Muitas pessoas pensam que a solidão é sombria, difícil e geralmente insuportável
Embora pensar assim, seja muito pior do que qualquer solidão!
A solidão pode ser maravilhosa. Pode ser apenas “solitude”, uma maneira de estar comigo mesma! Cara a cara. Dá liberdade e independência incomparáveis. Ele permite que você realmente relaxe e se recupere.
Além disso, a solidão pode ensinar muito. Aqui estão 4 lições valiosas:
1. Independência Real
Quase sempre me considerei uma pessoa independente, mas foi somente na ausência de um parceiro (a algum tempos atras) que aprendi a ser verdadeiramente autônomo(a). Cresci muito e me fortaleci, mais do que, como eu era antes. Me tornei uma mulher muito mais forte e resiliente.
No início, ir ao cinema, a um restaurante, à praia ou passear sozinho(a) parecia estranho. No entanto, com o tempo, comecei a valorizar a minha independência. Escolhia os lugares que eu queria ir, quando e a que horas ir, sem medo. E gostei!
A capacidade de fazer o que quiser, quando quiser, escolher…proporciona uma verdadeira sensação de liberdade e autonomia, algo que não é facilmente alcançado em um relacionamento.
Aprendia a desfrutar e valorizar o tempo que passo sozinho(a) comigo mesmo(a) e cresci muito como pessoa.
2. Autoconsciência
Aprendia a cada dia, já mais segura e mais tranquila. A solidão, ou solitude como gosto de chamar, me proporcionou uma oportunidade de entender a minha verdadeira personalidade, com que tipo de pessoas desejava me relacionar, qual estilo de vida queria levar e as áreas em que precisava melhorar. E ainda tenho muita coisa para aprender.
Por exemplo, quando cometia um erro, não havia ninguém para me convencer de que “não era grande coisa”. Precisava sozinha reconhecer meus equívocos, aprender com eles e descobrir como me aprimorar para evitar repeti-los. Isto é magnífico e libertador!
Em relação a amizades, tenho que avaliar de forma independente os novos conhecidos e decidir se desejo que eles façam parte da minha vida, sejam meus amigos ou não. São escolhas!!!
Enquanto estive num relacionamento, sempre tive a ajuda ou palpite do meu parceiro. E no período que fiquei sozinha (antes do novo parceiro) tinha que confiar em mim mesmo para tomar decisões. A solidão me proporcionou um nível de autoconsciência que eu jamais tinha experimentado antes. Afinal antes era protegida pelo pai e em seguida tinha sido protegida por um parceiro. Já mulher mais madura e responsável por mim mesma, fui aprender a crescer como pessoa e fazer minhas próprias escolhas de acordo com o que eu queria pra mim dali pra frente. Inicialmente foi difícil, mas logo superei e tive a realização de descobrir como era bom esta mudança. Foi muito importante e um divisor de águas na minha vida esse momento para mim.
3. Auto-suficiência
Uma lição valiosa que aprendi é a de que não dependia de ninguém para ser feliz. Era eu quem tinha o poder de me alegrar e sei exatamente do que precisava.
Não precisava de uma companhia para desfrutar de um jantar delicioso em um restaurante… ou para viajar, conhecer algum país novo etc. Não necessitava de outra pessoa para validar minhas ações. Isto me dava total liberdade, gostei!
Quando cometia um erro, aprendia com ele, seguia em frente e fazia diferente na próxima vez, em vez de esperar que alguém me “corrigisse ou palpitasse”. Descobri logo que eu posso cuidar de mim mesmo e viver uma vida plena e feliz.
4. Expectativas de Relacionamento
Já ouvi esse ditado: “Se você é feliz sozinho, atrairá alguém semelhante”.
Concordo plenamente. A solidão me proporcionou um autoconhecimento mais profundo e passei a desejar uma convivência melhor. Levou tempo para encontrar alguém que também fosse autossuficiente e não dependesse dos outros. Me tornei mais exigente, mas eletiva e seletiva… sabia muito bem o que queria ou não para mim. Demorou um pouco. E encontrei meu novo parceiro.
Eu já sabia que podia cuidar de mim mesma e depois de algum tempo, sem pressa, reconhecia que necessitava conhecer apenas alguém, que também fosse capaz de ter uma mulher autoconfiante e feliz… Onde a sua companhia fosse me acrescentar, em podermos compartilhar nossas alegrias e dores… com afeto e muito diálogo, boas risadas e poucas lágrimas… onde pudéssemos conviver com harmonia, respeito, amorosidade e muitos aprendizado juntos. Almejei tudo isso. Busquei, e consegui!
Sim, às vezes sentia-me como a pessoa mais solitária do universo. Mas não ficava triste, sei que essa sensação passava. Tudo passa! Mas, na maioria das vezes, sentia-me no topo do mundo, consciente de tudo o que conquistei por conta própria. E depois o que construiríamos juntos, trazia uma paz e uma alegria infinita. Gratidão tenho muito, todos os dias.
Em conclusão resumida, embora muitas pessoas considerem a solidão como algo sombrio e difícil, a verdade é que a “solitude” pode ser maravilhosa. Ela oferece liberdade e independência incomparáveis, permitindo que você relaxe, reflita bastante e se recupere verdadeiramente… Se reinventando todos os dias.
Além disso, a solidão traz consigo valiosas lições. A primeira é a “independência real”, aprendendo a ser verdadeiramente autônomo(a) e apreciando a liberdade de fazer o que quiser, quando quiser. Isso proporciona uma sensação única de liberdade e autonomia. A solidão também promove a “autoconsciência”, permitindo que você compreenda sua verdadeira personalidade, os tipos de relacionamentos que deseja ter e o tanto de parceiros; quais os familiares, assim como os amigos (não tóxicos) mais próximos de mim… Mais fácil perceber as áreas em que precisava melhorar. Percebi que sem a influência direta de alguém, você aprende a reconhecer seus erros, aprender com eles e crescer como pessoa.
Outra lição valiosa é a “auto-suficiência”. A solitude ensina que a felicidade não depende de outras pessoas e que você tem o poder de se alegrar e cuidar de si mesmo. Não é necessário buscar validação externa, pois você reconhece que pode viver uma vida plena e feliz por conta própria.
Por fim, a solidão ajusta suas expectativas em relação aos relacionamentos. Qualquer um deles: do parceiro, familiar os nas amizades. Você percebe que, ao estar feliz sozinho(a), atrairá pessoas semelhantes, que também são autossuficientes. Não se busca mais alguém para te completar, mas sim alguém que seja capaz de cuidar de si mesmo e compartilhar uma vida plena e feliz. E encontra.
Embora a solidão possa às vezes trazer sentimentos de solidão, na maioria das vezes, ela nos eleva, nos tornando conscientes das conquistas que alcançamos por conta própria. A solidão é uma grande oportunidade para crescer, fortalecer-se e descobrir a verdadeira essência de quem somos.
“A impressão que eu tenho é de não ter envelhecido, embora eu esteja instalada na velhice. O tempo é irrealizável. Provisoriamente, o tempo parou para mim. Provisoriamente. Mas eu não ignoro as ameaças que o futuro encerra, como também não ignoro que é o meu passado que define a minha abertura para o futuro. O meu passado é a referência que me projeta e que eu devo ultrapassar. Portanto, ao meu passado eu devo o meu saber e a minha ignorância, as minhas necessidades, as minhas relações, a minha cultura e o meu corpo. Que espaço o meu passado deixa para a minha liberdade hoje? Não sou escrava dele. O que eu sempre quis foi comunicar da maneira mais direta o sabor da minha vida. Unicamente, o sabor da minha vida. Acho que eu consegui fazê-lo. Vivi num mundo de homens guardando em mim o melhor da minha feminilidade. Não desejei nem desejo nada mais do que viver sem tempos mortos.”
Acompanho o site da Eurodicas a muito tempo, desde que comecei a querer morar em Portugal, depois da nossa aposentadoria. Ás adaptação são muitas com a mudança de País. E este artigo traz algumas reflexões importantes. Quer saber mais? Leiam:
O processo de adaptação de um imigrante a um novo país tem inúmeras camadas, é um processo longo e intenso, que envolve não apenas mudanças internas e emocionais, mas também os aspectos externos e ambientais, como a adaptação ao clima e ao fuso horário.
Esses elementos têm um papel fundamental nos desafios enfrentados diariamente pelos imigrantes e na maneira como percebem o tempo e o espaço em sua rotina. Compreender a complexidade desse processo de adaptação é essencial para o planejamento eficaz da mudança, considerando que o nosso ambiente pode impactar diretamente a saúde mental.
Efeitos do clima na saúde mental
As variações climáticas podem ter um impacto significativo na vida dos imigrantes, especialmente no que diz respeito à saúde mental e física. Lidar com mudanças drásticas dessas condições, como temperaturas extremas, umidade variada, ou estações do ano distintas, pode gerar desconfortos diários que dificultam a adaptação do imigrante.
