FILHOS TRANSFORMANDO- SE EM BORBOLETAS E VOANDO…

Borboletas livre

” Quem ama de verdade cuida, segura na mão e deixa que a pessoa voe pra fora do ninho”. Lucas Antunes da Silva.

Filho hoje no seu aniversario, quero que saiba que tenho o maior orgulho de ser sua mãe… você é tudo pra mim. Vi você nascer, crescer e aprender a caminhar sozinho… estando sempre bem pertinho… assistindo cada transformação sua.

Acompanhar você crescendo, vê-lo de menino se transformar num grande homem… não tem preço. De homem, tornar- se este marido… pai adorável e dedicado,  me deixa super emocionada… todos os dias. É uma benção assistir você com seu filho em momentos exclusivos de muito amor, cuidados e atenção. Está se saindo um grande pai. És um grande homem meu filho!

Pensei no que poderia te dizer hoje e quis te explicar que “filho é pra sempre, a gente quer ver, tocar, estar junto, falar de amor e de saudade!”. Amor incondicional!!! Quero que saiba que perto ou longe será sempre assim… lidar com a distância é sempre difícil… a saudade bate forte muitas vezes… mas fica melhor quando aprendemos a lidar com tudo isso de uma forma madura e bem elaborada. Então pensei em dizer algo sobre amor, sonhos, distância, saudades, família e transformações.

Na parede do quarto dos meus filhos já adultos (agora transformados em quartos de hóspedes, ateliê e brinquedoteca) conservo quatro borboletas pintadas nas cores: azul claro, azul escuro, amarelo e verde mar, contrastando com as paredes claras… elas lembram de forma pouco elaborada como lidei com a “síndrome do ninho vazio”… quando vocês se mudaram.

Filho é para sempre, a gente quer ver, tocar, estar junto, falar de amor e de saudade. Filho parece extensão do nosso próprio ser. Só que não são. Filhos são seres independentes, eu já tinha esta noção. Criamos eles para o mundo, lembra? O que eu não previ é que o mundo é muito grande. E com isso três (dos quatro) deles foram para Europa e EUA. Longe sim, mas bem perto do coração. “Distância não é nada, quando alguém significa tudo”.

Sentir saudades é natural, o que não é natural é permitir que esse sentimento petrifique nosso coração e nem que o vislumbre de seus voos se transforme em ressentimentos. Pelo contrário temos que respirar e dar a eles mais coragem para que seu voo seja do tamanho da imensidão dos seus sonhos. Sonhos que passam a nos inspirar e nos fazem ousar também vislumbrando novas experiências. Incentivamos! Ousamos todos.

“Não haverá borboletas se a vida não passar por longas e silenciosa metamorfoses”, diz Rubem Alves.

Mas coração de mãe é assim mesmo, inquieto… palpitante… e a saudade insiste em bater… Como antídoto para não deixa-la fazer morada na alma, gosto de me debruçar no parapeito da janela de seus quartos, aos finais de tarde, principalmente ao pôr do sol e imaginar o voo dos meus meninos (as) transformadas em borboletas confiantes, cheias de luz e ânsia de viver… construindo sua própria vida! Meninos (as) meus (minhas), teus (tuas)… e de meu marido (escolhidos pelo coração… revivo, abraço, amo muito para que se tornaram todos nossos…) Os seus, os seus… os nossos filhos

Percebo que o tempo, a dedicação na infância e o “trabalho” na adolescência renderam frutos maravilhosos. Como recompensa tenho a oportunidade de admirar o colorido do farfalhar de suas asas independentes.

E os sapatinhos de bebe “esquecidos” na gaveta de recordações, já não representa a saudade do cheirinho de bebe, transformaram-se em orgulho pela segurança de seus passos. Voem altos minhas crianças crescidas e amadurecidas… voe alto, meu filho!

É assim o ciclo da vida e precisa ser ouvido. É hora de vivermos o amor e a gratidão e voltar a atenção ao nosso próprio cuidado.

“Se a vida não fosse para ser transformada, não haveriam borboletas”. Eliane Nochieri

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Deixar que as borboletas saiam do casulo materno e voem livremente e sem culpas para onde o alcance de suas asas permitir, é uma benção. E eles estão indo longe! E que aquilo que chamo de saudades jamais prenda seus voos e nem as impeça de assumir as responsabilidades pelo alcance de suas asas.

Eu… (nós…) vamos torcendo daqui pra que todos os seus sonhos sejam alcançados e estaremos sempre pertinho pelo coração… hoje pela internet e amanhã fisicamente e em todas as oportunidades que a vida nos der (e dará)… assim voaremos livremente pelo mundo.

Nesse mundão enorme já encontraram suas almas gêmeas e constituíram suas famílias. Lindas famílias, extraordinárias… que começam a crescer, trazendo frutos e enorme alegrias a todos da nossa família. Uma benção maravilhosa destas borboletas minhas voantes! Só tenho a agradecer a Deus e a vida pelas bênçãos recebidas. Penso que diriam pra mim…

borboletas

Deixa-me voar!
Em mim,
já fui transformação…
Amores não
me prendem…
Sou asas.
Sou sonhos.
Sou borboleta!

Borboletas, são delicadeza…
Beleza…
Leveza…

Referências de transformação
Como uma aquarela…
Rosa, verde…amarela!
Sou vestida de sonhos…
Deixa-me voar!!
O meu néctar é o amor.
Ele eu preciso buscar.
Abra as portas
da minha prisão.

Que ganhando vida
Me tornaria ainda mais bela
Preciso de liberdade…
E deixa-me voar!
Voar… para me encontrar… By Dayse Sene e Tina Bau Couto

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Quero oferecer pra você meu filho, uma musica que eu adoro… espero que goste… I love you…:

… He told me, “Son sometimes it may seem dark, (Ele me disse: “Filho, às vezes, pode parecer escuro)
but the absence of the light is a necessary part (Mas a ausência de luz é uma parte necessária)
Just know, you’re never alone, you can always come back home”…. (Apenas saiba, você nunca está sozinho, você pode sempre voltar para casa”)
You can always come back… (Você pode sempre voltar…)… 

(ORIGINAL). Wherever you go, you can always come home”… De que onde quer que vá, você sempre poderá voltar para casa…

You can see that your home’s inside of you… (Você pode ver que o seu lar está dentro de você)…. Just know (Apenas tenha certeza)…. That wherever you go (De que onde quer que você vá)… No, you’re never alone (Não, você nunca está sozinho)… I will be at home… I love you.

Adoro também esta musica do Fabio Junior também. Sempre que ouço me emociono e  lembro dele… Pai. Escute ok
Te amo muito meu filho adorado! Você fez de mim uma pessoa melhor. Somos especiais juntos! Desejo-lhe toda a felicidade do mundo… que seus sonhos sejam realizados… és um grande homem, meu filho! Que Deus esteja sempre com você e sua família. Proteja-os sempre! Não existe nada melhor do que amor… filhos…. família. Cuide-se! Estou/ estarei sempre ao seu lado! Meu amor!!!!
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É UMA QUESTÃO DE FÉ – FILME

“Não coloque limites em seus sonhos. Coloque fé.” Autor Desconhecido

Tenho uma coisa pra contar pra vocês… Adorei esse filme que vi a algum tempo atrás “É UMA QUESTÃO DE FÉ”. É ótimo… simplesmente – sensacional. Nos traz uma reflexão sobre a teoria dá evolução, caindo por terra muitas de nossas certezas e convicções quando não vemos nada evoluir… com o passar dos anos.

Veja um trecho do filme “E UMA QUESTÃO DE FÉ “-

Ou se preferir veja o  Filme inteiro. Bom divertimento.

A fé de Rachel é abalada quando ela começa a ser influenciada pelo seu professor de biologia, que ensina a teoria da evolução. Agora o pai dela vai lutar por aquilo em que acredita. Atores Jordan Trovillion, Jay Pickett, Harry Anderson Diretor Rich Christiano

Espero que gostem.

 

 

 

 

A TERAPIA DO FODA-SE!

