APRENDI QUE…

Tenho aprendido tanto ao longo da vida, que nunca me canso de querer mais e mais… e sempre vem 🙌🏻. Sempre é bom. Aprendemos com nossos erros e acertos 👀.

Tenho sede de conhecimento. Assim como o ar que respiro. Leiam… Aprendi que eu não posso exigir o amor de ninguém.
Posso apenas dar boas razões para que gostem de mim e Ter paciência, para que a vida faça o resto.
Aprendi que não importa o quanto certas coisas sejam importantes para mim, tem gente que não dá a mínima e eu jamais conseguirei convencê-las.
Aprendi que posso passar anos construindo uma verdade e destruí-la em apenas alguns segundos.
Que posso usar o meu charme por apenas 15 minutos, depois disso, preciso saber do que estou falando.
Eu aprendi…Que posso fazer algo em um minuto e ter que responder por isso o resto da vida.
Que por mais que se corte uma pão em fatias, esse pão continua tendo duas faces, e o mesmo vale para tudo o que cortamos em nosso caminho.
Aprendi… Que vai demorar muito para me transformar na pessoa que quero ser, e devo ter paciência.
Mas, aprendi também que posso ir além dos limites que eu próprio coloquei.


Aprendi que preciso escolher entre controlar meus pensamentos ou ser controlado por eles.
Que os heróis são pessoas que fazem o que acham que devem fazer naquele momento, independentemente do medo que sente.
Aprendi que perdoar exige muita prática.
Que há muita gente que gosta de mim, mas não consegue expressar isso.
Aprendi… Que nos momentos mais difíceis, a ajuda veio justamente daquela pessoa que eu achava que iria tentar piorar as coisas.
Aprendi que posso ficar furiosa, tenho o direito de me irritar, mas não tenho o direito de ser cruel.
Que jamais posso dizer a uma criança que seus sonhos são impossíveis, pois seria uma tragédia para o mundo se eu conseguisse convencê-la disso.
Eu aprendi que meu melhor amigo vai me machucar de vez em quando, e que eu tenho que me acostumar com isso.
Que não é o bastante ser perdoado pelos outros, eu preciso me perdoar primeiro.

Aprendi que, não importa o quanto meu coração esteja sofrendo, o mundo não vai parar por causa disso.
Eu aprendi… Que as circunstâncias de minha infância são responsáveis pelo que eu sou, mas não pelas escolhas que eu faço quando adulta;
Aprendi que numa briga preciso escolher de que lado eu estou, mesmo quando não quero me envolver.
Que, quando duas pessoas discutem, não significa que elas se odeiem; e quando duas pessoas não discutem não significa que elas se amem.
Aprendi que por mais que eu queira proteger minha filha, ela vai se machucar e eu também. Isso faz parte da vida.
Aprendi que a minha existência pode mudar para sempre, em poucas horas, por causa de gente que eu nunca vi antes.
Aprendi também que diplomas na parede não me fazem mais respeitável ou mais sábia.
Aprendi que as palavras de amor perdem o sentido, quando usadas sem critério.
E que amigos não são apenas para guardar no fundo do peito, mas para mostrar que são amigos.

Aprendi que certas pessoas vão embora da nossa vida de qualquer maneira, mesmo que desejemos retê-las para sempre.
Aprendi, afinal, que é difícil traçar uma linha entre ser gentil, não ferir as pessoas, e saber lutar pelas coisas em que acredito. (Autoria desconhecida)

Veja também: https://oterceiroato.com/2020/10/07/setenios-conheca-a-teoria-dos-setenios-de-7-em-7-anos-a-sua-vida-muda-completamente/

https://oterceiroato.com/2020/10/09/adaptando-se-ao-envelhecimento/

AS MÃOS DE MINHA MÃE.

Tem texto que leio e que marcam, muitas vezes me identifico, assim como este. Leiam: O tempo insiste em ser verdadeiro no dorso das mãos. O rosto despista, atenua os anos corridos com corretivos simples e semblante suave, mas as pregas das mãos denunciam o tempo dos ganhos e das perdas, dos dias vividos e irremediavelmente vencidos.
O tecido que recobre suas mãos conta os anos de magistério com o giz em punho, a sensação de sentir-se segura no entrelaçamento de dedos com meu pai, o tempo de gerar e criar, o sol diário na despreocupação com o protetor solar, o carinho ao cair da noite, a firmeza ao volante, os gestos exagerados durante as costumeiras piadas, os movimentos contidos na desavença, o calor na menopausa, o frio na tristeza, o suor na espera, a suavidade resignada na prece e recomeço.

