3ª idade e e-commerce: como oferecer o melhor para esse público

“Na juventude aprendemos, na velhice compreendemos”.  Marie von  Ebner Eschenbach
grupo de idosos na internet

Gostei muito deste artigo de Vinicius Pessin, (site: ecommercebrasil.com.br) ele é dirigido á empresas que, como vários outros setores da sociedade, ainda não se deram conta que a população brasileira está envelhecendo rapidamente – em 2050, quase um terço das pessoas terá 60 anos ou mais. Com isso, deixam de oferecer produtos e serviços para os que estão nessa faixa etária – uma parcela considerável dos habitantes do país.

Seria muito importante que as empresas refletissem melhor sobre todas estas questões, conscientizando-se das reais necessidades desta faixa etária e mudar urgente… Traria com certeza, uma melhoria no atendimento de comercio pela internet destinada a nós da 3ª idade.

Leia o artigo:

senhora na internet

A imagem de idosos que estão desatualizados e não entendem nada de tecnologia não poderia estar mais ultrapassada. Afinal, os dados já demonstram que 66% deles usam atualmente e frequentemente a internet. Os dados foram divulgados ainda em 2015 e têm origem em uma pesquisa realizada pelo E-commerce Brasil. Os números surpreendem ainda mais: na faixa dos 60 anos, 97% deles já possuem celulares e apenas 2% não sabem usar a internet.

Quem ainda não se preparou para atender essa faixa etária deve correr. Diversos e-commerces já apostam em estratégias para conquistar esse público, que promete crescer ainda mais. Em 2014, esses consumidores já ultrapassavam 7% do total de internautas brasileiros.

O foco fica por conta de sites que fornecem serviços, como pesquisas de viagens, pagamentos, compras e notícias online. Diversas páginas, entretanto, oferecem poucas ofertas direcionadas a esses clientes ou possuem perfis que não agradam ou abrangem esse tipo de internauta.

Muitos dos problemas se relacionam diretamente com a organização do site. Em geral confusos e com problemas na visualização e busca, eles perdem grandes propostas de negócios justamente por não aprimorar esse setor. Para isso, é importantíssimo ter uma boa plataforma que contemple uma variedade maior no design e no próprio planejamento da página.

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Categorias claras, busca simples e funcional, design atrativo e opções como tamanho de fonte e visualização dos produtos são exemplos de focos a serem trabalhados. O desenvolvimento de uma boa loja virtual garante o sucesso nas vendas e na captação desse mercado em franca expansão. A confiança e o atendimento também devem ser desenvolvidos, já que são fatores importantes para esse nicho.

Atualmente, 45% das pessoas da terceira idade compram em ambientes virtuais. O hábito já é difundido entre 26% deles, que usam esses serviços com frequência, ainda segundo a mesma pesquisa. Nos Estados Unidos, a tendência é evidenciada com ainda mais clareza. A faixa etária dos 56 a 66 anos era a geração que mais gastava com mercadorias em comércio eletrônico em 2011, segundo um relatório apresentado pela Forrester Research. Portanto, este é o momento ideal de focar nesse público para obter grandes resultados!

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Vinicius Pessin é CEO da e-Smart, empresa provedora de soluções para e-commerce que reúne as melhores experiências de usabilidade, intuitividade e design.

Fonte: https://www.ecommercebrasil.com.br/eblog/2015/05/29/3a-idade-e-e-commerce-como-oferecer-o-melhor-para-esse-publico/

ENCERRANDO CICLOS – PAULO COELHO


“Use sua obra para mostrar a você mesmo quem você é.”
   Paulo Coelho

Sempre é preciso saber: quando uma etapa chega ao final.
Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver.

Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos, não importa o nome que damos.

O que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram.

Foi despedido do trabalho?
Terminou uma relação?
Deixou a casa dos pais?
Partiu para viver em outro país?
A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações?

Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu.
Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó.

Mas atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seu marido ou sua esposa, seus amigos, seus filhos, sua irmã…
Todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado.

Ninguém pode estar ao mesmo tempo… no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco.

O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar.

As coisas passam e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora.

Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem.

Tudo neste mundo visível. é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar.

Deixar ir embora.

Soltar.

