FILHOS TRANSFORMANDO- SE EM BORBOLETAS E VOANDO…

Borboletas livre

” Quem ama de verdade cuida, segura na mão e deixa que a pessoa voe pra fora do ninho”. Lucas Antunes da Silva.

Filho hoje no seu aniversario, quero que saiba que tenho o maior orgulho de ser sua mãe… você é tudo pra mim. Vi você nascer, crescer e aprender a caminhar sozinho… estando sempre bem pertinho… assistindo cada transformação sua.

Acompanhar você crescendo, vê-lo de menino se transformar num grande homem… não tem preço. De homem, tornar- se este marido… pai adorável e dedicado,  me deixa super emocionada… todos os dias. É uma benção assistir você com seu filho em momentos exclusivos de muito amor, cuidados e atenção. Está se saindo um grande pai. És um grande homem meu filho!

Pensei no que poderia te dizer hoje e quis te explicar que “filho é pra sempre, a gente quer ver, tocar, estar junto, falar de amor e de saudade!”. Amor incondicional!!! Quero que saiba que perto ou longe será sempre assim… lidar com a distância é sempre difícil… a saudade bate forte muitas vezes… mas fica melhor quando aprendemos a lidar com tudo isso de uma forma madura e bem elaborada. Então pensei em dizer algo sobre amor, sonhos, distância, saudades, família e transformações.

Na parede do quarto dos meus filhos já adultos (agora transformados em quartos de hóspedes, ateliê e brinquedoteca) conservo quatro borboletas pintadas nas cores: azul claro, azul escuro, amarelo e verde mar, contrastando com as paredes claras… elas lembram de forma pouco elaborada como lidei com a “síndrome do ninho vazio”… quando vocês se mudaram.

Filho é para sempre, a gente quer ver, tocar, estar junto, falar de amor e de saudade. Filho parece extensão do nosso próprio ser. Só que não são. Filhos são seres independentes, eu já tinha esta noção. Criamos eles para o mundo, lembra? O que eu não previ é que o mundo é muito grande. E com isso três (dos quatro) deles foram para Europa e EUA. Longe sim, mas bem perto do coração. “Distância não é nada, quando alguém significa tudo”.

Sentir saudades é natural, o que não é natural é permitir que esse sentimento petrifique nosso coração e nem que o vislumbre de seus voos se transforme em ressentimentos. Pelo contrário temos que respirar e dar a eles mais coragem para que seu voo seja do tamanho da imensidão dos seus sonhos. Sonhos que passam a nos inspirar e nos fazem ousar também vislumbrando novas experiências. Incentivamos! Ousamos todos.

“Não haverá borboletas se a vida não passar por longas e silenciosa metamorfoses”, diz Rubem Alves.

Mas coração de mãe é assim mesmo, inquieto… palpitante… e a saudade insiste em bater… Como antídoto para não deixa-la fazer morada na alma, gosto de me debruçar no parapeito da janela de seus quartos, aos finais de tarde, principalmente ao pôr do sol e imaginar o voo dos meus meninos (as) transformadas em borboletas confiantes, cheias de luz e ânsia de viver… construindo sua própria vida! Meninos (as) meus (minhas), teus (tuas)… e de meu marido (escolhidos pelo coração… revivo, abraço, amo muito para que se tornaram todos nossos…) Os seus, os seus… os nossos filhos! 

Percebo que o tempo, a dedicação na infância e o “trabalho” na adolescência renderam frutos maravilhosos. Como recompensa tenho a oportunidade de admirar o colorido do farfalhar de suas asas independentes.

E os sapatinhos de bebe “esquecidos” na gaveta de recordações, já não representa a saudade do cheirinho de bebe, transformaram-se em orgulho pela segurança de seus passos. Voem altos minhas crianças crescidas e amadurecidas… voe alto, meu filho!

É assim o ciclo da vida e precisa ser ouvido. É hora de vivermos o amor e a gratidão e voltar a atenção ao nosso próprio cuidado.

“Se a vida não fosse para ser transformada, não haveriam borboletas”. Eliane Nochieri

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Deixar que as borboletas saiam do casulo materno e voem livremente e sem culpas para onde o alcance de suas asas permitir, é uma benção. E eles estão indo longe! E que aquilo que chamo de saudades jamais prenda seus voos e nem as impeça de assumir as responsabilidades pelo alcance de suas asas.

Eu… (nós…) vamos torcendo daqui pra que todos os seus sonhos sejam alcançados e estaremos sempre pertinho pelo coração… hoje pela internet e amanhã fisicamente e em todas as oportunidades que a vida nos der (e dará)… assim voaremos livremente pelo mundo.

Nesse mundão enorme já encontraram suas almas gêmeas e constituíram suas famílias. Lindas famílias, extraordinárias… que começam a crescer, trazendo frutos e enorme alegrias a todos da nossa família. Uma benção maravilhosa destas borboletas minhas voantes! Só tenho a agradecer a Deus e a vida pelas bênçãos recebidas. Penso que diriam pra mim…

borboletas

Deixa-me voar!
Em mim,
já fui transformação…
Amores não
me prendem…
Sou asas.
Sou sonhos.
Sou borboleta!

Borboletas, são delicadeza…
Beleza…
Leveza…

Referências de transformação
Como uma aquarela…
Rosa, verde…amarela!
Sou vestida de sonhos…
Deixa-me voar!!
O meu néctar é o amor.
Ele eu preciso buscar.
Abra as portas
da minha prisão.