Sabe mãe, carrego alguma nostalgia da época em que suas mãos eram lisas e uniformes. Mas é no hoje, porém, que aprendi a respeitar o significado do desenho das veias que saltam através do tecido fino, e das manchas salpicadas como gotas de tinta decorando a fina estampa de sua superfície. Trazem mais história que ambição, exemplo de uma vida de coragem e superação.
Observo seu rosto mas a sinto em suas mãos. Sei que carregam o tempo e a vivência, o que deixou pra trás e o que tem guardado dentro de si. E admiro os sulcos que traduzem o amadurecimento e o olhar reciclado perante a vida; a sabedoria de entender-se completa, ainda que lhe faltem pedaços.

Talvez os sulcos sejam mais que deficiências cutâneas provocadas pelos raios de sol. Talvez sejam faltas que lhe acompanham e hoje fazem parte daquilo que se tornou.
Sinais de uma vida repleta de presença e ausência, orfandade e resiliência, alturas e tombos. Sei de seus voos, mãe, mas também acompanhei sua perda de altitude. Você, que sempre esteve no comando, teve que aprender a ser conduzida também. E isso lhe tornou uma pessoa melhor. Com mais marcas, mas melhor.
É por isso que admiro tanto suas mãos, mãe. Porque me mostram que você não é de ferro. Você é de verdade, assim como eu e meus irmãos. E descobri-la mais humana tem me ajudado a entender a vida também. Porque assim é mais fácil compreender que todos nós até você carregamos dúvidas, incertezas, desilusões. Mas tudo isso é superável também. Apesar dos cabelos brancos e das pintinhas coloridas, estamos diariamente tentando resistir. E você é dura na queda, mãe. Você é porreta. De uma fé e certeza tão grandes que a gente duvida se é feita do mesmo tecido. Mas então eu tenho as suas mãos. E elas dizem que sim, que você também enfrenta desafios, você também sente na carne cada uma de suas dores. A diferença é que aprendeu a lidar bem com elas, e não está nem aí se lhe causaram algum dano visível ou invisível. Você só quer saber do que virá depois.
Agora recordo uma história que aconteceu há aproximados dois anos. Fomos visitar minha amiga que tinha perdido a mãe no dia anterior. Eu perdi o apetite porque sentia a perda da mãe dela dentro de mim, como se fosse você que não estivesse mais ali. Mas você estava. E ao ser confrontada pela sobrinha da minha amiga, que não entendia o porquê do sofrimento e morte da avó, disse-lhe mais ou menos isso: “Você ainda não entende porque tem muito chão pela frente. Quando tiver a minha idade, vai aprender e conseguir aceitar também”. Acho que naquele momento, as mãos da menina começavam a rachar também, só que de um jeito imperceptível. Mas você soube apaziguar um pouco a dor. Vc Do alto de seus sessenta e poucos, soube colocar aquelas mãos tão jovens entre as suas e doar uma ponta de serenidade…
Minhas mãos começam a mudar também. Estão mais finas, e o esverdeado das veias faz contraste com o caramelo de minha pele. Meu filho chama atenção para elas. Diz que estão mais magras e entendo que o colágeno vai indo embora enquanto se aproximam outras noções acerca do meu tempo e espaço.
Aos poucos sigo seu caminho e desejo assemelhar-me a você. Nos gestos, nas andanças, na vontade de responder ao mundo como você tem respondido.

Mostrando ao Bernardo que, ainda que não haja remédio para a perda de gordura e saliência dos tendões, há delicadeza e poesia no tempo que chega de mansinho, de um jeito ou de outro, irremediavelmente.
Obrigada mãe, por não tentar esconder o traçado de suas mãos. Por não querer disfarçar os sinais de um tempo que se desenrolou cheio de promessas e desfechos nem sempre fiéis ao que se esperava deles. Por me mostrar que a vida nos aproximou como meninas crescidas, e hoje posso me preocupar com você tanto quanto você se preocupa comigo.
Obrigada por me ensinar a não censurar o que o tempo traz sem o nosso consentimento, perdoando as marcas que não podemos controlar, reagindo com alegria aos dias que nem sempre são só bons.
Acima de tudo, por me dar a mão e mostrar que nossos sinais são resquícios de uma vida que se viveu intensa e plenamente. Amo você ! Belíssimo texto de autoria desconhecida, com olhar poético sobre o envelhecimento de uma mãe 👀😍

“Só por hoje quero apenas um dia recheadinho de alegria, amor e paz com o perfume suave da compreensão, aceitação e gratidão”.(Sonia Peter)

Veja também: https://oterceiroato.com/2020/10/12/casa-de-mae-depois-que-se-vao/

https://oterceiroato.com/2020/08/18/filho-desejos-de-uma-mae-ao-filho-quando-se-casou/

DEIXE-ME ENVELHECER!