É frequente que o nosso corpo reaja às mudanças no ambiente e assim, podendo aumentar a ocorrência de sintomas como gripes ou dificuldades respiratórias. Inicialmente, esses sintomas podem parecer insignificantes, mas ao longo do tempo, podem deixar o imigrante mais cansado, irritado e com a imunidade mais baixa.
Antes de estabelecer uma rotina, o imigrante precisa enfrentar diversas burocracias, e, portanto, lidar com sintomas físicos e mentais pode dificultar ainda mais esse período que demanda bastante energia.
O inverno pode impactar na saúde mental
A saúde mental também pode sofrer impactos, especialmente em regiões com invernos longos e dias mais escuros. Essas condições climáticas podem provocar mudanças de humor e, indiretamente, influenciar nas atividades sociais.
O clima muitas vezes limita o estrangeiro em realizar atividades recreativas, levando-o ao isolamento social e impedindo a participação em atividades cotidianas ao ar livre.
Em casos mais graves, pode ocorrer a depressão sazonal, um tipo de transtorno relacionado às mudanças sazonais durante o ano. Esses sintomas são mais comuns durante os meses de outono e inverno, quando há uma redução na exposição à luz solar.
Acredita-se que a falta de exposição à luz do sol tenha um papel crucial no desenvolvimento da depressão sazonal. Isso porque a falta da luz natural pode causar um desequilíbrio na produção da serotonina e melatonina, substâncias fundamentais para regular o humor e o sono.
Os principais sintomas desse transtorno são:
• Sentimentos persistentes de tristeza;
• Perda de interesse ou prazer e atividades que costumavam ser agradáveis;
• Baixa energia ou fadiga;
• Alterações no sono;
• Alterações no apetite;
• Dificuldades em se concentrar em tarefas ou tomar decisões;
• Pensamentos negativos sobre si e sobre o futuro;
• Sentimentos de desesperança e desamparo.
Como se adaptar às condições climáticas?
A adaptação às mudanças climáticas pode ser um desafio adicional para os imigrantes, mas existem estratégias que podem facilitar esse processo. Conheça algumas:
Informação e conscientização climática
Antes de mudar para outro país é crucial obter informações detalhadas sobre o clima local. Isso permite uma preparação mais eficiente para a transição, sendo útil também ficar atento às variações de temperatura e estações ao longo do ano durante a rotina no novo ambiente.
Rede de apoio
Buscar ajuda de familiares e de outros estrangeiros na mesma comunidade oferece a oportunidade de compartilhar experiências, conselhos e estratégias de adaptação. Isso promove um senso de pertencimento para o imigrante e estimula sua vida social, ao se envolver em atividades novas e fora de casa.
Acesso a recursos
Para um imigrante recém-chegado, pode ser confuso preparar sua habitação para climas diferentes. Saber como adequar sua moradia ao clima local e as suas necessidades é essencial para viver em condições confortáveis.
Ajuda especializada
Fazer terapia on-line para quem mora fora (ou presencial) vai ajudar a lidar com as questões emocionais. Elas variam individualmente entre os imigrantes, em alguns casos, a busca de um profissional da área da saúde mental pode ser fundamental para compreender sobre suas emoções e identificar fatores que facilitam ou dificultam a adaptação.
Em casos de suspeita de depressão sazonal é aconselhável procurar ajuda terapêutica ou psiquiatra para uma avaliação detalhada e um diagnóstico correto.
O tratamento mais utilizado envolve exposição controlada à luz solar por meio de luzes artificiais. Além disso, o acompanhamento de profissionais da saúde tem o objetivo de verificar a evolução do cliente e a qualidade de vida emocional.
Efeitos do fuso horário a saúde mental
Outro desafio que pode dificultar a adaptação do imigrante é a mudança de fuso horário. A falta de sincronia entre o relógio biológico e o novo ambiente pode resultar na desregulação do sono. A longo prazo, isso pode aumentar o estresse e prejudicar a saúde mental.
Os distúrbios mais comuns incluem insônia, sonolência excessiva, terror noturno, bruxismo, sonambulismo, narcolepsia, apneia do sono, entre outros.
Isso ocorre porque os processos fisiológicos que regulam os padrões de sono podem ser perturbados pela mudança abrupta no fuso horário. Essa desregulação pode impactar o equilíbrio dos hormônios e dos neurotransmissores, contribuindo para o estresse e impactando o humor.
É natural que nos primeiros momentos em um novo país, o estrangeiro tenha mais dificuldade de se adaptar ao fuso horário, e espera-se que essa sensação se ajuste ao longo dos dias. No entanto, para algumas pessoas, isso pode ser extremamente desafiador e trazer consequências para sua rotina, como:
• Fadiga e sonolência durante o dia;
• Dificuldades de concentração devido ao cansaço;
• Maior probabilidade de desenvolver problemas da saúde mental, como ansiedade ou depressão;
• Prejudicar a performance ou desempenho no trabalho;
• Conflitos de relacionamentos devido às variações de humor;
• Irritabilidade e estresse.
Como se adaptar ao fuso horário?
Uma estratégia para enfrentar o estresse da adaptação em um novo país é manter uma conexão sólida com a família no Brasil.
No entanto, devido ao fuso horário, isso pode se tornar um desafio adicional. Portanto, é crucial estabelecer horários regulares para a comunicação ou explorar formas de interação que não exijam que as pessoas estejam online simultaneamente. Essa prática ajuda a manter laços fortes mesmo à distância, e proporcionando apoio emocional da família quando necessário.
Essa abordagem também pode ser utilizada para auxiliar aqueles imigrantes que trabalham no exterior. Nesses casos, encontrar um equilíbrio entre reconhecer os seus limites pessoais e suas obrigações profissionais é fundamental. A comunicação clara sobre as suas necessidades e flexibilidades ajuda a estabelecer uma vida pessoal e profissional saudável e em harmonia.
Tenha paciência com a adaptação
A adaptação a um novo fuso horário é uma questão de tempo, que exige paciência enquanto o corpo se ajusta gradualmente a novos hábitos.
Criar uma rotina consistente, com horários específicos para dormir, acordar, comer e trabalhar, facilita a regulação do relógio biológico. Evitar cochilos prolongados durante o dia e fazer atividades físicas regularmente contribuem para melhorar a qualidade do sono e reduzir o estresse diário.
No processo de adaptação, é fundamental reconhecer que leva tempo para resolver os desafios.
Permita-se tempo para as coisas se ajustarem. Além disso, não deixe de se expor à luz natural sempre que for possível.
Morar fora não é um conto de fadas,
mas estabelecer uma rede de apoio, incluindo amigos, familiares e profissionais da saúde mental, é essencial, especialmente em momentos mais difíceis. Buscar ajuda quando necessário pode fazer toda a diferença no processo de adaptação do imigrante.
PRECISO CORRER do assaltante, dos haters, dos ultraprocessados, do açúcar, do aspartame, do sódio, do caramelo IV, dos operadores de telemarketing, dos agrotóxicos, das sustâncias cancerígenas, da pessoa que tenta me vender assinatura de revistas no aeroporto.
PRECISO PARAR DE CORRER porque meu pai está envelhecendo rápido e todos os dias perco uma chance de tomar com ele uma garapa na feira e falar dos poucos pássaros que ainda vivem na selva de logomarcas em torno de nós.
PRECISO CORRER porque a meta da empresa e o crachá no meu peito e CEO na palestra e o salário na conta e o funcionário mais novo e com mais energia do que eu.
PRECISO PARAR DE CORRER do medo de ficar pobre, de ser uma profissional medíocre, de ser motivo de piada, de não ser lembrada nem nesta data querida.
PRECISO CORRER dos negacionistas, da reascensão do fascismo, dos ataques terroristas, dos ataques nas escolas, da misoginia, da xenofobia, da violência urbana, da truculência policial, dos monarquistas, da nova censura, dos ultraimbecis da extrema estupidez.
PRECISO PARAR DE CORRER mas o meu médico não deixa, o meu chefe não deixa, o meu personal não deixa, o meu gerente do banco não deixa, a desvalorização da moeda não deixa, a urgência climática não deixa.
PRECISO CORRER do cabeleireiro que quer pintar meus fios brancos, da depiladora que quer me deixar com vulva de Barbie, da vitrine que quer que eu use a última moda, da vendedora que quer que eu parcele em dez vezes, do dermatologista que não quer saber de pintas, só de Botox, da amiga que diz que isso só se resolve com lipo.
PRECISO PARAR DE CORRER porque o eclipse lunar, o orgasmo múltiplo, as estradas menos viajadas, a aurora boreal, a vontade de aprender piano.
PRECISO PARAR DE CORRER porque há muito não choro e até para poder chorar é preciso tempo.
