Do livro “Dez leis para ser feliz”, de Augusto Cury… sobre ser feliz. Eu acredito muito que nossas atitudes nos levarão aonde queremos chegar. Leiam:
Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não esqueço que minha vida é a maior empresa do mundo… E que posso evitar que ela vá à falência… Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise… Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar autor da própria história… É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma… É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida… Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos… É saber falar de si mesmo… É ter coragem para ouvir um “não”. É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
Adoro esta crônica de José Micard Teixeira, consegue dizer muito do que penso. Leiam:
A melhor fase na vida é aquela em que te transformas em ti mesmo. É aquela em que o respeito por ti se torna numa provocação de felicidade. Só isso. Tão isso. Porque respeitares-te é a soma de todas as tuas liberdades individuais, de todas as escolhas que fazes por quem queres ser, de cada um dos sorrisos que esboças sem dificuldade ou vergonha. É uma espécie de poder que sentes ser diferente de todos os outros, sobretudo daquele que fascina os que não o têm, um poder que te leva a não querer ser bajulado ou reconhecido.
Quando te transformas em ti mesmo, recuperas o que sempre existiu em ti, tudo aquilo que sai do mediano e previsível, tudo aquilo que te abre a novos desafios e tentações. É uma espécie de purga do que te ensombrava, de tudo aquilo que erradamente te fazia querer apenas o que os outros querem, como se fosses alguém feito de plasticina e barro, alguém quebrável e sem valor. Na verdade, é um tempo intemporal em que a tua transformação te torna em alguém diferente, alguém para quem os sonhos voltaram a ganhar a mesma cor da infância, essa cor que é uma verdadeira provação em que te compete apenas fazer sempre sobressair o melhor de ti. Só isso. Tão isso. Veja também : https://oterceiroato.com/2020/10/07/setenios-conheca-a-teoria-dos-setenios-de-7-em-7-anos-a-sua-vida-muda-completamente/
Este texto foi escrito pela minha amiga do Trabalho 60+, Gersoni de Melo. Adorei 🙌🏻. Me identifiquei! Somos a somatório de tudo que construímos durante ao longo de nossa vida. Leiam:
Eu falhei algumas vezes como filha, como irmã, como mãe, como esposa, como amiga, como cunhada, como tia, como companheira. Nem sempre digo as coisas certas. Não sou a mulher mais bonita do mundo, mas sou eu! Adoro a minha comida. Tenho celulites, estou fora do “peso ideal”. Tenho cicatrizes porque tenho uma história longa. Algumas pessoas me amam, outras gostam de mim, outras simplesmente não me conhecem direito. E se não gostam de mim, não me importa, sobrevivo, sou forte 😉 Fiz coisas boas, outras não tão boas, fiz algumas besteiras. Saio sem maquiagem, perfume e às vezes nem arrumo os cabelos. Não pretendo ser alguém que não sou. Eu sou quem sou, podes amar-me ou não. E se te amo, faço com todo meu coração. Não puxo o tapete de ninguém, sei que todos tem seu lugar no mundo . As vezes sou feliz as vezes não, mas sei que tudo tem o tempo de Deus. Sei que o sol não faz distinção, nasce pra todos. Não sou a melhor pessoa do mundo, mas já melhorei bastante. Já não sou quem eu era. Ainda acredito num mundo melhor. Não me desculpo por ser assim!!! Eu sou ótima. ✌ 😍 Sou feliz simplesmente assim!
Gostei muito desta crônica de Elton Luiz Leite de Souza, leiam
Certa vez, quando eu passava por um momento muito difícil , sonhei que seria operado do coração. Angustiado, eu pensava que não sobreviveria à operação. Não sei como fui parar ali, por quais caminhos andei ou fui levado. Sabia apenas que haveria uma operação e eu era o paciente a ser operado. De repente, adentra a sala de cirurgia o cirurgião. Ao vê-lo, meu medo desaparece, cheguei até a sorrir… Pois o médico que me operaria era nada mais nada menos do que o poeta Fernando Pessoa! No princípio, achei estranho. Mas depois percebi que fazia sentido ser um poeta o cirurgião de um coração angustiado. Sem demora, o cirurgião-poeta abriu meu peito, mas não com bisturi: não sangrou, nem houve dor. Ele enfiou uma das mãos, porém não foi suficiente. Somente as duas mãos do poeta conseguiram tirar meu coração do peito:
“Ele está pesado como um paralelepípedo! Preciso extrair o que lhe pesa”, diagnosticou o cirurgião-poeta. “O que lhe pesa não é coisa física, o que lhe pesa é a mágoa com o passado, a decepção com o presente, o medo do futuro e a descrença nos homens”, disse-me ele enquanto extraía tudo isso. Quando olhei para a mão do poeta, meu coração estava minúsculo, parecendo uma semente salva de um fruto que perecia. Protestei: “poeta, com esse coração pequenino não vou sobreviver!” O cirurgião-poeta então respondeu, terminando sua arte, sua “clínica”: “Ele está assim pequeno porque deixei apenas o coração da criança.” Após ouvir isso acordei, e não apenas daquele sonho, já amanhecia.