Deixem-me envelhecer sem compromissos e cobranças,
Sem a obrigação de parecer jovem e ser bonita para alguém,
Quero ao meu lado quem me entenda e me ame como eu sou,
Um amor para dividirmos tropeços desta nossa última jornada,
Quero envelhecer com dignidade, com sabedoria e esperança,
Amar minha vida, agradecer pelos dias que ainda me restam,
Eu não quero perder meu tempo precioso com aventuras,
Paixões perniciosas que nada acrescentam e nada valem.
Deixem-me envelhecer com sanidade e discernimento,
Com a certeza que cumpri meus deveres e minha missão,
Quero aproveitar essa paz merecida para descansar e refletir,
Ter amigos para compartilharmos experiências, conhecimentos,
Quero envelhecer sem temer as rugas e meus cabelos brancos,
Sem frustrações, terminar a etapa final desta minha existência,
Não quero me deixar levar por aparências e vaidades bobas,
Nem me envolver com relações que vão me fazer infeliz.
Deixem-me envelhecer, aceitar a velhice com suas mazelas,
Ter a certeza que minha luta não foi em vão: teve um sentido,
Quero envelhecer sem temer a morte e ter medo da despedida,
Acreditar que a velhice é o retorno de uma viagem, não é o fim,
Não quero ser um exemplo, quero dar um sentido ao meu viver,
Ter serenidade, um sono tranquilo e andar de cabeça erguida,
Fazer somente o que eu gosto, com a sensação de liberdade,
Quero saber envelhecer, ser uma velha consciente e feliz!!!

Gosto muito deste texto se Concita Weber. Sempre me traz grandes reflexões.

Veja também: https://oterceiroato.com/2020/11/13/quando-eu-envelheco/

https://oterceiroato.com/2020/11/20/7-licoes-de-uma-mulher-de-mais-de-100-anos-para-voce-praticar-em-2020/

O BOLO DO CHOCOLATE DE AVÓ. 😍

Uma triste realidade de muitos avós e pais no envelhecer. Precisamos repensar 👀. Os anos se passam 😔 a vida transforma tudo. O corre corre do dia a dia acaba afastando as pessoas. Já não tem tanto tempo mais para dar tanto afeto que precisam… 😍 no entanto temos sede de amor e de conversar simplesmente como era antigamente. Adorei este texto de Sidney Gavin, da pra refletir bastante:

Um dia, você fica cansado da solidão, da falta de atenção, você começa a perceber que já não faz tanta falta…Os netos que ficavam dias na sua casa e que passavam as férias com você, viajando, indo a cinemas, lanchonetes, festas, brincando, rindo…Cresceram e você ficou lá atrás, na infância deles…

Quando vai visitá-los, eles preferem ficar em seus quartos com aparelhos eletrônicos do que a sua visita e seu abraço…Você e sua esposa ficam sentados num sofá na sala sozinhos e acabam indo embora e muitas vezes parece até que eles desejavam isso… Deduzem que porque somos idosos, não percebemos as coisas, não sentimos falta de carinho, talvez seja nessa fase da vida que necessitamos mais de um beijo, de um abraço… De atenção!

A gente só consegue matar a saudade dos filhos e netos se formos visitá-los num dia em que eles não estejam ocupados… Não te convidam para um almoço tranqüilo, para conversar sobre as crianças, as notas escolares, e outras amenidades do cotidiano…Enfim, para passarmos algumas horas juntos igual antes.

Outro dia você telefona porque a saudade voltou a judiar e sua esposa fez um bolo de chocolate para as crianças e vocês querem ir vê-los, mas não podem, porque eles vão ao Shopping, a casa de amigos, receber visitas ou qualquer outra coisa, não tem um tempinho para nós, não cancelam nada para ficarem um pouco ao nosso lado… Naquela tarde você e sua esposa comem no café da tarde o bolo de chocolate feito com tanto carinho e saudade…

Você sente a falta de um telefonema, assim: “Pai! fiz um almoço gostoso, vem almoçar com a gente e passar a tarde aqui para colocarmos a conversa em dia” ou “Mãe estamos indo ai almoçar com vocês, estamos levando o pudim de coco que o papai gosta!” ou ainda “Vô! como vocês estão? Vem me buscar, quero dormir ai, amo vocês!”

Nesse dia que cansou da solidão, você vende sua casa, onde viveu feliz por muitos anos, para onde foi com seu amor quando casaram, onde seus filhos nasceram, cresceram e um dia mais tarde seus netos correram atrás de você se atirando em seus braços te apertando e rindo, te fazendo de cavalinho e dizendo o tanto que gostavam de você…Escolhe uma Casa de Repouso bem distante, e vai morar lá até quando Deus quiser, junto a pessoas que tem empatia por você, os mesmos problemas e as mesmas dores.

