ENVELHECER SEM FILTROS E REGRAS QUE TE DIZEM! NATURALMENTE…

Parabéns Sr Hermes pelo corajoso e sincero depoimento. Um desabafo! Leiam:

“Carta aos futuristas da longevidade !

Cansei. Para ser bem específico? cansei de ler artigos sobre “como devo viver a velhice”; Quem os escreve não tem noção da realidade; se eu, leitor idoso, levar esta turma a sério, vou colocar nas minhas costas toneladas de culpa por não ser o que deveria ser – o que me nego a fazer.

Não viajo por falta de grana e de saúde. Não tenho forças para encarar um aeroporto. ou dez horas de ônibus. A falta de grana é autoexplicativa.

Não estudo/leio por causa de problemas na vista. Com uma lupa, consigo digerir uma cinco páginas por dia, e olhe lá.

Sou solitário, sim. Meus amigos de longa data, sem mesmo me mandar um Instagram avisando, partiram… antes de mim.

Nao dirijo mais, por respeito à vida alheia. Minhas fugas ao volante se restringem a 600 metros na rua onde moro.

Minha conta na farmácia é maior que a de supermercado. Várias partes do meu corpo excederam o prazo de garantia,

Dependo dos meus filhos para fechar as contas do mês. Eles são maravilhosos: além da ajuda, nos amam e não me cobram pelo fato de eu não ser um idoso ideal.

Contento-me com o pouco que é muito. A companhia da minha esposa. A presença de Deus. O carinho dos membros da minha igreja. O amor dos meus filhos. Poder servir a Deus, mesmo com todas as limitações.

Por favor, parem de escrever bobagens, generalizando as exceções. Parem de vender modelos/soluções paliativas para minha geração, já aprendi que o corpo envelhece o espírito cresce , a sabedoria nasce e sei muito bem onde as dores e a esperança se encontram ! E basta !!!”

Quando eu leio um depoimento sincero deste… simples, claro e objetivo 👀 sem meias palavras… tenho que tirar o chapéu e aplaudir de pé. Confesso 👀 que…

Sim, não podemos generalizar. Não deveriam existir regras e nem receitas iguais para todos. Em nenhum campo da Longevidade!!

Sr Hermes por exemplo, declarou ter o amor dos filhos, e inclusive “que não o cobram pelo fato dele não ser um idoso ideal” (fantástica definição); ele tem a companhia da esposa, o carinho dos amigos, e a presença de Deus em seu coração.

Que dádiva maravilhosa !! Que raro!! Quantas pessoas idosas que conhecemos podem afirmar o mesmo?

Ao mesmo tempo, admite numa boa, de forma muito bem humorada “que várias partes do meu corpo excederam o prazo de garantia”….. essa é a parte que provavelmente a maioria de nós já sente, ou começou a sentir; ou seja o “ônus” da Longevidade.

Tenho aprendido que somos diferentes, cheios de experiências vividas que nos fazem ser o que somos hoje. Muitas vezes não escolhemos, acontece conforme a vontade de Deus…

Cabe a nós envelhecer da melhor forma que podemos, aprendemos e queremos. Escolhas! Cada um vive a sua realidade e tenta ser feliz!Sem receitas… Hoje é o que mais vemos nas redes sociais.

Plantar amor 💚🩷❤️💙com os nossos filhos, família e amigos… ao longo da vida 😉 poderá nos fazer colher bons frutos.

Concluindo, é sempre bom a gente poder ler algo realmente autêntico, genuíno, e não extraído de algum manual marketeiro……

Abraços e Obrigado

Sr Hermes.

ESCOLHAS…

Tô virando a página. Escolhi ser feliz. Decidi me dar um chance. E bem que eu tava merecendo. Perdi as contas de tantos desacertos. Tantos desencontros. Mas dessa vez vou fazer bem feito. Vou me amar bem mais, pensar em mim primeiro! Viver a vida numa boa, sem desespero, tirar lição de tudo que me acontecer, seja bom ou ruim,sempre há algo pra aprender! Hoje eu quero olhar a lua, quero aproveitar cada segundo dessa viagem que é a vida… Admirar pela manhã o sol, sentindo o dia nascer,sentir a esperança de um novo dia, uma nova oportunidade de viver! Ser feliz é sim questão de escolha. A vida é uma só, não viva há sofrer. Escolha ser feliz hoje, e aprenda o que realmente é viver!

By Elo Amorim

FAXINA!

Estava precisando fazer uma faxina em mim…
Jogar fora alguns pensamentos indesejados,
Tirar o pó de uns sonhos, lavar alguns desejos que estavam enferrujando…..
Tirei do fundo das gavetas lembranças que não uso e não quero mais.
Joguei fora ilusões, papéis de presente que nunca usei, sorrisos que nunca darei…
Joguei fora a raiva e o rancor nas flores murchas guardadas num livro que não li.
Peguei meus sorrisos futuros e alegrias pretendidas e as coloquei num cantinho, bem arrumadinhas.

Fiquei sem paciência! Tirei tudo de dentro do armário e fui jogando no chão: paixões escondidas, desejos reprimidos, palavras horríveis que nunca queria ter dito, mágoas de um amigo, lembranças de um dia triste…
Mas lá havia outras coisas… belas!!!
Uma lua cor de prata…o choro de meus filhos ao nascerem, seus primeiros passos, os abraços….
aquela gargalhada no cinema, o primeiro beijo….. o pôr do sol…. uma noite de amor…
Encantada e me distraindo, fiquei olhando aquelas lembranças.
Sentei no chão. Joguei direto no saco de lixo os restos de um amor que me magoou.
Peguei as palavras de raiva e de dor que estavam na prateleira de cima –
pois quase não as uso – e também joguei fora!
Outras coisas que ainda me magoam, coloquei num canto para depois ver o que fazer, se as esqueço ou se vão pro lixo.

Revirei aquela gaveta onde se guarda tudo de importante: amor, alegria, sorrisos, fé…..
Como foi bom!!!
Recolhi com carinho o amor encontrado, dobrei direitinho os desejos, perfumei na esperança,
passei um paninho nas minhas metas e deixei-as à mostra.

Coloquei nas gavetas de baixo lembranças da infância; em cima, as de minha juventude, e… pendurado bem à minha frente, coloquei a minha capacidade de amar… e de recomeçar…
Adoro esta crônica de Martha Medeiros… ela consegue dizer tudo que sinto na alma.

MEMÓRIAS…

“De vez em quando a vida preciso ser vista de ângulos diferente”.

Eu vou indo… eu vou evoluindo!

Sobre estar em movimento, me reinventando, vivendo essa metamorfose ambulante que é a vida.

Existem momentos únicos que duram segundos, mas deixam lembranças para a vida toda. São únicos e inesquecíveis.

No final tudo vira história. Então ria de si mesmo, eternize os sorrisos na sua memória.

PENSANDO DENTRO OU FORA DA CAIXA.

Há um tempo participei de um chá de neném onde as convidadas também ganhavam presentes desde que vencendo de certas disputas em jogos ligados ao mundo infantil. Em um dos jogos devíamos responder “O que tem em um quarto de criança começando com a letra F”. As respostas mais comuns foram: fraldas, fitas, fronha, figuras (ilustrações), fechadura. Num primeiro momento também pensei em fraldas e fitas, mas como queria ganhar o prêmio, resolvi ser um pouco ousada e respondi: família, festa, firulas e felicidade. Resultado, saí de lá com o presente.

Mas, o que tem isso a ver com o tema de hoje? Tudo, acredito eu. Ganhei o prêmio, como muitos disseram, por ter pensado “fora da caixa”. Entretanto, embora tenha sido uma resposta original, a meu ver, respondi totalmente “dentro da caixa”.

Não usei ferramentas/fórmulas inovadoras para pensar a resposta, simplesmente deixei a imaginação fluir. Se sair do óbvio é pensar “fora da caixa”, sim eu pulei para fora dela. Entretanto, muitas das nossas situações cotidianas são resolvidas por atitudes completamente “fora da caixa” sem que nos demos conta disso. No momento em que precisamos improvisar para consertar algo, pensamos “fora da caixa”, tentando solucionar o problema de forma eficiente e definitiva.  Por exemplo, quando no meio de uma receita culinária percebemos que nos falta farinha de trigo e, sabiamente, sem desespero, completamos com fécula de milho, batata, farinha de arroz, com igual resultado. É totalmente diferente de pedirmos emprestado no vizinho ou sairmos correndo ao supermercado. Salvamos o prato e nosso dia.

Quem já fez barra de calça com durex, grampeador ou mesmo cola branca, sabe o que estou falando. De novo, se isso é pensar “fora da caixa”, estivemos sim do lado de lá da caixa!

Há quem diga não ter imaginação e sem perceber compõe canções de ninar para o filho, contando coisas do cotidiano. Outros decoram mesas ou organizam gavetas ou ambientes com um preciosismo impressionante, ainda que busquem inspiração em fotos nas redes sociais. Algumas pessoas criam novos pratos culinários deliciosos aproveitando as sobras na geladeira; outras criam métodos infalíveis de conferência de dados no ambiente de trabalho, aprimorando programas de computador comprados a preço de ouro pela empresa. O que normalmente não percebem é que, nesse momento, estão usando a criatividade em cada uma dessas atividades. São tarefas diárias, onde a criatividade (imaginação)  aparece sem o glamour de obras de arte.

Adoro receitas, métodos, organização. Porém, mais que tudo isso, tenho necessidade de deixar um espaço livre para a imaginação. Aquele momento  ‘pitadinha de cada um de nós’ no que estou fazendo. Colocar minha assinatura no que estou desenvolvendo, você não?

Muitas vezes, por questões de cobranças profissionais principalmente, começamos a teorizar nossas atividades cotidianas. Não sou a primeira e nem serei a última a não concordar com conceitos simples dos ditos novos métodos  comportamentais empresariais e o vocabulário inovador. São vestimentas modernas para velhos corpos.

Algumas situações não permitem tal arroubo, devemos seguir o método e pronto. De forma imperativa, sem assinatura, sem reconhecimento, sem palmas, mas ainda assim, com o tempo, podem ser melhoradas.  Por outro lado,  o universo  exige ainda que pensemos – dentro ou fora da caixa – que deixemos espaço para a criatividade. E, mais que deixar espaço, que tenhamos a possibilidade infinita e por vezes cósmica de usarmos a imaginação/criatividade.  Nesse instante, por ser algo tão íntimo e próprio, estaremos assinando – dentro ou fora da caixa, tanto faz – a nossa obra.

*Publicado em 18/01/2018 no site osegredo.com.br – Pensando dentro ou fora da caixa

MULHER AO CENTRO DE VIDA.

Gosto muito desta crônica de Diego Engenho Novo, ela me identifica muito. E você o que acha? Leiam:

Chegou ao meio da vida e sentou-se para tomar um pouco de ar. Não sabia explicar. Não era cansaço, nem estava perdida. Notou-se inteira pela primeira vez em todos esses anos. Parou ali, entre os dois lados da estrada e ficou observando as margens da sua história, a estrada da vida ficando fininha, calando-se de tão longe que ia.

Estava em paz observando a menina que foi graciosa, cheia de vida. Estava olhando para si mesma e nem notou. Ali, naquele instante estava recebendo um presente. Desembrulhava silenciosamente a sabedoria que tanto pediu para ter mais.

Quando a mulher chega à metade da estrada da vida, começa lentamente a ralentar o passo. Já notou como tem gente que adora conturbar a própria rotina, alimentar o próprio caos? Ela não.

Não mais.

Deixa que passem, deixa que corram, a vida é curta demais para acelerar qualquer coisa. Ela quer sentir tudo com as pontas dos dedos, ela quer notar o que não viu da primeira vez. Senhora do seu próprio tempo.

Percebeu, à metade da vida, que caminhou com elegância, que viveu com verdade, que guiou a própria sombra na estrada em direção ao amor. E como amou! Amor por si, pelos outros, amou em dobro, amou sozinha, amou amar. A mulher ao centro da vida traz a leveza que os anos teceram, pacientemente. Escuta bem mais, coloca a doçura à frente das palavras, guarda as pessoas com preciosismo. Aquela mulher já perdeu pessoas demais.

Sentada ali, ao centro da própria vida, decidiu seguir um pouco mais. Há mais estrada para caminhar, mais certezas para perder, mais paixão para trilhar. Não há dádiva maior do que compreender-se, que encontrar conforto para morar em si mesmo, que perdoar-se de dentro pra fora. Ao centro da vida ela descobriu que a gente não se acaba, a gente vai mesmo é se cabendo, a cada ano um pouco mais.

Ao meio da estrada, ela já não dorme tanto, mas sonha bem mais. Sonha pelo simples exercício de sonhar. Sonha porque notou que é o sonho que tempera a vida. Aprendeu a parar de ficar encarando as linhas do corpo. Seu espírito teso, seu riso aberto, sua fé gigante não têm rugas, nem celulite, sem encanação. Descobriu que o segredo é prestar atenção no melhor das coisas, nas qualidades das pessoas, nas belas costas que tem e deixá-las ao alcance da vista dos outros.

Adoro este Texto de Diego Engenho Novo.

SILENCIE…

Tire ao menos dez minutos de seu dia e silencie.

Sente-se comodamente e silencie suas mãos que vivem a tamborilar nos móveis, os braços das poltronas, a mesa durante a refeição. Coloque-as lentamente no colo, palmas tocando as pernas, esquecidas.

Silencie seus pés. Sossegue aquele balançar incessante de pés e pernas  que incomodam os que te rodeiam, como se a casa pulasse junto a cada movimento. Pouse os pés lentamente  no chão, sentindo a friagem do solo atravessar seu corpo. E assim permaneça.

Silencie seu pulmão. Pare de ofegar como quando  assiste à televisão; pare de suspirar como se carregasse o mundo nas costas. Acalme-se. Simplesmente respire. Respire pelo nariz silenciosamente, prestando atenção ao ar que entra e que sai em movimentos ritmados, leves e constantes.

Silencie seu coração. Desafogue as mágoas, as expectativas, o pulsar descompassado. Preste atenção ao tum tum contínuo e tranquilo. Sinta os batimentos, não apenas saber que o coração bate. Tenha consciência da velocidade de seu movimento. Apreenda este compasso.

Silencie sua garganta. Esqueça os pigarros, os ramrans barulhentos e incômodos. Permita que ela se acalme durante este tempo, para que o fluxo interno da respiração aconteça como em uma criança dormindo  suavemente.

Silencie sua língua, ferina ou não. Deixe-a dormente na boca. Deixe-a sem palavras.

Silencie seus ouvidos. Reconheça inicialmente  a hora do dia na cidade pelo ruído incessante dos motores, campainhas, conversas das pessoas ao seu redor.  Agora vá deixando essas sensações  distantes. Permita-se ouvir o som do silêncio e reconhecer  a natureza ao seu redor através do canto longínquo dos pássaros. Reconhecer as estações do ano pelo canto dos grilos, das cigarras ou dos sapos. Ou ainda, somente ouça o vento.

Silencie suas narinas. Descanse da respiração pesada do dia a adia. Deixe que elas sejam apenas o canal que leva e traz vida através da sua respiração. Silencie sua afobação.

Silencie seus olhos. Dê um descanso consciente a eles. Feche-os pelo espaço de tempo deste seu silêncio. E, permita que as percepções auditivas, sensoriais e emocionais aflorem neste instante. Silencie sua busca de foco de luz. Simplesmente olhe para o seu interior.

Por último silencie a mente. Deixe seus pensamentos livres para chegarem e passarem. Para não mais importunarem você. Não é parar de pensar, é simplesmente não se apegar a nenhum pensamento. Como folhas ao vento deixa-los chegar, passar e seguir sem destino certo.

E, com os olhos fechados, boca calada, respiração compassada, coração aquietado, membros acalmados e mente silente, perceba a explosão interna.

Perceba as respostas para todas suas buscas.  Perceba a paz do entendimento. Perceba a pequenez de suas vontades. Perceba a grandeza de sua existência.

Perceba a presença da energia cósmica dentro de você, e mais que isso, que a abundância desta sensação se dará sempre neste momento de introspecção e total silêncio.

*Publicado no site 0segredo.com.br em 31/01/2017 – silencie – by Gicapinica

SENTA AQUI AO MEU LADO…

E se não quisermos, não pudermos, não soubermos, com palavras, nos dizer um pouco um para o outro, senta ao meu lado assim mesmo. Deixa os nossos olhos se encontrarem vez ou outra até nascer aquele sorriso bom que acontece quando a vida da gente se sente olhada com amor. Senta apenas ao meu lado e deixa o meu silêncio conversar com o seu. Às vezes, a gente nem precisa mesmo de palavras.

Me sentei com Ana Jácomo confortavelmente.

DEIXE-ME ENVELHECER…

Deixem-me envelhecer sem compromissos e cobranças,
Sem a obrigação de parecer jovem e ser bonita para alguém,
Quero ao meu lado quem me entenda e me ame como eu sou,
Um amor para dividirmos tropeços desta nossa última jornada,
Quero envelhecer com dignidade, com sabedoria e esperança,
Amar minha vida, agradecer pelos dias que ainda me restam,
Eu não quero perder meu tempo precioso com aventuras,
Paixões perniciosas que nada acrescentam e nada valem.
Deixem-me envelhecer com sanidade e discernimento,
Com a certeza que cumpri meus deveres e minha missão,
Quero aproveitar essa paz merecida para descansar e refletir,
Ter amigos para compartilharmos experiências, conhecimentos,
Quero envelhecer sem temer as rugas e meus cabelos brancos,
Sem frustrações, terminar a etapa final desta minha existência,
Não quero me deixar levar por aparências e vaidades bobas,
Nem me envolver com relações que vão me fazer infeliz.
Deixem-me envelhecer, aceitar a velhice com suas mazelas,
Ter a certeza que minha luta não foi em vão: teve um sentido,
Quero envelhecer sem temer a morte e ter medo da despedida,
Acreditar que a velhice é o retorno de uma viagem, não é o fim,
Não quero ser um exemplo, quero dar um sentido ao meu viver,
Ter serenidade, um sono tranquilo e andar de cabeça erguida,
Fazer somente o que eu gosto, com a sensação de liberdade,
Quero saber envelhecer, ser uma velha consciente e feliz!!!

Adoro esta crônica de Concita Weber

MEU MUNDO!

”Construa seu mundo com aquilo que ele te oferece, colocando você mesmo as cores que quiser. Não dependa dos outros para ser feliz ou infeliz, mas viva a sua vida como verdadeiro dono dela.


O poder de ser feliz ou infeliz está nas suas próprias mãos. Cabe a você saber com que intensidade vai viver isso.”
(By Letícia Thompson)