Queria registrar o sonho e me virei para pegar caneta e papel. Então, algo que estava sobre meu peito caiu ao meu lado na cama, era um livro que adormeci lendo: “O Eu Profundo e os outros Eus”, de Fernando Pessoa. Acordei de um sonho maravilhoso. Seria tão bom ter um cirurgião deste né? Já leu este livro?
A mãe chata cobra. Dentes escovados, banho tomado, unhas limpas, tarefa feita, comer toda a comida, ser educado, agradecer. A mãe chata controla. Chegar no horário, dormir cedo, alimentação saudável, tempo no video game. A mãe chata se preocupa. Quem é o amigo, que horas vai chegar, na casa de quem vai dormir. A mãe chata ensina. A ser honesto, a respeitar, a ter bons modos, a cumprir com a palavra. A mãe chata deixa bem claro que o filho não é todo mundo, estabelece regras, impõe limites e faz cumprir as obrigações. A mãe chata não mede esforços, fará tudo o que puder para educar um bom filho para o mundo. A mãe chata não está nem aí se vai ser chamada de chata, afinal alguém tem que fazer o trabalho sujo. Ela arregaça as mangas e vai à luta, ela olha para os detalhes e não deixa passar o que é importante. A mãe chata é a melhor mãe que você pode ser. Acredite, é disso que seu filho precisa.
Eu sou uma mãe chata assim como a Adriele Portes descreve. Sou assim é muito mais, e digo que você terá muito mais o que se realizar do que se arrepender no futuro.
Quero tudo novo de novo. Quero não sentir medo. Quero me entregar mais, me jogar mais, amar mais. Viajar até cansar. Quero sair pelo mundo. Quero fins de semana de praia. Aproveitar os amigos e abraçá-los mais. Quero ver mais filmes e comer mais pipoca, ler mais. Sair mais. Quero um trabalho novo. Quero não me atrasar tanto, nem me preocupar tanto. Quero morar sozinha, quero ter momentos de paz. Quero dançar mais. Comer mais brigadeiro de panela, acordar mais cedo e economizar mais. Sorrir mais, chorar menos e ajudar mais. Pensar mais e pensar menos. Andar mais de bicicleta. Ir mais vezes ao parque. Quero ser feliz, quero sossego, quem sabe uma tatuagem. Quero me olhar mais. Cortar mais os cabelos. Tomar mais sol e mais banho de chuva. Preciso me concentrar mais, delirar mais. Viver mais. Aprender mais! Não quero esperar mais, quero fazer mais, suar mais, cantar mais e mais. Quero conhecer mais pessoas. Quero olhar para frente e só o necessário para trás. Quero olhar nos olhos do que fez sofrer e sorrir e abraçar, sem mágoa. Quero pedir menos desculpas, sentir menos culpa. Quero mais chão, pouco vão e mais bolinhas de sabão. Quero aceitar menos, indagar mais, ousar mais. Experimentar mais. Quero menos “mas”. Quero não sentir tanta saudade. Viajar mais… encontrar mais… Quero mais e tudo o mais. E o resto que venha se vier, ou tiver que vir, ou não venha. Quero tudo de novo
Adorei esta crônica. Muitas vezes atribuído, de forma errônea, a Fernando Pessoa. Somente a última frase é realmente de Pessoa, sendo um trecho do poema “Tabacaria” de Álvaro de Campos.
Faço dela o meu olhar aos meus sentimentos. Quero muito mais…. Me representa muito 🥂
Para ser feliz, as vezes é preciso “desapego” e desistir de muitas coisas. Por isso, sempre que sentir necessidade, desapegue e desista! A energia flui.
Desapegue daquilo que não deu certo no passado. Desapegue dos arrependimentos. Desapegue dos problemas, desapegue dos sofrimentos, da mágoa e do rancor. O que passou, passou, e por mais que você pense, não vai poder mudar nada.
