SER AVÓ PELA PRIMEIRA VEZ… É MARAVILHOSO!

Ser avó pela primeira vez é um acontecimento único em nossas vidas, que você deve aproveitar ao máximo. Eu aproveito muitooooo… cada minuto… cada momento nosso é inesquecível! Agora imagine triplicar está dose de alegria… É muita alegria pra uma vovó coruja como eu aguentar. Hoje está é a minha realidade.

Você vai ser avó pela primeira vez?

Então prepare-se para entender sentimentos completamente novos. Descobrir que vai ser avó te enche de sentimentos contraditórios, como alegria e preocupação. Uma mistura de alegria, amor, medo, mistérios e vai sofrer uma renovação da vida.

A alegria é pela chegada de um bebê que vai roubar o seu coração. Já a preocupação é porque você provavelmente acha que tem que se preparar para esta nova etapa… assim como seu filho (a). Vai nascer aí uma nova família. Seu legado vai crescer.

Ainda assim, o amor que sentimos por nossos netos é tão grande que todos esses sentimentos acabam desaparecendo…. assim que ouvir seu netinho chorar ou dizer vovó pela primeira, você vai esquecer imediatamente todos esses pensamentos. A partir de então, compartilhará sua história com todas as outras futuras e novas avós.

Ser avó pela primeira vez é sim maravilhoso… uma experiência única, que nos marcará assim como o nascimento de nossos filhos.

Prepare-se para descobrir um novo universo dentro de você, cheio de lágrimas e sorrisos… algo que parecia adormecido… irá despertar. Os netos nos ensinam uma nova forma de amar. É um amor extraordinário, único e completamente diferente do que sentimos por nossos filhos. Parece duplicar a intensidade e forma, é mágico. Por isso, ser avó pela primeira vez é inexplicável e maravilhoso.

É abrir seu coração ❤️ pra um amor sem finitude. É perceber que a sua sementinha plantada… está dando frutos… e florescendo. Os netos são um espelho 👶🏻❤️ daquilo que começamos um dia. Trará mil recordações.

A medida que o seu netinho for crescendo, você vai começar a notar alguns traços seus e de seus filhos refletidos nele a todo momento, trazendo memórias da sua infância. Quando ele sorrir, por exemplo, fará você se lembrar dos belos sorrisos dos seus filhos quando eram pequenos.

Da mesma forma, quando ele começar a comer e a ter preferência por algumas frutas específicas, isso trará recordações de quando você era pequena e também gostava mais de determinadas frutas, e das que gosta até hoje. Doces lembranças que vem e vão.

Quando e como participar dos planos dos pais?

Esperando um convite, na sua hora e no seu momento. Como assim?

Não saia espalhando por aí a chegada do novo membro da família. Espere que os pais se manifestem. Eles vão querer ser os portadores das boas novas. Afinal a grande notícia é deles? Não seja inconveniente.

Quanto aos presentes que quiser dar ao seu neto, tente conversar com os futuros pais antes para mostrar o que deseja comprar e pedir a opinião deles, compre o que eles precisarem… Escolheram juntos vai ser bom e ajudar na medida que forem úteis e necessários. Além disso, use a sua experiência para sugerir que comprem o for necessário para o bebê. Vai descobrir quantas novidades que fazem a vida bem mais práticas surgiram até agora, vai ser surpreendente.

Dessa forma, você poderá se integrar pouco a pouco nos planos dos pais… com a delicadeza que requer o momento. Tudo isto evita futuros conflitos.

Alguns conselhos para quem vai ser avó pela primeira vez…

Converse com seus filhos sobre o quanto é maravilhoso ser avó pela primeira vez. Da sua alegria e expectativas. Ouça com o coração, fale o necessário e paciência.

É muito importante que seus filhos saibam do amor que está crescendo dentro de você diante dessa belíssima notícia, que saibam o quão lindo é ser avó pela primeira vez e participar junto dos momentos antes de ele chegar, sem exageros e invasões. Mas na medida certa.

Lembre-se que os pais também estão em êxtase vivendo momentos únicos de ansiedade, preocupação e amor. Saiba esperar e compreender este momento pacientemente.

