Eterno é tudo que dura um segundo. Mais fica eternamente na memória e no coração.
By Meire Perola Santos

Eterno é tudo que dura um segundo. Mais fica eternamente na memória e no coração.
By Meire Perola Santos


Vincennes

Hoje (23/1/25) foi dia de passear numa cidade que eu adoro, que fica coladinho em Paris… em Vincennes.

Vincennes é uma cidade da França, situada no departamento de Vale do Marne na periferia oriental de Paris. Cidade muito bacana… pra mim ela é perfeita. Pequena apenas 55 mil habitantes, com uma estação de trem e um metrô que te levam pra qualquer lugar de Paris. Tem história, um castelo, bairro com uma arquitetura linda de se apreciar…

boas escolas, igreja, cinema, um centro comercial com variedade, boas lojas, mercados e supermercados, bons restaurantes, docerias, rotisserie, queijarias, padarias, cafés e bares tudo bem pertinho e maravilhosas. Bom de se caminhar e ir apreciando todo o seu entorno. Foi maravilhoso passar o dia aqui. Recomendo!

O Castelo de Vincennes, com sua imponente torre de 50 metros, é um dos mais altos da Europa e está rodeado por uma muralha de 1.100 metros de comprimento, coroada com nove torres e protegido por um fosso de 27 metros de largura. Construído a finais do século XII, o Castelo de Vincennes é a única residência real francesa construída durante a Idade Média que conserva sua forma original.


Ainda tive a grata surpresa de estar passando aqui o filme “Ainda estou aqui”, que assisti a tarde e tive a primeira experiência de assistir um filme brasileiro maravilhoso, com indicação de “3 Oscar”, com a legenda em francês em Paris. Foi emocionante e maravilhoso 👏🏻

Adélia Prado certa vez escreveu:

“Erótica é an alma”. Além de poética, a frase é redentora, pois alivia o peso da sensualidade a qualquer custo, a busca desenfreada pela juventude perdida, a corrida pelos últimos lançamentos da indústria cosmética. Gosto deste olhar, me representa muitooooo!!!
Dá um certo alívio! E nos autoriza a cuidar mais da alma, a viajar pro interior, a descobrir o que nos completa. Pois se os olhos são as janelas da alma, de que adianta levantar pálpebras que se descortinam um olhar de súplica?
“Erótica é a alma” que se diverte, que se perdoa, que ri de si mesma e faz as pazes com sua história. Que usa a espontaneidade pra ser sensual, que se despe de preconceitos, intolerâncias, desafetos.
“Erótica é a alma” que aceita a passagem do tempo com leveza e conserva o bom humor apesar dos vincos em torno dos olhos e o código de barras acima dos lábios; “erótica é a alma” que não esconde seus defeitos, que não se culpa pela passagem do tempo.
“Erótica é a alma” que aceita suas dores, atravessa seu deserto e ama sem pudores.
Porque não adianta sex shop sem sex appeal; bisturi por fora sem plástica por dentro; lifting, botox, laser e preenchimento facial sem cuidado com aquilo que pensa, processa e fala; retoque de raiz sem reforma de pensamento; striptease sem ousadia ou espontaneidade.

Querendo ou não, iremos todos envelhecer faz parte da vida. Penso que é bem melhor do que a outra opção. As pernas irão pesar, a coluna doer, o colesterol aumentar. A imagem no espelho irá se alterar gradativamente e perderemos estatura, lábios e cabelos. A boa notícia é que an alma pode permanecer com o humor dos dez, o viço dos vinte e o erotismo dos trinta anos, se você permitir.
O segredo não é reformar por fora. É, acima de tudo, renovar a mobília interior tirar o pó, dar brilho, trocar o estofado, abrir as janelas, arejar o ambiente. Porque o tempo, invariavelmente, irá corroer o exterior. E quando ocorrer, o alicerce precisa estar forte pra suportar.
Não tem problema cuidar do corpo. É primordial ter saúde e faz bem dar um agrado à auto estima. O perigo é ficar refém do espelho, obcecado pelo bisturi, viciado em reduzir, esticar, acrescentar, modelar até plástica íntima andam fazendo!
Aprenda: Bisturi algum vai dar conta do buraco de uma alma negligenciada anos a fio.
Vivemos an era das emergências. De repente tudo tem conserto, tudo se resolve num piscar de olhos, há varinha de condão e tarja preta pra sanar dores do corpo, alma e coração. Como canta Nando Reis, “O mundo está ao contrário e ninguém reparou…”

