SEXUALIDADE DEPOIS DOS 60 ANOS.

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“Tento resolver todos os dias a minha sexualidade”. Padre Fábio de Melo.                                            Muito interessante este Post onde Dr. Drauzio Varella entrevista a médica psiquiatra Dra Carmita Abdo sobre a sexualidade depois dos 60 anos publicado no Blog Segredos de casais. Vale a pena conferir! Acredito que conhecimento pode ajudar muitas pessoas…

Segredos De Casais

Carmita Abdo é médica psiquiatra e coordenadora do grupo de sexualidade do Instituto de Psiquiatria da Universidade São Paulo.

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Muitos acham que fazer sexo é característica da juventude — quando muito da maturidade — e que a atividade sexual inexiste a partir de determinada faixa etária. Em geral, admite-se que nos homens, lá pelos 60 ou 70 anos, ela declina e, depois, desaparece de vez. Em relação às mulheres, a crença é que o fenômeno seja ainda mais precoce. A moral vigente durante séculos reforçou o mito de que o momento da menopausa e a consequente perda da capacidade de gerar filhos marcavam o fim do interesse sexual feminino.

Hoje, já existe a comprovação de que esses conceitos estão completamente equivocados. Do ponto de vista médico, o papel da sexualidade após os 60 anos é de fundamental importância para a saúde física e psíquica de homens e mulheres mais velhos…

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DEPOIS DOS 60 ANOS, NÃO SE FAZ SEXO PELO PRAZER DO MOMENTO… É MUITO MAIS!

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“Envelhecer é estar mais perto do sagrado, das coisas que realmente importam.” Déa Januzzi

Adoro as crônicas de Déa Januzzi… traz leveza á minha alma! E vocês gostam? Leiam:

Por um momento nossos olhos se cruzaram. Um único instante, depois de tantos anos de acusações, de farpas, de culpas engasgadas na garganta. Por um momento nossos olhos se cruzaram sem a presença de outras pessoas para vigiar, disciplinar, julgar. Nossos olhos se cruzaram por um rápido instante e quase se engoliram. Nossos olhos fizeram sexo como se ainda fôssemos jovens. Mas se desviaram a tempo, porque não há mais chance para os olhos do passado.

Depois dos 60 anos, não se faz sexo pelo prazer do momento nem pelo tesão descontrolado dos hormônios, porque há muito eles se foram. Depois dos 60, o sexo vira amor e os olhos querem mais do que fúria. Querem calmaria. Depois dos 60, os olhos querem delicadeza, ternura, compartilhamento. Os olhos não se enganam mais, sabem vasculhar a alma, enxergam os erros, veem as consequências dos atos tresloucados do sexo sem cumplicidade.

Depois dos 60 anos, os olhos querem, trocam, mas já compreendem que a sedução é mais do que o ato em si. Os olhos querem ser abraçados, tocados, compreendidos em sua vastidão, em toda a sua profundeza. Não há mais tempo do sexo fugaz que pode pesar a vida da mulher. Depois de tudo, ela vai carregar um filho no ventre e nas costas por toda uma vida. O filho é a parte saudável e não pesa tanto quanto o momento de prazer sem compromisso. Afinal, o filho é a prova de que por um instante os pais se amaram. Ou fizeram sexo com paixão.

Mas depois dos 60 anos, os olhos não se enganam mais, estão acostumados com a falta de compromisso e de compaixão do outro, com o amanhã da solidão, com o anteontem das separações, brigas e falta de amadurecimento para ser pai e mãe de verdade.

Tenho amigas que descobriram o beijo na boca depois dos 60 – e chegaram às nuvens. Nesta nova fase da vida, sexo tem que fazer cafuné na alma. E sabem onde fica o Ponto G dessas mulheres? Fica no coração, que tem de ser tocado com maestria, talento e competência, como se fosse uma música de Vivaldi, de preferência uma das Quatro Estações. As preliminares depois dos 60 podem durar a noite inteira, até acordar em gozo, gemendo de amor.

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Por um momento nossos olhos se cruzaram e se reconheceram. Os olhos se lembraram das tentativas, do projeto de formar uma família, de viver junto, de construir uma vida em comum. Por um momento, os olhos se lembraram da primeira vez, da emoção de ter um corpo dentro do outro. Das lágrimas derramadas pela primeira e ardente vez. Da paixão que fulminou a razão.