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Mais dia, menos dia, teremos que ser aquela pessoa que diz basta ou adeus e que briga com quem ultrapassou os limites do bom senso… Fazer-se respeitada, surtar!!! Isso á libertará e garantirá a sobrevivência e ser mais feliz.

Minha irmã caçula, esta tentando me ensinar… rsrsrs. Esta diferença (13 anos) entre nossas de gerações trazem grandes luzes em minha vida. Uma das coisas que caminho ainda é que teremos que deixar bem claros os limites até os quais o outro poderão avançar sem nos sentir incomodados ou invadidos. Temos que dar os limites, os nossos limites! Minha aversão a brigas e ter dificuldade em dizer não são meus maiores desafios. Um caminho longo que percorro dia a dia, me esforçando pra conquistar… aprendendo com minha irmã. 
Marcel Camargo descreve muito bem este momento libertador em sua crônica… Foda-se! Simples assim… E é exatamente assim, sem tirar nem por! Dar um basta, já… é preciso… e neste momento, muitas vezes necessários em nossa vida, fará toda a diferença. Leia:

Viver em sociedade requer um exercício contínuo de tolerância, caso não queiramos nos desgastar inutilmente. Estamos cercados de pessoas que pensam diferente de nós, que agem de maneira inapropriada, que falam sem pensar e que não medem esforços para ofender gratuitamente quem estiver no caminho. Tentar manter a calma e ser gentil será o maior bem que faremos a nós mesmos, porém, em certos momentos, teremos que nos impor às custas da contrariedade alheia.

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Não nos faz bem machucar as pessoas, ainda mais quando explodimos exclusivamente por conta de problemas nossos e não pela situação em si. É preciso saber separar o que é nosso sozinho do que é nosso junto com alguém, ou estaremos fadados a descontar nossas agruras em quem não tem nada a ver com o que se passa dentro de nós. Estender nossas misérias emocionais a quem está ao nosso lado e não merece nossas indelicadezas é uma atitude covarde e que denota tão somente imaturidade e desequilíbrio.

No entanto, muito do que nos fere e nos desestabiliza emocionalmente é consequência da forma como o outro vem lidando conosco, uma vez que existem pessoas que contribuem deveras às escuridões em que mergulhamos vez ou outra. No entanto, como se diz, as pessoas agem conosco da maneira que nós mesmos permitimos, ou seja, muito do que o outro provoca de negativo em nossas vidas tem a nossa anuência, mesmo que não declarada.

Por essa razão, teremos que deixar bem claros os limites até os quais o outro poderá avançar, para que não sejamos atropelados pela tirania, pela maldade e pelas más intenções alheias. Da mesma forma que teremos encontros mágicos e especiais, sempre encontraremos quem nos tentará diminuir, quem desejará se aproveitar de nós, quem necessitará encostar as próprias fraquezas em nossa jornada. Caso não consigamos nos impor como pessoa, caso não nos fortaleçamos com a firmeza de nossas convicções e de nossa dignidade, acabaremos nos perdendo de nós mesmos.

Portanto, em determinados momentos de nossas vidas, teremos que ser aquela pessoa que diz adeus e que briga com quem ultrapassou os limites do bom senso; teremos que nos negar a fazer um favor e que alertar para o ridículo de atitudes alheias; seremos quem não se compadece com as lágrimas do amigo, bem como quem cobra do parceiro tudo o que ele deixou de fazer.  Porque ser maldoso o tempo todo é imperdoável, mas optar por ser antipático na hora certa é libertador e nos garantirá sobreviver e seguir em paz.

 

E aí… Gostaram?

ERÓTICA É A ALMA!

“Envelhecer não é para qualquer um, envelhecer é para quem merece…” Aécio Barrêto Maciel.

Adélia Prado certa vez escreveu: “Erótica é a alma”. Além de poética, a frase é redentora, pois alivia o peso da sensualidade a qualquer custo, a busca desenfreada pela juventude perdida, a corrida pelos últimos lançamentos da indústria cosmética. E nos autoriza a cuidar mais da alma, a viajar pro interior, a descobrir o que nos completa. Pois se os olhos são as janelas da alma, de que adianta levantar pálpebras se descortinam um olho de súplica? Leiam a crônica:

Erótica é a alma que se diverte, que se perdoa, que ri de si mesma e faz as pazes com sua história. Que usa a espontaneidade para ser sensual, que se despe de preconceitos, intolerâncias, desafetos. Erótica é a alma que aceita a passagem do tempo com leveza e conserva o bom humor apesar dos vincos em torno dos olhos e o código de barras acima dos lábios; erótica é a alma que não esconde seus defeitos, que não se culpa pela passagem do tempo. Erótica é a alma que aceita as suas dores, atravessa seu deserto e ama sem pudores.

Por que não adianta sex shop sem sex appeal; bisturi por fora sem plástica por dentro; lifting, botox, laser e preenchimento facial sem cuidado com aquilo que pensa, processa e fala; retoque de raiz sem reforma de pensamento; striptease sem ousadia ou espontaneidade.

Querendo ou não, iremos todos envelhecer. As pernas irão pesar, a coluna doer, o colesterol aumentar. A imagem no espelho irá se alterar gradativamente e perderemos estatura, lábios e cabelos. A boa notícia é que a alma pode permanecer com o humor dos dez, o viço dos vinte e o erotismo dos trinta anos.

O segredo não é reformar por fora. É, acima de tudo, renovar a mobília interior: tirar o pó, dar brilho, trocar o estofado, abrir as janelas, arejar o ambiente. Porque o tempo, invariavelmente, irá corroer o exterior. E, quando ocorrer, o alicerce precisa estar forte para suportar.

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Não tem problema cuidar do corpo. É primordial ter saúde e faz bem dar um agrado à autoestima. O perigo é ficar refém do espelho, obcecado pelo bisturi, viciado em esticar, reduzir, acrescentar, modelar – até plástica intima andam fazendo!

Aprenda: bisturi nenhum vai dar conta do buraco de uma alma negligenciada anos a fio.

Cuide do interior. Erotize a alma. Enriqueça seu tempo com uma nova receita culinária, boas conversas, um curso de canto ou dança. Leia, medite, cultive um jardim. Sinta o sol no rosto e por um instante não se preocupe com o envelhecimento cutâneo. Alongue-se, experimente o prazer que seu corpo ainda pode lhe proporcionar. Não se ressinta das novas dores, da pouca agilidade, dos novos vincos. Descubra enfim que a alegria pode rejuvenescer mais que o botox.

E não se esqueça: em vez de se concentrar no lustre da maçã, trate de aproveitar o sabor que ela ainda é capaz de proporcionar….

Fonte: http://www.asomadetodosafetos.com/2013/09/erotica-e-alma.html

PAZ … ACHO QUE ME VICIEI EM FICAR E SOZINHO!

arco iris 3“Somos o que pensamos. Tudo o que somos surge com nossos pensamentos. Com nossos pensamentos, fazemos o nosso mundo”. Buda

Acredito que a harmonia é o ponto da paz em minha alma… é estar bem comigo mesma. Assim como Marcel Camargo, do Blog Resiliência Mag, ando apreciando e muito a minha companhia. Aprendi isso com o tempo. e você, como anda? Leiam:

Ultimamente, estou tentando depender menos dos outros, pois ficar contando muito com as pessoas acaba trazendo decepções demais. Não perco mais tempo correndo atrás de ninguém e, se necessário, vou a todos os lugares sozinho, sem implorar para alguém me acompanhar.

Por muito tempo, eu valorizei a companhia das pessoas, a ponto de procurar sempre estar acompanhado, querendo sair toda vez que tivesse oportunidade, achando que ficar em casa seria coisa para quem fosse idoso ou doente. Por conta disso, não me permitia ficar em casa aos finais de semana, nos feriados, prolongados ou não, pois não queria perder tempo.