Desaprendemos a valorizar aquilo que é importante, o que é eterno, o que tem vocação de eternidade.
E de tanto lustrar a carapaça, vivemos a “Síndrome da Maça do Amor”: Brilhantes por fora e podres por dentro.
O tempo tornou-se escasso, acreditamos que “perdemos tempo” quando lemos um livro inteiro, quando passamos horas com nossos filhos, quando oramos ou viajamos com a família. E nos iludimos achando que poderemos “segurar o tempo” cuidando da flacidez, esticando a pele, preenchendo espaços.
Cuide do interior. Erotize a alma. Enriqueça seu tempo com uma nova receita culinária, boas conversas, um curso de canto ou dança. Leia, medite, cultive um jardim. Sinta o sol no rosto e por um instante não se preocupe com o envelhecimento cutâneo. Alongue-se, experimente o prazer que seu corpo ainda pode lhe proporcionar. Não se ressinta das novas dores, da pouca agilidade, dos novos vincos. Descubra enfim que a alegria rejuvenesce mais que o botox.
E não se esqueça: em vez de se concentrar no lustre da maçã, trate de aproveitar o sabor que ela ainda é capaz de proporcionar…
Obs:Este texto tem sido atribuído erroneamente à Adélia Prado. Porém, está registrado na Biblioteca Nacional como obra de Fabíola Simões e é parte integrante do livro “A Soma de todos os Afetos”, de Fabíola Simões

Com vocês:
Todos vamos envelhecer….
Querendo ou não, iremos todos envelhecer.
As pernas irão pesar, a coluna doer, o colesterol aumentar.
A imagem no espelho irá se alterar gradativamente e perderemos estatura, lábios e cabelos.
A boa notícia é que a alma pode permanecer com o humor dos dez, o viço dos vinte e o erotismo dos trinta anos.
O segredo não é reformar por fora.
É, acima de tudo, renovar a mobília interior: tirar o pó, dar brilho, trocar o estofado, abrir as janelas, arejar o ambiente. Porque o tempo, invariavelmente, irá corroer o exterior.
E, quando ocorrer, o alicerce precisa estar forte para suportar.
Erótica é a alma que se diverte, que se perdoa, que ri de si mesma e faz as pazes com sua história.
Que usa a espontaneidade para ser sensual, que se despe de preconceitos, intolerâncias, desafetos.
Erótica é a alma que aceita a passagem do tempo com leveza e conserva o bom humor apesar dos vincos em torno dos olhos e o código de barras acima dos lábios.
Erótica é a alma que não esconde seus defeitos, que não se culpa pela passagem do tempo.
Erótica é a alma que aceita suas dores, atravessa seu deserto e ama sem pudores.
Aprenda: bisturi algum vai dar conta do buraco de uma alma negligenciada anos a fio.
Texto retirado do livro: Poesia Reunida, 1991.

