AS MÃOS DE MINHA MÃE.

Tem texto que leio e que marcam, muitas vezes me identifico, assim como este. Leiam: O tempo insiste em ser verdadeiro no dorso das mãos. O rosto despista, atenua os anos corridos com corretivos simples e semblante suave, mas as pregas das mãos denunciam o tempo dos ganhos e das perdas, dos dias vividos e irremediavelmente vencidos.
O tecido que recobre suas mãos conta os anos de magistério com o giz em punho, a sensação de sentir-se segura no entrelaçamento de dedos com meu pai, o tempo de gerar e criar, o sol diário na despreocupação com o protetor solar, o carinho ao cair da noite, a firmeza ao volante, os gestos exagerados durante as costumeiras piadas, os movimentos contidos na desavença, o calor na menopausa, o frio na tristeza, o suor na espera, a suavidade resignada na prece e recomeço.

Sabe mãe, carrego alguma nostalgia da época em que suas mãos eram lisas e uniformes. Mas é no hoje, porém, que aprendi a respeitar o significado do desenho das veias que saltam através do tecido fino, e das manchas salpicadas como gotas de tinta decorando a fina estampa de sua superfície. Trazem mais história que ambição, exemplo de uma vida de coragem e superação.
Observo seu rosto mas a sinto em suas mãos. Sei que carregam o tempo e a vivência, o que deixou pra trás e o que tem guardado dentro de si. E admiro os sulcos que traduzem o amadurecimento e o olhar reciclado perante a vida; a sabedoria de entender-se completa, ainda que lhe faltem pedaços.

Talvez os sulcos sejam mais que deficiências cutâneas provocadas pelos raios de sol. Talvez sejam faltas que lhe acompanham e hoje fazem parte daquilo que se tornou.
Sinais de uma vida repleta de presença e ausência, orfandade e resiliência, alturas e tombos. Sei de seus voos, mãe, mas também acompanhei sua perda de altitude. Você, que sempre esteve no comando, teve que aprender a ser conduzida também. E isso lhe tornou uma pessoa melhor. Com mais marcas, mas melhor.
É por isso que admiro tanto suas mãos, mãe. Porque me mostram que você não é de ferro. Você é de verdade, assim como eu e meus irmãos. E descobri-la mais humana tem me ajudado a entender a vida também. Porque assim é mais fácil compreender que todos nós até você carregamos dúvidas, incertezas, desilusões. Mas tudo isso é superável também. Apesar dos cabelos brancos e das pintinhas coloridas, estamos diariamente tentando resistir. E você é dura na queda, mãe. Você é porreta. De uma fé e certeza tão grandes que a gente duvida se é feita do mesmo tecido. Mas então eu tenho as suas mãos. E elas dizem que sim, que você também enfrenta desafios, você também sente na carne cada uma de suas dores. A diferença é que aprendeu a lidar bem com elas, e não está nem aí se lhe causaram algum dano visível ou invisível. Você só quer saber do que virá depois.
Agora recordo uma história que aconteceu há aproximados dois anos. Fomos visitar minha amiga que tinha perdido a mãe no dia anterior. Eu perdi o apetite porque sentia a perda da mãe dela dentro de mim, como se fosse você que não estivesse mais ali. Mas você estava. E ao ser confrontada pela sobrinha da minha amiga, que não entendia o porquê do sofrimento e morte da avó, disse-lhe mais ou menos isso: “Você ainda não entende porque tem muito chão pela frente. Quando tiver a minha idade, vai aprender e conseguir aceitar também”. Acho que naquele momento, as mãos da menina começavam a rachar também, só que de um jeito imperceptível. Mas você soube apaziguar um pouco a dor. Vc Do alto de seus sessenta e poucos, soube colocar aquelas mãos tão jovens entre as suas e doar uma ponta de serenidade…
Minhas mãos começam a mudar também. Estão mais finas, e o esverdeado das veias faz contraste com o caramelo de minha pele. Meu filho chama atenção para elas. Diz que estão mais magras e entendo que o colágeno vai indo embora enquanto se aproximam outras noções acerca do meu tempo e espaço.
Aos poucos sigo seu caminho e desejo assemelhar-me a você. Nos gestos, nas andanças, na vontade de responder ao mundo como você tem respondido.