Lembre-se de que o novo bebê é seu neto, e não seu filho. Cada um no seu lugar.

Meus netos com o tempo vão crescer e dar trabalho… precisar de limites e amor na dose certa… como toda criança. Faz parte. Aprendemos dia a dia.

É importante que você se lembre que, de agora em diante que a responsabilidade pela educação e a criação dos filhos é dos pais, e não da avó. Mas não tenha medo de intervir quando sua ajuda for solicitada… participe dentro do seu limite, como uma boa avó coruja.

CONCLUINDO ao ser avó pela primeira vez, é importante ter em mente que a relação que você vai ter com os seus netos é diferente da que tem com os seus filhos. Os netinhos são para ser adorados, abraçados, mimados e amados. Vamos construir mil histórias juntos.

Na verdade, você deve se tornar cúmplice deles, mas sem perder o equilíbrio existente entre o respeito e a autoridade dos pais e a participação da avó.

Espero que vocês aproveitem bastante este período.

CORONAMOR🦠

E assim, um dia, o mundo se encheu da desastrosa promessa de um apocalipse viral e, de repente, as fronteiras que foram tão defendidas com guerras se quebraram com gotículas de saliva, houve equidade no contágio, que foi distribuído igualmente aos ricos e pobres, as potências que se sentiam infalíveis viram como se pode cair ante um beijo, ante um abraço.

E nos demos conta do que era importante, e então uma enfermeira se tornou mais indispensável que um jogador de futebol, e um hospital se tornou mais urgente que um míssil. As luzes foram apagadas nos estádios, os filmes pararam de ser filmados, acabaram as missas e os encontros das multidões.

E então, no mundo, houve tempo para refletir sozinho, e esperar em casa que todos chegassem para se reunirem em frente às lareiras, mesas, cadeiras de balanço, redes e contar histórias quase esquecidas.

Três gotículas de ranho no ar nos levaram a cuidar dos nossos anciões, a valorizar a ciência acima da economia, a ouvir agora que não apenas os indigentes trazem pragas, que nossa pirâmide de valores estava invertida, que a vida sempre veio primeiro e que as outras coisas eram acessórios.

Não há lugar seguro, na mente de todos nós cabem todos, e começamos a desejar o bem ao próximo, precisamos que ele se mantenha seguro, que não fique doente, que viva muito, que seja feliz, e, junto com uma paranóia fervida em desinfetante, nos damos conta que se eu tenho água e ele, que vive mais distante não, minha vida está em risco.

Voltamos a ser uma aldeia, a solidariedade se tinge de medo e com o risco de nos perdermos isoladamente, percebemos que há apenas uma alternativa: sermos melhores juntos.

Algo invisível chegou e colocou tudo no lugar. De repente os combustíveis baixaram, a poluição baixou, as pessoas passaram a ter tempo, tanto tempo que nem sabem o que fazer com ele, os pais estão com os filhos em família, o trabalho deixou de ser prioritário, as viagens e o laser também.

De repente silenciosamente voltamo-nos para dentro de nós próprios entendemos o valor da palavra solidariedade.

Num instante damos conta que estamos todos no mesmo barco, ricos e pobres, que as prateleiras dos supermercados estão vazias e os hospitais cheios e que o dinheiro e os seguros de saúde que o dinheiro pagava não têm nenhuma importância porque os hospitais privados foram os primeiros a fechar. Nas garagens estão parados igualmente os carros de última geração ou ferro velhos antigos simplesmente porque ninguém pode sair.

Bastou meia dúzia de dias para que o Universo estabelecesse a igualdade social que se dizia ser impossível de repor. O MEDO invadiu todos Que ao menos isto sirva para nos darmos conta da vulnerabilidade do ser humano.

Não se esqueçam- BASTOU MEIA DÚZIA DE DIAS.

Este autor desconhecido disse tudo pra nossa reflexão.

PARTIDAS E CHEGADAS…

Quando viu a mala vermelha, aquela que havia tanto brincado naqueles dias… chegando á porta de saída e a porta se abrindo, com o táxi me esperando, ouviu:

⁃ Vamos nos despedir da vovó, agora.