Lendo essa reportagem da minha amiga Karen Farias, reforcei minhas reflexões sobre as mudanças no mundo com grandes construções, que são capazes de mudar e transformar tudo ao nosso redor. Confesso que tem muitas coisas boas, outras nem tanto. Quando tais mudanças acabam com as nossas referências de vida, e lembranças pode trazer uma certa saudade gostosa do que era bom no nosso tempo e muitas vezes, hoje nem tanto dais quais nos sentimos desrespeitados. Tem determinadas coisas que deveriam ser conservadas pela sua história, beleza e impacto paisagistas que podem trazer tantos problemas. Já estamos vendo isto! Tem progressos que precisa ser bem estudado referente aos impactos estruturais na cidade, como de nossa vida. Leiam:
Nossas referências foram apagadas da cidade, até que se esvaziaram das nossas memórias. Entristeci
Andar pela cidade é um prazer e um exercício diário. Perambular pelos lugares conhecidos e descobrir novos. Apreciar o céu, a casa e o prédio bonitos, os detalhes contidos neles, a árvore, o jardim, os gatos e os cachorros que ali vivem, o canto dos pássaros. Cumprimentar as vizinhas e os vizinhos, espiar a rotina das famílias que se entrevê, a saída pro trabalho, a ida e volta da escola, a varrição da calçada, o retorno do supermercado, o banho de sol da bicharada da casa. E ao longo do caminho, cobrir de bom dia ou boa tarde as/os passantes, na expectativa de quem irá responder. E foi assim, nessas andanças, que fui fazendo alguns paralelos sobre a cidade, sua paisagem e temas ligados à longevidade e ao envelhecimento.
Desculpaí, arquitetos e urbanistas.
Logo de início, peço licença aos arquitetos e urbanistas para me meter onde não fui chamada. Afinal, não conheço nada sobre esse campo de conhecimento. Simplesmente sou uma caminhante curiosa e cidadã interessada nas transformações que enxergo.

O envelhecimento e o idadismo
Todos nós temos um ciclo de vida: infância, adolescência, juventude, adultez e velhice. E não apenas nós, animais humanos, os seres da Natureza também possuem seus ciclos de vida. Em cada fase de nosso ciclo de vida, é possível encontrar coisas boas e coisas ruins. Quem já não ouviu falar dos traumas ou das belezas da infância? Das angústias da adolescência, seus desarranjos hormonais e suas descobertas maravilhosas? Assim, a gente segue vivendo cada fase da nossa vida. No entanto, conforme envelhecemos, vamos tendo mais dificuldade de enxergar suas partes boas e valorizando as partes ruins. E, pior, porque vivemos numa cultura onde o belo é tudo o que remete à juventude, buscamos, por diversos meios, formas de nos tornarmos jovens novamente, como se isso fosse praticável.
E é aí que começa o idadismo, termo que se refere ao preconceito, estereótipos e discriminação em relação à idade das pessoas. A expressão ageism foi criada em 1969 pelo gerontólogo e psiquiatra norte-americano Robert Neil Butler, o termo idadismo foi adotado oficialmente pela Organização Mundial da Saúde – OMS em 2022, que também é conhecido como etarismo ou ageísmo.

A cultura jovencentrista refletida nos prédios da cidade
O não cessar de nascimento de prédios novos, brilhantes, cheios de concreto, colocando abaixo aqueles pequenos prédios e casas que até ontem tinham histórias, antigos, velhos, cheios de infiltrações, me faz lembrar uma mulher ou jovem, modernos, capazes, ágeis, cheios de juventude e hormônios, substituindo os idosos, agora considerados inúteis, atrasados tecnologicamente, cheios de rugas, varizes, usando fraldas e andador, sendo julgados sem nenhuma condição de seguir adiante. Mas também sem nenhuma tentativa de convivência.
Esses que, nos dias de hoje, são os prédios “modernos” serão o quê daqui a quarenta anos? Qual será a solução que encontraremos para eles? Repetiremos a mesma atitude? Iremos substituí-los por “novos” porque entenderemos eles como “antigos”? Fico a me perguntar: como seria numa família? Se um pai não dá exemplo de cuidado e respeito para com os mais velhos, o que dirá para sua filha e seu filho quando ele enfrentar a velhice? Estamos pensando sobre o legado daquilo que estamos fazendo hoje?
Temos medo de “demenciar”, mas quem provoca somos nós.
Com o passar do tempo, nossas referências vão sumindo. A ponto de tudo ficar num tom pastel: Lembra de onde ficava o… como é mesmo? Lá perto daquele outro lugar… aquele que fechou anos atrás e que agora é um prédio novo, sabe, né? Dia desses, me peguei tendo uma conversa assim, meio maluca, com uma amiga. A solução foi ir pro Google Maps… “demenciamos”, nossas referências foram apagadas da cidade, até que se esvaziaram das nossas memórias. Entristeci.

A intergeracionalidade
Assim como no envelhecimento dos seres da Natureza há coisas boas e ruins, e em todas as fases do nosso ciclo de vida, vejo o mesmo no que se refere à arquitetura, respeitando o gosto de cada um. Olha um prédio novo, pode ser lindo de morrer, moderno, cheio de inovação, mas também pode vir com sobra de construção nos canos, problemas estruturais, paredes finas e piso sem isolamento entre os vizinhos que descobriremos ao entrar. Num prédio velho, que não tem fiação para internet, nem interruptor de três pontas, o piso seja velho e não tenha suíte para todos os quartos, você talvez encontrará uma cozinha e tamanhos de quartos e sala imensos, a certeza de que não ouvirá nem será escutado pelos vizinhos, uma qualidade de materiais “de antigamente” que hoje jamais encontrará nos “novinhos”.
Mas, então, existe solução? Eu, como palpiteira de plantão e caminhante por prazer, adoraria ver uma cidade cheia de tudo, construções antigas, onde iria me reconectar com minha história e lembranças, e novas, por onde iria descobrir novidades e construir novas memórias. Quem sabe, “híbridas”? Onde as construções fossem reformadas e se atualizassem? Entretanto, na minha observação diária, parece que a cidade dos prédios novos está excluindo a dos prédios e casas antigas, precisa?
Por isso, lanço aqui o apelo, não sei pra quem – pois não é a minha área e nem sei para quem direcioná-lo – pra gente construir uma cidade com menos idadismo em sua arquitetura, respeitando e valorizando o ciclo do envelhecimento de nossas construções, sem provocar o esvaziamento da nossa memória, criando um ambiente de intergeracionalidade, uma convivência multigeracional. Para que, daqui a 100 anos, nossos netos possam conhecer, por meio da nossa arquitetura, uma Porto Alegre desde seu nascimento e de todas as suas décadas, e possam continuar sonhando e construindo a sua Porto Alegre.

Conversa de uma jovem … com uma amiga mais velha. Um texto que me identifica muito. Leiam:
Perguntei a uma amiga minha que já ultrapassou os 60 anos: Que tipo de mudança ela está sentindo? Ela me enviou as seguintes linhas muito interessantes:
1) Depois de amar meus pais, meus irmãos, meu marido, meus filhos, meus amigos, agora comecei a me amar.
2) Acabei de perceber que não sou “Atlas”. O mundo não repousa sobre meus ombros.
3) Agora parei de negociar com vendedores de frutas e verduras. Afinal, alguns centavos a mais não vão abrir um buraco no meu bolso, mas podem ajudar o pobre homem a economizar para as taxas escolares dos filhos.
4) Pago o taxista sem esperar o troco. O dinheiro extra pode trazer um sorriso ao seu rosto. Afinal, ele está trabalhando muito mais duro do que eu.
5) Parei de contar aos mais velhos que já contaram essa história muitas vezes. Afinal, a história os faz trilhar o caminho da memória e reviver o passado.
6) Aprendi a não corrigir as pessoas, mesmo quando sei que estão erradas. Afinal, a responsabilidade de tornar todos perfeitos não é minha. A paz é mais preciosa do que a perfeição. (Se a pessoa vive numa bolha, deixa… não arrebente a bolha)
7) Dou elogios de forma livre e generosa. Afinal, melhora o humor não só do destinatário, mas também de mim mesmo.
8) Aprendi a não ser incomodado por alguma mancha na minha camisa. Afinal, a personalidade fala mais alto do que as aparências.
9) Eu fico longe de pessoas que não me valorizam. Afinal, eles podem não saber meu valor, mas eu sei.
10) Fico calmo quando alguém faz política suja para ficar à minha frente na corrida dos ratos. Afinal, não sou um rato e também não estou em nenhuma corrida.
11) Estou aprendendo a não ter vergonha de minhas emoções. Afinal, são minhas emoções que me tornam humano.
12) Aprendi que é melhor abandonar o ego do que romper um relacionamento. Afinal, meu ego vai me manter distante, enquanto com relacionamentos eu nunca estarei sozinho.
13) Valorizo meu tempo… cada minuto, usando como e onde eu quero e posso. Faço escolhas melhores e não entro em embates desnecessários.
14) Aprendi a viver cada dia como se fosse o último. Afinal, pode ser o último. Adoro viajar então voo longe.
15) Estou fazendo o que me deixa feliz. Afinal, sou responsável pela minha felicidade e devo isso a mim mesmo.
16) Vivo de bem com a vida e com otimismo, afinal cheguei até aqui bem e pretendo continuar assim. Sem stress!
17) Me tornei “minimalista”, menos é mais. Só compro o necessário… repenso antes de comprar, doo o que não uso mais a quem precisa.
18) Gosto de silêncio e da minha companhia, muitas vezes. Aprendi a me ouvir mais.
19) Mas também gosto de estar com minha família e meus amigos. Conversa e passear juntos são sabor a vida!
20) Tenho gratidão por tudo que tenho e recebo. Agradeço todos os dias.
E você? Já pensou nas mudanças que o tempo nos trás?
Me conte.

