AVOS & NETOS…

Dizem que amamos mais os netos do que amamos os próprios filhos. Que a felicidade plena não nos alcança até que nos tornemos avós. Um neto é o mais valioso dos presentes oferecido pela vida quando já não se espera, e, quando um neto agarra o nosso dedo, ele também prende para si uma parte do nosso coração.

Dizem que recebemos deles os beijos que há muito não nos dão, e lhes damos os beijos que talvez ninguém mais lhes dará. São anjos sem asas, uma nova chance, a mais pura alegria — pequenas criaturas que redescobrem e transformam o sentido da nossa vida.

Dizem que eles ensinam tudo aquilo que aprendemos tarde demais e que, a eles, entregamos tudo o que somos. Até um amor que julgávamos adormecido. 

Dizem que os vemos crescer com a consciência de que partiremos cedo demais. Talvez por isso sejam mais amados que tudo. Mais amados que qualquer um.

É exatamente assim que eu me sinto. Adoro este texto de Fernando Garcia, me representa muito. Sinto-me abençoada por estar vivendo essa experiência de avós & netos. 

A distância física por morarmos muito longe um do outro, nos faz encontrar maneiras de suprir um pouco a saudades, fazendo muitas vídeos chamadas, para vê-los crescendo e ir descobrindo seu mundo, cada um da sua maneira e no seu tempo. E quando estamos juntos, a entrega é total de ambos os lados. Amo demais meus netos. 

EU… ENVELHECENDO BEM!

Eu me reconheço neste texto de Sharon Stone, e você?

Eu não quero parecer mais nova.
Nem disfarçar as marcas do tempo como se fossem falhas.

Quero me olhar com carinho, me reconhecer na minha idade e ser o melhor que posso ser hoje, do jeito que a vida me moldou.

A beleza sem idade pode até soar poética, mas eu prefiro uma beleza com vivência, com memória, com presença real.
Com rugas que vieram de tanto sentir. Com escolhas que me trouxeram até aqui.

Não é sobre voltar atrás.
É sobre seguir inteira.

E você?
Tem se permitido viver a sua idade ou ainda sente que precisa caber num padrão que já não faz mais sentido?

A gente não precisa voltar a ser o que era.
A gente pode ser algo novo com mais verdade, mais calma e mais coragem.