Deixe de lado essa timidez boba. Tenha orgulho das suas marcas de vida e de idade. Tenha orgulho da sua imagem, das fotos e do que vê no espelho.
Tenha orgulho de se mostrar ao natural. Seja feliz com seu corpo. Seja feliz com as suas celulites, com as suas estrias, com suas pintinhas, com os seus peitos pequeninos ou grandões. Seja feliz com a sua bundona ou com a sua bundinha.
Não filtre-se.
Fotografe-se.
Seja você e ponto. Sem stress, sem exigências demais e sem carências imaginárias. Esse rosto perfeito que todos buscam, na verdade ninguém tem.
Seja feliz com o seu!
Seja feliz com seus dramas, com a sua semana de TPM, com seus choros sem porquê, com a sua sensibilidade à flor da pele, com suas gargalhadas malucas e com as marcas de vida e de idade.
Não tenha pretensão nenhuma de ser perfeita. Não se importe com o quanto pesa, nem com o quanto mede, nem com o quanto ganha. Não importa seu rosto, seu corpo ou suas proporções.
Nada faz uma mulher mais bela, do que ela mesma acreditar que é linda.
Você sabe que não é nenhuma miss, mas isso importa? Curta seus 20, seus 30, assuma seus 40, seus 50, orgulhe-se dos seus 60 ou mais anos.
A beleza com o tempo aumenta para quem acredita que ser belo é ser feliz. O charme não está em números ou aparências: Ele fica é na essência da alma.
A sua beleza está nos detalhes, que talvez você nem saiba que possui.
Ignore os que te apontam e pare de tentar parecer com quem você não é. Seja real e viva sua realidade. Procurando lá fora você estará em busca de algo que talvez nunca encontre. O essencial só se descobre quando se olha pra dentro.
O superpoder da aceitação e a força da autoestima te transformarão na mulher mais formosa e bela do mundo. Você só precisa se aceitar bem.
O segredo da beleza é amar o que já tem. Não filtre-se, seja você e pronto. Se reprimir por conta de pensamentos bobos da cabeça dos outros? Não faça isso e nem seja mais tímida.
Outro dia ouvi e li este poema, senti que me tocou profundamente. Trouxe uma luz, sobre a vida. A minha vida… e todos que. Queria compartilhar com vocês com algumas reflexões minhas.
Neste poema podemos viver momentos tão diferentes quanto na vida. Refleti sobre tantas coisas…
Sobre a Vida… Sobre a Fé… Sobre os Caminhos… Sobre os Desafios… Sobre as (Re) Construções e/ ou; Sobre o Amor… Sobre a Resiliência… Sobre os Sonhos… Sobre a Coragem… Sobre os Medos… Sobre o se Reinventar… Sobre o Seguir em Frente… Sobre o Envelhecer! Sobre Morrer!
Lembrou-me no poema…. a propósito dos dias que passamos, em que a indefinição do amanhã nos empurra para uma sensação de uma vida em suspenso. E como isto aconteceu muitas vezes! Em que nos pedem sacrifícios, atrás de sacrifícios para que consigamos, em sociedade, cruzar este mar revolto que descobrimos ser numa pandemia, ou nas guerras, ou nas injustiças ou nas escolhas difíceis. Onde cada dia, por ora, traz promessas de um final que se vai adiando, e adiando, fazendo aumentar os níveis de saturação e cansaço. Ninguém sabe!
É sobre essas promessas que versa o Ítaca, poema que narra a viagem de cada um de nós rumo à ilha prometida… nossos sonhos, propósitos e o que nos procura ensinar, em como desfrutar das deslocação.
Dia a dia, nas horas boas, ou outras nem tanto…
Este poema grego, com mais de 100 anos, de Constantino Kavafis (1863-1933), Ítaca (1910) ou Ítacas, dependendo da tradução.
Ítaca, assumindo a tradução de Jorge de Sena, é um poema que se passa no imaginário grego das epopeias… mas que com uma subliminaridade ímpar fala sobre a VIDA de cada um de nós — como essa queda constante que aqui é a viagem até Ítaca, traduzindo o nosso sentimento, num mar reviravolta durante, toda uma vida. Passo a passo!
“O poema ensina a cair
sobre os vários solos,
desde perder o chão
repentino sob os pés,
como se perde os sentidos
numa queda de amor,
ao encontro do cabo
onde a terra abate
e a fecunda
ausência excede.”
Uma multiplicidade de quedas que nos lembra que a vida não é mais do que isso mesmo, uma queda constante, a um ritmo que se quer equilibrado e com uma postura que se quer elegante, até ao momento final.
Num poema onde podemos viver momentos tão diferentes quanto na da nossa vida. Deu pra “relembrar” tantas coisas, a medida que ouvia.
Aprender a “cair” não significa que não sintamos a dor de cada queda, mas que lhe consigamos dar valor, como uma experiência de aprendizagem irrepetível. Afinal de contas, esta relação custo-benefício é comum em toda a experiência humana.
E quantas vezes uma certa dose de dor, ou de desconforto, não serve como marcador de uma situação de prazer? Aprender!!! Reaprender!!!
E… que nos ensinar a navegar por entre essa confusão de sentimentos. Ítaca, ao pontuar uma viagem que é de cada um com figuras épicas do imaginário grego, lembra-nos da nossa situação na História e, mais do que isso, de como a forma como encaramos a realidade acaba por definir a realidade em que vivemos. Aprender a cair não significa que não sintamos a dor de cada queda, mas que lhe consigamos dar valor como uma experiência de aprendizagem irrepetível.
Das dores de parto, às dores de estômago antes de um encontro romântico… das dores de esforço por algo que queremos de facto… às mazelas que ficam de um dia bem passado. A “dor” lembra-nos, invariavelmente, a sua ausência.
Poema, onde facilmente enxergamos a nossa vida como uma viagem no tempo entre dois pontos distintos. Ítaca, poema que narra a viagem de cada um rumo à ilha prometida, e que nos procura ensinar como desfrutar da deslocação.
Fazê-la atravessando momentos difíceis, cheio de dúvidas e incertezas, é como percorrer um caminho sinuoso ao largo de uma paisagem de cortar a respiração — a iminência do perigo faz disparar a adrenalina, aumentar a ansiedade, pode gerar medo ou pânico, mas é nessa imensidão de sentimentos que, por exemplo, um vale se agiganta à nossa contemplação. Quem não?
Pensei em estava onde tudo se encaixava, na hora e local exato de onde deveria estar. Que cada escolha que fiz, (ou desafio que surgia) teve uma consequência… e que aprendia com cada uma delas. Fortalecia-me e seguia em frente!
Seria tão belo um penhasco ou uma estrada sinuosa se a sua contemplação não fosse simultaneamente bela e vertiginosa.
Este poema Ítaca, recitado pelo ator Sean Connery – nesta versão legendada em portugês, aproveitem:
ITHACA (1910)
ÍTACA (1910)
Quando partires em viagem para Ítaca
faz votos para que seja longo o caminho,
pleno de aventuras, pleno de conhecimentos.
Os Lestrigões e os Ciclopes,
o feroz Poseidon, não os temas,
tais seres em teu caminho jamais encontrarás,
se teu pensamento é elevado, se rara
emoção aflora teu espírito e teu corpo.
Os Lestrigões e os Ciclopes,
o irascível Poseidon, não os encontrarás,
se não os levas em tua alma,
se tua alma não os ergue diante de ti.
Faz votos de que seja longo o caminho.