Por muito tempo, eu achei que diversão significava ir a bares, baladas, festas, para me encontrar com a galera. Ansiava por conhecer cada vez mais pessoas, por visitar lugares variados, correndo atrás mais de quantidade do que de qualidade. Ficar em casa, podendo viajar ou sair, soava como sacrilégio, disparate, afinal, precisava aproveitar o tempo junto com pessoas, fora de casa. Quanta bobagem já pensei… rsrsrs…

paz

Sem perceber, acabei aceitando amizades que não eram verdadeiras, aproximando-me de pessoas que nem curtiam a minha companhia, até mesmo mendigava atenção, correndo atrás de quem estava muito bem sem mim. Fui a lugares que nada tinham a ver comigo, com gente que não pensava como eu, participando de programas lotados de pessoas e vazios de sentimentos. Perdi sim foi muito tempo!

Com o tempo, percebi que, mesmo conhecendo muita gente ou saindo para vários lugares, ainda assim eu poderia me sentir sozinho, porque o que nos preenche afetivamente é aquilo que toca os nossos corações com verdade e reciprocidade. E eu, muitas vezes, sentia solidão bem ali no meio de tantas pessoas, de tanta música, de tantas festas e sorrisos. Parei e notei o quanto eu cobrava dos outros aquilo que deveria vir naturalmente, aquilo que eu poderia, inclusive, encontrar dentro de mim.

Já a algum tempo, estou tentando depender menos dos outros. Não perco mais tempo correndo atrás de ninguém e, se necessário, vou a todos os lugares sozinho, sem precisar pedir para alguém me acompanhar. E, melhor ainda, aprendi a curtir meus espaços, minha casa, em frente à televisão, lendo um bom livro, passeando ou viajando sozinha… apreciando tudo o que sou e tenho. Tenho gostado muito da minha companhia!

Aliás, estou me viciando em ficar em paz, sozinho, comigo mesmo, porque é chato demais pedir ou dar uma forçadinha para as pessoas nos acompanhar. Convido-as apenas e se quiserem vir comigo, muito bem; se não quiserem, ótimo também. Quando a gente aprende a gostar da própria companhia, a gente se basta e vive feliz onde estiver, com alguém ou sem ninguém. Simples assim.

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COMO LIDAR COM A DOR NA RELAÇÃO SEXUAL, DEPOIS DA MENOPAUSA.

“Todos os seres humanos ocultam a verdade nos assuntos sexuais”. Sigmund Freud

O Dia dos namorados está chegando é bom saber que… A sexualidade é um dos aspectos mais importantes da vida, enquanto vida tivermos – essa é uma grande verdade!!

Porém, no envelhecimento, homens e mulheres precisam encarar as transformações físicas e emocionais que podem afetar a vida sexual, a afetividade e autoestima. É preciso adaptar-se à essa nova fase de vida, reinventando-se continuamente. Para tudo tem alguma solução!

 

Para a mulher, a redução do hormônio feminino (estrogênio) na menopausa pode provocar disfunções sexuais como redução da lubrificação vaginal (vagina seca), diminuição do desejo sexual (libido)), dor ou ardor na relação sexual (dispareunia), e contração involuntária da vagina (vaginismo).

Mas o que é dispareunia?

A dispareunia – dor, ardor ou desconforto na penetração durante a relação sexual é considerada primária quando acontece desde a primeiro ato sexual, persistindo durante a vida. É considerada secundária quando aparece anos depois de relações sexuais satisfatórias e sem dor.

São várias as causas do desconforto tais como: inflamações ginecológicas, infecção urinária, lesões de pele ao redor da vulva, mioma uterino e outros. A dor também pode ocorrer em função de questões emocionais como tristeza, depressão, ansiedade, estresse.

Depois da menopausa com o ressecamento da vagina pela carência do hormônio feminino aumentam os casos de dispareunia. 

E o vaginismo?

O vaginismo é a contração involuntária dos músculos da vagina, dificultando a penetração e causando dor na relação sexual.  Também é considerado primário quando acontece desde a primeira relação sexual e secundário quando ocorre depois de anos de relações satisfatórias.

Importante saber que o vaginismo pode ocorrer em função da dispareunia. A mulher passa a contrair os músculos da vagina com medo da dor da penetração.

É frustrante para a mulher não ter uma relação sexual com o mesmo prazer de antes, mas muitas (especialmente as que tiveram uma educação mais repressora) preferem calar-se, suportar a dor durante a penetração porque consideram que isso faz parte da sua vida conjugal. Conformam-se com a condição e não expõe seus problemas nem para o parceiro de longa data.

Mas como lidar com a dispareunia e o vaginismo?

O tratamento vai depender das causas da dor e desconforto na relação sexual, mas se for secura vaginal provocada pela carência do estrógeno há muitas possibilidades de cuidados, vamos falar sobre algumas delas?

 

Converse com o parceiro sexual

Muitas mulheres tem dificuldade em expor a condição para o parceiro sexual, o que leva a sentimentos de frustração, raiva, culpa e distanciamento. É importante que o homem compreenda junto com a mulher que a dor e a contração vaginal é uma condição real que precisa ser avaliada e tratada com seriedade. A mulher não está criando caso!!

Precisamos superar a dificuldade e propor o diálogo, acreditando que o sexo é natural e que podemos viver boas experiências depois da menopausa.

Capriche nas preliminares

As rapidinhas do passado quando o corpo feminino respondia mais rapidamente ao apelo sexual podem ser substituídas pela caprichadinhas que podem ser muito prazerosas. Você tem mais tempo? Filhos crescidos? Capriche nas preliminares. Namore bastante, faça pausas no namoro. Para que a pressa? As preliminares aumentam o tempo de prazer e podem ser agradáveis para homens e mulheres.

O carinho e o toque antes da penetração ajuda (e muito) na excitação e na lubrificação vagina na mulher em menopausa.

Use Gel lubrificante Íntimo.

Existem no mercado várias marcas de gel lubrificantes à base de água que devem ser colocados minutos antes da penetração sexual e que substituem de uma forma bem satisfatória a lubrificação natural. Converse com o parceiro sobre isso, inclua-o na colocação. Lembre: o gel pode fazer parte do jogo sexual.

Experimente, oriente suas amigas a fazê-lo também!! Há muitas mulheres que desconhecem isso.

Invista na sua Autoestima

Há vários fatores fisiológicos e culturais que nos desafiam e contribuem para a baixa autoestima no envelhecimento: rugas, cabelos brancos, pele seca, diminuição da lubrificação vaginal…

Mas esse é um bom momento para vivermos. Podemos usar o aprendizado da maturidade e olhar para nós mesmos com um olhar mais amoroso e compreensivo, investindo no respeito próprio e no autoconhecimento e autoestima.

Faça exercícios que fortaleçam o Músculo do Assoalho Pélvico 

Recentemente publicamos no blog infor Já ouviu falar em exercícios de Kegel? Veja https://www.google.com.br/amp/s/pt.m.wikihow.com/Fazer-Exerc%C3%ADcios-Kegel%3famp=1… Eles fortalecem o músculo do Assoalho Pélvico, prevenindo incontinência urinária e fecalflacidez pós parto e outros problemas do assoalho pélvico como “bexiga caída”, por exemplo. Podem ajudar também a melhorar o prazer sexual e a possibilidade de atingir o orgasmo. 

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Procure ajuda médica 

É muito importante conversar com seu médico sobre o assunto, que vai investigar e propor um tratamento de acordo com a origem da dor e desconforto.

Para algumas mulheres o médico poderá indicar a reposição hormonal e uso de pomadas ginecológicas hormonais (que ajudam muito). As consultas com o médico para tratar de assuntos da mulher, devem ser no mínimo anuais.

Se necessário busque ajuda psicológica

É importante sair da suposta zona de conforto de não tocar no assunto e não encarar a realidade. As chances de termos uma vida sexual prazerosa depois da menopausa são grandes quando existe a vontade de encarar o problema e buscar as possibilidades de tratamento e mudanças. Se necessário procure ajuda psicológica.

Preocupe-se mais com a falta de cuidado do que com as possibilidades de desenvolvimento dessa área tão importante para o ser humano.