Se essa moda pega aqui no Brasil 🇧🇷, iria ajudar muito. Torço pra isto acontecer logo 🤞.
Mesmo eu tendo alguns poucos conhecimentos sobre o assunto, e tomando certos cuidados para não cair nos golpes, ainda sim… os fraudulentos e rackers estão sempre a frente… e podemos cair em seus golpes, sim. Eu já caí!
Um país 🇧🇷 que tem muitos idosos, sofrendo diariamente todos os tipos de golpes (sem a devida proteção das instituições financeiras e do governo, que acabam querendo jogar no nosso colo o prejuízo que estes golpes causam… em vez de buscar maiores proteções aos clientes, especificamente aos idosos (seus alvos preferidos). 👀 Nos dando um trabalho imenso… tendo que entrar com “processo judicial” (pela delegacia das pequenas causas e/ou com advogados) para sermos ouvidos/ atendidos 👀 e na maioria das vezes, após analisar cada caso, o juíz julga procedente e voltamos a ter paz) …
Golpes que principalmente causando- nos grande prejuízos financeiros e intensificando muitas vezes os problemas de saúde, devido ao: medo, vergonha, falta de conhecimento com as novas tecnologias, na internet, solidão, falta de sermos ouvidos e protegidos pelas instituições financeiras e governo etc…
Na Inglaterra 🏴 surgiu
Dona Daisy que é especializada em combater crimes cibernéticos. 100% inteligência artificial, Trabalha com telefone fixo… mas de forma disruptiva! 👀 Para enrolar os golpistas e mantê-los na linha o maior tempo possível. Com resultados incríveis.

Veja como ela atua: https://www.linkedin.com/posts/maurowainstock_idoso-golpe-inteligaeanciaartificial-activity-7285228072901955584–fNM?utm_source=share&utm_medium=member_desktop
Dona Daisy é especializada em combater crimes cibernéticos.
Trabalha com telefone fixo… mas de forma disruptiva!
Ela é 100% inteligência artificial. Foi criada para ajudar a polícia britânica a coibir estelionatários que aplicam golpes pelo telefone.
Os mais comuns são de ligações falsas da Receita Federal e de bancos, que têm os idosos como principal alvo.
A função dela é simples: enrolar os golpistas e mantê-los na linha o maior tempo possível. Ela faz muitas perguntas, comentários inúteis e vence pelo cansaço.
A ideia foi da VCCP, uma empresa de telefonia do Reino Unido. De acordo com o diretor criativo Morten Legarth, em apenas três meses Dona Daisy já atendeu a mais de mil chamadas. “Ela virou uma espécie de heroína, as pessoas se sentem vingadas através dela”.
A idosa fez tanto sucesso que vai ganhar “colegas de trabalho”, novos personagens feitos com a ajuda da inteligência artificial. E assim vai nascendo uma nova tropa de choque anti-golpista…


Se gostou 👀 Acesse a reportagem completa: https://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2025/01/13/vovo-de-inteligencia-artificial-ajuda-policia-britanica-a-combater-estelionatarios-que-aplicam-golpes-pelo-telefone.ghtml?UTM_SOURCE=whatsapp&UTM_MEDIUM=share-bar-app&UTM_CAMPAIGN=materias

Conhecendo um pouco do Algarve 🇵🇹
Tavira é uma pequena cidade na costa algarvia, localizada na região sul de Portugal. É considerada a cidade mais romântica do Algarve e uma das mais agradáveis que eu gosto muito de vir passear, fica bem pertinho de Faro (25Km).