Mostrando ao Bernardo que, ainda que não haja remédio para a perda de gordura e saliência dos tendões, há delicadeza e poesia no tempo que chega de mansinho, de um jeito ou de outro, irremediavelmente.
Obrigada mãe, por não tentar esconder o traçado de suas mãos. Por não querer disfarçar os sinais de um tempo que se desenrolou cheio de promessas e desfechos nem sempre fiéis ao que se esperava deles. Por me mostrar que a vida nos aproximou como meninas crescidas, e hoje posso me preocupar com você tanto quanto você se preocupa comigo.
Obrigada por me ensinar a não censurar o que o tempo traz sem o nosso consentimento, perdoando as marcas que não podemos controlar, reagindo com alegria aos dias que nem sempre são só bons.
Acima de tudo, por me dar a mão e mostrar que nossos sinais são resquícios de uma vida que se viveu intensa e plenamente. Amo você ! Belíssimo texto de autoria desconhecida, com olhar poético sobre o envelhecimento de uma mãe 👀😍

“Só por hoje quero apenas um dia recheadinho de alegria, amor e paz com o perfume suave da compreensão, aceitação e gratidão”.(Sonia Peter)

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https://oterceiroato.com/2020/08/18/filho-desejos-de-uma-mae-ao-filho-quando-se-casou/

DE REPENTE… ENVELHECI!

Querendo ou não, iremos todos envelhecer.
As pernas irão pesar, a coluna doer, o colesterol aumentar.
A imagem no espelho irá se alterar gradativamente e perderemos estatura, lábios e cabelos.
A boa notícia é que a alma pode permanecer com o humor dos dez, o viço dos vinte e o erotismo dos trinta anos.
Erótica é a alma que se diverte, que se perdoa, que ri de si mesma e faz as pazes com sua história.
Que usa a espontaneidade pra ser sensual, que se despe de preconceitos,
intolerâncias, desafetos.
Erótica é a alma que aceita a passagem do tempo com leveza e conserva o bom humor apesar dos vincos em torno dos olhos e o código de barras acima dos lábios; erótica é a alma que não esconde seus defeitos, que não se culpa pela passagem do tempo.
Erótica é a alma que aceita suas dores, atravessa seu deserto e ama sem pudores…

Refleti muito neste texto de Telma Murat.

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SER VOVÓ… FELICIDADE INFINITA!

Não existe emoção maior do que ser avó, no envelhecer. Quem já viveu sabe bem disto. A nossa vida se transforma.

“A notícia da “vovó-dade” provocou de imediato um baita susto. Estaria preparada para essa nova aventura?
Ouvia dizer que avó era ser mãe com açúcar. Como assim?
E de repente estava ali aflita no corredor da maternidade. Com o coração pulsando a mil!
Olhar para aquela coisinha atrás do vidro foi uma emoção sem igual.
Aconchegar ao colo olhando para os olhinhos e sentindo o cheirinho doce vindo daquela boquinha elevou por completo minhas taxas de serotonina.
Rir de tudo o que ele fazia, brincar juntos embaixo da mesa, me por de quatro para ser seu cavalo… foi me transformando no ser mais patético e encantado desse mundo.
Atualmente, acompanhar virtualmente as brincadeiras no quintal, o futebol no gramado, as andanças de bike, as horas de refeições e contar histórias antes do sono… é tudo um pedaço do céu!
Avó é, de fato, mãe com açúcar! E neto é o próprio merengue com chantilly, morango e calda de chocolate!!”

Escrito (2020) com doçura e muito amor por minha amiga Rosaria Callil, contando a emoção de ser avo 😍 para seus netos que moram em Brasilia e Fortaleza. São eles: Theo, Bento, Luca, Flora, Luiza e Guilherme…

Faço de suas palavras um glorioso grito de sabor, cheio de tempero e uma amorosidade na infinita benção em sermos avós. Lembrando dos meus netos: João Pedro, Eva e Noah… Para os que ainda não são, saberão como vai ser. Ou ainda encontrarão netos escolhidos pelo coração para sentir a avosidade.