Que ganhando vida
Me tornaria ainda mais bela
Preciso de liberdade…
E deixa-me voar!
Voar… para me encontrar… By Dayse Sene e Tina Bau Couto

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Quero oferecer pra você meu filho, uma musica que eu adoro… espero que goste… I love you…:

… He told me, “Son sometimes it may seem dark, (Ele me disse: “Filho, às vezes, pode parecer escuro)
but the absence of the light is a necessary part (Mas a ausência de luz é uma parte necessária)
Just know, you’re never alone, you can always come back home”…. (Apenas saiba, você nunca está sozinho, você pode sempre voltar para casa”)
You can always come back… (Você pode sempre voltar…)… 

(ORIGINAL). Wherever you go, you can always come home”… De que onde quer que vá, você sempre poderá voltar para casa…

You can see that your home’s inside of you… (Você pode ver que o seu lar está dentro de você)…. Just know (Apenas tenha certeza)…. That wherever you go (De que onde quer que você vá)… No, you’re never alone (Não, você nunca está sozinho)… I will be at home… I love you.

Adoro também esta musica do Fabio Junior também. Sempre que ouço me emociono e  lembro dele… Pai. Escute ok
Te amo muito meu filho adorado! Você fez de mim uma pessoa melhor. Somos especiais juntos! Desejo-lhe toda a felicidade do mundo… que seus sonhos sejam realizados… és um grande homem, meu filho! Que Deus esteja sempre com você e sua família. Proteja-os sempre! Não existe nada melhor do que amor… filhos…. família. Cuide-se! Estou/ estarei sempre ao seu lado! Meu amor!!!!
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PAIS BONZINHOS, FILHOS FOLGADOS, ADULTOS RELAXADOS…

 

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Chegando o “Dia dos Pais”, queria colocar este texto de  Ana Maria Ribas Bernardelli , que expõe muito bem o papel de um  pai bonzinho. Como um alerta! Amor demais não basta! Tem que ter limites. Importante refletirmos sobre isso! Leia:

O que é mais importante para os pais: manter a casa em ordem, ou deixar os filhos à vontade, sem disciplina, e sem ordem? A resposta adequada seria: manter a casa em ordem, e esperar que os filhos fiquem à vontade  sob disciplina e  ordem. Basta que eles sejam educados para isso.

O que é mais importante para família: um marido satisfeito, feliz, relaxado, à custa de cuecas jogadas pelo banheiro, e toalhas molhadas sobre a cama, ou um parceiro ordeiro e colaborativo? A resposta adequada  seria: um marido feliz, satisfeito, ordeiro e colaborativo, que ajude a manter a casa longe do caos. E para esposa, o que seria?

A verdade é que há situações que não se excluem, pelo contrário, se complementam.

Esse é um tema nada excludente. Filhos, esposas e maridos  devem colaborar com a mínima ordem reinante sob pena de se tornarem abusivos fora do convívio familiar. Não há felicidade na desordem. Não pode haver tolerância com a desordem organizada sistematicamente como se a desordem fosse a ordem.

A criança que cresce sem envolvimento com a ordem, aprenderá a envolver-se com a desordem. O adulto que foi criança e não guardou o brinquedo que usou, terá grandes possibilidades de vir a ser  pouco colaborativo, daquele tipo que levanta da mesa na casa da tia sem retirar e lavar o seu prato, ou sem arrumar a sua cama.

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Não é de nenhum tratado filosófico que retirei essas conclusões; é da vida, da experiência, da análise prática.

Todas as crianças que são deixadas sem a disciplina da ordem criam uma desordem amplificada, depois de adultos. As casas que habitam são uma bagunça. As tarefas que deveriam ser resolvidas diariamente passam a ser desempenhadas em prazos dilatados por semanas, meses, e anos. A louça é lavada quando não há mais lugar sobre a pia e embaixo da pia. As roupas vão para a máquina, quando a última calcinha vai para o corpo. Tudo é abusivamente acumulado.

Não há regras que possam valer para quem foi criado sem regra alguma.

Há nos desordeiros domésticos uma forte tendência para  se tornarem acumuladores, aqueles indivíduos que guardam todo tipo de lixo fora e dentro deles. Começam por não catalogar objetos que, sem lugar definido, se misturam sob as mais diversas categorias. Livros no chão fazem companhia a chinelos jogados, documentos espalhados, travesseiros abandonados pelo caminho. As mais diversas coisas e coisinhas cujo destino é incerto, somam-se às coisas maiores que se acumulam na superfície.

A Teoria do Caos prevê a grosso modo que, se uma casa for deixada limpa, arejada, arrumada, com todos os objetos em seus devidos lugares, basta um tempo relativamente curto para que o abandono se encarregue de instalar o caos.

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O que quero dizer com isso? Quero dizer que todas as forças do Universo decaído trabalham a favor do caos. Não é preciso que eu e você façamos coisa alguma para que o caos se instale. Basta que não o façamos.

Dentro de pouco tempo, a poeira fina se depositará sobre a superfície em camadas sedimentadas, as aranhas farão suas teias, o mofo se expandirá sobre as áreas que guardam algum vestígio de umidade e tudo- absolutamente tudo- entrará em processo de desintegração e morte.

indisciplina

A vida cobra a sua e a minha colaboração para que o universo se mantenha em cadência de ritmo, harmonia,  e perfeita intencionalidade da ordem.

