DENTRO E FORA!

A menina que me habita é assim… Adorei esse poema de #LuanJessan…me lembrei de todas nós!!! Leiam:

“#Porfora tenho tantos anos que vc nem acredita.

#Pordentro, doze ou menos, e me acho mais bonita.

Por fora, óculos; algumas rugas, gordurinhas, prata nos tintos cabelos.

Por dentro sou dourada, alma imaculada, corpo de modelo.

Por fora, batem paixões contra o peito.

Paixões por versos, pinturas, filosofia e amigos sem despeito.

Por dentro, sei me cuidar, vivo a brincar, meio sem jeito.

Não me derrota a tristeza; não me oprime a saudade;

Não me demoro padecente.

E é por viver contente que concluo sem demora: é a menina que vive por dentro, que alegra a #mulher de fora! ”

O QUE A MEMÓRIA AMA, FICA ETERNO.

Quando penso nas memórias de minha vida… no que já aprendi, vivi e revivi… sei bem que fica tudo eternamente guardado dentro de nós, mas basta um gatilho pra fazer disparar todas as lembranças daquilo que nos marcou com significado dentro de nós. Adélia Prado descreve tudo isso neste artigo: leia…

Quando eu era pequena, não entendia o choro solto da minha mãe ao assistir a um filme, ouvir uma música ou ler um livro. O que eu não sabia é que minha mãe não chorava pelas coisas visíveis. Ela chorava pela eternidade que vivia dentro dela e que eu, na minha meninice, era incapaz de compreender.

O tempo passou e hoje me emociono diante das mesmas coisas, tocada por pequenos milagres do cotidiano.

É que a memória é contrária ao tempo. Enquanto o tempo leva a vida embora como vento, a memória traz de volta o que realmente importa, eternizando momentos. Crianças têm o tempo a seu favor e a memória ainda é muito recente. Para elas, um filme é só um filme; uma melodia, só uma melodia. Ignoram o quanto a infância é impregnada de eternidade.

Diante do tempo, envelhecemos, nossos filhos crescem, muita gente parte. Porém, para a memória, ainda somos jovens, atletas, amantes insaciáveis. Nossos filhos são crianças, nossos amigos estão perto, nossos pais ainda vivem.

Quanto mais vivemos, mais eternidades criamos dentro da gente. Quando nos damos conta, nossos baús secretos – porque a memória é dada a segredos – estão recheados daquilo que amamos, do que deixou saudade, do que doeu além da conta, do que permaneceu além do tempo.

A capacidade de se emocionar vem daí, quando nossos compartimentos são escancarados de alguma maneira. Um dia você liga o rádio do carro e toca uma música qualquer, ninguém nota, mas aquela música já fez parte de você – foi o fundo musical de um amor, ou a trilha sonora de uma fossa – e mesmo que tenham se passado anos, sua memória afetiva não obedece a calendários, não caminha com as estações; alguma parte de você volta no tempo e lembra aquela pessoa, aquele momento, aquela época…

Amigos verdadeiros têm a capacidade de se eternizar dentro da gente. É comum ver amigos da juventude se reencontrando depois de anos – já adultos ou até idosos – e voltando a se comportar como adolescentes bobos e imaturos. Encontros de turma são especiais por isso, resgatam as pessoas que fomos, garotos cheios de alegria, engraçadinhos, capazes de atitudes infantis e debilóides, como éramos há 20 ou 30 anos. Descobrimos que o tempo não passa para a memória. Ela eterniza amigos, brincadeiras, apelidos… mesmo que por fora restem cabelos brancos, artroses e rugas.

A memória não permite que sejamos adultos perto de nossos pais. Nem eles percebem que crescemos. Seremos sempre “as crianças”, não importa se já temos 30, 40 ou 50 anos. Pra eles, a lembrança da casa cheia, das brigas entre irmãos, das estórias contadas ao cair da noite… ainda são muito recentes, pois a memória amou, e aquilo se eternizou.

Por isso é tão difícil despedir-se de um amor ou alguém especial que por algum motivo deixou de fazer parte de nossas vidas. Dizem que o tempo cura tudo, mas não é simples assim. Ele acalma os sentidos, apara as arestas, coloca um band-aid na dor. Mas aquilo que amamos tem vocação para emergir das profundezas, romper os cadeados e assombrar de vez em quando. Somos a soma de nossos afetos, e aquilo que amamos pode ser facilmente reativado por novos gatilhos: somos traídos pelo enredo de um filme, uma música antiga, um lugar especial.

Do mesmo modo, somos memórias vivas na vida de nossos filhos, cônjuges, ex-amores, amigos, irmãos. E mesmo que o tempo nos leve daqui, seremos eternamente lembrados por aqueles que um dia nos amaram.

COMO E (PORQUE) MESCLAR GERAÇÕES NA EMPRESA.

Tenho pensado muito ultimamente sobre as diferentes gerações que podem e devem aprender e crescer muito juntas no mundo corporativo e na vida. Nossa experiência é tão valiosa… juntando com o conhecimento tecnológico do jovem. Temos muito a ganhar. Neste artigo podemos enxergar bem isso: inteligência emocional x inteligência digital Leiam:

Segundo o consultor estratégico do Airbnb, Chip Conley, a inteligência digital dos millennials ganha quando em contato com a inteligência emocional dos mais velhos — e vice-versa.

“Pela primeira vez na história, cinco gerações convivem no lugar de trabalho. Isso é uma enorme oportunidade. E uma dificuldade,” diz Chip Conley, fundador da Modern Elder Academy, uma escola para preparar adultos para a “velhice moderna”. Palestrante no evento promovido hoje (11/09) por Época NEGÓCIOS, com apoio do Google Campus, em preparação para o Festival de Inovação e Cultura Empreendedora, Chip conhece bem o potencial e os desafios da parceria geracional.

Ele era um “idoso” de 52 anos em 2013, quando foi trabalhar em uma startup que começava a crescer: o Airbnb. “Eu tinha o dobro da idade de qualquer outro no escritório e me sentia um idiota, porque não tinha a menor ideia do que estavam falando. Pensei em ir embora”, diz. “Aos poucos, fui promovendo uma troca: os jovens têm inteligência digital e eu, mais velho, tenho inteligência emocional”. Conley se tornou guru do jovem fundador da empresa, Brian Chesky e, desde então, o valor da startup saltou de US$ 10 bilhões para mais de US$ 30 bilhões. “Brian me disse: eu o contratei pelo seu conhecimento, mas o que você nos traz é sabedoria”, diz. 

A troca entre inteligência digital e emocional é benéfica para as gerações e para a inovação. “Empresas com diversidade de pensamento são mais produtivas. As companhias estão acostumadas a promover variedade de gênero, mas o maior impacto vem da diversidade etária”, diz. “O cérebro encolhe, com a idade, de tal maneira que os hemisférios esquerdo e direito se tornam mais próximos. A pessoa consegue transitar mais facilmente entre a fantasia e a análise”. Chip propõe algumas formas de cultivar a inclusão geracional:

Faça feiras de conhecimentos

Promova encontros informais, de fim de tarde, para os funcionários dizerem o que sabem e o que gostariam de saber. Mutuamente interessados, poderão promover uma troca. “Não chame de mentoria, porque o termo assusta, mas é essa a ideia”, diz Chip.

Mapeie e estimule os sábios

Funcionários experientes que não sobem na carreira executiva frequentemente se consideram (e são considerados) pouco úteis. “Eles são estratégicos. É possível identificá-los e montar um mapa de calor na empresa, para saber como e quando aproveitar seu potencial”, diz Chip. “75% dos millennials afirmam que gostariam de contar com um mentor, mas apenas 2% têm um”, diz Chip. “Essa minoria é justamente a que não fica pulando de uma startup para outra. Orientação é uma ótima forma de reter talentos”.

Estimule a identidade

É curioso pensar em homens brancos de 50 anos como minoria, mas, conforme isso se torna realidade no ambiente de trabalho, sua organização em grupo pode ser estimulada. “Funcionários mais velhos formam um grupo de interesses comuns, podem se organizar para trocar experiências e propor ideias”.  

Saiba reconhecer a sabedoria

Para cultivar os sábios, é importante saber o que é sabedoria no ambiente corporativo. Para Chip, ela não é meramente o conhecimento acumulado. “Conhecimento acumulado é o que eu encontro numa busca no Google. Isso não é tão importante”, afirma Chip. “Sabedoria é a capacidade de destilar a vivência em poucos e bons aprendizados”.

https://www.ted.com/talks/chip_conley_measuring_what_makes_life_worthwhile/up-next?language=pt#t-30813

Fonte: Marcelo Moura, Época

LÁPIDE!

A paz

Com certeza #JoséSaramago sempre me surpreende, também às vezes fico indignada com tantas questões… coisas que nunca melhoram… nunca mudam… vida que segue. Poderia muito bem estar escrito assim na minha lápide…. leia:

“Quando eu morrer… se pusessem uma lápide no lugar onde ficarei, poderia ser algo assim: “Aqui jaz, indignado, fulano de tal”. Indignado, claro, por duas razões: a primeira, por já não estar vivo, o que é um motivo bastante forte para indignar-se; e a segunda, mais séria, indignado por ter entrado num mundo injusto e ter saído de um mundo injusto. Mas temos de continuar, de continuar andando, temos de continuar”

E você como faria ?

AS DORES E AS DELÍCIAS DE SE ENVELHECER…

Este post destaca uma Roda de Conversa sobre #envelhecerbem. Leiam:

As dores e as delícias de se #envelhecer foi o tema de uma roda de conversa que aconteceu em pleno sábado (19/10/2019) à noite no átrio da #LivrariaCulturadoConjuntoNacional, em São Paulo, pelo pessoal do #GrupoTrabalho60+ com Beltrina Corte (jornalista). Antes da roda, brincaram com um flashmob musical com uma liberdade de ser invejável, porque ali estavam a fim de brincarem e protagonizarem suas velhices sem vergonha.

É isso que me encanta nas velhices que estão por aí botando suas caras. Sem vergonha de se assumirem velhos ou velhas, afinal é isso que somos, gostemos ou não. E velhos/velhas porque simplesmente vivenciamos a fase da vida chamada #velhice. Simples assim. Temos mais é que botar para fora o que nos incomoda com essas palavras e tornar a vida mais leve. Se o que nos incomoda lá no fundo é a nossa #finitude, vamos então buscar espaços para que possamos falar de nossos demônios e enxergar a velhice uma etapa de oportunidades. É isso que faz o grupo Trabalho 60+ com maestria, indo na contramão do discurso que circula por aí de que a velhice é uma fase de declínio, de degeneração, de fim de linha. E é por isso que cada vez mais venho me identificando com o grupo. É o orgulho de sermos #velhos que nos aproxima.

A convite do Grupo Trabalho 60+, especialmente da Márcia Cabral, participei da roda de conversa, junto com Eduardo Meyer (o criador do Grupo), Martha Kastrup, Natália Verdi, Ana Michela Lista Merchan e Ary Filler. Um espaço em que damos a conhecer o que pensamos, o que vivenciamos e o que observamos a respeito desta etapa da vida, em que cada um de nós é uma história, daí falarmos de velhices plurais. No meu lugar de fala, onde incorporo anos de estudo sobre o #envelhecimento mais a experiência de vivenciar aquilo que eu estudo, venho observando um fato que é muito comum no desenvolvimento da sociedade: uma distância entre os fatos e o pensamento.

Em outras palavras, entre o envelhecimento prolongado como acontecimento da vida e a maneira que pensamos sobre ele. Ou seja, vivenciamos em nosso cotidiano velhices totalmente distintas àquelas que foram vividas por nossos pais, avós, bisavós. No entanto, apesar de sermos velhos diferentes, em nossas cabeças, quando falamos de velhos ou velhices, o que nos vem à cabeça é aquela imagem antiga, onde a velhice carrega toda carga negativa do universo.

Essas imagens foram construídas ao longo de nossa história. Jérôme Pellissier, em 2013, no texto “Com que idade nos tornamos velhos” publicado no Le Monde Diplomatique Brasil já dizia, “Não é coincidência que os três discursos dominantes sobre os #idosos sejam de ordem demográfica, médica e econômica: em vez de pensar a velhice, nos concentramos no número, nos corpos e no custo”. Hoje eu me atrevo acrescentar mais um discurso, o “midiático”, que ao proclamar os “talentos grisalhos” está, justamente, mantendo a velhice e o envelhecimento na ignorância e no silêncio.

Em parte, a culpa tem sido nossa ao incorporarmos esses discursos em nossos cotidianos, e por muitas vezes negarmos a velhice, ao invés de afirmá-la, orgulhosamente, de falar sobre ela, sobre nossos medos, como lembrou Ary Filler, Márcia Cabral, Natália Verdi e Ana Michela Merchan. De pensar a velhice como oportunidade para sabermos quem somos, oportunidade para nosso aprimoramento espiritual. Oportunidade para valorizar o cotidiano, as relações, os afetos.

Na roda de conversa essa questão foi colocada, a de temor a velhice e ser velho. Mas sabemos que o enfoque excessivo nas perdas e declínio só acentua a vulnerabilidade que prejudica as possibilidades de independência e autonomia, e a aceitação da velhice como condição contemporânea de ser.

E Martha Kastrup, orgulhosamente defendeu sua idade e o título de ser velha. Ah, seria tão bom se a gente não tivesse vergonha de ser o que é!

Somos velhos contemporâneos. Não novos velhos, porque não precisamos colocar a palavra “novos” na frente de velhos para sermos aceitos pela sociedade. Simplesmente velhos contemporâneos.

Protagonistas de nossas velhices, que são plurais.

Papos como esses, em lugares abertos, deveriam ser replicados, a fim de provocar reflexões nas pessoas. De velhos e não velhos ouvirem da boca de outros velhos contemporâneos que o envelhecimento é vida e a vida se faz de polaridade o tempo todo, de perdas e ganhos, de tristezas e alegrias, de saúde-doença…, o tempo todo, e em todas as fases da vida.

Não estávamos ali para idealizar (nem negativa nem positivamente) a velhice, porque a vida é esse ciclo dinâmico. Mas o que estávamos fazendo ali, na roda de conversa, era justamente recuperando, nesse ciclo dinâmico, de que a velhice também produz coisas muito positivas. E o Grupo Trabalho 60+ é uma amostra de que os velhos podem contribuir com a sociedade.

Penso sinceramente que rodas de conversa como esta, ou como muitas que fazemos no Espaço Longeviver, é, talvez, a maior oportunidade que se poderá ter em nosso Longeviver para descobrirmos o humano que há em cada um de nós e o velho digno, e orgulhoso de si, que daí poderá sair.

Eu estou começando a fazer parte deste grupo maravilhoso.

Fonte: https://www.portaldoenvelhecimento.com.br/as-dores-e-as-delicias-de-se-envelhecer/

Roda de Conversa – Livraria Cultura com:

Grupo Trabalho 60+

Site: http://www.trabalho60mais.com.br/

Facebook: https://www.facebook.com/negocio60mais/

PRECE DA EXPERIÊNCIA!

meditar

Ri muito dessa oração. Salve Nossa Senhora da Terceira Idade! Genial e bem-humorada. Leiam:
Ó Senhor, tu sabes melhor do que eu que estou envelhecendo a cada dia. Sendo assim, Senhor, livra-me da tolice de achar que devo dizer algo, em toda e qualquer ocasião.
Livra-me, também, Senhor, deste desejo enorme que tenho de querer pôr em ordem a vida dos outros.
Ensina-me a pensar nos outros e ajudá-los, sem jamais me impor sobre eles, mesmo considerando, com modéstia, toda a sabedoria que acumulei e que penso ser uma lástima não passar adiante.
Tu sabes, Senhor, que desejo preservar alguns amigos e uma boa relação com os filhos, e que só se preservam os amigos e os filhos quando não há intromissão na vida deles…
Livra-me, também, Senhor, da tolice de querer contar tudo com os mínimos detalhes e minúcias, mas dá-me asas para voar diretamente ao ponto que interessa.
Não me permita falar mal de alguém e ensina-me a fazer silêncio sobre minhas dores e doenças. Ambos estão aumentando e, com isso, a vontade de descrevê-los vai crescendo a cada dia que passa.
Não ouso pedir o dom de ouvir com alegria a descrição das doenças alheias; seria pedir demais. Mas, ensina-me, Senhor, a suportar ouvi-las com alguma paciência.
Ensina-me a maravilhosa sabedoria de saber que posso estar errado em algumas ocasiões. Já descobri que pessoas que acertam sempre são maçantes e desagradáveis.

perdoar 1
Mas, sobretudo, Senhor, nesta prece de envelhecimento, peço:
Mantenha-me o mais amável possível.
Livrai-me de ser santo. É difícil conviver com santos! Mas um velho ou velha rabugentos, Senhor, é obra prima do capeta! Me poupe para que eu seja tolerado!
Amém!
Fonte: Autor Desconhecido.

OS SEXALESCENTES DO SÉCULO XXI.

Quando li este artigo “Os #Sexalescentes do Século XXI” de #MiriamGoldenberg, logo pensei que é isso que eu penso e sinto. Somos revolucionários de uma geração. Sempre fomos… Estamos num momento de mudança grande sobre como queremos #envelhecer.

Eu estou indo atrás… sair do sofá foi minha primeira opção… descobrir e aprender novas coisas é o que estou fazendo agora. Sou protagonista… sou uma #sexalescente e você? Leia:

“Se estivermos atentos, podemos notar que está surgindo uma nova faixa social, a das pessoas que estão em torno dos sessenta/setenta anos de idade, os sexalescentes é a geração que rejeita a palavra “#sexagenário”, porque simplesmente não está nos seus planos deixar-se envelhecer.

Trata-se de uma verdadeira novidade demográfica, parecida com a que em meados do século XX, se deu com a consciência da idade da adolescência, que deu identidade a uma massa de jovens oprimidos em corpos desenvolvidos, que até então não sabiam onde meter-se nem como vestir-se.

Este novo grupo humano, que hoje ronda os sessenta/setenta anos, teve uma vida razoavelmente satisfatória. 

São homens e mulheres independentes, que trabalham há muitos anos e conseguiram mudar o significado tétrico que tantos autores deram, durante décadas, ao conceito de trabalho.

Procuraram e encontraram, há muito, a atividade de que mais gostavam e com ela ganharam a vida.

Talvez seja por isso que se sentem realizados! Alguns nem sonham em #aposentar-se. E os que já se aposentaram gozam plenamente cada dia, sem medo do ócio ou solidão. Desfrutam a situação, porque depois de anos de trabalho, criação dos filhos, preocupações, fracassos e sucessos, sabem olhar para o mar sem pensar em mais nada, ou seguir o voo de um pássaro da janela de um 5º andar…

Algumas coisas podem dar-se por adquiridas. 

Por exemplo: não são pessoas que estejam paradas no tempo: a geração dos “sessenta/setenta”, homens e mulheres, maneja o computador como se o tivesse feito toda a vida. Escrevem aos filhos que estão longe e até se esquecem do velho telefone fixo para contatar os amigos – mandam WhatsApp ou e-mails com as suas notícias, ideias e vivências.

De uma maneira geral estão satisfeitos com o seu estado civil, e, quando não estão, procuram mudá-lo. Raramente se desfazem em prantos sentimentais.

Ao contrário dos jovens, os sexalescentes conhecem e pesam todos os riscos. Ninguém se põe a chorar quando perde: apenas reflete, toma nota e parte pra outra…

Os homens não invejam a aparência das jovens estrelas do desporto, ou dos que ostentam um traje Armani, nem as mulheres sonham em ter as formas perfeitas de uma modelo.

Em vez disso, conhecem a importância de um olhar cúmplice, uma frase inteligente ou um sorriso iluminado pela experiência.

Hoje, as pessoas na idade dos sessenta/setenta, estão estreando uma idade que não tem nome. Antes seriam #velhos e agora já não o são.

Hoje estão com boa saúde física e mental; recordam a juventude mas sem nostalgias parvas, porque a juventude, ela própria também está cheia de nostalgias e de problemas.

Celebram o sol a cada manhã e sorriem para si próprios. Talvez por alguma razão secreta, que só sabem e saberão os que chegarem aos 60/70 no século XXI”

Artigo de Miriam Goldenberg

VAI FICA TUDO BEM! ACREDITE…

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Queria te dizer que vai ficar tudo bem. Esta dor que você está sentindo agora, vai passar. Em breve você vai olhar para este momento e será apenas um momento. Uma lição, uma experiência, uma pedra no seu caminho que você ultrapassou.
Não será fácil, pode ser que demore muito. E mesmo depois que a dor passar, a cicatriz ficará para lembrá-lo de que somos humanos, choramos, sofremos, mas superamos.
Queria abraçá-lo e retirar toda a dor de seu coração. Com este gesto, faria seu mundo ficar bem novamente, curaria seus machucados.
Porém, não posso fazê-lo. Essa dor é sua, é necessária para que você aprenda, cresça e se torne alguém ainda mais especial. Essa dor é o combustível que o fará ser ainda mais incrível.
Portanto, aguente. Respire. Vai dar tudo certo. Como no antigo provérbio mexicano: “tentaram nos enterrar, mas não sabiam que éramos semente.”
Você pode estar sentindo tudo escuro ao seu redor. Não tenha medo, você foi enterrado, mas não irá morrer. Pelo contrário, irá tornar-se uma grande árvore, com raízes ainda mais fortes e galhos resistentes que balançam, mas não caem.
Essa dor é a semente de um novo você.
Contudo, você não está sozinho, não terá que enfrentar as intempéries da vida sozinho. Eu estou aqui.
Pode ser que você queira ficar sozinho, e está tudo bem, eu estou aqui, à distância, velando para que você nunca se esqueça da força que tem.
Quando a dor começar a passar, você verá um raio de sol. E então outro, e mais outro, até que o sol não será apenas uma ideia, e sim uma realidade. Sua nova realidade, iluminada e cheia de vida.
E eu estarei aqui, de longe ou de perto, como você preferir, torcendo, e te envolvendo em luz, pronta para lhe estender a mão e dizer que a vida não é fácil, outras dores virão, mas você vai superar, Como sempre faz. Vai passar, sempre passa. Acredite, confie e espere. O melhor da sua vida ainda está por vir.

perdoar

Fonte: Carolina Cavalcanti Pedrosa

A INCRÍVEL ARTE DE COZINHAR MAL… MESMO QUE VOCÊ TENTA ACERTAR!

cozinhar ogo

Outro dia li uma crônica de Ruth Manus no Estadão que me fez rir muito e ver que não estou sozinha… leiam:

Falam muito sobre cozinhar bem. Há milhares livros, programas de televisão, canais de youtube, sites, aplicativos. Ao redor do mundo, cozinheiros e chefs são observados, imitados e idolatrados por sua capacidade ou dom de cozinhar bem. Acho ótimo- e minha barriga também agradece aos seus talentos. Mas ninguém fala sobre a incrível arte de cozinhar mal.

Acho que no mundo existem quatro tipos de pessoas: as que gostam de cozinhar e cozinham bem, as que não gostam de cozinhar e simplesmente não cozinham, as que não gostam de cozinhar, mas precisam, e cozinham qualquer gororoba só pra sobreviver e, por fim, as que gostam de cozinhar e cozinham verdadeiramente mal, não se sabe bem o porquê.

É curioso. Juntar ingredientes deliciosos como cebola refogada, vinho branco, arroz carnarolli, queijo parmesão e presunto de parma e ficar uma delícia é fácil. Difícil é juntar cebola refogada, vinho branco, arroz carnaroli, queijo parmesão e presunto de parma e conseguir que fique uma merda. Ou seja, a arte de cozinhar mal às vezes pode ser muito mais complexa do que a arte de cozinhar bem- e sobre isso ninguém fala. É preciso ser quase um mago para conseguir alcançar certas proezas.

Morango, leite condensado, manteiga, chocolate em pó: conseguimos estragar? Conseguimos. Maionese, atum em lata e cebolinha: conseguimos errar? Conseguimos. Spaghetti, manjericão, azeite e sal. Também. Bolo de caneca. Também. Cuscuz marroquino. Também. Salada com tomate cereja e mozzarella. Também. É um talento raro, uma vocação ímpar, muito mais improvável do que a capacidade de preparar maravilhas com serenidade.

Fingimos que está tudo bem. Fingimos não criar expectativas de dar certo. Mas a realidade é que a gente sempre tenta acertar: segue receita, compra bons ingredientes, prepara com cuidado. Impossível dar errado. Mas dá. Não sabemos explicar, deve ser alguma influência do cosmo ou a posição de Júpiter no momento do nosso nascimento. Não há outra explicação para o fenômeno.

cozino mal

Não dá para negar uma certa tristezinha que nos invade a cada vez que a certeza se confirma: ficou uma porcaria. A gente já sabia que seria assim. Sempre sabemos. Mas “vai que”. Vai que é dessa vez. Vai que é hoje. Vai que dá certo. Mas não, voltamos para nossa posição e fama tradicionais: damos risada, dizemos que não sabemos o que houve, avisamos o pessoal que não é preciso comer. Os amigos tentam ser simpáticos, dizem que não está assim tão mau. Está.

Aguardamos o dia em que lancem o Master Chef Erro Atrás de Erro. No qual pessoas como nós poderão mostrar ao mundo como é possível pegar chocolate ao leite de boa qualidade, tentar derreter e transformá-lo em pequenos pedregulhos de açúcar marrom com cheiro de fumaça. Como seguir uma receita de bolo à risca e, ao abrir o forno, encontrar uma gigantesca sola de havaiana. Como grudar omelete em frigideira de tefal com meio litro de azeite. Como errar no chá. Acho bizarro que os canais de televisão nunca tenham pensado em investir nesse mistério. É arte, é dom, é um talento nato para transformar deliciosas iguarias em terríveis pesadelos.

Fonte: https://emais.estadao.com.br/blogs/ruth-manus/a-incrivel-arte-de-cozinhar-muito-mal

A VOZ DA AVÓ… E NADA MAIS!

Bia Barco Bus Paris 2015-06-09 19.42.13

Como sou uma vovó bem coruja, e tenho meu neto caçula Noah fazendo um aninho hoje…. gosto de pensar que no futuro vai lembrar de mim assim…

A voz da avó. Coisa poderosa. Não importa qual é o timbre, se é estridente, rouca ou tremida. Não importa se é mansa ou gritada. Não importa se é ou não capaz de entoar canções de ninar.
A voz da avó pode dizer tudo o que quiser sem que soe como exigência, afronta ou desaforo. A voz da avó tem carta branca e livre trânsito, não nos acua e mesmo quando pergunta o que não deve, não provoca qualquer sentimento de reprovação.
A voz da avó soa sempre como cuidado, como demonstração genuína de afeto, ainda que, às vezes, por vias tortas.
A mesma frase, na voz da mãe e na voz da avó soa completamente diferente.
“Você não comeu?”
Na voz da mãe é cobrança, na voz da avó é oferta. Na voz da mãe é preocupação, na voz da avó é cuidado. Na voz da mãe é ordem, na voz da avó é doce.
“Você está sem casaco?”
Na voz da mãe, vem bronca, na voz da avó, vem lã. Na voz da mãe é gripe, na voz da avó é chocolate quente. Na voz da mãe é “eu canso de falar pra você se agasalhar”, na voz da avó nunca tem cansaço, mesmo com as cordas vocais já tão gastas.
Longe de ser uma acusação às mães. Muito pelo contrário. Mães são o que tem que ser: educação, firmeza, base. Já avós, podem se dar o luxo de ser o que querem ser: delícia, leveza, afago.
Nem sempre elas dirão coisas boas. Às vezes vão dar seus gritos, seus resmungos, suas reclamadas. Porque são humanas. Aliás, são deliciosamente humanas.
Feche os olhos, ouça a voz de sua avó.

avo-neto-brincando
Faça uma gravação imaginária. Guarde na sua melhor gaveta. Ouça de novo. Garanta que não esquece. As avós não duram para sempre. Mas a voz delas sim. A voz delas marca e fica. Ouça enquanto pode e guarde naquela sua gaveta. Na melhor gaveta de todas que é a do coração, já que não podemos simplesmente atracá-las ao peito.”

avos e maos

(Autor desconhecido)