PARIS – CENTRO GEORGES POMPIDOU.

Pensando na viagem que fiz no início do ano, voltando pra Paris… achei importante falar um pouco deste museu. Conhecido também como Beaubourg, o #centrogeorgespompidou é um choque visual na paisagem parisiense. No meio dos velhos prédios, aparece sua imensa estrutura de metal e tubulações, com escadas rolantes externas, cores vermelhas e transparências, acabou causando polêmica nos anos 70, quando foi inaugurado. Até hoje eu fico curiosa vendo suas estruturas modernas e gosto do que vejo.

É um grande complexo cultural criado pelos arquitetos Renzo Piano e Richard Rogers. Tem biblioteca, teatros, cinema, e dois de seus andares são ocupados pelo Musée National d’Art Moderne, que abriga uma das maiores coleções de arte moderna e contemporânea do mundo. Picasso, Matisse, Baltus, Francis Bancon e Andy Warhol são alguns dos nomes entre as 100 mil obras do Centro, que também incorporou um espaço mágico: o ateliê do escultor romeno Constantin Brancusi, ao lado da entrada principal, foi totalmente reconstituído e pode ser visitado gratuitamente. Este ano não pude ir visitar estas obras… mas eu recomendo vocês incluir uma visita neste centro.

Horários: aberto de quarta à segunda-feira, das 11h às 20h. Quinta-feira até 23h, apenas para as exposições temporárias no 6° andar. Fechado às terças e no dia 1° de maio. O Ateliê Brancusi abre todos os dias de 14h às 18h. Preço para acervo e exposições temporárias: 14 euros. Grátis para menores de 26 anos. Mais informações no site.

Endereço: Place Georges Pompidou  75004 Paris

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EU QUERO MENOS…

Agora EU QUERO MENOS.

Menos ausências, menos complicações, menos vírus circulando, menos sofrimento, menos desemprego, menos ansiedade, menos mortes…

Mais remédios curativos, mas vacina, mais solidariedade… mais descompressão.

Menos dito pelo não dito. Quero menos. Muito menos! Mais ação!

Menos diz que diz, menos fakenews, menos malevolência, menos displicência, menos desamor, menos rompimentos…

Mais seriedade, mais respeito, mais comprometimento, mais políticas públicas parceiras e acertadas, mais compreensão, mais humanidade!

Quero muito menos! Menos de mim… e mais de nós.

Quero muito menos conversada fiada e mais entrega.

De gente que faz falsas promessas e mentiras o mundo está cheio. Tá na hora de ser mais verdadeiro consigo mesmo e com o mundo.

Quero menos. Mais ação!

EU QUERO MENOS!

MINHA ROTINA DURANTE O ISOLAMENTO SOCIAL.

Lendo este conto Circuito fechado de Ricardo Ramos, me inspirei e construí a minha rotina neste tempo de pandemia, no meu isolamento social. Me diverti bastante. E você já construí a sua?

Luz, janela, despertador, cama, robe, tapete, pantufas.🛌🥱🌤🖼⏰. Vaso, papel higiênico, descarga, pia, água, sabão, toalha. 🚽🚰🧼🛀🏻. Escova de dente, pasta, água.🚰🦷Espelho, escova de cabelo. 😀👀💇🏼‍♀️Espelho, lápis de olho, batom.💄👁Jeans, camiseta, tênis. 👖👚👟Acessórios💍🧣. Escada, degraus, corrimão. Fogão, canecão, água, filtro de café, café, caneca azul. 🎛☕️🚰. Mesa, cadeira, prato, guardanapo, xícara, prato, geladeira, fruta, cereais, ovo, pão, faca, manteiga.🧊🪑🍽🥣☕️🧃🥚🥖🍓. TV sem som, agenda, sofá, almofadas, puff, cobertor, computador, papel, caneta, zoom, garrafinha de água, curso, zoom, trabalho, zoom, bem estar, ginástica, celular, xícara de café. 📺🛋🧐🤯✏️📝📱💻🗣✍🏻🤷‍♀️🧘🏼‍♀️🤦🏼‍♀️ Vaso, papel higiênico, descarga, pia, água, sabão, toalha.🚽🚰🧻🧼. Freezer, pote, comida, microondas, prato, talher, geladeira, suco, copo, mesa, jogo americano, guardanapo, suco.🧃🍽🍛. TV sem som, rede social, live, social, garrafa de água, live, viagem, zoom, papel, lápis, projeto, zoom, zoom, xícara de café, live, música, live. 📺💻📝🎞🎼🧘🏼‍♀️☕️🚰📝. Vaso, papel higiênico, descarga, pia, água, sabão, toalha. 🚽🚰🧼🛀🏻. Celular, folheto, pedido, delivery. 💸Campainha, máscara, cartão, portão, sacola, máscara.😷🦠🛍🧴. Perflex, alvejante, álcool gel, água, pia, potes, mesa. 🧴🚰🧺. Água, sabão, toalha.🚰🧼. Toalha, pratos, talheres, massa, copo, vinho. 🧊🍽🍷🥘. TV, som, sofá, almofadas, notícias, Netflix, série, documentário. 📺🍿🛋🎞📽. Vaso, papel higiênico, descarga, pia, água, sabão, toalha. 🧻🚽🚰🧼. Chuveiro, quente, água, sabão, shampoo, condicionador, toalha, creme. 🚿🛁🧴. Escova de dente, pasta, água.🚰🦷Cama, lençol, travesseiro, cobertor, pijama, água, remédio, abajur, luz, apaga. 🥱💡😴🛏🚰💊🎬