Mas os olhos não mentem e se desviam rapidamente, sem outra chance. Os olhos se lembram de que foram aqueles mesmos olhares que seduziram uma mulher de 20 anos, que foi abandonada, sem gentileza, sem escrúpulo, sem resposta para toda a vida. Que foi degredada e teve que aprender sozinha a criar filho, mas com o apoio de outras mães sozinhas, de uma rede de solidariedade feminina.

Depois dos 60 anos, os olhos compreendem que é melhor não cair em tentação. E que é hora do adeus. Os olhos se cruzaram, se desviaram e se despediram.

ROMEU E JULIETA 80: O AMOR É MUITO JOVEM.

“O fato de o personagem ter 15 anos e eu, 80, me fez me entregar à força das palavras e dos versos de Shakespeare” Renato Borghiu .

Corre que ainda da tempo de você assistir essa peça. Muita elogiado pela crítica esta montagem de Romeu e Julieta com atores que passaram dos 80 anos – Miriam Mehler e Renato Borghi – nos papéis principais. Um projeto antigo de Marcelo Lazzaratto, que dirigiu e concedeu esta peça de William Shakespeare, mas que só agora pode ser concretizada “Romeu e Julieta 80”. Leia o que Eduardo Nunomura, da revista Carta Capital, escreveu sobre essa nova montagem com Romeu e Julieta idosos:

Todos aguardam ansiosos o esperado primeiro beijo de Romeu e Julieta (e que beijo). Tem sido assim há quatro séculos, desde que o bardo inglês William Shakespeare escreveu a que veio a ser uma das mais encenadas peças teatrais do planeta. O casal adolescente está apaixonado e sabemos de cor e salteado como essa tragédia termina. Não há tempo a perder. Só que, desta vez, tempo é uma questão relativa no palco do Sesc Ipiranga, especialmente para Renato Borghi e Miriam Mehler. Os dois estão com mais de 80 anos, mas a juventude de suas interpretações nos papéis de Romeu e Julieta tem a força de congelar o tempo.

A peça Romeu e Julieta 80, dirigida e concebida por Marcelo Lazzaratto, é uma ode ao amor no sentido mais amplo. Sim, trata do amor do jovem de 15 anos, filho único dos Montecchios, pela filha única dos arquirrivais Capuletos, com 14. Mas a montagem faz um tributo amoroso a dois veteranos da dramaturgia e, por extensão, ao teatro brasileiro, maduro por sua história e juvenil pelas condições em que muitas peças ainda são produzidas no País. “Renato e Miriam são de uma geração que sedimentou o teatro. Participaram de peças fundamentais, como O Rei da Vela, Eles Não Usam Black-Tie e Pequenos Burgueses. Daqui a 200 anos, elas ainda serão destaque”, pontifica Lazzaratto.

Foram necessários dez anos para que este projeto ganhasse corpo. Lazzaratto havia pensado em um Romeu e Julieta 70, mas a ideia não avançou além dos risos iniciais dos atores. O tempo passou e a peça ganhou novas simbologias, como a resistência às inúmeras crises (do teatro e do País), a importância do amor em tempos de intolerância e a longevidade.

“O corpo não obedece tanto, mas o sentimento do amor existe. Claro que ele é diferente, porque o frescor da juventude já não há mais, mas o cair de paixão pode acontecer em qualquer idade”, brinca Miriam, 82 anos, que nasceu na Espanha e se formou atriz pela Escola de Arte Dramática de São Paulo, em 1957.

Foi casada com Perry Salles, com quem fundou o Teatro Paiol, em 1969, em São Paulo, e participou de inúmeras montagens nos teatros Arena e Oficina. Encenou textos capitais de dramaturgos brasileiros e internacionais, como Gianfrancesco Guarnieri, Nelson Rodrigues, Consuelo de Castro, Maximo Gorki, Max Frisch e Edward Bond. “Como tenho mais de 60 anos de carreira, já passei por todas as fases, mas o teatro sempre sobreviveu. Às vezes, até melhor do que antes.”

“O teatro é a nossa grande tábua de salvação. Romeu e Julieta é uma mensagem de amor tão grande em meio a um mundo de tanto ódio, de tantas coisas terríveis acontecendo, e precisamos passar que existe o amor entre nós, não só entre um homem e uma mulher, mas entre nós, seres humanos”, conclui Miriam.

Falar do tempo presente com um Romeu de 80 anos é um sinal de alerta para os mais jovens, que talvez não vislumbrem os riscos que corremos. “Enxergo este momento como tão difícil ou mais do que na ditadura. Com toda essa radicalização e esse politicamente correto que cerceia a arte, que vem de uma fração da sociedade, é muito mais árduo para resistir e combater”, afirma Renato Borghi.“Há uma tendência direitista muito clara e o teatro precisa dialogar ainda mais para expor o risco desse fechamento”.