PRECISO CORRER porque meus bíceps, meus tríceps, meu açúcar no sangue, minha perda de estrógeno, meus ossos com pouco cálcio, minha perda de memória, minha incapacidade de achar a próxima palavra.
PRECISO PARAR DE CORRER porque o poder do agora, a professora de ioga, o psicanalista, a psiquiatra, a massagista, a aula de meditação, o Feng Shui, o Reiki, o acupunturista, a cromoterapia.
PRECISO CORRER para pagar tudo isso.
PRECISO PARAR DE CORRER porque, enquanto dou likes para centenas de pessoas que nunca vi, minha filha cresce e a menina que foi nunca mais volta.
PRECISO CORRER porque a vizinha piscou de um jeito lascivo para o meu marido no elevador e meus glúteos já não são os mesmos e minha idade já não é a mesma e minha libido já não é a mesma e como tenho medo de envelhecer.
PRECISO PARAR DE CORRER porque te amo e faz tempo que não paro para te olhar direito e te dizer a única coisa que importa ser dita.
PRECISO CORRER porque sou uma mulher contemporânea e todos os dias tomo um expresso duplo para ficar bem acordada e produzir mais, apesar do meu corpo cansado, contra o meu corpo cansado, a despeito do meu coração que palpita.
PRECISO PARAR DE CORRER, do contrário só descansarei quando cair dentro de um caixão de mogno e finalmente poderei esticar as canelas e me corroer por tudo o que tão inutilmente sonhei.
PORQUE HÁ MUITO NÃO CHORO E ATÉ PARA PODER CHORAR É PRECISO TEMPO.
Gostei muito deste texto de Domingos Pellegrini, leiam:
Ele chegou à praça com uma marreta. Endireitou a estaca de uma muda de árvore e firmou batendo com a marreta. Amarrou a muda na estaca e se afastou como para olhar uma obra de arte.
Não resisti a puxar conversa:
O senhor é da prefeitura?
Não, sou da Alice, faz quarenta e dois anos. Minha mulher.
Ah… O senhor quem plantou essa muda?
Não, foi a prefeitura. Uma árvore velha caiu, plantaram essa nova de qualquer jeito, mas eu adubei, botei essa estaca aí. Olha que beleza, já está toda enfolhada. De tardezinha eu venho regar.
Então o senhor gosta de plantas.
De plantas, de bicho, até de gente eu gosto, filho.
Obrigado pela parte que me cabe…
Ele sorriu, tirou um tesourão da cinta e começou a podar um arbusto.
O senhor é aposentado?
Não, sou desaposentado. Foi podando e explicando: Quando me aposentei, já tinha visto muito colega aposentar e murchar, que nem árvore que você poda e rega com ácido de bateria… Sabia que tem comerciante que rega árvore com ácido de bateria pra matar, pra árvore não encobrir a fachada da loja? É… aí fica com a loja torrando no sol!
Picotou os galhos podados, formando um tapete de folhas em redor do arbusto.
É bom pra terra… tudo que sai da terra deve voltar pra terra… Mas então, eu já tinha visto muito colega aposentar e murchar. Botando bermuda e chinelo e ficando em casa diante da televisão. Ou indo ao boteco pra beber cerveja, depois dormindo de tarde. Bundando e engordando… Até que acabaram com derrame ou enfarte, de não fazer nada e ainda viver falando de doença.
Cortou umas flores, fez um ramalhete:
Pra minha menina. A Alice. Ela é um ano mais velha que eu, mas fica uma menina quando levo flor. Ela também é desaposentada. Ajuda na escola da nossa neta, ensinando a merendeira a fazer doce com pouco açúcar e salgados com os restos dos legumes que antes eram jogados fora. E ajuda na creche também, no hospital. Ihh… A Alice vive ajudando todo mundo, por isso não precisa de ajuda, nem tem tempo de pensar em doença.
Amarrou o ramalhete com um ramo de grama, depositou com cuidado sobre um banco.
Pra aguar as mudas eu tenho que trazer o balde com água lá de casa. Fui à prefeitura pedir pra botarem uma torneira aqui. Disseram que não, senão o povo ia beber água e deixar vazando. Falei pra botarem uma torneira com grade e cadeado que eu cuidaria. Falaram que não. Eu teria que ficar com o cadeado e então ia ser uma torneira pública com controle particular, e não pode. Sorriu, olhando a praça.
Aí falei: então posso cuidar da praça, mas não posso cuidar de uma torneira? Perguntaram, veja só, perguntaram se tenho autorização pra cuidar da praça!!! Nem falei mais nada. Vim embora antes que me proibissem de cuidar da praça… Ou antes que me fizessem preencher formulários em três vias com taxa e firma reconhecida, pra fazer o que faço aqui desde que desaposentei… Tá vendo aquele pinheiro fêmea ali? A Alice que plantou. Só tinha o pinheiro macho. Agora o macho vai polinizar a fêmea e ela vai dar pinhões.
Eu nem sabia que existe pinheiro macho e pinheiro fêmea.
Eu também não sabia, filho. Ihh… aprendi tanta coisa cuidando dessa praça! Hoje conheço os cantos dos passarinhos, as épocas de floração de cada planta, e vejo a passagem das estações como se fosse um filme!
Mas ela vai demorar pra dar pinhões, hein? – falei, olhando a pinheirinha ainda da nossa altura. Ele respondeu que não tinha pressa.
Nossa neta é criança e eu já falei pra ela que é ela quem vai colher os pinhões. Sem a prefeitura saber … e a Alice falou que, de cada pinha que ela colher, deve plantar pelo menos um pinhão em algum lugar. Assim , no fim da vida, ela vai ter plantado um pinheiral espalhado por aí. Sem a prefeitura saber, é claro, senão podem criar um imposto pra quem planta árvores…
É admirável ver alguém com tanta idade e tanta esperança!
Ele riu:
Se é admirável eu não sei, filho, sei que é gostoso. E agora, com licença, que eu preciso pegar a Alice pra gente caminhar. Vida de desaposentado é assim: o dinheiro é curto, mas o dia pode ser comprido, se a gente não perder tempo!
Acompanho o site da Eurodicas a muito tempo, desde que comecei a querer morar em Portugal, depois da nossa aposentadoria. A minha já aconteceu em 2012, já a do meu marido será em março de 2025. Planejo com muito cuidado esta mudança, passo a passo, para com conhecimento geral sobre o novo país, levar todos os documentos e saber os cuidados necessários podermos ter um sucesso maior nesta mudança, sem muitos imprevistos nesta hora. Um cuidado e uma atenção maior acontece por estarmos na terceira idade. Gostei muito deste artigo que faz uma reflexão e dá dicas sobre fazermos da nossa casa… nosso lar. Leiam:
Você já pensou que sua casa é onde você está? Ao chegar a um novo país, as ruas podem ser intimidadoras. Lidar com pessoas, idiomas e regras diferentes pode ser desafiador, e é comum que a casa do imigrante seja o refúgio onde buscam conforto e paz. Transformar uma casa em lar pode demandar tempo, especialmente no exterior, onde tudo é novidade.
Algo que muitos estrangeiros desconhecem é que a nossa casa pode ser um reflexo da nossa mente. Em outras palavras, se ela está desorganizada ou incompleta, pode ser um momento oportuno para refletir se sua mente está na mesma condição.
Por que é importante construir um lar?
Numa coluna, já falaram sobre o clima e o fuso horário, falaram sobre como lidar e se adaptar com as diferenças e abordou como o ambiente externo pode afetar na saúde mental dos imigrantes. Mas é importante ressaltar que os ambientes internos também têm esse efeito.
É essencial para o imigrante explorar novos lugares e culturas para se integrar a um novo país. No entanto, para vivenciar completamente a experiência da imigração, é fundamental que o seu lar acompanhe esse processo, proporcionando uma harmonia entre o sentimento de pertencimento tanto nas ruas de um novo país quanto nos momentos individuais da sua rotina em casa.
Para aqueles imigrantes que não se sentem adaptados á nova cultura, seu lar pode refletir esse sentimento de não pertencimento. É comum que, sem perceber, o estrangeiro evite se estabelecer em sua casa, pois isso significa a concretização da mudança e ele pode se sabotar, sentindo-se culpado por abandonar suas raizes.
Nesses casos, é válido reconhecer a importância de se sentir pertencente e acolhido em sua própria residência. Gradualmente, isso pode estimular o sentimento de pertencimento em outras áreas da vida, como no trabalho, círculos de amizade ou atividades fora de casa.
Crie um ambiente acolhedor, invista em itens que transmitam conforto e tranquilidade, mesmo as pequenas decorações, como almofadas, plantas ou porta-retratos, podem fazer uma grande diferença.
As necessidades de cada perfil
Existem diversos perfis de imigrantes, e a maneira com escolhem conduzir sua jornada pode afetar sua adaptação. Cada um enfrenta dificuldades e facilidades específicas, por isso reconhecer suas necessidades individuais é essencial.