O DESFILE DOS MASCARADOS!

No supermercado, na farmácia ou nas ruas não se conhece mais ninguém, somos incapazes de reconhecer quem são estas pessoas, é um “desfile de mascarados.

Tem máscaras de todas as cores e formatos, a maioria são as clássicas brancas ou azuis clara de TNT, sem nenhuma graça ou diferenciação, onde parecemos um exército de mascarados, tentando nos proteger, rumo ao desconhecido e seguimos, todos caminhando pela cidade em busca de algo para a nossa sobrevivência.

Há aquelas que se destacam são muito mais caprichadas e coloridas, de diferentes tipos, que me fazem disfarçar e ficar olhando, imaginando quem está por trás delas. Algumas são bem divertidas, destas eu gosto mais, elas me trazem um pouco de leveza e alegria e me fazem esboçar um pequeno sorriso, atrás da minha própria máscara, tudo que preciso neste momento… Ninguém viu, sentiu ou percebeu meu sorriso até porque não enxergamos o que está por atrás das máscaras.

Aos poucos vou me acostumando a ler as pessoas pelo olhar ou pela voz. Será um amigo ou um familiar? Só uma voz me faria reconhecer eles agora, nada mais.

Nos encontraríamos assim pelo mero acaso. Haveria mesuras ou risos? Ou passaríamos um pelo outro, lado a lado, fazendo nossas obrigações sem nos percebermos? É bem possível!

Afinal todos estão com medo de ser contaminados pelo vírus do coronavírus, que não se olham muito, passam com distância e rapidez uns dos outros. Posso me contaminar, penso eu.

Esta ideia do desfile dos mascarados me despertou a curiosidade de saber quem está por traz das máscaras. O que pensam… o que andam fazendo? Como estão burlando o isolamento? Quantas vezes? Pra que? Porque? E o medo, o que vai acontecer com ele? Pra onde caminhamos? Que mundo nos espera depois que tudo isto acabar?

Enquanto isto espero… A espera é longa. A quietude e a solidão me acompanham… Bom aproveitar este tempo pra refletir e repensar onde preciso mudar. Coisas antes impensadas… agora escancaradas. Começo a perceber melhor os acontecimentos e de tudo não acho tão ruim. Muita coisa pode ser melhorada. O mundo está mudando e eu mudo com ele.

Procuro ir enxergando além do que as minhas vistas podem alcançar. Um bom chá me acalma e busco um melhor encontro comigo e com o mundo.

Bem vindo ao novo mundo.

EMPREENDER DEPOIS DOS 50: uma questão de atitude…

Pensando na longevidade fase que me encontro agora, tenho descoberto muitas coisas novas e muito interessante. Este texto foi escrito por Mara Sampaio e nos traz uma ótima reflexão muito bacana sobre o que está acontecendo na longevidade atualmente, no quesito trabalho. Leiam: Um fenômeno que já havia se manifestado nos países desenvolvidos parece ter chegado para ficar no Brasil. Os Baby Boomers, pessoas que nasceram nos anos seguintes à Segunda Guerra Mundial, um dos momentos de maior taxa de natalidade da história, cresceram, amadureceram e hoje têm entre 56 anos e 74 anos. Esse grupo expressivo, dinâmico e guarda uma diferença importante em relação a seus pais e seus avós.