A mensagem do espetáculo é que o amor está aí para todo mundo, independentemente da idade que se tenha. É uma verdadeira ode ao amor no sentido mais amplo. Quero muito assistir está peça. E você? Clique aqui para ler mais. Até 18/2/2017 no Sesc Ipiranga todas as sextas e sábados ás 21:00hs. Domingos e feriados ás 18:00hs (R$9,00/ 30,00).

SEXO DEPOIS DOS 50 ANOS: PROBLEMAS QUE ELES E ELAS ENFRENTAM…

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“No homem, o desejo gera o amor. Na mulher, o amor gera o desejo.” Jonathan Swift

Sexo na “melhor idade” é um assunto de grande interesse, não é? Assunto cheio de tabus e preconceitos, mas que atualmente tem mudado muito. Afinal somos da geração Baby Boom (da Explosão de Bebês) e a Geração X (ou “baby bust“) lembra? Revolucionários? Acompanhamos de perto muitas mudanças culturais e sociais das décadas de 60 e 70. Mais do que uma explosão demográfica (Baby Boom), essas foram as gerações (e X) de grandes transformações culturais e sociais . Mudanças transformadoras eu diria, para um novo mundo que viria á frente. Dessas gerações surgiram os ideais de liberdade, o feminismo e os movimentos civis a favor dos negros e homossexuais. Gosto muito do que Maya Santana (do 50e mais) comenta sobre o sexo na terceira idade. Leiam.
Sexo depois dos 50 anos é um assunto cada dia mais atual, já que a população está envelhecendo rapidamente. E, a partir dessa idade, é natural que comecem aparecer os problemas: para as mulheres, um dos principais é a perda da libido e o consequente desinteresse por sexo; para eles, a questão mais aguda é a qualidade da ereção, que começa a declinar a partir dos 45 anos.

Que tal ler aqui trechos da entrevista de Mariza Tavares, de O Globo, com Carmita Abdo, uma das maiores autoridades do Brasil em questões sexuais, autora de oito livros, Doutora e livre-docente pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, fundou e coordena o Programa de Estudos em Sexualidade (ProSex) do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da USP.

PERDA DA LIBIDO:
“A menopausa exerce um impacto muito grande sobre a mulher. Não fomos feitas para viver sem hormônios. Na ausência do estrógeno, a lubrificação da vagina fica prejudicada e a mulher pode, consequentemente, sentir dor na relação sexual. Há outros prejuízos: para os ossos, os músculos, a cognição. A reposição hormonal é medida de saúde precedida de orientação médica, mas não pode ser descartada. Também é preciso estar atenta à depressão, que aumenta sua incidência depois da menopausa. Neste caso, a mulher não se interessa por sexo, como também não quer se cuidar e se isola. Na verdade, é uma falta de interesse geral pela vida! No consultório, é frequente atender pacientes que não querem tomar antidepressivos, alegando que o remédio vai interferir negativamente na libido. Isso realmente pode acontecer, mas apenas durante o tratamento, enquanto que, se a depressão não for tratada, a falta de desejo sexual será mantida como consequência da depressão.”

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Depois dos 50, o maior problema para ela é a perda da libido; para ele, falhas na ereção.

POR QUE A MULHER PARECE SE INTERESSAR MENOS POR SEXO:
“A maioria das mulheres se empenha mais durante a sedução, no desafio da conquista. Algumas ficam, então, satisfeitas e abrem mão do prazer do ato sexual. Talvez por dificuldades pessoais, talvez devido a parceiros apressados ou inábeis. Ou até por desconhecimento delas, ou seja, porque não sabem como fazer o próprio corpo reagir ou não conseguem relaxar. Na atualidade, vivemos relações-relâmpago, com ainda menos chance de a mulher ter seu corpo pronto para a penetração, pois as preliminares nem sempre são suficientes ou satisfatórias. O sexo contextualiza a sociedade contemporânea, onde tudo acontece de forma rápida e descompromissada. Por outro lado, os homens adorariam ser informados sobre o que agrada às mulheres na cama. É o que ouço deles o tempo todo. No entanto, ainda parece estranho ou desconfortável para as mulheres falarem sobre o seu prazer sexual ou guiarem seus parceiros para o que dá prazer a elas. Algumas se referem a ser constrangedor falar, porque pode parecer que o parceiro não é eficiente e não ‘se garante’, a menos que seja conduzido. Puro machismo feminino. Ela prefere realizar um ato sem qualquer ganho pessoal, a correr o risco de ele se sentir pouco habilidoso. Vale a pena falar e dar a ele a oportunidade de fazer melhor.”

NOS HOMENS, PROBLEMAS DE EREÇÃO:
“Apesar do tamanho do pênis ser um grande fantasma na vida sexual dos homens, a qualidade da ereção (a qual começa a entrar em declínio a partir dos 45 anos) é ainda maior. Os medicamentos que promovem a ereção são eficazes, mas se o homem viveu boa parte de sua vida com o problema, certamente complicou o quadro com o prejuízo de sua autoestima. Nesse caso, a eficácia da medicação poderá estar comprometida e ele necessitará também de uma terapia sexual. O medicamento age na fase de excitação, o que significa que o desejo deve estar preservado para o efeito ocorrer. De modo geral, os homens não fazem prevenção e encaram o agendamento de uma consulta médica como sinal de fragilidade. No entanto, as doenças, quando prevenidas, ajudam a preservar a ereção na idade avançada. Se, por exemplo, todos os homens fizessem exame da próstata a partir dos 40 anos, teríamos uma diminuição drástica dos índices de câncer avançado e de cirurgias radicais, uma das causas de perda da ereção.”

Fonte:http://www.50emais.com.br/44968-2/

 

 

A GENTE SE APAIXONA PELA FORMA COMO NOS TRATAM.

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“O amor é feito casa, não se constrói do alto, tem que ter o alicerce bom e duradouro, se constrói aos poucos.” Mirella Pereira

Num primeiro momento, somos atraídos pela pessoa em vista de sua aparência, da harmonia entre seus traços, seus gestos, seu sorriso.

O belo chama a atenção em todos os setores de nossas vidas, sejam momentos, sejam objetos, lugares ou pessoas. No entanto, ponto pacífico, a beleza por si só não se sustenta caso não se acompanhe de essência, daquilo que não vemos, mas é essencial.

Na verdade, o tempo somente deixa que fique em nós aquilo que nos toca o coração e a alma, de uma forma única e especial, e isso não tem nada a ver com roupas de grife, móveis vitorianos ou olhos azuis. Tanto é que, não raro, acabamos achando bonitas, com o passar do tempo, muitas pessoas que de início não nos chamaram a atenção por sua aparência.

Isso porque o amor é uma coisa de dentro, algo que atravessa o que há lá fora, adentrando pelos poros, instalando-se dentro de nós, sem avisar, sem ser visto a olho nu. Nosso íntimo é assim mesmo, depende de atitudes, daquilo que sentimos, do que nos fazem sentir, para muito além dos olhos. O que nos toca fundo não é manipulado com os dedos, mas com o envolvimento afetivo que paira além das aparências.

O mais importante, nisso tudo, é sabermos com segurança aquilo que procuramos, bem como o que não queremos para nós. Se estivermos conscientes de que não poderemos receber menos do que merecemos, de que temos muito a compartilhar, a dividir, a somar, dificilmente traremos para junto de nós quem só suga, quem mente, quem não retorna nada. É preciso ver além do que os olhos enxergam para perceber o que o outro tem a oferecer em termos de verdade, de vontade de estar junto.

Precisamos levar sempre em conta a passagem do tempo, dos anos, que levam embora a rigidez dos músculos, a firmeza da pele, a força da coluna, além de muitos dos sonhos que acabam não se realizando. Porém, e isso não há de se negar, aquilo que for verdadeiro, os sentimentos profundos, a amizade, a cumplicidade e a ternura, isso ninguém nos rouba, nem o tempo, nem a morte. By Marcelo Camargo

http://www.asomadetodosafetos.com/2016/09/a-gente-se-apaixona-pela-forma-que-nos-tratam.html

PROCURA-SE COMPANHIA… PARA SAIR DE VEZ EM QUANDO!

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“Viver é enfrentar desafios! Ousar é enfrentar: Esse é o caminho.”. Bia Perez.

Esta crônica de Déa Januzzi soa como um grito de liberdade de todas nós, mulheres modernas. Aprecio o seu espírito livre e revolucionário. Foi publicada originalmente pelo jornal Estado de Minas, com o título de “Correio Sentimental… Leiam:

Mulheres sem paciência para relacionamentos sérios e longos procuram uma companhia para sair de vez em quando, que goste de comida japonesa, incluindo os shashimis, que tome vinho e se embriague numa taça de cristal, dessas enormes, com profundidade suficiente para mergulhar os pensamentos. Ou que queira experimentar um suco verde da culinária viva de vez em quando, para desintoxicar os lugares mais secretos. Nem vegetariano radical nem carnívoro em excesso.