Vou falar sobre os principais perfis de estrangeiros e trazer algumas sugestões que podem ajudar a transformar suas casas em verdadeiros lares.
Estudantes ou intercambistas
Esses são casos bastante comuns em que os estudantes precisam compartilhar acomodações com pessoas desconhecidas, às vezes de diferentes nacionalidades. A falta de intimidade e os espaços partilhados, geram frequentemente a sensação de viver em um ambiente estranho, quando, na verdade, a casa é de todos.
Esse sentimento pode levar o estudante ao isolamento social ou a se sentir excluído dentro do seu próprio lar. A limitação de espaço pode tornar esse processo mais desafiador. Por isso, é crucial investir nos espaços, mesmo que sejam pequenos.
Sugestões para melhorar a sua casa enquanto estudante
Por exemplo, se você tem apenas uma cama, é importante garantir que ela seja confortável. Se houver uma parede vazia, pendure fotos suas ou de pessoas especiais para você. Tente trazer objetos pessoais e simbólicos que o ajudem a se reconectar com a sua própria identidade.
Outro aspecto importante é estar aberto a conhecer e conviver em harmonia com os seus companheiros de casa. Estabelecer regras claras e investir em uma comunicação efetiva pode ser essencial para evitar mal entendidos, já que a responsabilidade pela casa deve ser de todos.
Além disso, os colegas de casa podem proporcionar uma oportunidade para socializar, e obter apoio de pessoas que estão passando por situações semelhantes.
Imigrantes solo
Nesses casos, é comum que o objetivo do imigrante seja viver de forma independente, sem compartilhar sua casa com outras pessoas, podendo ou não ter tido essa experiência no Brasil. No entanto, as dinâmicas podem ser diferentes no exterior.
O sentimento de solidão pode ser mais intenso, e a falta de conexão com a cultura pode se estender para a sua própria residência, já que não há ninguém para compartilhar suas emoções e fortalecer os vínculos com seu país de origem.
Ter companhia durante o processo de imigração pode alterar a perspectiva que se tem da sua casa. Isso ocorre porque as pessoas contribuem para transformar sua residência em um lar. Você pode compartilhar suas preocupações no seu próprio idioma, receber apoio nos momentos difíceis e celebrar as alegrias com alguém.
Sugestões para melhorar a sua casa morando sozinho
Quando se emigra sozinho, é fundamental que a sua casa proporcione acolhimento, mesmo que você seja o único ocupante. Nesses casos, você tem mais liberdade para decorar o espaço, trazendo objetos que lhe tragam conforto e reflitam sua personalidade.
Também é importante valorizar sua própria companhia e se sentir confortável em estar sozinho, especialmente em um ambiente que tenha esse propósito. A solitude é benéfica e podemos usar para autoconhecimento.
Naturalmente, é importante buscar momentos de socialização também. Fazer novos amigos, estar aberto a socialização. Outra sugestão é convidar pessoas para visitar sua casa, sejam visitantes do Brasil ou amigos que vivem no exterior. Isso pode criar uma sensação de movimento em sua residência, mostrando que além de acolher a si mesmo, você também pode acolher os outros.
Casal de imigrantes
Nesses casos, o casal que decide emigrar junto conta com a companhia um do outro, porém é essencial aprenderem sobre o seu papel na relação. Os dois podem enfrentar muitas situações estressantes juntos, e por isso, é crucial saber como ser o suporte um do outro para evitar transformar o lar em um ambiente mais estressante ainda.
Construir ou decorar uma casa juntos pode proporcionar a sensação de companhia, porém, é possível se sentir solitário mesmo na presença de seu parceiro. Além disso, é importante ter cuidado para não sobrecarregar um ao outro, pois na maioria das vezes eles são suas únicas companhias.
Sugestões para melhorar a casa do casal imigrante
Casais que estão pensando em viver a experiência da imigração devem cuidar para evitar que tragam os problemas que já existem no Brasil para o exterior. Ao chegar no novo país, também é essencial evitar misturar o que é da relação entre os dois e o que é pessoal de cada um. Quando a convivência se torna intensa demais, sua casa pode se tornar apenas um local para despejar problemas, em vez de um verdadeiro lar.
Para um casal, a sua casa representa o espaço onde escolheram compartilhar e construir suas vidas em conjunto; por isso, é tão importante cuidar dela. Quando o casal está em harmonia, isso se reflete no ambiente doméstico, tornando-o um lugar agradável para continuarem juntos na jornada migratória e do casamento.
Famílias com filhos
Pais de crianças pequenas ou adolescentes, passam por grandes adversidades na imigração. Lidar com a própria adaptação já é um grande desafio, e somar isso à preocupacao com a adaptação dos filhos torna tudo ainda mais complexo.
No início da mudança é comum que os filhos tenham dificuldade em compreender o sentido dessa transição e os altos e baixos do processo. Isso pode resultar em grande frustração e afetar a dinâmica familiar, influenciando na percepção da criança sobre onde é o seu verdadeiro lar, no Brasil ou na casa nova.
Sugestões para melhorar a casa da família
É crucial que a família seja paciente durante esse processo, e sempre que possível, envolva os filhos em atividades que promovam a conexão entre eles. Por exemplo, permitir que a criança tenha autonomia para decorar seu novo quarto, escolhendo alguns móveis ou decorações, isso ajudará a criar uma maior afinidade com esse novo ambiente.
Além disso, pode ser útil trazer para a residência objetos ou brinquedos que tenham significado para a criança, para que ela associe a nova casa. Reproduzir atividades familiares que costumavam fazer em sua casa antiga, como noite de jogos ou sessões de filmes em família, pode proporcionar mais segurança para a criança, e consequentemente para toda a família.
Tenha paciência com o tempo da mudança
Há diversas maneiras de viver a imigração, e diversas formas de como transformar a sua casa em um lar. É importante reconhecer que cada indivíduo possui as suas próprias necessidades… e tem seu tempo próprio.
Essas dicas podem te oferecer um direcionamento e estimular a refletir sobre esse processo, mas é essencial incluir o autoconhecimento para determinar se essas sugestões são suficientes para que você se sinta em casa na nova cultura.
Esse é um processo lento e desafiador, que pode exigir paciência, mas alcançar o senso de pertencimento em sua casa deve ser um dos maiores objetivos do processo de adaptação do imigrante. Se você estiver enfrentando dificuldades significativas, não hesite em buscar ajuda, seja de uma terapia psicológica ou da comunidade de brasileiros que vivem no seu país.
Compartilhar experiências em um ambiente seguro com pessoas que enfrentam situações semelhantes pode ajudá-lo a se sentir mais integrado, tornando sua adaptação mais leve e reduzindo a sensação de solidão.
Assim como eu, muitos estão pensando em mudar… após aposentar-se. Contando os dias para a aposentadoria ou está em busca de mais qualidade de vida para aproveitar essa fase incrível?
Morar em Portugal aposentado é um sonho possível e que precisa de planejamento para se tornar real.
Seja para quem já é aposentado ou quem está fazendo planos para o futuro próximo, esse artigo da Eurodicas vai ajudar a entender melhor como se mudar para o país após se aposentar. Vamos lá?
Sou aposentado no Brasil, posso morar em Portugal?
Pode sim.
Se você for aposentado e tiver rendimentos de aposentadoria compatíveis com a renda exigida, você pode morar em Portugal aposentado.
Entre as exigências, é preciso comprovar pelo menos um salário mínimo português (820€ em 2024) por mês, por pessoa. Além disso, é preciso apresentar os documentos que comprovem a aposentadoria para se enquadrar na categoria D7 de visto.
A seguir apresentaremos todos os detalhes para morar em Portugal aposentado, do visto ao custo de vida no país, acompanhe a leitura.
Morar em Portugal aposentado: passo a passo
A aposentadoria já é um momento de grandes mudanças na vida de qualquer pessoa. Aliar essa transição a uma mudança de país é uma mistura de euforia, medo, alegria e ansiedade. Mas estamos aqui pra te ajudar a organizar o passo a passo de forma segura e tranquila, desde a tomada de decisão até sua chegada em Portugal.
1º passo: pesquise antes de decidir
O primeiro passo para morar em Portugal aposentadoé pesquisar muito! O ideal é amadurecer a ideia, pesquisar sobre a vida no país e, de preferência, visitar pelo menos uma vez antes de se mudar de mala e tudo. Fazer um bom “planejamento” é necessário.
2º passo: é hora de tirar o visto
O segundo passo para a mudança é solicitar o visto de aposentado, chamado de visto D7. Esse visto é dedicado especialmente para quem vive de aposentadoria ou rendimentos. O principal requisito é comprovar os rendimentos e o valor da pensão recebida para solicitar o visto.