Ao contrário das gerações anteriores, que pareciam ter o objetivo de aumentar a população da Terra, eles não tiveram muitos filhos. Houve nas últimas décadas uma redução expressiva na taxa de natalidade e essa tendência, combinada com o aumento da expectativa de vida, teve como consequência uma elevação consistente na média etária da população. Para um país que sempre foi visto como jovem, chega a ser surpreendente constatar que, daqui há dez anos, mais da metade da população economicamente ativa do Brasil será composta por pessoas entre 50 e 59 anos. Caminhamos rápido para ser um país maduro.

Esse fenômeno demográfico é acompanhado por uma outra mudança, às transformações no mundo do trabalho. As portas das empresas parecem ter se fechado para as pessoas que chegaram aos 50 anos. A evolução tecnológica, o uso cada vez mais intensivo da Inteligência Artificial para a execução de tarefas e a difícil convivência com a nova geração acabaram contribuindo para que os ambientes corporativos acabassem se tornando inóspitos para a geração Baby Boomer.

TENDÊNCIA DO MOMENTO — Essa realidade tem colocado a sociedade em geral e os Baby Boormers em particular, diante de uma circunstância que não valia para as gerações anteriores. No passado recente, as pessoas que ultrapassavam a barreira dos 50 anos começavam a se preparar para a aposentadoria — um momento de inatividade que lhes daria tempo para as atividades de lazer que não tiveram tempo de realizar enquanto investiam nas carreiras. Hoje não é assim.

Além de mais joviais e com mais tempo de vida pela frente do que seus antepassados, as pessoas que alcançam a maturidade neste momento são ativas. Por necessidade de sobrevivência, por temperamento ou por estilo de vida, elas preferem se manter em ação. E como já não se adaptam mais ao mercado tradicional de trabalho, a escolha é empreender.

O número de pessoas maduras que seguem esse caminho é cada vez maior. Uma pesquisa recente realizada pelo Sebrae aponta que 23% das pessoas que se aposentam, continuam trabalhando. Outros 12% tornaram-se empresários e outros 8% têm intenção de ter seu próprio negócio. Além desses dados, há outros que comprovam o aumento do interesse dos sêniores por atividades empreendedoras. Quem frequenta os eventos voltados para as áreas de empreendedorismo, inovação e startups percebeu nos últimos meses um aumento expressivo de pessoas maduras interessadas em se lançar a uma atividade empreendedora. O empreendedorismo sênior é a tendência do momento.

QUESTÃO DE ATITUDE — Um detalhe que muitos não levam em conta é que a opção empreendedora não é, por si só, uma garantia de sucesso. pessoas com mais de 50 anos que hoje faz a escolha empreendedora foi preparada para trabalhar em grandes empresas e sempre teve como uma medida de sucesso profissional uma carreira especialidade com a permanência longa numa mesma empresa.

A transição da carreira corporativa para a vida empreendedora nem sempre é suave e não depende apenas da bagagem profissional acumulada ao longo da vida. Ela é importante, sem dúvida, mas está longe de ser o principal requisito para o empreendedor sênior. Para ter sucesso nessa nova jornada, mais do que as habilidades técnicas, a pessoa precisa desenvolver uma atitude empreendedora – habilidades comportamentais.

Iniciar uma carreira empreendedora, muitas vezes requer a descoberta das motivações pessoais para o trabalho — e essas motivações, ainda que incluam a necessidade de sobrevivência, estão relacionadas com a busca da transformação pessoal e plenitude. Se para esta geração, a atividade profissional era relacionada ao esforço e à dedicação, hoje está ligada a valores pessoais e propósito de vida. A chance de sucesso ao empreender será maior se a escolha levar em conta a qualidade de vida e a realização de antigas paixões, e para um número cada vez mais de pessoas, que contribua para melhorar o planeta para as futuras gerações.

 AS QUATRO HABILIDADES — a atividade empreendedora a partir dos 50 anos exige, além da bagagem profissional e da sabedoria adquirida com a maturidade, o desenvolvimento de pelo menos quatro habilidades que nem sempre estiveram presentes no repertório dessa geração. São elas:

A autoconfiança, ou seja, a capacidade de ousar e de assumir riscos para criar um negócio inovador.

A autonomia, que se refere à capacidade de tomar decisões em situações de incertezas para se adaptar ao mercado atual que vive em constante mudança.