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Procura-se uma companhia que tome vinho e se embriague numa taça de cristal

Procura-se um homem que goste de acupuntura e de massagem. E não tenha preconceito contra a meditação com todos os nomes de Deus.

Um companheiro que continue a morar na própria casa e ela também na dela.

Procura-se um homem que goste de flores, mas também se esqueça de que elas existem por dias até que elas chamem a sua atenção porque precisam de seus cuidados para não murchar de vez.

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Não precisa ser bem-sucedido financeiramente nem profissionalmente, mas que saiba rir e não precise ficar mostrando que está em forma, que clareou os dentes, que frequenta uma academia e que vai à podóloga.

Um companheiro normal, com seus defeitos para compartilhar com os dela. E os vícios também, porque ela tem muitos. E ele sempre se lembre que provedor hoje é o da internet.

Procura-se um homem que saiba expressar emoção, que declare sentimentos, faça poesia, ou seja, até um poeta suicida, desses que dão murros na parede até sangrar e sair uma rima perfeita.

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Pode ser um artista sem palco, um músico sem instrumento, mas que saiba tocar a alma e não se esqueça nunca de que foi jovem um dia. Um companheiro que não fique o tempo todo vestido com a armadura enferrujada do herói ultrapassado.

Um companheiro que goste de música, de cinema e também de não fazer nada, de ficar em casa quando todo mundo vai para a rua. Alguém capaz de entender o significado da palavra simplicidade, que goste de andar descalço e de vento nos cabelos, mesmo que já embranquecidos, que não precise de plásticas no corpo nem no espírito, que saiba envelhecer e goste de cada nova etapa da vida.Collage of an elderly couple sharing good moments together on a

No meu correio sentimental só cabem homens que saibam ser pais afetivos e não apenas biológicos, que adotem os filhos mesmo que sejam deles mesmos.

Homens que voem mesmo que não tenham asas e que não precisem mostrar a força, mas enxerguem o tênue fio que pode se partir a qualquer momento, mas que deixe uma luz pelo caminho.

Gostaram?

http://www.50emais.com.br/cultura/procura-se-companhia-para-sair-de-vez-em-quando/

TÃO IMPORTANTE QUANTO SEGUIR EM FRENTE, É SABER DEIXAR PRA TRÁS.

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 “Não somos responsáveis apenas pelo que fazemos, mas também pelo que deixamos de fazer”. Moliére.

Falar sobre seguir em frente, lembra-nos de deixar o passado no seu devido lugar. Encerrar ciclos e abrir novos caminhos… aprendemos melhor com o tempo ou tentamos… Em “A Soma de Todos os Afetos” de Fabíola Simões descreve bem esta passagem. Leiam.

Tenho um tio muito querido que é um nostálgico compulsivo. Adora tomar seu vinho ao som de Nat King Cole, Billie Holiday e Frank Sinatra, enquanto nos remete aos idos de nossa infância e à lembrança de um tempo bom. Estar ao seu lado é uma festa saudosa, que invariavelmente traz de volta um pouquinho do que éramos e de como nos sentíamos juntos.

Porém, outro dia, conversando com uma amiga, falávamos sobre a necessidade de seguir em frente. E sobre o quanto isso implica deixar certas coisas, lugares, pessoas e momentos para trás.

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Porque não basta abrir as portas para o novo tempo. É preciso fechar algumas janelas também. E talvez fechar algumas janelas seja a parte mais difícil de seguir em frente…

Como deixar partir fragmentos do que fomos ao trancarmos nossas janelas?

Talvez a resposta esteja na vivência do luto. É preciso respeitar a dor do fim de um tempo, mesmo que novas portas (muito melhores) estejam se abrindo à nossa frente.

É preciso deixar partir a infância dos filhos, o fim de um relacionamento que parecia perfeito, as amizades que não tinham vínculos muito sólidos, as palavras de amor que não vingaram, a própria juventude, o corpo perfeito, o tempo bom de faculdade, a saúde de nossos pais.

Diante da finitude, temos que aprender a seguir em frente sem olhar pra trás com saudosismo ou sofrimento.

É preciso coragem para queimar cartas antigas que perderam espaço em nossa memória afetiva, deixar abrigos conhecidos onde não nos refugiamos mais, dar chances às novas possibilidades de felicidade.