No entardecer de um dia de verão, você e sua esposa estão no jardim da Casa, vendo fotos amareladas, relembrando momentos felizes e comendo o bolo de chocolate que sua esposa sempre faz, quando algumas sombras dançam sobre a mesa, vocês erguem os olhos e ali de pé ao lado de vocês estão seus filhos já grisalhos, os netos agora adultos e talvez algum bisneto que vieram vê-los… Mas agora já é tarde… Você já não lembra de tantas coisas… O silêncio se faz e lágrimas ralas e lentas escorrem pelo seu rosto molhando as fotos espalhadas na mesa, enquanto a tarde começa lentamente a definhar…


Antes que isto aconteça vamos mudar… ter mais encontros presenciais ou virtuais (on-line) da forma que der. Vale tudo. Sempre é tempo de começar… Ambos vão ter muito do que recordar… muito além do bolo de chocolate. Doces memórias carregadas de afeto e amor. Abraços e Paz!

https://oterceiroato.com/2020/10/12/casa-de-mae-depois-que-se-vao/

Veja também: https://oterceiroato.com/2020/09/16/avos-anjos-em-forma-de-gente/

https://oterceiroato.com/2020/10/15/historia-do-avental-da-vovo/

REFLEXÃO DE FINAL DE 2020.

Há um ano atrás, quando estávamos planejando as festas de final de ano, fizemos muitos planos para o futuro de 2020.
Reclamamos muito de 2019;
Reclamamos mais do que agradecemos, não é verdade?
Daí, chegou o tão esperado 2020!
Quantos sonhos e planos…
Quantos planejamentos e expectativas por um ano de número par… dois mil e vinte.
E 2020 foi um ano ímpar!
Diferente de tudo que já vivemos até hoje!
Famílias separadas,
Avós adoecendo sem ver os netos,
Netos sem afagos dos avós,
Pai e mãe longe de seus filhos,
Filhos longe de seus amigos;
Partidas sem despedidas!
Muito choro, sem entender porque tão rápido!
Sorrisos embaixo de máscaras,
Rostos cansados, com marcas de máscaras,
Mãos aflitas à procura de água, sabão e álcool gel;
Médicos e profissionais da saúde exaustos,
Cidades vazias, Hospitais cheios,
Cemitérios lotados de rico, pobre, velho, jovem, crianças, negros, brancos, artistas famosos, anônimos! gente dos quatro cantos do mundo indo para o mesmo lugar!
Um lugar sem volta!
Um vírus e milhões de sonhos cancelados;
Um vírus e milhões de famílias destruídas;
Um vírus e milhões de expectativas trancadas em casas;
E você, que lição tirou de tudo isso? !
Já agradeceu por ter chegado até aqui?
Você entendeu que os planos de Deus são diferentes dos nossos?
Você entendeu a importância do Agradecer?
Você entendeu a importância e a falta que um abraço faz?
Você entendeu que a sua família vale muito?
Você entendeu que a ganância por ganhar dinheiro não vale a pena?
Você entendeu que a cor da pele não faz diferença?
Você entendeu a importância de viver o hoje?
Você entendeu a importância de dizer “eu te amo” pra quem você ama agora?
Você entendeu a importância de pedir perdão a quem você ofendeu?
Você entendeu que bens materiais como: roupa de marca, o carro do ano e a mansão tão cobiçada, nada disso você leva quando vai embora?
Você entendeu a importância dos minutos com seus filhos?
Você sabia que muitas famílias não vão comemorar o Natal esse ano?
Você sabia que você é privilegiado em ter a sua família reunida neste Natal?
Você entendeu o que é gratidão?
Gratidão é agradecer a Deus por cada minuto vivido;
Gratidão é ter o aconchego da família;
É poder respirar e sorrir sem máscaras;
Gratidão é poder compartilhar um abraço entre pessoas;
Gratidão é viver o hoje intensamente;
Gratidão é viver em harmonia!
Agora eu te faço um convite:
Vamos orar e agradecer pelo ano de 2020 e planejar menos em 2021?
Vamos somente orar por dias melhores?
Vamos aproveitar mais cada minuto ao lado de quem a gente ama?
Vamos reclamar menos?
Vamos deixar Deus conduzir à maneira Dele?
Vamos refletir o que realmente importa?
Cada minuto vale muito, lembre-se disso!
Cada minuto importa!
Que Deus nos abençoe!
Amém!

Feliz 2021 para todos 💫🪅

Veja também: https://oterceiroato.com/2020/07/01/aconteca-o-que-acontecer-na-sua-vida-encontre-a-sua-paz-interior/

CONCERTOS DOMÉSTICO QUARENTÊNICOS.

