DESCOMPASSO NO DESEJO SEXUAL DE HOMENS E MULHERES ACIMA DE 50 ANOS…

“ Me descubro um pouco mais a cada dia, minhas ânsias e desejos… isso é fundamental para dizer quem eu sou, porque às vezes eu mesma me surpreendo”…

A medida que vamos nos tornando mais maduros e envelhecendo muita coisa muda em nosso corpo. O importante é buscarmos informações e tratamentos adequados à medida que os probleminhas vão surgindo… tentando minimizar ou solucionar. A medicina está muito avançada hoje em dia e sempre temos opções para a maioria dos casos. Uma conversa sincera e aberta com seu medico de confianças podem ajudar muito. Leia o que o Dr. Márcio de Sá nos diz:

É muito frequente haver um descompasso no desejo sexual entre mulheres e homens nos casais com mais de cinquenta anos. “Acredito que um dialogo honesto pode trazer de volta a responsabilidade sexual de ambos e melhorar muito este descompasso”.

A Pós-menopausa, ou Climatério, é o período que se segue à menopausa, ou última menstruação.

A andropausa , ou climatério masculino, que também existe – e sobre o qual eu tratarei num próximo artigo – é a disfunção, a mudança hormonal, que ocorre nos homens um pouco mais tardiamente, por volta dos cinquenta anos.

Esse descompasso no desejo sexual tem como razão, na grande maioria dos casos, as mudanças psíquicas que ocorrem nas mulheres durante o climatério.Velhos-sexoAs mudanças hormonais do climatério masculino causam, diferentemente, transtornos sexuais de outra ordem, relacionados aos problemas de ereção peniana. Estes problemas são capazes de refletir, também, às vezes muito negativamente, no desejo sexual masculino.

O que acontece, então, no viver e na prática quotidiana da vida sexual de um casal de mais de 50 anos é, principalmente, um descompasso de libido feminino-masculina.

As mulheres, em sua grande maioria, perdem ou vivenciam uma importante diminuição do desejo e do interesse sexual, enquanto para a grande maioria dos homens, o mais importante problema é a Disfunção Erétil (o distúrbio de ereção peniana).

As mulheres podem se tratar com a reposição hormonal, para a grande maioria das quais os resultados são excelentes (não se deve esquecer, entretanto, dos potencialmente graves e frequentes efeitos colaterais, tromboembolismo, sobretudo).

Os homens podem se tratar com os medicamentos – o Viagra é um deles – que melhoram muito a disfunção erétil (mas que apresentam também efeitos colaterais e contra-indicações absolutas: os que sofrem de problemas cardíacos, por exemplo).

Maria José N., de 57 anos, teve sua última menstruação aos 53 anos. Desde então, progressivamente e de maneira cada vez mais intensa, a sua libido foi diminuindo, diminuindo, até que o seu desejo sexual extinguiu-se por completo.

A constatação deste fato a deprimiu. Ao mesmo tempo, surgiram, para a sua total infelicidade e crescente desespero, a gama completa dos sintomas da disfunção hormonal da pós-menopausa: nervosismo intenso, uma crescente irritabilidade com todos e com tudo, os terríveis e abruptos calorões e a secura vaginal.

Em completo desespero, ela procurou o seu ginecologista, que explicou-lhe longamente toda a sua problemática e propôs-lhe a reposição hormonal. Ela aceitou e, ao cabo de dois meses após o início do tratamento, para seu grande alívio, Maria José voltou a ser a pessoa que tinha sido quando ainda menstruava.velhos-nudismo[1]Tudo o que a atormentava desapareceu e as recusas às investidas sexuais do seu marido – às quais, até então, ela penava para aceitar-, tornaram-se de novo um prazer.

Sete meses depois, entretanto, muito assustada com um grave acidente de Tromboembolismo Pulmonar ocorrido com sua amiga Clara M., de 62 anos, que fazia reposição hormonal há cerca de um ano e meio, ela procurou novamente o seu ginecologista.

Em comum acordo, foi decidida a interrupção do tratamento com os hormônios sintéticos e o uso unicamente de um creme vaginal à base de hormônios, que normalmente não são absorvidos pelo organismo, mas que tratam de maneira muito eficiente a secura vaginal. Este tratamento está sendo um sucesso para Maria José.

Até a última vez em que a vi em consulta domiciliar, motivada por um resfriado muito forte, ela estava bem, com a libido e tudo o mais em forma.

Francisco T. é um homem de 56 anos, divorciado, grande sedutor e considerado um “boa pinta”, muito feliz até 8 meses atrás com a sua ativa vida sexual com a namorada de 39 anos. Nesta época, ele começou a apresentar problemas, que me descreveu como uma “falha mecânica…” , que o deprimiram.

Ao final da nossa consulta domiciliar, na qual ele me fez umas 15 variadas perguntas sobre a disfunção erétil, as suas causas, o seu tratamento, o seu prognóstico etc., acordamos, ele e eu, sobre o uso, sempre pontual, como deve ser, da Sidelnafila (nome do princípio ativo do Viagra), que ele começou a usar naquela mesma noite.

Em nosso contato telefônico, uma semana após a consulta, ele estava de novo com a auto-estima nos píncaros e retomara a sua vida, alegremente, de grande namorador!Sexo-terceira-idadeEnfim, os descompassos do desejo sexual feminino-masculino têm causas e formas de tratamento diferentes. Estas causas devem ser individualmente estudadas, para que os tratamentos correspondentes possam ser moldados de acordo com cada mulher e cada homem.

*Márcio de Sá é médico clínico formado pela UFMG, especialista em Medicina Preventiva, Mestre em Saúde Pública pela Université Paris VI, e trabalhou durante 11 anos no Hospital Pitié-Salpêtrière, em Paris. (Rio de Janeiro).

EU CANSEI DE OUVIR CONCEITOS SOBRE ENVELHECER BEM…

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“… e até falar sobre a fragilidade da vida.”  Déa Januzzi

Déa Januzzi e seus apaixonantes sentidos, leiam a crônica:

Se eu deixar de fumar, parar de tomar vinho, praticar atividade física regularmente. Se levar uma vida equilibrada, sem dívidas, planejada, com viagens pelo menos uma vez por ano, se tiver contato com a natureza, se viver perto do mar, se minha alimentação constar de orgânicos e sucos verdes, se eu não colocar frituras nem embutidos nem carnes no meu prato. Se virar vegana, conversar com Deus em linha direta, negociar com Ele tempo de vida, se eu fizer acupuntura, massagens para desenferrujar o corpo, se ouvir música sempre, ler, malhar o cérebro com atividades para a memória, vou viver muito?

Certamente, os médicos e especialistas em envelhecimento vão responder que sim. Este é o caminho do envelhecimento ativo, que garante uma vida longa e saudável. Mas vou dizer para vocês: cansei de ouvir conceitos sobre envelhecer bem, que se faça isso e aquilo, que é preciso evitar um tanto de coisas que mudam conforme a época. Cansei de ver pessoas escrevendo livros com receitas físicas ou psicológicas sobre o terceiro tempo da vida, que, hoje, dizem as estatísticas demográficas, podem levar aos 100 ou mais anos.terceira-idadeNão entendo, porém, quando as notícias divulgam a morte da atriz e estrela de primeira grandeza, Marília Pera, aos 72 anos. Quando meu amigo, mestre, jornalista e escritor Roberto Drummond morre, de repente, do coração antes dos 70, apesar de ter parado de fumar há anos, de beber moderadamente, de fazer ginástica, de ter uma vida produtiva e criativa, de ter chegado ao sucesso com a minissérie global “Hilda Furacão” e de um sem número de livros que venderam muito e agradaram ao leitor.

Gostaria de entender como é que um jornalista de 64 anos, que morava numa cidade de interior, com dois filhos ainda pequenos, de nome Marco Otávio, o Marão, morre de câncer tão cedo? Gostaria muito de ter uma fórmula, uma receita, mas parece que a vida tem seus mistérios. Não é receita de bolo. Nem de especialistas nem de manuais e regras de viver bem.

Gostaria muito de entender a vida, que não está em compêndios nem em livros de academia. Para mim, que não sei quanto tempo de vida tenho, tudo deve partir do prazer e da alegria. Pois vida para mim é compartilhamento, é o cuidado com o outro, é dar bom dia ao vizinho, ao porteiro do prédio. É conversar e aprender com a faxineira do prédio. Para mim, vida é se esbaldar no japonês comendo sushis e sashimis, é beber vinho como quem comunga com Deus, é encontrar o Irmão Raimundo Rabelo Mesquita, na Cantina do Lucas. Aos 83 anos, ele me convida para comemorar o Natal antecipado tomando vinho ao meio-dia e comendo um macarrão à parisiense com muito creme de leite. Com um detalhe: ele veio lá da Inspetoria Dom Bosco, no Bairro Dom Cabral, de ônibus. E voltou no mesmo transporte, depois de tomar vinho, comer, conversar, rir e contar coisas de Deus. Nós dois sempre fomos assim. Depois de anos como fonte de reportagens, Mesquita e eu nos tornamos amigos de fé e não deixamos de comemorar o Natal, de trocar ideias e até falar sobre a fragilidade da vida.ENVELHECER 2Viver para mim é estar com pouco dinheiro numa sexta-feira à noite, mas sair com a minha irmã Kátia para um desses bares do centro da cidade e contar as notas e moedas para ver quantas cervejas podemos tomar. E ver um cara na mesa ao lado mandar torpedos para a nossa mesa. De papel, acreditam? Devidamente escrito a mão e dobrado, para dizer que quer encontrar de novo, porque “somos simpáticas e charmosas e encantadoras.” No fim do torpedo, o telefone dele, entregue em mãos da minha irmã.

Depois, voltar para casa rindo de tudo o que aconteceu, à meia-noite, de ônibus, com a chuva caindo sobre nossas cabeças. Viver para mim é ir ao Sítio Sertãozinho, da minha amiga da montanha e entrar na piscina para movimentar o corpo dentro da água. É saber dessa amiga preciosa que “as nuvens passam, mas o céu fica”. Ter a certeza de que o Salmo 104, versículo 15, é profético. “O vinho que alegra o coração do homem, e o azeite que faz reluzir o seu rosto e o pão que fortalece o coração…” Para mim, só vale a pena viver, pouco ou muito, dessa maneira.

Sempre me identifico muito com o jeito dela. Gostaram?

SEXUALIDADE DEPOIS DOS 60 ANOS.

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“Tento resolver todos os dias a minha sexualidade”. Padre Fábio de Melo.                                            Muito interessante este Post onde Dr. Drauzio Varella entrevista a médica psiquiatra Dra Carmita Abdo sobre a sexualidade depois dos 60 anos publicado no Blog Segredos de casais. Vale a pena conferir! Acredito que conhecimento pode ajudar muitas pessoas…

COMO SER MÉDICO EM PORTUGAL ?

“Toda a medicina é feita de experiências.”! Quintiliano

Já contei aqui que estou me organizando para ir morar em Portugal, daqui a dois anos. Sonho que esta sendo construído com muito planejamento e organização, por etapas. Aposentei e aguardo só meu marido também se aposentar. Em breve! Pesquiso muito sobre o assunto…

O Blog da Eurodicas (que eu gosto muito) descreve muito bem como ser médico em Portugal? Isso me interessa muito. Leiam:

Á profissão de médico é muito importante e valorizada em diversos países do mundo. Em Portugal, como a sociedade é mais igual, muitas vezes um professor universitário chega a ganhar mais do que um médico.

Mas hoje vamos te contar um pouco sobre a profissão médico em Portugal e como é possível atuar sendo brasileiro.

Vale a pena ser médico em Portugal?

Uma pergunta muito comum que recebemos sempre é, se vale a pena trocar a medicina do Brasil por Portugal. Depende. Se você busca reconhecimento e valorização financeira não vale. No Brasil, os médicos recebem, de modo geral, mais que em Portugal.

Médico em Portugal

Portugal conta atualmente com cerca de 49 mil médicos para uma população de pouco mais de 10 milhões de habitantes. Destes, cerca de 30 mil trabalham no serviço público de saúde.

O número é suficiente? Infelizmente, não. Faltam médicos de família para atender em Centros de Saúde e faltam algumas especialidades médicas dependendo da cidade.

Portugal contrata muitos médicos espanhóis e da União Europeia para trabalhar no país. Mas também é possível encontrar médicos da América e de outros continentes.

Entretanto, muitos médicos europeus desistem de Portugal pelos baixos salários se comparado a outros países europeus. Saiba também qual é o custo de vida em Portugal.

Especialidades em falta em Portugal

De acordo com o Diário da República de Portugal, as especialidades médicas em que faltam profissionais são:

• Psiquiatria

• Urologia

• Pediatria

• Ortopedia

• Cardiologia

• Cirurgia geral

• Medicina interna

• Ginecologia-obstetricia

Veja também outras profissões que estão em falta em Portugal.

Como validar diploma de médico em Portugal

Para um médico brasileiro exercer a profissão em Portugal é necessário validar o diploma do curso superior e fazer provas (que pode variar de acordo com seu histórico e ementa curricular).

O ideal é vir para Portugal com uma experiência superior há 3 anos e com a residência médica concluída, porque em Portugal o tempo de residência é de 5 a 7 anos.

O primeiro passo para ser médico em Portugal é escolher uma universidade portuguesa para validar seu diploma. As universidades de Lisboa, do Porto e Coimbra são as mais conceituadas nesse quesito, mas existem outras opções.

Os seus documentos devem apostilados, seguindo o protocolo da Apostila de Haia, nos cartórios autorizados. Veja como é o processo completo para validar o diploma brasileiro em Portugal.

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Equivalência do diploma

Após a entrega dos documentos na universidade (pessoalmente ou com procuração), é necessário a equivalência.

Para a equivalência do diploma de medicina em Portugal, é necessário uma apresentação oral e em power point, com uma dissertação, monografia ou relatório curricular (descrição detalhada do currículo, para médicos com mais experiência). A nota mínima necessária na banca é 10 (em Portugal a nota máxima é 20).

Após a equivalência do diploma na universidade é necessário pagar a taxa da Ordem dos Médicos de Portugal (€ 210,00) e quem possui mais de 3 anos de atividade médica pode pedir a autonomia de trabalho como médico em Portugal.

Como trabalhar como médico em Portugal

Após a validação do diploma, é possível trabalhar quem tem a cidadania europeia, ou então o imigrante brasileiro (sem cidadania) deve solicitar o pedido de visto de trabalho no Consulado de Portugal no Brasil. O pedido leva cerca de 30 dias para ser analisado.

Tempo total da validação

Todo o processo de validação do diploma poder levar cerca de 13 meses para ser concluído.

Salário de médico em Portugal

Os médicos em Portugal em início de carreira tem um salário médio de € 2.700,00 euros (40 horas semanais) no serviço público. Já no setor privado, os salários podem ultrapassar os € 4.000,00.

Os valores variam de acordo com o tempo de experiência e a especialidade escolhida. Médicos com mais tempo de experiência e chefes de serviço podem chegar a ganhar € 5.000,00. Vale lembrar, que em Portugal o serviço público de saúde é melhor do que a rede privada.

Curiosidade

Em Portugal existem poucos cirurgiões plásticos. Não é tão comum quanto no Brasil. Podemos afirmar que os portugueses, de modo geral, não fazem tanta cirurgia por estética quanto os brasileiros. O Brasil e os Estados Unidos ainda são os países que mais realizam cirurgias plásticas no mundo. Espero que ajude.

Fonte: https://www.google.com.br/amp/s/www.eurodicas.com.br/medico-em-portugal/amp/

COMO AJUDAR UM AMIGO EM LUTO?

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“A saudade eterniza a presença de quem se foi. Com o tempo esta dor se aquieta, se transforma em silêncio que espera, pelos braços da vida um dia reencontrar”. Padre Fabio de Melo.

Não só de alegrias vive o homem. A vida é como uma montanha russa com altos e baixos, avanços e percalços. A medida que envelhecemos é sabedoria, encarar de forma realista e corajosa as fases mais complicadas, vivendo-as e permitindo que as melhores se aproximem.

Refletindo sobre isso neste momento que aconteceu a morte repentina de um muito querido Sr. Nonno, um senhor de 92 anos, a qual tive a benção de conviver durante muitos anos com ele e sua família, percebo o quão delicado e doloroso é este momento. Deixou a viúva de 90 anos, filho e netos. Uma vida maravilhosa cheia de lutas, desafios e superações… Uma grande lição de vida, que me trará inspiração por toda a minha vida. Minhas lembranças,  guardarei eternamente… com suas histórias queridas que serão sempre lembradas.

Hoje proponho pensar sobre como podemos ajudar um amigo em luto. Podemos apenas dizer “meus sentimentos” e tocar nossa vida… ou podemos parar e cuidar melhor de uma situação assim. Convido você a vir comigo:

Pessoas que vivem estas dificuldades nesse momento dizem (Fátima Maria Campelo) que A dor da perda é uma dor sem nome. A dor da perda é uma dor inimaginável para quem não a está vivendo. Dai vem a pergunta – se não consigo saber a dimensão dessa tristeza como posso ajudar um amigo ou familiar que esteja passando por isso?

Compreender, colocar-se no lugar do outro e apoiar – responderiam alguns. É simples, mas não é fácil. É complicado suportar a própria dor de ver alguém que amamos em sofrimento. Nosso ímpeto é sugerir caminhos que possam abreviar esse processo, que ajudem a pessoa na superação do luto. Mas aprendi que cada um tem seu próprio tempo.

Estar diante da dor do outro as vezes paralisa ou provoca reações nem sempre bem-vindas. Quem já não se sentiu constrangido e sem saber o que dizer e o que fazer diante da tristeza de alguém querido?

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Tem um vídeo que aborda este assunto de um jeito simples, mas que traz umas dicas bem interessantes que vale a pena pensarmos:

Cuidados que devemos ter em mente para ajudar um amigo em luto:  

  • A elaboração do luto não tem um limite de tempo – algumas pessoas nunca se recuperam totalmente da perda de um ente querido. Aprendem a conviver com isso. Então, não a apresse.
  • O melhor que tem a fazer é se aproximar dele ou dela. Estenda sua mão.
  • Admita que você não sabe o que dizer nem o que fazer, mas que você está disponível e presente para ela.
  • Faça perguntas do tipo: Quer conversar sobre o assunto? Caso a resposta seja negativa, silencie.
  • Ouça a pessoa e pergunte sobre o que ela quer fazer: Como você está, o que quer fazer?
  • Se um amigo em luto não tem aparecido muito, apesar de ser compreensível, pode ser preocupante. As vezes a pessoa pode não estar pronta para socializar, mas importante sentir que é querida. Convide-a para um café ou um evento, dizendo –  eu compreendo a situação que você está passando, mas quero que saiba que ficaria muito feliz com sua presença.
  • Se ela morar próximo você pode levar comida, se oferecer para passear com os cachorros. Cuidar da vida prática e do corpo físico, sem tentar consertar o luto.
  • É preciso encarar o luto de uma forma mais realista. Acompanhe seu amigo em luto. Diga: Está tudo bem que você não está bem.
  • Dê escolhas. Lembre-se que muitas delas podem ter sido tiradas com a morte da outro.

O luto assusta e tentamos muitas vezes apagar a dor ao invés de apoiar a pessoa. É natural ficarmos meio atrapalhados e dizer coisas que não deveriam ser ditas, mas é possível avaliar o que estamos dizendo.

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Situações que devem ser evitadas ao lidar com alguém em luto:

  • Não tente consertar, luto não é doença que se cura. Tratar luto como uma doença pode soar como uma desconsideração ao que o outro está sentindo.
  • Frases como: Pelo menos ele morreu fazendo aquilo que ele gostava devem ser evitadas. Ditados populares ou frases prontas, por mais bem-intencionadas não ajudam e nem diminuem a dor. Você pode não perceber, mas dizer algo como isso é como se estivesse fazendo vista grossa para a dor daquele momento e propor para pessoa se conformar e se curar. Como se batesse palma e dissesse – a dor se foi.
  • Não acelerar pela melhora. Esse é um aspecto importante. Permita que o outro viva seu momento.
  • Coisas do tipo: você deveria mudar de casa devem ser evitadas. Evite sugerir o que você acha que ela deva fazer.
  • Não a repreenda por seu sofrimento. Não julgue.

 

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Como agir quando alguém próximo está morrendo:

Tente compreender o que a pessoa gostaria naquele momento. Se ela quer que você repita para que continue lutando, faça-o. Mas evite dizer isso quando sentir que a pessoa quer apenas sua companhia. Seja sua companhia.

Você não precisa dizer tudo. O objetivo é devolver o controle para essa pessoa e estar disposta a ficar do lado dela no momento que pode ser um período aterrorizante em sua vida.

Pergunte-se: O que você gostaria de fazer nesse momento?

Precisamos simplesmente ter a fortaleza e humildade de acompanhar alguém em sua dor na forma que for melhor para ela.
Lembre-se que você também vai passar por luto e que as pessoas próximas a você também vão passar por isso.

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“A morte é a única certeza que temos. É condição natural de estar vivo. Precisamos aprender uma forma mais realista de lidar com tudo isso”. Eclesiastes

1.       Envie-lhes presentes para que eles saibam que você está pensando sobre eles.

2.       Mantenha contato com seus amigos próximos e membros da família para ver como eles estão fazendo.

3.       Falar sobre a perda abertamente com eles.

4.       Não fale em clichês.

5.       Incentive os amigos mútuos que estão mais perto por ajudar.

6.       Diga-lhes que você os ama – muito

Este filme me remete a este momento. Assistam:

Extraído do Canal FitrihadiTV, todos os direitos reservas a FitrihadiTV, Video: Changing Batteries – The Saddest Story 3D Animation

Fonte: Dicas extraídas do vídeo: HELPING A FRIEND THROUGH GRIEF (https://www.youtube.com/watch?v=lGbI7zn2UV0 ) / Foto de Capa:  zviko – Pixabay

http://viverdepoisdos50.com/2018/03/como-ajudar-um-amigo-em-luto/

COMO SE PREPARAR BEM PARA PERCORRER O CAMINHO DE SANTIAGO.

“Foi um dos únicos momentos da minha vida que conheci o que deve ser “felicidade plena” (milagre do Caminho de Santiago).

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Esta aí um sonho que vou me preparar muito para realizar. Tenho três irmãos que estão me convencendo a fazermos isso juntos. Confesso que adoro a ideia, mas tenho receio pois estou despreparada fisicamente. Se você como eu, quer percorrer algum dia o Caminho de Santiago de Compostela, (pelo norte da Espanha), surge então a oportunidade de você planejar a sua jornada, nos mínimos detalhes, com toda segurança.

Daniel Agrela, autor do principal guia do Caminho de Santiago em português sempre dá oficinas em São Paulo (entre no site para mais informações). Vale a pena conhecer. Sim já me animei. Leia os detalhes abaixo:

Inscrições abertas!

Em primeira mão, saiba todos os detalhes da Oficina para Formação de Peregrinos. Tem curso presencial de três dias, informe-se abaixo, sobre as datas disponíveis em São Paulo. São apenas 15 vagas por turma.
Buen camino! Clique no site para mais informações!www.oficinaparaperegrinos.com/

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Bom então vou começar este curso em 2018 para me preparar para o Caminho de Santiago de Compostela e me tornar uma Peregrina. Minha intenção é fazer via Portugal.

O Caminho Português de Santiago, faz uso de trajetos antigos que cruzam bosques, campos agrícolas, aldeias, vilas e cidades históricas assim como, cursos de água através de pontes, algumas deixadas pela ocupação romana. O Caminho é ainda marcado por capelas, igrejas, conventos, alminhas e cruzeiros, nos quais não falta a imagem do Apóstolo Santiago. Me encanta e inspira só de imaginar, deve ser pura emoção.

Penso que por ali deve passar multidões de gente anônima, caminheiros, viajantes, mercadores, feirantes e romeiros, mas também, reis, nobres e clero… e aposentados aventureiros, assim como eu. Contudo, o Caminho deve ser também uma oportunidade de descobrir a hospitalidade das gentes do Norte de Portugal e da Galiza…além de ter contato com o seu vasto patrimônio arquitetônico, das suas seculares tradições culturais e da sua riquíssima gastronomia… tudo de grande valor histórico. Adoro Portugal!

Estou planejando com meus irmãos uma viagem de 8 á 10 noites… sem muita pressa. Gostaria de iniciar pela vila medieval Ponte de Lima… Distância Total do percurso será de 154 km. (Pretendo caminhar de 10 á 15 km por dia… mas vamos ver o que me espera rsrsrs.).

E você se animou? Só quero ver quando meus irmãos descobrirem que começo a planejar e me preparar para esta caminhada.

Boa viagem.

DEPOIS DOS 60 ANOS, NÃO SE FAZ SEXO PELO PRAZER DO MOMENTO… É MUITO MAIS!

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“Envelhecer é estar mais perto do sagrado, das coisas que realmente importam.” Déa Januzzi

Adoro as crônicas de Déa Januzzi… traz leveza á minha alma! E vocês gostam? Leiam:

Por um momento nossos olhos se cruzaram. Um único instante, depois de tantos anos de acusações, de farpas, de culpas engasgadas na garganta. Por um momento nossos olhos se cruzaram sem a presença de outras pessoas para vigiar, disciplinar, julgar. Nossos olhos se cruzaram por um rápido instante e quase se engoliram. Nossos olhos fizeram sexo como se ainda fôssemos jovens. Mas se desviaram a tempo, porque não há mais chance para os olhos do passado.

Depois dos 60 anos, não se faz sexo pelo prazer do momento nem pelo tesão descontrolado dos hormônios, porque há muito eles se foram. Depois dos 60, o sexo vira amor e os olhos querem mais do que fúria. Querem calmaria. Depois dos 60, os olhos querem delicadeza, ternura, compartilhamento. Os olhos não se enganam mais, sabem vasculhar a alma, enxergam os erros, veem as consequências dos atos tresloucados do sexo sem cumplicidade.

Depois dos 60 anos, os olhos querem, trocam, mas já compreendem que a sedução é mais do que o ato em si. Os olhos querem ser abraçados, tocados, compreendidos em sua vastidão, em toda a sua profundeza. Não há mais tempo do sexo fugaz que pode pesar a vida da mulher. Depois de tudo, ela vai carregar um filho no ventre e nas costas por toda uma vida. O filho é a parte saudável e não pesa tanto quanto o momento de prazer sem compromisso. Afinal, o filho é a prova de que por um instante os pais se amaram. Ou fizeram sexo com paixão.

Mas depois dos 60 anos, os olhos não se enganam mais, estão acostumados com a falta de compromisso e de compaixão do outro, com o amanhã da solidão, com o anteontem das separações, brigas e falta de amadurecimento para ser pai e mãe de verdade.

Tenho amigas que descobriram o beijo na boca depois dos 60 – e chegaram às nuvens. Nesta nova fase da vida, sexo tem que fazer cafuné na alma. E sabem onde fica o Ponto G dessas mulheres? Fica no coração, que tem de ser tocado com maestria, talento e competência, como se fosse uma música de Vivaldi, de preferência uma das Quatro Estações. As preliminares depois dos 60 podem durar a noite inteira, até acordar em gozo, gemendo de amor.

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Por um momento nossos olhos se cruzaram e se reconheceram. Os olhos se lembraram das tentativas, do projeto de formar uma família, de viver junto, de construir uma vida em comum. Por um momento, os olhos se lembraram da primeira vez, da emoção de ter um corpo dentro do outro. Das lágrimas derramadas pela primeira e ardente vez. Da paixão que fulminou a razão.

Mas os olhos não mentem e se desviam rapidamente, sem outra chance. Os olhos se lembram de que foram aqueles mesmos olhares que seduziram uma mulher de 20 anos, que foi abandonada, sem gentileza, sem escrúpulo, sem resposta para toda a vida. Que foi degredada e teve que aprender sozinha a criar filho, mas com o apoio de outras mães sozinhas, de uma rede de solidariedade feminina.

Depois dos 60 anos, os olhos compreendem que é melhor não cair em tentação. E que é hora do adeus. Os olhos se cruzaram, se desviaram e se despediram.

O QUE É O PB4 ?

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” Uma mudança sempre deixa o caminho aberto para outras.” Maquiavel

Em minhas pesquisas recentes tive o prazer de conhecer Luiz do Canal Aposentado Aventureiro que se encontra atualmente em Coimbra. Seus vídeos são bem atuais, trazendo a realidade de um aposentado que já esta em Portugal com alguns esclarecimentos muito importantes para nós.

O PB4 é um seguro de saúde gratuito do governo brasileiro firmado com os seguintes países: Cabo Verde, Itália e Portugal. O seguro é válido para atendimento em hospitais públicos, onde o cidadão estrangeiro paga o mesmo valor que um cidadão nativo daquele país. Para utilizar os serviços médicos basta apresentar o documento nas urgências dos hospitais.

Neste vídeo, Luiz esclarece muito bem o que é o Certificado de Direito a Assistência a Médica (CDAM)/PB4, bem como explica como e onde solicitar.  É uma das coisas que temos que fazer ainda no Brasil… quando pensamos em ir morar em Portugal. Assistam:

Também tem muita informação interessante sobre este assunto no blog da Eurodicas veja https://www.eurodicas.com.br/pb4-como-funciona-e-como-solicitar/ que o Erick coloca que vale a pena ver.

Espero que gostem!

SEXO DEPOIS DOS 50 ANOS: PROBLEMAS QUE ELES E ELAS ENFRENTAM…

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“No homem, o desejo gera o amor. Na mulher, o amor gera o desejo.” Jonathan Swift

Sexo na “melhor idade” é um assunto de grande interesse, não é? Assunto cheio de tabus e preconceitos, mas que atualmente tem mudado muito. Afinal somos da geração Baby Boom (da Explosão de Bebês) e a Geração X (ou “baby bust“) lembra? Revolucionários? Acompanhamos de perto muitas mudanças culturais e sociais das décadas de 60 e 70. Mais do que uma explosão demográfica (Baby Boom), essas foram as gerações (e X) de grandes transformações culturais e sociais . Mudanças transformadoras eu diria, para um novo mundo que viria á frente. Dessas gerações surgiram os ideais de liberdade, o feminismo e os movimentos civis a favor dos negros e homossexuais. Gosto muito do que Maya Santana (do 50e mais) comenta sobre o sexo na terceira idade. Leiam.
Sexo depois dos 50 anos é um assunto cada dia mais atual, já que a população está envelhecendo rapidamente. E, a partir dessa idade, é natural que comecem aparecer os problemas: para as mulheres, um dos principais é a perda da libido e o consequente desinteresse por sexo; para eles, a questão mais aguda é a qualidade da ereção, que começa a declinar a partir dos 45 anos.

Que tal ler aqui trechos da entrevista de Mariza Tavares, de O Globo, com Carmita Abdo, uma das maiores autoridades do Brasil em questões sexuais, autora de oito livros, Doutora e livre-docente pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, fundou e coordena o Programa de Estudos em Sexualidade (ProSex) do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da USP.

PERDA DA LIBIDO:
“A menopausa exerce um impacto muito grande sobre a mulher. Não fomos feitas para viver sem hormônios. Na ausência do estrógeno, a lubrificação da vagina fica prejudicada e a mulher pode, consequentemente, sentir dor na relação sexual. Há outros prejuízos: para os ossos, os músculos, a cognição. A reposição hormonal é medida de saúde precedida de orientação médica, mas não pode ser descartada. Também é preciso estar atenta à depressão, que aumenta sua incidência depois da menopausa. Neste caso, a mulher não se interessa por sexo, como também não quer se cuidar e se isola. Na verdade, é uma falta de interesse geral pela vida! No consultório, é frequente atender pacientes que não querem tomar antidepressivos, alegando que o remédio vai interferir negativamente na libido. Isso realmente pode acontecer, mas apenas durante o tratamento, enquanto que, se a depressão não for tratada, a falta de desejo sexual será mantida como consequência da depressão.”

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Depois dos 50, o maior problema para ela é a perda da libido; para ele, falhas na ereção.

POR QUE A MULHER PARECE SE INTERESSAR MENOS POR SEXO:
“A maioria das mulheres se empenha mais durante a sedução, no desafio da conquista. Algumas ficam, então, satisfeitas e abrem mão do prazer do ato sexual. Talvez por dificuldades pessoais, talvez devido a parceiros apressados ou inábeis. Ou até por desconhecimento delas, ou seja, porque não sabem como fazer o próprio corpo reagir ou não conseguem relaxar. Na atualidade, vivemos relações-relâmpago, com ainda menos chance de a mulher ter seu corpo pronto para a penetração, pois as preliminares nem sempre são suficientes ou satisfatórias. O sexo contextualiza a sociedade contemporânea, onde tudo acontece de forma rápida e descompromissada. Por outro lado, os homens adorariam ser informados sobre o que agrada às mulheres na cama. É o que ouço deles o tempo todo. No entanto, ainda parece estranho ou desconfortável para as mulheres falarem sobre o seu prazer sexual ou guiarem seus parceiros para o que dá prazer a elas. Algumas se referem a ser constrangedor falar, porque pode parecer que o parceiro não é eficiente e não ‘se garante’, a menos que seja conduzido. Puro machismo feminino. Ela prefere realizar um ato sem qualquer ganho pessoal, a correr o risco de ele se sentir pouco habilidoso. Vale a pena falar e dar a ele a oportunidade de fazer melhor.”

NOS HOMENS, PROBLEMAS DE EREÇÃO:
“Apesar do tamanho do pênis ser um grande fantasma na vida sexual dos homens, a qualidade da ereção (a qual começa a entrar em declínio a partir dos 45 anos) é ainda maior. Os medicamentos que promovem a ereção são eficazes, mas se o homem viveu boa parte de sua vida com o problema, certamente complicou o quadro com o prejuízo de sua autoestima. Nesse caso, a eficácia da medicação poderá estar comprometida e ele necessitará também de uma terapia sexual. O medicamento age na fase de excitação, o que significa que o desejo deve estar preservado para o efeito ocorrer. De modo geral, os homens não fazem prevenção e encaram o agendamento de uma consulta médica como sinal de fragilidade. No entanto, as doenças, quando prevenidas, ajudam a preservar a ereção na idade avançada. Se, por exemplo, todos os homens fizessem exame da próstata a partir dos 40 anos, teríamos uma diminuição drástica dos índices de câncer avançado e de cirurgias radicais, uma das causas de perda da ereção.”

Fonte:http://www.50emais.com.br/44968-2/

 

 

9 ARTIFÍCIOS QUE TORNAM O SEXO POSSÍVEL E MAIS GOSTOSO NA 3ª IDADE…

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“Amor é prosa, sexo é poesia.” Arnaldo Jabor

Volta e meia eu falo aqui da importância… e do quão saudável é a atividade sexual na terceira idade. E como estamos vivendo mais, as pessoas estão se relacionando sexualmente até mais velhas e buscando os melhores caminhos. Para estas pessoas, estou postando este artigo de Heloísa Noronha, do Uol, com dicas para tornar tudo mais fácil e mais relaxado, quando se pensa no encontro entre duas pessoas mais velhas na cama. São bem pertinentes. Leiam:

