A vida é barulhenta. Dentro ou fora de nós, nada se aquieta. Queremos nos comunicar, exigimos respostas na velocidade de super-hiper-mega bytes, contabilizamos “notificações”, desejamos ser cutucados de volta. Sem perceber, desaprendemos a silenciar. Desaprendemos a suportar a voz que cala e sofremos com a falta de respostas. Desaprendemos a ser ausência.
De vez em quando é necessário ser silêncio. Habituar-se à própria presença, inteirar-se de sua solidão. Comunicar tudo sem dizer nada.
Meus amigos são todos assim: metade loucura, outra metade santidade.
Escolho-os não pela pele, mas pela pupila, que tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
Escolho meus amigos pela cara lavada e pela alma exposta. Não quero só o ombro ou o colo, quero também sua maior alegria. Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto.
Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade. Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos.
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça.
Não quero amigos adultos, nem chatos. Quero-os metade infância e outra metade velhice. Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto, e velhos, para que nunca tenham pressa.
Tenho amigos para saber quem eu sou, pois vendo-os loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que a normalidade é uma ilusão imbecil e estéril
Tô virando a página. Escolhi ser feliz. Decidi me dar um chance. E bem que eu tava merecendo. Perdi as contas de tantos desacertos. Tantos desencontros. Mas dessa vez vou fazer bem feito. Vou me amar bem mais, pensar em mim primeiro! Viver a vida numa boa, sem desespero, tirar lição de tudo que me acontecer, seja bom ou ruim,sempre há algo pra aprender! Hoje eu quero olhar a lua, quero aproveitar cada segundo dessa viagem que é a vida… Admirar pela manhã o sol, sentindo o dia nascer,sentir a esperança de um novo dia, uma nova oportunidade de viver! Ser feliz é sim questão de escolha. A vida é uma só, não viva há sofrer. Escolha ser feliz hoje, e aprenda o que realmente é viver!
Vou te contar: Se existe um lugar onde pode se refugiar em segurança, esse lugar é na verdade. Não negue seus afetos, suas alegrias, suas vitórias e desejos, mas principalmente, não negue sua dor. A gente só sai da tristeza quando se permite vivenciá-la. Pode ser que um dia você sinta que seus olhos enxergam melhor quando estão úmidos. Isso acontece porque a lágrima lubrifica a visão, enquanto a tristeza nos reconecta ao que de mais verdadeiro existe em nós. Então chore, chore, e não disfarce seu abandono, sua decepção, raiva e frustração. Mas depois dance, dance, dance… pois a dor também tem o seu feitiço, Coraline.
“As mulheres costumam fazer muitas coisas juntas… Não é raro vê-las em pares ou em grupo no cinema…fazendo compras… viajando… olhando vitrines… andando no parque…indo a shows… a exposições… almoçando… e tudo isso sem parar de conversar (mulher fala, não?!😅)…
Romances… relacionamentos… rompimentos… perdas… filhos… profissão… roupas… menstruação… tpm… menopausa… exercícios… sexo etc… assunto é que não falta… Uma grande amiga minha chama de “sair para mulherar” essas tantas atividades que fazemos juntas enquanto… ao mesmo tempo… vamos falando da vida…
As mulheres trocam confidências… expõem aquilo que vivem e seus conflitos… bordam e tricotam (literal e metaforicamente)…brigam… acompanham e cuidam umas das outras… numa troca recíproca e coletiva… Nas muitas atividades em companhia das amigas… aparentemente tão triviais… fios da subjetividade de cada uma de nós se entretecem e nos ajudam a virar mulher… a ser mãe… a ser amiga… a casar…a ter filhos… a descasar… a trabalhar… a enfrentar a saída dos filhos de casa… a voltar a namorar… a passar pela menopausa… a envelhecer…a fazer os lutos e tantas outras coisas… A vida seria muito mais dura se não fossem pelas irmãs-amigas… amigas- irmãs… com as quais podemos falar e elaborar tanto as dores como as delícias que vamos experimentando ao longo da estrada…
“Mulherar” ajuda a fabricar tecido psíquico… um tecido que vai sendo bordado coletivamente… criando novos desenhos e novas formas de pensar e dar sentido às nossas vivências e à nossa história.”
Sentindo falta de “mulherar” 🥰”
By Helena Albuquerque, psicanalista, mestre da USP
“Gente feliz não se incomoda com o sucesso alheio, com a roupa que fulana vai vestir, com a última postagem de ciclano na rede social, com as escolhas da Maria, com as desistências do João, com a felicidade de quem quer que seja. Gente feliz vibra por você, e não torce o nariz quando te vê crescer”
Sem sonhos, a vida não tem brilho. Sem metas, os sonhos não têm alicerces. Sem prioridades, os sonhos não se tornam reais. Sonhe, trace metas, estabeleça prioridades e corra riscos para executar seus sonhos. Melhor é errar por tentar do que errar por se omitir!
Estava precisando fazer uma faxina em mim… Jogar fora alguns pensamentos indesejados, Tirar o pó de uns sonhos, lavar alguns desejos que estavam enferrujando….. Tirei do fundo das gavetas lembranças que não uso e não quero mais. Joguei fora ilusões, papéis de presente que nunca usei, sorrisos que nunca darei… Joguei fora a raiva e o rancor nas flores murchas guardadas num livro que não li. Peguei meus sorrisos futuros e alegrias pretendidas e as coloquei num cantinho, bem arrumadinhas.
Fiquei sem paciência! Tirei tudo de dentro do armário e fui jogando no chão: paixões escondidas, desejos reprimidos, palavras horríveis que nunca queria ter dito, mágoas de um amigo, lembranças de um dia triste… Mas lá havia outras coisas… belas!!! Uma lua cor de prata…o choro de meus filhos ao nascerem, seus primeiros passos, os abraços…. aquela gargalhada no cinema, o primeiro beijo….. o pôr do sol…. uma noite de amor… Encantada e me distraindo, fiquei olhando aquelas lembranças. Sentei no chão. Joguei direto no saco de lixo os restos de um amor que me magoou. Peguei as palavras de raiva e de dor que estavam na prateleira de cima – pois quase não as uso – e também joguei fora! Outras coisas que ainda me magoam, coloquei num canto para depois ver o que fazer, se as esqueço ou se vão pro lixo.
Revirei aquela gaveta onde se guarda tudo de importante: amor, alegria, sorrisos, fé….. Como foi bom!!! Recolhi com carinho o amor encontrado, dobrei direitinho os desejos, perfumei na esperança, passei um paninho nas minhas metas e deixei-as à mostra.
Coloquei nas gavetas de baixo lembranças da infância; em cima, as de minha juventude, e… pendurado bem à minha frente, coloquei a minha capacidade de amar… e de recomeçar… Adoro esta crônica de Martha Medeiros… ela consegue dizer tudo que sinto na alma.
Cecilia Sfalsin nos conta muito bem como enfrentar as perdas e seguir em frente de cabeça erguida e feliz. Pra quem precisar…
Eu mudei muito. Mudei mesmo. E não foi pelo tempo, nem pelas circunstãncias, foi pela necessidade do coração, pelas vezes que ele acreditou demais, pelas vezes que ele confiou demais, e pelas vezes que ele amou demais também. Essas mudanças não foram planejadas, aconteceram. E junto com elas fui disciplinando os meus sentimentos e a minha visão em relação a cada pessoa que entra e sai em minha vida. Esse ano de 2020 foi um treinamento pra mim. Aprendi de um jeito bem doloroso, que não é o tempo que nos apresenta o carater de uma pessoa, são suas atitudes, e que nem todos vão estar com a gente, nem todos vão nos defender ou ser ombro amigo, nem todos vão fazer pela gente o que você já fizemos por eles, nem todos serão leais e verdadeiros. Nem todos estarão do nosso lado por amor. Aprendi também que não precisamos prejudicar ou provar nada para ninguém para nos sentimos fortes ou capazes, e que há três verdades que vão sempre incomodar a mente daqueles que não sabem respeitar sentimentos, a nossa, a dele, e a que Deus viu e ouviu, e sem dúvida alguma, a terceira opção que prevalecerá sempre. O ano ainda não acabou, há uns meses pelas frente ainda, mas algumas coisas eu já dei por encerrado. Estou em uma nova fase, vivendo momentos inesquecíveis, e abraçando novas oportunidades que a meu ver, vão muito além do que imagino ainda. Meu telefone fica de canto, sem tempo pra quem nunca quis minha atenção, sem um toque especial pra quem sempre me deixou em segundo plano, sem pressa para atender quem pouco fez questão da minha presença. Cresci de uma tal maneira que abri uma lista para os “tanto faz” na minha agenda diária, e passei a priorizar o que realmente é importante pra mim. Hoje eu sei exatamente o que quero, e embora alguns contratempos afetivos que vez ou outra surgem, eu ainda me mantenho equilibrada diante dos tantos sonhos que pretendo realizar. Sei quem é pra vida toda, sei quem me conforta a alma, e sei quem é de verdade do meu lado também. Enfim, estou mais madura, mais centrada na vontade de Deus, e menos preocupada com tudo que não vale o meu tempo, o meu pensamento, nem a minha atenção. Que o mundo dê as suas voltas. Veja também: