QUER ENVELHECER BEM? EVITE ESTES SETE ERROS.

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“Envelhecer ainda é a única maneira que se descobriu de viver muito tempo”. Charles Saint-Beuve

Achei interessante compartilhar este Post da Huffington, Sempre gosto de ler sobre como envelhecer bem, o que fazer e o que evitar…sempre é bom saber, não é mesmo? Este é um deles rsrsrs. Leiam:

Quando o assunto é a vida após os 50 anos, não há escapatória: há os que estão envelhecendo e os que estão envelhecendo bem. Estamos falando daqueles sortudos que, como um vinho, parecem melhores a cada ano que passa, enquanto outros vão aprendendo por tentativa e erro.

Coragem, alunos da escola da vida. Essas pessoas não estão envelhecendo melhor, mas sim de um modo mais inteligente. O segredo não está necessariamente no que elas estão fazendo: está no que deixam de fazer. Com a expectativa de vida aumentando em todo o mundo, essa é a época ideal para cuidar da nossa aparência e nosso bem-estar. Listamos algumas das coisas que essas admiráveis pessoas maduras estão evitando. Confira a lista:

1. Usar muita maquiagem. À medida que o tempo passa, você pode se sentir tentada a abusar da maquiagem para parecer mais jovial. Porém, não há nada de bonito em uma base carregada ou em cílios pesados de rímel.

A maquiagem deve realçar sua beleza natural, não escondê-la. Mireille Guiliano, autora de “Os Segredos das Mulheres Francesas”, ressalta a importância de uma maquiagem leve e natural. “Pare de tentar se vestir como sua filha ou com suas roupas de antigamente… Pegue leve na maquiagem. À medida que envelhecemos, o excesso de maquiagem nos deixa com aparência pior. Pense três vezes antes de chamar atenção para suas rugas”, recomenda a autora à Parade Magazine.

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2. Não consuma tanto sal!  A pressão alta é um dos muitos problemas que podem surgir com a idade. Na verdade, cerca de dois terços dos americanos acima de 60 anos sofrem desse mal, de acordo com o Instituto Nacional de Saúde dos EUA. Uma dieta rica em sódio é um gatilho. Como um envelhecimento saudável não depende apenas de fatores externos, devemos cuidar bem do nosso interior também. A hipertensão pode levar a graves consequências como ataques cardíacos, derrames e queda do funcionamento cognitivo. Portanto, não coloque sal demais nas suas refeições e passe longe de qualquer coisa com mais de 20% da dose diária recomendada de sódio.

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3. Negatividade. “Mantenho distância de pessoas, coisas e lugares negativos”.Me mantenho positiva e grata pelo que tenho”, contou a centenária Daisy McFadden à revista Forbes. Se o testemunho de Daisy parece pouco, saiba que inúmeros estudos já provaram que pessoas positivas tem menor tendência a sofrer perdas neurológicas e suas vidas são mais felizes. O Huffington Post publicou um artigo sobre uma pesquisa de 2011, que revelou que idosos felizes têm um risco de morte 35% menor do que os infelizes. Pessoas otimistas também sofrem risco menor de desenvolver problemas coronários, de acordo com uma pesquisa de Harvard. Portanto, alegre-se! Um rosto tranquilo ganha menos rugas.

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4. Assistir muita TV. Passar tempo demais no sofá é um mau hábito em qualquer idade, mas isso fica mais sério quando você envelhece. Você não só desperdiça um tempo precioso como também pode abreviar sua vida. Um estudo australiano revelou que cada hora passada diante da TV após os 25 anos reduz a expectativa de vida do indivíduo em 22 minutos. Como se isso não bastasse, assistir TV deixa você vulnerável a outros perigos do envelhecimento, como sedentarismo e isolamento social.

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5. Muita exposição ao sol. Em algum grau, não há como evitar as rugas e linhas de expressão que chegam com a idade. Porém, se você toma muito sol sem proteção, isso pode estar prejudicando seriamente sua pele. Estudos mostram que o uso de protetor solar pode evitar rugas, manchas e perda de firmeza e elasticidade. Como já sabemos, prevenir é o melhor remédio. Portanto, é melhor usar protetor solar hoje do que correr atrás de cremes anti-idade no futuro.

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6. Stress. A vida sempre vai trazer stress, seja por causa da sua família, do trabalho ou das finanças. É algo inevitável e pode vir acompanhado de problemas como insônia, depressão e doenças cardíacas. Alguns estudos sugerem que o stress pode deixar sua aparência 10 anos mais velhas. Contudo, as pessoas que estão envelhecendo bem aprenderam a gerenciar seu stress. Seja através de meditação, exercícios ou apenas alguns minutos diários longe da tecnologia e da sua mesa de trabalho, aprender a domar seu stress é algo muito positivo para o seu interior e exterior.

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7. Cometer exageros. É claro que você aproveitar a vida e enfiar o pé na jaca de vez em quando, mas ter moderação é fundamental para um envelhecimento saudável. Não importa se o seu vício é o álcool, alimentos gordurosos, doces ou refrigerantes: o consumo exagerado deles pode ter consequências ruins. Níveis aumentados de insulina e leptina (hormônios que controlam o açúcar no sangue e a armazenagem de gordura) são responsáveis por doenças graves como diabetes, obesidade e colesterol alto. Uma dieta rica em gorduras e açúcares e uma vida sedentária podem causar estragos. Uma dieta desequilibrada também aumenta a quantidade de radicais livres no seu corpo, o que pode danificar seu DNA e acelerar seu envelhecimento.

Concordo com tudo isso e você?

A ARTE DE SER AVÓ!

“Ser avó é retornar a infância, em viagem de primeira classe”. Jane Leal

Não tem coisa melhor do que ser uma vovó coruja… Tenho dois netinhos muito lindos já: João Pedro e Eva… mas acaba de chegar mais um… o príncipe Noah… outro netinho muito amado, uma benção!

Netos são como heranças: você os ganha sem merecer. Sem ter feito nada para isso, de repente lhe caem do céu. É, como dizem os ingleses, um ato de Deus. Sem te passarem as penas do amor, sem os compromissos do matrimônio, sem as dores da maternidade. E não se trata de um filho apenas suposto, como o filho adotado: o neto é realmente o sangue do seu sangue, filho de seu filho é mais filho que o filho mesmo… se é que isso é possível. Gosto do que a Rachel de Queiroz descreve sobre o que é ser avó:

Quarenta anos, quarenta e cinco, (cinquenta… sessenta, setenta, oitenta… não importa!) Você sente, obscuramente, nos seus ossos, que o tempo passou mais depressa do que esperava. Não lhe incomoda envelhecer, é claro. A velhice tem as suas alegrias, as suas compensações – todos dizem isso embora você, pessoalmente, ainda não as tenha descoberto – mas acredita.

Todavia, obscuramente, também sentida nos seus ossos, às vezes lhe dá aquela nostalgia da mocidade. Não de amores nem de paixões mas de saber que a doçura da meia-idade não lhe exige essas efervescências. A saudade é de alguma coisa que você tinha e lhe fugiu sutilmente junto com a mocidade.

Bracinhos de criança no seu pescoço. Choro de criança. O tumulto da presença infantil ao seu redor. Meu Deus, para onde foram as suas crianças? Naqueles adultos cheios de problemas que hoje são os filhos, que têm sogro e sogra, cônjuge, emprego, apartamento a prestações, você não encontra de modo nenhum as suas crianças perdidas. São homens e mulheres – não são mais aqueles que você recorda. Cresceram… amadureceram…

E então, um belo dia, sem que lhe fosse imposta nenhuma das agonias da gestação ou do parto, o doutor lhe põe nos braços um menino. Completamente grátis – nisso é que está a maravilha. Sem dores, sem choro, aquela criancinha da sua raça, da qual você morria de saudades, símbolo ou penhor da mocidade perdida. Pois aquela criancinha, longe de ser um estranho, é um menino seu que lhe é “devolvido”. E o espantoso é que todos lhe reconhecem o seu direito de o amar com extravagância; ao contrário, causaria escândalo e decepção se você não o acolhesse imediatamente com todo aquele amor recalcado que há anos se acumulava, desdenhado, no seu coração.