Tudo se confirmou. João parou, imóvel na porta se encolheu todo por dentro… paralisado, me olhou com os olhos mareados… brotaram lágrimas num choro silencioso, foi como um grito surdo… uma dor sem fim.

Viu e entendeu pela primeira vez que as pessoas vão embora, como assim?Sentiu-se fragilizado… impotente, assim como todos nós, chorou: pai, mãe e avó.

João não podia fazer nada, era uma mistura de sentimentos de partida… de saudades. Chorou inconsolavelmente por 40’… A saudades já mora em mim, faz tempo.

Não há palavras para certas coisas João, você tem razão.

Me fez pensar durante o caminho para o aeroporto, como a distância e a saudades podem ser mais cruéis para as crianças, pois ainda não tem a real dimensão da partida e da chegada… nem da distância ou da saudades.

Não era eu que gostaria de te ensinar ou te fazer perceber isto… não eu, meu João. Isto me quebra toda por dentro.

Quero que saiba que assim como cheguei, fiquei… brincamos e rimos muito… fui embora, sim… por um tempo mas, eu voltarei.

Nos falaremos agora pela internet muitas vezes. E ele sempre me repete: – Vem ó ó… com o sinalzinho do avião em suas mãozinhas. Sim, eu voltarei, em breve!

Todos os dias, quando o seu pai vai buscá-lo na escola… João quer fazer o mesmo caminho em que me encontrou no meio da calçada, com a mala vermelha. E repete… repete… repete… todas as semanas, na esperança de me reencontrar no meio do caminho de volta para casa, assim como eu cheguei um dia.

Nos encontraremos sim. Não hoje, nem agora… mas vamos em breve estar juntos novamente… na mesma calçada. Pode me esperar. Eu voltarei!

Da mesma maneira que te fiz perceber a “partida”… e a “saudades”… também quero te ensinar que “voltamos”… chegamos de volta ao “ponto de partida”. Vais ver!

Mais tarde, quem sabe um dia… quando você crescer mais… eu possa lhe mostrar também que quando não enxergarmos mais o caminho de volta para o ponto de partida… é porque tudo mudou. E muda… as coisas mudam com o tempo, algumas vezes… e nós mudamos também com a vida. Não tenha medo. Construímos pontes, damos outra volta, viramos a página… e vamos chegar no lugar que queremos… num novo lugar… no nosso lugar… e construímos novas histórias…

Tudo ficará bem, pois tudo passa… acredite eu sei do que estou falando. Acredite sempre em você, na sua família e no amor. Isto é o mais importante que temos na vida. Nossas raizes… nosso alicerce.

TUDO PASSA!

Tudo passa. Tenha calma. No lugar da ferida se renova a pele, no lugar da dor se refaz o amor, no lugar da perda se refaz a esperança. E é pelas esperas que se refaz um coração. Tudo passa quando a gente se aquieta. Tudo se refaz quando a gente acredita…
Assim como Cecília Sfalsin eu tenho certeza que tudo passa!

O VALIOSO TEMPO DOS MADUROS. CONTEI OS MEUS…

Este texto de Ricardo Gondim descreve muito bem sobre este maravilhoso tempo em que estamos vivendo na Longevidade. Traz uma boa reflexão. Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para frente do que já vivi até agora.

Sinto-me como aquele menino que ganhou uma bacia de jabuticabas. As primeiras, ele chupou displicente, mas percebendo que faltavam poucas, rói o caroço.

Já não tenho tempo para lidar com mediocridades.

Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflados.

Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte.

Já não tenho tempo para projetos megalomaníacos.

Já não tenho tempo para conversas intermináveis para discutir assuntos inúteis sobre vidas alheias que nem fazem parte da minha.

Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas que, apesar da idade cronológica, são imaturas.

Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário geral do coral ou semelhante bobagem, seja ela qual for.

Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa…

Sem muitas jabuticabas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade, defende a dignidade dos marginalizados, e deseja tão somente andar ao lado de deus.

Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade, desfrutar desse amor absolutamente sem fraudes, nunca será perda de tempo. O essencial faz a vida valer a pena. Basta o essencial!

