ENTÃO, VOCÊ VAI SER MÃE…

IMG_0860“A mãe compreende até o que os filhos não dizem”. Textos Judaicos

Quando li esta crônica, lembrei de tudo que já tinha vivido como mãe. Perfeito os sentimentos aqui descritos, cheios de muita sensibilidade. Hoje no “Dia das Mãe“… e com a gravidez de minhas duas filhas… e com minha nora já mamãe, e tantas outras de nós… sinto que como num bate papo, posso aqui compartilhar todos os sentimentos envolvidos neste momento maravilhoso da mulher… Hora de angústias, hora de uma explosão imensa de amor… ansiedades gerais que nos inundam neste período… ser mãe é a melhor coisa do mundo, não tenham dúvidas Tudo se transforma!

Acontece uma grande transformação “no momento em que uma criança nasce… a mãe também nasce. Ela nunca existiu antes. A mulher existia, mas a mãe, nunca. Uma mãe é algo absolutamente novo” (Osho).  Penso que “Ser Mãe é assumir de Deus o dom da criação, da doação e do amor incondicional. Ser mãe é encarnar a divindade na Terra” (Barbosa Filho).

Saibam que o tempo passa e muito rápido. E não nos damos conta (em muito momentos)… portanto aproveitem bastante cada momento com seus filhos, desde pequenos… Construam uma relação com muito afeto e compreensão, cheia de cumplicidade, confiança e amor… será a base de ambos, pelo resto da vida… Laços profundo de amor e cumplicidade! Depois só relembramos com muita saudade, principalmente de quando nossos filhos eram pequenos… e de como esta sensação nunca termina. Correria e tantas coisas pra fazer… fazem este tempo voar.

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Hoje aproveito também os meus netos: o que já chegou (meu amado João Pedro) e os que chegam de mansinho (Noah e a Aninha nomes não definidos ainda rsrsr)… e me fazem reviver tantas coisas maravilhosas. Estou aproveitando bem ,com bastante leveza e alegria na alma este tempo… com bastante intensidade, muito amor e carinho profundo, (tudo que a distância permitir). Cada minuto é precioso quando estamos todos juntos.

Acredito que “a maior emoção de uma mulher é ser mãe, é a maior emoção da vida ser mãe… nunca nos esquecemos deste momento quando ele acontece. Mais tarde há de se tornar avó… vidas que se somam, felicidades que se multiplicam!!! (Maria Isabel da Silva Thomáz). Vamos (vou) assim me realizando como mãe (e avó agora). Leiam esta crônica de Fabíola Simões que descreve tão bem o que é ser mãe, desde a sua descoberta:

Então você fez o teste de farmácia, o exame de sangue, o ultrassom, e descobriu que está grávida. Então seu corpo mudou, você passou a se alimentar melhor, está bebendo mais de três litros de água por dia e evita ultrapassar os carros pela direita. Passou a seguir blogs de maternidade, buscar aplicativos no celular, reformou o antigo escritório para ser o quarto do bebê e fez a mala da maternidade. Se programou para amamentar de três em três horas, comprou um sling para carregar o bebê para qualquer canto e tem certeza que, com o exemplo do pessoal de casa, seu filho irá gostar de ler e não dará trabalho para comer beterraba.

Eu gostaria de acreditar que tudo aquilo que sonhamos correrá exatamente como planejamos. Gostaria de pensar que há uma porção de regras que garantirão que nada sairá dos trilhos. Porém, a vida não funciona assim. E na maioria das vezes o que ela quer de nós é evolução, é mudança. E não há algo maior nesse mundo, algo que nos transforme tanto, do que ter um filho.

Ter um filho nos arremessa para bem longe da zona de conforto, da comodidade e do conformismo. Nos faz buscar respostas, decifrar mapas e pegadas na areia, ter soluções para o mistério das nuvens de algodão e do arco íris refletido nas bolhas de sabão. Nos torna heróis da noite para o dia, nos faz ter olhos de simplicidade e poesia.

Ter um filho é andar de mãos dadas com uma pessoinha que te vê maior que o mundo, é sentir os dedos melados de açúcar e saliva, é aprender a ser paciente com o suco esparramado no vestido na hora de sair e com as pausas para catar gravetos no caminho para o dentista.

Então você vai ser mãe e eu gostaria que você soubesse que mesmo planejando, organizando, arquitetando e estudando tudo nos mínimos detalhes, ainda assim você irá se surpreender. Ainda assim você ficará perdida em alguns momentos e não encontrará as respostas em nenhum livro, site, palpite ou bula.

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Seu filho irá exigir que você encontre as respostas dentro de você. Irá lhe fazer entender que é um caso único entre infinitos, e que, de um jeito novo, surpreendente e improvável, contrariando todas as previsões e estatísticas, você dará conta.

Você perceberá que deu conta quando a casa silenciar e você for cobri-lo na penumbra do quarto, e sentada na beira da cama desejar que o tempo congele. Você perceberá que deu conta quando ele tiver onze anos, e no intervalo das lições de ciências ouvir ele dizer um “eu te amo” gratuito, sincero e espontâneo. Você perceberá que deu conta quando notar o olhar aflito de seu pequeno te procurando na plateia da apresentação da escola, e então ser notada e presenteada com olhinhos brilhantes de alívio e amor. Você perceberá que deu conta quando, tarde da noite, o telefone tocar e ele te pedir conselhos para cuidar do próprio filho, pois você foi “a melhor mãe do mundo”.

Então você vai ser mãe e eu desejo que você possa viver essa experiência intensamente.

Que sua casa seja invadida por aviões de papel, alguns rabiscos nas paredes e manchas de Nescau no sofá. Que você passe mais tempo construindo cabanas de cobertor e barcos de sucata do que aspirando o carpete, e não desperdice o tempo que vocês têm juntos com excesso de trabalho e preocupações com o futuro.

Lembre-se que a infância é um sopro, e num instante você terá todo tempo do mundo só para você e muita saudade da cama compartilhada depois de um pesadelo, do abraço envergonhado perto da escola, das marcas na parede evidenciando o aumento de estatura, dos verbos conjugados arduamente, da primeira visita da fada do dente.

Eu pensei que tinha planejado tudo. Pensei que poderia ser apenas o tipo de mãe amorosa que conta histórias, cuida, brinca e reza para dormir. Mas meu filho veio me tirar da zona de conforto. Eu tinha me habituado a ser o tipo de pessoa carinhosa que conquista tudo com seu afeto. Mas ele não queria só isso. Ele queria se sentir seguro. E só se sentiria seguro se eu fosse uma mãe posicionada, firme, enérgica e confiante.  Ele queria limites. Queria que eu demonstrasse meu amor por meio dos limites.

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E me transformou. Me tornou uma pessoa mais determinada e cheia de fé em si mesma, muito diferente do que eu era. Hoje sei que nada te prepara para ter um filho. Nada te prepara para ser confrontada por um serzinho que irá lhe tornar mais forte, firme, imbatível. Para te tornar, com sorte, uma pessoa melhor.

Então você vai ser mãe e eu torço para que saiba aproveitar esse momento com alegria. Para que respire vapores do momento presente e não lamente o “trabalho” que as crianças dão. As noites em claro, viroses e birras não irão durar para sempre, e se você tiver doado seu tempo com alegria, interesse e presença verdadeira, terá conseguido desempenhar sua missão com louvor.

E talvez um dia, depois de cumprir o ritual dos pijamas e escovas de dentes, você irá respirar fundo e pensar, com antecipada nostalgia, que aquele é um momento mágico; um momento que justifica e valida a vida, um momento que será revisitado e lembrado para sempre…

Complementando com esta poesia de Braúlio Bessa:

Obs: Programa Encontro – Poesia do Rapadura sobre o Dia das Mães – (12/05/2017)

Feliz Dia das Mães! Um brinde á nós!

By Fabíola Simões. O título desse texto foi inspirado no título “Então, você vai ser pai” de Marcos Piangers.

Musica: Ana Vilela – Trem Bala.

PAUSAR A VIDA PELOS FILHOS…

a49cdb808f4067e04c2f32d97f3971e4“Filhos são comparados a borboleta, só permanece no casulo até criar suas asas de voar para a liberdade”. Ilzimar Dantas

Hoje recebi esse texto de uma amiga (desconheço autoria) que me trouxeram lembranças dos doces momentos que vivemos e revivemos muitas vezes, durante a vida… Hoje é aniversário de minha mãe Neida, que faz 90 anos… de repente fiquei a pensar meio nostálgica das saudades que sinto de minha mãe presente inteira, aqui comigo e conosco. A doença que a abate agora, ainda mostra ela como a mulher forte que é, e batalhando muito, nos ensinando dia a dia e muito sobre os desafios da vida e de como podemos enfrentá-los… Resignada, (e cansada) eu diria! Sua alegria de viver e a maneira como sempre enxergou a vida como “maravilhosa”… desponta leve em minha alma, trazendo lembranças, alegrias… e me alertam.

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Pensei também nos meus filhos ainda pequenos … Sim, eles crescem… criam asas e voam… dá uma saudade imensa de quando ainda eram pequenos!!! Resolvi então compartilhar esta crônica, para homenagear a minha mãe, aniversariante de hoje… como  um grito que vem do fundo da meu ser, Leiam:

Hoje tomei meu café com lágrimas e na minha boca, amargava as saudades que sinto das minhas conversas, com minha mãe. Fiquei pensando em quantas vezes, desde que me tornei mãe, já escutei a frase “não pause sua vida pelos filhos, pois eles um dia crescem” ou alguma variação dela, repetida, ainda que não intencionalmente, como uma forma disfarçada de menosprezar (mesmo que entrelinhas)…  a dedicação materna… se afinal, criamos os filho pro mundo, todo mundo dizem. “As asas, as benditas asas” chegam. Eu sei, você sabe…. para mim aí esta a magia de ser mãe… Deixando o seu coração pulsando por aí… batendo pelo mundo, em outros corações muito amados.