Ou verificar se você pode tem direito a algum tipo cidadania portuguesa. Eu descobri me informando com a Dra Adriana, da “cidadania de Portugal”, num evento de Portugal que aconteceu em São Paulo que me esclareceu que a minha cidadania podia ser obtida através da base x , (mesmo divorciada e o ex marido já falecido) o que eu nunca tinha ouvido falar. Com seu atendimento de muita competência, ético e eficaz, minha cidadania portuguesa saiu em 6 meses.
Você poderá também se informar sobre os diferentes vistos que te possibilitam nesta mudança de país Portugal 🇵🇹.
3º passo: em qual cidade morar?
O terceiro passo é escolher a cidade e planejar a mudança. Com o visto em mãos, você pode embarcar para o país e se ainda não escolheu onde viver, passe uma temporada em diferentes cidades para conhecer melhor.
4º passo: chegou em Portugal, e agora?
Instalado no país, o quarto passo é solicitar a Autorização de Residência. Esse é o documento que permitirá viver regularmente em Portugal. Ele deve ser renovado de acordo com a data de validade e permite viver e trabalhar no país. Muita atenção aos prazos de validade e na hora de fazer seus agendamentos.
Como conseguir visto de aposentado para Portugal?
O visto D7 é a melhor alternativa para viver em Portugal depois de se aposentar, para a maioria das pessoas que atendem aos requisitos. Isso porque, essa autorização permite que os aposentados ou titulares de rendimentos morem em terras lusitanas legalmente.
É possível solicitar o visto para aposentados por meio da VFS Global, empresa responsável por encaminhar o pedido do visto. De modo geral, o procedimento inicial é realizado pelo site oficial, nos seguintes passos:
Acesse o site da VFS Global e identifique o tipo de visto indicado para sua situação, no caso de aposentados, a opção é o visto de residência;
Envie os documentos para a Central de Solicitação da VFS;
Acompanhe sua solicitação de visto.
Caso seja aprovado, basta esperar para receber o seu passaporte já com o visto.
Documentos necessários
Os documentos necessários para solicitar o visto para aposentados em Portugal são:
Original e xerox do passaporte com validade de três meses após a data de regresso;
Seguro de viagem válido por um ano ou PB4. Atualmente tem outro nome e pode ser solicitado através do app gov.com
Comprovante de alojamento em Portugal. Se ainda não tiver casa alugada ou comprada, poderá ser reserva de hotel ou carta convite de pessoa conhecida, legalmente residente em Portugal, que garanta o seu alojamento.
Comprovante de rendimentos que possibilitem a residência em Portugal. No caso de aposentados, é preciso apresentar documento comprovando o recebimento de aposentadoria e a declaração de Imposto de Renda.
O visto para aposentados costuma ser autorizado em 60 dias úteis. Mas esse prazo varia de acordo com os documentos apresentados e o local onde ele foi solicitado.
O prazo é contado a partir do momento que a documentação é verificada. Se estiver tudo correto, os documentos são inseridos no sistema de processamento de vistos do governo português. Tem que ser acompanhado constantemente para verificar se tem que acrescentar algum outro documento comprobatório, quando for solicitado. Após a inserção dos documentos, será contado o prazo de 60 dias. O ideal é programar o pedido de visto para, pelo menos, 90 dias antes da data pretendida para mudança.
Chegando em Portugal, deverá pedir a Autorização de Residência junto à AIMA. Após apresentação de documentos e justificativas, é bem provável que seu pedido seja aceito.
Dúvidas: Vou com meu companheiro/ marido, os dois precisam solicitar o visto?
Não necessariamente. Nesses casos, é possível solicitar o reagrupamento familiar. O processo pode ser realizado tanto no consulado brasileiro na região em que você mora, quanto em Portugal.
É preciso, porém, conseguir notificar a AIMA e apresentar o deferimento do pedido de “reagrupamento familiar”. Dessa forma, a solicitação depende da conclusão do pedido do titular do visto, o que pode acabar atrasando a mudança se o pedido for realizado no Brasil.
Existe, ainda, a possibilidade de solicitar o reagrupamento familiar já estando em Portugal. Nesse caso, o processo é realizado após a entrada no país, mas o familiar deve entrar como turista, devendo cumprir todas as exigências para entrada no país. O prazo para apresentação à AIMA e início do processo é de 3 dias após a entrada no país. Eu prefiro fazer isto em Portugal.
Consegui o visto, posso trazer minha família comigo?
Sim. A partir do mesmo princípio de levar o companheiro: o “reagrupamento familiar”.
Esse processo é válido tanto para pessoas casadas quanto em união estável. Mas também se estende para outros membros da família, como “filhos menores de idade” ou “maiores que sejam solteiros e estejam estudando em Portugal”, além de “filhos maiores incapazes e ascendentes (pais)” de um dos membros do casal.
História da vida real: de um brasileiro em Portugal
Marcelo Ferreira, que se aposentou no Brasil em fevereiro de 2017 e mudou com sua esposa e filho para Portugal em 2018, escolheu a cidade de Coimbra para viverem inicialmente. Ele deu entrada na solicitação do visto D7 em abril de 2018 e, em agosto do mesmo ano, seu visto estava em seu passaporte.
Após chegar em Portugal, Marcelo fez o seu “título de residência” e também o “reagrupamento familiar” do seu filho Guilherme. A sua esposa Shirlei não precisou ser reagrupada porque veio com um visto diferente, o D4 para estudantes, pois ela já estava matriculada desde o Brasil para cursar o seu mestrado.
Depois de um tempo no país, Marcelo resolveu voltar a trabalhar.
Sou condutor de pesados e mercadorias internacionais. Mas antes, trabalhei como Uber e condutor de autocarros. A opção do trabalho foi um misto de não ficar na ociosidade, pois ainda estou na faixa abaixo dos 60 anos, mas também ter um histórico financeiro em Portugal que não fosse somente os recursos da aposentadoria do Brasil.
Quanto à forma de trazer o valor da aposentadoria a Portugal, para ele a opção mais interessante foi receber o valor no Brasil e transferi-lo por meio das plataformas digitais, como Wise e Remessa Online. Hoje, ele e sua família vivem em Braga por conta do seu trabalho, e estão bastante satisfeitos tanto com a cidade quanto com o país.
Advogado para conseguir visto D7
O processo de solicitação do visto D7 pode ser um pouco burocrático para quem dá entrada no pedido e não está familiarizado com a documentação. Pode fazer sozinho ou buscar o auxílio de um advogado especializado, que pode ser a forma mais eficiente de evitar que o processo seja demorado.
O advogado auxilia com a documentação, o preenchimento de formulário, assim como a orientação sobre o melhor tipo de visto. Marcelo indica que entre em contato com a Assessoria da Madeira da Costa, é da sua confiança.
Eu fiz todo o meu processo de “cidadania portuguesa” com a minha advogada, Dra Adriana que eu super indico da “cidadania de Portugal” – https://www.cidadaniadeportugal.com.br/ onde estou vindo pela cidadania portuguesa – base x, um tipo de cidadania para quem foi casada com português antes de outubro de 1981. Foi um atendimento personalizado, ágil e muito eficiente. Recebo sempre que preciso muitas orientações, em tudo que eu preciso neste me processo de mudança de País.
Quanto preciso ter de renda para viver aposentado em Portugal?
Para que o visto de residência como aposentado em Portugal seja aprovado, é preciso satisfazer alguns requisitos mínimos, e um deles é o valor da aposentadoria por mês.
O valor mínimo varia de acordo com a quantidade de pessoas no agregado familiarque vai se candidatar para morar em Portugal. Mas, no geral, é preciso:
Por exemplo, um casal aposentado precisaria ter um rendimento mínimo de 1.230€ (150% do salário mínimo vigente) para aplicar o agregado familiar para o visto de residência, considerando o salário mínimo de 820€ em 2024.
Em abril de 2024, com a cotação do euro a R$ 5.47, o valor de 1.230€ corresponde a R$ 6.892.20. Tem subido dia a dia, atualmente se encontra no patamar mais alto R$ 5.81 (R$ 7.149,09) . Para fazer a conversão em tempo real, verifique a cotação do euro no nosso artigo e multiplique pelos valores de aposentadoria dispostos acima. A obtenção do visto não é automática, e quanto mais recursos financeiros você tiver, maior a probabilidade de sucesso.
Como comprovar renda para morar em Portugal aposentado?
Para comprovar renda para morar em Portugal, o aposentado precisa apresentar dois documentos. O primeiro deles é o comprovante de aposentadoria e/ou de recebimentos de outros rendimentos em Portugal.
O segundo é a declaração do Imposto de Renda, comprovando os bens móveis ou imóveis que possui. Ambos os documentos precisam ter um período maior que 12 meses e devem ser enviados na solicitação do visto.
Como receber aposentadoria do Brasil em Portugal
Para receber a aposentadoria em Portugal, é preciso pesquisar muito para encontrar o melhor custo-benefício na transferência. Isso porque, com o Euro acima de R$ 5,00 (quase nos R$ 5,90) e os impostos que ainda podem incidir sobre o valor, qualquer perda no processo de transação pode impactar muito os rendimentos em Portugal.
