EU CANSEI DE OUVIR CONCEITOS SOBRE ENVELHECER BEM…

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“… e até falar sobre a fragilidade da vida.”  Déa Januzzi

Déa Januzzi e seus apaixonantes sentidos, leiam a crônica:

Se eu deixar de fumar, parar de tomar vinho, praticar atividade física regularmente. Se levar uma vida equilibrada, sem dívidas, planejada, com viagens pelo menos uma vez por ano, se tiver contato com a natureza, se viver perto do mar, se minha alimentação constar de orgânicos e sucos verdes, se eu não colocar frituras nem embutidos nem carnes no meu prato. Se virar vegana, conversar com Deus em linha direta, negociar com Ele tempo de vida, se eu fizer acupuntura, massagens para desenferrujar o corpo, se ouvir música sempre, ler, malhar o cérebro com atividades para a memória, vou viver muito?

Certamente, os médicos e especialistas em envelhecimento vão responder que sim. Este é o caminho do envelhecimento ativo, que garante uma vida longa e saudável. Mas vou dizer para vocês: cansei de ouvir conceitos sobre envelhecer bem, que se faça isso e aquilo, que é preciso evitar um tanto de coisas que mudam conforme a época. Cansei de ver pessoas escrevendo livros com receitas físicas ou psicológicas sobre o terceiro tempo da vida, que, hoje, dizem as estatísticas demográficas, podem levar aos 100 ou mais anos.terceira-idadeNão entendo, porém, quando as notícias divulgam a morte da atriz e estrela de primeira grandeza, Marília Pera, aos 72 anos. Quando meu amigo, mestre, jornalista e escritor Roberto Drummond morre, de repente, do coração antes dos 70, apesar de ter parado de fumar há anos, de beber moderadamente, de fazer ginástica, de ter uma vida produtiva e criativa, de ter chegado ao sucesso com a minissérie global “Hilda Furacão” e de um sem número de livros que venderam muito e agradaram ao leitor.

Gostaria de entender como é que um jornalista de 64 anos, que morava numa cidade de interior, com dois filhos ainda pequenos, de nome Marco Otávio, o Marão, morre de câncer tão cedo? Gostaria muito de ter uma fórmula, uma receita, mas parece que a vida tem seus mistérios. Não é receita de bolo. Nem de especialistas nem de manuais e regras de viver bem.

Gostaria muito de entender a vida, que não está em compêndios nem em livros de academia. Para mim, que não sei quanto tempo de vida tenho, tudo deve partir do prazer e da alegria. Pois vida para mim é compartilhamento, é o cuidado com o outro, é dar bom dia ao vizinho, ao porteiro do prédio. É conversar e aprender com a faxineira do prédio. Para mim, vida é se esbaldar no japonês comendo sushis e sashimis, é beber vinho como quem comunga com Deus, é encontrar o Irmão Raimundo Rabelo Mesquita, na Cantina do Lucas. Aos 83 anos, ele me convida para comemorar o Natal antecipado tomando vinho ao meio-dia e comendo um macarrão à parisiense com muito creme de leite. Com um detalhe: ele veio lá da Inspetoria Dom Bosco, no Bairro Dom Cabral, de ônibus. E voltou no mesmo transporte, depois de tomar vinho, comer, conversar, rir e contar coisas de Deus. Nós dois sempre fomos assim. Depois de anos como fonte de reportagens, Mesquita e eu nos tornamos amigos de fé e não deixamos de comemorar o Natal, de trocar ideias e até falar sobre a fragilidade da vida.ENVELHECER 2Viver para mim é estar com pouco dinheiro numa sexta-feira à noite, mas sair com a minha irmã Kátia para um desses bares do centro da cidade e contar as notas e moedas para ver quantas cervejas podemos tomar. E ver um cara na mesa ao lado mandar torpedos para a nossa mesa. De papel, acreditam? Devidamente escrito a mão e dobrado, para dizer que quer encontrar de novo, porque “somos simpáticas e charmosas e encantadoras.” No fim do torpedo, o telefone dele, entregue em mãos da minha irmã.

Depois, voltar para casa rindo de tudo o que aconteceu, à meia-noite, de ônibus, com a chuva caindo sobre nossas cabeças. Viver para mim é ir ao Sítio Sertãozinho, da minha amiga da montanha e entrar na piscina para movimentar o corpo dentro da água. É saber dessa amiga preciosa que “as nuvens passam, mas o céu fica”. Ter a certeza de que o Salmo 104, versículo 15, é profético. “O vinho que alegra o coração do homem, e o azeite que faz reluzir o seu rosto e o pão que fortalece o coração…” Para mim, só vale a pena viver, pouco ou muito, dessa maneira.

Sempre me identifico muito com o jeito dela. Gostaram?

SEXUALIDADE DEPOIS DOS 60 ANOS.

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“Tento resolver todos os dias a minha sexualidade”. Padre Fábio de Melo.                                            Muito interessante este Post onde Dr. Drauzio Varella entrevista a médica psiquiatra Dra Carmita Abdo sobre a sexualidade depois dos 60 anos publicado no Blog Segredos de casais. Vale a pena conferir! Acredito que conhecimento pode ajudar muitas pessoas…

COMO SER MÉDICO EM PORTUGAL ?

“Toda a medicina é feita de experiências.”! Quintiliano

Já contei aqui que estou me organizando para ir morar em Portugal, daqui a dois anos. Sonho que esta sendo construído com muito planejamento e organização, por etapas. Aposentei e aguardo só meu marido também se aposentar. Em breve! Pesquiso muito sobre o assunto…

O Blog da Eurodicas (que eu gosto muito) descreve muito bem como ser médico em Portugal? Isso me interessa muito. Leiam:

Á profissão de médico é muito importante e valorizada em diversos países do mundo. Em Portugal, como a sociedade é mais igual, muitas vezes um professor universitário chega a ganhar mais do que um médico.

Mas hoje vamos te contar um pouco sobre a profissão médico em Portugal e como é possível atuar sendo brasileiro.

Vale a pena ser médico em Portugal?

Uma pergunta muito comum que recebemos sempre é, se vale a pena trocar a medicina do Brasil por Portugal. Depende. Se você busca reconhecimento e valorização financeira não vale. No Brasil, os médicos recebem, de modo geral, mais que em Portugal.

Médico em Portugal

Portugal conta atualmente com cerca de 49 mil médicos para uma população de pouco mais de 10 milhões de habitantes. Destes, cerca de 30 mil trabalham no serviço público de saúde.

O número é suficiente? Infelizmente, não. Faltam médicos de família para atender em Centros de Saúde e faltam algumas especialidades médicas dependendo da cidade.

Portugal contrata muitos médicos espanhóis e da União Europeia para trabalhar no país. Mas também é possível encontrar médicos da América e de outros continentes.

Entretanto, muitos médicos europeus desistem de Portugal pelos baixos salários se comparado a outros países europeus. Saiba também qual é o custo de vida em Portugal.

Especialidades em falta em Portugal

De acordo com o Diário da República de Portugal, as especialidades médicas em que faltam profissionais são:

• Psiquiatria

• Urologia

• Pediatria

• Ortopedia

• Cardiologia

• Cirurgia geral

• Medicina interna

• Ginecologia-obstetricia

Veja também outras profissões que estão em falta em Portugal.

Como validar diploma de médico em Portugal

Para um médico brasileiro exercer a profissão em Portugal é necessário validar o diploma do curso superior e fazer provas (que pode variar de acordo com seu histórico e ementa curricular).

O ideal é vir para Portugal com uma experiência superior há 3 anos e com a residência médica concluída, porque em Portugal o tempo de residência é de 5 a 7 anos.

O primeiro passo para ser médico em Portugal é escolher uma universidade portuguesa para validar seu diploma. As universidades de Lisboa, do Porto e Coimbra são as mais conceituadas nesse quesito, mas existem outras opções.

Os seus documentos devem apostilados, seguindo o protocolo da Apostila de Haia, nos cartórios autorizados. Veja como é o processo completo para validar o diploma brasileiro em Portugal.

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Equivalência do diploma

Após a entrega dos documentos na universidade (pessoalmente ou com procuração), é necessário a equivalência.

Para a equivalência do diploma de medicina em Portugal, é necessário uma apresentação oral e em power point, com uma dissertação, monografia ou relatório curricular (descrição detalhada do currículo, para médicos com mais experiência). A nota mínima necessária na banca é 10 (em Portugal a nota máxima é 20).

Após a equivalência do diploma na universidade é necessário pagar a taxa da Ordem dos Médicos de Portugal (€ 210,00) e quem possui mais de 3 anos de atividade médica pode pedir a autonomia de trabalho como médico em Portugal.

Como trabalhar como médico em Portugal

Após a validação do diploma, é possível trabalhar quem tem a cidadania europeia, ou então o imigrante brasileiro (sem cidadania) deve solicitar o pedido de visto de trabalho no Consulado de Portugal no Brasil. O pedido leva cerca de 30 dias para ser analisado.

Tempo total da validação

Todo o processo de validação do diploma poder levar cerca de 13 meses para ser concluído.

Salário de médico em Portugal

Os médicos em Portugal em início de carreira tem um salário médio de € 2.700,00 euros (40 horas semanais) no serviço público. Já no setor privado, os salários podem ultrapassar os € 4.000,00.

Os valores variam de acordo com o tempo de experiência e a especialidade escolhida. Médicos com mais tempo de experiência e chefes de serviço podem chegar a ganhar € 5.000,00. Vale lembrar, que em Portugal o serviço público de saúde é melhor do que a rede privada.

Curiosidade

Em Portugal existem poucos cirurgiões plásticos. Não é tão comum quanto no Brasil. Podemos afirmar que os portugueses, de modo geral, não fazem tanta cirurgia por estética quanto os brasileiros. O Brasil e os Estados Unidos ainda são os países que mais realizam cirurgias plásticas no mundo. Espero que ajude.

Fonte: https://www.google.com.br/amp/s/www.eurodicas.com.br/medico-em-portugal/amp/

COMO AJUDAR UM AMIGO EM LUTO?

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“A saudade eterniza a presença de quem se foi. Com o tempo esta dor se aquieta, se transforma em silêncio que espera, pelos braços da vida um dia reencontrar”. Padre Fabio de Melo.

Não só de alegrias vive o homem. A vida é como uma montanha russa com altos e baixos, avanços e percalços. A medida que envelhecemos é sabedoria, encarar de forma realista e corajosa as fases mais complicadas, vivendo-as e permitindo que as melhores se aproximem.

Refletindo sobre isso neste momento que aconteceu a morte repentina de um muito querido Sr. Nonno, um senhor de 92 anos, a qual tive a benção de conviver durante muitos anos com ele e sua família, percebo o quão delicado e doloroso é este momento. Deixou a viúva de 90 anos, filho e netos. Uma vida maravilhosa cheia de lutas, desafios e superações… Uma grande lição de vida, que me trará inspiração por toda a minha vida. Minhas lembranças,  guardarei eternamente… com suas histórias queridas que serão sempre lembradas.

Hoje proponho pensar sobre como podemos ajudar um amigo em luto. Podemos apenas dizer “meus sentimentos” e tocar nossa vida… ou podemos parar e cuidar melhor de uma situação assim. Convido você a vir comigo:

Pessoas que vivem estas dificuldades nesse momento dizem (Fátima Maria Campelo) que A dor da perda é uma dor sem nome. A dor da perda é uma dor inimaginável para quem não a está vivendo. Dai vem a pergunta – se não consigo saber a dimensão dessa tristeza como posso ajudar um amigo ou familiar que esteja passando por isso?

Compreender, colocar-se no lugar do outro e apoiar – responderiam alguns. É simples, mas não é fácil. É complicado suportar a própria dor de ver alguém que amamos em sofrimento. Nosso ímpeto é sugerir caminhos que possam abreviar esse processo, que ajudem a pessoa na superação do luto. Mas aprendi que cada um tem seu próprio tempo.

Estar diante da dor do outro as vezes paralisa ou provoca reações nem sempre bem-vindas. Quem já não se sentiu constrangido e sem saber o que dizer e o que fazer diante da tristeza de alguém querido?

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Tem um vídeo que aborda este assunto de um jeito simples, mas que traz umas dicas bem interessantes que vale a pena pensarmos:

Cuidados que devemos ter em mente para ajudar um amigo em luto:  

  • A elaboração do luto não tem um limite de tempo – algumas pessoas nunca se recuperam totalmente da perda de um ente querido. Aprendem a conviver com isso. Então, não a apresse.
  • O melhor que tem a fazer é se aproximar dele ou dela. Estenda sua mão.
  • Admita que você não sabe o que dizer nem o que fazer, mas que você está disponível e presente para ela.
  • Faça perguntas do tipo: Quer conversar sobre o assunto? Caso a resposta seja negativa, silencie.
  • Ouça a pessoa e pergunte sobre o que ela quer fazer: Como você está, o que quer fazer?
  • Se um amigo em luto não tem aparecido muito, apesar de ser compreensível, pode ser preocupante. As vezes a pessoa pode não estar pronta para socializar, mas importante sentir que é querida. Convide-a para um café ou um evento, dizendo –  eu compreendo a situação que você está passando, mas quero que saiba que ficaria muito feliz com sua presença.
  • Se ela morar próximo você pode levar comida, se oferecer para passear com os cachorros. Cuidar da vida prática e do corpo físico, sem tentar consertar o luto.
  • É preciso encarar o luto de uma forma mais realista. Acompanhe seu amigo em luto. Diga: Está tudo bem que você não está bem.
  • Dê escolhas. Lembre-se que muitas delas podem ter sido tiradas com a morte da outro.

O luto assusta e tentamos muitas vezes apagar a dor ao invés de apoiar a pessoa. É natural ficarmos meio atrapalhados e dizer coisas que não deveriam ser ditas, mas é possível avaliar o que estamos dizendo.

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Situações que devem ser evitadas ao lidar com alguém em luto:

  • Não tente consertar, luto não é doença que se cura. Tratar luto como uma doença pode soar como uma desconsideração ao que o outro está sentindo.
  • Frases como: Pelo menos ele morreu fazendo aquilo que ele gostava devem ser evitadas. Ditados populares ou frases prontas, por mais bem-intencionadas não ajudam e nem diminuem a dor. Você pode não perceber, mas dizer algo como isso é como se estivesse fazendo vista grossa para a dor daquele momento e propor para pessoa se conformar e se curar. Como se batesse palma e dissesse – a dor se foi.
  • Não acelerar pela melhora. Esse é um aspecto importante. Permita que o outro viva seu momento.
  • Coisas do tipo: você deveria mudar de casa devem ser evitadas. Evite sugerir o que você acha que ela deva fazer.
  • Não a repreenda por seu sofrimento. Não julgue.

 

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Como agir quando alguém próximo está morrendo:

Tente compreender o que a pessoa gostaria naquele momento. Se ela quer que você repita para que continue lutando, faça-o. Mas evite dizer isso quando sentir que a pessoa quer apenas sua companhia. Seja sua companhia.

Você não precisa dizer tudo. O objetivo é devolver o controle para essa pessoa e estar disposta a ficar do lado dela no momento que pode ser um período aterrorizante em sua vida.

Pergunte-se: O que você gostaria de fazer nesse momento?

Precisamos simplesmente ter a fortaleza e humildade de acompanhar alguém em sua dor na forma que for melhor para ela.
Lembre-se que você também vai passar por luto e que as pessoas próximas a você também vão passar por isso.