Acho bem divertido este texto do meu amigo Laerte Temple, quem já não passou por algo deste tipo, ou quase…

Cansado de procurar o que fazer, resolvi organizar meus livros, CDs e DVDs. Achei raridades que nem lembrava que ainda tinha. Poe, Saramago, Assis, Camus, Drummond, LPs do Trio Los Panchos, Connie Francis, Ataulfo Alves, Vinicius, Elis, DVDs históricos de Elvis, Beatles, Sinatra, Charles Aznavour, Buena Vista Social Club e outros mais. Entendem agora por que é difícil para mim curtir Jojô Todinho ou Pablo Vittar?

Liguei a TV e o portentoso “Tudo em um”, aparelho chinês compacto que reúne rádio AM/FM, CD, DVD, Blue Ray, Home Theater etc. Só falta lavar e secar. Mas aí o DVD de Simon & Garfunkel no Central Park engasgou. Liguei para a assistência e ninguém atendeu. Devem estar em quarentena. Como sou alfabetizado e curioso, consultei o manual de instruções.

Alguém com mais de sessenta já tentou ler um manual instruções de eletrônicos made in China? Uma folha A 3 semitransparente, dobrada inúmeras vezes até ficar do tamanho de um maço de cigarros sem filtro, dividida em blocos com oito idiomas, todos mal traduzidos, repleto de siglas e termos de física quântica e impresso com letras iguais às bulas de remédio para disfunção erétil. Nem com microscópio eletrônico!

Peguei óculos de leitura, lente de aumento e comecei a pesquisar. Depois de vinte minutos lendo, conectei o plug HDMI à porta 3, liguei o cabo coaxial no receiver, encaixei as tomadas USB, cliquei na tecla Function, selecionei DVD, apertei Play e esperei inicializar.

O DVD não destravou e o painel mostrou “Erro 49”.

Consultei o manual. Eu não tinha desativado e função multiplex nem conectado a entrada RGB. Desliguei tudo, contei dez segundos e reinicializei no modo Beta. Nada. Repeti o procedimento três vezes. Nada.

Consultei a lista de defeitos e soluções.

Tinha perguntas geniais como: Você tirou o aparelho da caixa? Conectou à rede elétrica? Pressionou a tecla Liga?

Como essas soluções não me atendiam, radicalizei. Peguei a chave Philips na caixa de ferramentas, desmontei a disqueteira e desencavalei o DVD. Montei tudo novamente com maior eficiência, pois sobraram umas peças, provavelmente desnecessárias, só para aumentar o preço. Liguei na tomada e pressionei a tecla ON.

Não inicializou e várias luzes azuis e vermelhas piscaram no painel. Parecia viatura da blitz da Lei Seca. O micro ondas apitou e a máquina de lavar, vazia, começou a centrifugar. Da TV e do “Tudo em um” chinês surgiu densa fumaça branca igual ao “Habemus Papam”. Arranquei tudo da tomada, porém tarde demais.

Os disjuntores chamuscaram e todas as luzes se apagaram. Curto circuito geral, no apartamento e no prédio inteiro.

Resolvi ler um livro na varanda prá disfarçar.

No dia seguinte desci nove andares para comprar pão. Tinha um pessoal no poste trocando um transformador.

O síndico me viu e disse que algum FDP deve ter feito gambiarra. Respondi “vai saber, tem muito doido metido a eletricista”.

Maldita quarentena!

7 LIÇÕES DE UMA MULHER DE MAIS DE 100 ANOS PARA VOCÊ PRATICAR EM 2020.

Sempre gostei de conhecer dicas pra envelhecer bem. Geralmente a maioria delas fala sobre bom humor, cuidados com a saúde (bons hábitos alimentação, movimentar-se…) e aprender entre outros. Isto sempre me faz refletir que temos mais tempo de vida hoje, e precisamos usar muito bem. Esta entrevista eu achei bem interessante. Leia:

Dê uma boa olhada na foto abaixo. Somos eu e Eugênia Fischer, avó de uma grande amiga, que, desde que comecei a escrever o Ageless, me dizia: “Você precisa conhecer minha avó”. O retrato foi feito no nosso encontro para um café na última semana (mostrei mais fotos e vídeos com ela no meu Instagram, me siga lá: @silviaruizmanga). #eugeniafischer #silviaruizmanga

Posso dizer que foi uma das entrevistas mais emocionantes que já fiz. Por que? Porque a Eugênia tem nada menos do que 103 anos e é uma das mulheres mais inspiradoras que eu conheci. E depois do nosso papo o significado de Ageless, sem idade, ganhou ainda mais sentido para mim. Eugênia é a prova viva de que idade não é limite para nada. #ageless

Ela nasceu em Buenos Aires e se mudou para o sul do Brasil ainda criança. Como a maior parte das mulheres de sua época, casou cedo, teve três filhos, era dona de casa, nunca precisou trabalhar. Mas diferente também das mulheres do seu tempo, Eugênia não se acomodou com essa vida. Dentro dela havia uma mulher cheia de opinião e com necessidade de independência. Depois dos 50 anos ela achou que era hora de sair da gaiola. A primeira providência foi terminar um casamento que não a fazia feliz. E o começo da fase mais feliz da vida dela foi justamente aí, depois dos 50!