Estende-se ao longo do Rio Gilão, que chega ao mar através das entradas das lagoas do Parque Natural da Ria Formosa. Aqui, a vida segue o ritmo suave do Rio Gilão.

Tem um “centro histórico” muito bonito, que é composto por igrejas caiadas de branco, com ruas pequenas e praça. Suas ruas são como um labirinto de ruas de paralelepípedos, bom para se caminhar… Pudemos apreciar a calçada portuguesa, que serpenteiam por casas decoradas com os tradicionais azulejos portugueses. Dá pra se maravilhar com a sua arquitetura tradicional e bem preservada (como os típicos telhados chamados de telhados de tesouro ou de tesoura).

Tem ainda ao centro, o interessante Castelo Medieval de Tavira, que oferece vistas lindas da cidade.

A Igreja de Santa Maria do Castelo, muito interessante, alberga os túmulos de 7 cavaleiros mortos pelos mouros.

É uma pequena cidade pesqueira, Tavira combina dois elementos típicos do Mediterrâneo: arquitetura mourisca e praia de areias douradas.

As suas ilhas-barreira, que fazem parte do Parque Natural da Ria Formosa, têm algumas das melhores praias do país (de águas mais quentes no Algarve) e que são acessíveis por barco.

A Ilha de Tavira tem uma longa praia arenosa e salinas que atraem flamingos, colhereiros e outras aves pernaltas.


Tudo isto faz com que a cidade seja bastante parecidas por mim e pelos visitantes em geral; um destino perfeito para quem procura fazer umas férias que combinem cultura e praia.


O que mais nos dói e atrapalha na morte de quem amamos, de imediato, é o desaparecimento súbito do corpo. Essa repentina falta de assunto para os olhos físicos, bem acostumados que são com o tom da pele, o jeito dos cabelos, os diferentes desenhos de sorriso para cada contexto, a linguagem do olhar, a expressão corporal que cada um tem para falar e silenciar. E também o som da risada, o registro da voz, a textura do abraço, músicas que os sentidos ouvem e correm pra contar para o coração.
Fica, de cara, uma ausência esquisita. Esse estranho fechamento das cortinas quando o show continua a acontecer para nós. Essa inexistência física de um lugar para onde ir que nos permita encontrar o que habitualmente encontrávamos. Até nos darmos conta de que existem outros olhos para ver, a tristeza nos perturba. E dói. Dói muito.
Depois que a minha avó morreu, muitas vezes eu me flagrei tirando o telefone do gancho no ímpeto amoroso de ligar para ela para dividir alguma alegria ou algum desconcerto, como eu sempre fazia. Era um embaraço constatar, segundos depois, ao ouvir o sinal da linha, que, pelos meios materiais, não havia um número para o qual eu poderia discar e ela pudesse atender com a voz que era dela. Aquela pergunta rotineira que somente ela fazia: “tudo azul com bolinhas brancas?”
Somente o tempo me trouxe o conforto de aprender a encontrá-la no meu coração. De ouvir as coisas que ela certamente me diria se pudesse me dizer. De ver e sentir o seu sorriso tão nítido, tão próximo, na minha memória, que faz tudo ficar ensolarado, mesmo quando é cinza o céu do meu momento. Ninguém morre quando continua no outro. Mas só o tempo nos ensina o caminho dessa mágica do amor. Só o tempo, esse cicatrizante.
By Ana Jacómo