Alguns pais parecem ignorar essa necessidade e não colocam os seus filhos na cadeia da ordem. Preferem que eles se juntem à cadeia da desordem. Alguns pais parecem ignorar essa necessidade e não colocam os seus filhos na cadeia da ordem. Preferem que eles se juntem à cadeia da desordem.

É a pior coisa que os pais podem fazer.

Pais muito “bonzinhos” se tornam incubadores de adultos porcalhões e relaxados. Pais muito “bonzinhos”, inconscientemente, esperam que seus filhos oss amem mais por isso, e, no devido tempo, cobrarão que esse “amor” lhes seja devolvido.

Pais “muito bonzinhos” são um dilema existencial  para carregar, mais tarde. Choramingam o tempo todo dizendo quão bons foram para os seus filhos, e exatamente por terem criado filhos irresponsáveis, bagunceiros e relaxados,  não receberão de volta nem o amor, e nem a ordem minimamente necessária, que a última etapa de vida pede, para que se morra em paz.

Dia desses, fui testemunha de um fato bastante humano e convincente: Diante do quarto do menino que apresentava um cenário bagunçado,  a mãe o mandou tomar banho, e enquanto ele tomava o banho, ela entrou no quarto e confiscou o Ipad.

Ao sair, o menino perguntou:

– Peguei. O Ipad só volta  quando o seu quarto estiver tão organizado como você o recebeu pela manhã.”

Assim aconteceu por dois dias. Não foi preciso mais do que dois dias para que o hábito se instalasse.

Haveria três caminhos: fazer tudo pelo filho; repetir todos os dias a mesma cantilena, elevando a voz;  exercer autoridade acompanhada do sequestro de um privilégio ao qual ele se acostumara: o uso do IPad.

Penso que ela fez uma ótima escolha.

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Então, é isso: pais eduquem os seus filhos para a manutenção da ordem. É um benefício que fará grande diferença na vida adulta e  é tão importante que até o ar, o céu, o sol, o mar, as árvores, as plantas, os rios, os peixes, os animais, os homens de boa vontade, a Terra, e o Universo agradecem.

Nota: Pais são aqueles que criam e podem ser mães, pais, avós ou qualquer outro responsável que esteja a frente da educação da criança.

Fonte: http://www.contioutra.com/mae-boazinha-filhos-folgados-adultos-relaxados/

GLORIA KALIL, DÁ A RECEITA PARA QUEM QUER… “SER CHIQUE – SEMPRE”!

“Para ser chique é preciso muito mais que um guarda-roupa ou closet recheado de grifes famosas e importadas. Muito mais que um belo carro Italiano”. Glória Kalil.

Sempre apreciei muito o que Glória Kalil, autora do livro – Chic Profissional – fala não do que é chique na moda, mas do que torna uma pessoa chique, sempre. Não é a roupa nem os adereços, e sim o comportamento, diz ela. “Chique mesmo é parar na faixa e dar passagem ao pedestre e evitar se deixar levar pela mania nacional de jogar lixo na rua. Chique mesmo é dar bom dia ao porteiro do seu prédio e às pessoas que estão no elevador” – afirma ela, mostrando que seu conceito de “ser chique” está diretamente relacionado a “ser educado” e levar sempre os outros em consideração. Leia:

Nunca o termo “chique” foi tão usado para qualificar pessoas como nos dias de hoje.

A verdade é que ninguém é chique por decreto. E algumas boas coisas da vida, infelizmente, não estão à venda. Elegância é uma delas.

Assim, para ser chique é preciso muito mais que um guarda-roupa ou closet recheado de grifes famosas e importadas. Muito mais que um belo carro Italiano.

O que faz uma pessoa chique, não é o que essa pessoa tem, mas a forma como ela se comporta perante a vida.

Chique mesmo é quem fala baixo. Quem não procura chamar atenção com suas risadas muito altas, nem por seus imensos decotes e nem precisa contar vantagens, mesmo quando estas são verdadeiras.

Chique é atrair, mesmo sem querer, todos os olhares, porque se tem brilho próprio.

Chique mesmo é ser discreto, não fazer perguntas ou insinuações inoportunas, nem procurar saber o que não é da sua conta.

Chique mesmo é parar na faixa e dar passagem ao pedestre e evitar se deixar levar pela mania nacional de jogar lixo na rua.

Chique mesmo é dar bom dia ao porteiro do seu prédio e às pessoas que estão no elevador. É lembrar do aniversário dos amigos.

Chique mesmo é não se exceder jamais! Nem na bebida, nem na comida, nem na maneira de se vestir.

Chique mesmo é olhar nos olhos do seu interlocutor. É “desligar o radar” quando estiverem sentados à mesa do restaurante, e prestar verdadeira atenção a sua companhia.

Chique mesmo é honrar a sua palavra, ser grato a quem o ajuda, correto com quem você se relaciona e honesto nos seus negócios.

Chique mesmo é não fazer a menor questão de aparecer, ainda que você seja o homenageado da noite!

Mas para ser chique, chique mesmo, você tem, antes de tudo, de se lembrar sempre de o quão breve é a vida e de que, ao final e ao cabo, vamos todos retornar ao mesmo lugar, na mesma forma de energia.

Portanto, não gaste sua energia com o que não tem valor, não desperdice as pessoas interessantes com quem se encontrar e não aceite, em hipótese alguma, fazer qualquer coisa que não te faça bem.

Porque, no final das contas, chique mesmo é ser feliz.