Pratique o otimismo:

A querida dona Eugênia me deu algumas lições de vida que vão me acompanhar em 2020 e para sempre:

“Saber envelhecer é uma arte. Eu sei envelhecer. Eu recebo tudo da maneira que tenho que receber. E mesmo as situações mais difíceis eu consigo superar. Porque eu sou otimista! “

A vida nem sempre foi tranquila, Eugênia perdeu muitas pessoas queridas ao longo da jornada, inclusive uma das filhas recentemente. Mas ela segue com um olhar de otimismo e bom humor impressionantes. “A gente tem que aprender a deixar as coisas passarem, sem nos abater. Tudo melhora. “

Livre-se de relações tóxicas:

Terminar um casamento depois dos 50 anos é sempre muito difícil. O medo de ficar sozinho ou de não ter um companheiro para o fim da vida, por exemplo, pode fazer muita gente manter uma relação mesmo que ela faça mais mal do que bem. “Hoje eu não me casaria jamais. Me separei depois de 28 anos de casada e foi a melhor coisa que eu fiz. Não tive medo de nada, eu queria ser livre e viver”, diz Eugênia.

Não teve medo nem do julgamento social da época? “Naquela época eu nunca soube de ninguém que fosse separada. Não tinha separação. A mulher que se separava era vista como vagabunda. Levava a culpa. O homem não. Mas eu não tive medo de nada.  A gente não pode viver em um casamento infeliz!”

Nunca deixe de estudar:

Você é daquelas que acha que já está velha para aprender? Ou para voltar para a faculdade? Pois a Eugênia fez curso superior aos 50 anos. Estudou Turismo e ainda deu aulas. E há mais de 20 anos ela é aluna da Universidade Aberta da Maturidade da PUC, em São Paulo. Vai religiosamente às aulas, onde é a veterana da turma que virou sua segunda família.

“Eu nunca parei de estudar. Minhas melhores amigas hoje são minhas colegas da faculdade, que é minha segunda casa. ” Acha que está tarde para aprender outro idioma? Eugênia fez intercâmbio nos Estados Unidos aos 80 anos! Você leu direito: aos 80! Foi sozinha para os EUA, se instalou em uma casa de hospedagem para estudantes estrangeiros por três meses. “Um dia o diretor da universidade veio falar comigo. Disse que era melhor eu ir embora porque não poderia se responsabilizar por mim caso algo de errado acontecesse”, diz ela aos risos. “Todos os dias me encontrava e dizia: por favor, se cuide”.

Leia o máximo que puder:

Eugênia me mostra orgulhosa a estante cheia de livros que juntou ao longo da vida. “Eu sempre li muito, sempre foi meu maior prazer. Minha cabeça está bem até hoje muito em função da leitura. Minha maior tristeza hoje é não conseguir mais ler. Há quatro anos minha visão piorou muito já não consigo ler, mesmo com lente de aumento. “

Durma bem, coma direito e movimente o corpo:

“Eu sempre dormi muito. Como não precisava trabalhar, acordava tarde. Dormir bem faz bem. Eu gosto de dizer que vivo tanto porque fui muito bem conservada”, brinca ela. A alimentação equilibrada foi uma preocupação constante na vida de Eugênia. “Eu sou hoje o que fui a vida toda. Não como gorduras, detesto! E também não como doces, jamais. Nem mesmo em festas. Não gosto”. Caminhar muito sempre foi a regra na vida dela. Até hoje vai a pé para a faculdade que fica a alguns quarteirões de sua casa em São Paulo.

Como podemos ver, Eugênia praticou a vida toda o que é recomendado por qualquer médico hoje em dia para quem quer prevenir doenças: dormir bem, se alimentar sem exageros, passar longe do açúcar e fazer atividade física. Estilo de vida é tudo!

