos seus velhos, tenham eles 60 ou 80 anos?

A cada ano, 650 mil novos idosos são incorporados à população brasileira, sendo que grande parte desse contingente apresenta limitações e dependências que necessitam de cuidados constantes, o que representa um grande desafio para a implementação de políticas públicas que garantam esse cuidado.

Como você vislumbra a sociedade brasileira no futuro próximo em relação aos velhos?

A sociedade brasileira está se organizando, mas ainda precisa se receber orientações que a preparem para atender esse novo perfil de idosos e muito idosos. Precisamos de uma educação para a velhice, necessitamos de profissionais especializados em muitas áreas, especialmente em geriatria e gerontologia, por exemplo. Saber envelhecer bem depende da forma que a pessoa vivencia sua vida desde jovem até esse novo estágio de vida que é a velhice.

Que conselhos você dá a quem tem 60 anos sobre a melhor maneira de cuidar de si mesmo ou de seus ascendentes?

Acredito que não existe uma formula perfeita para um bom envelhecimento, mas acredito que cada pessoa, independentemente de sua faixa etária deve dar um sentido à sua vida. E esse sentido pode vir de novos interesses e atividades que sejam afins com a sua singularidade e lhe promovam satisfação. Essencialmente, vamos nos preparar para uma velhice promissora. Não é um conselho. É um convite.

CANSEI!

Cansei

“… eu apenas me cansei de gente vazia e rios sem corredeiras.”

Simplesmente Cansei! Com a maturidade escolhi viver de bem comigo mesma… Enfim me libertei…

Cansei de tentar entender quem está ao meu lado, quem está contra mim ou quem está em cima do muro por medo de se posicionar.

Decidi me livrar de tudo e todos que tiravam minha paz.

Tornei-me indiferente a opiniões alheias, e pouco me importo com críticas destrutivas, principalmente vindas de pessoas hipócritas, demagogas, que vivem de mentiras.

Não preciso provar nada a ninguém, não preciso ser aceita ou agradar a todos. A minha consciência está tranquila, porque sou exatamente o que quero ser.

Lealdade para mim não é simplesmente uma palavra, é um estilo de vida, uma regra.

A minha vida mudou quando eu simplesmente deixei de me importar com tudo que não é de fato importante. Eu não mudei por causa de um amor, ou uma desilusão, não eu não mudo por você nem por influência de ninguém.

Eu mudei porque percebi que a vida era curta demais para condicionar a minha felicidade a pessoas e acontecimentos externos. Eu finalmente entendi que a única pessoa capaz de transformar solidão em companhia, tristeza em alegria, dor em amor, era, e sempre foi, eu mesma.

Eu aprendi a viver um dia de cada vez, às vezes com muita sensatez, às vezes fazendo tudo errado, porque eu tenho muitos defeitos para ser perfeita, mas sou muito abençoada para ser ingrata.

E foi errando que eu aprendi lições maravilhosas sobre a vida, sobre as pessoas, sobre o amor, sobre a dor, e o mais importante, sobre mim, sobre quem eu sou de verdade.

Eu não tenho muito, mas tenho paz. Eu não sou melhor do que ninguém, mas sou bem melhor do que ontem.

Fonte indicada:  A Mente é maravilhosa de Wandy Luz