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Nem tudo resiste ao tempo. Agarrar-se ao que não existe mais não permite que novas chances se revelem… que novos caminhos sejam abertos…

O ouvido se habituará a novos sons se a gente deixar que ele escute novas canções. Assim também aprenderemos a aceitar o novo tempo se facilitarmos o começo de novas possibilidades e entendermos que não há mais o que se esperar daquilo que já passou.

Não há o que se esperar do passado. Ele aconteceu, foi bom, ficou vivo dentro da gente, nos fez feliz… mas passou. Guarde-os no seu devido lugar.

Que permaneçam as boas lembranças, não o desejo de perpetuar vapores de um tempo que não floresceu.

Que os álbuns de fotografia em sépia sirvam para nos lembrar dos sorrisos e sonhos que tínhamos, mas não substituam a alegria de nos relacionarmos com quem está ao nosso lado aqui e agora.

É preciso aprender a partir. A abandonar nossos lugares no mundo e de dentro das pessoas.

Descobrir que, tão importante quanto seguir em frente, é saber deixar pra trás.

Vivendo um luto de cada vez, aprendendo a desistir um tanto do que éramos para abrir espaço para quem nos tornamos; acreditando que uma vida abriga inúmeras fases, e para vivê-las com sabedoria é preciso resgatar o novo e abandonar o velho; sendo tolerante com alegrias novas que querem chegar, e permitindo que nos mostrem o que podem fazer por nós.

Nem sempre é fácil reconhecer que um tempo chegou ao fim. Insistimos em reviver antigos papéis, trazer à tona emoções que se esgotaram, resgatar pessoas que já partiram há muito tempo de nós.

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Cada um encerra seus ciclos de forma diferente, e é preciso respeitar o tempo de cada um. Mas tudo passa! O tempo é a melhor opção.

O presente te escolheu. Tenha a sabedoria de escolhê-lo também…
Fonte: http://www.asomadetodosafetos.com/2016/06/tao-importante-quanto-seguir-em-frente-e-saber-deixar-pra-tras.html#ixzz4BpiSSopZ

SEPARAR DÓI, MAS A SEPARAÇÃO TAMBÉM PODE SER UMA BÊNÇÃO…

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“Hoje eu sei que somos co responsáveis pela realidade em que vivemos, pelo mundo em que estamos e que não adianta reclamar, é preciso agir para transformar. […]”  Monja Coen.

Monja Coen, Primaz Fundadora da Comunidade Zen-Budista de São Paulo, discorre sobre separação, desilusão, desapego e amor neste belíssimo texto feito especialmente para o site Casar, descasar, recasar. Acredito que a forma de como é ela feita e de como enxergamos a separação nos dará a paz necessária para prosseguirmos… abrindo novas possibilidades … Esteja aberta… e desfrute!

É possível separar-se de alguém com respeito e com ternura.

É possível um divórcio verdadeiramente amigável.

Mas para isso é preciso que as duas pessoas envolvidas no processo de desfazer um laço de intimidade tenham amadurecido o suficiente para conhecer a si mesmas.

Caminhamos lado a lado com algumas pessoas em alguns momentos da vida.

Minha professora de hatha ioga, Walkiria Leitão, comentou em uma de nossas aulas:

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A vida é como atravessar uma ponte. Nem sempre as pessoas com quem iniciamos a travessia são as mesmas que nos cercam agora ou com quem chegaremos do outro lado. Mas sempre há alguém por perto. Nunca estamos sós.

O medo da solidão, muitas vezes, faz com que as pessoas suportem o insuportável. Ou se lamentem após uma separação, apegadas até mesmo ao conflito conhecido.

Ainda há mulheres que sofrem violências morais e até mesmo físicas de seus companheiros ou companheiras.

Ainda há homens que sofrem violências morais e até mesmo físicas de suas companheiras ou companheiros.

Como dar limites? Como conhecer esses limites?

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Quando os limites são desrespeitados, as dificuldades começam. Dificuldades que podem levar à separação e ao divórcio. Dificuldades que podem levar ao sofrimento filhos e filhas, animais de estimação, amigos, familiares.

Caminhamos lado a lado.

Ou não.

Quando nos afastamos e nos distanciamos, nunca é repentino.

Um processo que, se desenvolvermos a clara percepção da realidade do assim como é, poderemos prever, antecipar e até mesmo alterar o desenvolvimento do processo.

Entretanto, se não conseguirmos antever o que já acontece, se colocarmos lentes fantasiosas sobre a realidade, poderemos nos desiludir e nos sentirmos traídos na confiança mais íntima do ser.