Seja vaidosa por você, não pelos outros, e não se “abandone”

Eugênia está sempre arrumadíssima. O cabelo impecável, anel brincos e colares combinando, roupas modernas que em nada lembram a de tantas velhinhas que conhecemos. Não tem vontade de ficar de pijama quando está em casa? “De jeito nenhum! Jamais! Me arrumo para mim, não para os outros. Acho um respeito comigo mesma levantar e cuidar de mim, me arrumar para a vida. ” Segredo de beleza? Nenhum, ela garante que nunca teve neuras com isso. Fez uma plástica no rosto aos 50, passa apenas um creme na cara há anos (diz que tem até esquecido ultimamente), mas tem uma pele impressionante! Ela garante que é culpa do tal otimismo.

Não deixe de se divertir:

Eugênia conta que uma das melhores fases da vida dela foi aos 80 anos. “Foi a época em que eu mais viajei”. Ela ama conhecer novos lugares e viajou pelo mundo, nunca deixou o marasmo tomar conta da vida. Outro programa que ela adora é jogar em cassinos. A festa de 100 anos, aliás, foi em um cassino em Foz do Iguaçu para onde viajou com filhos e netos em 2015. “Graças a deus aqui no Brasil é proibido”, diverte-se Eugênia.

Meus votos para você em 2020 é que você seja tão livre e dono de si quanto a querida Eugênia. Que você pratique o otimismo, cuide de você mesmo, acredite que nunca é tarde para ser feliz. Muito menos para ser Ageless.

Fonte:

https://www.google.com.br/amp/s/ageless.blogosfera.uol.com.br/uol_amp/2018/12/21/sete-licoes-de-uma-mulher-de-mais-de-cem-anos-para-voce-praticar-em-2019/

Veja também:

https://oterceiroato.com/2020/02/28/como-eu-quero-envelhecer/

CONTOS CONJUGAIS… SOCIOLOGIA DA GALHADA.

Meu amigo Laerte Temple escreve muitos contos bem bacanas, interessantes e divertidos. Eu gosto muito deste aqui “Contos conjugais – Sociologia da galhada” queria compartilhar com você agora, leiam:

Malando que é malando acha que amar uma mulher só é trair todas as outras. Também sabe que, se quiser se dar bem, precisa estar comprometido. Às vezes fica mesessozinho, mas basta casar para chover interessada. Pensa que aliança é um tipo de ímã. Já a mulher de malandro é vacinada. Sabe que o cabra é safado mesmo, que não é fiel e, na dúvida, dá o troco na mesma moeda, de preferência com outro malandro casado, mais fácil para manter segredo e não causar barraco. Desde que ninguém fique sabendo, claro. Engana-se quem vê preconceito neste texto e acha que esses rolos só ocorrem na malandragem. Vale o mesmo para todas as classes. A diferença está no nome e no ambiente. Em vez de rolo, é caso, ou afair. Em vez de drive-in, é motel, flat ou apê. Chifre é típico do seu humano. Boi usa de inxerido.

Doralice, mulher de João Gilberto, desconfia que ele a esta traindo. Chega em casa tarde, sempre cansado e não a procura mais. Seguiu-o e descobriu que ele esta ciscando Carolina, a caixa do estacionamento, depois do expediente. Queria uma vingança maligna, mas não podia se envolver, pois era casada com separação de bens e não queria ficar na mão. Pesquisou e descobriu que o marido de Carolina era o Chico, vigia noturno no mesmo estacionamento. Ela trabalhava das 9 às 18 e ele das 20 às 6 da manhã. Só se viam aos domingos, e olha lá. Descobriu que o canalha do Gilberto esperava Carolina na esquina, iam no motel e depois deixava a vadia no Metrô.

Ela procurou o Chico na saída do trabalho, convenceu-o a tomar um café e assim que ganhou sua confiança, contou sobre o rolo que descobriu. Disse que Chico devia aplicar um corretivo no marido. Ele cofiou a barba pensativo e disse: – Dona, se eu der uma coça no cabra, e ele bem que merece, vou ter que chapar a cara da Carolina também. Perco a esposa de fim de semana e a senhora fica na mão. Deve ter um jeito melhor. – Então você não vai fazer nada? – Claro que vou, mas pensa. O que falta para mim e para a senhora, sobra pros dois. Eles se divertem e a gente chupa o dedo. – Entendi. Sabe, você não é nada mal. A gente podia dar o troco na mesma moeda. É só você vir umas duas horas antes para o trabalho. O arranjo funcionou bem até que um dia Doralice e Chico passaram da hora e João Gilberto e Carolina chegaram mais cedo. Encontraram-se no motel, dois entrando e dois saindo. Os homens se estranharam, começaram a rosnar, mas foram contidos pelas mulheres. Doralice falou: – Gente, ninguém tá sabendo. Deixa como está. João Gilberto chegou em casa à noite e encontrou Doralice dormindo. Beijou-lhe a testa, ajeitou a coberta e dormiu. Estava muito cansado. É… na vida de um casal ninguém mete a colher 😉. No final acabam se encaixando.