Sim, tenho certeza de que a vida nos dá os netos para nos compensar de todas as chatices e mutilações trazidas pela velhice. São amores novos, profundos e felizes que vêm ocupar aquele lugar vazio, nostálgico, deixado pelos arroubos juvenis. Aliás, desconfio muito de que netos são melhores que namorados, pois que as violências da mocidade produzem mais lágrimas do que enlevos.

No entanto – no entanto! – nem tudo são flores no caminho da avó. Há, acima de tudo, o entrave maior, a grande rival: a mãe… rsrsrs. Não importa que ela, em si, seja sua filha. Não deixa por isso de ser a mãe do garoto. Não importa que ela, hipocritamente, ensine o menino a lhe dar beijos e a lhe chamar de “vovozinha”, e lhe conte que de noite, às vezes, ele de repente acorda e pergunta por você. São lisonjas, nada mais. No fundo ela é rival mesmo. Rigorosamente, nas suas posições respectivas, a mãe e a avó representam, em relação ao neto, papéis muito semelhantes ao da esposa e da amante dos triângulos conjugais. A mãe tem todas as vantagens da domesticidade e da presença constante. Dorme com ele, dá-lhe de comer, dá-lhe banho, veste-o. Embala-o de noite. Contra si tem a fadiga da rotina, a obrigação de educar e o ônus de castigar.

Já a avó, não tem direitos legais, mas oferece a sedução do romance e do imprevisto. Mora em outra casa. Traz presentes. Faz coisas não programadas. Leva a passear, “não ralha nunca” ou muito pouco. Deixa se lambuzar de pirulitos. Não tem a menor pretensão pedagógica. É a confidente das horas de ressentimento, o último recurso nos momentos de opressão, a secreta aliada nas crises de rebeldia. Uma noite passada em sua casa é uma deliciosa fuga à rotina, tem todos os encantos de uma aventura. Lá não há linha divisória entre o proibido e o permitido, antes uma maravilhosa subversão da disciplina. Dormir sem lavar as mãos, recusar a sopa e comer bolinhos e chocolate, tomar café! Ah! Pode mexer no armário de louça, fazer trem com as cadeiras da sala, destruir revistas, derramar o copo d’a água , acender e apagar a luz elétrica mil vezes se quiser – e até fingir que está discando o telefone… enfim pode quase tudo! Riscar a parede com o lápis dizendo que foi sem querer – e ser acreditado! Fazer má-criação aos gritos e, em vez de apanhar, ir para os braços da avó, e de lá escutar os debates sobre os perigos e os erros da educação moderna. Clique aqui para ler mais.

Sabe-se que, no reino dos céus, o cristão defunto desfruta os mais requintados prazeres da alma. Porém, esses prazeres não estarão muito acima da alegria de sair de mãos dadas com o seu neto, numa manhã de sol. E olhe que aqui embaixo você ainda tem o direito de sentir orgulho, que aos bem-aventurados será defeso. Meu Deus, o olhar das outras avós, com os seus filhotes magricelas ou obesos, a morrerem de inveja do seu maravilhoso neto!

E quando você vai embalar o menino e ele, tonto de sono, abre um olho, lhe reconhece, sorri e diz: “Vó!”, seu coração estala de felicidade, como pão ao forno.

E o misterioso entendimento que há entre avó e neto, na hora em que a mãe o castiga, e ele olha para você, sabendo que se você não ousa intervir abertamente, pelo menos lhe dá sua incondicional cumplicidade…

Até as coisas negativas se viram em alegrias quando se intrometem entre avó e neto: o bibelô de estimação que se quebrou porque o menininho – involuntariamente! – bateu com a bola nele. Está quebrado e remendado, mas enriquecido com preciosas recordações: os cacos na mãozinha, os olhos arregalados, o beiço pronto para o choro; e depois o sorriso malandro e aliviado porque “ninguém” se zangou, o culpado foi a bola mesma, não foi, Vó? Era um simples boneco que custou caro. Hoje é relíquia: não tem dinheiro que pague… (O brasileiro perplexo, 1964. – Rachel de Queiroz)

Uma boa reflexão né?

SÓ UMA COISA QUE ME IRRITA MAIS DO QUE PERGUNTAREM A MINHA IDADE…

“Tudo o que um sonho precisa para ser realizado é alguém que acredite que ele possa ser realizado”. Roberto Shinyashiki

Confesso que gostei desta crônica de Denise Ribeiro, jornalista (vale uma boa reflexão). Mas nada tenho contra com os outros que desejam viver com mais intensidade na terceira idade, penso que faltou-lhes alguma coisa lá atrás e tem tempo agora de recuperar… Não é meu caso rsrsrs. Mas existem. Antes tarde do que nunca, eu diria. Ainda bem que deu tempo de realizarem, sorte que enxergaram e têm a coragem necessária para…

Pessoas que saem em busca de aventuras estão muitas vezes associadas a pessoas mais velhas… (ou pessoas muitos jovens)… querem desafios, descobertas e ousadias… Ah! Tem outra coisa… não me importo a mínima quanto me perguntam a minha idade (muito bem vividos, eu diria)… Tenho sempre a idade dos meus sonhos e muito gás ainda pra outros tantos. Aprecio conteúdos que me façam sonhar, criar… ser mais “Eu” mesma! Leia:

Só tem uma coisa que me irrita mais do que perguntarem minha idade: é ver octogenárias pulando de paraquedas. Cansei desses clichês imagéticos da chamada terceira idade. O que pretendem com isso? Melhorar a autoestima dos idosos? Sinalizar que a velhice não é fim de linha? Que é tempo de ousar? Devo confessar que, para mim, essas tentativas são inócuas. Primeiro porque minha autoestima vai bem, obrigada, depois, porque não sou o tipo de pessoa alimentada por pretensões esportivas. Paraquedas? Nem aos 20 e nem agora, que já passei dos 50. Prefiro rever algum filme do Fellini.

Há outros clichês bonitinhos, mas também irritantes. Velhinhos e velhinhas supercool, com roupas originais, meio hipongas ou de grife, sempre em poses modernas, chapéus e badulaques nas ruas de Nova York. Esses ganham sempre muitos likes no facebook. Gosto de ver, tenho agudo senso estético, o belo e o subersivo me atraem. Mas o peso dessas imagens como inspiração? Dois gramas.

E o que me inspira? Conteúdos que me façam sonhar, que mostrem o lado bom das pessoas, que exibam um mundo mais humano, que ampliem meus horizontes extrassensoriais. Que me atualizem com sugestões criativas para empregar meu tempo livre. Fiquei empolgada em saber que posso trabalhar num hotel flutuante no canal do Panamá, ajudar a traduzir para o português o site de idiomas de um australiano na Grécia ou cuidar dos jardins (e desfrutar dos arredores medievais) de uma propriedade no interior da França. Você troca trabalho por comida e hospedagem. Isso é economia colaborativa.

Quero conteúdos que me conectem com essa tecnologia incrível e rápida demais pra eu acompanhar. Não me interessa saber se o Obama tem conta no Spotify. Meus amigos e eu queremos entender, por exemplo, como se faz para produzir e editar um vídeo e depois colocar ele no youTube.

A gente quer fazer parte dessa revolução digital, quer contar nossas histórias, experimentar nossos talentos em outras áreas, trocar ideia com gente de todas as idades, se integrar aos negócios sociais, ter lições de empreendedorismo. Queremos aprender a lidar com novas formas de trabalho e de remuneração. Saber como funciona esse tal de crowdsourcing, que é fruto da criatividade coletiva.

Aliás, contem com a gente para fermentar essa criatividade. Esse grupo de cinquenta, sessentões tem muito conhecimento acumulado para compartilhar. A gente só está meio perdido tentando encontrar as pontes e as portas que nos conduzam a essa rede colaborativa, onde nossos talentos sejam valorizados. Precisamos de conteúdos que nos habilitem para essa caminhada, que nos transformem em nodos dessa rede. Conteúdos que tragam ferramentas não só para a vida profissional, mas também para o autoconhecimento. Palestras, encontros, cursos que nos dêem suporte psicológico e espiritual.