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Professor Hermógenes, um dos pioneiros do yoga no Brasil, fala sobre a criação de uma nova religião chamada “desilusionismo”:

Cada vez que temos uma desilusão estamos mais perto da verdade, por isso agradecemos.”

Se você teve uma desilusão é porque não estava em plena atenção. Mas não fique com raiva nem de você nem da outra pessoa.

Nada é fixo. Nada é permanente.

Saber abrir mão… desapegar-se – até da maneira como tem vivido – é abrir novas possibilidades para todos.

Por que sofrer? Por que manter relações estagnadas ou de conflito permanente? Ou como transformar essas relações e dar vida nova ao relacionamento?

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Apreciar e compreender a vida em cada instante é uma arte a ser praticada.

Separar-se dói, confunde, mexe com sonhos e estruturas básicas de relacionamentos.

Separação pode ser também uma bênção, uma libertação de uma fantasia, de uma ilusão.

Observe em profundidade.

Será que ainda é possível restaurar o vaso antigo?

No Japão, as peças restauradas são mais valiosas do que as novas. Tem história, emoção, sentimento.

Cuidado com o eu menor.

Cuidado com sentimentos de rancor, raiva, vingança.

Esse sentimentos destroem você, mais do que as outras pessoas.

Desenvolva a mente de sabedoria e de compaixão.

Queira o bem de todos os seres. Isso inclui você.

Cuide-se bem e aprecie a sua vida – assim como é –, renovando-se a cada instante e abrindo portais para o desconhecido, o novo – que pode ser antigo, mas novo a cada instante.

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Mantenha viva a chama do amor incondicional e saiba se separar (se assim for) com a mesma ternura e respeito com que se uniu.

Esse o princípio de uma cultura de paz e de não violência ativa.

Que assim seja, para o bem de todos os seres.

Mãos em prece

Fonte: http://casardescasarrecasar.com.br/o-que-filho-de-pais-separados-pode-ensinar-sobre-relacionamento/

www.monjacoen.com.br. É autora, entre outros, de “Sabedoria da Transformação” (editora Planeta).

FILMES SENSACIONAIS QUE MOSTRAM O AMOR NA TERCEIRA IDADE – TOP 3.

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“O que você procura pode ser impossível de achar, então, procure algo que você pode achar e seja feliz ao invés de passar a vida inteira procurando algo indefectível que você nunca vai encontrar”. Arnaldo Jabor.  

O amor… Ah, o amor! Cheio de surpresas… Há quem diga que amar alguém é querer envelhecer com essa pessoa!

Alguns filmes tratam o processo de envelhecimento como temas e ajudam pessoas, idosos ou não, a compreenderem essa fase da vida. Uma coisa é certa: o amor pode transformar aqueles que o sentem! Mas tantas coisas acontecem… No cinema, vários filmes têm como pano de fundo esse sentimento, que aflora em qualquer fase da vida, inclusive na maturidade.

Veja mais seleções de filmes que nos mostram como é o amor na terceira idade, longe de ser um tabu, revela-se como uma experiência a ser vivida e celebrada… Um brinde ao amor!

UM GRANDE AMOR

Talvez o mais conhecido de todos os filmes é a linda história de história de Allie Hamilton (Rachel McAdams) e Noah Calhoun (Ryan Gosling). Os dois vivem em uma clínica geriátrica e ele conta para ela, que sofre de Alzheimer, a história que os dois vivem desde 1946.

A forma como o filme “Diário de uma paixão” (2004) aborda a questão da Doença de Alzheimer é fantástica. Allie não reconhece mais Duke e mesmo assim ele descreve todos os lugares que conheceram, sobre os filhos… recordando lindamente a história que construíram. Muitas vezes, as pessoas acham que quem sofre dessa doença deve ser esquecido assim como as memórias que foram perdidas. De uma sensibilidade incrível.

Assista ao trailer:

Allie e Noah, lutam para levar uma vida normal, mesmo estando distantes.

Sempre … Alguém Tem Que Ceder (Something’s Gotta Give)
Harry Sanborn (Jack Nicholson) é um executivo que trabalha no ramo da música e namora Marin (Amanda Peet), que tem idade para ser sua filha. Harry e Marin decidem ir até a casa de praia da mãe dela, Erica (Diane Keaton). Lá, Harry sofre uma parada cardíaca, e acaba ficando sob os cuidados de Erica e Julian (Keanu Reeves), um jovem médico local. Aos poucos, Harry percebe que está se interessando cada vez mais por Erica, mas tenta esconder seus sentimentos. Julian também sente atração por ela, tornando-se um rival de Harry. Assista o trailer:

JUNTOS E SEPARADOS
Dentre estas produções um dos destaques é o filme “O Amor é Estranho” 2015, dirigido por Ira Sachs. Depois de passarem quase 40 anos juntos, George (Alfred Molina) e Ben (John Lithgow) decidem oficializar a união, mas o que seria motivo de comemoração resulta na demissão de George, professor de música numa escola católica.