CAFÉ & PROSA… da IT_AVO

Acontece uma vez por mês em São Paulo, na região do centro o café &prosa, preparado com muito carinho por Rosângela do it_avo.

Será mês dia 20/02 no @cafegirondino das 14:30 as 16:30.

Venha tomar um café conosco! Você é nosso convidado. #it_avo #oterceiroato #cafe&prosa

[2º café&prosa] estamos a poucas horas para o nosso delicioso encontro, regado a alegria, conversa boa, felicidade e. cafezinho. BEM VINDAS! #cafécomigas #criandolacos

​QUARENTA… CINQUENTA… SESSENTA ANOS!

Tem gente que começa aos quarenta, outros assim como eu, só perto dos sessenta anos.

A nossa percepção sobre o mundo e nós mesmos vai mudando… vamos ficando mais calmos… leves e felizes. Queremos a simplicidade em cada gesto… em cada atitude… e mudamos em tantas coisas que a nossa companhia conosco mesmo torna- se um prazer absoluto. Somos mais seletivos em todas as nossas escolhas assim como Fabrício Carpinejar descreve neste texto. Leiam:

Gostar da própria solidão é a manifestação mais clara de que chegou aos 40 anos.

Não precisa mais sair de casa para ser feliz, não é mais tributário do barulho e da multidão para se ver acompanhado.

Gosta do silêncio e de não fazer nada demais. Gosta do espaço vazio e da liberdade de não ter a agenda cheia.

Passa a filtrar os convites, a peneirar as festas, a abrir a porta para a rua somente quando realmente é indispensável.

Não sofre mais em dizer não. Prefere receber os amigos em casa, em pequenos e semelhantes grupos, a virar a madrugada em baladas com estranhos.

Dispensou o bordel dentro de si. Tem como princípio sexo com qualidade, não mais pela quantidade. Não está mais desesperado para transar toda noite, toda semana. Busca criar um clima para o clímax, acima de tudo. A música de qualidade e a conversa inteligente são preliminares indispensáveis antes de qualquer amasso.

Perdeu também a ganância de enriquecer, o olho de águia do sucesso, opta por ganhar menos e se incomodar menos.

Mudou a sua concepção de prosperidade, paz é prosperidade.

O que fazia quando estava gripado, de permanecer na cama lendo um livro ou emendando episódios de uma série, agora ocupa a maior parte de seus dias sadios. Preocupa-se em aguar as plantinhas, em aprender idiomas, em comprar verduras sem agrotóxico nas feirinhas de bairro.

Nem para tomar vinho acredita que depende de companhia. As quatro décadas revelam a satisfação de um cálice sentado na varanda, sem ninguém para apressar os goles. Finalmente está solto no seu mundo de pensamentos para degustar a safra e descobrir os taninos.

Sei que meus amigos sopraram as quarenta velinhas quando decidem se dedicar a cerveja artesanal. Largam os botecos e a zona de desconforto da boemia pela produção caseira de sua bebida. Ostentam experimentos e guardam as provas para limitados convidados. São cientistas do isolamento, explicando, depois de cumprida a missão, o passo-a-passo de sua incubadora com ostensivo orgulho.

Alguns encontram tempo para maturar queijos, outros se aventuram a assar pães ou pizzas, com sacerdócio de mestre-cucas. Se antes reclamavam da submissão doméstica das mães e avós, que colocavam tortas a esfriar nas janelas, agora não acham nem um pouco inconveniente o hábito de cozinhar, ainda que seja para o seu consumo.

Aliás, é simbólico nesta faixa etária querer produzir a sua própria comida. A cozinha torna-se a parte mais importante da residência, com aquisição de fornos potentes e panelas inquebrantáveis.

O discernimento da meia-idade surge com a renúncia. Entende-se que perder a agitação é ganhar autoconhecimento. A experiência traz a clareza do que é bom e do que é ruim, de que não vale realizar coisa alguma na contrariedade, de que nada mais será feito para agradar o outro.