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“A morte é a única certeza que temos. É condição natural de estar vivo. Precisamos aprender uma forma mais realista de lidar com tudo isso”. Eclesiastes

1.       Envie-lhes presentes para que eles saibam que você está pensando sobre eles.

2.       Mantenha contato com seus amigos próximos e membros da família para ver como eles estão fazendo.

3.       Falar sobre a perda abertamente com eles.

4.       Não fale em clichês.

5.       Incentive os amigos mútuos que estão mais perto por ajudar.

6.       Diga-lhes que você os ama – muito

Este filme me remete a este momento. Assistam:

Extraído do Canal FitrihadiTV, todos os direitos reservas a FitrihadiTV, Video: Changing Batteries – The Saddest Story 3D Animation

Fonte: Dicas extraídas do vídeo: HELPING A FRIEND THROUGH GRIEF (https://www.youtube.com/watch?v=lGbI7zn2UV0 ) / Foto de Capa:  zviko – Pixabay

http://viverdepoisdos50.com/2018/03/como-ajudar-um-amigo-em-luto/

SOU FEITA DE RETALHOS… DE PEDACINHOS…

Foto Colcha de Retalhos bia

“…prefiro ser a colcha de retalhos! Colorida, remendada, uma parte velha, outra parte nova… uma grande mistura.” Isabella Marques 

Assim como a autora desta cronica Cris Pizziment, penso que eu também sou uma “colcha de retalho”. Representa sim todas as minhas facetas, minhas múltiplas personalidades e minha resistência. Porque já rasguei muitas vezes os pedacinhos… mas voltei a juntar tudo outra vez, com uma linha bem forte.

Assim como na vida, em meu trabalho ela representava algo maior ainda… era a união de tudo… de uma equipe inteira, como um fechamento.  Em cada lugar onde trabalhei nos últimos 15 anos, construía sempre uma “colcha de retalhos” ao final do nosso Projeto quando era concluído. Era realizado junto com todos da minha equipe… e sempre estávamos prontos a acrescentar algo. Alguns eram mais empenhados outros nem tanto, mas sempre participavam e acabavam se envolvendo a medida que viam a colcha sendo construída. Lentamente… Dia a dia transformava-se em algo maior e tão colorido como a vida! Sempre me deixava realizada.

Que sejamos cada vez mais uma junção de retalhos e que saibamos escolher quais deles farão parte de nós. Leia:

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“Sou feita de retalhos. Pedacinhos coloridos de cada vida que passa pela minha e que vou costurando na alma. Nem sempre bonitos, nem sempre felizes, mas me acrescentam e me fazem ser quem eu sou.

Em cada encontro, em cada contato, vou ficando maior… Em cada retalho, uma vida, uma lição, um carinho, uma saudade… Que me tornam mais pessoa, mais humana, mais completa.

E penso que é assim mesmo que a vida se faz: de pedaços de outras gentes que vão se tornando parte da gente também. E a melhor parte é que nunca estaremos prontos, finalizados… Haverá sempre um retalho novo para adicionar à alma.

Portanto, obrigada a cada um de vocês, que fazem parte da minha vida e que me permitem engrandecer minha história com os retalhos deixados em mim. Que eu também possa deixar pedacinhos de mim pelos caminhos e que eles possam ser parte das suas histórias.

E que assim, de retalho em retalho, possamos nos tornar, um dia, um imenso bordado de ‘nós’”.

Gostaram?

NOSSAS ESCOLHAS! SÃO ELAS QUE NOS LIBERTAM… SÃO ELAS QUE NOS APRISIONAM…

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“Você é livre para fazer suas escolhas, mas é prisioneiro das consequências.” Pablo Nereda

Adorei esta crônica de Cleonio Dourado. Sim… Somos donos de nossas escolhas, responsáveis por nossas decisões, únicos donos de nossa vida. Somos nós quem escolhemos o (ao)  lado de quem ficar, as consequências que teremos que carregar, os fatos que teremos que julgar, as pessoas que ficarão conosco: Quais? Aquelas que nos levarão ao céu ou aquelas que nos carregarão para baixo, pois somos quem abre a porta, somos quem as deixa entrar.

Cada atitude de hoje, refletirá no amanhã. Conscientes ou não, a nossa história é um filme e o final não depende do começo, é nesse intervalo que escrevemos os momentos mais importantes. Se afastar de alguns, aproximar-se de outros, escolher em quem e no que acreditar é um fardo seu. Decidir se vai varrer o lixo pra debaixo do tapete ou fingir acreditar nas suas próprias dúvidas é um peso que terá que suportar.
O arrependimento sincero alivia, perdoa, tira a mácula, tira o peso. Mas acredite, não há espaço para o bem e o mal no mesmo bolso. A escolha é sua sobre o que carregar. Não há muitas chances, saiba usar cada uma, nem sempre haverá reparos e muita coisa não terá conserto de maneira alguma.

Algumas decisões serão pra sempre, algumas vão doer à vida toda, vão deixar cicatrizes, serão inesquecíveis e inexplicáveis, mas tenha consciência de que serão somente suas. Seja amigo do tempo. Pare, pense, reflita, se permita mudar, traçar outros caminhos, escrever outros destinos, reescrever outras histórias, se reeducar, aprender.