Desista de se culpar. Desista de querer ter sempre razão. Desista de querer impressionar os outros. Desista da perfeição. Desista de achar que pode controlar tudo. Desista de achar que tudo tem uma razão. Há coisas que acontecem simplesmente porque precisam acontecer, por pura contingência.
Desistir de caminhos que não vão levar a lugar nenhum, é se apegar ao que realmente importa. Se apegue ao amor. Se apegue ao que você acredita ser a felicidade. Se apegue ao otimismo. Se apegue às soluções. Mude! Reinvente-se.
Sabe qual é o grande mistério da vida? É que só se aprende a viver, vivendo. Um dia de cada vez. E cada vida é única! Seria muito fácil se os erros da vida dos outros e os aprendizados pudessem transferidos de pessoa em pessoa. Acontece que errar faz parte da vida, só não erra quem nada faz.
O grande problema de errar, é ver nos erros um fracasso de onde nenhuma lição se pode tirar. São os erros que cometemos que faz de cada um de nós pessoas singulares, únicas. Muitas vezes nos apegamos tanto aos erros, que passamos a vida tentando corrigi-los sem nunca parar para pensar o que podemos aprender com os erros e como acertar da próxima vez.
O tempo não para. A vida não volta atrás. E vamos continuar errando. Só não podemos nos dar o luxo de cometer sempre os mesmo erros. Há muitas maneiras diferentes de errar, e cada uma nos traz uma lição. A vida não vem com manual, e se pudéssemos escrever um manual no fim da vida, não serviria para ninguém além de nós mesmos. Todos somos diferentes.
Não se condene pelos maus passos que deu no passado. Mas olhe para trás, veja onde está pisando e escolha muito bem o seu caminho no futuro. Viva um dia de cada vez. Aprenda com seus desafios e avance a cada superação. Precisamos de tão pouco para sermos felizes. O problema é que precisamos de muita experiência para compreender isso… Bora ser feliz 🤩🥂
Todos os meus pais… Hoje minha mãe completaria mais um aniversário… faria 93 anos. São 3 anos que ela descansou 🙏🏻. Sinto tanta falta dela 👀🙏🏻 Penso neles com imenso amor no meu outono. Eram pais para todas as estações
Leandro Karnal, O Estado de S.Paulo 14 de março de 2021, publicou este texto. Um texto onde senti exatamente o que passei no decorrer da vida. O amor ❤️… as mudanças em cada fase nossa da vida e de nossos pais… as perdas… a saudade 💓. Os começos e recomeços. Leiam:
Eu era criança, terceiro de quatro filhos de uma família de classe média do interior do Rio Grande do Sul. Minha mãe, como se dizia na época, era “do lar”. Meu pai, advogado, político e professor. A infância foi consumida entre o colégio católico, brincar e ir para a praia no verão. De quando em vez, ficar na casa da minha avó materna. A autoridade dos meus pais era inquestionável, especialmente da minha mãe. Ambos pareciam sábios. Minha confiança era absoluta. Machucados, fome, compra de roupas, autorizações em geral? Favor dirigir-se ao balcão materno. Dúvidas de livros, pedidos de verba suplementar, questões vernáculas? O guichê era o paterno. O mundo era sólido, o amor parecia perfeito e tudo transcorria entre natais abundantes, ninhos de Páscoa, churrascos e a voz grave da babá com o original nome (verdade!) de… Zelosa. Fazia redações em maio e agosto sobre a perfeição dos pais.
Eu cresci ou mudaram os natais? Na adolescência, passei a me irritar com meu pai. “Você é filho do dr. Karnal?”, a frase obrigatória me perturbava na cidade pequena. Meu ser, em ebulição hormonal e descontrole, via defeitos enormes no homem que me gerara. Entre outros, graves, crime de lesa-pátria, erros hediondos: ele sempre fazia a sesta depois do almoço! Em outra ocasião, faltou a um recital de piano meu. Já imaginaram a gravidade disso? Deveria perder o então existente princípio do pátrio poder! Minha mãe me parecia invasiva e autoritária, sempre querendo saber de tudo. A comida e o dinheiro continuavam interessantes, mas os geradores dos bens não! Eu achava que os pais dos meus colegas de escola, em geral, pareciam melhores do que os meus.
Cresci. Entre a admiração cega da infância e a distância irrefletida da adolescência, surgiu a terceira geração de pais na minha consciência: seres humanos amorosos e com defeitos, a quem eu devia quase tudo. Morando fora, tinha saudade aguda de casa e da família. Um dia, olhando um velho relógio de pulso que meu pai me dera e que era dele havia décadas, chorei por muito tempo. Estudava longe e o frio do mundo aquecia a memória do lar.
Houve um quarto parto de pais. Eles envelheceram e foram amparados e cuidados por todos nós. Achaques da idade, declínios de memória, médicos em profusão, manias geriátricas: os quatro filhos viraram pais dos pais.
Na velhice deles, inverteu-se o curso do rio. Agora a água do afeto era para os dois. Os natais? Os aclamados e aguardados natais familiares eram organizados por nós. O objeto da nossa natividade? Eles. A parte chata (louça, cardápio, músicas, decoração e pagamentos) era nossa. A parte lúdica era deles. A cada celebração, muitas alegrias e uma pergunta velada: estarão aqui no ano que vem? A vida foi se tornando frágil e a chama da vela da existência parecia bruxulear.
Um dia, houve uma visita a um oncologista que determinou uma angustiante notícia e um horizonte de brevidade para meu pai. Foi devastador. Chegava o temido fim. Sete anos depois e infindáveis internações, apagou-se a vida da minha mãe.
Sem eles, emergiu a última memória e o derradeiro parto. Saudade forte, choros de quando em vez, humor nas lembranças e repetição de frases e hábitos. As lembranças tornaram-se cálidas. Toda vez que uso uma abotoadura do meu pai ou quando vejo uma foto da minha mãe, voltam-me universos dos muitos progenitores que eu tive, reunidos sob dois nomes apenas.
Os natais continuaram, as páscoas seguiram, os netos cresceram… Pais perfeitos, imperfeitos, humanos, canonizados, relembrados, reais, reinventados a cada nova curva da nossa biografia. Estão lá, sempre os mesmos e sempre diversos. As figuras variam de acordo com o grau dos óculos que utilizo e da minha vida que avança.
Como você, querida leitora, como você, estimado leitor, tive muitos pais e apenas dois. O recorte do amor é atemporal, a percepção dele depende do tempo.
Vi meus pais sob a luz forte do verão e no declínio do inverno. Penso neles com imenso amor no meu outono. Eram pais para todas as estações. Eles eram, afinal, o tronco que perde folhas, mas está sempre lá.
Várias vezes vi jovens fazendo o mesmo que eu fiz. Críticos dos pais, irritados, sentindo-se infelizes com idiossincrasias maternas ou paternas. Entendo perfeitamente. Aceito, igualmente, que a mangueira dará manga e que nunca estarei longe do pé ao cair da copa original. Sou o fruto de árvores genéticas e psíquicas. Tenho história, tenho biografia, tenho DNA e estrutura deles. E quando alguém rola, rola e rola para longe, irritado com as árvores geradoras, eu sorrio: vá florescer em outro sítio, querida manga rebelde. Faça tudo diferente e… gere mangas originais, só suas, absolutamente suas e… idênticas às frutas de onde você fugiu. Não é uma maldição. É um legado! A herança do amor. Apague tudo, delete o máximo possível, rasgue e queime lembranças: um sorriso afetivo de um casal continuará lá…
Choro hoje, atravessado pela saudade e pela vontade enorme de um momento a mais com eles. Ah, se eu soubesse amar do jeito que fui amado! Boa semana para pais e filhos. Esta história nunca poderá ser reparada.
Gosto desta crônica de Ana Silvestre, traz leveza e uma boa reflexão. Nada como um dia após o outro. Vamos seguindo… sempre em frente. Leiam:
Segue em frente. Sabes porquê? Porque a vida é sempre em frente, não espera por ninguém. De vez em quando dás umas voltas, sentes que não sais do sítio, mas sais, porque todos os dias o sol se põe e no dia seguinte torna a nascer.
A vida põe-te num corrupio de emoções. Choras, depois limpas as lágrimas e ris. E assim os dias vão passando, os meses e os anos. É raro o dia em te sentes pleno de felicidade. O dia em que acordas e estás feliz e tranquilo de manhã até à noite, mas tu continuas, porque nunca foste de desistir. E então, com a garra que eu te conheço, abraças a vida, amarinhas por ela acima, enches o peito de ar e continuas. Firme, no caminho que escolheste. Firme em direção ao rumo que queres. Distribuis gentilezas e bondade a todos quantos podes e depois continuas em frente. Um dia chegas lá. Nesse dia, novos sonhos te nascerão, porque assim é a vida e assim são os homens. Porque é assim que o mundo avança. Não te percas, mas se te perderes, lembra-te que todos os dias o sol volta a nascer e um dia mau é só um dia mau, amanhã é outro dia.