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O BOLO DO CHOCOLATE DE AVÓ. 😍

Uma triste realidade de muitos avós e pais no envelhecer. Precisamos repensar 👀. Os anos se passam 😔 a vida transforma tudo. O corre corre do dia a dia acaba afastando as pessoas. Já não tem tanto tempo mais para dar tanto afeto que precisam… 😍 no entanto temos sede de amor e de conversar simplesmente como era antigamente. Adorei este texto de Sidney Gavin, da pra refletir bastante:

Um dia, você fica cansado da solidão, da falta de atenção, você começa a perceber que já não faz tanta falta…Os netos que ficavam dias na sua casa e que passavam as férias com você, viajando, indo a cinemas, lanchonetes, festas, brincando, rindo…Cresceram e você ficou lá atrás, na infância deles…

Quando vai visitá-los, eles preferem ficar em seus quartos com aparelhos eletrônicos do que a sua visita e seu abraço…Você e sua esposa ficam sentados num sofá na sala sozinhos e acabam indo embora e muitas vezes parece até que eles desejavam isso… Deduzem que porque somos idosos, não percebemos as coisas, não sentimos falta de carinho, talvez seja nessa fase da vida que necessitamos mais de um beijo, de um abraço… De atenção!

A gente só consegue matar a saudade dos filhos e netos se formos visitá-los num dia em que eles não estejam ocupados… Não te convidam para um almoço tranqüilo, para conversar sobre as crianças, as notas escolares, e outras amenidades do cotidiano…Enfim, para passarmos algumas horas juntos igual antes.

Outro dia você telefona porque a saudade voltou a judiar e sua esposa fez um bolo de chocolate para as crianças e vocês querem ir vê-los, mas não podem, porque eles vão ao Shopping, a casa de amigos, receber visitas ou qualquer outra coisa, não tem um tempinho para nós, não cancelam nada para ficarem um pouco ao nosso lado… Naquela tarde você e sua esposa comem no café da tarde o bolo de chocolate feito com tanto carinho e saudade…

Você sente a falta de um telefonema, assim: “Pai! fiz um almoço gostoso, vem almoçar com a gente e passar a tarde aqui para colocarmos a conversa em dia” ou “Mãe estamos indo ai almoçar com vocês, estamos levando o pudim de coco que o papai gosta!” ou ainda “Vô! como vocês estão? Vem me buscar, quero dormir ai, amo vocês!”

Nesse dia que cansou da solidão, você vende sua casa, onde viveu feliz por muitos anos, para onde foi com seu amor quando casaram, onde seus filhos nasceram, cresceram e um dia mais tarde seus netos correram atrás de você se atirando em seus braços te apertando e rindo, te fazendo de cavalinho e dizendo o tanto que gostavam de você…Escolhe uma Casa de Repouso bem distante, e vai morar lá até quando Deus quiser, junto a pessoas que tem empatia por você, os mesmos problemas e as mesmas dores.

No entardecer de um dia de verão, você e sua esposa estão no jardim da Casa, vendo fotos amareladas, relembrando momentos felizes e comendo o bolo de chocolate que sua esposa sempre faz, quando algumas sombras dançam sobre a mesa, vocês erguem os olhos e ali de pé ao lado de vocês estão seus filhos já grisalhos, os netos agora adultos e talvez algum bisneto que vieram vê-los… Mas agora já é tarde… Você já não lembra de tantas coisas… O silêncio se faz e lágrimas ralas e lentas escorrem pelo seu rosto molhando as fotos espalhadas na mesa, enquanto a tarde começa lentamente a definhar…


Antes que isto aconteça vamos mudar… ter mais encontros presenciais ou virtuais (on-line) da forma que der. Vale tudo. Sempre é tempo de começar… Ambos vão ter muito do que recordar… muito além do bolo de chocolate. Doces memórias carregadas de afeto e amor. Abraços e Paz!

https://oterceiroato.com/2020/10/12/casa-de-mae-depois-que-se-vao/

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SER FELIZ… SIMPLES ASSIM!

Dê sempre o seu melhor…
E o melhor virá.
Às vezes as pessoas são egocêntricas,
Ilógicas e insensatas…
Perdoe-as assim mesmo.
Se você é gentil, as pessoas podem
Acusá-lo de egoísta e interesseiro…
Seja gentil assim mesmo.
Se você é um vencedor, terá alguns
Falsos amigos e alguns inimigos verdadeiros…
Vença assim mesmo.
Se você é honesto e franco,
As pessoas podem enganá-lo…
Seja honesto e franco assim mesmo.
O que você levou anos para construir,
Alguém pode destruir de uma hora para outra…
Construa assim mesmo.
Se você tem paz e é feliz,
As pessoas podem sentir inveja…
Seja feliz assim mesmo.
O bem que você faz hoje
Pode ser esquecido amanhã…
Faça o bem assim mesmo.
Dê ao mundo o melhor de você,
Mas isso pode nunca ser o bastante…
Dê o melhor assim mesmo.
E veja você que, no final das contas,
É entre você e Deus…
NUNCA SERA ENTRE VOCÊ E ELES!
Adorei este texto de Kent M. Keith.