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“Não pausar a vida”. Ideia curiosa essa, como assim?… já que ser mãe é viver eternamente de pausas. Por 9 meses (ou mais) a gente pausa o vinho. Por aproximadamente 40 dias (mas provavelmente bem mais) a gente pausa a vida sexual. Por muitas e muitas noites a gente pausa o sono. A gente pausa a reunião de trabalho, a ligação importante, a promoção.

Pausamos a poupança, porque juntar dinheiro fica difícil. A gente pausa as refeições e os banhos. Pausamos os planos de viagens, as saídas com as amigas, as idas ao cabeleireiro. A gente pausa o coração na preocupação… sim, pausamos a própria vida, pra respirar a deles.

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“Criar para o mundo”. O que isso seria? Suponho que minha mãe me criou “para o mundo,” sempre me dando asas. Saí de casa aos 24 anos quando me casei, e nunca mais voltei pra morar… só pra ter o prazer da sua doce companhia e pra conversarmos sobre a vida, comendo suas comidinhas gostosas. Suponho que minha mãe me criou sim “para o mundo”, sempre me dando “asas”… e eu voei longe!. Fui conquistar esse mundão para o qual ela me criou, formei minha família… me reconstruí quando precisei, cai e me levantei… sempre em sua companhia. Ouvi seus conselhos, me aconcheguei no seu amor, nos seus abraços e beijos. Me (re) descobri!

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Mas a verdade é que eu nunca deixei de ser dela. Um pedaço dela. Um produto dela. Tão dela que mesmo com mais de 60 anos, eu ainda preciso (de vez em quando) que ela pause a sua vida dela por mim… rsrsrs. Pasmem, ela ainda pausa. Ela pausa com a generosidade de quem é acostumada a pausar, doar e amar… e amar e amar… da maneira que ela pode hoje.

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Então eu penso, enquanto tomo meu café curtindo as saudades que sinto das nossas conversas, que filhos não são do mundo… Nossos filhos, são nossos! Eles vieram da gente e voltam pra gente de novo… e de novo. Tudo dependerá da forma como os criamos…. no amor que demos e receberam, na raiz que os criaram.  Mesmo estando longe, (e temos esta experiência) eles são nossos… Nossos pedaços… nossos produtos… Os produtos de todas as nossas pausas…

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Porque é na pausa que fortalecemos o vínculo, é na pausa que construímos as memórias. e fazemos histórias. Ela tem. Eu também tenho muitas. É no pausar da vida, nesse incessante viver pelo outro, em meio as dores e sacrifícios que, como mulheres, muitas vezes nos vemos plenas; e mais do que isso, nos vemos mães. Grandes mãe eu diria rsrsrs.

Feliz Aniversário, minha querida mãe… Sinto falta das nossas conversas, da suas comidinhas e dos seus abrações. Quero vê-la hoje muito feliz e orgulhosa, com os seus 4 filhos, que estão sempre com você, zelando para o seu bem estar. Você é muito amada por todos nós da família… a família que você um dia começou.

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Agora mais uma pausa… pra ouvirmos juntas musicas… Um brinde pelos seus 90 anos, minha amada mãe. Estas músicas que te ofereço agora, diz todo o amor que eu sinto por você, ouça: “Como é grande o meu amor por você“… e “Lady Laura”:

Aqui estão algumas músicas pra você ouvir…  músicas que você mais gostava e que tocam o seu coração…  Esta aqui te  lembrava o papai, lembra?

Aqui estão as suas músicas preferidas e escolhidas por você naquela “Serenata’, que eu mandei fazer  pra você, nos seus 80 anos, pra você recordar:

E não podia faltar as Marchinhas de Carnaval do seu tempo, que você tanto gostava de dançar… vamos relembrar…

Tudo sempre valeu a pena, né mãe? Estas aqui eu acho muito lindas:

Obrigada por todas as suas pausas… todo o seu amor e toda a sua dedicação, comigo e com os meus filhos… pausas que fizeram de mim o que sou hoje. Sinto – me muita grata. Te amo muito.

Aprecie seu dia conosco.

 

AH! SE EU SOUBESSE…

“Se eu pudesse novamente viver a minha vida, na próxima trataria de cometer mais erros. Não tentaria ser tão perfeito…” Don Herold.

Pensando no que dizer pra você meu genro Fábio, que faz aniversário hoje… prestes a ser papai em breve… eu falaria pra você aproveitar muito bem a sua vida, saboreando cada momento, sem pressa… pra lá na frente, quando estiver envelhecendo… nunca sentir falta do que poderia ter sido… Faça hoje, aqui, agora… Viva feliz o presente! Amar e aproveitar seu tempo com sabedoria! Nada mais será preciso…

Querendo que você seja muito feliz e tenha uma vida plena… junto a sua família, que começa a ser formada, baseada em muito amor, pensei… Gostaria muito de compartilhar esta crônica de Hugo Lapa, sobre o que “não deveríamos fazer” e como provavelmente pensaríamos, quando chegássemos algum dia ao plano espiritual (ou seria algo muito parecido), caso nos faltasse alguma coisa… Soa-me esta crônica, como um alerta! Queria que você soubesse disso agora. Somos nós que construímos a nossa história. Cuide pra nunca te faltar nada… nem tempo, nem amor, nem família, nem filhos, nem amigos, nem música, nem poesia, nem arte, nem pescaria, nem trabalho, nem coisa alguma… na sua vida, assim (como eu faço) sempre brindará cada lembrança vivida e cada história construída, espero que goste, leia:

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Ah! se eu soubesse… que o tempo é tão curto, teria deixado de lado os problemas pequenininhos, teria ajudado mais pessoas, teria feito mais caridade aos necessitados, e teria deixado o amor fluir… teria sido mais humilde e teria vivido em paz…

Ah! se eu soubesse… teria passado mais tempo com aqueles que amo, teria me preocupado menos, teria tido mais paciência, teria me soltado mais, me desprendido mais, teria vivido mais livre, de forma mais espontânea, mais natural, teria visto o lado bom de tudo, teria valorizado as coisas simples da vida.

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Ah! se eu soubesse… que tudo se esvai, que nada é permanente, que não existe algo fixo, imutável. Se eu soubesse que tudo começa e termina, que os relacionamentos começam e terminam, que a dor lateja e depois vem o alívio… e que o amor renasce, imenso... que a vida se transforma e o amor se refaz, melhor e mais forte ainda. Transborda e pulsa…

Ah! se eu soubesse… que a cobiça gera insatisfação, que a lisonja só cria humilhação, que a preguiça gera estagnação. Se eu soubesse que o medo é sempre maior do que a mente engendrou eu teria me arriscado mais, teria ousado, teria tido a coragem de ser o que eu sou, teria retirado essa máscara que encobria minha verdade, teria desatado o compromisso com o logro, com a burla, teria assumido minha integridade sem divisões, sem fragmentos.

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Ah! se eu soubesse, de tudo isso… teria menos pressa, olharia mais para a vida, veria mais o nascer do dia, comeria com calma o pão de cada manhã, teria feitos mais músicas e poesias, teria plantado uma árvore, corrido no jardim, deitado no chão e rolado na grama… Teria mergulhado e me perdido no tempo, solto em reflexões sobre os mistérios da vida. Teria me desimpedido de autocobranças, teria me aceitado como sou e aceitado o milagre da vida como ele é.

Ah! se eu soubesse… teria sim renunciado aos hábitos arraigados, as discussões estéreis, a especulação teórica. Se eu soubesse, teria permanecido mais na natureza, observando os pássaros, molhando as mãos no rio, pescado mais peixes, sentindo o vento, me aquecendo ao sol da manhã, sujado as mãos na lama e sentido o frescor da chuva… muito mais vezes. Se eu soubesse que sou um ser em desenvolvimento na essência inesgotável e eterna da vida, teria sido infinitamente mais livre e feliz.

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Espero Fabio que você seja muito feliz… nesta linda família que está construindo… completando e alegrando mais ainda a nossa grande  família, maluquinha e animada. Saiba que gosto muito de você, viu? (desculpe o nosso início, faz parte dos nossos aprendizados de vida rsrsrs… dar um tempo ao tempo… Tudo passa, renasce e cresce… o nosso amor floresceu… foi só acreditar e querer, eu quis !)... E que tenho muito orgulho de ver você homem amadurecido, sensível e cheio de sonhos que te impulsionam a correr atras de ir conquistá-los… empurrando os medos e que fazem especialmentevocê construir esta linda família feliz, com certeza repleta de história lindas. Basta amor pra começarmos, isso você tem… o resto, corremos atras!

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Saiba que sempre estarei por perto, conte (m) sempre comigo.

Ofereço esta musica, que eu particularmente adoro, pra você (lembra muito eu e o Zé, a nossa história e desejo imensamente que aconteça com vocês também) ), “Keep it deep within your soul”… vem carregada de sonhos, amor, afeto e esperanças… Sonhos nunca morrem, sabe… aumentam e sempre trazem, novas aprendizagens!! Saiba que é  o que temos de mais precioso na vida. Sonhem, acreditem neles… e amem muito. A magia acontece… Espero que goste:

Obrigada por me dar o privilégio de poder estar sempre com você (s), acompanhando cada desafio e sucesso que a vida lhe traz.

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Brindaremos muito juntos ainda. Seja muito feliz! Beijos.

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SESSENTAR… É APRECIAR A VIDA MAIS DEVAGAR.

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“Qual seria a sua idade se você não soubesse quantos anos você tem?” Confúcio.