Lembrando que o desenvolvimento da sexualidade é individual e cada pessoa tem sua forma de vivê-la, não podíamos deixar de falar das mulheres que fazem sexo com mulheres. O corpo feminino exige cuidados e atenção iguais e as mudanças da menopausa também. 

Todas as informações aqui são válidas para toda a forma de prática sexual com penetração, incluindo instrumentos ou brinquedos sexuais, ok? Conversar com seu médico de confiança e ler sobre o assunto pode ajudar muito.

Gostaram?

Leia também: https://oterceiroato.com/2018/01/31/sexo-depois-dos-50-anos-problemas-que-eles-e-elas-enfrentam/

https://oterceiroato.com/2018/01/24/9-artificios-que-tornam-o-sexo-possivel-e-mais-gostoso-na-3a-idade/

https://oterceiroato.com/2018/03/21/sexualidade-depois-dos-60-anos/

Matéria de Mª Aparecida Costa, do Blog Viver depois dos 50.

ENTÃO, VOCÊ VAI SER MÃE…

IMG_0860“A mãe compreende até o que os filhos não dizem”. Textos Judaicos

Quando li esta crônica, lembrei de tudo que já tinha vivido como mãe. Perfeito os sentimentos aqui descritos, cheios de muita sensibilidade. Hoje no “Dia das Mãe“… e com a gravidez de minhas duas filhas… e com minha nora já mamãe, e tantas outras de nós… sinto que como num bate papo, posso aqui compartilhar todos os sentimentos envolvidos neste momento maravilhoso da mulher… Hora de angústias, hora de uma explosão imensa de amor… ansiedades gerais que nos inundam neste período… ser mãe é a melhor coisa do mundo, não tenham dúvidas Tudo se transforma!

Acontece uma grande transformação “no momento em que uma criança nasce… a mãe também nasce. Ela nunca existiu antes. A mulher existia, mas a mãe, nunca. Uma mãe é algo absolutamente novo” (Osho).  Penso que “Ser Mãe é assumir de Deus o dom da criação, da doação e do amor incondicional. Ser mãe é encarnar a divindade na Terra” (Barbosa Filho).

Saibam que o tempo passa e muito rápido. E não nos damos conta (em muito momentos)… portanto aproveitem bastante cada momento com seus filhos, desde pequenos… Construam uma relação com muito afeto e compreensão, cheia de cumplicidade, confiança e amor… será a base de ambos, pelo resto da vida… Laços profundo de amor e cumplicidade! Depois só relembramos com muita saudade, principalmente de quando nossos filhos eram pequenos… e de como esta sensação nunca termina. Correria e tantas coisas pra fazer… fazem este tempo voar.

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Hoje aproveito também os meus netos: o que já chegou (meu amado João Pedro) e os que chegam de mansinho (Noah e a Aninha nomes não definidos ainda rsrsr)… e me fazem reviver tantas coisas maravilhosas. Estou aproveitando bem ,com bastante leveza e alegria na alma este tempo… com bastante intensidade, muito amor e carinho profundo, (tudo que a distância permitir). Cada minuto é precioso quando estamos todos juntos.

Acredito que “a maior emoção de uma mulher é ser mãe, é a maior emoção da vida ser mãe… nunca nos esquecemos deste momento quando ele acontece. Mais tarde há de se tornar avó… vidas que se somam, felicidades que se multiplicam!!! (Maria Isabel da Silva Thomáz). Vamos (vou) assim me realizando como mãe (e avó agora). Leiam esta crônica de Fabíola Simões que descreve tão bem o que é ser mãe, desde a sua descoberta:

Então você fez o teste de farmácia, o exame de sangue, o ultrassom, e descobriu que está grávida. Então seu corpo mudou, você passou a se alimentar melhor, está bebendo mais de três litros de água por dia e evita ultrapassar os carros pela direita. Passou a seguir blogs de maternidade, buscar aplicativos no celular, reformou o antigo escritório para ser o quarto do bebê e fez a mala da maternidade. Se programou para amamentar de três em três horas, comprou um sling para carregar o bebê para qualquer canto e tem certeza que, com o exemplo do pessoal de casa, seu filho irá gostar de ler e não dará trabalho para comer beterraba.

Eu gostaria de acreditar que tudo aquilo que sonhamos correrá exatamente como planejamos. Gostaria de pensar que há uma porção de regras que garantirão que nada sairá dos trilhos. Porém, a vida não funciona assim. E na maioria das vezes o que ela quer de nós é evolução, é mudança. E não há algo maior nesse mundo, algo que nos transforme tanto, do que ter um filho.

Ter um filho nos arremessa para bem longe da zona de conforto, da comodidade e do conformismo. Nos faz buscar respostas, decifrar mapas e pegadas na areia, ter soluções para o mistério das nuvens de algodão e do arco íris refletido nas bolhas de sabão. Nos torna heróis da noite para o dia, nos faz ter olhos de simplicidade e poesia.

Ter um filho é andar de mãos dadas com uma pessoinha que te vê maior que o mundo, é sentir os dedos melados de açúcar e saliva, é aprender a ser paciente com o suco esparramado no vestido na hora de sair e com as pausas para catar gravetos no caminho para o dentista.

Então você vai ser mãe e eu gostaria que você soubesse que mesmo planejando, organizando, arquitetando e estudando tudo nos mínimos detalhes, ainda assim você irá se surpreender. Ainda assim você ficará perdida em alguns momentos e não encontrará as respostas em nenhum livro, site, palpite ou bula.

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Seu filho irá exigir que você encontre as respostas dentro de você. Irá lhe fazer entender que é um caso único entre infinitos, e que, de um jeito novo, surpreendente e improvável, contrariando todas as previsões e estatísticas, você dará conta.

Você perceberá que deu conta quando a casa silenciar e você for cobri-lo na penumbra do quarto, e sentada na beira da cama desejar que o tempo congele. Você perceberá que deu conta quando ele tiver onze anos, e no intervalo das lições de ciências ouvir ele dizer um “eu te amo” gratuito, sincero e espontâneo. Você perceberá que deu conta quando notar o olhar aflito de seu pequeno te procurando na plateia da apresentação da escola, e então ser notada e presenteada com olhinhos brilhantes de alívio e amor. Você perceberá que deu conta quando, tarde da noite, o telefone tocar e ele te pedir conselhos para cuidar do próprio filho, pois você foi “a melhor mãe do mundo”.

Então você vai ser mãe e eu desejo que você possa viver essa experiência intensamente.

Que sua casa seja invadida por aviões de papel, alguns rabiscos nas paredes e manchas de Nescau no sofá. Que você passe mais tempo construindo cabanas de cobertor e barcos de sucata do que aspirando o carpete, e não desperdice o tempo que vocês têm juntos com excesso de trabalho e preocupações com o futuro.

Lembre-se que a infância é um sopro, e num instante você terá todo tempo do mundo só para você e muita saudade da cama compartilhada depois de um pesadelo, do abraço envergonhado perto da escola, das marcas na parede evidenciando o aumento de estatura, dos verbos conjugados arduamente, da primeira visita da fada do dente.

Eu pensei que tinha planejado tudo. Pensei que poderia ser apenas o tipo de mãe amorosa que conta histórias, cuida, brinca e reza para dormir. Mas meu filho veio me tirar da zona de conforto. Eu tinha me habituado a ser o tipo de pessoa carinhosa que conquista tudo com seu afeto. Mas ele não queria só isso. Ele queria se sentir seguro. E só se sentiria seguro se eu fosse uma mãe posicionada, firme, enérgica e confiante.  Ele queria limites. Queria que eu demonstrasse meu amor por meio dos limites.

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E me transformou. Me tornou uma pessoa mais determinada e cheia de fé em si mesma, muito diferente do que eu era. Hoje sei que nada te prepara para ter um filho. Nada te prepara para ser confrontada por um serzinho que irá lhe tornar mais forte, firme, imbatível. Para te tornar, com sorte, uma pessoa melhor.

Então você vai ser mãe e eu torço para que saiba aproveitar esse momento com alegria. Para que respire vapores do momento presente e não lamente o “trabalho” que as crianças dão. As noites em claro, viroses e birras não irão durar para sempre, e se você tiver doado seu tempo com alegria, interesse e presença verdadeira, terá conseguido desempenhar sua missão com louvor.

E talvez um dia, depois de cumprir o ritual dos pijamas e escovas de dentes, você irá respirar fundo e pensar, com antecipada nostalgia, que aquele é um momento mágico; um momento que justifica e valida a vida, um momento que será revisitado e lembrado para sempre…

Complementando com esta poesia de Braúlio Bessa:

Obs: Programa Encontro – Poesia do Rapadura sobre o Dia das Mães – (12/05/2017)

Feliz Dia das Mães! Um brinde á nós!

By Fabíola Simões. O título desse texto foi inspirado no título “Então, você vai ser pai” de Marcos Piangers.

Musica: Ana Vilela – Trem Bala.

CONHEÇA A TEORIA DOS SETÊNIOS: DE 7 EM 7 ANOS A SUA VIDA MUDA COMPLETAMENTE.

Conheça-a-Teoria-dos-Setênios

“A Antroposofia é um caminho de conhecimento que deseja levar o espiritual da entidade humana para o espiritual do universo”. Rudolf Steiner.

Interessante conhecer a Antroposofia (ou Antropossofia)  é uma linha de pensamento criada pelo filósofo Rudolf Steiner (1861-1925), que entende e estabelece uma espécie de “pedagogia do viver”, pois ela abrange vários setores da vida humana como a saúde, a educação, a agronomia e outros. É uma doutrina filosófica mística – uma “ciência espiritual”.

Esta linha de pensamento compreende que o ser humano tem que conhecer a si para também conhecer o Universo, pois somos todos parte e participantes desse mundo. “A vida passa depressa, é dinâmica e, entender melhor esses momentos, poderá trazer certa conformidade e esperança”, diz Rudolf Steiner. Tanto chineses quanto gregos foram os primeiros a observar que as mudanças biológicas e espirituais ocorriam de sete em sete anos na vida das pessoas, por isso “setênios”.as-fases-da-vida1Dentro desse pensamento filosófico encontra-se uma forma cíclica de ver a vida chamada “teoria dos setênios”. Tal teoria foi elaborada a partir da observação dos ritmos da natureza, da natureza no sentido da vida, na qual todos nós estamos imersos. Ela divide a vida em fases de sete anos, vale lembrar que o número sete é um número místico dotado de muito poder em quase todas as culturas conhecidas.

Nossa vida é dividida, basicamente em 10 fases principais, sendo elas estabelecidas a cada 7 anos. A cada fase um novo ciclo é iniciado, que envolvem mudanças e transformações em diversos aspectos. Isto é o que concluíram os estudiosos dos setênios. Um estudo que se baseou na medicina tradicional chinesa e na antroposofia (dos gregos) – na qual a medicina antroposófica se baseia.

teoria-dos-seteniosA Teoria Setênia propõe o seguinte:

Penso que se o indivíduo tiver “respeitado” o ritmo de cada setênio, ele chegará no 10º (ou seja, com 70 anos), muito provavelmente com a consciência e a sabedoria necessárias para viver com boa saúde e lucidez, além de amar sem cobrar e ajudar sem perguntar.

O objetivo dos setênios, então, é de alertar as pessoas das fases existentes para que saibam e percebam todas as mudanças que estão enfrentando e as que estão por vir… assim aproveitem de modo mais saudável.

A vida passa depressa, é dinâmica e, entender melhor esses momentos, poderá trazer certa conformidade e esperança. Um dos intuitos deste estudo é fazer com que as pessoas fiquem atentas, que sejam vigilantes com elas mesmas e que possam decidir sobre suas ações de modo a responder aos estímulos diários, mantendo uma vida saudável mesmo em constante mudança.

Algo importante a se destacar é que, como cada um tem sua percepção de mundo e enfrenta as dificuldades a seu modo (além de terem os mais diferentes níveis de intuição, sensibilidade, empatia etc.), pode ocorrer de algumas mudanças que estão situadas em setênios futuros, serem experienciadas, por exemplo, antes de seu tempo, ou então depois do previsto pela teoria.

Até porque, cada ser amadurece de um modo único, exercita sua afetividade à sua maneira e, por essa razão, pode haver essa transição de experiências de um setênio a outro, todavia, costuma ser raro. Conheça como se dividi a Teoria Setênia… os ciclos da vida:AUTOCONHECIMENTO_E_A_TEORIA_DOS_SETENIOS1º setênio – O ninho. Interação entre o individual (adormecido) e o hereditárioDos 0 aos 7 anos de idade:bebe no aviào 2A fase da gestação, nascimento, nutrição e crescimento. No 1º setênio há o encontro entre a parte espiritual da individualidade e a parte biológica, preparada após a fecundação no ventre materno. A primeira infância é uma fase de individuação, de construção do nosso corpo, já separado do da nossa mãe, da nossa mente e da nossa personalidade. A hereditariedade está bem marcada nas células do corpo no 1º setênio, pela ação das forças herdadas, e são armazenadas nos rins para a vida inteira – deixando assim a marca na fisionomia do corpo do indivíduo.

Olha! É a cara da mamãe ou do papai” ou “da vovó/vovô”, são constatações que provam o que foi mencionado acima. Calor, confiança e amor: Eis os três alimentos à criança. Quem cria tal atmosfera para a criança são os pais. Se um dos pais está ausente, o esforço do outro terá de compensar.

A pedagogia Waldorf, usada em algumas escolas tem como filosofia a Antroposofia, entende que na primeira infância a criança tem que perceber os aspectos positivos do mundo, para quererem estar aqui e cultivarem a felicidade em longo prazo.

O primeiro setênio deve oportunizar o movimento livre, a corrida, as brincadeiras, deve permitir que a criança teste e conheça seu corpo, seus limites e suas percepções de mundo. Por isso o espaço físico é muito importante, bem como o espaço do pensar e o do viver espiritual.

2º setênio – Sentido de si, autoridade do outro – Dos 7 aos 14 anos:mae e filhos 20O segundo setênio promove um profundo despertar do sentimento próprio. A energia que emanava do polo superior, da cabeça, se dilui e se encontra no meio do corpo. Começam a surgir os dentes permanentes e inicia-se a evolução dos órgãos do sistema rítmico, aqueles contidos na caixa torácica (coração e pulmão). Os órgãos desse setênio são o coração e os pulmões, esses se desenvolvem promovendo a interiorização e exteriorização da vivência.

É nesta fase que o mundo externo “chega” a nós e, nós, a partir de dentro, podemos nos manifestar e expandir para o mundo. É nesse ponto que a autoridade dos pais e professores assume um papel importante, pois eles são mediadores do mundo no qual a criança se insere. Esquematizando de forma gráfica esse movimento, temos forças entrando e forças saindo. A característica deste setênio é a troca.

Nesse ciclo as normas e os hábitos estão sendo absorvidos, o desenvolvimento sadio do ser humano está relacionado à dosagem, o equilíbrio e a harmonia das relações de autoridade, valores, limites e permissões. É o sentir que está sendo afetado, o desenvolvimento das emoções. Do interior para o exterior e vice-versa.

As estórias infantis, contos de fadas, todo ato de brincar é extremamente saudável pois a criança cria e molda sua participação no mundo. Isso, para o desenvolvimento humano, é bastante mais saudável que situações em que ela se faz apenas como expectadora, como no caso da televisão, ou de jogos eletrônicos. A arte deve ser estimulada desde o primeiro ciclo, mas nesse momento ela se faz muito mais importante, bem como a religião.  Os mundos artístico e religioso auxiliam no sentido de si e do mundo, fluindo a alma, que busca a beleza e a fé.