Para refletir:
Hoje eu escolhi não reclamar,
Da casa que está desarrumada, porque ao contrário de muitas pessoas, a casa delas nem existe mais.
Dos meus cães ou gatos enchendo a casa de pelos, porque muitos vão procurar os seus e nunca mais vão encontrar.
Da roupa que não posso lavar, muitos só tem uma hoje pra usar.
Da umidade que não seca nada por falta do sol, muitos nunca mais poderão vê lo brilhar.
Eu não vou reclamar de ter de ficar dentro de casa, seca, quentinha por causa da chuva, por causa do calor, por causa de simples desconforto… porque ao contrário de mim, existem pessoas em cima do telhado, molhados e com frio sem ter certeza se e quando irão sair dali.
Eu hoje decidi não reclamar, decidi AGRADECER.
(Autor desconhecido)
Obrigada Senhor! Pela vida… e por tanto que eu tenho 🙏🏻 e me perdoe por muitas vezes não dar o devido valor!
Sejamos gratos e que possamos sempre ter bênçãos de Deus sobre nossas vidas. 🙏🏻

Acompanho o site da Eurodicas a muito tempo, desde que comecei a querer morar em Portugal, depois da nossa aposentadoria. Já iniciamos nosso processo de mudança… Neste artigo, da Eurodicas eles abordam sobre as angústias da pessoa neste processo de imigração, tanto do lado bom como do lado cheio de dúvidas. Me trouxe algumas reflexões que achei importante compartilhar aqui com vocês. Leiam:
A imigração é um processo que envolve uma grande transformação na vida de uma pessoa e por conta disso, pode desencadear reações significativas, especialmente durante os primeiros momentos no novo país. O período do início da imigração é marcado por diversas descobertas, algumas são gratificantes, enquanto outras podem ser extremamente estressantes.
É comum o imigrante passar por uma fase chamada “lua de mel”, na qual o estrangeiro se sente encantado com sua nova casa e radiante pela realização de um sonho. No entanto, também é possível vivenciar uma fase de sentimentos intensos de insegurança e medo do desconhecido, mesmo que tenha se preparado e desejado profundamente esta mudança.
Você pode estar se perguntando: como podem surgir sentimentos tão opostos em um mesmo momento? E é justamente sobre isso que irei falar nesta coluna.
A fase da lua de mel
A sensação de viver a “lua de mel” se assemelha ao sentimento de um turista, pois a sua identidade continua enraizada no Brasil. Nesse período, o imigrante sente um forte desejo de explorar e aproveitar tudo que a cidade tem a oferecer.
Frequentemente ele experimenta emoções profundas ao viver algo que antes apenas imaginava. É um momento marcado pela curiosidade e vontade de experimentar muitas coisas diferentes ao mesmo tempo.
É fundamental para o estrangeiro nutrir a curiosidade e criar afeto pelo seu novo país. Isso pode facilitar a interação com novas pessoas e proporcionar uma compreensão mais profunda da história daquele local, contribuindo assim para tornar a adaptação mais leve. No entanto, é importante ser cauteloso, pois toda lua de mel eventualmente chega ao fim.