Hoje é aniversário do meu irmão Placido… faz 60 anos. Lembro que me assustei um pouquinho quando fiz esta idade e pensei, nossa sessenta anos é muita coisa!!! Mas foi só por um minuto, juro, depois passou e não doeu nada… Foi quando lembrei de tudo o que já tinha vivido, das coisas que aprendi, das vitórias e os desafios que tinha enfrentado… de tantas lembranças que tenho guardada comigo e das mil histórias que construí e carrego pra  contar pro meu legado (foram anos de aprendizagens)… Então parei e pensei no muito que ainda tenho pra fazer, no tanto que quero aprender e viver… e pelo contrario então me acalmei… comecei a celebrar tudo…pois continuo aqui, firme e forte aprendendo á viver cada vez melhor e mais feliz…. Senti-me grata por tudo que sou, e tenho recebido! Então agradeci! E comemorei em grande estilo, em Paris!

Parabéns meu irmão… um brinde as muitas coisas que você já viveu e do quanto aprendeu nestes anos todos de sua vida… por todas as suas superações e conquistas… Foram  muitos desafios, eu sei… que aparecerem na sua (e na nossa) vida e fizeram com que você se tornasse este grande homem que és hoje… forte, corajoso, persistente, batalhador e resiliente… Te amo muito viu?… (também amo muito a linda família que você construiu que só nos traz alegrias). Nunca, nunca mesmo se esqueça disso… tenho muito orgulho de você…  conte sempre comigo… estou sempre bem pertinho e torcendo muito por você e sua família linda!

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Pensando nisso, neste seu momento… um tema interessante me surgiu, gosto muito desta crônica de José Bernardo Magalhães, que ofereço agora pra você. Penso que ele tem razão. Vale a pena ler, sentir e refletir!! Leia:

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Sessentar é apreciar a vida mais devagar,

é sentir o sabor e o aroma sem a pressa dos que tem pressa de chegar. 

Chegar aonde? Não sabem.

A pressa não deixa saber. Por que saber?

Tudo passa tão rápido e muda tão depressa que não interessa.

Sessentar é saber que já se caminhou boa parte do caminho.

É ter tempo de observar a trajetória e refazer planos.

Redirecionar.

Avaliar e

Seguir em frente.

Aproveitar o conhecimento adquirido para fazer um pouso tranquilo da aeronave que a vida nos entregou.

Assumindo o papel de piloto, deixando de ser passageiro.

Que a vida siga e que todos os pilotos que nos cercam consigam ter um voo tranquilo.

 Que a vida vista de cima possa nos dar um prazer muito grande, que só se pode ter sessentando.

Quem ainda não sesssentou – que pena, vai esperar um pouco mais, mas terá também esta oportunidade.

Quem já sessentou… Bem-vindos ao seleto clube. 

Bem vindo ao nosso Clube! pois Sessentar é pra poucos… e é simplesmente maravilhoso.

IMG_0860Fonte: Texto de José Bernardo Magalhães – executivo aposentado atualmente trabalha como psicanalista e realiza alguns trabalhos voluntários.

Também te ofereço esta musica, que eu aprecio muito… encaixa bem neste momento da nossa vida…. e me faz refletir muito,  enquanto estou envelhecendo…

http://viverdepoisdos50.com/2016/12/sessentar-e-apreciar-a-vida-mais-devagar/

 

A MÃE SÁBIA FAZ-SE DESNECESSÁRIA COM O PASSAR DO TEMPO…

“Ser pai ou mãe é o maior ato de coragem que alguém pode ter, porque é se expor a todo tipo de dor, principalmente da incerteza de estar agindo corretamente e do medo de perder algo tão amado…” Jackson César Buonocore . 

Hoje é aniversário de minha irmã Rosaly – Zaí para mim… ela mora em Salvador com sua família, mas sempre que pode, esta aqui em São Paulo conosco visitando o resto da família, comemorando algo ou trabalhando… Vamos muitas vezes pra lá também, brindar com ela e matar as saudades… somos acalorados, festeiros e comilões… recebidos com o imenso amor dela e de sua família. Difícil é nos despedirmos. Nos esforçamos pra que isso aconteça sempre, cada vez mais!

Aproveitamos estes momentos pra juntar as famílias e muitas vezes fazemos o “Encontro só com os Irmãos” que tem sido super importante e cada vez mais valorizado por nós 4 (já disse que somos 4?). Nos “Encontros dos Irmãos” refletirmos juntos sobre as questões que a vida nos traz, abrindo nossos corações e compartilhando nossas dores e alegrias…  Temos muito mais o que brindar!

Cada irmão tem sua exclusiva forma de agir e pensar e são justamente nestas diferenças que nos encontramos, nos fortalecemos e aprendemos juntos um com o outro, dia a dia, ano a ano. Confesso que estamos caminhando… (damos algumas escorregadas as vezes) e melhorando cada vez mais, principalmente em relação a “falar e ouvir o outro”. Como um exercício de vida, respeitamos cada vez mais… estas diferentes formas de  pensar e agir de cada um de nós… afinal somos de gerações diferentes e temos experiências variadas. Um aprendizado rico! Percebo que a escuta é curativa nos aliviando de tudo, trazendo uma calmaria, um aconchego e uma certa paz e não sentíamos mais, quando estamos sozinhos…

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Ofereço pra você minha irmã… esta belíssima crônica de Márcia Neder (onde concordo plenamente com cada linha, sem tirar nem por),  penso que me ajudou muito e com certeza pode te ajudar também… especialmente como grande mãe que és e zelosa com toda a família… Importante ler agora que seus filhos estão crescendo e querendo “bater asas”… é bom pra refletir.

Sempre acreditei que “criamos nossos filhos para o mundo”, e olha que ele é muito grande! Às vezes é grande até demais (um dia você também já passou por isso, lembra?). Estou sentindo isso especialmente agora na pele rsrsrs. Este é o nosso maior desafio com certeza, como mãe… mas também é o que nos dará maior sentimento de realização, não tenho duvidas… Acredito que “vendo-os bater asas em seu próprio voo” … e ganharem o mundo, de alguma forma, nós voaremos com eles!

Sempre estaremos juntos, quando temos muito amor pra dar e receber (digo que vale a pena cada noite mal  dormida)… uma reciprocidade construída ao longo dos tempos.  Nós, estaremos daqui torcendo muito e acompanhando tudo de pertinho (sempre com o coração batendo forte)… embora estando longe, mas só fisicamente… estaremos mais perto do que nunca. Felizes vamos participando de tudo e nos realizando através de seus sonhos. Sonhos que de alguma maneira, são nosso também né? Somos a raiz de tudo o seu “porto seguro”! Leia:

A boa mãe é aquela que vai se tornando desnecessária com o passar do tempo. Várias vezes ouvi de um amigo psicanalista essa frase, e ela sempre me soou estranha. Chegou a hora de reprimir de vez o impulso natural materno de querer colocar a cria embaixo da asa, protegida de todos os erros, tristezas e perigos. Uma batalha hercúlea, confesso. Quando começo a esmorecer na luta para controlar a super-mãe que todas temos dentro de nós, lembro logo da frase, hoje absolutamente clara. Se eu fiz o meu trabalho direito, tenho que me tornar desnecessária.

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Antes que alguma mãe apressada me acuse de desamor, explico o que significa isso. Ser “desnecessária” é não deixar que o amor incondicional de mãe, que sempre existirá, provoque vício e dependência nos filhos, como uma droga, a ponto de eles não conseguirem ser autônomos, confiantes e independentes. Prontos para traçar seu rumo, fazer suas escolhas, superar suas frustrações e cometer os próprios erros também. A cada fase da vida, vamos cortando e refazendo o cordão umbilical.

A cada nova fase, uma nova perda é um novo ganho, para os dois lados, mãe e filho.

Porque o amor é um processo de libertação permanente e esse vínculo não pára de se transformar ao longo da vida. Até o dia em que os filhos se tornam adultos, constituem a própria família e recomeçam o ciclo. O que eles precisam é ter certeza de que estamos lá, firmes, na concordância ou na divergência, no sucesso ou no fracasso, com o peito aberto para o aconchego, o abraço apertado, o conforto nas horas difíceis.

Pai e mãe – solidários – criam filhos para serem livres. Esse é o maior desafio e a principal missão. Ao aprendermos a ser “desnecessários”, nos transformamos em porto seguro para quando eles decidirem atracar.

Penso também como Dalai Lama:

“Dê a quem você ama :

– Asas para voar…

– Raízes para voltar…

– Motivos para ficar… “

Gostou?

Espero ter conseguido fazer isso plenamente… me esforço bastante.  Hoje tenho 4 filhos, dois de sangue e dois escolhidos pelo coração, de meu segundo marido. Amo-os demais. Dois já foram morar fora do Brasil (na Europa), outra prepara-se para ir embora também para o EUA. Com nossa realidade atual, que  vivemos aqui no Brasil  tanto  politicamente como economicamente… falta de segurança e muitas corrupções,,, o que dizer? Tudo isso fizeram com que eles “batessem as asas” e galgassem o mundo, indo construir suas vidas com suas famílias, num local que lhes dessem uma melhor qualidade de vida, do que a que temos aqui. Eu (e eles) sempre estamos nos falando, atualmente com os recurso da internet, isso tem me ajudado a matar um pouco as saudades deles… também vou visitá-los sempre que posso e vice versa.

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Desejo a você, minha irmã um feliz aniversário… você tem muito o que comemorar… e que seu sonhos sejam realizados. Te amo muito viu?. Conte sempre comigo, tá?

Crônica de Márcia Neder (embora apareça na internet com diversas autorias, a autoria mais provável e acredito ser, é desta jornalista).

CONHEÇA A TEORIA DOS SETÊNIOS: DE 7 EM 7 ANOS A SUA VIDA MUDA COMPLETAMENTE.

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“A Antroposofia é um caminho de conhecimento que deseja levar o espiritual da entidade humana para o espiritual do universo”. Rudolf Steiner.

Interessante conhecer a Antroposofia (ou Antropossofia)  é uma linha de pensamento criada pelo filósofo Rudolf Steiner (1861-1925), que entende e estabelece uma espécie de “pedagogia do viver”, pois ela abrange vários setores da vida humana como a saúde, a educação, a agronomia e outros. É uma doutrina filosófica mística – uma “ciência espiritual”.

Esta linha de pensamento compreende que o ser humano tem que conhecer a si para também conhecer o Universo, pois somos todos parte e participantes desse mundo. “A vida passa depressa, é dinâmica e, entender melhor esses momentos, poderá trazer certa conformidade e esperança”, diz Rudolf Steiner. Tanto chineses quanto gregos foram os primeiros a observar que as mudanças biológicas e espirituais ocorriam de sete em sete anos na vida das pessoas, por isso “setênios”.as-fases-da-vida1Dentro desse pensamento filosófico encontra-se uma forma cíclica de ver a vida chamada “teoria dos setênios”. Tal teoria foi elaborada a partir da observação dos ritmos da natureza, da natureza no sentido da vida, na qual todos nós estamos imersos. Ela divide a vida em fases de sete anos, vale lembrar que o número sete é um número místico dotado de muito poder em quase todas as culturas conhecidas.

Nossa vida é dividida, basicamente em 10 fases principais, sendo elas estabelecidas a cada 7 anos. A cada fase um novo ciclo é iniciado, que envolvem mudanças e transformações em diversos aspectos. Isto é o que concluíram os estudiosos dos setênios. Um estudo que se baseou na medicina tradicional chinesa e na antroposofia (dos gregos) – na qual a medicina antroposófica se baseia.

teoria-dos-seteniosA Teoria Setênia propõe o seguinte:

Penso que se o indivíduo tiver “respeitado” o ritmo de cada setênio, ele chegará no 10º (ou seja, com 70 anos), muito provavelmente com a consciência e a sabedoria necessárias para viver com boa saúde e lucidez, além de amar sem cobrar e ajudar sem perguntar.

O objetivo dos setênios, então, é de alertar as pessoas das fases existentes para que saibam e percebam todas as mudanças que estão enfrentando e as que estão por vir… assim aproveitem de modo mais saudável.

A vida passa depressa, é dinâmica e, entender melhor esses momentos, poderá trazer certa conformidade e esperança. Um dos intuitos deste estudo é fazer com que as pessoas fiquem atentas, que sejam vigilantes com elas mesmas e que possam decidir sobre suas ações de modo a responder aos estímulos diários, mantendo uma vida saudável mesmo em constante mudança.

Algo importante a se destacar é que, como cada um tem sua percepção de mundo e enfrenta as dificuldades a seu modo (além de terem os mais diferentes níveis de intuição, sensibilidade, empatia etc.), pode ocorrer de algumas mudanças que estão situadas em setênios futuros, serem experienciadas, por exemplo, antes de seu tempo, ou então depois do previsto pela teoria.

Até porque, cada ser amadurece de um modo único, exercita sua afetividade à sua maneira e, por essa razão, pode haver essa transição de experiências de um setênio a outro, todavia, costuma ser raro. Conheça como se dividi a Teoria Setênia… os ciclos da vida:AUTOCONHECIMENTO_E_A_TEORIA_DOS_SETENIOS1º setênio – O ninho. Interação entre o individual (adormecido) e o hereditárioDos 0 aos 7 anos de idade:bebe no aviào 2A fase da gestação, nascimento, nutrição e crescimento. No 1º setênio há o encontro entre a parte espiritual da individualidade e a parte biológica, preparada após a fecundação no ventre materno. A primeira infância é uma fase de individuação, de construção do nosso corpo, já separado do da nossa mãe, da nossa mente e da nossa personalidade. A hereditariedade está bem marcada nas células do corpo no 1º setênio, pela ação das forças herdadas, e são armazenadas nos rins para a vida inteira – deixando assim a marca na fisionomia do corpo do indivíduo.

Olha! É a cara da mamãe ou do papai” ou “da vovó/vovô”, são constatações que provam o que foi mencionado acima. Calor, confiança e amor: Eis os três alimentos à criança. Quem cria tal atmosfera para a criança são os pais. Se um dos pais está ausente, o esforço do outro terá de compensar.

A pedagogia Waldorf, usada em algumas escolas tem como filosofia a Antroposofia, entende que na primeira infância a criança tem que perceber os aspectos positivos do mundo, para quererem estar aqui e cultivarem a felicidade em longo prazo.

O primeiro setênio deve oportunizar o movimento livre, a corrida, as brincadeiras, deve permitir que a criança teste e conheça seu corpo, seus limites e suas percepções de mundo. Por isso o espaço físico é muito importante, bem como o espaço do pensar e o do viver espiritual.

2º setênio – Sentido de si, autoridade do outro – Dos 7 aos 14 anos:mae e filhos 20O segundo setênio promove um profundo despertar do sentimento próprio. A energia que emanava do polo superior, da cabeça, se dilui e se encontra no meio do corpo. Começam a surgir os dentes permanentes e inicia-se a evolução dos órgãos do sistema rítmico, aqueles contidos na caixa torácica (coração e pulmão). Os órgãos desse setênio são o coração e os pulmões, esses se desenvolvem promovendo a interiorização e exteriorização da vivência.

É nesta fase que o mundo externo “chega” a nós e, nós, a partir de dentro, podemos nos manifestar e expandir para o mundo. É nesse ponto que a autoridade dos pais e professores assume um papel importante, pois eles são mediadores do mundo no qual a criança se insere. Esquematizando de forma gráfica esse movimento, temos forças entrando e forças saindo. A característica deste setênio é a troca.

Nesse ciclo as normas e os hábitos estão sendo absorvidos, o desenvolvimento sadio do ser humano está relacionado à dosagem, o equilíbrio e a harmonia das relações de autoridade, valores, limites e permissões. É o sentir que está sendo afetado, o desenvolvimento das emoções. Do interior para o exterior e vice-versa.

As estórias infantis, contos de fadas, todo ato de brincar é extremamente saudável pois a criança cria e molda sua participação no mundo. Isso, para o desenvolvimento humano, é bastante mais saudável que situações em que ela se faz apenas como expectadora, como no caso da televisão, ou de jogos eletrônicos. A arte deve ser estimulada desde o primeiro ciclo, mas nesse momento ela se faz muito mais importante, bem como a religião.  Os mundos artístico e religioso auxiliam no sentido de si e do mundo, fluindo a alma, que busca a beleza e a fé.

3º setênio – Puberdade/ Adolescência – Crise de Identidade – Dos 14 aos 21 anos:desapego em movimentoO que todo adolescente busca?… liberdade! Eles não querem os pais, irmãos mais velhos nem professores “pegando no pé”. O que rege esse ciclo é o sentido de liberdade. No sentido corporal, as forças que se acumulavam nos órgãos centrais se espalham e chegam aos membros e no sistema metabólico.

O espaço dessa criança é o mundo, já não pode se resumir a família nem a Escola. Ele precisa se reconhecer e ser reconhecido, aceito, achar a “sua turma” para compor um grupo no qual se identifique.

A liberdade nesse ciclo atua como a vivência do “bom” no primeiro ciclo e do “belo” no segundo ciclo. Ocorre que a liberdade só se dá num ambiente de tensão entre as possibilidades, impossibilidades e desejos. A mulher começa a menstruar e o homem se torna fértil. Essa tensão costuma gerar rompimentos, as vezes esses rompimentos são violentos, mas são necessários e próprios desse ciclo. Essa liberdade também tem um sentido de exposição. Tudo está voltado para o externo, para fora, para o mundo. Há uma dificuldade em ouvir o outro e entender suas posições, tudo deve seguir o seu sentimento de mudança, de julgamento de certo e errado, de bom e ruim.

As trocas nesse ciclo são importantíssimas. O diálogo, a abertura ao novo, a prática da compreensão, da solidariedade, assim como o seu reconhecimento e o pertencimento. Os questionamentos são fruto desses choques. É o momento de questionar a tudo e a todos.

Também é o momento do discernimento, das escolhas profissionais, do vestibular, do primeiro emprego, pois a liberdade também só faz sentido quando percebemos a vida econômica. O dinheiro então pode ganhar um sentido de poder que talvez não seja saudável. É a partir desta idade que começamos a ter um pensamento mais autônomo, ainda que, nesta época, acreditemos estar amadurecidos para efetuar julgamentos.

A fase onde o ser humano sai do mundo mais paradisíaco e cósmico da infância e entra no mundo terreno. Ele se torna cidadão terrestre, coparticipante da cidadania, de seu lugar, sociedade, e do mundo.

4º setênio – O ‘EU” – A Independência e a Crise do Talento – Dos 21 aos 28 anos:

Abraçar  eu feliz  amor 1

A partir dos 21 anos nossa individualidade, nosso self, toma uma força considerável na tentativa de estabilização. O “Eu” começa realmente a se mostrar, mesmo ainda estando em formação. No entanto, para que esse “Eu” apareça e se forme, mesmo sendo algo subjetivo e interno, ele depende do mundo exterior, da sociedade.

O fim do crescimento corporal instaura o início de um processo de crescimento mental e espiritual, somos então “cidadãos de dois mundos: o celeste e o terrestre”. Músculos e ossos estão fortes, homem e mulher atingem o ápice da fertilidade, além de ser a fase da alma, da sensação e da emoção. Geralmente já não moramos mais com a família e já não estamos mais na escola. É o momento da autoeducação, do emprego, do desenvolvimento dos talentos, etc. Surgem dúvidas como: Escolhi a profissão certa? Quais talentos e aptidões eu deixei para traz? Consegui uma boa relação com o mundo, com o trabalho, com a família e comigo mesmo?

A história das pessoas começa a ser traçadas por elas mesmas, pois há uma tomada de caminho que não depende mais, diretamente, das outras instituições. É uma emancipação em todos os níveis, mas como resultado de toda a experiência nos três primeiros setênios. Surpreendentemente, é também a fase em que mais nos influenciamos pelos outros, pois a sociedade dirá o ritmo da vida de cada um.

Nesse ciclo, os valores, aprendizados, e lições de vida passam a fazer mais sentido.  As energias estão mais pacificadas. Nosso lugar no mundo é o principal objetivo. A colocação profissional assume um papel muito importante.teoria setênios-15º setênio – Fase Organizacional e Crises Existenciais –  Dos 28 aos 35 anos:

Quem nunca ouviu falar na “crise dos 30”? Ela não é um mero mito, ela existe e tem explicação. O 5º setênio começa com essas crises na vida, o abalo da nossa identidade, a cobrança do sucesso que talvez ainda não tenha atingido, a certeza de não podermos tudo, de onde vem a frustração e tristeza.

A sensações de angústia e vazio são muito comuns. Em algumas sociedades as pessoas nesse ciclo não encontram um lugar para si e se veem entre a juventude e a velhice ou maturidade. O baço-pâncreas não sustenta mais a carne, e o rosto começa a enrugar. As pessoas passam a não se conhecerem, pois, seus gostos mudam – ou por si mesmos ou pela pressão dos outros. Sentimo-nos impotentes nesta passagem da juventude para a maturidade, de um viver mais impulsivo para um viver mais sério, responsável, voltados para a família e para o trabalho.

Nesta fase vem a crise dos talentos: Será que estou no caminho? Qual o caminho a escolher? Também há questões sobre intelecto e índole próprios. Como: Consegui me expressar? Eu me sinto oprimido ou oprimi alguém? Encontrei meu local de atuação? Ocorreu alguma modificação importante em minha vida nessa fase?

Nesse ciclo os sentimentos nos levam também a uma busca espiritual maior, um “caminho da alma”. Estamos suscetíveis ao cosmos, às oscilações e às vezes a harmonia custa a acontecer. Somos cobrados por estrutura, firmeza, estabilidade, uma base, um pilar, que seja material e que também sejam mental e espiritual. A Antroposofia acredita que logo após o 31 ½ ano, que corresponde à metade do 63º. ano de vida, estamos no final das atuações planetárias e zodiacais. Depois dessa idade, ficamos mais livres.

Estamos realmente, nessa fase, em organização. Estamos tendo crises, mas é por meio dessas crises que construímos novos pensamentos, novos valores, terminamos relacionamentos e começamos outros, mudamos de emprego, de ideologias, de partidos políticos, enfim… crises, desorganizações e reorganizações. É nesse ciclo que passamos a pesar uma série de coisas, avaliar a trajetória da nossa vida, esse não lugar nos força a perguntar “quem sou eu”. Há uma renovação a partir desse ciclo.

6º setênio – Crise de Autenticidade – Dos 35 aos 42 anos:gratidaofoto02Esse setênio, embora tenha suas peculiaridades, está ainda ligado aos setenio anterior, ruminando os resultados das crises. Reconhecemos também uma espécie de crise nesse setênio, mas uma crise que busca uma autenticidade, geradas pelas reflexões do ciclo anterior.  Temos, aqui, mais capacidade de julgamento, gozamos de mais maturidade psíquica e emocional.

Em geral, já acumulamos alguns bens materiais ou ao menos conseguimos uma renda que seja suficiente para as questões básicas de consumo. O desafio, então, é encontrar valores espirituais e nos reconhecermos como seres únicos. A pergunta é: como é que encontro o caminho para a essência do mundo e para a minha própria essência?

Esse setênio configura a última fase do desenvolvimento da alma propriamente dita, estamos propensos a adentrar mais profundamente no nosso mundo espiritual, na parte mais sensível de nós. Buscamos a essência de tudo, no outro e em nós. Isso passa a acontecer com mais força nesse setênio pois, aqui, já há maturidade e aprendizado suficiente para esse conhecimento. O fígado perde metade de suas funções e o cabelo começa a cair e embranquecer.

A carreira, a família (ou não) os desejos, tudo já teve seu tempo. Já alcançamos as conquistas que nos eram urgentes. Há um desaceleramento. É possível que esse ciclo traga um descontentamento com o novo. Pode ser que o sujeito questione se, chegando aos 40 anos, ainda há algo novo para se fazer. Buscar coisas novas é um exercício importante para esse ciclo. Em contraponto ao novo, há uma aceitação maior do que se é, de como se é, das histórias e experiências de vida.

Mudanças do ritmo do nosso corpo e da nossa mente, o que é algo importante para alcançarmos frequências mais sutis de pensamento, onde estará nosso corpo suprassensível. É a fase da alma da consciência. As perguntas são: Já passou a metade da vida, o que farei daqui pra frente? Acrescentei novos valores à minha vida? Estou encontrando minha missão de vida? Estou caminhando nela? Encontrei e aceitei minha questão básica de vida.

7º setênio – Altruísmo X Quere manter a Fase Expansiva –  Dos 42 aos 49 anos:ir embora 3É um ciclo que tem um “arde recomeço, de ressurreição, de alívio, até a crise dos trinta perde a força e parece não ter tido resultados tão graves como se pensava. É, porém, o momento de buscar, desesperadamente, por algo novo, para que a vida adquira sentido.

As mudanças nesse setênio são urgentes. Mesmo que nem todos estejam preparados para elas. As questões existenciais retornam com uma certa força, mas agora elas mais dinâmicas e menos melancólicas pois o sujeito já se vê capaz de produzir essas mudanças. O lema é “como está, não dá pra ficar”.

Essa dinâmica impulsiona a tomada de decisões que, por vezes, ficou anos sendo gestadas dentro de si. Pode ser a separação conjugal, a saída de uma empresa, ter um filho, etc. É uma fase que corresponde, em termos energéticos, à fase que vai dos 14 aos 21 anos. Ficamos saudosistas, queremos ir à Disney e reviver coisas da nossa adolescência. Voltamos a desafiar nosso corpo e fazer esporte. É uma fase solar.

O medo do envelhecimento surge. As questões internas despertadas pelos ciclos anteriores perdem um pouco de espaço para a estética e a necessidade de se fazer coisas que os jovens fazem. Os pulmões perdem mais capacidade de oxigenar o sangue, o rosto se torna descolado, a andropausa e menopausa geralmente chegam nesse setênio.  As rugas e a menopausa são os espinhos das mulheres nesse setênio. A sexualidade retoma uma importância crucial. Contudo, a força que se perde com o declínio da sexualidade pode e deve ser empregada em outros nichos.

Esse setênio traz o contraditório: queremos mudanças, estamos em busca do novo, mas o envelhecimento que é uma mudança natural nos assusta, incomoda, gera ansiedade, muda nosso comportamento com relação a nós mesmos e ao mundo. Assim, sucumbimos à força do “sósia”, ou seja, da sombra, daquilo que está diretamente ligado aos aspectos pessoais não resolvidos, não integrados.

Nos enxergamos nas sombras do outro e entramos em confronto. As relações ficam à mercê das emoções distorcidas pelo que não vemos em nós, mas vemos nitidamente nas pessoas. No entanto, o que acontece é um espelhamento. A nova visão nessa etapa da vida questiona: Estou desenvolvendo alguma criatividade nova? Em que área? Como está meu casamento? E meus relacionamentos, a relação com meus filhos? Estou procurando ou já encontrei um novo lazer para esta fase?

8º setênio – Ouvir o mundo – Dos 49 aos 56 anos:BIAPodemos reconhecer essa fase como sendo do “pai e da mãe universal”. É a fase de desenvolvimento do espírito. É um setênio tranquilo e positivo. As forças energéticas voltam a estar concentradas na região central do corpo, mas estão voltadas ao sentimento da ética, da moral, do bem-estar, questões universais, humanísticas.

É a fase inspirativa ou moral, e com isso, as perguntas: Consegui encontrar um novo ritmo de vida? Como está meu ritmo anual, mensal, semanal e diário? Quais são os galhos secos de minha árvore, os quais tenho de cortar para que os novos brotos possam aparecer?

É um momento em que estamos mais conscientes do mundo e de nós mesmos. É um bom momento para reconhecer os méritos da nossa história, aceitando-a sem julgamentos. Esse ciclo desperta em nós o existencialismo para observarmos mais de perto o valor simbólico das coisas. Deixamos o pessoal, particular em busca do universal, do humanístico, do existencial. A vitalidade declina, a energia dos rins e do fígado está mais fraca e surge a incapacidade de eliminar mais toxinas.

Contudo, alguns podem incorrer na falha dos egocentrismos, pois um ciclo depende do seu anterior. Assim, pode haver pessoas nesse setênio completamente voltadas para si, suas necessidades e do seu grupo. O desapego é uma consequência da vida pregressa.

Em termos físicos, esta fase espelha fisiologicamente o setênio 7 a 14 anos, o elemento do ritmo tem de ser priorizado, especialmente na condução de uma rotina. A vida nos ensina nesta época uma nova audição, temos a possibilidade de ouvir a voz do coração para esta renovação ético / moral que agora é propícia.

9º setênio –Abnegação e Sabedoria –  Dos 56 aos 63 anos:avos-vivem-mais2A Antroposofia acredita que o 56º ano de vida traz uma brusca mudança. Ela está na forma como a pessoas se relaciona consigo e com o mundo. Como os ciclos se correspondem, esse se liga ao primeiro setênio, aquele que vai do nascimento até os sete anos de vida. A audição, a visão, o paladar das pessoas dessa fase se iguala e o mundo fica estranho.