E espiritual, claro, não está necessariamente relacionado a religião. Tem a ver com força pessoal, equilíbrio psíquico, serenidade para aceitar a circularidade do tempo, coragem para construir um novo modelo mental.

A crise existencial que o processo de amadurecimento traz é inerente ao ser humano. Segundo Jung, é na meia idade que nos sentimos mais aptos a reorientar nossa consciência espiritual e nossos paradigmas. Quem não quer aumentar a sintonia com os mais caros valores universais? Quem não quer ser digno, ético, paciente, atento, solidário, amoroso, altruísta? Quem não quer ser autônomo para ampliar seu universo de aspirações?

Quero evoluir espiritualmente, abrir mão de cobranças, de preconceitos, de lamentações, de traumas do passado. Quero consumir com consciência, abrir mão do supérfluo, inclusive nos relacionamentos. Quero ouvir com qualidade meu interlocutor, desligar o botão do julgamento, ser tolerante com meus erros e mais generosa com as fraquezas alheias. Quero entender as similaridades entre a cabala e o xamanismo, entre meditação e mindfulness.

Quero cuidar e ser cuidada, quero olhar o meio ambiente com a sabedoria dos ciclos. Quero me comprometer com projetos de transformação social, com pessoas empenhadas em tornar nossa comunidade humana mais…..humana. Tenham elas 16, 45 ou 80 anos. Mas quero fazer isso ativamente, de maneira engajada, um dia após o outro. Com foco no que é possível fazer agora.

Portanto, senhores anunciantes, acordem: estamos experimentando a revolução da longevidade. Essa nova geração de idosos tem muita vida pela frente e está apostando numa longevidade sustentável.

Está se reinventando para tirar proveito dos próximos 20 anos. Já sabemos que caminhar faz bem, que fritura aumenta o colesterol, que há velhinhos surfistas. Invistam sua verba em anúncios, programas, portais inteligentes. Que nos tratem como pessoas ávidas por informação qualificada; despertas, curiosas, prontas a compartilhar tudo o que fizeram e viveram e aptas a desbravar esse mundo maravilhoso que se renova diariamente.

Gostaram?

Denise Ribeiro é jornalista e mediadora de conflitos, gosta de política e cinema, de conversas de botequim, de gente bem humorada e de comunicação não-violenta (embora precise treinar muito ainda esse quesito). Só não muda definitivamente para Salvador por causa dos netos.

APRENDA A NADAR AOS 70 ANOS. É POSSÍVEL E COMPENSADOR.

“… Aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que você aprendeu com elas do que com quantos aniversários você celebrou… ” Veronica Shoffstall

Até hoje tenho muito medo de água, mergulhar então é impossível rsrsrs… Não saber nadar é uma das minhas frustrações! Sei que sempre é tempo de aprender… e podemos superar nossos medos.

Natação é um dos esportes mais completos e não ter impacto (portanto não afetam as articulações) o que é importante nesta idade, o que é sem dúvida excelente e muito indicado. É um esporte que pode ser apreendido em qualquer idade. Nadar traz muitos benefícios. Preciso superar este meu medo! Sim eu tenho vontade de aprender a nadar. Quem sabe 2018 será o ano de mudar isso rsrsrs. Leia este artigo de Débora Miranda, do Uol, bastante animador:

Não tem impacto: é um esporte que não afeta as articulações, promove o relaxamento dos músculos e ajuda a aliviar a tensão muscular.

Proporciona equilíbrio muscular: a natação é uma das modalidades mais completas. … Melhora a postura: aumenta a flexibilidade da coluna e remove a dor.

Medo de água, falta de coordenação motora, dificuldade para respirar. Nada disso foi impedimento para que as aposentadas Ilza Marlene Kuae Fukuda, 70 anos, e Yone Maria Domingues, 77 anos, decidissem aprender a nadar. Apesar de não se conhecerem, as histórias de vida de ambas são semelhantes, e a determinação também.

“Comecei a nadar há pouco tempo, acho que há uns três anos. Eu me aposentei, meus filhos já estavam independentes e casados. Aí meu marido faleceu, e eu fiquei muito perdida na vida. Muito perdida mesmo. Não sabia por onde recomeçar e como continuar a viver sem ele”, conta Ilza, que, decidiu, então, procurar uma atividade física.

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“Quando você é jovem, nunca acha que vai envelhecer. Eu tive que começar a pensar na minha qualidade de vida. E a atividade física, além de trazer esse ganho, ajuda muito na saúde mental. É muito bom fazer novos amigos”, diz ela, que hoje vai à academia todos os dias e se reveza entre natação, hidroginástica, musculação, pilates e aulas de alongamento.

Yone comemora sua evolução com o professor Rafael de Miranda”. Yone conta que também decidiu praticar exercícios depois da morte do marido. “Quando o perdi, fiquei meio desorientada e fui morar com a minha irmã. Foi meu cunhado que me incentivou muito a fazer uma atividade física. Comecei com a hidro, mas levei um tombo na piscina e isso me assustou. Decidi, então, que precisava aprender a nadar. E não estou nem um pouco arrependida. Tenho um professor ótimo, que entende as minhas limitações”, destaca.img_2979

Yone brinca que seu treino é em “slow motion” (velocidade lenta), mas garante que a prática está ajudando seu corpo, sua saúde e sua mente. “Quando a gente atinge essa idade, acha que tem todos os reflexos em dia, mas evidentemente que não. E eu só tive essa consciência quando parti para a natação. Estou muito feliz de ter começado uma atividade aos 76 anos. É uma nova fase da minha vida. Claro que, às vezes, bate aquela tristeza, penso que meu marido não está vendo nada disso. Mas tenho minha conversa diária com ele e, se tem que chorar, eu choro. E choro muito. Mas estou levando. Não deixo deprê nenhuma me dominar. Estou vivendo.”

Clique aqui para ler mais.

 

PRECISAMOS COMPREENDER, ELABORAR O LUTO E REINVENTAR A VIDA.

espiritismo 2“O luto por quem amamos é sempre eterno, assim como as saudades e as lembranças de tudo que compartilhamos”. Autor Desconhecido.

Falar de perda, luto e morte é um assunto pra lá de sério… e sempre evitado. É tocar em sentimentos profundos de pessoas que – como crianças – estão precisando reaprender a trocar os primeiros passos sem a companhia de alguém amado.

Despedir-se de um ente querido- e de forma tão definitiva – é sempre um momento de dor profunda e quanto maior o vínculo maior a dificuldade de continuar a vida, especialmente quando perdemos alguém que a gente vê como esteio, âncora, refúgio, fonte de amor, esperança para o futuro e …

É difícil entender e aceitar. Meu pai sempre foi muito doente, sempre que me entendi por gente, mas quando ele piorou, a franqueza dos médicos e vários dias de hospital não me prepararam para a perplexidade de quando ele partiu. O sentimento era de não ter sido avisada (ou preparada) para o fato. Isso eu não sabia… Tempos depois, compreendi que o processo de negação em que estava mergulhada não me permitia pensar na finitude de um homem jovem, alto e forte. Nunca estaremos preparados! Já faz tanto tempo… sinto muitas saudades!

Perdas acontecem durante toda a nossa vida… começo a repensar qual o sentido da vida… Vida e Morte… Importante refletirmos sobre ela e como podemos elaborar este processo de luto dentro de nós. Este artigo da psiquiatra  Elisabeth Kubler-Ross tem este objetivo. LUTO 3

A elaboração do luto é um processo individual.

Cada um tem seu jeito e seu tempo para elaboração do luto.  É difícil viver a tristeza da perda em uma sociedade que não compreende e que não permite. A expressão de dor é comumente reprimida e rebatida com mensagens de otimismo na expectativa de que a pessoa saia rápido desse quadro.

Até entre profissionais de saúde encontramos dificuldades de compreensão e acolhimento da tristeza do luto. É mais tranquilo, para alguns, trazer para sua especialidade e enquadrar a pessoa em algum diagnóstico como crise de ansiedade e outros.

Nem toda tristeza é depressão. Nem toda pessoa triste precisa ser medicada. Não se deve rotular as pessoas ou criar diagnósticos para o luto. É preciso compreender e respeitar. É preciso aprender a silenciar e ouvir.

O que pode ajudar?

Há vários conceitos em torno da morte, filosóficos, culturais, religiosos. Para muitos a morte não é o fim, é apenas um processo de mudança. Ter uma religiosidade pode contribuir para que o processo de luto seja menos doloroso, mas sempre exigirá uma adaptação e um renovação para a vida. Eu, pessoalmente gosto muito da filosofia espírita e confesso que me traz um conforto grande.

Tudo passa são duas palavras de muita sabedoria, mas é preciso de um tempo para voltar à rotina e nos interessarmos pelas coisas como antes. “Lidar com perda é uma experiência humana, mas cada um de nós lida de forma singular. Só você sabe o que você passa, mas poder contar com o apoio dos outros faz com que esse tempo — que de certa forma temos que esperar passa quando perdemos alguém — seja um tempo ao menos com um bom colo pra deitar”.

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As fases do luto: (serve para qualquer tipo de perdas também)

Quando perdemos alguém ou algo importante na nossa vida, passamos por um período de adaptação para elaborar essa perda até voltarmos a nos interessar como antes pela nossa própria vida. Podemos pensar, em linhas gerais, em 5 fases de luto.
Para a psiquiatra Elisabeth Kubler-Ross estas cinco as fases do luto não são iguais para todos e nem acontecem de maneira linear. Cada um tem seu tempo para vivenciar as fases. Mas acreditem, tudo passa!

Saber disso pode ajudar você a compreender que seus sentimentos e que suas reações são mais comuns que você pensa. Leia:

1. Negação e Choque.

Essa é a primeira fase do luto, quando ainda está difícil para entender e aceitar a realidade da perda. Sabemos que o fato aconteceu, mas é difícil tocar no assunto ou imaginar que não vai mais ver a pessoa, que ela não responderá às suas mensagens ou não atenderá seus telefonemas. Fugimos então… não acreditamos que não esteja realmente acontecendo conosco.

2. Raiva.

Essa fase também é fácil de identificar. É quando a gente se revolta com o mundo e não se conforma com o que está acontecendo. A raiva pode ser para si mesma, para a pessoa que nos deixou, para o médico ou hospital, e até para Deus que permitiu o fato.

3. Negociação ou Barganha.

É quando imaginamos que uma atitude diferente da nossa parte poderia ter tido um resultado diferente e a pessoa poderia ainda estar conosco. Podia ter levado antes ao médico, não ter permitido que saísse aquele dia, ter conversado mais, ter falado sobre atitudes preventivas… podia ter cuidado mais… percebido melhor suas necessidades.

4. “Depressão”.

Essa é a fase mais profunda do luto, é quando a ficha cai e temos que encarar a realidade que nada nos devolverá o convívio com a pessoa querida. Nessa fase podemos sentir cansaço, falta de apetite, insônia, muita tristeza, isolamento social, dormência emocional. Sentimos fisicamente tudo.

Essa é uma reação natural à perda, não podemos confundir com depressão de um diagnóstico clinico.

5. Aceitação.

A própria palavra já antecipa seu sentido. Nessa fase compreendemos e aceitamos a perda. Podemos sentir saudade e tristeza, mas já visualizamos esperança na vida, no futuro e possibilidades de coisas novas em nossas vidas.

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Tudo tem seu tempo… Tudo passa!

“Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu. Há tempo de nascer, e tempo de morrer; tempo de plantar, e tempo de arrancar o que se plantou; Tempo de matar, e tempo de curar; tempo de derrubar, e tempo de edificar; Tempo de chorar, e tempo de rir; tempo de prantear, e tempo de dançar; Tempo de espalhar pedras, e tempo de ajuntar pedras; tempo de abraçar, e tempo de afastar-se de abraçar; Tempo de buscar, e tempo de perder; tempo de guardar, e tempo de lançar fora; Tempo de rasgar, e tempo de cozer; tempo de estar calado, e tempo de falar; Tempo de amar, e tempo de odiar; tempo de guerra, e tempo de paz”. (Eclesiastes 3:1-8)

Quanto mais vivemos mais acumulamos perdas:

Aos 20 anos sentávamos no mastro da escola, ouvindo Raul Seixas e rindo à toa. Nossa família era completinha e não tínhamos noção de todos os desafios que teríamos que enfrentar. Hoje, aos 64 anos tenho outra visão: foram tantas as perdas e tão difíceis!! (Terezinha Telma Murça Bendinelli).triste-chorando-olho-lagrima_2-11-17Se você viveu mais de 50 anos é certo que perdeu muitas pessoas queridas, essa é uma condição natural para os que tem o privilégio do envelhecimento.

A morte é um processo natural, mas o luto dói, corta e alma, faz a vida perder o sentido. E à cada perda revivemos a dor de outras partidas.  E precisamos inventar, reinventar, reinventar e reinventar nosso jeito de levar a nossa.

Para isso precisamos de ajuda!! Precisamos sentir que não estamos sós e que temos uma rede de amigos, familiares e profissionais de saúde de apoio. Precisamos cuidar do corpo, buscar atividades físicas, de relaxamento, massagens, passeios, que nos permita vivenciar, elaborar o luto e reiniciar, continuamente, a nossa jornada com amor, coragem e fé! Assista este vídeo… Maturidade Espiritual: Mestre o que é…? :

Fonte: http://viverdepoisdos50.com/2018/02/precisamos-compreender-elaborar-o-luto-e-reinventar-vida/

Para pesquisa: Mariana Farinas (http://www.psiconlinews.com/2015/05/5-fases-luto.html) – Foto de Capa: Pixabay

 

O QUE A MATURIDADE TRAZ DE BOM PARA VOCÊ? FAÇA A SUA LISTA.

mery Streep“Que importam os anos? O que importa mesmo é comprovar que afinal de contas a melhor idade da vida é estar vivo”. Quino

Maya Santana, 50emais nos diz… Ando refletindo muito sobre a maturidade, esta que é a última fase da existência. Sempre fui contra a expressão “melhor idade”. Na verdade, achava ridículo chamar esta etapa da vida de a melhor de todas. Mas o que tenho descoberto aos 66 anos é que em vários aspectos ela é realmente melhor. Por exemplo, nunca me senti tão livre. Nunca a opinião alheia sobre mim foi tão desimportante como agora. Nesta altura, praticamente só faço o que quero. E ficar sozinha comigo mesma nunca foi tão bom.

Melhor idade? Não, não é. Também não é a pior, embora nesta faixa etária as doenças comecem a aparecer, a decadência física seja inevitável e, o pior, as perdas se sucedam. Mas, como diz a atriz Meryl Streep, temos que “abraçar” o nosso envelhecimento. Achei interessante este artigo de Viviane Bevilacqua, da revista Donna, no qual ela faz duas listas sobre o que ganhou e o que perdeu com a chegada da idade. Os ganhos na lista dela foram maiores. Leia:

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Juventude é tudo, dizem os comerciais de televisão, que insistem na ideia de que só é feliz quem consegue prolongar eternamente o corpo, o rosto e os desejos que tinha aos 20 anos de idade. Pois eu discordo veementemente. Acredito que a maturidade tenha muitas vantagens. Perde-se em beleza e viço, mas se ganha em sapiência e paz interior. Eu prefiro a segunda opção. O que mais se ganha ou se perde com o passar dos anos? Para “colocar na balança” escrevi a minha listinha. Faça a sua também.

O que se ganha com a maturidade:

– Ficar em casa nas noites de sábado deixa de ser um sofrimento. Ver um filme no DVD ou ler um livro passa a ser um bom programa.

– Não sofremos mais porque não temos uma roupa nova para cada festa. Pelo contrário, passamos a entender que menos é mais.

– Paramos de nos preocupar com o que nossos namorados estão fazendo quando não estão conosco. Passamos a acreditar que as pessoas só ficam juntas se quiserem. Caso contrário, vai cada um para o seu lado.