É UMA QUESTÃO DE FÉ – FILME

“Não coloque limites em seus sonhos. Coloque fé.” Autor Desconhecido

Tenho uma coisa pra contar pra vocês… Adorei esse filme que vi a algum tempo atrás “É UMA QUESTÃO DE FÉ”. É ótimo… simplesmente – sensacional. Nos traz uma reflexão sobre a teoria dá evolução, caindo por terra muitas de nossas certezas e convicções quando não vemos nada evoluir… com o passar dos anos.

Veja um trecho do filme “E UMA QUESTÃO DE FÉ “-

https://www.youtube.com/watch?v=jUWwg5CWv5A

Ou se preferir veja o  Filme inteiro. Bom divertimento.

A fé de Rachel é abalada quando ela começa a ser influenciada pelo seu professor de biologia, que ensina a teoria da evolução. Agora o pai dela vai lutar por aquilo em que acredita. Atores Jordan Trovillion, Jay Pickett, Harry Anderson Diretor Rich Christiano

https://www.youtube.com/watch?v=1lNCv-ZgjmA&t=3s

Espero que gostem.

 

 

 

 

A TERAPIA DO FODA-SE!

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Mais dia, menos dia, teremos que ser aquela pessoa que diz basta ou adeus e que briga com quem ultrapassou os limites do bom senso… Fazer-se respeitada, surtar!!! Isso á libertará e garantirá a sobrevivência e ser mais feliz.

Minha irmã caçula, esta tentando me ensinar… rsrsrs. Esta diferença (13 anos) entre nossas de gerações trazem grandes luzes em minha vida. Uma das coisas que caminho ainda é que teremos que deixar bem claros os limites até os quais o outro poderão avançar sem nos sentir incomodados ou invadidos. Temos que dar os limites, os nossos limites! Minha aversão a brigas e ter dificuldade em dizer não são meus maiores desafios. Um caminho longo que percorro dia a dia, me esforçando pra conquistar… aprendendo com minha irmã. 
Marcel Camargo descreve muito bem este momento libertador em sua crônica… Foda-se! Simples assim… E é exatamente assim, sem tirar nem por! Dar um basta, já… é preciso… e neste momento, muitas vezes necessários em nossa vida, fará toda a diferença. Leia:

Viver em sociedade requer um exercício contínuo de tolerância, caso não queiramos nos desgastar inutilmente. Estamos cercados de pessoas que pensam diferente de nós, que agem de maneira inapropriada, que falam sem pensar e que não medem esforços para ofender gratuitamente quem estiver no caminho. Tentar manter a calma e ser gentil será o maior bem que faremos a nós mesmos, porém, em certos momentos, teremos que nos impor às custas da contrariedade alheia.

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Não nos faz bem machucar as pessoas, ainda mais quando explodimos exclusivamente por conta de problemas nossos e não pela situação em si. É preciso saber separar o que é nosso sozinho do que é nosso junto com alguém, ou estaremos fadados a descontar nossas agruras em quem não tem nada a ver com o que se passa dentro de nós. Estender nossas misérias emocionais a quem está ao nosso lado e não merece nossas indelicadezas é uma atitude covarde e que denota tão somente imaturidade e desequilíbrio.

No entanto, muito do que nos fere e nos desestabiliza emocionalmente é consequência da forma como o outro vem lidando conosco, uma vez que existem pessoas que contribuem deveras às escuridões em que mergulhamos vez ou outra. No entanto, como se diz, as pessoas agem conosco da maneira que nós mesmos permitimos, ou seja, muito do que o outro provoca de negativo em nossas vidas tem a nossa anuência, mesmo que não declarada.

Por essa razão, teremos que deixar bem claros os limites até os quais o outro poderá avançar, para que não sejamos atropelados pela tirania, pela maldade e pelas más intenções alheias. Da mesma forma que teremos encontros mágicos e especiais, sempre encontraremos quem nos tentará diminuir, quem desejará se aproveitar de nós, quem necessitará encostar as próprias fraquezas em nossa jornada. Caso não consigamos nos impor como pessoa, caso não nos fortaleçamos com a firmeza de nossas convicções e de nossa dignidade, acabaremos nos perdendo de nós mesmos.

Portanto, em determinados momentos de nossas vidas, teremos que ser aquela pessoa que diz adeus e que briga com quem ultrapassou os limites do bom senso; teremos que nos negar a fazer um favor e que alertar para o ridículo de atitudes alheias; seremos quem não se compadece com as lágrimas do amigo, bem como quem cobra do parceiro tudo o que ele deixou de fazer.  Porque ser maldoso o tempo todo é imperdoável, mas optar por ser antipático na hora certa é libertador e nos garantirá sobreviver e seguir em paz.

 

E aí… Gostaram?

A ARTE DE IR EMBORA.

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“Difícil não é lutar por aquilo que se quer, e sim desistir daquilo que se mais ama. Eu desisti! Mas não pense que foi por não ter coragem de lutar, e sim por não ter mais condições de sofrer”. Bob Marley.

Gosto muito deste texto de Mariana Caramori. Atual e ajuda as pessoas a entenderem melhor quando e como é necessário partir de um relacionamento que já se encerrou. Muitas já passaram por isso e entendem o quão difícil e delicado é este momento, esta fase da vida… mas sabem também que vivido o luto, novos caminhos se abrem e construímos uma nova história muito melhor e mais feliz com o tempo. é só acreditar e se abrir para novas possibilidades. Leiam:

É estranho como, às vezes, mesmo contra nossa vontade temos que partir. Seja de um lugar, seja de uma situação, seja de dentro de alguém… percebi então, de quantas coisas, lugares e situações eu tive que ir embora mesmo sem querer.

Seja porque era hora, seja porque existia um motivo relevante ou mesmo não tendo motivo algum aparente. É quando se tem a sensação de que é hora e não da mais pra ficar ali, mesmo querendo. É quando a gente quer ficar, mas o cansaço nos impulsiona a seguir novos rumos e alçar novos voos.

Só quem já passou por situações semelhantes sabe do que estou falando: a arte de ir embora quando se quer ficar, de abrir mão quando se quer muito ainda, de deixar pra lá quando insiste em estar bem aqui. E quando eu digo arte é bem no sentido literal da palavra mesmo. Porque nem sempre as pessoas entendem quando você se vai. Aliás, elas quase nunca entendem…  Não é qualquer um que é artista. E por isso, fica difícil explicar.

É difícil fazer as pessoas entenderem que nem sempre quando se quer é a hora certa. É difícil elas entenderem que a gente tira o time de campo, mas o pensamento ainda joga o tempo todo. E que, lidar com essa ambiguidade é também muito difícil. É difícil pra elas entenderem que a gente segue a vida porque a vida também sempre segue, mesmo que a gente não queira.

Mas isso pouco importa. Eu só vim mesmo aqui pra te dizer que eu não queria ter ido, mas fui. Pra te fazer entender que eu teria escolhido ficar se você tivesse me dado essa opção. Pra te contar que eu só fui, porque você me permitiu ir embora. A gente sempre vai embora não é?

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Encerrando ciclos.

Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final. Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver. Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos – não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram.

Foi despedido do trabalho? Terminou uma relação? Deixou a casa dos pais? Partiu para viver em outro país? A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações?

Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu. Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó. Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seu marido ou sua esposa, seus amigos, seus filhos, sua irmã, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado.

Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco. O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, apaixonados que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar. As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora. Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem. Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração – e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar. Então encerrar o ciclo… seguir em frente… sem olhar para traz.. se faz necessário.

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Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se.

Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos. Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor. Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais.

Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do “momento ideal”. Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará.

Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa – nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade. Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante. Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida. Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quemé.  ir-ambora 7

Como saber a hora de partir?

Chega um instante em que você tem que decidir o seu destino. Permaneço no meu querido sofá rasgado que já tem a forma do meu corpo? Ou pego a mochila, umas mudas de roupa, e saio de fininho antes do amanhecer? Todos passam por momentos de decisão onde um passo pode levar tanto para a glória, quanto para a beira de um abismo.

A sensação que tenho é que quanto mais amadurecemos, mais precisamos tomar as rédeas da nossa vida. Quando somos crianças sempre existe alguém que decide por nós; o que vamos comer, aonde ir, o que vestir… Com o passar do tempo o fato de ser pessoa começa a nos cobrar decisões. Vem bem de mansinho e sem que a gente se dê conta passamos a decidir com quem nos relacionar, que profissão escolher, fazer um plano de carreira.

Vamos pouco a pouco tomando o controle da nossa existência, conduzindo nossos caminhos, até que, num piscar de olhos, somos pilotos de Fórmula 1 disparados na carreira da vida, entre ultrapassagens e colisões lutando para chegar ao pódio. Você é o piloto, o condutor, quem tem a posse da direção.

A vida é representada pelo carro. Os seus adversários e companheiros de equipe são as pessoas que você interage. Todos buscam a vitória. A vitória afetiva, a vitória profissional, o reconhecimento, a recompensa. Mas cuidado, porque o percurso é escorregadio, chuvas torrenciais surgem sem trovoadas. Preste atenção quando houver neblina e tente não se dispersar com a paisagem.

Na vida a gente só muda diante do novo. Livros já lidos, músicas que a letra se sabe de cor, receitas que não precisamos mais espiar… Isso faz parte da nossa essência, do que construímos, são parte de nós e da nossa estrutura como indivíduo. No passado nós já arriscamos ao ler aquele livro, escutar aquela canção e preparar aquela receita.

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Na maioria das vezes o que nos mantém em pé diante das dificuldades não é o que temos, mas sim, o que queremos ter. Temos quem nos ama, temos amigos. Essas pessoas são pivôs na nossa existência, pilastras que nos ancoram e nos escoram. Gratidão a parte, mas para exercer o ofício do novo é fundamental arriscar. O que nos faz sair do lugar é exatamente a busca pelo desconhecido, perseguir a melhoria, vislumbrar a mudança. É sonhar.

Como saber que é hora de mudar?

Pergunta difícil, cheia de possibilidades. Ir ou ficar? Se ir, para onde? Esquerda, direita, em frente? Ficar é mais fácil porque não exige nada de nós. Entretanto é provável que, mais adiante, você terá que conviver com as dores do reumatismo por ter ficado tanto tempo no sofá da vida.

Eu costumo dizer que a hora de soltar as correntes e dar o primeiro passo é justamente quando se sentir incomodado. Atenção à luz amarela do semáforo. Quando ela começar a piscar e você se descobrir enfadado, molestado na situação na qual vive é hora de mudar o trajeto. O incômodo gera infelicidade, frustração, te sucumbe à sensação de incapacidade. Ele é como a febre que denuncia quando algo vai mal no organismo. É o pisca-alerta da vida.

Esse peso faz enxergar que aquilo que andava bem e te fazia feliz, já não te completa mais. O que era bom transformou-se em algo penoso, enfadonho, inoportuno. Chegou a hora de botar mais combustível, trocar o óleo, calibrar os pneus, ou talvez só mudar o trajeto para evitar um acidente de percurso lá na frente.

Portanto, segure firme o volante. Derrape, mas ultrapasse lá na frente. Esbarre, mas faça a curva com segurança. Tenha precaução em tempos de chuva, mas acelere nas retas quando o sol brilhar!

“Perdoa-me, folha seca… não posso cuidar de ti… Tu és folha de outono voante pelo jardim… Deixo-te a minha saudade: – a melhor parte de mim”. Cecília Meireles

Fonte: http://www.contioutra.com/a-arte-de-ir-embora/

ERÓTICA É A ALMA!

“Envelhecer não é para qualquer um, envelhecer é para quem merece…” Aécio Barrêto Maciel.

Adélia Prado certa vez escreveu: “Erótica é a alma”. Além de poética, a frase é redentora, pois alivia o peso da sensualidade a qualquer custo, a busca desenfreada pela juventude perdida, a corrida pelos últimos lançamentos da indústria cosmética. E nos autoriza a cuidar mais da alma, a viajar pro interior, a descobrir o que nos completa. Pois se os olhos são as janelas da alma, de que adianta levantar pálpebras se descortinam um olho de súplica? Leiam a crônica:

Erótica é a alma que se diverte, que se perdoa, que ri de si mesma e faz as pazes com sua história. Que usa a espontaneidade para ser sensual, que se despe de preconceitos, intolerâncias, desafetos. Erótica é a alma que aceita a passagem do tempo com leveza e conserva o bom humor apesar dos vincos em torno dos olhos e o código de barras acima dos lábios; erótica é a alma que não esconde seus defeitos, que não se culpa pela passagem do tempo. Erótica é a alma que aceita as suas dores, atravessa seu deserto e ama sem pudores.

Por que não adianta sex shop sem sex appeal; bisturi por fora sem plástica por dentro; lifting, botox, laser e preenchimento facial sem cuidado com aquilo que pensa, processa e fala; retoque de raiz sem reforma de pensamento; striptease sem ousadia ou espontaneidade.

Querendo ou não, iremos todos envelhecer. As pernas irão pesar, a coluna doer, o colesterol aumentar. A imagem no espelho irá se alterar gradativamente e perderemos estatura, lábios e cabelos. A boa notícia é que a alma pode permanecer com o humor dos dez, o viço dos vinte e o erotismo dos trinta anos.

O segredo não é reformar por fora. É, acima de tudo, renovar a mobília interior: tirar o pó, dar brilho, trocar o estofado, abrir as janelas, arejar o ambiente. Porque o tempo, invariavelmente, irá corroer o exterior. E, quando ocorrer, o alicerce precisa estar forte para suportar.

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Não tem problema cuidar do corpo. É primordial ter saúde e faz bem dar um agrado à autoestima. O perigo é ficar refém do espelho, obcecado pelo bisturi, viciado em esticar, reduzir, acrescentar, modelar – até plástica intima andam fazendo!

Aprenda: bisturi nenhum vai dar conta do buraco de uma alma negligenciada anos a fio.

Cuide do interior. Erotize a alma. Enriqueça seu tempo com uma nova receita culinária, boas conversas, um curso de canto ou dança. Leia, medite, cultive um jardim. Sinta o sol no rosto e por um instante não se preocupe com o envelhecimento cutâneo. Alongue-se, experimente o prazer que seu corpo ainda pode lhe proporcionar. Não se ressinta das novas dores, da pouca agilidade, dos novos vincos. Descubra enfim que a alegria pode rejuvenescer mais que o botox.

E não se esqueça: em vez de se concentrar no lustre da maçã, trate de aproveitar o sabor que ela ainda é capaz de proporcionar….

Fonte: http://www.asomadetodosafetos.com/2013/09/erotica-e-alma.html

ENVELHECER… NO OLHAR DE DÉA JANUZZI.

Mais-velha

” Envelhecer ainda é a unica maneira que se descobriu de viver muito.” Charles Saint- Beuve

Envelhecer fica melhor no olhar de Déa Januzzi, leiam:

Cada um envelhece como viveu, pois o passar do tempo exacerba – ou ameniza – o caráter, os preconceitos, a indiferença, a falta de compromisso com o outro, a disputa, a mágoa, a depressão, a frustração e a impaciência. Ou sintoniza a vida com outros valores mais nobres.

É preciso dizer que a velhice abala, assusta, traz insegurança, principalmente para as mulheres que ficam invisíveis depois dos 60 anos. Há empregos e trabalho para homens de 60, 70 e até 80, mas não há vagas para mulheres que deixaram de procriar, de despertar desejos. A maioria das mulheres envelhece mais dolorosamente, sente vergonha até de confessar a idade. As mulheres ficam mais vulneráveis, principalmente se estão sozinhas no entardecer da vida.

O descaso e a impaciência aumentam. Ou suavizam de vez. Enquanto chegam os desconfortos físicos e novas dores, que são perdas necessárias, o mal-estar surge quando os amigos vão morrendo. Em um texto de Carlos Saul Duque, no dia em que o maestro Nico Nicolaiewsky morreu de leucemia aos 56 anos, ele diz: “Ficar velho não é achar mais um fio branco de cabelo. Nem notar que aquela ruga de expressão aumentou consideravelmente. Ficar velho não é sentir mais dores do que antes. Ter que fazer mais exercício do que antes. Ficar velho, mesmo, é ver aos poucos o seu mundo ser despovoado de amigos. Dos seus tios queridos. De parceiros. De pessoas que você admira. De gente cujas ideias influenciam você. De talentosos. De visionários. De autores da sua época. De personagens da sua aldeia. De gente como o Nico, um cara que tinha vários dons. O dom de ser gago e cantar muito bem. De fazer rir com inteligência. De achar a verdadeira alma das canções”.