Contudo, essa fase, por exemplo, evidencia uma volta para dentro de si. O interno passa a fazer muito mais sentido que o externo. É importante internalizar-se, desenvolver os sentidos espirituais. A comunicação com o mundo externo passa a ter ruídos, principalmente pelas mudanças que a sociedade sofreu nesse período inteiro.

A reclusão passa a ser algo natural, boa para a autorreflexão e a busca pela essência. A sabedoria pelo conhecimento acumulado e a intuição que passa a ser mais clara, tornam-se elementos fundamentais dessas pessoas. Elas são o contraponto do sentimento de fracasso e insucesso que, porventura, possa aparecer, vindo dos questionamentos daquilo que se alcançou ou deixou de alcançar.

É a etapa mística ou intuitiva: O que eu consegui realizar? Como estou cuidando do corpo, da memória, dos órgãos dos sentidos? Como estão meus bens e aposentadoria?

Os dentes começam a cair, a visão e a audição se tornam mais fracos, os reflexos e a mobilidade passam a sofrer alterações em razão do declínio energético dos órgãos sólidos (coração, baço-pâncreas, fígado e rins). Certos cuidados se fazem muito importante, como a estimulação da memória, mudanças de hábitos, recursos criativos. Isso porque a aposentadoria pode ser algo limitador, especialmente para aqueles que durante toda a vida atribuíram muita importância ao status profissional e agora temem não ter outra forma de autorrealização.IMG_0860Atividades muito bem-vindas nesse setênio são as acadêmicas – lecionando ou fazendo novos cursos – escrever textos ou um livro, o laser em grupos de pessoas na mesma fase da vida, viagens e outras formas que relacionem prazer e aprendizado. A aproximação da família ou a construção de novas famílias também ajudam a dar novo sentido à vida, além do prazer de se tornar avós… é bem comum neste período…

10º setênio – Em Diante – Sabedoria – Dos 63 aos 70 anos: img_3295É importante pensar que essa teoria foi pensada em uma época em que a expectativa de vida era muito baixa e as pessoas com 60 anos eram verdadeiros anciãos. Logo é preciso também compreender que os ciclos são metafóricos e não tem uma relação matemática exata.

É a “fase do mestre”. A criança pequena tem em volta de si uma aura, uma luz, pois ainda não está totalmente encarnada. No 10º setênio, essa aura está interiorizada e luminosa por dentro, desde que a pessoa não esteja doente.

Se tiver respeitado o ritmo de cada fase, sua luz interior brilhará. Idosos e crianças são parecidos, pois são polos que se atraem. É o momento de passar o “cedro” ou o “cajado” do conhecimento! É um novo escutar e, neste momento, a pessoa é procurada a dar conselhos. As questões são: Tenho momentos bons, sentimento de gratidão e alegria? Sou capaz de perdoar? Busca de sentidos e do Propósito da vida!teoria setenio 3Vivendo os setênios:  old-people-616718_640
Como você vê, nossa vida é feita de uma forma cíclica. Nossa energia vital circula pelas diversas fases da nossa vida. Nossa mente tem diferentes estágios de aprendizado e nossa espiritualidade pode estar mais ou menos aberta também conforme cada estágio. Agora que as fases dos setênios foram apresentadas, é importante saber como aproveitar essa sabedoria.

Hoje talvez essa divisão seja um pouco diferente e, com certeza, faz sentido pensar em mais um ou dois ciclos de sete anos, visto que estamos vivendo cada dia mais, mas o aprendizado com a Antroposofia e a teoria dos setênios é enorme. Metaforicamente ou não, poucas linhas de pensamento conseguem dar pensar de forma sistêmica como essa. De forma que é impossível pensarmos em algo tão complexo quanto a nossa vida de forma linear e homogênea.

paisÉ preciso que a pessoa seja sempre ela mesma, mas saber das mudanças da vida e do corpo para pode tirar proveito de todas as fases. As condições básicas para o bem-estar é sentir o seu corpo e agir de acordo com isso. O corpo tem sua própria sabedoria, então não o perturbe e não se deixe levar apenas pela cabeça.

Compreender as fases ou ciclos da vida é importante para aprendermos mais sobre nós mesmos e sobre o outro, adquirindo mais expertise no cuidado com as pessoas, especialmente os coachees, que devem ser peritos no desenvolvimento e aprendizagem humana. Saber sobre cada etapa nos possibilita saber mais sobre as crises e lidar melhor com elas.

idosos alegria  abraçar mae 4  felizHá uma série de arquétipos que podem ser observados nessas diversas fases, mas isso é assunto para um novo artigo. Lembre-se sempre de se lembrar de nunca esquecer que o saber é o nosso bem maior, cada leitura, cada livro, cada conhecimento acumulado é uma forma de sermos melhores e mais capacitados, além de nos conhecermos mais a cada dia.

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Fonte: http://www.jrmcoaching.com.br/blog/a-teoria-dos-setenios-os-ciclos-da-vida/ e

Adaptado do Texto de: Helena Gerenstadt – Por: Natália & Flávia – Bem Viver + | www.bemvivermais.comAdaptado do Texto de: Helena Gerenstadt

 

 

 

DESCOMPASSO NO DESEJO SEXUAL DE HOMENS E MULHERES ACIMA DE 50 ANOS…

“ Me descubro um pouco mais a cada dia, minhas ânsias e desejos… isso é fundamental para dizer quem eu sou, porque às vezes eu mesma me surpreendo”…

A medida que vamos nos tornando mais maduros e envelhecendo muita coisa muda em nosso corpo. O importante é buscarmos informações e tratamentos adequados à medida que os probleminhas vão surgindo… tentando minimizar ou solucionar. A medicina está muito avançada hoje em dia e sempre temos opções para a maioria dos casos. Uma conversa sincera e aberta com seu medico de confianças podem ajudar muito. Leia o que o Dr. Márcio de Sá nos diz:

É muito frequente haver um descompasso no desejo sexual entre mulheres e homens nos casais com mais de cinquenta anos. “Acredito que um dialogo honesto pode trazer de volta a responsabilidade sexual de ambos e melhorar muito este descompasso”.

A Pós-menopausa, ou Climatério, é o período que se segue à menopausa, ou última menstruação.

A andropausa , ou climatério masculino, que também existe – e sobre o qual eu tratarei num próximo artigo – é a disfunção, a mudança hormonal, que ocorre nos homens um pouco mais tardiamente, por volta dos cinquenta anos.

Esse descompasso no desejo sexual tem como razão, na grande maioria dos casos, as mudanças psíquicas que ocorrem nas mulheres durante o climatério.Velhos-sexoAs mudanças hormonais do climatério masculino causam, diferentemente, transtornos sexuais de outra ordem, relacionados aos problemas de ereção peniana. Estes problemas são capazes de refletir, também, às vezes muito negativamente, no desejo sexual masculino.

O que acontece, então, no viver e na prática quotidiana da vida sexual de um casal de mais de 50 anos é, principalmente, um descompasso de libido feminino-masculina.

As mulheres, em sua grande maioria, perdem ou vivenciam uma importante diminuição do desejo e do interesse sexual, enquanto para a grande maioria dos homens, o mais importante problema é a Disfunção Erétil (o distúrbio de ereção peniana).

As mulheres podem se tratar com a reposição hormonal, para a grande maioria das quais os resultados são excelentes (não se deve esquecer, entretanto, dos potencialmente graves e frequentes efeitos colaterais, tromboembolismo, sobretudo).

Os homens podem se tratar com os medicamentos – o Viagra é um deles – que melhoram muito a disfunção erétil (mas que apresentam também efeitos colaterais e contra-indicações absolutas: os que sofrem de problemas cardíacos, por exemplo).

Maria José N., de 57 anos, teve sua última menstruação aos 53 anos. Desde então, progressivamente e de maneira cada vez mais intensa, a sua libido foi diminuindo, diminuindo, até que o seu desejo sexual extinguiu-se por completo.

A constatação deste fato a deprimiu. Ao mesmo tempo, surgiram, para a sua total infelicidade e crescente desespero, a gama completa dos sintomas da disfunção hormonal da pós-menopausa: nervosismo intenso, uma crescente irritabilidade com todos e com tudo, os terríveis e abruptos calorões e a secura vaginal.

Em completo desespero, ela procurou o seu ginecologista, que explicou-lhe longamente toda a sua problemática e propôs-lhe a reposição hormonal. Ela aceitou e, ao cabo de dois meses após o início do tratamento, para seu grande alívio, Maria José voltou a ser a pessoa que tinha sido quando ainda menstruava.velhos-nudismo[1]Tudo o que a atormentava desapareceu e as recusas às investidas sexuais do seu marido – às quais, até então, ela penava para aceitar-, tornaram-se de novo um prazer.

Sete meses depois, entretanto, muito assustada com um grave acidente de Tromboembolismo Pulmonar ocorrido com sua amiga Clara M., de 62 anos, que fazia reposição hormonal há cerca de um ano e meio, ela procurou novamente o seu ginecologista.

Em comum acordo, foi decidida a interrupção do tratamento com os hormônios sintéticos e o uso unicamente de um creme vaginal à base de hormônios, que normalmente não são absorvidos pelo organismo, mas que tratam de maneira muito eficiente a secura vaginal. Este tratamento está sendo um sucesso para Maria José.

Até a última vez em que a vi em consulta domiciliar, motivada por um resfriado muito forte, ela estava bem, com a libido e tudo o mais em forma.

Francisco T. é um homem de 56 anos, divorciado, grande sedutor e considerado um “boa pinta”, muito feliz até 8 meses atrás com a sua ativa vida sexual com a namorada de 39 anos. Nesta época, ele começou a apresentar problemas, que me descreveu como uma “falha mecânica…” , que o deprimiram.

Ao final da nossa consulta domiciliar, na qual ele me fez umas 15 variadas perguntas sobre a disfunção erétil, as suas causas, o seu tratamento, o seu prognóstico etc., acordamos, ele e eu, sobre o uso, sempre pontual, como deve ser, da Sidelnafila (nome do princípio ativo do Viagra), que ele começou a usar naquela mesma noite.

Em nosso contato telefônico, uma semana após a consulta, ele estava de novo com a auto-estima nos píncaros e retomara a sua vida, alegremente, de grande namorador!Sexo-terceira-idadeEnfim, os descompassos do desejo sexual feminino-masculino têm causas e formas de tratamento diferentes. Estas causas devem ser individualmente estudadas, para que os tratamentos correspondentes possam ser moldados de acordo com cada mulher e cada homem.

*Márcio de Sá é médico clínico formado pela UFMG, especialista em Medicina Preventiva, Mestre em Saúde Pública pela Université Paris VI, e trabalhou durante 11 anos no Hospital Pitié-Salpêtrière, em Paris. (Rio de Janeiro).

TUDO AO MESMO TEMPO…

“A palavra mãe não é um substantivo. É um verbo. Mãe é cuidar, brigar, chorar, brincar, sorrir, ajudar, mudar, se preocupar, se irritar… Mãe é saber amar! 
Rosely Sayao

Gosto muito de refletir sobre o nosso papel como protagonistas na “nossa vida” em muitas fases, lugares e tempos… Sim as coisas vão mudando conforme vamos amadurecendo e envelhecendo… Algumas coisas são mais tranquilamente percebidas com o tempo e não nos abalamos tanto… andamos mais devagar… mudamos conforme nossas necessidades e vontades… Apreciamos melhor… saboreamos mais… devagar e prazerosamente todas as coisas ao nosso redor… quase um contentamento da vida… Me encontro nesta fase agora… o que é muito bom….

Nestas reflexões revi um texto que gosto muito de Rosely Sayão (Publifolha) onde ela diz sobre a mãe que encontramos bastante hoje… Será que mudou? Melhorou? Piorou? Quais as mudanças e as consequências destas modernidades no futuro dos seus filhos? Limites tem? Como era antes? Ela traz boas reflexões importantes sobre a importância e a responsabilidade do papel de ser mãe, hoje e sempre!…
Pra mim… Ser mãe traz certas responsabilidades sim, que não podem ser esquecidas nunca… Criança tem que ser respeitada em qualquer idade… tem que ter coisas próprias para sua idade em cada etapa da sua vida. Ser Mãe é opção… é desejo… Ser Mãe é ter um amor incondicional! Renúncias são temporárias e trazem benefícios e alegrias as crianças e nós mães sabemos no fundo o que é melhor para nosso filho.

indisciplina

Limites são demonstrações grandiosas de amor e temos muitas dificuldades em fazer isso, entrar em conflito com eles, mas fazemos isso porque sabemos o que é melhor pra eles. Cada idade dos filhos tem seus prazeres, desejos e suas necessidades… vivenciamos todos os momentos com eles, com maturidade e amor… orientando, cuidando, acompanhando, estando alertas e atentas a tudo… e a todos…  Tudo tem que ser muito bem pensados, pra minimizarmos os problemas futuros… Internet então nem se fala! Mãe é pra sempre! Filho é pra sempre! Quero compartilhar isso agora com vocês, espero que gostem… Leiam:

Durante as férias escolares e ao final do período recebi mensagens comentando a respeito de um mesmo tema: a presença de pais com crianças pequenas em locais e horários destinados especificamente a adultos.

Em quase todas essas mensagens, os leitores relataram cenas que testemunharam e os deixaram incomodados. Vale ressaltar que a maioria dos leitores que me escreveu também tem filhos e não concordou com a escolha feita pelos pais de se fazerem acompanhar pelas crianças em programas e horários impróprios para elas.

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Crianças acordadas na madrugada, presentes em festas realizadas em hotéis de férias, em jantares ocorridos altas horas da noite, em bares e até em sessões de cinema com projeção de filmes que exigiam muita concentração foram situações relatadas por vários leitores.

Algumas pessoas se incomodaram com a simples presença das crianças, porque consideram que as situações eram impróprias para elas e, possivelmente, as afetariam de alguma maneira.

Outras se incomodaram porque as crianças têm reações típicas e naturais na infância –choram, reclamam, querem mexer no que está ao seu alcance– e elas estavam em locais onde isso não deveria acontecer. Na última sessão de um filme, no cinema, por exemplo.

Recebi também a mensagem de uma avó que notou que a sua filha, com um bebê de menos de um ano, estava se comportando da mesma maneira, ou seja, levando o bebê a todos os lugares que costumava ir sozinha, como shopping, supermercado, restaurante etc. E, como ela, a avó, está sempre disponível para ficar com a neta, conversou com a filha e disse que não considerava certo levar o bebê a lugares tão barulhentos e movimentados.

mãe e o mundo

A resposta da filha deixou essa avó pensativa, o que a levou a me escrever. A filha respondeu que o tempo de se anular por causa dos filhos havia acabado.

“É isso mesmo?”, perguntou-me a avó.

A questão também me fez pensar bastante. Gostaria de compartilhar minhas reflexões com você, caro leitor. Talvez estejamos vivendo em uma época que nos leva a cometer alguns equívocos e a fazer confusões. Ter filhos e comprometer-se com esse fato pode estar numa dessas zonas de confusão.

Sim, muitas pessoas, mulheres principalmente, já anularam suas vidas por causa dos seus filhos.

Quer dizer: a partir do momento em que se tornaram mães, essas mulheres transformaram esse papel no quase único de sua vida. E, é bom lembrar, isso não prejudicou apenas a mulher, mas os filhos também. Sabe o que significa carregar nas costas todos os anseios de realização da sua mãe?

Bem, mas ter filhos acarreta algumas renúncias. A maioria delas é de natureza temporária, mas, ainda assim, é renúncia.

O problema é que vivemos em uma época de apologia do prazer, da satisfação imediata e da felicidade. E renúncias não combinam com isso, não é verdade?

Renunciar a algumas coisas se transformou em sinônimo de se anular, portanto. E esses são dois conceitos bem diferentes.

Casar significa renunciar à vida de solteiro; ter filhos significa renunciar à vida sem filhos. Será que aceitamos essas premissas, entre outras, nestes tempos em que é imperioso buscar a felicidade completa, nos moldes em que entendemos hoje essa palavra? Pelo jeito, não. Queremos tudo ao mesmo tempo e agora. Como os adolescentes.

ROSELY SAYÃO é psicóloga e autora de “Como Educar Meu Filho?” (Publifolha)

Veja também:

PAIS QUE NÃO DISCIPLINAM OS FILHOS TERÃO QUE SUSTENTA-LOS A VIDA TODA.

MEUS “FILHOS”… “NOSSOS FILHOS”… confirmando o que diz Khalil Gibran em “O Profeta”.

https://oterceiroato.com/2016/07/08/quando-os-filhos-voam-por-rubem-alves/

https://oterceiroato.com/2016/06/29/como-superar-a-sindrome-do-ninho-vazio/

MORRER NÃO SE IMPROVISA! RELATOS QUE AJUDAM A COMPREENDER AS REAIS NECESSIDADES – BEL CESAR.


BEL CESAR
“Cuidar da nossa travessia é internalizar uma compreensão esperançosa da morte”. Leonardo Boff.

A MORTE é um assunto que ninguém quer sequer pensar, quanto mais, falar sobre ela… este assunto é evitado por todos! Vamos envelhecendo, acontecem as perdas, anunciadas ou não… que me levaram a refletir melhor sobre a vida e a morte… Você já pensou sobre a Finitude? O que fazer quando já não há mais nada a fazer?   

Conheci Bel César, psicóloga, autora do livro “Morrer não se improvisa”, hoje numa palestra realizada por ” Mais velhos, Mais sábios” e fiquei encantada ao ouvir a voz suave e serena dela nos contando sobre a sua missão de vida e do seu “Projeto Viva da Clara Luz”.

Quem é Bel César:

Desde 1989 pratica a psicoterapia sob a perspectiva do Budismo Tibetano e dedica-se ao acompanhamento daqueles que enfrentam a morte e também ao tratamento do estresse pós-traumático com o método de S.E.®️ – Somatic Experiencing. Organizou a primeira vinda de Lama Gangchen Rinpoche ao Brasil em 1987. Presidiu o Centro de Dharma da Paz por 15 anos. Em parceria com Peter Webb, desenvolve atividades de Ecopsicologia no Sítio Vida de Clara Luz. Possui sete livros publicados pela Editora Gaia. Entre eles: “Morrer não se Improvisa”, “Livro das Emoções” e, em parceria com Lama Michel Rinpoche, “O Grande Amor – um objetivo de vida”. A palestra, realizada em São Paulo, partiu de uma reflexão sobre a visão da morte segundo o budismo tibetano e como podemos dar apoio as pessoas que enfrentam a morte assim como aquelas que estão enlutadas. Projeto este precioso onde auxilia os pacientes terminais a encontrar através de terapia de apoio espiritual (embasado no budismo tibetano) um apoio no momento de sua morte.   Para os budista tibetano a morte é a maior oportunidade da vida!”... É nesse momento que podemos voltar para casa – para nossa verdadeira natureza interna – o nível mais fundamental da consciência humana, que sobrevive á morte. Portando, podemos encontrar na morte o estado da paz e plenitude que buscamos durante toda a vida. Por isso não precisamos temer a morte e sim vivenciar com coragem. Confesso que nunca pensei muito sobre este assunto, mas com a doença grave, progressiva e degenerativa de minha mãe, que fará 90 anos em 27 de Abril deste ano, procurei saber mais sobre este assunto tão temeroso… como enfrentar esta passagem? É certo que a perspectiva da morte arranca a esperança do seio da vida, mas talvez seja o caso de tentarmos compreender as reais necessidades emocionais e espirituais daqueles que enfrentam a morte, dando apoio a essas pessoas nesse momento tão especial. É isso que Bel Cesar propõe neste livro “Morrer não é improviso” e na palestra que assisti. Evidentemente não é fácil vivenciar a morte com coragem, mas se falarmos da morte sem preconceitos vamos aprender a lidar com ela de maneira mais serena e veremos que a morte é, na verdade, a maior oportunidade da vida, um momento em que se pode voltar para a verdadeira natureza interna compreendendo que o mais fundamental da consciência humana sobrevive à morte.