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O tempo é o melhor dos juízes: Revela às aparências, descobre as mentiras, expõe o caráter. Algumas verdades são evidentes por si mesmas. Seu coração é o advogado de defesa, lhe dá o livre arbítrio para que você mesmo decida seus atos e te permite o arrependimento e o perdão a qualquer tempo. Sua consciência, o advogado de acusação, ouça-a sempre que tiver dúvidas. Seremos julgados um dia, tenha certeza disto. Somos imperfeitos, pecadores, erramos aos montes, mas temos também a capacidade de dar a volta por cima, pedir perdão, buscar o acerto e admitir os erros. O melhor a fazer e tentar fazer tudo o mais bem feito possível, não temos que ser bons, temos que tentar sermos melhores a cada dia, temos que tomar as melhores decisões, as melhores escolhas, escolher sempre por onde andar, aonde ir e onde voltar. Nossas escolhas são como tatuagens permanentes em nossa alma, ainda que ninguém as veja, nós sabemos que elas estão lá e sentimos a dor de cada corte que foi necessária para fazê-las. Com o tempo a gente aprende que somos donos de nossa liberdade, mas eternos prisioneiros de como usamos ela.

Fonte: http://www.asomadetodosafetos.com/2017/12/nossas-escolhas-sao-elas-que-nos-libertam-sao-elas-que-nos-aprisionam.html

A MULHER QUE EXISTE EM MIM… O DOM DE ARDER!

“A mulher é uma incógnita… Um monumento à dúvida.” Mario Nhardes

Fogueira

Mais uma crônica de Déa Januzzi que eu adoro. Esta é a mulher que existe em mim… que arde, incendeia, para clarear o próprio caminho… assim, assim… Espero que apreciem. Leia:

A mulher que existe em mim está dormindo. Um sono tão profundo que nem príncipe encantado pode acordar. Nem Maria nem Madalena nem Verônica nem Amélia. A mulher que existe em mim não consegue lavar, passar, cozinhar, arrumar, sofrer em silêncio diante do calvário de um filho. Nem enxugar o suor que escorre da via-crúcis de todo dia. Nem quer ser a mulher de verdade. Nem a que se arrepende do que fez. A que expia os seus pecados.

A mulher que existe em mim viajou – e de algum lugar do passado escreve cartas de alforria para as escravas da paixão. Desse lugar bem distante, a mulher que existe em mim manda recados urgentes, pede socorro. Grita, esperneia, mesmo em silêncio, emudecida.

A mulher que existe em mim evaporou, e as gotas ficaram condensadas no ar dessa opressão. Você ainda sente o perfume dessa mulher que, em noites de Lua cheia, exala na esquina da sua casa?

A mulher que existe em mim não tem nada a ver com Cleópatra, a rainha do Egito, que se banha em leite de cabra com pétalas de rosas e almíscar, que desenha os olhos com lápis crayon para chegar perto de sua nobreza. Nem com as gueixas, que se preparam, se enfeitam, se vestem, para agradar o outro.

A mulher que existe em mim está engessada. Ela não sabe mais dançar. Não tem mais ritmo próprio, se esqueceu dos passos, da ginga, das curvas, da festa que existia em seu corpo. A mulher que existe em mim está presa a uma tala de gesso. Não pode virar para um lado nem para o outro. Esqueceu os acordes da alma.

A mulher que existe em mim virou fantasma de uma outra que gostava de rir e de brincar, de celebrar a vida. Vive em sobressalto, em pesadelo constante. A mulher que existe em mim não sabe bordar nem costurar nem tricotar, muito menos fiar, pois sempre fere o dedo na roca. Não tem tranças para jogar lá de cima do castelo onde está presa. Essa mulher cansada está enroscada nos fios que ela mesma produziu.

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A mulher que existe em mim foi passear e não voltou para mostrar que ainda é tempo de semear a sensibilidade, de conversar em calma, de confessar coisas boas, de compreender e de germinar. Mas a mulher que existe em mim vive em transe, por amar demais, sem medidas, sem pouso, sem sossego. De vez em quando, ela precisa ficar internada no hospício da própria loucura, pois a mulher que existe em mim não é lúcida, muito menos comportada. Nem pode ser colocada numa camisa de força. Nem em redoma de vidro.

A mulher que existe em mim não se quebra, nem se dissolve.
A mulher que existe em mim arde como flor de papoula que abriga o ópio dentro de sua beleza rubra e estarrecedora. Ela não mostra o afeto que possui para não gastar. Ela não ama em dobro para não desgastar, porque amor demais esgota.

A mulher que existe em mim desapareceu, se exilou em outras paisagens, no cair da tarde, entre nesgas douradas do crepúsculo. Às vezes, ela é a poeta que se descobriu já no entardecer da vida. Outras vezes precisa de colo, como uma menina.

A mulher que existe em mim briga o tempo inteiro consigo mesma, como se estivesse enjaulada num papel que não é o seu. Ela dorme um sono letárgico, entorpecedor, analgésico, ansiolítico – e acorda tonta, desmesurada.
A mulher que existe em mim, um dia, amanhece sem susto, renovada. Desperta sem cansaço, refeita, em paz, sem modelos para copiar, sem culpa, sem medo, sem gesso, sem molde, sem fôrma de bolo.