A auto atribuição, que é a capacidade de se responsabilizar pelo processo e pelo resultado para que seja o empreendimento se torne sustentável.

A alteridade, que é a capacidade de entender os problemas do mundo pela perspectiva do cliente e agir para servi-lo com empatia.

Essas habilidades são fundamentais, mas ainda não são suficientes para assegurar o sucesso na vida empreendedora. Há uma série de fatores de mercado que interferem no resultado final e devem ser levados em conta. Sem elas, no entanto, o fracasso se torna uma possibilidade bem palpável — e esse não é o objetivo de ninguém com mais de 50 anos ao abraçar uma atividade empreendedora.

https://www.linkedin.com/pulse/empreender-depois-dos-50-uma-questão-de-atitude-mara-sampaio

MULHER AO CENTRO DA VIDA.

Chegou ao meio da vida e sentou-se para tomar um pouco de ar. Não sabia explicar. Não era cansaço, nem estava perdida. Notou-se inteira pela primeira vez em todos esses anos. Parou ali, entre os dois lados da estrada e ficou observando as margens da sua história, a estrada da vida ficando fininha, calando-se de tão longe que ia.
Estava em paz observando a menina que foi graciosa, cheia de vida. Estava olhando para si mesma e nem notou. Ali, naquele instante estava recebendo um presente. Desembrulhava silenciosamente a sabedoria que tanto pediu para ter mais.
Quando a mulher chega à metade da estrada da vida, começa lentamente a ralentar o passo. Já notou como tem gente que adora conturbar a própria rotina, alimentar o próprio caos? Ela não.
Não mais.
Deixa que passem, deixa que corram, a vida é curta demais para acelerar qualquer coisa. Ela quer sentir tudo com as pontas dos dedos, ela quer notar o que não viu da primeira vez. Senhora do seu próprio tempo.
Percebeu, à metade da vida, que caminhou com elegância, que viveu com verdade, que guiou a própria sombra na estrada em direção ao amor. E como amou! Amor por si, pelos outros, amou em dobro, amou sozinha, amou amar.

A mulher ao centro da vida traz a leveza que os anos teceram, pacientemente. Escuta bem mais, coloca a doçura à frente das palavras, guarda as pessoas com preciosismo. Aquela mulher já perdeu pessoas demais.
Ao meio da estrada, ela já não dorme tanto, mas sonha bem mais. Sonha pelo simples exercício de sonhar. Sonha porque notou que é o sonho que tempera a vida. Aprendeu a parar de ficar encarando as linhas do corpo. Seu espírito teso, seu riso aberto, sua fé gigante não têm rugas, nem celulite, sem encanação. Descobriu que o segredo é prestar atenção no melhor das coisas, nas qualidades das pessoas, nas belas costas que tem e deixá-las ao alcance da vista dos outros.
Sentada ali, ao centro da própria vida, decidiu seguir um pouco mais. Há mais estrada para caminhar, mais certezas para perder, mais paixão para trilhar. Não há dádiva maior do que compreender-se, que encontrar conforto para morar em si mesmo, que perdoar-se de dentro pra fora. Ao centro da vida ela descobriu que a gente não se acaba, a gente vai mesmo é se cabendo, a cada ano um pouco mais. Adoro esta crônica de Diego Engenho Novo, espero que você aprecie também.

A VIDA… E SUAS PEDRAS!

Neste momento que o mundo inteiro se encontra em isolamento social por causa da pandemia… angústias e ansiedades despontam mais do que nunca, esta crônica de Mário Quintana traz uma boa reflexão… cutuca bem lá no fundo, mexe e remexe e traz uma luz sobre o que de mais importante temos na vida… a vida… agora.

Ter clareza na percepção sobre tudo o que nos cerca, saber parar… esperar… ouvir e enxergar pra onde queremos ir… com paciência, resignação e esperança faz toda a diferença. Sempre fez, mas muitas vezes não soubemos… a maturidade nos da isso.

“Depois de muitas quedas, eu descobri que, às vezes, quando tudo dá errado, acontecem coisas tão maravilhosas que jamais teriam acontecido se tudo tivesse dado certo.

Eu percebi que quando me amei de verdade pude compreender que, em qualquer circunstância, eu estava no lugar certo, na hora certa.

Então pude relaxar… pude perceber que o sofrimento emocional é um sinal de que estou indo contra a minha verdade.