Isto me trouxe uma certa leveza, na minha maneira de pensar. Esta visão é uma novidade pra mim, despertou ainda mais meu interesse. Comprei o livro e já comecei a ler, estou adorando e recomendo. Baseado em princípios budistas, este livro ensina como ajudar uma pessoa a atingir um estado mental positivo no momento da morte, encontrando paz e plenitude. Relatos de pacientes na fase final da vida, à espera da morte, comentados por profissionais de diversas áreas, fazem deste livro algo vivo “emocionante e encorajador”, pois ensina que sempre há alguma coisa a fazer, e faz-nos ver a morte com serenidade e esperança.

Da onde partiu esta ideia do livro ?

Em julho de 1999, em uma conversa informal com o seu mestre e amigo Lama Gangchen Rimpoche, Bel Cesar foi questionada sobre a possibilidade de escrever um livro que apresentasse sua experiência com pacientes que estão prestes a morrer. Pensou por alguns instantes e manteve-se reticente. Em seguida, Lama Gangchen foi mais incisivo; “Eu vou morrer e sei que meu trabalho vai continuar. E você, depois de morrer, quem vai dar continuidade ao seu trabalho?

A partir deste diálogo, Bel Cesar compreendeu que o compartilhar sua experiência profissional era muito mais relevante do que resistir em expor o seu trabalho ou a história de seus pacientes. Com coragem e determinação, Bel Cesar colocou no papel 12 casos atendidos desde 1991. Alterou o nome dos pacientes e pediu permissão aos familiares para publicá-los. Fez várias cópias e as distribuiu entre amigos e profissionais da área de saúde. Muitos se interessaram. Interessante que ela consegue integrar a convicção religiosa de cada paciente com sua prática budista e alcança resultados surpreendentes.

Segundo ela, isso só é possível porque o budismo está baseado num sistema de sabedoria universal, respondendo às necessidades inerentes de cada indivíduo, que é encontrar um sentido tanto para a vida como para a morte e cultivar uma visão de paz que transcenda o materialismo imediatista.

Gilberto Gil fez esta musica “Eu não tenho medo de morrer” que ilustra bem este momento da vida, achei  bem interessante, compartilho com vocês…

Veja o que ela diz sobre o livro dela:

 

 

COMO AJUDAR UM AMIGO EM LUTO?

solidão

“A saudade eterniza a presença de quem se foi. Com o tempo esta dor se aquieta, se transforma em silêncio que espera, pelos braços da vida um dia reencontrar”. Padre Fabio de Melo.

Não só de alegrias vive o homem. A vida é como uma montanha russa com altos e baixos, avanços e percalços. A medida que envelhecemos é sabedoria, encarar de forma realista e corajosa as fases mais complicadas, vivendo-as e permitindo que as melhores se aproximem.

Refletindo sobre isso neste momento que aconteceu a morte repentina de um muito querido Sr. Nonno, um senhor de 92 anos, a qual tive a benção de conviver durante muitos anos com ele e sua família, percebo o quão delicado e doloroso é este momento. Deixou a viúva de 90 anos, filho e netos. Uma vida maravilhosa cheia de lutas, desafios e superações… Uma grande lição de vida, que me trará inspiração por toda a minha vida. Minhas lembranças,  guardarei eternamente… com suas histórias queridas que serão sempre lembradas.

Hoje proponho pensar sobre como podemos ajudar um amigo em luto. Podemos apenas dizer “meus sentimentos” e tocar nossa vida… ou podemos parar e cuidar melhor de uma situação assim. Convido você a vir comigo:

Pessoas que vivem estas dificuldades nesse momento dizem (Fátima Maria Campelo) que A dor da perda é uma dor sem nome. A dor da perda é uma dor inimaginável para quem não a está vivendo. Dai vem a pergunta – se não consigo saber a dimensão dessa tristeza como posso ajudar um amigo ou familiar que esteja passando por isso?

Compreender, colocar-se no lugar do outro e apoiar – responderiam alguns. É simples, mas não é fácil. É complicado suportar a própria dor de ver alguém que amamos em sofrimento. Nosso ímpeto é sugerir caminhos que possam abreviar esse processo, que ajudem a pessoa na superação do luto. Mas aprendi que cada um tem seu próprio tempo.

Estar diante da dor do outro as vezes paralisa ou provoca reações nem sempre bem-vindas. Quem já não se sentiu constrangido e sem saber o que dizer e o que fazer diante da tristeza de alguém querido?

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Tem um vídeo que aborda este assunto de um jeito simples, mas que traz umas dicas bem interessantes que vale a pena pensarmos:

Cuidados que devemos ter em mente para ajudar um amigo em luto:  

  • A elaboração do luto não tem um limite de tempo – algumas pessoas nunca se recuperam totalmente da perda de um ente querido. Aprendem a conviver com isso. Então, não a apresse.
  • O melhor que tem a fazer é se aproximar dele ou dela. Estenda sua mão.
  • Admita que você não sabe o que dizer nem o que fazer, mas que você está disponível e presente para ela.
  • Faça perguntas do tipo: Quer conversar sobre o assunto? Caso a resposta seja negativa, silencie.
  • Ouça a pessoa e pergunte sobre o que ela quer fazer: Como você está, o que quer fazer?
  • Se um amigo em luto não tem aparecido muito, apesar de ser compreensível, pode ser preocupante. As vezes a pessoa pode não estar pronta para socializar, mas importante sentir que é querida. Convide-a para um café ou um evento, dizendo –  eu compreendo a situação que você está passando, mas quero que saiba que ficaria muito feliz com sua presença.
  • Se ela morar próximo você pode levar comida, se oferecer para passear com os cachorros. Cuidar da vida prática e do corpo físico, sem tentar consertar o luto.
  • É preciso encarar o luto de uma forma mais realista. Acompanhe seu amigo em luto. Diga: Está tudo bem que você não está bem.
  • Dê escolhas. Lembre-se que muitas delas podem ter sido tiradas com a morte da outro.

O luto assusta e tentamos muitas vezes apagar a dor ao invés de apoiar a pessoa. É natural ficarmos meio atrapalhados e dizer coisas que não deveriam ser ditas, mas é possível avaliar o que estamos dizendo.

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Situações que devem ser evitadas ao lidar com alguém em luto:

  • Não tente consertar, luto não é doença que se cura. Tratar luto como uma doença pode soar como uma desconsideração ao que o outro está sentindo.
  • Frases como: Pelo menos ele morreu fazendo aquilo que ele gostava devem ser evitadas. Ditados populares ou frases prontas, por mais bem-intencionadas não ajudam e nem diminuem a dor. Você pode não perceber, mas dizer algo como isso é como se estivesse fazendo vista grossa para a dor daquele momento e propor para pessoa se conformar e se curar. Como se batesse palma e dissesse – a dor se foi.
  • Não acelerar pela melhora. Esse é um aspecto importante. Permita que o outro viva seu momento.
  • Coisas do tipo: você deveria mudar de casa devem ser evitadas. Evite sugerir o que você acha que ela deva fazer.
  • Não a repreenda por seu sofrimento. Não julgue.

 

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Como agir quando alguém próximo está morrendo:

Tente compreender o que a pessoa gostaria naquele momento. Se ela quer que você repita para que continue lutando, faça-o. Mas evite dizer isso quando sentir que a pessoa quer apenas sua companhia. Seja sua companhia.

Você não precisa dizer tudo. O objetivo é devolver o controle para essa pessoa e estar disposta a ficar do lado dela no momento que pode ser um período aterrorizante em sua vida.

Pergunte-se: O que você gostaria de fazer nesse momento?

Precisamos simplesmente ter a fortaleza e humildade de acompanhar alguém em sua dor na forma que for melhor para ela.
Lembre-se que você também vai passar por luto e que as pessoas próximas a você também vão passar por isso.

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“A morte é a única certeza que temos. É condição natural de estar vivo. Precisamos aprender uma forma mais realista de lidar com tudo isso”. Eclesiastes

1.       Envie-lhes presentes para que eles saibam que você está pensando sobre eles.

2.       Mantenha contato com seus amigos próximos e membros da família para ver como eles estão fazendo.

3.       Falar sobre a perda abertamente com eles.

4.       Não fale em clichês.

5.       Incentive os amigos mútuos que estão mais perto por ajudar.

6.       Diga-lhes que você os ama – muito

Este filme me remete a este momento. Assistam:

Extraído do Canal FitrihadiTV, todos os direitos reservas a FitrihadiTV, Video: Changing Batteries – The Saddest Story 3D Animation

Fonte: Dicas extraídas do vídeo: HELPING A FRIEND THROUGH GRIEF (https://www.youtube.com/watch?v=lGbI7zn2UV0 ) / Foto de Capa:  zviko – Pixabay

http://viverdepoisdos50.com/2018/03/como-ajudar-um-amigo-em-luto/