– Entendemos que tudo passa, e que o sofrimento e a angústia fazem parte da vida de todos, assim como os momentos felizes, e que precisamos encará-los com serenidade.

– Os sonhos de consumo são outros. No meu caso, viagens, viagens, viagens… Bens materiais não são mais a meta. Muito melhor acumular experiências.

– Aprendemos que ninguém precisa ter uma turma grande para ser feliz. Bastam poucos e bons amigos.

– Aceitamos que quilos a mais não são o fim do mundo. Um bom prato de massa, um chocolate meio amargo ou uma taça de espumante confortam a alma.

– Adquirimos sabedoria para entender qual a hora de falar e a hora de ficar quieto. Saber ouvir e saber calar passam a ser grandes qualidades.

– Temos paciência para esperar que as coisas aconteçam.

– Paramos de planejar a longo prazo para viver o hoje, porque nos damos conta da finitude da vida.

– Valorizamos mais a companhia da família, até porque sabemos que ninguém é eterno.

merylstreep-1200x600Merryl Streep, 68: “Tenho que agradecer sempre por estar viva. Tenho amigos demais que estão doentes ou morreram, e eu estou aqui. Não posso me queixar”.

O que se perde com a maturidade:

– A beleza e o viço próprios da juventude.

– A saúde quase sempre perfeita.

– A coragem para arriscar-se em aventuras.

– Os sonhos, que são muitos e loucos.

– A esperança de mudar o mundo. Isso é o que mais me dói. Acreditava que minha geração mudaria isso que está aí – fome, guerras, revoluções, corrupções, descaso, abandono, terror. Mas só vejo piorar com o passar do tempo.

Fonte: http://www.50emais.com.br/46738-2/

CAMINHO DE SANTIAGO PRA QUEM TEM MAIS DE 50 ANOS!

“Nossa ligação foi traçada à nascença, mas nós escolhemos prolongá-la pela vida.” Feliz Dia do Irmão!

Hoje para homenagear meus irmãos no “Dia dos Irmãos”, vou compartilhar com vocês um desejo conjunto… Começou com minha irmã caçula, contaminou os outros  dois e encontrou um pouco de resistência minha rsrsrsr… Deste desejo de fazermos juntos o Caminho de Santiago de Compostela, que surgiu assim de repente e com a vida nos colocando a prova constantemente comecei a me questionar… pensei então em aceitar e começar a me preparar para tal…

“Foi um dos únicos momentos da minha vida que conheci o que deve ser “felicidade plena”. 

Já contei isso aqui outro dia que tenho 3 irmãos que há algum tempo comentam que desejam fazer o Caminho de Santiago, mas só com nós 4 (coisa de irmãos)… isto me inclui é claro.  Um desafio com 4 irmãos, pode? Confesso que adoro desafios e bem lá no fundo também desejava fazer este caminho… Sempre sonho em conhecer lugares incríveis…  e em fazer essa caminhada peregrina, tinha curiosidade e também fazia parte disso. Penso que deve ser uma experiência única e muito especial… algo marcante para dentro nós mesmos… um autoconhecimento profundo. Quando?… algum dia, pensava? Deixava pra lá… Nunca determinei… até fugia, mas agora…

O problema é que eu sempre fui meia (inteira rsrsr) sedentária fisicamente e na minha idade (coisa que não sinto)… pensava, isso não vai rolar! Eles vieram, propuseram, mexeram daqui me cutucaram dali… com isso minha vontade anda acendendo… aquela chama apagadinha… é, realmente confesso, tem mexido comigo!

Vamos amadurecendo, vão acontecendo tantas coisas em nossa vida… questões mil e de repente você para e pensa… nos intriga e faz refletir sobre a vida como ela é… Qual o meu propósito nesta vida? O que ainda temos que aprender? Onde preciso melhorar? O que fazer então? Xiiii não dá pra fugir mais. Chegou o momento! Muitas acontecimentos me fizeram repensar e reconsiderar este desejo sim.

Fazer esta rota de peregrinação (que existe há doze séculos) chegando via Espanha ou Portugal (a mais curta), até a cidade de Santiago de Compostela, está começando a ser planejada por mim (o preparo físico é urgente agora). Mais do que uma viagem será um projeto de vida. Nossas vida!

Começo a me preparar para este grande desafio. Afinal como irmã mais velha da turma não posso fazer feio não acham? E não pode demorar muito né? Daqui a dois anos acredito que esta bom. Com minha demora alguns irmãos já melhor preparados, devem fazer antes esta peregrinação… com sua famílias, mas quem sabe ainda iremos juntos algum dia. Nada impedi isso!

Vamos lá, ando pesquisando sobre o assunto e me animei com o que Daniel Agrela nos conta a história e dicas de Elker, um simpático senhor de 65 anos que já percorreu o caminho por cinco vezes neste artigo. Dá um bom começo pra animar muita gente… é sempre bom conhecer experiências de pessoas desta idade… Incentiva. Leiam:

Lembro com detalhes o meu primeiro dia no Caminho de Santiago. Com 25 anos recém completados, cheguei à pequena cidade de Saint Jean Pied Port, no sul da França, tarde da noite. Naquele momento, bares e restaurantes estavam fechando e minha preocupação era encontrar um albergue para passar a noite. Estava muito ansioso para iniciar o trajeto no dia seguinte.

Fui à oficina de peregrinos e lá recebi todas as recomendações necessárias, incluindo um mapa topográfico de cerca de 30 etapas até Santiago de Compostela. Peguei os materiais e fui em direção ao albergue. Lembro que no quarto havia cerca de oito pessoas, todas interagindo umas com as outras. O clima era de animação.

Logo percebi que era o mais jovem do grupo. Recostei na cama e passei a ver o mapa referente ao primeiro dia de caminhada. Fiquei em pânico. Como não tinha me preparado muito bem para a viagem, não sabia ao certo todos os detalhes, tanto de quilometragem quanto de altitude. Foi então que me dei conta que na manhã seguinte teria de percorrer cerca de 26 quilômetros partindo de uma altitude de 200 metros (nível do mar) para 1.400 metros (nível do mar).  Minha aparência calma tinha desaparecido. Percebendo isso, um viajante alemão veio até mim e matou a charada.  – Assustado com o percurso. – Assustado é pouco. Desesperado! Acho que não vou conseguir, disse.

– Pois não fique. Olhe para mim (nesse momento ele apontou para seu rosto e mãos, marcados pelo tempo). Meu nome é Elker, tenho 65 anos e esta é a minha quinta vez no Caminho de Santiago.

Fiquei incrédulo. Para mim, até então, esse trajeto só poderia ser feito por jovens devido à sua dificuldade. Afinal, são 800 quilômetros a serem percorridos a pé. – E por que recorre ao Caminho tantas vezes, perguntei. – Desde que me aposentei, tracei como meta de vida percorrer o Caminho de Santiago todos os anos. Até agora tenho mantido essa minha promessa, e, você não vai acreditar, mas com o passar dos anos parece que o trajeto se torna mais fácil para mim. – E os anos não pesam? – Minha primeira vez aqui foi difícil. Mas logo percebi que não é o físico que te leva a Santiago e sim o espiritual, o que você tem em mente, explicou.

Conversamos por algum tempo mais e, mentalmente, fui anotando todas as dicas daquele peregrino que, em tom professoral, me ensinava como encarar o Caminho de Santiago. Na manhã seguinte, perdi a hora e fui o último a deixar o albergue. Chovia e o frio castigava. Com as dicas do simpático Elker assimiladas, tomei coragem e parti rumo ao meu caminho. E não é que ele estava certo? Veja aqui as dicas dele:

1 – Não encare o Caminho de Santiago como uma corrida. Se sentir que seu corpo não vai aguentar, pare, descanse e recomece no dia seguinte;

2 – Ser jovem pode ajudar, mas não é essencial para fazer esta viagem. Às vezes, um bom motivo para caminhar vale mais do que alguns anos a menos;

3 – Caminhe sempre  com um cajado para auxiliar na subida, para dar impulso, e na descida, para proteger os joelhos;  4 – Use um chapéu para se proteger do sol;

5 – Consulte sempre os mapas das etapas, mas não se prenda a eles. Aprecie a paisagem que está a sua volta e caminhe para dentro de si;

6 – Beba bastante água, mesmo que não esteja com sede;

7 – Se puder, leve consigo sempre algo simples para comer. Nem todos os lugares do Caminho oferecem infraestrutura de bares e restaurantes;

8 – Leve fotos da família. Elas são importantes para os momentos de saudade;

9 – Não sobrecarregue as costas com uma mochila excessivamente pesada. Escolha itens essenciais para acompanhá-lo no trajeto;

10 – Quando os pés estiverem cansados, não se dê por vencido. Caminhe com o coração.