Parei de desejar que a minha vida fosse diferente e comecei a ver que tudo o que acontece contribui para o meu crescimento.

Desisti de querer ter sempre razão e com isso errei muito menos vezes.

Desisti de ficar revivendo o passado e de me preocupar com o futuro. Isso me mantém no presente, que é onde a vida acontece.

Descobri que na vida a gente tem mais é que se jogar, porque os tombos são inevitáveis.

Percebi que a minha mente pode me atormentar e me decepcionar. Mas quando eu a coloco a serviço do meu coração, ela se torna uma grande e valiosa aliada.

Também percebi que sem amor, sem carinho e sem verdadeiros amigos a vida é vazia e se torna amarga.

Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise. É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.

Pedras no caminho? Guardo todas, um dia vou construir um castelo…”

DEIXEM-ME ENVELHECER.

Quero envelhecer exatamente assim como M.Concita Weber descreve… Feliz da vida! Quer ver só? Leia:

Deixem-me envelhecer sem compromissos e cobranças,

Sem a obrigação de parecer jovem e ser bonita para alguém,

Quero ao meu lado quem me entenda e me ame como eu sou,

Um amor para dividirmos tropeços desta nossa última jornada,

Quero envelhecer com dignidade, com sabedoria e esperança,

Amar minha vida, agradecer pelos dias que ainda me restam,

Eu não quero perder meu tempo precioso com aventuras,

Paixões perniciosas que nada acrescentam e nada valem.

Deixem-me envelhecer com sanidade e discernimento,

Com a certeza que cumpri meus deveres e minha missão,

Quero aproveitar essa paz merecida para descansar e refletir,

Ter amigos para compartilharmos experiências, conhecimentos,

Quero envelhecer sem temer as rugas e meus cabelos brancos,

Sem frustrações, terminar a etapa final desta minha existência,

Não quero me deixar levar por aparências e vaidades bobas,

Nem me envolver com relações que vão me fazer infeliz.

Deixem-me envelhecer, aceitar a velhice com suas mazelas,

Ter a certeza que minha luta não foi em vão: teve um sentido,

Quero envelhecer sem temer a morte e ter medo da despedida,

Acreditar que a velhice é o retorno de uma viagem, não é o fim,

Não quero ser um exemplo, quero dar um sentido ao meu viver,

Ter serenidade, um sono tranquilo e andar de cabeça erguida,

Fazer somente o que eu gosto, com a sensação de liberdade,

Quero saber envelhecer, ser uma velha consciente e feliz!!!

HERANÇA DO AMOR. MÃES E FILHOS…

Quando penso nos meus filhos, já adultos agora, penso em quantas coisas passamos juntos. Aprendi e aprendemos juntos uma infinidade de coisas. Sonhar e correr atrás fizemos e fazemos até hoje. Cada um com suas famílias voaram pra longe, muito longe… mas nunca longe do coração. Moram aqui dentro, vivem lá no fundo. Quando podemos ficamos mais pertinho e tudo fica muito intenso. Hoje no “dia das mães” penso em tudo que construímos juntos e percebo a grande herança que tenho do meu legado. Um feliz Dia das Mães pra todas vocês. E você? O que você herdou dos seus filhos?

Eu herdei paciência
Capacidade de suportar desorganização e caos;
Frieza pra lidar em situações críticas, como fraturas e cortes com sangue jorrando;

Herdei “desnojo” para limpar vômito e caca, e comer biscoito babado;
Herdei medo de morrer;
Medo de trânsito;
Medo da noite;
E o único medo de perder verdadeiro;
Mas herdei coragem também
Muita;

De um, herdei a necessidade de desacelerar;
De outro, herdei atenção difusa;
E de outro, sagacidade para responder questões difíceis;

Eu herdei vontade de montar árvores de natal, de aprender a fazer bolo de festa e assistir desenho animado;
Herdei a capacidade de fazer remédio a partir de beijo, desespero e lágrimas;

Eu herdei rugas, varizes, olheiras e estrias;
E as gargalhadas mais incríveis;
Herdei emoções colhidas nas coisas mais bobas;

Herdei força sobre-humana;
Herdei sentidos mais apurados;
Herdei um grito que se acha poderoso o suficiente para parar um trem;
Herdei uma capacidade ilimitada de sentir culpa;
E o cacoete irremediável de sempre olhar quando alguém grita “mãe”;

Este texto foi atribuído a Rita Almeida.