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QUANDO A CASA DOS AVÓS SE FECHA.

Acho que um dos momentos mais tristes da nossa vida é quando a porta da casa dos avós se fecha para sempre, ou seja, quando essa porta se fecha, encerramos os encontros com todos os membros da família, que em ocasiões especiais quando se reúnem, exaltam os sobrenomes, como se fosse uma família real, e, sempre carregados pelo amor dos avós, como uma bandeira, eles (os avós) são culpados e cúmplices de tudo.

Quando fechamos a casa dos avós, também terminamos as tardes felizes com tios, primos, netos, sobrinhos, pais, irmãos e até recém-casados que se apaixonam pelo ambiente que ali se respira.

Não precisa nem sair de casa, estar na casa dos avós é o que toda família precisa para ser feliz.

As reuniões de Natal, regadas com o cheiro a tinta fresca, que cada ano que chegam, pensamos “…e se essa for a última vez”? É difícil aceitar que isso tenha um prazo, que um dia tudo ficará coberto de poeira e o riso será uma lembrança longínqua de tempos talvez melhores.

O ano passa enquanto você espera por esses momentos, e sem perceber, passamos de crianças abrindo presentes, a sentarmos ao lado dos adultos na mesma mesa, brincando do almoço, e do aperitivo para o jantar, porque o tempo da família não passa e o aperitivo é sagrado.

A casa dos avós está sempre cheia de cadeiras, nunca se sabe se um primo vai trazer namorada, porque aqui todos são bem-vindos.

Sempre haverá uma garrafa térmica com café, ou alguém disposto a fazê-lo.
Você cumprimenta as pessoas que passam pela porta, mesmo que sejam estranhas, porque as pessoas na rua dos seus avós são o seu povo, eles são a sua cidade.

Fechar a casa dos avós é dizer adeus às canções com a avó e aos conselhos do avô, ao dinheiro que te dão secretamente dos teus pais como se fosse uma ilegalidade, chorar de rir por qualquer bobagem, ou chorar a dor daqueles que partiram cedo demais. É dizer adeus à emoção de chegar à cozinha e descobrir as panelas, e saborear a “comida da nona”.

Portanto, se você tiver a oportunidade de bater na porta dessa casa e alguém abrir para você por dentro, aproveite sempre que puder, porque ver seus avós ou seus velhos, ficar sentado esperando para lhe dar um beijo é a maior sensação, maravilhosa, que você pode sentir na vida.

Descobrimos que agora nós temos que ser os avós, e nossos pais se foram, nunca vamos perder a oportunidade de abrir as portas para nossos filhos e netos e celebrar com eles o dom da família, porque só na família é onde os filhos e os netos encontrarão o espaço oportuno para viver o mistério do amor por quem está mais próximo e por quem está ao seu redor.

Aproveite e aproveite a casa dos avós, pois chegará um tempo em que na solidão de suas paredes e recantos, se fechar os olhos e se concentrar, poderá ouvir talvez o eco de um sorriso ou de um grito, preso no tempo. De resto, posso dizer que ao abri-los, a saudade vai pegar você, e você vai se perguntar: por que tudo foi tão rápido? E vai ser doloroso descobrir que ele não foi embora … nós o deixamos ir …

Autor desconhecido

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REFLEXÃO DE FINAL DE 2020.

Há um ano atrás, quando estávamos planejando as festas de final de ano, fizemos muitos planos para o futuro de 2020.
Reclamamos muito de 2019;
Reclamamos mais do que agradecemos, não é verdade?
Daí, chegou o tão esperado 2020!
Quantos sonhos e planos…
Quantos planejamentos e expectativas por um ano de número par… dois mil e vinte.
E 2020 foi um ano ímpar!
Diferente de tudo que já vivemos até hoje!
Famílias separadas,
Avós adoecendo sem ver os netos,
Netos sem afagos dos avós,
Pai e mãe longe de seus filhos,
Filhos longe de seus amigos;
Partidas sem despedidas!
Muito choro, sem entender porque tão rápido!
Sorrisos embaixo de máscaras,
Rostos cansados, com marcas de máscaras,
Mãos aflitas à procura de água, sabão e álcool gel;
Médicos e profissionais da saúde exaustos,
Cidades vazias, Hospitais cheios,
Cemitérios lotados de rico, pobre, velho, jovem, crianças, negros, brancos, artistas famosos, anônimos! gente dos quatro cantos do mundo indo para o mesmo lugar!
Um lugar sem volta!
Um vírus e milhões de sonhos cancelados;
Um vírus e milhões de famílias destruídas;
Um vírus e milhões de expectativas trancadas em casas;
E você, que lição tirou de tudo isso? !
Já agradeceu por ter chegado até aqui?
Você entendeu que os planos de Deus são diferentes dos nossos?
Você entendeu a importância do Agradecer?
Você entendeu a importância e a falta que um abraço faz?
Você entendeu que a sua família vale muito?
Você entendeu que a ganância por ganhar dinheiro não vale a pena?
Você entendeu que a cor da pele não faz diferença?
Você entendeu a importância de viver o hoje?
Você entendeu a importância de dizer “eu te amo” pra quem você ama agora?
Você entendeu a importância de pedir perdão a quem você ofendeu?
Você entendeu que bens materiais como: roupa de marca, o carro do ano e a mansão tão cobiçada, nada disso você leva quando vai embora?
Você entendeu a importância dos minutos com seus filhos?
Você sabia que muitas famílias não vão comemorar o Natal esse ano?
Você sabia que você é privilegiado em ter a sua família reunida neste Natal?
Você entendeu o que é gratidão?
Gratidão é agradecer a Deus por cada minuto vivido;
Gratidão é ter o aconchego da família;
É poder respirar e sorrir sem máscaras;
Gratidão é poder compartilhar um abraço entre pessoas;
Gratidão é viver o hoje intensamente;
Gratidão é viver em harmonia!
Agora eu te faço um convite:
Vamos orar e agradecer pelo ano de 2020 e planejar menos em 2021?
Vamos somente orar por dias melhores?
Vamos aproveitar mais cada minuto ao lado de quem a gente ama?
Vamos reclamar menos?
Vamos deixar Deus conduzir à maneira Dele?
Vamos refletir o que realmente importa?
Cada minuto vale muito, lembre-se disso!
Cada minuto importa!
Que Deus nos abençoe!
Amém!

Feliz 2021 para todos 💫🪅

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2021… SEJA MUITO BEM-VINDO!

Querido 2021, seja bem-vindo!

Entre, a casa é sua.

Se não for pedir demais, nos devolva, por favor, todos os abraços que seu prezado antecessor nos roubou. Queremos também as gargalhadas dos parentes e amigos, o livre sorriso dos desconhecidos, a brisa no rosto. Gostaríamos ainda de ter de volta a alegria das viagens; a tumultuosa euforia dos estádios e dos grandes shows; todas as tardes em que não fomos beber cerveja com os amigos no boteco da esquina.

Não se esqueça de nos devolver aqueles jantares intermináveis, em que discutíamos o fim do mundo e como iríamos recomeçá-lo. Hoje, que sabemos muito mais sobre o fim do mundo, essas conversas antigas me parecem todas um tanto ou quanto ingênuas. Contudo, mais do que antes, é importante conversar sobre recomeços. Trocar sonhos. Debater utopias.

Peço em particular que me devolva os festivais literários — dos quais, em 2019, eu estava até (confesso) um pouquinho enfastiado. Durante o seu reinado, quero muito regressar a Paraty. Não posso perder a FliAraxá, a Flup ou a Flica, em Cachoeira.

Eu, que não sou de futebol nem de carnaval, agora sinto ânsias de me perder entre multidões, gritando, sambando, abraçando, me descobrindo nos outros. Quero dançar sem culpa. Quero poder voltar a abraçar meus velhos pais sem medo de os contaminar.

A maior invenção da Humanidade não foi a roda nem o fogo. Não foi o futebol, a feijoada, o samba, o xadrez, a literatura, sequer a internet. A maior invenção da Humanidade, querido 2021, foi o abraço. Olho para trás e vejo a primeira mãe, acolhendo nos braços o filho pequeno. O nosso pai primordial apertando contra o peito forte (e peludo) a mulher amada; dois amigos se consolando numa armadura de afeto.