A mulher que existe em mim agora arde, incendeia, para clarear o próprio caminho. A mulher que existe em mim acordou, espreguiçou, sem beijo de príncipe encantado. Sem varinha de condão, sem nenhuma mágica, a mulher que existe em mim derrubou as paredes do tédio, arrebentou as grades da mesmice. Revirou-se pelo avesso, se contorceu, até encontrar o seu cerne.

A mulher que sou, não quer mais ser forte nem sofredora nem amarga nem estar em dívida consigo mesma. Muito menos carrasca de si própria. A mulher que existe em mim não é algoz, mas tem olhos profundos para decifrar o mundo.

Esta crônica da jornalista e escritora Déa Januzzi, foi publicada originalmente no Estado de Minas.

COMO SE PREPARAR BEM PARA PERCORRER O CAMINHO DE SANTIAGO.

“Foi um dos únicos momentos da minha vida que conheci o que deve ser “felicidade plena” (milagre do Caminho de Santiago).

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Esta aí um sonho que vou me preparar muito para realizar. Tenho três irmãos que estão me convencendo a fazermos isso juntos. Confesso que adoro a ideia, mas tenho receio pois estou despreparada fisicamente. Se você como eu, quer percorrer algum dia o Caminho de Santiago de Compostela, (pelo norte da Espanha), surge então a oportunidade de você planejar a sua jornada, nos mínimos detalhes, com toda segurança.

Daniel Agrela, autor do principal guia do Caminho de Santiago em português sempre dá oficinas em São Paulo (entre no site para mais informações). Vale a pena conhecer. Sim já me animei. Leia os detalhes abaixo:

Inscrições abertas!

Em primeira mão, saiba todos os detalhes da Oficina para Formação de Peregrinos. Tem curso presencial de três dias, informe-se abaixo, sobre as datas disponíveis em São Paulo. São apenas 15 vagas por turma.
Buen camino! Clique no site para mais informações!www.oficinaparaperegrinos.com/

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Bom então vou começar este curso em 2018 para me preparar para o Caminho de Santiago de Compostela e me tornar uma Peregrina. Minha intenção é fazer via Portugal.

O Caminho Português de Santiago, faz uso de trajetos antigos que cruzam bosques, campos agrícolas, aldeias, vilas e cidades históricas assim como, cursos de água através de pontes, algumas deixadas pela ocupação romana. O Caminho é ainda marcado por capelas, igrejas, conventos, alminhas e cruzeiros, nos quais não falta a imagem do Apóstolo Santiago. Me encanta e inspira só de imaginar, deve ser pura emoção.

Penso que por ali deve passar multidões de gente anônima, caminheiros, viajantes, mercadores, feirantes e romeiros, mas também, reis, nobres e clero… e aposentados aventureiros, assim como eu. Contudo, o Caminho deve ser também uma oportunidade de descobrir a hospitalidade das gentes do Norte de Portugal e da Galiza…além de ter contato com o seu vasto patrimônio arquitetônico, das suas seculares tradições culturais e da sua riquíssima gastronomia… tudo de grande valor histórico. Adoro Portugal!

Estou planejando com meus irmãos uma viagem de 8 á 10 noites… sem muita pressa. Gostaria de iniciar pela vila medieval Ponte de Lima… Distância Total do percurso será de 154 km. (Pretendo caminhar de 10 á 15 km por dia… mas vamos ver o que me espera rsrsrs.).

E você se animou? Só quero ver quando meus irmãos descobrirem que começo a planejar e me preparar para esta caminhada.

Boa viagem.

9 ARTIFÍCIOS QUE TORNAM O SEXO POSSÍVEL E MAIS GOSTOSO NA 3ª IDADE…

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“Amor é prosa, sexo é poesia.” Arnaldo Jabor

Volta e meia eu falo aqui da importância… e do quão saudável é a atividade sexual na terceira idade. E como estamos vivendo mais, as pessoas estão se relacionando sexualmente até mais velhas e buscando os melhores caminhos. Para estas pessoas, estou postando este artigo de Heloísa Noronha, do Uol, com dicas para tornar tudo mais fácil e mais relaxado, quando se pensa no encontro entre duas pessoas mais velhas na cama. São bem pertinentes. Leiam:

Embora seja cercado de mitos e preconceitos, o sexo na terceira idade é possível, sim! E mais: pode trazer vários benefícios à saúde dos envolvidos, como maior resistência ao estresse e à dor, estímulos circulatórios e ainda manter a autoestima em alta. Na maioria das vezes envolve mudança e limitações, mas nem por isso deixa de ser prazeroso. Para aproveitar a experiência ao máximo, veja alguma táticas sugeridas por especialistas no assunto:

Aceitação das limitações
Não se trata apenas de disposição e vigor físico. Por mais que as pessoas tenham desenvolvido hábitos saudáveis ao longo da vida, o envelhecimento provoca mudanças no organismo que impedem praticar os mesmos malabarismos e ter o mesmo fôlego da juventude. Alguns medicamentos, inclusive, acabam afetando a ereção, a lubrificação feminina e a libido. Com os cuidados adequados, porém, nenhum idoso é privado de ter uma vida sexual prazerosa – e aqui cabe lembrar que sexo não é só penetração e orgasmo, certo?