Gostar-se é o início de uma nova vida. Longeva vida, com a adrenalina da simplicidade. 💙🙏🏻

TEM MUITA SAUDADES MORANDO EM MIM…

Parto agora como sempre com o coração feliz, com nó na garganta e já cheia de #saudades… A #emoção é mútua!

Levo comigo tantas #histórias nossas e muitas registros de fotos e vídeos que serão capazes de preencher a ambos os lados, com doces #lembranças, até nosso próximo #reencontro aqui ou aí… onde for, então será…

Enquanto isso vamos nos falando pela internet, sabendo como estamos indo e seguimos em frente, sim da pra ir matando as saudades assim. A espera se tornará mais fácil.

Sei que criamos nossos #filhos para o #mundo, o que eu não sabia era que ele era tão grande. Nem imaginei o quão longe ele é. Imenso. Do tamanho do infinito!

Ensinei vocês a #sonharem, correrem atrás, criarem asas e #voarem… e assim é!!!!

Cada #desafio encontrado, uma #aprendizagem onde precisamos #repensar muitas vezes… em busca de novos caminhos, #acredite sempre haverá uma sai. Tudo passa! E passa rápido.

Cada #conquista uma #realização, com direito a #gratidão e um brinde. Me realizo assistindo e participando das #realizações de cada sonho por vocês #conquistado. Cada vitória de vocês é minha também… tudo tão nosso.

Nosso João está #desabrochando e descobrindo um novo mundo cheio de sons e cores. Um mundo que ele tem ansiedade e pressa pra experimentar e descobrir tudooo, por dentro e por fora. Parece correr atrás do tempo perdido… não quer esperar… não quer perder tempo. Paciência!!!

Lindo poder presenciar isto tudo de perto, junto com vocês… são para poucos. Temos muito o que brindar nesta etapa da sua jornada. É longa, mas já deu a largada… e está muito veloz. Seus olhinhos espertos e vivos tem um brilho especial. Brilho cheio de #emoção.

Rápido ele aprende e observa tudo. Independente e decidido, resolve tudo que consegue ou pensa que pode. Determinado, persistente e inteligente como seus pais. Atrapalhado como muitos da nossa família, que o torna marca registrada dos nossos. Vou sentir saudades dos seus abracinhos e de ouvir ele chamando — Vem ó ó.

João tem muita sorte de ter vocês como #pais, dizem que escolhemos antes de vir, a #família vamos querer ter… ele não poderia ter escolhido melhor.

É muito bom ele poder estar com vocês num País de primeiro mundo, onde a saúde é levada a sério, e ele poderá ter todos os tratamentos mais modernos, os melhores do mundo. Tudo se encaixando!Ter vocês como pais… atenciosos, #amorosos, #dedicados, preocupados, atentos, trabalhadores, persistentes, pacientes, informados, corajosos e #resilientes… ele não poderia ter escolhido melhor. Parabéns pelo empenho de vocês, continuem assim dialogando, #companheiros de viagem… parceiros em tudo, se #amando, se #protegendo, #cuidando e se #respeitando sempre. João só terá do que se orgulhar.

Família é o bem mais preciso que temos na #vida!

Foi um previlégio poder participar de tantas coisas boas com vocês… Este foi um grande ano.

Obrigada por tudo, desculpa alguma coisa… sabe como é tanto tempo junto, as vezes dá umas estressadinhas rsrsrs.

Saiba que o tempo que estivemos juntos, foram pra mim únicos e #maravilhosos. Inesquecíveis! Nossos bons #momentos ficam para sempre na #memória do coração.

Poucas #mães tem o previlégio de poder conviver por tanto tempo com a família dos filhos depois que se casam… certamente não assim, dia e noite e por tanto tempo juntos.

Deus nos deu a #distância e a saudades, sim não podermos estar juntos sempre que quisermos ao vivo e a cores durante os meses. Mas… nos reservou algo bem melhor. Corações e mente sempre unidos pelo #pensamento e pela alma… Ele nos deu de presente, algo muito maior… de tempos em tempos temos muito mais que a maioria das pessoas tem. Nos deu momentos juntos que são vividos com tanta intensidade, cheios de ternura, cuidados e amor como nunca pensamos ter.