ESCOLHA… EXPERIMENTE COISAS NOVAS.

Entre todas as opções que tiver, não escolha o que é conveniente, o que é confortável ou racional, nem faça a escolha baseada no que as pessoas esperam que você escolha.

Se dê a oportunidade de fazer o que toca o seu coração.
Só assim é que existe realização.
Os maiores arrependimentos sempre se referem ao que não nos permitimos experimentar.
Escolha com o que você sente aí dentro do peito.
Deixe sua alma expressar o seu querer.
Arrisque-se a seguir o anseio da sua alma. É isso que faz a vida valer a pena, é isso que acaba com aquele buraco que a gente às vezes sente que tem, dentro do peito.
Se aventure a fazer o que toca seu coração.
Você não precisa provar nada a ninguém, nem a si mesma.
Você precisa é se dar o direito de se fazer feliz.

Reflita nisso!!! Veja também: https://oterceiroato.com/2020/04/24/mulher-ao-centro-da-vida/.

https://oterceiroato.com/2020/04/21/a-vida-e-suas-pedras/

MANUAL… SERÁ?

Tem coisas que acontece conosco… 🧐curiosos e audaciosos que as vezes não dá muito certo. Já passaram por isso? Tentaram entender os manuais dos equipamentos? Texto divertido do meu amigo Laerte Temple contando a sua experiência…

Cansado de procurar o que fazer, resolvi organizar meus livros, CDs e DVDs. Achei raridades que nem lembrava que ainda tinha. Poe, Saramago, Assis, Camus, Drummond, LPs do Trio Los Panchos, Connie Francis, Ataulfo Alves, Vinicius, Elis, DVDs históricos de Elvis, Beatles, Sinatra, Charles Aznavour, Buena Vista Social Club e outros mais. Entendem agora por que é difícil para mim curtir Jojô Todinho ou Pablo Vittar? Liguei a TV e o portentoso “Tudo em um”, aparelho chinês compacto que reúne rádio AM/FM, CD, DVD, Blue Ray, Home Theater etc. Só falta lavar e secar. Mas aí o DVD de Simon & Garfunkel no Central Park engasgou. Liguei para a assistência e ninguém atendeu. Devem estar em quarentena. Como sou alfabetizado e curioso, consultei o manual de instruções. Alguém com mais de sessenta já tentou ler um manual instruções de eletrônicos made in China? Uma folha A 3 semitransparente, dobrada inúmeras vezes até ficar do tamanho de um maço de cigarros sem filtro, dividida em blocos com oito idiomas, todos mal traduzidos, repleto de siglas e termos de física quântica e impresso com letras iguais às bulas de remédio para disfunção erétil. Nem com microscópio eletrônico! Peguei óculos de leitura, lente de aumento e comecei a pesquisar.

Depois de vinte minutos lendo, conectei o plug HDMI à porta 3, liguei o cabo coaxial no receiver,encaixei as tomadas USB, cliquei na tecla Function, selecionei DVD, apertei Play e esperei inicializar. O DVD não destravou e o painel mostrou “Erro 49”. Consultei o manual. Eu não tinha desativado e função multiplex nem conectado a entrada RGB. Desliguei tudo, contei dez segundos e reinicializei no modo Beta. Nada. Repeti o procedimento três vezes. Nada. Consultei a lista de defeitos e soluções. Tinha perguntas geniais como: Você tirou o aparelho da caixa? Conectou à rede elétrica? Pressionou a tecla Liga? Como essas soluções não me atendiam, radicalizei. Peguei a chave Philips na caixa de ferramentas, desmontei a disqueteira e desencavalei o DVD. Montei tudo novamente com maior eficiência, pois sobraram umas peças, provavelmente desnecessárias, só para aumentar o preço. Liguei na tomada e pressionei a tecla ON. Não inicializou e várias luzes azuis e vermelhas piscaram no painel. Parecia viatura da blitz da Lei Seca. O micro ondas apitou e a máquina de lavar, vazia, começou a centrifugar. Da TV e do “Tudo em um” chinês surgiu densa fumaça branca igual ao “Habemus Papam”. Arranquei tudo da tomada, porém tarde demais. Os disjuntores chamuscarame todas as luzes se apagaram. Curto circuito geral, no apartamento e no prédio inteiro. Resolvi ler um livro na varanda prá disfarçar.

No dia seguinte desci nove andares para comprar pão. Tinha um pessoal no poste trocando um transformador. O síndico me viu e disse que algum FDP deve ter feito alguma gambiarra. Respondi “vai saber, tem muito doido metido a eletricista”. Maldita quarentena!