3º setênio – Puberdade/ Adolescência – Crise de Identidade – Dos 14 aos 21 anos:desapego em movimentoO que todo adolescente busca?… liberdade! Eles não querem os pais, irmãos mais velhos nem professores “pegando no pé”. O que rege esse ciclo é o sentido de liberdade. No sentido corporal, as forças que se acumulavam nos órgãos centrais se espalham e chegam aos membros e no sistema metabólico.

O espaço dessa criança é o mundo, já não pode se resumir a família nem a Escola. Ele precisa se reconhecer e ser reconhecido, aceito, achar a “sua turma” para compor um grupo no qual se identifique.

A liberdade nesse ciclo atua como a vivência do “bom” no primeiro ciclo e do “belo” no segundo ciclo. Ocorre que a liberdade só se dá num ambiente de tensão entre as possibilidades, impossibilidades e desejos. A mulher começa a menstruar e o homem se torna fértil. Essa tensão costuma gerar rompimentos, as vezes esses rompimentos são violentos, mas são necessários e próprios desse ciclo. Essa liberdade também tem um sentido de exposição. Tudo está voltado para o externo, para fora, para o mundo. Há uma dificuldade em ouvir o outro e entender suas posições, tudo deve seguir o seu sentimento de mudança, de julgamento de certo e errado, de bom e ruim.

As trocas nesse ciclo são importantíssimas. O diálogo, a abertura ao novo, a prática da compreensão, da solidariedade, assim como o seu reconhecimento e o pertencimento. Os questionamentos são fruto desses choques. É o momento de questionar a tudo e a todos.

Também é o momento do discernimento, das escolhas profissionais, do vestibular, do primeiro emprego, pois a liberdade também só faz sentido quando percebemos a vida econômica. O dinheiro então pode ganhar um sentido de poder que talvez não seja saudável. É a partir desta idade que começamos a ter um pensamento mais autônomo, ainda que, nesta época, acreditemos estar amadurecidos para efetuar julgamentos.

A fase onde o ser humano sai do mundo mais paradisíaco e cósmico da infância e entra no mundo terreno. Ele se torna cidadão terrestre, coparticipante da cidadania, de seu lugar, sociedade, e do mundo.

4º setênio – O ‘EU” – A Independência e a Crise do Talento – Dos 21 aos 28 anos:

Abraçar  eu feliz  amor 1

A partir dos 21 anos nossa individualidade, nosso self, toma uma força considerável na tentativa de estabilização. O “Eu” começa realmente a se mostrar, mesmo ainda estando em formação. No entanto, para que esse “Eu” apareça e se forme, mesmo sendo algo subjetivo e interno, ele depende do mundo exterior, da sociedade.

O fim do crescimento corporal instaura o início de um processo de crescimento mental e espiritual, somos então “cidadãos de dois mundos: o celeste e o terrestre”. Músculos e ossos estão fortes, homem e mulher atingem o ápice da fertilidade, além de ser a fase da alma, da sensação e da emoção. Geralmente já não moramos mais com a família e já não estamos mais na escola. É o momento da autoeducação, do emprego, do desenvolvimento dos talentos, etc. Surgem dúvidas como: Escolhi a profissão certa? Quais talentos e aptidões eu deixei para traz? Consegui uma boa relação com o mundo, com o trabalho, com a família e comigo mesmo?

A história das pessoas começa a ser traçadas por elas mesmas, pois há uma tomada de caminho que não depende mais, diretamente, das outras instituições. É uma emancipação em todos os níveis, mas como resultado de toda a experiência nos três primeiros setênios. Surpreendentemente, é também a fase em que mais nos influenciamos pelos outros, pois a sociedade dirá o ritmo da vida de cada um.

Nesse ciclo, os valores, aprendizados, e lições de vida passam a fazer mais sentido.  As energias estão mais pacificadas. Nosso lugar no mundo é o principal objetivo. A colocação profissional assume um papel muito importante.teoria setênios-15º setênio – Fase Organizacional e Crises Existenciais –  Dos 28 aos 35 anos:

Quem nunca ouviu falar na “crise dos 30”? Ela não é um mero mito, ela existe e tem explicação. O 5º setênio começa com essas crises na vida, o abalo da nossa identidade, a cobrança do sucesso que talvez ainda não tenha atingido, a certeza de não podermos tudo, de onde vem a frustração e tristeza.

A sensações de angústia e vazio são muito comuns. Em algumas sociedades as pessoas nesse ciclo não encontram um lugar para si e se veem entre a juventude e a velhice ou maturidade. O baço-pâncreas não sustenta mais a carne, e o rosto começa a enrugar. As pessoas passam a não se conhecerem, pois, seus gostos mudam – ou por si mesmos ou pela pressão dos outros. Sentimo-nos impotentes nesta passagem da juventude para a maturidade, de um viver mais impulsivo para um viver mais sério, responsável, voltados para a família e para o trabalho.

Nesta fase vem a crise dos talentos: Será que estou no caminho? Qual o caminho a escolher? Também há questões sobre intelecto e índole próprios. Como: Consegui me expressar? Eu me sinto oprimido ou oprimi alguém? Encontrei meu local de atuação? Ocorreu alguma modificação importante em minha vida nessa fase?

Nesse ciclo os sentimentos nos levam também a uma busca espiritual maior, um “caminho da alma”. Estamos suscetíveis ao cosmos, às oscilações e às vezes a harmonia custa a acontecer. Somos cobrados por estrutura, firmeza, estabilidade, uma base, um pilar, que seja material e que também sejam mental e espiritual. A Antroposofia acredita que logo após o 31 ½ ano, que corresponde à metade do 63º. ano de vida, estamos no final das atuações planetárias e zodiacais. Depois dessa idade, ficamos mais livres.

Estamos realmente, nessa fase, em organização. Estamos tendo crises, mas é por meio dessas crises que construímos novos pensamentos, novos valores, terminamos relacionamentos e começamos outros, mudamos de emprego, de ideologias, de partidos políticos, enfim… crises, desorganizações e reorganizações. É nesse ciclo que passamos a pesar uma série de coisas, avaliar a trajetória da nossa vida, esse não lugar nos força a perguntar “quem sou eu”. Há uma renovação a partir desse ciclo.

6º setênio – Crise de Autenticidade – Dos 35 aos 42 anos:gratidaofoto02Esse setênio, embora tenha suas peculiaridades, está ainda ligado aos setenio anterior, ruminando os resultados das crises. Reconhecemos também uma espécie de crise nesse setênio, mas uma crise que busca uma autenticidade, geradas pelas reflexões do ciclo anterior.  Temos, aqui, mais capacidade de julgamento, gozamos de mais maturidade psíquica e emocional.

Em geral, já acumulamos alguns bens materiais ou ao menos conseguimos uma renda que seja suficiente para as questões básicas de consumo. O desafio, então, é encontrar valores espirituais e nos reconhecermos como seres únicos. A pergunta é: como é que encontro o caminho para a essência do mundo e para a minha própria essência?

Esse setênio configura a última fase do desenvolvimento da alma propriamente dita, estamos propensos a adentrar mais profundamente no nosso mundo espiritual, na parte mais sensível de nós. Buscamos a essência de tudo, no outro e em nós. Isso passa a acontecer com mais força nesse setênio pois, aqui, já há maturidade e aprendizado suficiente para esse conhecimento. O fígado perde metade de suas funções e o cabelo começa a cair e embranquecer.

A carreira, a família (ou não) os desejos, tudo já teve seu tempo. Já alcançamos as conquistas que nos eram urgentes. Há um desaceleramento. É possível que esse ciclo traga um descontentamento com o novo. Pode ser que o sujeito questione se, chegando aos 40 anos, ainda há algo novo para se fazer. Buscar coisas novas é um exercício importante para esse ciclo. Em contraponto ao novo, há uma aceitação maior do que se é, de como se é, das histórias e experiências de vida.

Mudanças do ritmo do nosso corpo e da nossa mente, o que é algo importante para alcançarmos frequências mais sutis de pensamento, onde estará nosso corpo suprassensível. É a fase da alma da consciência. As perguntas são: Já passou a metade da vida, o que farei daqui pra frente? Acrescentei novos valores à minha vida? Estou encontrando minha missão de vida? Estou caminhando nela? Encontrei e aceitei minha questão básica de vida.

7º setênio – Altruísmo X Quere manter a Fase Expansiva –  Dos 42 aos 49 anos:ir embora 3É um ciclo que tem um “arde recomeço, de ressurreição, de alívio, até a crise dos trinta perde a força e parece não ter tido resultados tão graves como se pensava. É, porém, o momento de buscar, desesperadamente, por algo novo, para que a vida adquira sentido.

As mudanças nesse setênio são urgentes. Mesmo que nem todos estejam preparados para elas. As questões existenciais retornam com uma certa força, mas agora elas mais dinâmicas e menos melancólicas pois o sujeito já se vê capaz de produzir essas mudanças. O lema é “como está, não dá pra ficar”.

Essa dinâmica impulsiona a tomada de decisões que, por vezes, ficou anos sendo gestadas dentro de si. Pode ser a separação conjugal, a saída de uma empresa, ter um filho, etc. É uma fase que corresponde, em termos energéticos, à fase que vai dos 14 aos 21 anos. Ficamos saudosistas, queremos ir à Disney e reviver coisas da nossa adolescência. Voltamos a desafiar nosso corpo e fazer esporte. É uma fase solar.

O medo do envelhecimento surge. As questões internas despertadas pelos ciclos anteriores perdem um pouco de espaço para a estética e a necessidade de se fazer coisas que os jovens fazem. Os pulmões perdem mais capacidade de oxigenar o sangue, o rosto se torna descolado, a andropausa e menopausa geralmente chegam nesse setênio.  As rugas e a menopausa são os espinhos das mulheres nesse setênio. A sexualidade retoma uma importância crucial. Contudo, a força que se perde com o declínio da sexualidade pode e deve ser empregada em outros nichos.

Esse setênio traz o contraditório: queremos mudanças, estamos em busca do novo, mas o envelhecimento que é uma mudança natural nos assusta, incomoda, gera ansiedade, muda nosso comportamento com relação a nós mesmos e ao mundo. Assim, sucumbimos à força do “sósia”, ou seja, da sombra, daquilo que está diretamente ligado aos aspectos pessoais não resolvidos, não integrados.

Nos enxergamos nas sombras do outro e entramos em confronto. As relações ficam à mercê das emoções distorcidas pelo que não vemos em nós, mas vemos nitidamente nas pessoas. No entanto, o que acontece é um espelhamento. A nova visão nessa etapa da vida questiona: Estou desenvolvendo alguma criatividade nova? Em que área? Como está meu casamento? E meus relacionamentos, a relação com meus filhos? Estou procurando ou já encontrei um novo lazer para esta fase?

8º setênio – Ouvir o mundo – Dos 49 aos 56 anos:BIAPodemos reconhecer essa fase como sendo do “pai e da mãe universal”. É a fase de desenvolvimento do espírito. É um setênio tranquilo e positivo. As forças energéticas voltam a estar concentradas na região central do corpo, mas estão voltadas ao sentimento da ética, da moral, do bem-estar, questões universais, humanísticas.

É a fase inspirativa ou moral, e com isso, as perguntas: Consegui encontrar um novo ritmo de vida? Como está meu ritmo anual, mensal, semanal e diário? Quais são os galhos secos de minha árvore, os quais tenho de cortar para que os novos brotos possam aparecer?

É um momento em que estamos mais conscientes do mundo e de nós mesmos. É um bom momento para reconhecer os méritos da nossa história, aceitando-a sem julgamentos. Esse ciclo desperta em nós o existencialismo para observarmos mais de perto o valor simbólico das coisas. Deixamos o pessoal, particular em busca do universal, do humanístico, do existencial. A vitalidade declina, a energia dos rins e do fígado está mais fraca e surge a incapacidade de eliminar mais toxinas.

Contudo, alguns podem incorrer na falha dos egocentrismos, pois um ciclo depende do seu anterior. Assim, pode haver pessoas nesse setênio completamente voltadas para si, suas necessidades e do seu grupo. O desapego é uma consequência da vida pregressa.

Em termos físicos, esta fase espelha fisiologicamente o setênio 7 a 14 anos, o elemento do ritmo tem de ser priorizado, especialmente na condução de uma rotina. A vida nos ensina nesta época uma nova audição, temos a possibilidade de ouvir a voz do coração para esta renovação ético / moral que agora é propícia.

9º setênio –Abnegação e Sabedoria –  Dos 56 aos 63 anos:avos-vivem-mais2A Antroposofia acredita que o 56º ano de vida traz uma brusca mudança. Ela está na forma como a pessoas se relaciona consigo e com o mundo. Como os ciclos se correspondem, esse se liga ao primeiro setênio, aquele que vai do nascimento até os sete anos de vida. A audição, a visão, o paladar das pessoas dessa fase se iguala e o mundo fica estranho.

Contudo, essa fase, por exemplo, evidencia uma volta para dentro de si. O interno passa a fazer muito mais sentido que o externo. É importante internalizar-se, desenvolver os sentidos espirituais. A comunicação com o mundo externo passa a ter ruídos, principalmente pelas mudanças que a sociedade sofreu nesse período inteiro.

A reclusão passa a ser algo natural, boa para a autorreflexão e a busca pela essência. A sabedoria pelo conhecimento acumulado e a intuição que passa a ser mais clara, tornam-se elementos fundamentais dessas pessoas. Elas são o contraponto do sentimento de fracasso e insucesso que, porventura, possa aparecer, vindo dos questionamentos daquilo que se alcançou ou deixou de alcançar.

É a etapa mística ou intuitiva: O que eu consegui realizar? Como estou cuidando do corpo, da memória, dos órgãos dos sentidos? Como estão meus bens e aposentadoria?

Os dentes começam a cair, a visão e a audição se tornam mais fracos, os reflexos e a mobilidade passam a sofrer alterações em razão do declínio energético dos órgãos sólidos (coração, baço-pâncreas, fígado e rins). Certos cuidados se fazem muito importante, como a estimulação da memória, mudanças de hábitos, recursos criativos. Isso porque a aposentadoria pode ser algo limitador, especialmente para aqueles que durante toda a vida atribuíram muita importância ao status profissional e agora temem não ter outra forma de autorrealização.IMG_0860Atividades muito bem-vindas nesse setênio são as acadêmicas – lecionando ou fazendo novos cursos – escrever textos ou um livro, o laser em grupos de pessoas na mesma fase da vida, viagens e outras formas que relacionem prazer e aprendizado. A aproximação da família ou a construção de novas famílias também ajudam a dar novo sentido à vida, além do prazer de se tornar avós… é bem comum neste período…

10º setênio – Em Diante – Sabedoria – Dos 63 aos 70 anos: img_3295É importante pensar que essa teoria foi pensada em uma época em que a expectativa de vida era muito baixa e as pessoas com 60 anos eram verdadeiros anciãos. Logo é preciso também compreender que os ciclos são metafóricos e não tem uma relação matemática exata.

É a “fase do mestre”. A criança pequena tem em volta de si uma aura, uma luz, pois ainda não está totalmente encarnada. No 10º setênio, essa aura está interiorizada e luminosa por dentro, desde que a pessoa não esteja doente.

Se tiver respeitado o ritmo de cada fase, sua luz interior brilhará. Idosos e crianças são parecidos, pois são polos que se atraem. É o momento de passar o “cedro” ou o “cajado” do conhecimento! É um novo escutar e, neste momento, a pessoa é procurada a dar conselhos. As questões são: Tenho momentos bons, sentimento de gratidão e alegria? Sou capaz de perdoar? Busca de sentidos e do Propósito da vida!teoria setenio 3Vivendo os setênios:  old-people-616718_640
Como você vê, nossa vida é feita de uma forma cíclica. Nossa energia vital circula pelas diversas fases da nossa vida. Nossa mente tem diferentes estágios de aprendizado e nossa espiritualidade pode estar mais ou menos aberta também conforme cada estágio. Agora que as fases dos setênios foram apresentadas, é importante saber como aproveitar essa sabedoria.

Hoje talvez essa divisão seja um pouco diferente e, com certeza, faz sentido pensar em mais um ou dois ciclos de sete anos, visto que estamos vivendo cada dia mais, mas o aprendizado com a Antroposofia e a teoria dos setênios é enorme. Metaforicamente ou não, poucas linhas de pensamento conseguem dar pensar de forma sistêmica como essa. De forma que é impossível pensarmos em algo tão complexo quanto a nossa vida de forma linear e homogênea.

paisÉ preciso que a pessoa seja sempre ela mesma, mas saber das mudanças da vida e do corpo para pode tirar proveito de todas as fases. As condições básicas para o bem-estar é sentir o seu corpo e agir de acordo com isso. O corpo tem sua própria sabedoria, então não o perturbe e não se deixe levar apenas pela cabeça.

Compreender as fases ou ciclos da vida é importante para aprendermos mais sobre nós mesmos e sobre o outro, adquirindo mais expertise no cuidado com as pessoas, especialmente os coachees, que devem ser peritos no desenvolvimento e aprendizagem humana. Saber sobre cada etapa nos possibilita saber mais sobre as crises e lidar melhor com elas.

idosos alegria  abraçar mae 4  felizHá uma série de arquétipos que podem ser observados nessas diversas fases, mas isso é assunto para um novo artigo. Lembre-se sempre de se lembrar de nunca esquecer que o saber é o nosso bem maior, cada leitura, cada livro, cada conhecimento acumulado é uma forma de sermos melhores e mais capacitados, além de nos conhecermos mais a cada dia.

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Fonte: http://www.jrmcoaching.com.br/blog/a-teoria-dos-setenios-os-ciclos-da-vida/ e

Adaptado do Texto de: Helena Gerenstadt – Por: Natália & Flávia – Bem Viver + | www.bemvivermais.comAdaptado do Texto de: Helena Gerenstadt

 

 

 

EU CANSEI DE OUVIR CONCEITOS SOBRE ENVELHECER BEM…

ENVELHECER 2

“… e até falar sobre a fragilidade da vida.”  Déa Januzzi

Déa Januzzi e seus apaixonantes sentidos, leiam a crônica:

Se eu deixar de fumar, parar de tomar vinho, praticar atividade física regularmente. Se levar uma vida equilibrada, sem dívidas, planejada, com viagens pelo menos uma vez por ano, se tiver contato com a natureza, se viver perto do mar, se minha alimentação constar de orgânicos e sucos verdes, se eu não colocar frituras nem embutidos nem carnes no meu prato. Se virar vegana, conversar com Deus em linha direta, negociar com Ele tempo de vida, se eu fizer acupuntura, massagens para desenferrujar o corpo, se ouvir música sempre, ler, malhar o cérebro com atividades para a memória, vou viver muito?

Certamente, os médicos e especialistas em envelhecimento vão responder que sim. Este é o caminho do envelhecimento ativo, que garante uma vida longa e saudável. Mas vou dizer para vocês: cansei de ouvir conceitos sobre envelhecer bem, que se faça isso e aquilo, que é preciso evitar um tanto de coisas que mudam conforme a época. Cansei de ver pessoas escrevendo livros com receitas físicas ou psicológicas sobre o terceiro tempo da vida, que, hoje, dizem as estatísticas demográficas, podem levar aos 100 ou mais anos.terceira-idadeNão entendo, porém, quando as notícias divulgam a morte da atriz e estrela de primeira grandeza, Marília Pera, aos 72 anos. Quando meu amigo, mestre, jornalista e escritor Roberto Drummond morre, de repente, do coração antes dos 70, apesar de ter parado de fumar há anos, de beber moderadamente, de fazer ginástica, de ter uma vida produtiva e criativa, de ter chegado ao sucesso com a minissérie global “Hilda Furacão” e de um sem número de livros que venderam muito e agradaram ao leitor.

Gostaria de entender como é que um jornalista de 64 anos, que morava numa cidade de interior, com dois filhos ainda pequenos, de nome Marco Otávio, o Marão, morre de câncer tão cedo? Gostaria muito de ter uma fórmula, uma receita, mas parece que a vida tem seus mistérios. Não é receita de bolo. Nem de especialistas nem de manuais e regras de viver bem.

Gostaria muito de entender a vida, que não está em compêndios nem em livros de academia. Para mim, que não sei quanto tempo de vida tenho, tudo deve partir do prazer e da alegria. Pois vida para mim é compartilhamento, é o cuidado com o outro, é dar bom dia ao vizinho, ao porteiro do prédio. É conversar e aprender com a faxineira do prédio. Para mim, vida é se esbaldar no japonês comendo sushis e sashimis, é beber vinho como quem comunga com Deus, é encontrar o Irmão Raimundo Rabelo Mesquita, na Cantina do Lucas. Aos 83 anos, ele me convida para comemorar o Natal antecipado tomando vinho ao meio-dia e comendo um macarrão à parisiense com muito creme de leite. Com um detalhe: ele veio lá da Inspetoria Dom Bosco, no Bairro Dom Cabral, de ônibus. E voltou no mesmo transporte, depois de tomar vinho, comer, conversar, rir e contar coisas de Deus. Nós dois sempre fomos assim. Depois de anos como fonte de reportagens, Mesquita e eu nos tornamos amigos de fé e não deixamos de comemorar o Natal, de trocar ideias e até falar sobre a fragilidade da vida.ENVELHECER 2Viver para mim é estar com pouco dinheiro numa sexta-feira à noite, mas sair com a minha irmã Kátia para um desses bares do centro da cidade e contar as notas e moedas para ver quantas cervejas podemos tomar. E ver um cara na mesa ao lado mandar torpedos para a nossa mesa. De papel, acreditam? Devidamente escrito a mão e dobrado, para dizer que quer encontrar de novo, porque “somos simpáticas e charmosas e encantadoras.” No fim do torpedo, o telefone dele, entregue em mãos da minha irmã.

Depois, voltar para casa rindo de tudo o que aconteceu, à meia-noite, de ônibus, com a chuva caindo sobre nossas cabeças. Viver para mim é ir ao Sítio Sertãozinho, da minha amiga da montanha e entrar na piscina para movimentar o corpo dentro da água. É saber dessa amiga preciosa que “as nuvens passam, mas o céu fica”. Ter a certeza de que o Salmo 104, versículo 15, é profético. “O vinho que alegra o coração do homem, e o azeite que faz reluzir o seu rosto e o pão que fortalece o coração…” Para mim, só vale a pena viver, pouco ou muito, dessa maneira.

Sempre me identifico muito com o jeito dela. Gostaram?

SEXUALIDADE DEPOIS DOS 60 ANOS.

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“Tento resolver todos os dias a minha sexualidade”. Padre Fábio de Melo.                                            Muito interessante este Post onde Dr. Drauzio Varella entrevista a médica psiquiatra Dra Carmita Abdo sobre a sexualidade depois dos 60 anos publicado no Blog Segredos de casais. Vale a pena conferir! Acredito que conhecimento pode ajudar muitas pessoas…

Segredos De Casais

Carmita Abdo é médica psiquiatra e coordenadora do grupo de sexualidade do Instituto de Psiquiatria da Universidade São Paulo.

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Muitos acham que fazer sexo é característica da juventude — quando muito da maturidade — e que a atividade sexual inexiste a partir de determinada faixa etária. Em geral, admite-se que nos homens, lá pelos 60 ou 70 anos, ela declina e, depois, desaparece de vez. Em relação às mulheres, a crença é que o fenômeno seja ainda mais precoce. A moral vigente durante séculos reforçou o mito de que o momento da menopausa e a consequente perda da capacidade de gerar filhos marcavam o fim do interesse sexual feminino.

Hoje, já existe a comprovação de que esses conceitos estão completamente equivocados. Do ponto de vista médico, o papel da sexualidade após os 60 anos é de fundamental importância para a saúde física e psíquica de homens e mulheres mais velhos…

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