Assim, devido a problemas financeiros, os dois acabam provisoriamente separados: George vai morar com um casal de amigos e Ben passa a viver com o sobrinho e sua família. Diante da nova condição, o casal tem que lidar com as mudanças na rotina e a dor da separação. Confira o trailer:

Espero que goste destas dicas…

 

 

FILMES SENSACIONAIS QUE MOSTRAM O AMOR NA TERCEIRA IDADE – TOP 2.

“A demonstração de amor requer mais do que beijos, sexo e palavras. Sentir-se amado é sentir que as pessoas tem interesse real na sua vida”.  Arnaldo Jabor.

filme amor
O amor… Ah, o amor! Cheio de surpresas… Há quem diga que amar alguém é querer envelhecer com essa pessoa! Uma coisa é certa: o amor pode transformar aqueles que o sentem! Mas tantas coisas acontecem…
No cinema, vários filmes têm como pano de fundo esse sentimento, que aflora em qualquer fase da vida, inclusive na maturidade.
Veja esta outra seleção de filmes que nos mostram como é o amor na terceira idade, longe de ser um tabu, revela-se como uma experiência a ser vivida e celebrada… Um brinde ao amor!
A FELICIDADE MORA AO LADO
Na comédia romântica “Um Amor de Vizinha”2014, o corretor de imóveis Oren Little (Michael Douglas) egocêntrico vive tranquilamente quando recebe a visita do filho (com quem ele não fala há anos), um ex-viciado, que vai cumprir uma pena de prisão que pede que ele cuide da sua neta por um tempo… e deixa sua filha pequena, Sarah (Sterling Jerins), com o avô. Sem a menor ideia de como proceder com uma criança que ele mal conhece, ele pede ajuda a sua vizinha para cuidar da menina.
A vizinha Leah (Diane Keaton), uma viúva e cantora de um pequeno restaurante. Mais do que ajudar o corretor a cuidar de Sarah, Leah ensina a Oren que ainda há tempo para amar e buscar a felicidade. Assista ao trailer:

O rabugento Oren tem seu coração amolecido pela adorável vizinha Leah.

UM OSCAR PARA O AMOR!
O filme francês “Amor” (Amour 2012), direção de Michael Haneke, conta a história de Anne (Emmanuelle Riva) e Georges (Jean-Louis Trintignant), casados há bastante tempo e cujas vidas mudam quando Anne é submetida a uma cirurgia no coração malsucedida, que a deixa paralisada de um lado do corpo. O amor do casal é colocado à prova com o problema de Anne, e a realidade de dificuldades e superações adentra o filme com toda força. Amor foi premiado com o Oscar de melhor filme estrangeiro de 2012. Assista ao trailer:

Amor: uma lição de afeto, cumplicidade e companheirismo. Manter-se fiel as suas  escolhas e decisões.

SEGREDOS SEMPRE SÀO DESCOBERTOS

Em 45 anos, 2015 Kate Mercer (Charlotte Rampling) está planejando a festa de comemoração dos 45 anos de casada. Porém, cinco dias antes do evento, o marido recebe uma carta: o corpo de seu primeiro amor foi encontrado congelado no meio dos Alpes Suíços. A estrutura emocional dele é seriamente abalada e Kate já não sabe se vai ter o que comemorar durante a festa.

O diretor Andrew Haigh constrói momentos de grande naturalidade na vida de um casal idoso, incluindo cenas com os amigos, momentos de dança e um ato sexual. Mesmo assim, em ritmo progressivo, o cineasta consegue criar o suspense: o que vai acontecer no dia da cerimônia? Eles vão terminar o casamento? Vai dar tudo certo? Haigh economiza – até demais – na quantidade de conflitos ao longo da história, que é belamente filmada, mas um tanto inerte. Entretanto, é possível acreditar que o cineasta tenha feito essa escolha porque acreditava no potencial de sua conclusão que, de fato, é excepcional. Assista ao trailer:

Um retrato sutil, sofisticado e ao estilo Bergman de uma crise de casamento no final da vida. […] Em muitos níveis, “45 Anos” é um filme atormentado por fantasmas do passado.