E depois da lua de mel?
Com o decorrer das primeiras semanas, a empolgação inicial começa a diminuir, dando espaço a uma nova rotina. O imigrante, que antes se sentia como um turista, percebe que não saiu do Brasil para simplesmente tirar férias e que a vida no exterior também tem os seus desafios e imperfeições.
Para aqueles que estão vivenciando esse momento, é necessário estar consciente de que a fase da lua de mel inevitavelmente chegará ao fim. Alguns podem interpretar isso como uma adaptação mal sucedida ou um retrocesso, mas, na realidade, isso faz parte do processo.
A adaptação não segue um caminho, é um linear, e o término da lua de mel indica que você está começando a compreender a dimensão dessa mudança, deixando de se sentir um turista para assumir o papel de um estrangeiro de fato.
A fase da insegurança
Não é o caso de todos os imigrantes experimentarem a fase de lua de mel, muitos chegam no novo país com preocupações e inseguranças. A decisão de migrar ou a própria viagem podem ser fontes de estresse por si só. Somando isso a todas as burocracias que geralmente precisam ser resolvidas nesse período, o sentimento de medo do desconhecido e a exaustão podem surgir de forma muito intensa.
As questões burocráticas, as barreiras de comunicação, a sensação de solidão e a busca por moradia ou emprego são alguns dos fatores que podem desencadear medo e ansiedade entre os recém chegados. Todos esses desafios são amplificados pela falta de experiência em relação ao funcionamento dessa cultura.
Mesmo que o imigrante busque informação, a realidade do dia a dia e o contato direto com essa comunidade pode ser bastante assustador.
Consequências da insegurança
A insegurança é uma emoção natural, principalmente quando se está diante a uma situação nova.
Porém, esse sentimento em excesso pode causar sofrimento e questionamentos sobre a decisão de se mudar. Em alguns casos, o imigrante pode se sentir tão sobrecarregado ao ponto de ficar paralisado, ou seja, encontrar dificuldades significativas em cumprir obrigações importantes, o que pode agravar ainda mais sua sensação de medo.
O medo intenso ao longo prazo pode levar o estrangeiro a sentir-se incapaz de se integrar à nova cultura e até mesmo a lamentar ter deixado o seu país de origem. Quanto mais se entrega ao medo, menos conseguirá se conectar com o novo país, prejudicando assim o seu processo de adaptação.
São os desafios diários na vida do imigrante que o fazem sentir-se mais integrado, pois cada obstáculo superado o leva a aprender o que é necessário para se adaptar. É crucial assumir riscos e tomar decisões difíceis, mesmo sentindo medo, para estabelecer sua própria rotina e reconstruir sua identidade como estrangeiro.
É possível viver a lua de mel e a insegurança ao mesmo tempo?
Algumas pessoas também experimentam uma oscilação entre a fase de lua de mel e os sentimentos de insegurança, o que pode ser bastante confuso. Uma dúvida comum é:
Como é possível estar encantado com o país e, ao mesmo tempo, sentir medo de viver aqui?
O fato é que, durante esse estágio inicial de mudança, coisas boas e ruins podem acontecer, e por isso surgem sentimentos confusos e diferentes. É fundamental que você procure compreender suas emoções e de onde elas surgem, a fim de dar um significado a elas.
É completamente possível e natural viver sentimentos opostos em um curto período de tempo, especialmente quando se está passando por uma mudança significativa na vida. Quando você toma consciência dessas emoções, consegue diferenciar o que te traz alegria, como a sensação de explorar e conhecer novos lugares, e o que te causa angústia, como a saudade da família, por exemplo.
Dessa forma, você poderá compreender que esse processo pode ser simultaneamente doloroso e gratificante. Nós costumamos simplificar nossos sentimentos e escolhas, como se houvesse apenas respostas certas ou erradas, quando, na realidade, há o meio-termo. Esse equilíbrio é crucial para lidar com os desafios e apreciar as realizações ao longo da sua jornada como imigrante.

Como lidar com esses sentimentos?
Uma forma de cuidar da sua saúde emocional, nos últimos dias no Brasil e também nos primeiros dias no exterior, é alinhando as suas expectativas. Isso pode ser benéfico tanto para lidar com as surpresas agradáveis quanto para enfrentar os desafios inesperados.
Compreender quais sentimentos podem surgir durante esse momento pode ser útil para antecipar e se preparar de maneira mais eficaz, reduzindo assim a probabilidade deles te surpreenderem. Ao estar ciente das possibilidades, é possível tomar medidas preventivas para evitar o surgimento de emoções intensas e negativas.
Procurar informações na internet e ler relatos de imigrantes é uma ótima ferramenta para se preparar emocionalmente e adquirir um entendimento mais profundo sobre esse processo. A tecnologia é uma grande aliada para nós imigrantes, tornando mais simples a busca por apoio e a descoberta de comunidades onde é possível compartilhar experiências semelhantes às suas.
Outra dica essencial é estar consciente de seus próprios limites, identificar suas áreas de dificuldades e força, para reconhecer suas necessidades e, se for preciso, procurar auxílio de um profissional da saúde mental caso essa transição esteja se tornando muito dolorosa para você. Há terapeutas especializados nesse processo de adaptação de imigrantes que podem desenvolver um plano de tratamento personalizado, considerando suas necessidades individuais.
Não deixe de procurar ajuda, pois este é um momento que pode ser bastante delicado em nossas vidas, e muitos dos maiores desafios na adaptação a um novo país estão relacionados à saúde mental. Portanto, não deixe de incluir o autocuidado em seu planejamento de mudança para uma adaptação mais tranquila.
By Julia Cardozo, psicóloga.
Fonte: