Excesso de sabedoria, experiência de vida, amor à vida, saber viver feliz e fazer outros felizes,velho não! Mulher experiente com muito orgulho, que delícia ver como crescemos no dia a dia, mais fortes e guerreiras. Parece que é simples ser feliz. Seja feliz!
Chegou ao meio da vida e sentou-se para tomar um pouco de ar. Não sabia explicar. Não era cansaço, nem estava perdida. Notou-se inteira pela primeira vez em todos esses anos. Parou ali, entre os dois lados da estrada e ficou observando as margens da sua história, a estrada da vida ficando fininha, calando-se de tão longe que ia. Estava em paz observando a menina que foi graciosa, cheia de vida. Estava olhando para si mesma e nem notou. Ali, naquele instante estava recebendo um presente. Desembrulhava silenciosamente a sabedoria que tanto pediu para ter mais. Quando a mulher chega à metade da estrada da vida, começa lentamente a ralentar o passo. Já notou como tem gente que adora conturbar a própria rotina, alimentar o próprio caos? Ela não. Não mais. Deixa que passem, deixa que corram, a vida é curta demais para acelerar qualquer coisa. Ela quer sentir tudo com as pontas dos dedos, ela quer notar o que não viu da primeira vez. Senhora do seu próprio tempo. Percebeu, à metade da vida, que caminhou com elegância, que viveu com verdade, que guiou a própria sombra na estrada em direção ao amor. E como amou! Amor por si, pelos outros, amou em dobro, amou sozinha, amou amar.
A mulher ao centro da vida traz a leveza que os anos teceram, pacientemente. Escuta bem mais, coloca a doçura à frente das palavras, guarda as pessoas com preciosismo. Aquela mulher já perdeu pessoas demais. Ao meio da estrada, ela já não dorme tanto, mas sonha bem mais. Sonha pelo simples exercício de sonhar. Sonha porque notou que é o sonho que tempera a vida. Aprendeu a parar de ficar encarando as linhas do corpo. Seu espírito teso, seu riso aberto, sua fé gigante não têm rugas, nem celulite, sem encanação. Descobriu que o segredo é prestar atenção no melhor das coisas, nas qualidades das pessoas, nas belas costas que tem e deixá-las ao alcance da vista dos outros. Sentada ali, ao centro da própria vida, decidiu seguir um pouco mais. Há mais estrada para caminhar, mais certezas para perder, mais paixão para trilhar. Não há dádiva maior do que compreender-se, que encontrar conforto para morar em si mesmo, que perdoar-se de dentro pra fora. Ao centro da vida ela descobriu que a gente não se acaba, a gente vai mesmo é se cabendo, a cada ano um pouco mais. Adoro esta crônica de Diego Engenho Novo, espero que você aprecie também.
Neste momento que o mundo inteiro se encontra em isolamento social por causa da pandemia… angústias e ansiedades despontam mais do que nunca, esta crônica de Mário Quintana traz uma boa reflexão… cutuca bem lá no fundo, mexe e remexe e traz uma luz sobre o que de mais importante temos na vida… a vida… agora.
Ter clareza na percepção sobre tudo o que nos cerca, saber parar… esperar… ouvir e enxergar pra onde queremos ir… com paciência, resignação e esperança faz toda a diferença. Sempre fez, mas muitas vezes não soubemos… a maturidade nos da isso.
“Depois de muitas quedas, eu descobri que, às vezes, quando tudo dá errado, acontecem coisas tão maravilhosas que jamais teriam acontecido se tudo tivesse dado certo.
Eu percebi que quando me amei de verdade pude compreender que, em qualquer circunstância, eu estava no lugar certo, na hora certa.
Então pude relaxar… pude perceber que o sofrimento emocional é um sinal de que estou indo contra a minha verdade.
Parei de desejar que a minha vida fosse diferente e comecei a ver que tudo o que acontece contribui para o meu crescimento.
Desisti de querer ter sempre razão e com isso errei muito menos vezes.
Desisti de ficar revivendo o passado e de me preocupar com o futuro. Isso me mantém no presente, que é onde a vida acontece.
Descobri que na vida a gente tem mais é que se jogar, porque os tombos são inevitáveis.
Percebi que a minha mente pode me atormentar e me decepcionar. Mas quando eu a coloco a serviço do meu coração, ela se torna uma grande e valiosa aliada.
Também percebi que sem amor, sem carinho e sem verdadeiros amigos a vida é vazia e se torna amarga.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise. É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Pedras no caminho? Guardo todas, um dia vou construir um castelo…”
Acredito que neste tempo de pandemia do coronavírus, o codiv-19… temos que fazer um brinde a vida. Um brinde… A todas as vozes que desaprenderam preces, ou mesmo que jamais aprenderam. A todas as solidões individuais ou partilhadas, gritadas, colhidas ou caladas, nos corações e nas almas. A todas as buscas que levaram a encontros, perdas ou abandonos. A todos os silêncios de gestos e palavras que encobriram impossibilidade, refúgios, medos ou ausências. E, principalmente, aqueles que disseram mais do que palavras. A todos os braços e abraços que acolheram, aqueceram e ampararam, nos momentos em que a perda já parecia certa e o abandono das forças de luta era aparentemente a única possibilidade de resposta.
Aos sorrisos esboçados ou assumidos que coloriram os rostos e enfeitaram o mundo. A todas as crianças crescidas e pequenas que viveram momentos de descoberta e não morreram para o aprender. A todo o Amor que nasceu e morreu, mas que teve seu espaço de cor, força e brilho nas faces, corações e corpos. A todas as músicas e versos que os artistas, ou não, exprimiram com suas emoções e nos ajudaram a compreender e comunicar melhor as nossas. A toda voz ou carícia que não se negou, que ouviu o apelo e respondeu com sua existência, sua expressão sua proximidade. A todas as orações desesperadas, suplicantes ou agradecidas. A todos os “becos sem saídas” que deram em novos caminhos e em outras possibilidades. A todos os desesperos que tiveram a grandeza de pedir ajuda e dar a enorme descoberta de serem conhecidos na partilha e no calor de um olhar, talvez perplexo, mas acolhedor.
A toda a vida que se omitiu ou ousou, que se transformou ou paralisou no tempo do medo. A todo o medo que a coragem permitiu viver, e que a força não deixou que imobilizasse o gesto, e levou aos passos mais adiante e aos caminhos mais além de antes do ontem. A todos aqueles que, disponíveis para o novo, o invasivo, o ensaio, percorreram com seus olhos linhas como estas somando as nossas, as suas vivências, indagações e descobertas e fazendo com isto que amontoados de palavras se vestissem de significados, dedico esta mensagem como uma liberdade de aproximação e um enorme desejo de que a busca de cada um não cesse nunca, seja ela qual for, por mais que mudem as respostas ou que por vezes, nos desanime a ausência delas.
Um brinde aos encontros, que neste espaço de vida, puderam acontecer… Um brinde a vocês … (Autor Desconhecido).
Gosto deste texto de autor desconhecido, quando nos trás uma boa reflexão para este nosso momento atual da quarentena. Medos e ansiedades se atropelam… encontrar um culpado virou uma discussão política ou não. Todos querem encontrar um culpado! Então atire a primeira pedra…
Aquele que tiver a real solução para esse problema que atire a 1ª pedra !!! Atire no Prefeito que fechou a cidade e mandou todos pra casa. Atire no Presidente que pede pra abrir a cidade e a volta ao trabalho. Atire nos médicos que pedem o isolamento social para evitar o colapso no sistema de saúde. Atire nos economistas que pedem para voltar a rotina prevendo um colapso financeiro ….
O NEGÓCIO É ATIRAR PEDRAS ! Se voltar tudo a funcionar vai morrer quantas pessoas ? Se ficar em isolamento social vai morrer quantas empresas? Vou responder: Ninguém sabe!! Quando um problema não tem solução, elegemos um culpado, um inimigo, um vilão… Não! A culpa não é do Prefeito! Não! A culpa não é do Governador! Não! A culpa não é do Presidente! Nem dos médicos, nem dos economistas e nem do Ministro da Saúde. Eles estão tão perdidos quanto todos nós.
Tão perdidos quanto Donald Trump e todos os líderes mundiais.
Fomos pegos de surpresa sem manual de procedimentos. Cada um ACHA uma coisa, mas NINGUÉM tem certeza. Então quem sabe não é a hora de parar de perder tempo atirando pedras e dando palpites, e começar a orar mais, amar mais, chorar mais, valorizar mais os AMIGOS e a FAMÍLIA … Chega de ódio!!! Talvez seja essa a solução!!!”
Quando penso nos meus filhos, já adultos agora, penso em quantas coisas passamos juntos. Aprendi e aprendemos juntos uma infinidade de coisas. Sonhar e correr atrás fizemos e fazemos até hoje. Cada um com suas famílias voaram pra longe, muito longe… mas nunca longe do coração. Moram aqui dentro, vivem lá no fundo. Quando podemos ficamos mais pertinho e tudo fica muito intenso. Hoje no “dia das mães” penso em tudo que construímos juntos e percebo a grande herança que tenho do meu legado. Um feliz Dia das Mães pra todas vocês. E você? O que você herdou dos seus filhos?
Eu herdei paciência Capacidade de suportar desorganização e caos; Frieza pra lidar em situações críticas, como fraturas e cortes com sangue jorrando;
Herdei “desnojo” para limpar vômito e caca, e comer biscoito babado; Herdei medo de morrer; Medo de trânsito; Medo da noite; E o único medo de perder verdadeiro; Mas herdei coragem também Muita;
De um, herdei a necessidade de desacelerar; De outro, herdei atenção difusa; E de outro, sagacidade para responder questões difíceis;
Eu herdei vontade de montar árvores de natal, de aprender a fazer bolo de festa e assistir desenho animado; Herdei a capacidade de fazer remédio a partir de beijo, desespero e lágrimas;
Eu herdei rugas, varizes, olheiras e estrias; E as gargalhadas mais incríveis; Herdei emoções colhidas nas coisas mais bobas;
Herdei força sobre-humana; Herdei sentidos mais apurados; Herdei um grito que se acha poderoso o suficiente para parar um trem; Herdei uma capacidade ilimitada de sentir culpa; E o cacoete irremediável de sempre olhar quando alguém grita “mãe”;
22o da minha #quarentena. 15o dia de quarentenasaopaulo (7/4)
Hoje assistindo a este vídeo, me sensibilizei com tanta simplicidade de uma luta 💪 árdua para tentar sobreviver. Quis compartilhar com vocês.
Estamos todos assim agora neste confinamento… lutando para nos preservar e sobreviver. Todos… o “mundo inteiro” com o mesmo objetivo… rumo ao mesmo lugar… sobreviver e encontrar uma vacina urgente contra o coronavírus.
A “solidariedade” ou o “egoísmo”, tipo “salve-se quem puder”, desponta em todas as regiões… mostrando a pequenez ou a grandiosidade do ser humano. Todos com medo, fé e esperança!!!Percebo que a coragem não é ausência do medo… é a persistência apesar do medo. A persistência pode realizar o impossível.
Determinação, coragem e autoconfiança são fatores decisivos para o sucesso.
Isto fará toda a diferença, como enxergamos e agimos na vida… é crucial.
O sucesso começa com um “sonho”, do sonho para a “meta”, da meta para a “disciplina”, da disciplina para a “persistência” e da persistência para a “conquista”.
“A fé move montanhas e a persistência vence obstáculos”… sempre!
Mesmo não atingindo o alvo, quem busca e vence obstáculos, no mínimo fará coisas admiráveis… impossíveis e maravilhosas. Plantamos e colhemos as flores e os frutos que cuidamos. Lutamos todos os dias em busca de um mundo melhor.
Confio em Deus, pois aprendi a esperar, e a ter esperança… acreditar que as coisas podem mudar… e principalmente a agradecer por cada dia novo que surge… por estar bem e com saúde… cooperando com o bem estar de todos no mundo.
Eu fico em casa. Eu faço a minha parte. Me cuido e cuido das pessoas que amo. Espero que todos estejam bem, fiquem em paz e se cuidem… Vai passar!
Adorei estes Conselhos de um Geriatra, Dr. Joston Miguel, um olhar positivo e espirituoso sobre estarmos envelhecendo. Assim como eu vejo as coisas. Dá uma boa reflexão.
Estamos envelhecendo.
Não nos preocupemos! De que adianta? É assim mesmo! Isso é um processo natural. É uma Lei do Universo conhecida como a 2ª Lei da Termodinâmica, ou Lei da Entropia. Essa lei diz que: “A energia de um corpo tende a se degenerar e, com isso, a desordem do sistema aumenta”. Portanto, tudo o que foi composto será decomposto, tudo o que foi construído será destruído… Tudo foi, enfim, feito para acabar! E como fazemos parte do universo, essa Lei também opera em nós. Com o tempo, os membros se enfraquecem e os sentidos se embotam.
Sendo assim, relaxe e aproveite. Parafraseando Freud: “A morte é o alvo de tudo que vive”. Se você deixar o seu carro no alto de uma montanha, d’aqui a 10 anos ele estará todo carcomido. O mesmo acontece a nós. O conselho é: Viva! Faça apenas isso. Preocupe-se com um dia de cada vez. Como disse um dos meus amigos a sua esposa: “Me use; estou acabando!”. Hilário, porém realista.
Ficar velho e cheio de rugas é natural. Não queira ser jovem novamente, você já foi. Pare de evocar lembranças de romances mortos! Vai se ferir com a dor que a si próprio inflige. Já viveu essa fase, reconcilie-se com a sua situação e permita que o passado se torne passado. Esse é o pré-requisito da felicidade. Em última análise, se isto for lhe fazer bem, tente se reconciliar com a pessoa que você rejeitou. Tente se reconciliar com a Família que você, sem pensar, resolveu destruir… Pense nessa hipótese!
“O passado é lenha calcinada. O futuro é o tempo que nos resta: finito, porém incerto”, como já dizia Cícero. Mas nada impede uma pessoa se reconciliar com o seu passado! Tente, então!
Abra a mão daquela beleza exuberante, da memória infalível, da ausência da barriguinha, da vasta cabeleira e do alto desempenho, para não se tornar caricatura de si mesmo. Fazendo isso, você ganhará qualidade de vida.
Querer reconquistar esse passado (da beleza que já não mais existe em você) seria um retrocesso, e o preço a ser pago será muito elevado: serão muitas plásticas, muitos riscos e, mesmo assim você verá que não ficou como outrora. A flor da idade ficou no pó da estrada. Então, para que se preocupar? Guarda os bisturis, e toca a sua vida.
Essa resistência em aceitar as leis da natureza acaba espalhando sofrimento por todos os cantos. Advêm consequências desastrosas, quando se busca a mocidade eterna, as infinitas paixões, os prazeres sutis e secretos, as loucas alegrias e os desenfreados prazeres. Isso se transforma n’uma dor que você não tem como aliviar e condena à ruína sua própria alma.
Discreto, sem barulho ou alarde, aceite as imposições da natureza e viva a sua fase. Sofrer é tentar resgatar algo que deveria ter vivido e não viveu. Se não viveu na fase devida, o melhor a fazer é esquecer. Você não tem de experimentar todas as coisas, passar por todas as estradas e conhecer todas as cidades. Isso é loucura, é exagero. Faça o que pode ser feito com o que lhe está disponível.
Quer um conselho? Esqueça. Para o seu bem, esqueça o que passou. Tem tantas coisas interessantes para se viver na fase em que você está. Coisas do passado, no que se refere à juventude, já não te pertencem mais.
Se você tem esposa e filhos, experimente vivenciar algo que ainda não viveram juntos. Faça a festa. Celebre a vida! Agora, você tem mais tempo! Aproveite essa disponibilidade e desfrute-a. Aceitando ou não, o processo do envelhecimento vai continuar. Assuma viver com dignidade e nobreza a partir de agora. Nada nos pertence.
Tive um aluno com 60 anos de idade que nunca havia saído de Belo Horizonte. Não posso dizer que, pelo fato de eu conhecer grande parte do Brasil, sou mais feliz que ele. Muito pelo contrário. Parecia-me exatamente o oposto.
O que importa é o que está dentro de nós, a velha máxima continua atual como nunca: “Quem tem muito dentro, precisa ter pouco fora”.
Esse é o segredo de uma boa vida. Pense! Repense e não faça besteira. Ao final, você verá que não valeu a pena… Que não valeu ter destruído a sua Família para ir atrás de um sonho que, rapidinho, se voltará contra você em eterno e enorme pesadelo. Sensacional né?
“Sinto saudade de tudo que marcou a minha vida. Quando vejo retratos, quando sinto cheiros, quando escuto uma voz, quando me lembro do passado, eu sinto saudade. Sinto saudades de tantas coisas”. De Clarice Lispector
Sinto saudades de tudo quando vejo nas fotos antigas… e me lembro das histórias que vivi… revivo e saboreio cada detalhe… o gosto no tempo delas… revivo com detalhes… com tanta doçura e intensidade que me emociono. Estão bem guardadas dentro do meu coração. Posso sentir sempre que quiser. Sinto saudades das doces lembranças do que vivi.
Hoje vivo mais devagar e com alegria porque eu já tive pressa. Quero aproveitar tudoooo ao seu tempo.
Agora neste tempo de #quarentena, #isolamento social mundial como maneira de evitar um maior contágio do covid-19, e medida de proteção aos mais velhos que são os mais vulneráveis a doença que está para do o mundo… é preciso ter calma, paciência e equilíbrio emocional. As lembranças são algo precioso pra aliviar as saudades e nos deixar mais felizes e com otimismo. Vai passar, hora de nos cuidarmos melhor agora. Fiquem bem 🏠🙋🏼♀️😘🙏🏻
E assim, um dia, o mundo se encheu da desastrosa promessa de um apocalipse viral e, de repente, as fronteiras que foram tão defendidas com guerras se quebraram com gotículas de saliva, houve equidade no contágio, que foi distribuído igualmente aos ricos e pobres, as potências que se sentiam infalíveis viram como se pode cair ante um beijo, ante um abraço.
E nos demos conta do que era importante, e então uma enfermeira se tornou mais indispensável que um jogador de futebol, e um hospital se tornou mais urgente que um míssil. As luzes foram apagadas nos estádios, os filmes pararam de ser filmados, acabaram as missas e os encontros das multidões.
E então, no mundo, houve tempo para refletir sozinho, e esperar em casa que todos chegassem para se reunirem em frente às lareiras, mesas, cadeiras de balanço, redes e contar histórias quase esquecidas.
Três gotículas de ranho no ar nos levaram a cuidar dos nossos anciões, a valorizar a ciência acima da economia, a ouvir agora que não apenas os indigentes trazem pragas, que nossa pirâmide de valores estava invertida, que a vida sempre veio primeiro e que as outras coisas eram acessórios.
Não há lugar seguro, na mente de todos nós cabem todos, e começamos a desejar o bem ao próximo, precisamos que ele se mantenha seguro, que não fique doente, que viva muito, que seja feliz, e, junto com uma paranóia fervida em desinfetante, nos damos conta que se eu tenho água e ele, que vive mais distante não, minha vida está em risco.
Voltamos a ser uma aldeia, a solidariedade se tinge de medo e com o risco de nos perdermos isoladamente, percebemos que há apenas uma alternativa: sermos melhores juntos.
Algo invisível chegou e colocou tudo no lugar. De repente os combustíveis baixaram, a poluição baixou, as pessoas passaram a ter tempo, tanto tempo que nem sabem o que fazer com ele, os pais estão com os filhos em família, o trabalho deixou de ser prioritário, as viagens e o laser também.
De repente silenciosamente voltamo-nos para dentro de nós próprios entendemos o valor da palavra solidariedade.
Num instante damos conta que estamos todos no mesmo barco, ricos e pobres, que as prateleiras dos supermercados estão vazias e os hospitais cheios e que o dinheiro e os seguros de saúde que o dinheiro pagava não têm nenhuma importância porque os hospitais privados foram os primeiros a fechar. Nas garagens estão parados igualmente os carros de última geração ou ferro velhos antigos simplesmente porque ninguém pode sair.
Bastou meia dúzia de dias para que o Universo estabelecesse a igualdade social que se dizia ser impossível de repor. O MEDO invadiu todos Que ao menos isto sirva para nos darmos conta da vulnerabilidade do ser humano.
Não se esqueçam- BASTOU MEIA DÚZIA DE DIAS.
Este autor desconhecido disse tudo pra nossa reflexão.