Existem várias maneiras de enviar dinheiro do Brasil para Portugal, desde os bancos até as casas de câmbio. Mas são as plataformas online que oferecem as melhores condições, com taxas mais baixas e o câmbio comercial, ou seja, aquele mesmo valor que você encontra na cotação.
Entre as plataformas para receber a aposentadoria em Portugal, as duas que mais recomendamos e que apresentam os melhores custos são a Wise e a Remessa Online.
Receber pela Wise
A Wise é uma plataforma de envio de dinheiro segura que funciona totalmente online, pela plataforma é possível transferir dinheiro da conta no Brasil direto para a conta em banco português ou para a conta da própria operadora.
O limite mensal de envio pela Wise com cadastro simples é de R$9 mil para pagamento com boleto e R$30 mil para transferência bancária, por CPF. Porém, com a comprovação de rendimentos é possível ampliar o limite de envio.
O processo de envio de dinheiro pela Wise é bem simples e intuitivo, com todas as etapas realizadas online, do cadastro ao envio do dinheiro. E, se quiser aprofundar a leitura, você pode conferir tudo sobre como funciona a Wise aqui no Euro Dicas.
Receber a aposentadoria pela Remessa Online
A Remessa Online é uma das principais plataformas de envio de dinheiro brasileiras. Por meio dela, é possível enviar até R$ 50 mil por dia, com limite de R$ 100 mil por ano, mas para os usuários que realizam o cadastro completo, com o comprovativo de rendimentos, caso dos aposentados, o valor é ajustado conforme o comprovado pelo usuário.
A transferência pelo site é simples e rápida. O primeiro passo é realizar o cadastro na plataforma e, para isso, basta indicar o nome completo, o CPF e o e-mail. A seguir é preciso indicar os dados pessoais como o telefone e endereço, assim como a data de nascimento e nome dos pais.
Por fim, indique a finalidade da transferência, assim como os dados de quem irá receber o dinheiro. O receptor pode ser o próprio usuário ou outra pessoa, mas no caso dos aposentados, deve ser você mesmo.
No comparador de envio de dinheiro do Euro Dicas é possível consultar os valores das principais operadoras e avaliar qual delas melhor atende suas necessidades e oferece as melhores taxas.
Vai ter desconto de 25% sobre a minha aposentadoria (INSS)?
Sim.
Até 2013, os aposentados brasileiros no exterior eram tributados de acordo com a tabela progressiva do Imposto de Renda. No entanto, após uma mudança na interpretação da Lei nº 9.779/99, a Receita Federal começou a descontar 25% sobre o valor dos rendimentos das aposentadorias. Uma injustiça ao meu ver.
O aumento da tributação tem gerado diversas ações judiciais com o objetivo de impedir essa cobrança e retornar a faixa progressiva do IR. Especialistas acreditam que o desconto do Imposto de Renda de quem mora no exterior de 25% é inconstitucional, pois fere o princípio da isonomia dos contribuintes. Mas muitos aposentados que vivem no exterior têm sofrido a cobrança. Eu transfiro via wise diretamente, não tenho esse desconto pois não sou INSS, assim como Marcelo.
Precisa fazer a saída definitiva do país?
É obrigatório por lei.
Uma vez tomada a decisão de viver em Portugal depois de se aposentar, a Receita Federal exige a comunicação da saída definitiva do país. Isso porque essa medida impactará suas operações financeiras e evitar o pagamento de impostos no país. Ou seja, você não paga imposto no Brasil e contribui em Portugal. A comunicação da saída definitiva deve ser realizada entre a data efetiva da saída e o último dia útil de fevereiro do ano seguinte.
Contar com a ajuda de uma assessoria para esse procedimento é o mais recomendado, assim todas as particularidades de cada situação são analisadas e você evita problemas futuros com a Receita Federal.
Para esclarecer dúvidas sobre tributação e impostos relacionados à imigração, nós recomendamos a Personal Tax, empresa especializada em assessoria de contabilidade e planejamento tributário para expatriados, com foco especial em brasileiros que se mudam para o exterior. Ou com seu advogado ou contador de confiança.
Ainda existe a isenção de imposto na aposentadoria de estrangeiros?
Não, esse benefício do estatuto de residente não habitual foi extinto. A decisão foi tomada durante a aprovação do Orçamento do Estado de 2020, assim a isenção de impostos para estrangeiros aposentados chegou ao fim.
Agora, quem solicitar o regime fiscal do Residente Não Habitual no país será tributado à taxa de 10% do rendimento líquido da aposentadoria. Criado em 2013, o estatuto de “Residente Não Habitual” permitia aos aposentados estrangeiros obter a isenção de Imposto de Renda (IRS) durante dez anos.
Mas atenção, quem já possui a isenção não será afetado, a mudança só atinge quem fizer novos pedidos de residência para viver no país como aposentado.
Qual a melhor cidade para aposentado morar em Portugal?
Escolher a cidade ideal para viver aposentado em Portugal é essencial para o sucesso da experiência.
Conheço aposentados que voltaram para o Brasil por não se adaptarem ao clima do Porto, por exemplo. Por isso, é preciso pesquisar muito e avaliar se aquela é mesmo a melhor cidade para aposentado em Portugal.
Morar no Porto ou em morar em Lisboa pode ser uma experiência única, ambas são grandes cidades que atraem muitos estrangeiros e têm ótimas opções de lazer. Porém, elas também são caras e podem reduzir o poder de compra de aposentados que vêm do Brasil ganhando em real.
Para ajudar você a escolher a cidade ideal, selecionamos outros três locais que podem ser ótimos destinos para viver aposentado no país, confira:
Braga
Localizada no norte de Portugal, Braga tem se tornado um dos principais destinos de brasileiros no país. O baixo custo de vida é um dos principais atrativos da cidade, além disso, a proximidade com o Porto também facilita a vida na região.
Mas antes de decidir é bom ter em consideração que a cidade é mais fria e chove muito, uma vez que está localizada mais a norte. Além disso, está distante do litoral – pelo menos uma hora de trem.
Mas a qualidade de vida é um fator para que Braga seja a escolhida por muitos aposentados. Apesar de ser uma cidade pequena para os padrões brasileiros (é a sétima maior de Portugal), tem todas as facilidades que uma cidade média oferece no Brasil.
Faro
A capital do Algarve é outro destino bastante interessante para quem pretende se aposentar em Portugal. Isso porque a cidade, assim como a região, atrai muitos aposentados do mundo todo, se tornando assim um ambiente multicultural.
Outro ponto positivo de Faro é o clima, muito parecido com algumas regiões do Brasil, com verões mais quentes, pouca chuva e sol quase o ano todo. A cidade é relativamente pequena, são cerca de 67 mil habitantes, o que favorece a tranquilidade e qualidade de vida.
O aspecto negativo de Faro é o custo de vida. Por ser uma região muito turística, especialmente no verão, os preços de aluguel e lazer podem ser mais elevados. Mas ainda assim é um destino a ser considerado e muitos motivos para se aposentar no Algarve.
Eu escolhi morar nesta cidade, e estou amando.
Cascais
Se o objetivo é viver próximo a Lisboa, mas com muita qualidade de vida e um padrão mais elevado, então morar em Cascais pode ser a melhor escolha. Com uma localização privilegiada a poucos minutos da capital, a cidade tem ótimos restaurantes e casas de luxo.
Ideal para quem quer e pode manter um alto padrão, morar perto da praia, com ótimas opções de lazer e temperaturas amenas o ano todo.
Mas atenção, a cidade tem um custo de vida mais elevado, por isso, é preciso avaliar os seus rendimentos e se certificar de que é possível manter um bom padrão de vida na cidade.
Quanto custa morar em Portugal como aposentado?
O custo de vida em Portugalvaria de acordo com alguns fatores, desde o padrão de vida estabelecido pela família até a cidade escolhida para viver. Para ilustrar melhor os valores, consultamos o Numbeo em abril de 2024 e apresentamos o custo médio de alguns dos principais destinos para aposentados em Portugal.
Todos os valores consideram os custos para aposentados com os devidos descontos aplicáveis. Além disso, os valores foram calculados pensando em um casal de aposentados.
Como é possível observar, o custo de vida realmente varia muito de uma cidade para outra, sendo Braga o destino mais barato entre as opções apresentadas. Faro, no Algarve, que é um destino muito buscado, não tem valores tão atrativos quanto a cidade no norte.
*Em 2022, foi permitida em Lisboa a gratuidade nos transportes públicos para pessoas com 65 ou mais, que tenham residência fiscal na cidade.
Vantagens de morar em Portugal aposentado
A qualidade de vida em Portugal é um fato inegável. O país se destaca pelos excelentes índices de educação, serviços de saúde pública de qualidade e a expectativa de vida que tem subido consideravelmente na última década.
A Nilda Lourenço está em Portugal desde 2019 e tem um canal onde conta sua experiência de imigrar através do visto D7. No vídeo, ela também dá dicas para aposentados brasileiros que sonham imigrar para Portugal.
São muitos os fatores que contribuem para que o país seja referência e se torne o local de desejo de tantos aposentados. Listamos algumas das vantagens de morar em Portugal – especialmente na melhor idade. Eu vou contando um pouco aqui no blog, como está sendo a minha experiência desta mudança (depois dos 65 anos)… e das descobertas que estou fazendo aqui na região.
Saúde
A saúde certamente merece destaque, afinal, Portugal tem um sistema público de saúde (o SNS) de excelência, que tem como base atenção e cuidados básicos com o médico de família. A atenção à saúde em todas as etapas da vida é um aspecto muito importante no país.
Apesar do sistema ser público, em Portugal o atendimento médico pode ter cobranças associadas, mas os valores são bem baixos, custando cerca de 18€ nos atendimentos de urgência.
Esse é um dos fatores que mais atrai brasileiros, especialmente aqueles que estão acostumados a pagar uma grande quantia mensal para os planos de saúde. Em Portugal também existe saúde privada, mas os valores também são mais baixos se comparados aos praticados no Brasil. A partir de 30€ mensais é possível ter um plano básico. A idade máxima nestes planos são de 69 anos. Preciso ter atenção.
Segurança
Outro aspecto essencial em quem busca Portugal como destino para viver é definitivamente a sensação de segurança que é possível experimentar vivendo no país.
Há alguns anos Portugal ocupa as primeiras posições no Índice Global da Paz (Global Peace Index), e ficou em 7º lugar no ranking de 2023 (mais recente), sendo considerado um dos países mais pacíficos do mundo. E essa característica é sentida nas ruas das pequenas às grandes cidades.
Os índices de criminalidade são baixos mesmo considerando as maiores cidades. Se comparado ao Brasil, são índices pouco vistos mesmo nas cidades pequenas. Vale destacar que a segurança em Portugal é fruto de políticas públicas bem estruturadas que fornecem moradia a baixo custo, assim como outros subsídios.
Lazer
A vida cultural em Portugal pode ser bem intensa, seja nas pequenas ou nas grandes cidades. O país tem muitas opções de lazer e, mesmo para quem vive no interior, é possível ter acesso fácil às cidades maiores para ir em espetáculos de teatro, dança, museus, entre tantas outras opções culturais.
Também não faltam parques e áreas verdes que proporcionam lazer para toda a família em Portugal. E não é preciso gastar muito para ter acesso básico a várias atrações.
Para quem ama a gastronomia portuguesa, as opções de lazer são infindáveis. Em qualquer destino, seja nas zonas mais residenciais ou no interior do país, existem bons restaurantes com a típica culinária local. Além, é claro, das vinícolas espalhadas pelo país e, para os apaixonados por vinho, existem várias regiões demarcadas com passeios incríveis.
Políticas para os idosos
Quando falamos da expectativa de vida em Portugal, citamos as políticas governamentais para os idosos. São muitas e em estruturas que apoiam a população mais longeva. Até mesmo porque, mais de 23,7% da população portuguesa tem mais de 60 anos (dados divulgados no Censo de 2022 pelo PORDATA), o que representa uma taxa elevada.
As políticas públicas voltadas para os idosos começaram em 2006, quando foi lançado o Programa Nacional para a Saúde das Pessoas Idosas. O plano previa ações em várias áreas, desde a promoção de prática de atividade física até a criação de um ambiente com melhor acessibilidade para idosos.
Live Aposentadoria em Portugal: Perguntas e Respostas
O Euro Dicas realizou uma Live com a presença da advogada Roberta Fraser, especializada em processos de residência e cidadania em Portugal, para tirar dúvidas da nossa comunidade a respeito de como morar em Portugal aposentado. Confira e saiba tudo!
Portanto, vale a pena entrar em contato com uma empresa especializada para garantir que seu processo seja feito de forma correta e tranquila!
Quero morar em Portugal aposentado!
Assim como você, são muitos os brasileiros aposentados que escolhem Portugal como destino para viver. Como falamos, o país tem ótimas políticas para idosos, além de facilitar a imigração com vistos próprios para aposentados.
O próximo passo é planejar, esse é um dos aspectos mais importantes para quem deseja se mudar. Pesquisar muito e ter um bom planejamento pode tornar o processo bem mais simples. Para ajudar você nessa empreitada, preparamos o ebook Morar em Portugal Aposentado.
O ebook é um guia completo com todas as informações necessárias para planejar a mudança para o país, além disso, é totalmente dedicado aos idosos, com informações bem direcionadas para o processo.
Além de Portugal, quais países aceitam aposentados brasileiros?
Portugal foi eleito um dos melhores países para aposentados pós-pandemia, mas existem outros países que oferecem facilidades para quem deseja viver dos rendimentos após trabalhar a vida toda.
A lista de países que incentivam a ida de aposentados estrangeiros para morar é extensa, só na Europa são pelo menos 10 além de Portugal:
Espanha;
Itália;
Reino Unido;
Malta;
Bulgária;
Áustria;
Chipre;
Jersey;
Grécia;
Letônia.
Perguntas frequentes sobre como morar em Portugal aposentado
E se você ainda tem algumas dúvidas sobre morar em Portugal aposentado, veja abaixo as perguntas frequentes que respondemos para te ajudar:
Com transferir o INSS do Brasil para Portugal?
Se você tem contribuição no INSS do Brasil, pode transferir para a Segurança Social de Portugal através do formulário PB4. Após preencher, é necessário entregá-lo diretamente num balcão da Segurança Social em Portugal.
Lembrando que também deve ser comprovado o tempo de contribuição para o INSS. O CNIS, Cadastro Nacional das Informações Sociais, é o extrato previdenciário que comprova o tempo da sua contribuição para o órgão brasileiro e deve ser apresentado na Segurança Social.
Além do formulário e do CNIS, podem ser solicitados outros documentos, com a Carteira de Trabalho brasileira e o PIS. Após entregar os documentos exigidos, deve aguardar a análise do pedido e, se for aprovado, o seu tempo de contribuição no Brasil passa a valer em Portugal.
Aposentado brasileiro pode trabalhar em Portugal?
Sim, pode.
É possível um aposentado brasileiro trabalhar em Portugal se solicitar um visto que permita um trabalho remunerado, como o visto D7, além de obter a Autorização de Residência.
Como explicamos anteriormente, o visto D7 é a melhor opção para aposentados que querem morar Portugal, pois permite que você tenha rendimentos no Brasil e não impede que trabalhe ao chegar no país.
Existe incentivo para brasileiros aposentados morarem em Portugal?
Não existe necessariamente um incentivo exclusivo para brasileiros aposentados morarem em Portugal, mas o governo português tem aberto cada vez mais as portas para imigrantes brasileiros.
O visto D7 é um dos maiores exemplos, já que é voltado também para o público aposentado que quer viver no país. Além disso, o governo tem muitos programas para pessoas com mais de 55 ou 60 anos, seja com auxílio social ou para inserção no mercado de trabalho. O programa 55+ é um exemplo disso.
Aposentado brasileiro paga imposto em Portugal?
Sim, paga.
Basicamente, o aposentado brasileiro precisa pagar 25% de Imposto de Renda da sua aposentadoria no Brasil e paga, também, uma alíquota de 10% sobre o valor líquido da aposentadoria no IRS (Imposto de Renda) em Portugal, caso entre no Regime Fiscal de Residente não Habitual (RNH).
É importante lembrar que não é obrigatório um aposentado ser um RNH. Porém, caso opte por não ser, a alíquota no IRS pode chegar até 48% sobre a aposentadoria.
E se você já está certo que Portugal é o seu destino, desejamos muita sorte no planejamento da mudança!
Fonte: By Ingrid Feferman ( advogada) – Stella Sousa (produtora de conteúdo digital) – Tié Lenzi (Marketing Digital) – Carolina Sanches (jornalista)
Banhada pelo sol radiante do Algarve, Albufeira é um destino turístico mundialmente famoso pelas suas praias de areias douradas e águas cristalinas.
Quando eu penso em praias paradisíacas, logo me vem na cabeça as muitas praias que estão aqui nesta região. O contraste da cor cristalina do mar, com as falésias e o céu… São imperdíveis!
Cada enseada, cada recanto, conta uma história de beleza natural e encanto, prometendo aos exploradores uma experiência única.
Com uma costa de mais 18 km de extensão, as praias de Albufeira oferecem uma ampla variedade de opções para todos os gostos e estilos, desde praias familiares e tranquilas até praias mais animadas, repletas de bares e restaurantes.
Visitar as Praias de Albufeira, é uma ótima maneira de conhecer a beleza natural da Cidade.