Depois desses primeiros abraços, alguma coisa mudou para sempre. O mundo continuou perigoso, sim, o mundo será sempre perigoso, mas passamos a ter o conforto de um território inviolável. Foi o abraço que fundou a civilização.

Com elevada estima,

José Eduardo Agualusa Alves da Cunha (jornalista, escritor moçambicano)

Faço este pedido o meu também 🥂😍💉

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PRIMEIRO DE JANEIRO…

2020 foi um ano em que tudo parou e o 🌍 mundo inteiro mudou 🧐.

Minha retrospectiva de 2020! 🥂

Assustou! Deu medo! Deu tempo de pensar e refletir muitoooo.

Mudei!😷 Mudamos e ainda mudaremos mais 💉🦠😷.

Ficar comigo mesmo, foi bom 👀 eu gostei… Fui a minha 🥰 melhor companhia 😉🙏🏻 🙏🏻.

Gratidão pelos desafios superados… pelas muitas aprendizagens💫… pelos meus avanços no uso das novas tecnologias… pela resiliência… pelos cuidados… pela solidariedade… pela minha família e os meus amigos… 🥂aos novos amigos que fiz… pelos afetos e atenção recebidos mesmo que por on-line… pelos zoom que tanto me distraíram e me ensinaram… pela minha fé em acreditar que dias melhores virão 🙏🏻 pela vida… ufa! Valeu!!!

Vai passar 💉😷!!!

Chegaremos em breve 2021 🙌🏻🤩🧐💫🙏🏻. Um ano novo cheio de sonhos a realizar 🤩.

2021 será diferente 🥂

Esperança de uma vacina que possa nos proteção proteção contra a Covid-19.

🌍 Vai mudar 🌍 para melhor👌🏻!!!

Dias melhores virão 💫💫

Rumo a 2021💫

Boa entrada a todos 🥂

ANO NOVO!

As vezes pensamos em mudar muitas coisas para o próximo Ano ou quase tudo. Ano novo vem chegando. Mas não precisa de tudo isso, basta ter um olhar positivo sobre o que foi e o que virá. Em 2021 muitas coisas estão por vir… muitas mudanças acontecendo no dia a dia. Algumas boas outras nem tanto. Cabe a nós refletir sobre o que queremos para frente. A pandemia tem nos trazido um novo normal… um novo tempo, muito diferente dos anteriores. Ansiedade pelas vacinas que possa nos protegerão do coronavírus tem sido uma prioridade para todos. Esta cada vez mais perto de acontecer, mas… Como será? Aos poucos vamos descobrindo e nos adaptando. Tudo vai passar! Pra melhor no meu olhar otimista em relação à qualidade de vida. Feliz Ano Novo meus amigos… Que você realize todos os seus sonhos. Muita paz, amor e saúde! Gosto deste texto de Drummond… com um pouco de mim…

Para você ganhar belíssimo Ano Novo cor de arco-íris, ou da cor da sua paz, Ano Novo sem comparação como todo o tempo já vivido (mal vivido ou talvez sem sentido) para você ganhar um ano não apenas pintado de novo, remendado às carreiras, mas novo nas sementinhas do vir-a-ser, novo até no coração das coisas menos percebidas (a começar pelo seu interior) novo espontâneo, que de tão perfeito nem se nota, mas com ele se come, se passeia, se ama, se compreende, se trabalha, você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita, não precisa expedir nem receber mensagens (planta recebe mensagens? passa telegramas?).

Não precisa fazer lista de boas intençõespara arquivá-las na gaveta. Não precisa chorar de arrependido pelas besteiras consumadas nem parvamente acreditar que por decreto da esperança a partir de janeiro as coisas mudem e seja tudo claridade, recompensa, justiça entre os homens e as nações, liberdade com cheiro e gosto de pão matinal, direitos respeitados, começando pelo direito augusto de viver. Para ganhar um ano-novo que mereça este nome, você, meu caro, tem de merecê-lo, tem de fazê-lo de novo, eu sei que não é fácil, mas tente, experimente, consciente. É dentro de você que o Ano Novocochila e espera desde sempre.

Texto (extraído do “Jornal do Brasil”, Dezembro/1997) – Carlos Drummond de Andrade

Veja também:

https://oterceiroato.com/2020/03/13/benditos-sejam/