Tudo isso é capaz de preencher nossos corações e guardar eternas #lembranças. Descobri que há momentos em nossa vida que bem o tempo é capaz de apagar. Muitas histórias construídas.

Sinto-me #abençoado por isto é tantas outras coisas que recebemos. Gratidão!

Que Deus os abençoe e proteja. Até breve. Se cuidem. Amo vocês.

PS: Cortou meu coração ver nosso Joãozinho chorar com tanto sentimento e pureza. Espero que ele compreenda que em breve estaremos juntos novamente. ❤️😍

DA VIDA, SÓ QUERO A SIMPLICIDADE…

Assim é meu lar, como descreve #Clara Baccarin

O meu castelo é de fantasia, construído dentro da #casinha simples do interior. Nele, as paredes não possuem muitos quadros, a cozinha não precisa de muitos apetrechos, os armários não guardam grandes segredos. Mas as janelas são amplas, boas de se perder a vista.

No meu #lar não sei receber visitas ilustres, cheias de etiquetas, de pompas e de mistérios. Este lar é ‘pobre’, porém limpinho. Quem chega descalçando os sapatos é bem vindo. E também são bem vindos aqueles que se deixam invadir sem medo, daquele jeito ingênuo de quem nunca percebeu as segundas intenções do mundo. Aqueles que tratam até os estranhos como ‘de casa’. E eu, se preciso, jogo mais água no feijão para fazer render a amizade e a #boacompanhia.

É que aqui, os sentimentos são antigos, talvez até antiquados, cozidos em panela velha, devem ser resultado de receita de avó. As tarefas da casa são simples, mas há de executa-las com carinho. Qualquer frescura pode ser substituída por uma boa dose de afeto. E no final do dia, uma mão lava a outra. Às vezes as roupas sujas se acumulam num canto da casa, mas a gente perde um tempo e lava tudo aqui dentro mesmo, no dia seguinte fica tudo às claras outra vez. As mágoas vão para o ralo junto com a espuma do sabão de coco.

#Davidaquero o que é #simples mas de #boaqualidade. Quero pessoas que trazem o que podem, mas se compartilham por inteiro e quando se afastam, carregam lembranças bem nutridas e corações satisfeitos.

Sou simplesmente assim…

AS DORES E AS DELÍCIAS DE SE ENVELHECER…

Este post destaca uma Roda de Conversa sobre #envelhecerbem. Leiam:

As dores e as delícias de se #envelhecer foi o tema de uma roda de conversa que aconteceu em pleno sábado (19/10/2019) à noite no átrio da #LivrariaCulturadoConjuntoNacional, em São Paulo, pelo pessoal do #GrupoTrabalho60+ com Beltrina Corte (jornalista). Antes da roda, brincaram com um flashmob musical com uma liberdade de ser invejável, porque ali estavam a fim de brincarem e protagonizarem suas velhices sem vergonha.

É isso que me encanta nas velhices que estão por aí botando suas caras. Sem vergonha de se assumirem velhos ou velhas, afinal é isso que somos, gostemos ou não. E velhos/velhas porque simplesmente vivenciamos a fase da vida chamada #velhice. Simples assim. Temos mais é que botar para fora o que nos incomoda com essas palavras e tornar a vida mais leve. Se o que nos incomoda lá no fundo é a nossa #finitude, vamos então buscar espaços para que possamos falar de nossos demônios e enxergar a velhice uma etapa de oportunidades. É isso que faz o grupo Trabalho 60+ com maestria, indo na contramão do discurso que circula por aí de que a velhice é uma fase de declínio, de degeneração, de fim de linha. E é por isso que cada vez mais venho me identificando com o grupo. É o orgulho de sermos #velhos que nos aproxima.