Que numerosas sejam as manhãs estivais,
nas quais, com que prazer, com que alegria,
entrarás em portos vistos pela primeira vez;
para em mercados fenícios
e adquire as belas mercadorias,
nácares e corais, âmbares e ébanos
e perfumes voluptuosos de toda espécie,
e a maior quantidade possível de voluptuosos perfumes;
vai a numerosas cidades egípcias,
aprende, aprende sem cessar dos instruídos.
Guarda sempre Ítaca em teu pensamento.
É teu destino aí chegar.
Mas não apresses absolutamente tua viagem.
É melhor que dure muitos anos
e que, já velho, ancores na ilha,
rico com tudo que ganhaste no caminho,
sem esperar que Ítaca te dê riqueza.
Ítaca deu-te a bela viagem.
Sem ela não te porias a caminho.
Nada mais tem a dar-te.
Embora a encontres pobre, Ítaca não te enganou.
Sábio assim como te tornaste, com tanta experiência,
já deves ter compreendido o que significam as Ítaca.
By: Konstantinos Kaváfis (1863-1933)
(Tradução: Isis Borges B. da Fonseca: Poemas de Konstantinos Kaváfis, São Paulo, Odysseus, 2006, p. 100-3)
Ilha de Ítaca, na Grécia, destino na Odisseia de Homero.
E se não quisermos, não pudermos, não soubermos, com palavras, nos dizer um pouco um para o outro, senta ao meu lado assim mesmo. Deixa os nossos olhos se encontrarem vez ou outra até nascer aquele sorriso bom que acontece quando a vida da gente se sente olhada com amor. Senta apenas ao meu lado e deixa o meu silêncio conversar com o seu. Às vezes, a gente nem precisa mesmo de palavras.
Só mesmo o talento e a sensibilidade à flor da pele desse escritora Erma Bombeck, para produzir essa “jóia da literatura”. Me representou muito:
Aos 3 anos: Ela olha pra si mesma e vê uma rainha.
Aos 8 anos: Ela olha pra si e vê Cinderela.
Aos 15 anos: Ela olha pra si mesma, vê uma bruxa e diz: ‘Mãe, eu não posso ir pra escola deste jeito!’
Aos 20 anos: Ela olha pra si mesma e se vê muito gorda, muito magra, muito alta, muito baixa, muito liso, muito encaracolado, decide sair, mas vai sofrendo.
Aos 30 anos: Ela olha pra si mesma e se vê muito gorda, muito magra, muito alta, muito baixa, muito liso, muito encaracolado, mas decide que agora não tem tempo pra consertar; então vai sair assim mesmo.
Aos 40 anos: Ela olha pra si mesma e se vê muito gorda, muito magra, muito alta, muito baixa, muito liso, muito encaracolado, mas diz: pelo menos eu sou uma boa pessoa, e sai mesmo assim.
Aos 50 anos: Ela olha pra si mesma e se vê como é. Sai e vai pra onde ela bem entender.
Aos 60 anos: Ela se olha e lembra de todas as pessoas que não podem mais se olhar no espelho. Sai de casa e conquista o mundo.
Aos 70 anos: Ela olha pra si mesma e vê sabedoria, risos, habilidades. Sai para o mundo e aproveita a vida.
Aos 80 anos: Ela não se incomoda mais em se olhar.
Põe simplesmente um chapéu de flor e vai se divertir com o mundo.
Talvez devêssemos pôr aquele chapéu de flor mais cedo!
Um olhar poético e encantador sobre nós mulheres.
Fonte: De 1965 a 1996, Erma Bombeck escreveu mais de 4 000 colunas de jornal narrando a vida comum de uma dona de casa suburbana do meio-oeste, com ampla e, por vezes, eloquente humor. Na década de 1970, suas colunas foram lidas, duas vezes por semana, por 30 milhões de leitores de 900 jornais dos Estados Unidos e Canadá.
Muitas pessoas pensam que a solidão é sombria, difícil e geralmente insuportável
Embora pensar assim, seja muito pior do que qualquer solidão!
A solidão pode ser maravilhosa. Pode ser apenas “solitude”, uma maneira de estar comigo mesma! Cara a cara. Dá liberdade e independência incomparáveis. Ele permite que você realmente relaxe e se recupere.
Além disso, a solidão pode ensinar muito. Aqui estão 4 lições valiosas:
1. Independência Real
Quase sempre me considerei uma pessoa independente, mas foi somente na ausência de um parceiro (a algum tempos atras) que aprendi a ser verdadeiramente autônomo(a). Cresci muito e me fortaleci, mais do que, como eu era antes. Me tornei uma mulher muito mais forte e resiliente.
No início, ir ao cinema, a um restaurante, à praia ou passear sozinho(a) parecia estranho. No entanto, com o tempo, comecei a valorizar a minha independência. Escolhia os lugares que eu queria ir, quando e a que horas ir, sem medo. E gostei!
A capacidade de fazer o que quiser, quando quiser, escolher…proporciona uma verdadeira sensação de liberdade e autonomia, algo que não é facilmente alcançado em um relacionamento.
Aprendia a desfrutar e valorizar o tempo que passo sozinho(a) comigo mesmo(a) e cresci muito como pessoa.
2. Autoconsciência
Aprendia a cada dia, já mais segura e mais tranquila. A solidão, ou solitude como gosto de chamar, me proporcionou uma oportunidade de entender a minha verdadeira personalidade, com que tipo de pessoas desejava me relacionar, qual estilo de vida queria levar e as áreas em que precisava melhorar. E ainda tenho muita coisa para aprender.
Por exemplo, quando cometia um erro, não havia ninguém para me convencer de que “não era grande coisa”. Precisava sozinha reconhecer meus equívocos, aprender com eles e descobrir como me aprimorar para evitar repeti-los. Isto é magnífico e libertador!
Em relação a amizades, tenho que avaliar de forma independente os novos conhecidos e decidir se desejo que eles façam parte da minha vida, sejam meus amigos ou não. São escolhas!!!
Enquanto estive num relacionamento, sempre tive a ajuda ou palpite do meu parceiro. E no período que fiquei sozinha (antes do novo parceiro) tinha que confiar em mim mesmo para tomar decisões. A solidão me proporcionou um nível de autoconsciência que eu jamais tinha experimentado antes. Afinal antes era protegida pelo pai e em seguida tinha sido protegida por um parceiro. Já mulher mais madura e responsável por mim mesma, fui aprender a crescer como pessoa e fazer minhas próprias escolhas de acordo com o que eu queria pra mim dali pra frente. Inicialmente foi difícil, mas logo superei e tive a realização de descobrir como era bom esta mudança. Foi muito importante e um divisor de águas na minha vida esse momento para mim.
3. Auto-suficiência
Uma lição valiosa que aprendi é a de que não dependia de ninguém para ser feliz. Era eu quem tinha o poder de me alegrar e sei exatamente do que precisava.
Não precisava de uma companhia para desfrutar de um jantar delicioso em um restaurante… ou para viajar, conhecer algum país novo etc. Não necessitava de outra pessoa para validar minhas ações. Isto me dava total liberdade, gostei!
Quando cometia um erro, aprendia com ele, seguia em frente e fazia diferente na próxima vez, em vez de esperar que alguém me “corrigisse ou palpitasse”. Descobri logo que eu posso cuidar de mim mesmo e viver uma vida plena e feliz.
4. Expectativas de Relacionamento
Já ouvi esse ditado: “Se você é feliz sozinho, atrairá alguém semelhante”.
Concordo plenamente. A solidão me proporcionou um autoconhecimento mais profundo e passei a desejar uma convivência melhor. Levou tempo para encontrar alguém que também fosse autossuficiente e não dependesse dos outros. Me tornei mais exigente, mas eletiva e seletiva… sabia muito bem o que queria ou não para mim. Demorou um pouco. E encontrei meu novo parceiro.
Eu já sabia que podia cuidar de mim mesma e depois de algum tempo, sem pressa, reconhecia que necessitava conhecer apenas alguém, que também fosse capaz de ter uma mulher autoconfiante e feliz… Onde a sua companhia fosse me acrescentar, em podermos compartilhar nossas alegrias e dores… com afeto e muito diálogo, boas risadas e poucas lágrimas… onde pudéssemos conviver com harmonia, respeito, amorosidade e muitos aprendizado juntos. Almejei tudo isso. Busquei, e consegui!
Sim, às vezes sentia-me como a pessoa mais solitária do universo. Mas não ficava triste, sei que essa sensação passava. Tudo passa! Mas, na maioria das vezes, sentia-me no topo do mundo, consciente de tudo o que conquistei por conta própria. E depois o que construiríamos juntos, trazia uma paz e uma alegria infinita. Gratidão tenho muito, todos os dias.
Em conclusão resumida, embora muitas pessoas considerem a solidão como algo sombrio e difícil, a verdade é que a “solitude” pode ser maravilhosa. Ela oferece liberdade e independência incomparáveis, permitindo que você relaxe, reflita bastante e se recupere verdadeiramente… Se reinventando todos os dias.
Além disso, a solidão traz consigo valiosas lições. A primeira é a “independência real”, aprendendo a ser verdadeiramente autônomo(a) e apreciando a liberdade de fazer o que quiser, quando quiser. Isso proporciona uma sensação única de liberdade e autonomia. A solidão também promove a “autoconsciência”, permitindo que você compreenda sua verdadeira personalidade, os tipos de relacionamentos que deseja ter e o tanto de parceiros; quais os familiares, assim como os amigos (não tóxicos) mais próximos de mim… Mais fácil perceber as áreas em que precisava melhorar. Percebi que sem a influência direta de alguém, você aprende a reconhecer seus erros, aprender com eles e crescer como pessoa.
Outra lição valiosa é a “auto-suficiência”. A solitude ensina que a felicidade não depende de outras pessoas e que você tem o poder de se alegrar e cuidar de si mesmo. Não é necessário buscar validação externa, pois você reconhece que pode viver uma vida plena e feliz por conta própria.
Por fim, a solidão ajusta suas expectativas em relação aos relacionamentos. Qualquer um deles: do parceiro, familiar os nas amizades. Você percebe que, ao estar feliz sozinho(a), atrairá pessoas semelhantes, que também são autossuficientes. Não se busca mais alguém para te completar, mas sim alguém que seja capaz de cuidar de si mesmo e compartilhar uma vida plena e feliz. E encontra.
Embora a solidão possa às vezes trazer sentimentos de solidão, na maioria das vezes, ela nos eleva, nos tornando conscientes das conquistas que alcançamos por conta própria. A solidão é uma grande oportunidade para crescer, fortalecer-se e descobrir a verdadeira essência de quem somos.
“A impressão que eu tenho é de não ter envelhecido, embora eu esteja instalada na velhice. O tempo é irrealizável. Provisoriamente, o tempo parou para mim. Provisoriamente. Mas eu não ignoro as ameaças que o futuro encerra, como também não ignoro que é o meu passado que define a minha abertura para o futuro. O meu passado é a referência que me projeta e que eu devo ultrapassar. Portanto, ao meu passado eu devo o meu saber e a minha ignorância, as minhas necessidades, as minhas relações, a minha cultura e o meu corpo. Que espaço o meu passado deixa para a minha liberdade hoje? Não sou escrava dele. O que eu sempre quis foi comunicar da maneira mais direta o sabor da minha vida. Unicamente, o sabor da minha vida. Acho que eu consegui fazê-lo. Vivi num mundo de homens guardando em mim o melhor da minha feminilidade. Não desejei nem desejo nada mais do que viver sem tempos mortos.”
Acompanho o site da Eurodicas a muito tempo, desde que comecei a querer morar em Portugal, depois da nossa aposentadoria. Ás adaptação são muitas com a mudança de País. E este artigo traz algumas reflexões importantes. Quer saber mais? Leiam:
O processo de adaptação de um imigrante a um novo país tem inúmeras camadas, é um processo longo e intenso, que envolve não apenas mudanças internas e emocionais, mas também os aspectos externos e ambientais, como a adaptação ao clima e ao fuso horário.
Esses elementos têm um papel fundamental nos desafios enfrentados diariamente pelos imigrantes e na maneira como percebem o tempo e o espaço em sua rotina. Compreender a complexidade desse processo de adaptação é essencial para o planejamento eficaz da mudança, considerando que o nosso ambiente pode impactar diretamente a saúde mental.
Efeitos do clima na saúde mental
As variações climáticas podem ter um impacto significativo na vida dos imigrantes, especialmente no que diz respeito à saúde mental e física. Lidar com mudanças drásticas dessas condições, como temperaturas extremas, umidade variada, ou estações do ano distintas, pode gerar desconfortos diários que dificultam a adaptação do imigrante.
É frequente que o nosso corpo reaja às mudanças no ambiente e assim, podendo aumentar a ocorrência de sintomas como gripes ou dificuldades respiratórias. Inicialmente, esses sintomas podem parecer insignificantes, mas ao longo do tempo, podem deixar o imigrante mais cansado, irritado e com a imunidade mais baixa.
Antes de estabelecer uma rotina, o imigrante precisa enfrentar diversas burocracias, e, portanto, lidar com sintomas físicos e mentais pode dificultar ainda mais esse período que demanda bastante energia.
O inverno pode impactar na saúde mental
A saúde mental também pode sofrer impactos, especialmente em regiões com invernos longos e dias mais escuros. Essas condições climáticas podem provocar mudanças de humor e, indiretamente, influenciar nas atividades sociais.
O clima muitas vezes limita o estrangeiro em realizar atividades recreativas, levando-o ao isolamento social e impedindo a participação em atividades cotidianas ao ar livre.
Em casos mais graves, pode ocorrer a depressão sazonal, um tipo de transtorno relacionado às mudanças sazonais durante o ano. Esses sintomas são mais comuns durante os meses de outono e inverno, quando há uma redução na exposição à luz solar.
Acredita-se que a falta de exposição à luz do sol tenha um papel crucial no desenvolvimento da depressão sazonal. Isso porque a falta da luz natural pode causar um desequilíbrio na produção da serotonina e melatonina, substâncias fundamentais para regular o humor e o sono.
Os principais sintomas desse transtorno são:
• Sentimentos persistentes de tristeza;
• Perda de interesse ou prazer e atividades que costumavam ser agradáveis;
• Baixa energia ou fadiga;
• Alterações no sono;
• Alterações no apetite;
• Dificuldades em se concentrar em tarefas ou tomar decisões;
• Pensamentos negativos sobre si e sobre o futuro;
• Sentimentos de desesperança e desamparo.
Como se adaptar às condições climáticas?
A adaptação às mudanças climáticas pode ser um desafio adicional para os imigrantes, mas existem estratégias que podem facilitar esse processo. Conheça algumas:
Informação e conscientização climática
Antes de mudar para outro país é crucial obter informações detalhadas sobre o clima local. Isso permite uma preparação mais eficiente para a transição, sendo útil também ficar atento às variações de temperatura e estações ao longo do ano durante a rotina no novo ambiente.
Rede de apoio
Buscar ajuda de familiares e de outros estrangeiros na mesma comunidade oferece a oportunidade de compartilhar experiências, conselhos e estratégias de adaptação. Isso promove um senso de pertencimento para o imigrante e estimula sua vida social, ao se envolver em atividades novas e fora de casa.
Acesso a recursos
Para um imigrante recém-chegado, pode ser confuso preparar sua habitação para climas diferentes. Saber como adequar sua moradia ao clima local e as suas necessidades é essencial para viver em condições confortáveis.
Ajuda especializada
Fazer terapia on-line para quem mora fora (ou presencial) vai ajudar a lidar com as questões emocionais. Elas variam individualmente entre os imigrantes, em alguns casos, a busca de um profissional da área da saúde mental pode ser fundamental para compreender sobre suas emoções e identificar fatores que facilitam ou dificultam a adaptação.
Em casos de suspeita de depressão sazonal é aconselhável procurar ajuda terapêutica ou psiquiatra para uma avaliação detalhada e um diagnóstico correto.
O tratamento mais utilizado envolve exposição controlada à luz solar por meio de luzes artificiais. Além disso, o acompanhamento de profissionais da saúde tem o objetivo de verificar a evolução do cliente e a qualidade de vida emocional.
Efeitos do fuso horário a saúde mental
Outro desafio que pode dificultar a adaptação do imigrante é a mudança de fuso horário. A falta de sincronia entre o relógio biológico e o novo ambiente pode resultar na desregulação do sono. A longo prazo, isso pode aumentar o estresse e prejudicar a saúde mental.
Os distúrbios mais comuns incluem insônia, sonolência excessiva, terror noturno, bruxismo, sonambulismo, narcolepsia, apneia do sono, entre outros.
Isso ocorre porque os processos fisiológicos que regulam os padrões de sono podem ser perturbados pela mudança abrupta no fuso horário. Essa desregulação pode impactar o equilíbrio dos hormônios e dos neurotransmissores, contribuindo para o estresse e impactando o humor.
É natural que nos primeiros momentos em um novo país, o estrangeiro tenha mais dificuldade de se adaptar ao fuso horário, e espera-se que essa sensação se ajuste ao longo dos dias. No entanto, para algumas pessoas, isso pode ser extremamente desafiador e trazer consequências para sua rotina, como:
• Fadiga e sonolência durante o dia;
• Dificuldades de concentração devido ao cansaço;
• Maior probabilidade de desenvolver problemas da saúde mental, como ansiedade ou depressão;
• Prejudicar a performance ou desempenho no trabalho;
• Conflitos de relacionamentos devido às variações de humor;
• Irritabilidade e estresse.
Como se adaptar ao fuso horário?
Uma estratégia para enfrentar o estresse da adaptação em um novo país é manter uma conexão sólida com a família no Brasil.
No entanto, devido ao fuso horário, isso pode se tornar um desafio adicional. Portanto, é crucial estabelecer horários regulares para a comunicação ou explorar formas de interação que não exijam que as pessoas estejam online simultaneamente. Essa prática ajuda a manter laços fortes mesmo à distância, e proporcionando apoio emocional da família quando necessário.
Essa abordagem também pode ser utilizada para auxiliar aqueles imigrantes que trabalham no exterior. Nesses casos, encontrar um equilíbrio entre reconhecer os seus limites pessoais e suas obrigações profissionais é fundamental. A comunicação clara sobre as suas necessidades e flexibilidades ajuda a estabelecer uma vida pessoal e profissional saudável e em harmonia.
Tenha paciência com a adaptação
A adaptação a um novo fuso horário é uma questão de tempo, que exige paciência enquanto o corpo se ajusta gradualmente a novos hábitos.
Criar uma rotina consistente, com horários específicos para dormir, acordar, comer e trabalhar, facilita a regulação do relógio biológico. Evitar cochilos prolongados durante o dia e fazer atividades físicas regularmente contribuem para melhorar a qualidade do sono e reduzir o estresse diário.
No processo de adaptação, é fundamental reconhecer que leva tempo para resolver os desafios.
Permita-se tempo para as coisas se ajustarem. Além disso, não deixe de se expor à luz natural sempre que for possível.