Embora seja cercado de mitos e preconceitos, o sexo na terceira idade é possível, sim! E mais: pode trazer vários benefícios à saúde dos envolvidos, como maior resistência ao estresse e à dor, estímulos circulatórios e ainda manter a autoestima em alta. Na maioria das vezes envolve mudança e limitações, mas nem por isso deixa de ser prazeroso. Para aproveitar a experiência ao máximo, veja alguma táticas sugeridas por especialistas no assunto:

Aceitação das limitações
Não se trata apenas de disposição e vigor físico. Por mais que as pessoas tenham desenvolvido hábitos saudáveis ao longo da vida, o envelhecimento provoca mudanças no organismo que impedem praticar os mesmos malabarismos e ter o mesmo fôlego da juventude. Alguns medicamentos, inclusive, acabam afetando a ereção, a lubrificação feminina e a libido. Com os cuidados adequados, porém, nenhum idoso é privado de ter uma vida sexual prazerosa – e aqui cabe lembrar que sexo não é só penetração e orgasmo, certo?

Nada de comparações com o passado
Livrar-se da pressão de ter a mesma performance da juventude pode ser libertador, porque trata-se de uma competição inútil e injusta. Há uma queda hormonal natural para homens e mulheres, o que influencia também no desempenho. É preciso aceitar e se adaptar à sua condição atual, inclusive no que diz respeito à imagem corporal, que pode e deve ser positiva. O que importa é que a transa seja gostosa e dentro dos limites de cada pessoa.

Preliminares mais longas
Elas são necessárias porque o homem leva mais tempo para atingir uma ereção satisfatória, assim como a mulher precisa estar bem excitada para obter um grau de lubrificação adequado para a penetração, o que influencia também no desempenho. Lubrificantes são bem vindo aqui… É preciso aceitar e se adaptar à sua condição atual, inclusive no que diz respeito à imagem corporal, que pode e deve ser positiva. O que importa é que a transa seja gostosa e dentro dos limites de cada pessoa.

Proteção, sempre 
Estudos recentes apontam que a incidência de DSTs (doenças sexualmente transmissíveis) como Aids, clamídia, gonorreia e sífilis vem aumentando nos últimos anos, principalmente em pessoas acima dos 50 anos de idade. Preservativos, nunca é demais destacar, não servem apenas para evitar uma gravidez indesejada. Embora muitos homens idosos não tenham sido acostumados a adotar a camisinha nas relações, é importante avaliar a importância e a necessidade de inserir esse hábito no cotidiano.

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A magia de ir construindo uma intimidade.

Lubrificação com Recursos

Para as mulheres, as alterações hormonais tornam a mucosa vaginal mais delicada e menos resistente, além de haver diminuição na lubrificação natural. Isso significa que o atrito provocado pela penetração causa incômodo, dor e até até ferimentos. Como nem sempre esse quadro é tratado, muitas idosas acabam abandonando a prática sexual por desconforto, o que é encarado pelos parceiros como desinteresse. Uma conversa franca com o médico pode levar a soluções  que tornam a transa mais agradável: reposição hormonal, uso de lubrificante em gel e até mesmo a aplicação intravaginal de hormônios podem combater a secura da região. É bom, ainda, checar se a queda dos níveis de estrogênio não vêm causando infecções urinárias, cujos sintomas nem sempre são percebidos.

Optar por uma posição confortável

É preciso encarar o sexo como uma atividade física e, portanto, o limite de cada um deve ser respeitado. Problemas ortopédicos podem limitar algumas posições, mas, via de regra, a tradição do “papai e mamãe” costuma ser a preferida nessa faixa etária pelo conforto e segurança que proporciona.

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Conversar

Em se tratando de pares juntos há muito tempo, um dos principais entraves relacionados à sexualidade é o receio de experimentar coisas novas e a resistência em abandonar velhos hábitos. Já casais recentes de idosos têm o desafio de construir a intimidade, mas fatores como crenças religiosas, pensamentos conservadores ou costumes obtidos em relacionamentos anteriores podem dificultar o processo. A saída, em ambos os casos, é conversar abertamente sobre o assunto. Nunca é tarde para abrir a mente, adotar novos costumes, aprender e, principalmente, usufruir as delícias do sexo.

Tentar outra vez

Entender o porquê de não ter dado certo e também o benefício para a saúde da relação sexual podem ser os maiores estímulos a novas tentativas.

O orgasmo muda

Como em qualquer idade, o orgasmo é fruto de um relacionamento prazeroso e, provavelmente, excitante. Nessa faixa etária é comum o homem ou a mulher demorarem mais para atingir o orgasmo e, no caso masculino, ele pode ocorrer sem ejaculação. Os benefícios são mais psicológicos do que físicos, o que em hipótese alguma significa que gozar na terceira idade vai ser ruim.

FONTES: Alex Meller, urologista da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo); Cristina Carneiro,  ginecologista e obstetra de São Paulo (SP); Marcelo Levites, coordenador do Centro de Longevidade do Hospital 9 de Julho, em São Paulo (SP); Marilene Kehdi, psicóloga especializada em geriatria e gerontologia, de São Paulo (SP) e Paulo Camiz, docente da FMUSP (Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo) e geriatra do Hospital Israelita Albert Einstein e do Hospital Sírio Libanês, ambos em São Paulo (SP)… – Clique aqui  .