Nada de comparações com o passado
Livrar-se da pressão de ter a mesma performance da juventude pode ser libertador, porque trata-se de uma competição inútil e injusta. Há uma queda hormonal natural para homens e mulheres, o que influencia também no desempenho. É preciso aceitar e se adaptar à sua condição atual, inclusive no que diz respeito à imagem corporal, que pode e deve ser positiva. O que importa é que a transa seja gostosa e dentro dos limites de cada pessoa.

Preliminares mais longas
Elas são necessárias porque o homem leva mais tempo para atingir uma ereção satisfatória, assim como a mulher precisa estar bem excitada para obter um grau de lubrificação adequado para a penetração, o que influencia também no desempenho. Lubrificantes são bem vindo aqui… É preciso aceitar e se adaptar à sua condição atual, inclusive no que diz respeito à imagem corporal, que pode e deve ser positiva. O que importa é que a transa seja gostosa e dentro dos limites de cada pessoa.

Proteção, sempre 
Estudos recentes apontam que a incidência de DSTs (doenças sexualmente transmissíveis) como Aids, clamídia, gonorreia e sífilis vem aumentando nos últimos anos, principalmente em pessoas acima dos 50 anos de idade. Preservativos, nunca é demais destacar, não servem apenas para evitar uma gravidez indesejada. Embora muitos homens idosos não tenham sido acostumados a adotar a camisinha nas relações, é importante avaliar a importância e a necessidade de inserir esse hábito no cotidiano.

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A magia de ir construindo uma intimidade.

Lubrificação com Recursos

Para as mulheres, as alterações hormonais tornam a mucosa vaginal mais delicada e menos resistente, além de haver diminuição na lubrificação natural. Isso significa que o atrito provocado pela penetração causa incômodo, dor e até até ferimentos. Como nem sempre esse quadro é tratado, muitas idosas acabam abandonando a prática sexual por desconforto, o que é encarado pelos parceiros como desinteresse. Uma conversa franca com o médico pode levar a soluções  que tornam a transa mais agradável: reposição hormonal, uso de lubrificante em gel e até mesmo a aplicação intravaginal de hormônios podem combater a secura da região. É bom, ainda, checar se a queda dos níveis de estrogênio não vêm causando infecções urinárias, cujos sintomas nem sempre são percebidos.

Optar por uma posição confortável

É preciso encarar o sexo como uma atividade física e, portanto, o limite de cada um deve ser respeitado. Problemas ortopédicos podem limitar algumas posições, mas, via de regra, a tradição do “papai e mamãe” costuma ser a preferida nessa faixa etária pelo conforto e segurança que proporciona.

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Conversar

Em se tratando de pares juntos há muito tempo, um dos principais entraves relacionados à sexualidade é o receio de experimentar coisas novas e a resistência em abandonar velhos hábitos. Já casais recentes de idosos têm o desafio de construir a intimidade, mas fatores como crenças religiosas, pensamentos conservadores ou costumes obtidos em relacionamentos anteriores podem dificultar o processo. A saída, em ambos os casos, é conversar abertamente sobre o assunto. Nunca é tarde para abrir a mente, adotar novos costumes, aprender e, principalmente, usufruir as delícias do sexo.

Tentar outra vez

Entender o porquê de não ter dado certo e também o benefício para a saúde da relação sexual podem ser os maiores estímulos a novas tentativas.

O orgasmo muda

Como em qualquer idade, o orgasmo é fruto de um relacionamento prazeroso e, provavelmente, excitante. Nessa faixa etária é comum o homem ou a mulher demorarem mais para atingir o orgasmo e, no caso masculino, ele pode ocorrer sem ejaculação. Os benefícios são mais psicológicos do que físicos, o que em hipótese alguma significa que gozar na terceira idade vai ser ruim.

FONTES: Alex Meller, urologista da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo); Cristina Carneiro,  ginecologista e obstetra de São Paulo (SP); Marcelo Levites, coordenador do Centro de Longevidade do Hospital 9 de Julho, em São Paulo (SP); Marilene Kehdi, psicóloga especializada em geriatria e gerontologia, de São Paulo (SP) e Paulo Camiz, docente da FMUSP (Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo) e geriatra do Hospital Israelita Albert Einstein e do Hospital Sírio Libanês, ambos em São Paulo (SP)… – Clique aqui  .

COMO VALIDAR O SEU DIPLOMA EM PORTUGAL: UM GUIA COMPLETO!

Faculdade Porto

“Para realizar grandes conquistas, devemos não apenas agir, mas também sonhar; não apenas planejar, mas também acreditar.” Anatole France.

Uma dúvida muito comum quando se quer estudar ou trabalhar em Portugal é se há a necessidade de validar diploma em Portugal. Primeiro, é interessante saber que esse procedimento pode ser mais conhecido no país pelos termos Reconhecimento, Equivalência ou Registo, tendo cada um deles uma finalidade diferente. Presta atenção nas dicas que a Cibele Dias nos dá sobre como revalidar seu diploma em Portugal.