“Assim como o escultor enxerga a estátua dentro da pedra, Nico via, geralmente mais do que o próprio autor da obra, a grande canção escondida dentro da vulgaridade de um arranjo. Nico construiu uma nação que ninguém sabe onde é, mas todos gostariam de conhecer. E um repertório único. Tão único quanto o talento dele. Não deixa de ser poético o grande temporal que caiu no dia em que Porto Alegre sepultou o maestro do Tangos e Tragédias. E eu, que adoro chuva, me sinto velho. Mil anos mais velho nesse dia do funeral de Nico Nicolaiewsky.”

Jogue Fora

Há sete anos, o funeral de minha mãe ocorreu também no meio de um vendaval. A chuva não parou um segundo. Foi nesse dia que percebi todos os meus naufrágios, já sem pai, sem mãe, sem um dos meus irmãos e sem alguns amigos imprescindíveis, como o escritor e jornalista Roberto Drummond, o médico e prefeito Célio de Castro, os ex-editores Amantino Horta Maciel e Wagner Seixas, o pedagogo Antonio Carlos Gomes da Costa, a jornalista e amiga/irmã Edméia Passos – e outros que me mostraram o desemparo da morte.

Envelhecer é muito duro no Brasil, um País injusto, que não dá atenção nem às suas crianças e jovens. Ainda mais aos velhos. Uma Pátria que não deveria selecionar os seus filhos, mas escolhe a dedo. O discurso de hoje é o do envelhecimento ativo. Para quem? Para uma parcela mínima da sociedade que pode pagar por todas as comodidades exigidas nessa fase da vida. E mesmo assim sem garantias de que terá um envelhecimento digno. O restante dos velhos precisa apelar para postos de saúde, que nunca têm os remédios disponíveis, cujas cirurgias podem levar até um ano para acontecer. Como denunciou um senhor de 70 anos que entrou na fila do Sistema Único de Saúde (SUS) para fazer uma cirurgia de catarata. E está esperando até hoje.

Todos querem viver muito, com qualidade de vida, mas se esquecem do tempo que ainda resta de vida. O taxímetro está ligado e embora ainda haja desejos e sonhos, partes preciosas da vida se foram para sempre. O sinal vermelho do abandono começa a piscar perigosamente.

Minha mãe não se cansava de repetir que estava vivendo de lucro, porque suas amigas já tinham partido antes dela. Aos 91 perdeu o único filho homem. Aí a velhice tomou conta de tudo. Ela abandonou o barco da vida, o que não havia acontecido até então, mesmo com a artrose a lhe corroer os joelhos, mesmo negando a necessidade de usar bengala. Seis meses depois da morte do único filho homem, ela foi embora também, afundou na dor.

saude emocional 2

Renée, a única amiga de minha mãe que sobreviveu às inúmeras perdas, tem hoje 101 anos, mas também não acha mais graça na vida. Entregou as idas e vindas ao banco e o salário de todo mês para uma das filhas administrar. Só que a filha mora bem longe dela e nem sempre pode ver o que ela precisa. Não sabe, por exemplo, que ontem Renée estava com muita dor no ombro direito. Mas como todas as mulheres de sua geração, a reclamação era quase um pedido de desculpas. Baixinho, ela disse que a dor estava passando para debaixo do braço, que os filhos a tinham abandonado, que ninguém mais queria ir na casa dela.

Saí de lá achando que a longevidade tem um preço muito alto, principalmente para quem como Renée continua lúcida, sem bengalas nem doenças crônicas, mas que já não tem autonomia para decidir sobre a própria vida. Ela sabe de tudo o que está acontecendo à sua volta. Vive com uma das netas que também reclama de dores, por ter vivido tudo em excesso. Renée já perdeu pais, marido, três filhos, e continua de pé, mas a cada dia mais solitária em sua velhice, apesar de ter se planejado financeiramente para essa etapa da vida. Ela não pode mais ir ao banco, mas o que mais a inquieta não é o dinheiro, mas as amigas que se foram muito antes dela. O mundo de Renée ficou pequeno, do tamanho do apartamento de três quartos, despovoado, engessado num tempo sem fim, frio, apesar do sol que insiste em penetrar pela janela.

Adoro esta maneira de enxergar meu envelhecer.

SE…

“Sabemos o que somos, mas não sabemos o que poderemos ser”. Willian Shakespeare

Uma das mais lindas poesias que já conheci, que te dá uma força incrível pra lutar… principalmente nos momentos mais difíceis de nossa vida e continuarmos caminhando, resilientes… sem dúvida pra mim é está de Rudyard Kipling. Lembro- me que me foi oferecida por meu pai quando me casei. Sábio era meu paí. Várias vezes releio, ainda preciso ouvi-la, (quando passo por momentos difíceis)… confesso que encontro um certo alívio e não me sinto tão só. Quero compartilhar com vocês agora. Leia:

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Se és capaz de manter tua calma, quando,

todo mundo ao redor já a perdeu e te culpa.

De crer em ti quando estão todos duvidando,

e para esses no entanto achar uma desculpa.