Desprender-se.

Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas.  Portanto, às vezes ganhamos e às vezes perdemos.

Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor.

Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando e nada mais.

Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do “momento ideal”.

Antes de começar um capítulo novo é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará.

Lembre-se de que houve uma época… em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa…
Nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade.

Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante.

Encerrando ciclos.
Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba.
Mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida.

Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira.

Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é…

“Eu estou em um ponto de minha vida onde não preciso impressionar a ninguém. Eu sou o que sou, não ligo para o que os outros pensam de mim”.

Eu não preciso de disfarces, não preciso enganar ou fingir. Porque posso ser quem eu realmente sou.

Não tenho necessidade de rir e fazer as pessoas acreditarem que nunca choro.

Eu não preciso ser sempre forte, nem sempre agradável.

Eu não preciso ser igual a ninguém, e, especialmente, me aceito como sou. Com minhas virtudes, mas também com meus defeitos.

Porque não posso ser perfeito, mas sou sempre eu.

“Aceito e amo quem eu sou e o que posso ser.”

Pessoas maduras – o oceano azul da rede social

“Qual seria a sua idade se você não soubesse quantos anos você tem?“   Confúcio

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Hoje todo mundo está na rede! O Brasil é um dos países mais importantes nas redes sociais tanto em penetração, quantidade de amigos como tempo de uso.

Quando conversamos sobre as estratégias online a maioria diz que o foco é o jovem, a famosa geração Y, mas que apesar deles serem ditadores de tendência focar no jovem como todo mundo está fazendo na verdade é um grande complicador de estratégia, pois como já dizia o livro Blue Ocean (W. Chan Kim e Renee Mauborgne) a melhor estratégia é sempre ir onde ninguém está olhando, não aonde todos vão.

As pessoas mais maduras também estão na rede e com uma presença muito significativa, além de terem um enorme poder de compra. Entretanto eles usam a rede de modo diferente e entende-los e saber falar direito com este público é um divisor de águas para uma comunicação efetiva.

A grande diferença é que este público não foi criado no meio online. As pessoas mais maduras seguem as éticas e comportamentos do mundo off-line (fora da rede) até quando estão na rede. Seguem abaixo as principais diferenças entre os públicos:

Alcance: para as pessoas maduras o alcance da internet não é enxergado do mesmo modo que para o jovem. Com isso, elogios aos filhos e netos que são tão comuns na vida cotidiana passam a ser também na rede.

As pessoas mais maduras devido a sua vivência aprenderam que elogios são sempre bem aceitos, então por que não fazer o mesmo na rede? A diferença é que eles têm dificuldade de enxergar o alcance da mensagem e a mensagem que antes era fofa tem o poder até de alterar a imagem de alguém na rede, obviamente só em casos extremos. Mas espere ser chamado de chuchu, gorducho ou lindo da vó para ver o que acontece.

Reciprocidade: outra grande diferença é no comportamento nas respostas. As pessoas mais maduras sempre foram treinadas a responder sempre que falam com elas ou até mesmo quando uma informação chega até elas.

Com isso, têm dificuldade de lidar com o lado unilateral da internet. Onde certas ações não necessariamente precisam de respostas. Por exemplo, o usuário não tem que responder a todas às mensagens de parabéns que recebem, na maioria dos casos somente “curtir” já é suficiente e você pode até não responder, o que não é considerado falta de educação.

Mas para este consumidor onde responder sempre foi à regra, este novo paradigma da internet fica bem mais complicado de entender. É estranho você receber uma mensagem e não responder e pior: é estranho ver algo que a pessoa postou e não comentar em cima.

Por conta disso, este público tem um nível de interação por amigo maior que os jovens.

Amizade: o outro ponto é sobre a quantidade de amigos, a definição de colega e amigo é bem diferente entre as idades. Os jovens que nasceram em mídias sociais têm muito mais facilidade de manter uma proximidade com um numero maior de amigos e colegas, mesmo pessoas que eles perdem contato continuam na lista de amigos e podem até trocar informações.

As pessoas mais maduras têm uma valorização de amizade bem diferente, em sua vida tiveram que fazer muito mais esforço para conquistar e manter as amizades, mais ligações, reuniões e etc.