Estudar fora do Brasil parece ser meio complicado quando não sabemos muitas informações. Quando vamos estudar fora do país, precisamos ter em dia nossos documentos escolares. Desde autenticações e apostilamentos até a tão famosa Equivalência/Reconhecimento de diploma. Fizemos um guia completo para te ajudar nesse processo.

O que é o Reconhecimento/Equivalência de diploma e existe diferença entre eles?

É o processo de reconhecimento de graus estrangeiros de nível superior que faz uma análise curricular para atribuição do grau desejado. Este processo foi instituído pelo Decreto-Lei n.º 283/83, de 21 de Junho.

A equivalência é um processo através do qual a qualificação acadêmica estrangeira é comparada a uma qualificação portuguesa, relativamente ao nível (Licenciado, Mestre ou Doutor), à duração e ao conteúdo programático, sendo também fixada a área científica da equivalência concedida, ou seja, é preciso avaliar o seu diploma, histórico escolar e ementa de cada disciplina cursada.

No caso do reconhecimento, a qualificação acadêmica estrangeira é comparada a uma qualificação portuguesa apenas ao nível.

Como faço o processo de Reconhecimento/Equivalência?

Para fazer o Reconhecimento/Equivalência você precisa entrar em contato com qualquer instituição de ensino superior e buscar informações sobre procedimentos, valores e outros. Dá uma olhada no post  conhecendo as universidades públicas portuguesas, nele você encontra algumas instituições que podem fazer este processo. É preciso encontrar um curso que tenha sua ementa o mais próximo possível da sua formação no Brasil. Vale lembrar que, aqui em Portugal, não existe a diferença entre Licenciatura e Bacharelado. Todos os cursos são Licenciaturas – e nem por isso te habilitam à sala de aula. Aqui no site do DGES você encontra as informações complementares para seguir o processo. Este processo também é o que deve ser feito caso você queira exercer sua profissão neste país.

Quanto custa e quanto tempo demora?

Como quem faz este processo são as universidades públicas, cada universidade atribui um custo e o tempo. Se tiver alguma dúvida sobre quais universidades são públicas, basta clicar aqui e pesquisar pela universidade. Não podemos definir um valor específico, pois ele varia de instituição para instituição. O que podemos dizer é que a média fica entre os 450€ e o tempo é de 4 a 5 meses de avaliação do processo. Podendo ou não ser aprovado. Na maioria das instituições, é cobrado 30% do valor na solicitação do processo e os outros 70% na retirada do documento.

Para nós, brasileiros o processo de Reconhecimento/Equivalência, só é permitido para os diplomas de graduação. No caso de necessidade de registro oficial em Portugal do diploma de mestrado ou doutorado, o processo que deve ser feito é o processo de Registro.

O que é o Registro de diploma?

Também é uma modalidade de reconhecimento de graus estrangeiros, porém como se trata de diplomas de especializações o processo é diferente e leva menos tempo que o processo de Reconhecimento/Equivalência. Nem todos os países podem fazer o registro em Portugal. O processo de registro esta instituído pelo Decreto-Lei n.º 341/2007, de 12 de Outubro e a lista de graus acadêmicos que podem passar pelo processo e seus respectivos países, está disponível aqui.

 Como faço o processo de Registro?

Para doutorado a solicitação deverá ser feita em uma universidade pública portuguesa ou na Direção-Geral do Ensino Superior (DGES). Para as licenciaturas e mestrados pode-se solicitar em universidades públicas portuguesas, no Instituto Politécnico público português e na Direção-Geral do Ensino Superior (DGES). Aqui no site do DGES você encontra os documentos necessários para realizar o pedido de registro.

Quanto custa e quanto tempo demora?

O valor para o registro fica entre 26€ e 28€ e o prazo é de no máximo 3 meses.

Ok, já sei como fazer o processo de Reconhecimento/Equivalência e o processo de registro.

Mas e a tal conversão de classificação de notas, o que é isso? Eu preciso fazer?

Passa por esta etapa quem fez o processo de Registro de diplomas ou Reconhecimento profissional. Essa conversão atribuirá o seu histórico a classificação portuguesa de notas que é de 0 a 20.

A atual legislação obriga a passar por este processo de conversão os diplomas que tem origem dos EUA, Espanha, Itália, Malta, Reino Unido, Países que tem uma classificação em uma escala de 0 a 10 e países que tem uma escala de 0 a 6. No Brasil, alguns programas atribuem a escala da A a F e nesses casos, cada programa define quais valores estão atribuídos a cada letra. Por exemplo, A pode ser de 10 a 9, neste caso você também precisa passar por este processo.

O site do DGES te indica qual o procedimento deve ser feito para a solicitação desta conversão para a escala portuguesa de valores.

Então, se você tem interesse em validar o seu diploma em Portugal porque precisa trabalhar, sua instituição de ensino solicitou ou mesmo precisa concorrer a uma bolsa de estudos portuguesa, este é o processo que deverá ser feito.

Se você ainda tem alguma dúvida ou quer buscar mais informações, entre em contato diretamente com o DGES (atendimento telefônico para a área de registros/reconhecimento somente às 2ª, 4ª e 6ª feiras das 9h30 – 12h30 no telefone +351 213 126 000).

Fonte: http://maracujaroxo.com/2017/01/29/como-reconhecer-o-seu-diploma-em-portugal-um-guia-completo/