Se és capaz de esperar sem te desesperares,

ou, enganado, não mentir ao mentiroso,

Ou, sendo odiado, sempre ao ódio te esquivares,

e não parecer bom demais, nem pretensioso.

Se és capaz de pensar – sem que a isso só te atires,

de sonhar – sem fazer dos sonhos teus senhores.

Se, encontrando a Desgraça e o Triunfo, conseguires,

tratar da mesma forma a esses dois impostores.

Se és capaz de sofrer a dor de ver mudadas,

em armadilhas as verdades que disseste

E as coisas, por que deste a vida estraçalhadas,

e refazê-las com o bem pouco que te reste.

Se és capaz de arriscar numa única parada,

tudo quanto ganhaste em toda a tua vida.

E perder e, ao perder, sem nunca dizer nada,

resignado, tornar ao ponto de partida.

De forçar coração, nervos, músculos, tudo,

a dar seja o que for que neles ainda existe.

E a persistir assim quando, exausto, contudo,

resta a vontade em ti, que ainda te ordena: Persiste!

Se és capaz de, entre a plebe, não te corromperes,

e, entre Reis, não perder a naturalidade.

E de amigos, quer bons, quer maus, te defenderes,

se a todos podes ser de alguma utilidade.

Se és capaz de dar, segundo por segundo,

ao minuto fatal todo valor e brilho.

Tua é a Terra com tudo o que existe no mundo,

e – o que ainda é muito mais – és um Homem, meu filho!

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Espero que ajude!

Xiii… EU ENVELHECI!

“Viver é envelhecer, nada mais”. Simone de Beauvoir.

Quando li esta crônica me identifiquei completamente. Libertei-me! Sim… penso que envelheci e “eu sou agora, provavelmente pela primeira vez na vida, a pessoa que sempre quis ser”. Não mudaria simplesmente nada! Construiria a mesma história pra mim. E você? Mudaria alguma coisa?

De tudo que acontece em nossa vida, muitas vezes custamos a entender e aceitar alguns fatos… mas quando você vê mais à frente… é capaz de compreender tudo. Nada é por acaso. Leia:

Um dia desses uma jovem me perguntou como eu me sentia sobre ser velha. Levei um susto, porque eu não me vejo como uma velha. Ao notar minha reação, a garota ficou embaraçada, mas eu expliquei que era uma pergunta interessante, que pensaria a respeito e depois voltaria a falar com ela. Pensei e concluí: a velhice é um presente. Eu sou agora, provavelmente pela primeira vez na vida, a pessoa que sempre quis ser.

Oh, não meu corpo! Fico incrédula muitas vezes ao me examinar, ver as rugas, a flacidez da pele, os pneus rodeando o meu abdome, através das grossas lentes dos meus óculos, o traseiro rotundo e os seios já caídos. E constantemente examino essa pessoa velha que vive em meu espelho (e que se parece demais com minha mãe), mas não sofro muito com isso.

Não trocaria meus amigos surpreendentes, minha vida maravilhosa, e o carinho de minha família por menos cabelo branco , uma barriga mais lisa ou um bumbum mais durinho.

Enquanto fui envelhecendo, tornei-me mais condescendente comigo mesma, menos crítica das minhas atitudes. Tornei-me amiga de mim mesma. Não fico me censurando se quero comer um bolinho-de-chuva a mais, ou se tenho preguiça de arrumar minha cama, ou se compro um anãozinho de cimento que não necessito, mas que ficou tão lindo no meu jardim. Conquistei o direito de matar minhas vontades, de ser bagunceira, de ser extravagante.

Vi muitos amigos queridos deixarem este mundo cedo demais, antes de compreenderem a grande liberdade que vem com o envelhecimento. Quem vai me censurar se resolvo ficar lendo ou jogar paciência no computador até às 4 da manhã e depois só acordar ao meio-dia?

Dançarei ao som daqueles sucessos maravilhosos das décadas de 50, 60, 70 e se, de repente, chorar lembrando de alguma paixão daquela época, posso chorar mesmo!

Andarei pela praia em um maiô excessivamente esticado sobre um corpo decadente, e mergulharei nas ondas e darei pulinhos se quiser, apesar dos olhares penalizados dos outros. Eles, também, se conseguirem, envelhecerão.

Sei que ando esquecendo muita coisa, o que é bom para se poder perdoar. Mas, pensando bem, há muitos fatos na vida que merecem ser esquecidos. E das coisas importantes, eu me recordo freqüentemente. Certo, ao longo dos anos meu coração sofreu muito.

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Como não sofrer se você perde um grande amor, ou quando uma criança sofre, ou quando um animal de estimação é atropelado por um carro? Mas corações partidos são os que nos dão a força, a compreensão e nos ensinam a compaixão. Um coração que nunca sofreu é imaculado e estéril e nunca conhecerá a alegria de ser forte, apesar de imperfeito.

Sou abençoada por ter vivido o suficiente para ver meu cabelo embranquecer e ainda querer tingi-los a meu bel prazer, e por ter os risos da juventude e da maturidade gravados para sempre em sulcos profundos em meu rosto. Muitos nunca riram, muitos morreram antes que seus cabelos pudessem ficar prateados.

Conforme envelhecemos, fica mais fácil ser positivo. E ligar menos para o que os outros pensam. Eu não me questiono mais. Conquistei o direito de estar errada e não ter que dar explicações.

Assim, respondendo à pergunta daquela jovem graciosa, posso afirmar: “Eu gosto de ser velha”. Libertei-me! (Autoria Desconhecida).