PEDAÇOS DE MIM…

Gosto muito desta crônica de Ana Jácamo. E você o que acha? Leiam:

Eu conheço isso que você sente. Essa frequente falta de flor no território do sorriso. Esse cansaço todo que tem hora que bate sem trégua e parece existir pra sempre. Essa ausência da coragem justamente quando é mais necessária. Esse casulo que demora a dizer borboleta.

Eu conheço isso que você sente. Esse medo grande que escapa do controle. Essa tristeza que não melhora fácil nem com coral de passarinhos. Esses dias sem sol. Essa distância enorme entre o que se sente e o que se consegue explicar. Essa lente de aumento que consegue ver tudo muito pior.

Eu conheço isso que você sente. Por isso, sei que às vezes é preciso pedir ajuda e que não há problema algum em pedir.

PENSANDO DENTRO OU FORA DA CAIXA.

Há um tempo participei de um chá de neném onde as convidadas também ganhavam presentes desde que vencendo de certas disputas em jogos ligados ao mundo infantil. Em um dos jogos devíamos responder “O que tem em um quarto de criança começando com a letra F”. As respostas mais comuns foram: fraldas, fitas, fronha, figuras (ilustrações), fechadura. Num primeiro momento também pensei em fraldas e fitas, mas como queria ganhar o prêmio, resolvi ser um pouco ousada e respondi: família, festa, firulas e felicidade. Resultado, saí de lá com o presente.

Mas, o que tem isso a ver com o tema de hoje? Tudo, acredito eu. Ganhei o prêmio, como muitos disseram, por ter pensado “fora da caixa”. Entretanto, embora tenha sido uma resposta original, a meu ver, respondi totalmente “dentro da caixa”.

Não usei ferramentas/fórmulas inovadoras para pensar a resposta, simplesmente deixei a imaginação fluir. Se sair do óbvio é pensar “fora da caixa”, sim eu pulei para fora dela. Entretanto, muitas das nossas situações cotidianas são resolvidas por atitudes completamente “fora da caixa” sem que nos demos conta disso. No momento em que precisamos improvisar para consertar algo, pensamos “fora da caixa”, tentando solucionar o problema de forma eficiente e definitiva.  Por exemplo, quando no meio de uma receita culinária percebemos que nos falta farinha de trigo e, sabiamente, sem desespero, completamos com fécula de milho, batata, farinha de arroz, com igual resultado. É totalmente diferente de pedirmos emprestado no vizinho ou sairmos correndo ao supermercado. Salvamos o prato e nosso dia.

Quem já fez barra de calça com durex, grampeador ou mesmo cola branca, sabe o que estou falando. De novo, se isso é pensar “fora da caixa”, estivemos sim do lado de lá da caixa!

Há quem diga não ter imaginação e sem perceber compõe canções de ninar para o filho, contando coisas do cotidiano. Outros decoram mesas ou organizam gavetas ou ambientes com um preciosismo impressionante, ainda que busquem inspiração em fotos nas redes sociais. Algumas pessoas criam novos pratos culinários deliciosos aproveitando as sobras na geladeira; outras criam métodos infalíveis de conferência de dados no ambiente de trabalho, aprimorando programas de computador comprados a preço de ouro pela empresa. O que normalmente não percebem é que, nesse momento, estão usando a criatividade em cada uma dessas atividades. São tarefas diárias, onde a criatividade (imaginação)  aparece sem o glamour de obras de arte.

Adoro receitas, métodos, organização. Porém, mais que tudo isso, tenho necessidade de deixar um espaço livre para a imaginação. Aquele momento  ‘pitadinha de cada um de nós’ no que estou fazendo. Colocar minha assinatura no que estou desenvolvendo, você não?

Muitas vezes, por questões de cobranças profissionais principalmente, começamos a teorizar nossas atividades cotidianas. Não sou a primeira e nem serei a última a não concordar com conceitos simples dos ditos novos métodos  comportamentais empresariais e o vocabulário inovador. São vestimentas modernas para velhos corpos.