Morar fora não é um conto de fadas,
mas estabelecer uma rede de apoio, incluindo amigos, familiares e profissionais da saúde mental, é essencial, especialmente em momentos mais difíceis. Buscar ajuda quando necessário pode fazer toda a diferença no processo de adaptação do imigrante.
PRECISO CORRER do assaltante, dos haters, dos ultraprocessados, do açúcar, do aspartame, do sódio, do caramelo IV, dos operadores de telemarketing, dos agrotóxicos, das sustâncias cancerígenas, da pessoa que tenta me vender assinatura de revistas no aeroporto.
PRECISO PARAR DE CORRER porque meu pai está envelhecendo rápido e todos os dias perco uma chance de tomar com ele uma garapa na feira e falar dos poucos pássaros que ainda vivem na selva de logomarcas em torno de nós.
PRECISO CORRER porque a meta da empresa e o crachá no meu peito e CEO na palestra e o salário na conta e o funcionário mais novo e com mais energia do que eu.
PRECISO PARAR DE CORRER do medo de ficar pobre, de ser uma profissional medíocre, de ser motivo de piada, de não ser lembrada nem nesta data querida.
PRECISO CORRER dos negacionistas, da reascensão do fascismo, dos ataques terroristas, dos ataques nas escolas, da misoginia, da xenofobia, da violência urbana, da truculência policial, dos monarquistas, da nova censura, dos ultraimbecis da extrema estupidez.
PRECISO PARAR DE CORRER mas o meu médico não deixa, o meu chefe não deixa, o meu personal não deixa, o meu gerente do banco não deixa, a desvalorização da moeda não deixa, a urgência climática não deixa.
PRECISO CORRER do cabeleireiro que quer pintar meus fios brancos, da depiladora que quer me deixar com vulva de Barbie, da vitrine que quer que eu use a última moda, da vendedora que quer que eu parcele em dez vezes, do dermatologista que não quer saber de pintas, só de Botox, da amiga que diz que isso só se resolve com lipo.
PRECISO PARAR DE CORRER porque o eclipse lunar, o orgasmo múltiplo, as estradas menos viajadas, a aurora boreal, a vontade de aprender piano.
PRECISO PARAR DE CORRER porque há muito não choro e até para poder chorar é preciso tempo.
PRECISO CORRER porque meus bíceps, meus tríceps, meu açúcar no sangue, minha perda de estrógeno, meus ossos com pouco cálcio, minha perda de memória, minha incapacidade de achar a próxima palavra.
PRECISO PARAR DE CORRER porque o poder do agora, a professora de ioga, o psicanalista, a psiquiatra, a massagista, a aula de meditação, o Feng Shui, o Reiki, o acupunturista, a cromoterapia.
PRECISO CORRER para pagar tudo isso.
PRECISO PARAR DE CORRER porque, enquanto dou likes para centenas de pessoas que nunca vi, minha filha cresce e a menina que foi nunca mais volta.
PRECISO CORRER porque a vizinha piscou de um jeito lascivo para o meu marido no elevador e meus glúteos já não são os mesmos e minha idade já não é a mesma e minha libido já não é a mesma e como tenho medo de envelhecer.
PRECISO PARAR DE CORRER porque te amo e faz tempo que não paro para te olhar direito e te dizer a única coisa que importa ser dita.
PRECISO CORRER porque sou uma mulher contemporânea e todos os dias tomo um expresso duplo para ficar bem acordada e produzir mais, apesar do meu corpo cansado, contra o meu corpo cansado, a despeito do meu coração que palpita.
PRECISO PARAR DE CORRER, do contrário só descansarei quando cair dentro de um caixão de mogno e finalmente poderei esticar as canelas e me corroer por tudo o que tão inutilmente sonhei.
PORQUE HÁ MUITO NÃO CHORO E ATÉ PARA PODER CHORAR É PRECISO TEMPO.