Daniel-AgrelaDaniel Agrela, da primeira vez em que percorreu o Caminho

Gostaram? Se animaram?

Alguém aí tem mais dicas? Me contem… Beijos.

*Daniel Agrela é jornalista e autor do livro: “O Guia do Viajante do Caminho de Santiago, uma vida em 30 dias”.

 

COMO CHEGAR AOS 100 ANOS… DE BEM COM A VIDA! QUEM QUER CHEGAR LÁ?

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“Envelhecer! Penso que estar viva, dá muito trabalho…, mas estar de bem com a vida, dá mais trabalho ainda…, sendo compensatório e maravilhoso!” Bia Perez

O que fazer para conseguir chegar aos 100 anos de bem com a vida? Esta é uma pergunta que todos nós fazemos algum dia. Podemos construir sim uma melhor qualidade de vida pra nós, desde cedo ou a qualquer momento… basta começar.

Hoje no dia do meu aniversário, eu fiquei pensando sobre isso… Sim, eu quero chegar aos 100 anos com uma melhor “qualidade de vida”.

Para que isso aconteça temos que dar uma parada e refletir… Já mudei alguns dos meus hábitos, rotinas e atitudes, durante estes últimos anos, que certamente estão contribuindo para a melhoria no meu envelhecer. Coisas que eu fazia antes e nem pensava sobre as suas consequências, precisaram ser revistas… e mudadas! E foram…

Quando percebi que pequenas mudanças (ou maiores, dependendo rsrsrs) em minhas rotinas (que me pareceram até simples) que eu fiz nos últimos anos, já trouxeram benefícios… me surpreendi… estão dando ótimos resultados. Tem trazido grandes melhorias na minha “qualidade de vida”, me fazendo sentir com mais disposição e bem animada… concluo então o quanto tudo isso vale a pena. Sempre tem uma nova descoberta, dicas para mudar… e muitas coisas ainda para aprender e compartilhar.

Quis trazer este assunto para vocês, sei que já ouvimos falar de muitas delas, mas entre o “ler e o fazer”, existe uma grande diferença… e levá-los a refletir melhor sobre todos os benefícios desde uma “Reeducação Alimentar” assim como de tantas outras dicas simples, que poderão nos trazer a curto prazo. Sair de uma vez da sua zona de conforto e do sedentarismo muda tudo.

São dicas que dependem de um pouco disciplina, de atenção e de certos cuidados. Podem ser simples, mas são bastante significativas e fazem toda a diferença… trazendo com certeza um envelhecimento bem melhor. Então porque esperar mais, né? Comece agora, o quanto antes!!!

DICAS E SUGESTÕES:

  • Exercícios e Movimentos, já: Não fique parado, deixe o sedentarismo de lado e comece a se movimentar o quanto antes. Inicie caminhando devagar e vá aumentando o ritmo aos poucos… trazem muito prazer e disposição. Algumas alternativas: Caminhadas leves e moderadas; Alongamentos; exercícios relaxantes; andar de bicicleta; natação; hidroginástica; musculação; yoga; meditação; jardinagem; dança; passear com o cachorro; exercícios aeróbicos… É importante variar os locais para se tornar mais agradável como: praças, jardins, praias. campo…

  • Reeducação Alimentar – Ingestão de uma melhor qualidade na alimentação, pensando em ser mais equilibrada e balanceada: Prefira consumir mais: proteínas; pratos mais coloridos; derivados de leite (queijos, manteigas, iogurte…); ovos; frango; peixe; legumes, verdura, frutas e grãos variados; menos frituras; prefira grelhados; diminuindo sal e o açúcar… entre outras.
  • Evitar o fumar!
  • Beber só socialmente!
  • Estimular a Memória: com leituras; escrever; palavras cruzadas, contas… uso de computador e internet entre outras. Estudar e aprender coisas novas…

  • Atividades Positivas em Relação a Vida: Tenha Projetos e planos sempre. Mantenha-se sempre ativo e participativo. Também precisamos: ter projetos; plantar; produzir coisas que nos deem prazer; ter Hobbies.
  • Relacionamentos Prazerosos: Sair com amigos de diferentes esferas; fazer novos amigos; namorar; conviver bastante com familiares; ser avós corujas…  Seja paciente e tenha gratidão.

  • Viajar e PassearIr a teatro, cinema, shows; fazer visitas culturais: a museus e a galerias de Arte… (saiba que depois dos 60 anos, você terá descontos em todas estas atividades). Saiba que nos transportes municipais estaremos isentos do pagamento da passagem (depois dos 60 anos, você terá gratuidade e descontos nos meios de transportes municipais e intermunicipais, verifique o valor com as empresas).
  • Ser voluntária, doando um pouco do seu tempo para ajudar outras pessoas, isso com certeza trará bens enormes e fará nos sentirmos pessoas melhores…

  • Ter Fé em si mesma. Escolher seus caminhos e acreditar que os desafios são aprendizagens de vida. Perceber que aprendemos muito mais com nossos erros e com os desafios da vida, do que com os acertos.
  • Seja Resiliente.

  • Ser sempre positiva: É muito bom ser otimista e procurar enxergar o lado bom das coisas. Aprecie um dia de cada vez…

 “Que a vida nos traga cada momento de longevidade.” Karen Stuart

Tenho muito o que fazer, rever e melhorar ainda… mas estou tentando, caminhando e animada…enfim comecei.

Assim chegaremos la!!!  Aos 100 anos… Vou tentar, quem sabe…

Um brinde 🥂

APOSENTEI E AGORA? BORA PRA PORTUGAL?

blog 3 anos

Hoje faz 3 anos de existência o meu Blog “O Terceiro Ato”… muito feliz com os muitos amigos que fiz aqui, com tudo que aprendi e das minhas novas e tantas descobertas que fiz… muitas delas foram compartilhadas aqui… Obrigada aos meus 1.040 seguidores, tão queridos… aos vistantes viajantes do dia a dia… Vocês é que me incentivam e me fazem continuar. O meu muito obrigada!

Hoje quero postar aqui sobre um dos assuntos que mais tenho acesso e escrevo aqui no Blog… sobre o tema Morar em Portugal, depois de se aposentar. Sempre procuro estar renovado e antenada no que acontece na atualidade… além de compartilhar minhas experiências com vocês, mantenho um dialogo aberto com os visitantes.

Faço com muito carinho e espero que gostem. Participem, comentem e compartilhem o que gostam… visitem as minhas Redes Sociais.

Saiba mais: https://oterceiroato.com/2016/06/20/como-viver-em-portugal-depois-de-aposentar/

Portugal eletricos-lisboa-min

Sempre comento aqui que estou me preparando para ir “morar em Portugal” em 2020, após aposentadoria do meu marido… porque eu, já me aposentei, com o visto próprio para aposentados, o Visto D7. Pesquiso bastante sobre este assunto e costumo postar vários artigos aqui, que considero que possa me ajudar assim como outras pessoas, que estão nesta mesma situação. Portugal tem entre outras coisas uma excelente qualidade de vida, muita história e cultura é o que estou buscando pra mim.

Sempre são um sucesso estes meus posts, então decidi publicar vários posts sobre assuntos variados todos relacionados a este tema. Conheça também outros post muito acessado do Blog, sobre este assunto:

ALGARVE ELEITA A MELHOR CIDADE PARA O APOSENTADO MORAR.

APOSENTANDO EM PORTUGAL. TIPOS DE VISTOS – D7 PARA APOSENTADOS.

SAÚDE PÚBLICA EM PORTUGAL, COMO FUNCIONA…

No momento complicado que vivemos em nosso País…tantas incertezas e decepções muitos tem este mesmo desejo atualmente, e vivem nesta mesma busca.

Leiam este artigo que foi publicado no site conexãojornalismo.com.br: “PORTUGAL PODE SER O PARAÍSO PARA BRASILEIROS – SAIBA COMO IR E FICAR POR LÁ”, que considero bem interessante, compartilhando:

Não, não se trata de um convite, nem tampouco de uma gozação. Mas para aqueles que não aguentam mais a crise e ainda acreditam que a única saída para o Brasil é o aeroporto, vale dar uma olhada na reportagem publicada pelo blog Euro Dicas. Ali a gente encontra o passo a passo para quem sonha passar o resto da vida em Portugal.

Mas… um aviso: não é para qualquer um. Tem que ter um mínimo de poder aquisitivo, estabelecido pelo governo português, para se candidatar a morador da Terrinha. Além disso, há controvérsias, alertas de que nem tudo são flores “no paraíso” – leia e decida se você vai ou fica:

Portugal alugar-apartamento-portugalComo viver em Portugal depois de aposentar:

Sim. Pode residir em Portugal como reformado/aposentado ou viver de rendimentos próprios (bens móveis ou imóveis, da propriedade intelectual ou de aplicações financeiras). Portugal tem uma lei para receber cidadãos aposentados do mundo inteiro que desejam viver aqui, desde que provem rendimentos suficientes. Inclusive tem benefícios fiscais de isenção de impostos! Entenda como funciona o processo para que os aposentados brasileiros possam morar em Portugal e saiba todas as vantagens de ser estrangeiro aposentado em Portugal, além da qualidade de vida, claro.

Como morar em Portugal sendo estrangeiro aposentado?

O aposentado deve solicitar um visto de Residência para reformados ou titulares de rendimentos junto ao Consulado de Portugal. Veja como pedir o visto:

1 – Comprovante de rendimentos que possibilitem a residência em Portugal, garantidos por período superior a 12 meses, e pode ser provado de duas formas:

No caso de aposentados, através do comprovante da aposentadoria, bem como a garantia do seu recebimento, ou então comprovar outros rendimentos em território nacional. No caso de cidadãos que vivem de rendimentos de bens móveis ou imóveis, da propriedade intelectual ou de aplicações financeiras, através de documento comprovante da existência e montante dos rendimentos, bem como da sua disponibilidade em Portugal.

2 – Outros documentos exigidos:

– Formulário de pedido de visto a preencher online
– Carta justificativa da pretensão de residir em Portugal
– 2 fotos 3×4 a cores e fundo liso, atualizada e com boas condições de identificação
– Passaporte original, com validade superior a 3 meses
– Cópia autenticada do passaporte (das folhas usadas e de identificação)
– Cópia autenticada da carteira de identidade (RG)
– Certidões de Antecedentes Criminais, com menos de 90 dias, emitidas pela Polícia Federal e pela Polícia Civil, com a assinatura reconhecida em Cartório
– Atestado Médico, com menos de 90 dias, passado por Órgão Oficial a declarar que não é portador de doença contagiosa, com a assinatura do médico reconhecida em Cartório
– Seguro Saúde Internacional Privado, ou o PB-4, caso seja beneficiário do INSS, pelo tempo que durar o visto
– Se casado, deve enviar cópia autenticada da certidão de casamento
– Se tiver filhos menores que acompanhem, deve enviar cópias autenticadas das certidões de nascimento
– Comprovante de alojamento em Portugal que, numa primeira fase, poderá ser reserva de hotel ou carta de pessoa conhecida, legalmente residente em Portugal, que garanta o alojamento.

LisboaQuanto preciso ter de renda para viver aposentado em Portugal?

Para que seu visto de residência como aposentado em Portugal seja aprovado, é preciso satisfazer alguns fatores mínimos, e um deles é o valor da aposentadoria por mês. O valor mínimo varia de acordo com a quantidade de pessoas no agregado familiar que vai se candidatar para morar no país.

Os valores de aposentadoria para viver em Portugal:

1º adulto – 100% do salário mínimo (580 Euros) vigente
2º adulto – 50% do salário mínimo vigente
Cada criança – 30% do salário mínimo vigente

Por exemplo em 2018: um casal aposentado precisaria de 870 Euros, mas com uma criança menor de idade precisaria ter um rendimento mínimo de 1064 Euros (180% do salário mínimo vigente) para aplicar o agregado familiar para o visto de residência, considerando que o salário mínimo é de 580 Euros em 2018.

A obtenção do visto não é automática, e quanto mais recursos financeiros você tiver, maior a probabilidade de sucesso. Para você saber se consegue viver bem Portugal com a sua aposentadoria, leia aqui o Custo de Vida em Portugal.

Isenção de IRS na aposentadoria de estrangeiros e vantagens.

idoso feliz 7   PORTUGAL EUROEm 2013, Portugal criou o status de “residente não habitual”, que permite ao aposentado estrangeiro ter isenção de impostos durante dez anos. Para fazer parte desse programa é preciso residir pelo menos 6 meses por ano em Portugal sem exercer atividade lucrativa, alugar apartamento em Portugal (imóvel em geral) ou comprar e não ter sido residente fiscal em Portugal nos cinco anos anteriores. Sem dúvida, não pagar impostos por 10 anos é um grande atrativo para ser um estrangeiro aposentado em Portugal.

Mas é não informar que essa isenção de impostos para aposentados estrangeiros em Portugal não vale para brasileiros… simplesmente porque o acordo Brasil-Portugal, sobre bitributação, determina que a cobrança de Imposto de Renda seja feita no país que paga a pensão, ou seja, um aposentado brasileiro que for residir em Portugal terá o Imposto de Renda retido na fonte, com alíquota de 25%. Já os acordos sobre bitributação dentro da União Europeia determinam o contrário. Por isso, esse benefício que o governo português criou só vale para aposentados dos países da UE.

Todos os brasileiros aposentados que vivem no exterior possuem um desconto de 25% em seus benefícios pelo simples fato de residirem em outro país. A Lei 13315/2017, sancionada pelo Presidente Temer, altera a lei 9779/99, onde o artigo 70 dizia:

Art. 7o Os rendimentos do trabalho, com ou sem vínculo empregatício, e os da prestação de serviços, pagos, creditados, entregues, empregados ou remetidos a residentes ou domiciliados no exterior, sujeitam-se à incidência do imposto de renda na fonte à alíquota de vinte e cinco por cento.

… e legaliza a retenção dos 25%, com o trecho que passou a determinar:

Art. 7º Os rendimentos do trabalho, com ou sem vínculo empregatício, de aposentadoria, de pensão e os da prestação de serviços, pagos, creditados, entregues, empregados ou remetidos a residentes ou domiciliados no exterior, sujeitam-se à incidência do imposto de renda na fonte à alíquota de 25% (vinte e cinco por cento).

Com isso, torna-se legal o que antes não era e a cobrança da taxa passa a ser constitucional. Em 2017 foi instaurada esta lei que deixe claro que a taxação também é devida sobre as aposentadorias e benefícios da previdência.  Em dezembro de 2016 foi sancionada a nova lei, mas a nova lei só passa a vigorar a partir de 2017… para os residentes em Portugal.

Uma injustiça ao meu ver, pois prejudica quem já trabalhou e contribuiu bastante neste país e busca agora na aposentadoria uma melhor qualidade de vida em Portugal terá que planejar bem e fazer muitas contas para ir mudar de País.

Cabe lembrar aqui que existem outras alternativas que devem ser estudadas e pensadas neste momento que parecem melhor… oferecem alguns benefícios neste caso, para todos nós Vale a pena conhecer e estudar… Como por exemplo:

Travel the world monuments concept

Continuar a residir também no Brasil , mantendo a sua conta bancaria normal, não como “CONTA DE NÃO RESIDENTE”. Quer dizer você (Aposentado ou não) poderá ficar no mínimo por 6 meses morando em Portugal e um período no Brasil. Isso contará como tempo para conseguir a sua cidadania portuguesa no futuro.

O transferwise, para enviar dinheiro para Portugal… Saiba mais: https://oterceiroato.com/2016/09/19/transferir-dinheiro-do-brasil-para-o-exterior-encontrei-a-melhor-forma-transferwise-1/

Taxas de tributação

A taxa de tributação dos rendimentos recebidos em Portugal para trabalhos dependentes ou independentes é de 20%. Entretanto, a taxa não é aplicada se esses rendimentos já forem tributados no país de origem.

Por exemplo: um aposentado que recebe sua aposentadoria no Brasil já tem o imposto descontado no Brasil, neste caso não há dupla tributação. Ou seja, o imposto será pago apenas no Brasil por 10 anos.

Essa isenção da tributação em Portugal é válida para países que possuem acordo com o país e que fizeram uma convenção para eliminar a dupla tributação para os cidadãos.

Saiba sobre Autorização de Residencia e Nacionalidade Portuguesa, por Naturalização.

A respectiva Autorização de Residência tem validade inicial de 1 ano, sendo renovada 2 vezes consecutivas pelo período de 2 anos cada. Após este prazo a renovação acontece a cada 5 anos, entretanto destacamos que depois de 6 anos de residência legal é possível solicitar a nacionalidade portuguesa, por naturalização!

Fonte: http://www.conexaojornalismo.com.br/colunas/gastronomia/nutricao/portugal-pode-ser-o-paraiso-para-brasileiros-aposentados-saiba-como-ir-e-ficar-por-la–35-40116

Residente Não Habitual em Portugal (RNH): entenda o regime fiscal

http://koetzadvocacia.com.br/fim-das-acoes-brasileiros-no-exterior/

RESILIÊNCIA – PODER DE RECUPERAÇÃO DIANTE DAS ADVERSIDADES DA VIDA.

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“Resiliência é continuar numa constante transformação diante de todas as pressões presentes. É o sentido master da ressignificação”. Nilton Pedreira

Com a proximidade do meu niver… pensei em publicar um Post que me identificasse bem, agora especialmente minha relação com a vida e a a maturidade…. Questões que sempre me fazem parar e refletir: Como me comporto diante das adversidades da vida? Como enfrento os desafios e dificuldades que surgem no seu caminho? Como sobrevivo? O que vai ser daqui pra frente?

Se é uma coisa de que entendo bem… é sobre Resiliência. Sim, sou uma Resiliente! Quem me conhece sabe bem disso. A vida me deu escolhas e eu sempre escolhi ser feliz e não prejudicar ninguém (conscientemente, é claro).

Ter um olhar positivo sobre tudo que a vida me deu… me ajudou muito. Nas vezes que tive desafios pra enfrentar, e foram muito… tropecei sim, tive medo, caí e sofri…, mas sempre acreditei e tive FÉ de que as cosias iam melhorar e que serviriam para o meu crescimento. Acontecem coisas e nos fazem sair muitas vezes da nossa zona de conforto que nos obrigam a repensar e mudar…, mas são tudo melhorar lá na frente, mesmo que eu não consiga compreender e visualizar o meu final… Eu quis crescer como pessoa e na vida.

Penso que a vida é uma longa caminhada e você pinta das cores que quer. Cada um tem a sua. A minha é um arco-íris.

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Construí em meus caminhos algumas pontes… fechei livros, encerrei histórias e ciclos quando eram necessárias… e construí novas histórias, outros capítulos e me reinventei… Sempre me levantei e amadureci! Dentro do meu tempo. A vida é dinâmica e está em constante movimento. Nunca para! Ser feliz sempre foi meu maior objetivo, o que me impulsionou a prosseguir, mudar e ir em busca de novas saídas. Hoje sou grata por tudo o que tenho e recebi. Este é o segredo da vida. Ser feliz com o que temos e fazemos com ela, minha opção! A maturidade me permitiu enxergar com mais simplicidade muitas delas.

Li este artigo do Blog “Mundo dos psicólogos” que tem a intenção de ajudar as pessoas nesse aspecto, compartilho com vocês agora. Leiam:

A psicologia usa o termo resiliência psicológica para pessoas que respondem as frustrações diárias com alto nível de capacidade de recuperação emocional. Simplificando, quanto mais resiliente a pessoa for mais preparada a pessoa está para enfrentar as adversidades encontradas ao longo da vida.

A verdade é que todos os seres humanos passam por problemas, independentemente da classe social que pertencemos em algum momento da vida nos deparamos com adversidades. Então a pergunta mais lógica é: eu sou uma pessoa resiliente?

Jogue Fora

Observe: a resiliência é um processo de aprendizado desde a infância. Existem adultos que quando crianças se esquivaram das dificuldadese outros que se isolaram frente aos problemas do cotidiano. Desta forma:

  • Não conseguem apresentar comportamento de enfrentamento;
  • Não possuem habilidades de atravessar as situações de crise de maneira construtiva;
  • Falta otimismo, segurança;
  • Tem a tendência de maximizar o problema;
  • Respondem de forma passiva;
  • Não conseguem reagir;
  • As interpretações dos fatos são negativas;
  • Diminuem a responsabilidade da ocorrência e desta forma não possui controle pelo acontecido;
  • Não esboça atitude de mudança;
  • Assume uma postura de vítima.

O que eu preciso fazer para me tornar uma pessoa resiliente?

Você tem a alternativa de agir de forma mais ativa, ou seja, assumir que parte dos problemas que vivemos dizem a respeito à nossa forma de agir no mundo e reconhecer que tem responsabilidade sobre o fato. Eu escolhi isto.

Quando o indivíduo enxerga que faz parte integrante do problema que acontece em sua volta, as chances de mudanças são maiores, como se você fizesse um bolo sem receita, se der errado você nunca saberá onde errou, qual foi o ingrediente que estava a mais ou a menos e resultou no bolo ruim. Se o bolo ficou delicioso, você também não saberá qual foi o ingrediente usado para que ele ficasse tão gostoso.

Assim, quando a pessoa se vê parte integrante do problema e pelo que acontece à sua volta, recupera a possibilidade de mudar as coisas que não a fazem bem. A atitude mental frente a adversidade é muito importante para construir uma boa resiliência psicológica, muitas pessoas desejam mudar seu comportamento diante das dificuldades, mas não consegue agir diferente.

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Buscar um sentido na vida, compreender o que sente e estar atento aos sentimentos: entenda que estar em contato com suas emoções te faz ser mais ágil na busca daquilo que efetivamente te faz bem, como também na evitação das situações que te fazem mal. É a chamada inteligência emocional. O ponto crucial é perceber o estado subjetivo para então poder mudar.

BIA SO

Entendo que não é fácil, não estamos habituados a nos conectar conosco, vivemos numa correria constante, sempre procurando aliviar nossos sentimentos ruins, projetando no outro a responsabilidades dos acontecimentos, a maioria das vezes sabemos o que nos incomoda, mas preferimos não pensar sobre o assunto, se você está se identificando com alguns desses comportamentos, ainda há tempo para mudar.

Se você não tem conseguido sozinho, busque ajuda. Aprenda desenvolver uma postura ativa em sua vida, aprenda a dar a volta por cima dos obstáculos, não se sinta vítima de sua existência, faça com que as coisas façam sentido, elabore um projeto pessoal e por último, mas não menos importante entenda suas emoções. Aderindo esses comportamentos você desenvolvera sua resiliência emocional.

Assista este vídeo “O PODER DA RECUPERAÇÃO, RESILIÊNCIA”, vai gostar. Fábio de Melo: https://www.facebook.com/PadreFabiode… Clóvis de Barros Filho: https://www.facebook.com/clovisdebarr… Leandro Karnal: https://www.facebook.com/prof.leandro… 

Fonte: https://br.mundopsicologos.com/artigos/resiliencia-poder-de-recuperacao-diante-das-adversidades-da-vida