A convite do Grupo Trabalho 60+, especialmente da Márcia Cabral, participei da roda de conversa, junto com Eduardo Meyer (o criador do Grupo), Martha Kastrup, Natália Verdi, Ana Michela Lista Merchan e Ary Filler. Um espaço em que damos a conhecer o que pensamos, o que vivenciamos e o que observamos a respeito desta etapa da vida, em que cada um de nós é uma história, daí falarmos de velhices plurais. No meu lugar de fala, onde incorporo anos de estudo sobre o #envelhecimento mais a experiência de vivenciar aquilo que eu estudo, venho observando um fato que é muito comum no desenvolvimento da sociedade: uma distância entre os fatos e o pensamento.

Em outras palavras, entre o envelhecimento prolongado como acontecimento da vida e a maneira que pensamos sobre ele. Ou seja, vivenciamos em nosso cotidiano velhices totalmente distintas àquelas que foram vividas por nossos pais, avós, bisavós. No entanto, apesar de sermos velhos diferentes, em nossas cabeças, quando falamos de velhos ou velhices, o que nos vem à cabeça é aquela imagem antiga, onde a velhice carrega toda carga negativa do universo.

Essas imagens foram construídas ao longo de nossa história. Jérôme Pellissier, em 2013, no texto “Com que idade nos tornamos velhos” publicado no Le Monde Diplomatique Brasil já dizia, “Não é coincidência que os três discursos dominantes sobre os #idosos sejam de ordem demográfica, médica e econômica: em vez de pensar a velhice, nos concentramos no número, nos corpos e no custo”. Hoje eu me atrevo acrescentar mais um discurso, o “midiático”, que ao proclamar os “talentos grisalhos” está, justamente, mantendo a velhice e o envelhecimento na ignorância e no silêncio.

Em parte, a culpa tem sido nossa ao incorporarmos esses discursos em nossos cotidianos, e por muitas vezes negarmos a velhice, ao invés de afirmá-la, orgulhosamente, de falar sobre ela, sobre nossos medos, como lembrou Ary Filler, Márcia Cabral, Natália Verdi e Ana Michela Merchan. De pensar a velhice como oportunidade para sabermos quem somos, oportunidade para nosso aprimoramento espiritual. Oportunidade para valorizar o cotidiano, as relações, os afetos.

Na roda de conversa essa questão foi colocada, a de temor a velhice e ser velho. Mas sabemos que o enfoque excessivo nas perdas e declínio só acentua a vulnerabilidade que prejudica as possibilidades de independência e autonomia, e a aceitação da velhice como condição contemporânea de ser.

E Martha Kastrup, orgulhosamente defendeu sua idade e o título de ser velha. Ah, seria tão bom se a gente não tivesse vergonha de ser o que é!

Somos velhos contemporâneos. Não novos velhos, porque não precisamos colocar a palavra “novos” na frente de velhos para sermos aceitos pela sociedade. Simplesmente velhos contemporâneos.

Protagonistas de nossas velhices, que são plurais.

Papos como esses, em lugares abertos, deveriam ser replicados, a fim de provocar reflexões nas pessoas. De velhos e não velhos ouvirem da boca de outros velhos contemporâneos que o envelhecimento é vida e a vida se faz de polaridade o tempo todo, de perdas e ganhos, de tristezas e alegrias, de saúde-doença…, o tempo todo, e em todas as fases da vida.

Não estávamos ali para idealizar (nem negativa nem positivamente) a velhice, porque a vida é esse ciclo dinâmico. Mas o que estávamos fazendo ali, na roda de conversa, era justamente recuperando, nesse ciclo dinâmico, de que a velhice também produz coisas muito positivas. E o Grupo Trabalho 60+ é uma amostra de que os velhos podem contribuir com a sociedade.

Penso sinceramente que rodas de conversa como esta, ou como muitas que fazemos no Espaço Longeviver, é, talvez, a maior oportunidade que se poderá ter em nosso Longeviver para descobrirmos o humano que há em cada um de nós e o velho digno, e orgulhoso de si, que daí poderá sair.

Eu estou começando a fazer parte deste grupo maravilhoso.

Fonte: https://www.portaldoenvelhecimento.com.br/as-dores-e-as-delicias-de-se-envelhecer/

Roda de Conversa – Livraria Cultura com:

Grupo Trabalho 60+

Site: http://www.trabalho60mais.com.br/

Facebook: https://www.facebook.com/negocio60mais/