As praias são lindíssimas, muitas delas escondida entre falésias imponentes e com formações rochosas esculturais que são como uma obra-prima pintada pela natureza. As suas formações rochosas únicas, assemelhando-se a esculturas esculpidas pelas mãos do tempo, criam um cenário de tirar o fôlego.
Oferecem não apenas águas cristalinas (mais frias, ao meu ver) e areias douradas, mas também uma atmosfera tranquila na maioria delas. Algumas delas que eu indico são:
–Praia de São Rafael (foi eleita em 2012 como uma das 20 melhores do Mundo);
–Praia de Benagil (passeio na gruta de barco);
–Praia dos Arrifes;
–Praia dos Pescadores;
-Praia da Falésia;
Centro
O comércio local de Albufeira é uma ótima maneira de experimentar a cultura e a história da região. O centro è bem bonito e agradável para se caminhar. A cidade tem uma variedade de lojas que vendem produtos locais, desde artesanato tradicional a produtos frescos. Sempre compro alguma coisa.
Marina de Albufeira
Inserida num complexo turístico de alta qualidade, onde predominam os espaços verdes e apenas 29% da área de implantação é destinada a construção, este projeto inclui hotéis, restaurantes, bares, lojas, piscinas, apartamentos, moradias, centro de diversão e lazer.
A arquitetura moderna é irreverente dos edifícios envolventes, se destaca na região e me surpreende pelas cores.
Tem estacionamento subterrâneo, com acesso para cadeirantes.
E também ao longo da rua (onde tem de se descer a escadaria para se chegar na Marina).
A Marina de Albufeira é o ponto de partida para as suas aventuras de fim de semana!
O lugar oferece restaurantes e bares que voce pode frequentar enquanto espera pra fazer os passeios de barco. E loja de decoração.
Várias agências de passeio de barco estão por lá, onde voce pode escolher os diferentes tipos de passeios e horários. Tem opções pra todos os gostos: por mar, por terra e por ar.
Melhor reservar antes principalmente no alto verão, pois são muito concorridos.
Eu gosto muito de passear e comer por aqui apreciando a vista. O entardecer é lindo aqui!
Local ótimo para se fazer uma caminhada tranquila!
Endereço: Sítio da Orada, Apartado 2422, Albufeira 8200-394 Portugal
Praia de Benagil (Carvoeiro)
A Praia de Benagil é uma das mais tumultuadas em todo o Algarve. É pequena e bem bonita, sim.
O segredo está logo ao lado: o “Algar de Benagil”, uma praia dentro de uma caverna iluminada pelo raio do sol por meio de um buraco que se formou no teto.
Dá para ver o algar de cima, percorrendo uma pequena trilha ou então fazer um passeio de barco ou caiaque pelo mar que o leve até o interior da caverna.
Tem várias opções, saindo da Marina de Albufeira, isto ao meu ver é o que justifica tanto movimento por lá. A cor do mar, entre as falésias e o contraste com o céu é lindíssima.
Sim, há quem vá a nado com ou sem ajuda de colete ou boia — no entanto, não é o mais seguro, uma vez que o trajeto exige um certo esforço, no contrafluxo da água.
Há alguns restaurantes no entorno da Praia de Benagil e um extenso estacionamento, que apesar de grande costuma ficar cheio na alta temporada.
Próximo à praia, há ainda quiosques de passeios de barco ou aluguel de caiaque, que devem ser reservados com antecedência, pois a procura é muito grande e a fila no verão costuma estar completa até dois dias na frente.
A Gruta de Benagil é uma gruta marinha, localizada na costa do Algarve, Portugal. É uma das maravilhas naturais mais populares da região e é conhecida pela sua abertura no topo que permite a entrada da luz do sol.
A gruta fica a cerca de 200 metros da Praia de Benagil e como já disse, pode ser visitada de barco, com saída da marina de Albufeira, que duram geralmente, cerca de duas/ três horas e incluem uma visita a outras grutas da região.
Observação de Golfinhos
A costa do Algarve é um local ideal para a “observação de golfinhos”, pois alberga uma grande variedade de espécies, incluindo golfinho comum, o golfinhos roaz, o grampo e o boto.
Os golfinhos são frequentemente vistos a nadar, a saltar e a brincar na água e oferecem um espetáculo verdadeiramente deslumbrante.
Existem várias empresas que oferecem passeios de observação de golfinhos em Albufeira. Eu ainda não fiz este passeio, mas está na minha lista rsrsrs
Gastronomia Local
A gastronomia local do Algarve é rica em sabores frescos e autênticos. É uma cozinha que reflete a influência da sua localização na costa sul de Portugal.
Os pratos típicos do Algarve são geralmente feitos com ingredientes frescos e locais, como peixe, marisco, legumes e carnes.
Também os doces típicos fazem parte da rica gastronomia da região do Algarve.
Passar o dia em Albufeira explorando a região são uma dos passeios que eu mais gosto de fazer.
Hoje passeamos um uma região que eu ADORO! Le Marais (se pronuncia “marré”) para mim é o bairro mais descolado de Paris e uma das regiões mais ativas, tanto com vida diurna e noturna. Situado entre o 3° e 4° arrondissement. É uma área onde você vai encontrar de tudo e uma população super cool.
Le Marais
O bairro é histórico e já foi muito habitado pela nobreza, até o século XIX. Após esse período, passou a ser ocupado pela comunidade judaica, presente até os dias de hoje.
Transformado em uma região turística, também se tornou o lugar favorito da galera jovem e da comunidade gay (tem até bandeiras espalhadas pela rua).
No bairro Le Marais, você poderá ver desde construções antigas dos séculos XVII e XVIII, nos arredores da Place des Vosges, até lojas conceito, com o que há de mais contemporâneo.
Chegamos de manhã pelo metrô 1, e visitamos a Igreja de Saint Paul – para quem é religioso ou como eu, fã de arquitetura, não pode perder… aprecio muito essa igreja, que é muito bonita, tanto por fora quanto por dentro. (7 Passage Saint-Paul)
Aproveite depois para caminhar pelas arcadas das mansões, onde existem várias galerias de arte e bons restaurantes. Está é hora de ver o lado mais clássico do bairro Le Marais.
Área onde estão as antigas mansões, chamadas de hotéis particulares, que foram habitadas por membros da nobreza e artistas famosos dos séculos passados.
Destaque para a casa onde o escritor Victor Hugo viveu por 16 anos. O lugar foi conservado e transformado em um museu sobre a vida do escritor. Alguns itens da casa foram reconstituídos e os objetos pessoais foram doados pela família do autor da obra “Os Miseráveis”. Hoje, é possível visitar a Maison de Victor Hugo gratuitamente e ver onde a escrivaninha com a pena que ele usava para escrever seus clássicos.
Caminhando você pode contar com os muitos cafés, bares e restaurantes onde o mais difícil é você escolher qual ir.
Demos uma paradinha numa loja que eu adoro a Uniqlo, fizemos umas comprinhas. Loja bem organizada, (de roupas japonesa com tecnologia de aquecimento). Os produtos são excelentes, modernos, de qualidade alta e com ótimos preços.
A loja é muito bonita, instalada no prédio de uma antiga fundição. Mesmo se não for para comprar, vale a visita.
Na região vimos também o Museu Carnavalet, dedicado à história da França. Dentro tem uma arquitetura incrível com um lindo jardim, com cafés; galerias com algumas exposições e um “Ateliê Pedagógico” onde acontecem alguns workshops.
Fomos lanchar (com uma baguette, queijo e presunto cru, a moda francesa) e descansar as pernas na praça mais antiga de Paris.
Primeira praça a ser planejada, a Place des Vosges está situada bem no meio dos hotéis particulares e tem wifi grátis.
É um lugar um pouco fora da rota da maioria dos turistas, mas muito frequentado por quem mora na região. Eu adoro descansar neste local.
No entorno passeamos pelos arcos apreciando as galerias diversificadas com vários tipo de arte nesta região.
E na sequência, pegamos um sorvete em formato de flor da loja Amorino – perto de uma banca de chapéus maravilhosos – delicioso!
Seguimos depois a tarde pela rua principal em direção às lojas Fleux e BHV Marais, até o Hôtel-de-Ville.
A concept store Fleux é o paraíso de quem é fã de design e decoração – Quando entro lá, quero comprar tudo. Juro!
Já a BHV Marais é uma loja de departamentos, onde é possível comprar desde materiais para reformar a casa até marcas de luxo (ou não, mas as melhores marcas do mercado mundial); como roupas femininas; infantil; livros; enfeites e utensílios de cozinha. Uma loja distribuída em 6 andares. Na cobertura apreciamos a vista maravilhosa da cozinha Cidade da Luz.
Nas redondezas das duas lojas, há várias outras com vitrines fofas e produtos interessantes.
Ao final da tarde já paramos para tomar um café com doce típico francês os “macarons”. São deliciosos.