Com isso, eles tendem a valorizar muito mais os amigos que têm e passam a ter uma dificuldade maior com a ideia de colocar no mesmo “bolo” os amigos dos colegas. Sendo assim, este consumidor tem uma quantidade de amigos muito menor que os jovens, mas o nível de interação com cada um deles é muito maior.

Como conclusão: as marcas e as pessoas têm que entender que o meio digital é universal, mas o modo de comunicação com cada público não é, é preciso aprender a se comunicar de modo diferente com cada categoria para ter uma ação mais otimizada.

Fonte: FW – Petitebox – http://www.terceiraidadeconectada.com/2015_02_01_archive.html

COMO TUDO COMEÇOU…

“Nunca é cedo ou tarde demais…”.  Titãs.

Uma maneira que encontrei para tentar superar o medo do envelhecimento foi enfrenta-lo, fazendo inicialmente uma “reavaliação do meu passado”. Parei e comecei a refletir melhor sobre como tinha sido a minha vida: Quais foram as minhas escolhas de um modo geral? Como andava minha autoestima?

Então tive necessidade de imaginar como seria o meu futuro, visualizando um “ensaio para o futuro”, como sugere Fonda e Mario Sergio Cortella, refleti sobre questões como: Quem eu desejava ser? “Qual é a minha obra? Qual é meu “Projeto de Vida”? “Que arrependimentos precisaria encarar? Que expectativas seriam realistas em relação a minha condição física e que parte do envelhecimento seria negociável? O que eu teria que fazer para intervir em meu próprio interesse?”

Enfim me autoconhecendo, saberia realmente quem eu fui, e me questionando pra onde eu queria ir…  Agora, eu poderia descobrir pra que viver… e poderia agir aproveitando bem melhor este “terceiro ato” da minha vida. Aproveitando toda a minha sabedoria, os meus conhecimentos acumulados ao longo desses anos através das experiências vividas, é que me fazem ir à busca de novas atitudes que me façam viver plenamente… isso tornou-se então minha meta de vida!

Quero sim continuar crescendo, buscando novas alternativas e principalmente repensar sobre algumas questões… Assim posso intervir realizando as mudanças necessárias para que eu possa viver plenamente em todos os aspectos… com muito mais qualidade e por muitos anos ainda.

Conforme escreve Jane Fonda com a nova expectativa de vida ganhamos um acréscimo de “tempo” e que isso… representa, portanto uma “segunda vida adulta madura totalmente nova e a decisão de enfrenta-la ou não muda tudo, inclusive o significado do ser humano”. Decidi enfrentar!

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Comecei pesquisando e me aprofundando melhor sobre o assunto “envelhecer bem” e logo quis saber como pensam e vivem as pessoas que estão bem com mais de 90 anos, qual eram os seus segredos? Sei que neste período nossa saúde fica mais debilitada, somos mais frágeis… e que muitas vezes vai além do nosso compreender e do nosso querer, mas podemos  e devemos nos empenhar para conserva-la e melhorar cada vez mais.

O otimismo, o bom humor e também a maneira de encarar a vida principalmente nos momentos mais difíceis da vida é que são os grande diferenciais deles. Isso me fez recordar da vovó Mariquinha com quase 90 anos que não gostava mais de se olhar no espelho, pois não se reconhecia… ela não era aquela velha que estava refletida ali. “Sentia-se cheia de vigor e aquela imagem há assustava”.

Acredito que com conhecimento e intencionalidade, podemos manter ou mudar muitas das nossas atitudes. Podemos sim e devemos fazer mudanças em tudo o que for necessário e estiver ao nosso alcance para melhorar cada vez a mais nossa qualidade de vida.

“Escolher assumir o comando e buscar o conhecimento de que precisava para tomar decisões conscientes a respeito das diversas áreas da minha vida que passariam por mudanças” foi à escolha de Jane Fonda e me inspiram muito nesta etapa da vida. Temos que deixar de pensar que envelhecer é ruim, mas pensar que estamos “compondo uma nova vida: a idade da sabedoria ativa”, como escreve a antropóloga Mary Catherine Bateson.

Mostra que nossa vida que estava antes segregada em silos específicos a certas faixas etárias (primeiro, aprendizagem – segundo, produzimos e no ultimo e gasto com lazer) muda atualmente. Propõe que esses silos se integrem… e que pensemos no aprendizado e no trabalho como desafios que se estendem e se modificam ao longo de toda a vida. Assim não terminamos quando nos aposentamos… agora temos outros propósitos. Enxergaríamos que todos estes silos hoje seriam entrelaçados ao lazer e a educação… vivendo, produzindo e aprendendo sempre! Isso nos traz uma “sensação fortalecedora de sermos produtivo”… diz que “visto dessa forma, a longevidade se torna uma sinfonia com ecos de diferentes épocas que se repetem, com leves modificações, assim como na música, no decorrer do ciclo da vida”. Temos limitações sim, mas com muita sabedoria podemos atingir no terceiro ato o ápice da nossa existência.

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Assim com maturidade e naturalidade estou encarando a chegada do meu “terceiro ato”, ou seja, entrando na minha velhice… com positividade e alegria, querendo viver plenamente e feliz! Afinal não é para todos chegar nesta altura da vida com tanta disposição a em plena atividade, não é mesmo?

Conquistamos muitas coisas até agora e ainda temos muito que fazer, portanto mãos a obra. Sentir-se produtiva, ajudar aos outros num serviço voluntário… trazem uma sensação imensa de bem estar.

A importância do autoconhecimento vai fazer entender e trabalhar melhor com as nossas emoções e vão nos ajudar a resolver muitas coisas. É um bom ponto de partida também. Como sempre, temos que ir atrás de tudo que deixamos para traz, ou que ainda falta realizar… e resolver. Não dá pra esperar mais ou deixar algo pendente, o que exige de nós muita coragem, determinação e um começar! Esta na hora dos acertos com a vida!

Prestar mais atenção e em nós mesmos, repensar sobre nossos hábitos e atitudes que nos são prejudiciais e se esforçar para mudar, começam aqui! Melhorar sim nossos hábitos alimentares… e os cuidados com a saúde… se não começaram antes tem que ser feitas já.  Não quero nunca ser daquelas pessoas que chegam ao final da vida e sentem que perderam tanta coisa e que se tivessem mais tempo fariam muitas coisas diferentes… e que se… Não! Quero fazer tudo aqui e agora… de corpo e alma! Vamos à revolução.

Pra mim assim como para Fonda “meu futuro é agora mesmo, hoje, neste exato minuto… O terceiro Ato vem exatamente da sensação de ter um objetivo e do fato de se engajar ativamente na vida… realizar alguma coisa pela qual temos paixão”… Começo refletindo sobre o que posso fazer de diferente, vou fazer agora!

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Amar sim, mas “demostrar” este amor… ou seja, me expressar ainda é um pouco mais difícil pra mim. Somos mais generosos agora e podemos ser mais voluntários… Dividir, cooperar e agradecer proporciona uma longevidade mais feliz!

Também tenho que me preparar melhor financeiramente para esta etapa da vida…  estou sim planejando meu futuro e como eu quero que ele seja. Busco transformar este período do ápice da minha vida em algo especial… o melhor dos tempos da minha vida!

Hoje a meu ver temos vários aliados… a nossa vivência, a maturidade, a paciência e a determinação. Nesta fase da vida ganhamos força, valentia e confiança… Sabemos exatamente o que queremos e o que não para nós… sem tempo para coisas pequenas e que não me levam a nada! Quero sentir-me leve e realizada, viver intensamente esse meu “melhor momento”.

Temos uma maior percepção sobre as coisas… enxergamos além do que nossos olhos podem ver… entendemos mais do que ouvimos e vemos… sim somos capazes de compreender muitas coisas que quando mais jovens não tínhamos tempo nem condições de perceber…

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No Terceiro ato podemos aproveitar tudo o que aprendemos ao longo da vida e o que ainda vamos querer aprender… e intervir em nosso próprio interesse, para conquistar uma  melhor qualidade de vida e com produtividade… Tomar decisões conscientes e o que é melhor, podemos dividir pacientemente com as outras pessoas que como nós… também estão interessadas em melhorar a sua qualidade de vida.

Convido você a realizar esta jornada comigo! Venham…