Algumas situações não permitem tal arroubo, devemos seguir o método e pronto. De forma imperativa, sem assinatura, sem reconhecimento, sem palmas, mas ainda assim, com o tempo, podem ser melhoradas.  Por outro lado,  o universo  exige ainda que pensemos – dentro ou fora da caixa – que deixemos espaço para a criatividade. E, mais que deixar espaço, que tenhamos a possibilidade infinita e por vezes cósmica de usarmos a imaginação/criatividade.  Nesse instante, por ser algo tão íntimo e próprio, estaremos assinando – dentro ou fora da caixa, tanto faz – a nossa obra.

*Publicado em 18/01/2018 no site osegredo.com.br – Pensando dentro ou fora da caixa

SER VOLUNTÁRIA… ME FAZ SER UMA PESSOA MELHOR!

Trabalho voluntário não é coisa de gente santa. Não é para quem quer mudar o mundo ou ser bem visto. Trabalho voluntário é para quem quer mudar a si mesmo e está disposto a aprender por meio do contato com novos mundos.

É uma excelente ferramenta de empatia, onde o aprendiz ensina mais que o professor.

Voluntariar é transbordar de tanto aprendizado e gratidão, é superar dores e desafios inimagináveis, porque vê na história do outro as bênçãos da própria vida. A nossa maior ligação é humana, feita de respeito e gentileza.

Onde existem voluntários, existe a mistura das cores, das classes, das crenças e de passados. A curiosidade pelo outro alimenta a nossa alma sedenta por sentimentos reais!

Voluntariar é doar amor para curar a dor do outro, e sem saber, descobre que esse é o remédio para curar a nossa própria.

Em todos esses mundos eu encontrei um olhar de gratidão profundo, desses que desconstroem quem achávamos que éramos e faz renascer quem realmente queremos ser nesse mundo.

By Maria Cristina Pedroso Pittelli

SAUDADES…

Saudades… Sinto saudades de tudo que marcou a minha vida. Quando vejo retratos, quando sinto cheiros, quando escuto uma voz, quando me lembro do passado, eu sinto saudades…

Sinto saudades de amigos que nunca mais vi, de pessoas com quem não mais falei ou cruzei… Sinto saudades dos que foram e de quem não me despedi direito ! Daqueles que não tiveram como me dizer adeus; sinto saudades das coisas que vivi e das que deixei passar, sem curti na totalidade. Quantas vezes tenho vontade de encontrar não sei o que… Não sei onde… Para resgatar alguma coisa que nem sei o que é e nem onde perdi.

By Clarice Lispector…

PRA VIVER MELHOR…

Pra viver melhor…

Não se preocupe, se ocupe.

Ocupe seu tempo, ocupe seu espaço, ocupe sua mente.

Não se desespere, espere.

Espere a poeira baixar, espere o tempo passar, espere a raiva desmanchar.

Não se indisponha, disponha.

Disponha boas palavras, disponha boas vibrações, disponha sempre.

Não se canse, descanse.

Descanse sua mente, descanse suas pernas, descanse de tudo.

Não menospreze, preze.

Preze por qualidade, preze por valores, preze por virtudes.

Não se incomode, acomode

Acomode seu corpo, acomode seu espirito, acomode sua vida.

Não desconfie, confie.

Confie no seu sexto sentido, confie em você, confie em Deus.

Não se torture, ature.

Ature com paciência, ature com resignação, ature com tolerância.

Não pressione, impressione.

Impressione pela humildade, impressione pela simplicidade, impressione pela elegância.

Não crie discórdia, crie concórdia.

Concórdia entre nações, concórdia entre pessoa, concórdia pessoal.

Não maltrate, trate bem.

Trate bem as pessoas, trate bem os animais, trate bem o planeta.

Não se sobrecarregue, recarregue.

Recarregue suas forças, recarregue sua coragem, recarregue sua esperança.

Não atrapalhe, trabalhe.

Trabalhe sua humanidade, trabalhe suas frustrações, trabalhe suas virtudes.

Não conspire, inspire.

Inspire pessoas, inspire talentos, inspire saúde.

Não se apavore, ore.

Ore a Deus, ore aos santos, ore às forças e as energias.

Somente assim viveremos dias melhores.

Então não perca tempo, aproveite seu tempo!

By Bruno Pitanga

PRA VIVER MELHOR…

Pra viver melhor…

Não se preocupe, se ocupe.

Ocupe seu tempo, ocupe seu espaço, ocupe sua mente.

Não se desespere, espere.

Espere a poeira baixar, espere o tempo passar, espere a raiva desmanchar.

Não se indisponha, disponha.

Disponha boas palavras, disponha boas vibrações, disponha sempre.

Não se canse, descanse.

Descanse sua mente, descanse suas pernas, descanse de tudo.

Não menospreze, preze.

Preze por qualidade, preze por valores, preze por virtudes.

Não se incomode, acomode

Acomode seu corpo, acomode seu espirito, acomode sua vida.

Não desconfie, confie.

Confie no seu sexto sentido, confie em você, confie em Deus.

Não se torture, ature.

Ature com paciência, ature com resignação, ature com tolerância.

Não pressione, impressione.

Impressione pela humildade, impressione pela simplicidade, impressione pela elegância.

Não crie discórdia, crie concórdia.

Concórdia entre nações, concórdia entre pessoa, concórdia pessoal.

Não maltrate, trate bem.

Trate bem as pessoas, trate bem os animais, trate bem o planeta.

Não se sobrecarregue, recarregue.

Recarregue suas forças, recarregue sua coragem, recarregue sua esperança.

Não atrapalhe, trabalhe.

Trabalhe sua humanidade, trabalhe suas frustrações, trabalhe suas virtudes.

Não conspire, inspire.

Inspire pessoas, inspire talentos, inspire saúde.

Não se apavore, ore.

Ore a Deus, ore aos santos, ore às forças e as energias.

Somente assim viveremos dias melhores.

Então não perca tempo, aproveite seu tempo!

By Bruno Pitanga

LISTA DO QUE NÃO FAZER!

Todo início de ano em nossas resoluções de ano novo costumamos assumir compromissos internos e pessoais de coisas para fazer: Dieta, academia, aprender um instrumento, buscar novos ares, etc.

Eu estava viajando na mudança de ano e para fazer algo diferente, só me deixei levar. Não prometi nada a ninguém e tampouco a mim mesma. Só agradeci. Agradeci ao Universo por estar onde estávamos. Por estar com as pessoas que dividiam comigo aquele momento. Por aquele momento. Nada mais nada menos.

Fim de férias agora. Planejamento do ano – pessoal e profissional. Se não planejamento pelo menos organização. Assim como voltar de viagem nos exige o desfazer das malas, lavar roupas, organizar casa; o começo de um novo ciclo nos remete a este planejamento. Mas, diferente dos anos anteriores, cá estou eu, não planejando o que fazer neste ano, mas sim o que não fazer.

Temos tanto para conhecer, aprender e descobrir que, nos limitarmos dentro de um Quero fazer ou Vou fazer diminui nossas fronteiras, estrangula inúmeras possibilidades. Assim sendo, se considerarmos o que não gostamos e o que não aceitamos;  o que nos faz mal ou nos fere, preferível criar uma lista de NÃO FAZER.

A lista do NÃO FAZER, inicialmente mais simples, é muito mais profunda. Assumirmos o que não faremos mais ou o que não permitiremos que façamos ou que façam conosco, requer muito mais determinação e esforço pessoal. E, a partir daí, passa a ser uma resolução, uma determinação.

No momento em que nos damos o direito de não fazermos certas coisas ou de não tolerarmos mais certos comportamentos próprios ou de terceiros está plantada a semente da mudança. Passamos nós a ser a mudança, o agente realizador de nossas vontades. E então o universo se abrirá em novas possibilidades e experiências.

O não será assertivo se for usado a seu favor. Ao contrário de ser egoísta ele remete e resgata a autoestima. E será sempre uma excelente resolução.

Não nos permitamos ser magoados,  usados ou o que não somos. Não façamos o que os outros esperam de nós se isso nos prejudica ou nos faz mal. Não sejamos a melhor pessoa através da medida dos outros e sim através de nossa própria régua.  Sejamos! Sejamos autênticos, donos de nosso destino e por fim, assumamos nossas responsabilidades. Muitas vezes não sabemos detalhadamente o que queremos, mas certamente, em nosso íntimo, sabemos o que não.

Namastê!

* Publicado no site Osegredo.com.br em 18/01/2017 – minha lista do não fazer

MULHER AO CENTRO DE VIDA.

Gosto muito desta crônica de Diego Engenho Novo, ela me identifica muito. E você o que acha? Leiam:

Chegou ao meio da vida e sentou-se para tomar um pouco de ar. Não sabia explicar. Não era cansaço, nem estava perdida. Notou-se inteira pela primeira vez em todos esses anos. Parou ali, entre os dois lados da estrada e ficou observando as margens da sua história, a estrada da vida ficando fininha, calando-se de tão longe que ia.

Estava em paz observando a menina que foi graciosa, cheia de vida. Estava olhando para si mesma e nem notou. Ali, naquele instante estava recebendo um presente. Desembrulhava silenciosamente a sabedoria que tanto pediu para ter mais.

Quando a mulher chega à metade da estrada da vida, começa lentamente a ralentar o passo. Já notou como tem gente que adora conturbar a própria rotina, alimentar o próprio caos? Ela não.

Não mais.

Deixa que passem, deixa que corram, a vida é curta demais para acelerar qualquer coisa. Ela quer sentir tudo com as pontas dos dedos, ela quer notar o que não viu da primeira vez. Senhora do seu próprio tempo.

Percebeu, à metade da vida, que caminhou com elegância, que viveu com verdade, que guiou a própria sombra na estrada em direção ao amor. E como amou! Amor por si, pelos outros, amou em dobro, amou sozinha, amou amar. A mulher ao centro da vida traz a leveza que os anos teceram, pacientemente. Escuta bem mais, coloca a doçura à frente das palavras, guarda as pessoas com preciosismo. Aquela mulher já perdeu pessoas demais.

Sentada ali, ao centro da própria vida, decidiu seguir um pouco mais. Há mais estrada para caminhar, mais certezas para perder, mais paixão para trilhar. Não há dádiva maior do que compreender-se, que encontrar conforto para morar em si mesmo, que perdoar-se de dentro pra fora. Ao centro da vida ela descobriu que a gente não se acaba, a gente vai mesmo é se cabendo, a cada ano um pouco mais.

Ao meio da estrada, ela já não dorme tanto, mas sonha bem mais. Sonha pelo simples exercício de sonhar. Sonha porque notou que é o sonho que tempera a vida. Aprendeu a parar de ficar encarando as linhas do corpo. Seu espírito teso, seu riso aberto, sua fé gigante não têm rugas, nem celulite, sem encanação. Descobriu que o segredo é prestar atenção no melhor das coisas, nas qualidades das pessoas, nas belas costas que tem e deixá-las ao alcance da vista dos outros.

Adoro este Texto de Diego Engenho Novo.

ATIVANDO SUA ESSÊNCIA.

Sente-se num lugar calmo e iluminado. Pode ser dentro de casa, assim como no quintal, no parque, à beira mar.

Se estiver sentado em cadeira, busque uma posição confortável. Costas eretas, pés inteiros no chão. Se não houver cadeira, sente-se em posição de lótus ou o mais próximo dela. Coluna ereta. Em ambos os casos, deixe as mãos sobre as pernas, relaxadas.

Encontre um ponto à sua frente para fixar a visão e respire lentamente. Inspire e expire pelas narinas lentamente.

Agradeça ao seu Deus de devoção. Agradeça ao Universo. Agradeça a si mesmo. Sinta a presença divina ao seu redor e dentro de seu próprio coração.

Continue a respirar lentamente, mirando o ponto a sua frente.

Sinta a luz em movimento ao seu redor. Perceba a luz e as sombras. Agradeça a luz que te envolve. Reconheça que a sombra nem sempre é  escuridão. É apenas um obstáculo momentâneo à passagem direta da luz. Resgate a sensação interna da luz. Respire e agradeça a luz interna e externa e perceba ali a sua essência.

Busque dentro de si amorosidade e bondade. Em oração, deseje que estes sentimentos se espalhem pelo mundo. Luz, bondade, amorosidade.

Respirando lentamente, reconheça a sua força interior. Agradeça. Perceba quando da força, toda sua coragem. Sinta-se amparado pela força do Universo. Agradeça. Em oração, deseje que estes sentimentos se espalhem pelo mundo. Luz, bondade, amorosidade, força e coragem.

Ainda com os olhos fixos no ponto, sinta como o amor cresce dentro de você. Sinta a plenitude do amor universal dentro do seu coração e da sua mente consciente.

Agradeça. Perceba que amor atrai amor. Luz atrai mais luz. Harmonia atrai harmonia.

Perceba que com o coração leve de tanto amor; com a mente forte pelo reconhecimento de sua coragem, ainda que fatos negativos lhe atinjam, você estará pronto para enfrenta-los. Deixe o amor e paz universais fluírem dentro de você. Permita que eles transcendam seu interior.

Seja um farol de luz.

Seja fonte de força e coragem.

Seja a paz e o amor que tanto almeja.

Inspire e expire fundo ainda lentamente. Agradeça pelo que é.

Mais que tudo, permita-se ser.

*Publicado no site osegredo.com.br em 02.05.18 – Ativando sua essência – by Gicapinica

DESLIGAR PARA CONTINUAR LIGADA…

Há pouco recebi um e-mail de uma amiga, blogueira de viagens, avisando que estava seguindo para o Amazonas e que estaria desligada das redes sociais por alguns dias, por falta de sinal, mas também para se “reconectar, limpar, repensar, revisar, enxergar, escutar, observar, entender… simplesmente pensar ou simplesmente deixar de pensar!”

Ela está indo longe para isso. Faz parte da vida dela e do propósito que busca. Viajou para ganhar uma experiência de vida e na volta  dividir conosco o que viu e o que passou. Não que Amazonas seja tão distante assim, para quem, como ela, já viajou o mundo todo. Estar distante nesse caso é a separação física e mental que todos precisamos para, como ela mencionou, nos reconectarmos, repensarmos, observarmos e entendermos. E, este foi o mote para o texto de hoje.

Algumas pessoas se aproveitam do autoconhecimento. Reconhecem quando necessitam reformular suas rotas; redefinir seu rumo, seja por alterações bruscas ou tomada de decisões bem pensada, pesada e analisada.

Outras partem para este reencontro após uma crise grave. Crises de relacionamento, doença ou morte de alguém próximo mexem com o íntimo tão profundamente que é necessário chafurdar na lama por um período para então ressurgir como uma for de lótus. O luto da situação mesclado ao renascimento próprio.

Outras ainda são levadas pelo acaso, como se ao se olharem no espelho vissem refletido um nada – a não imagem, e a partir de então, percebem a necessidade de se reconstruírem.

Pontos em comum desta busca? Desligamento do corpo e da mente da superficialidade. Afastamento de energia negativa – seja de pessoas, objetos e pensamentos. Introspecção.

É uma tomada de decisão para uma longa e profunda viagem interna. Conhecer mais detalhadamente seu próprio pensamento; repensar suas ações/reações; revisar comportamentos; destruir crenças ou tomar decisões. Ter seu momento de epifania.

Qual é este tempo? Cada um determina o seu. Pode ser uma tarde sozinha em casa – sem televisão, internet, filhos, marido, cachorro e papagaio – apenas com foco: repensar a própria história, a própria vida. Rever os caminhos trilhados e traçar novas rotas. Mergulhar no mais fundo do próprio ser para se ‘re-conhecer’.

O importante, nesse momento, é não ter obrigação de atender quem quer que seja,  a não ser os próprios desejos. Não dar satisfação, atenção ou ouvir o que não seja seu próprio coração e sua intuição. Dar-se  o tempo necessário para observar o entorno com atenção, reconhecendo sinais, absorvendo seu sentido.

E se uma tarde não for o suficiente e não dispuser mais tempo deste afastamento, permitir-se um tempo diariamente para, em tranquilidade, fechar os olhos e respirar, lenta e pausadamente, em estado meditativo, com intenção e atenção voltadas apenas a si própria. E, a partir dai prestar atenção aos sinais do Universo.

Perceba-se. Reconstrua-se. Reaprenda. Permita-se desligar para continuar ligada.

*Publicado em 19.06.18 no site osegredo.com.br – Desligar para continuar ligada