COMO TUDO COMEÇOU…

“Nunca é cedo ou tarde demais…”.  Titãs.

Uma maneira que encontrei para tentar superar o medo do envelhecimento foi enfrenta-lo, fazendo inicialmente uma “reavaliação do meu passado”. Parei e comecei a refletir melhor sobre como tinha sido a minha vida: Quais foram as minhas escolhas de um modo geral? Como andava minha autoestima?

Então tive necessidade de imaginar como seria o meu futuro, visualizando um “ensaio para o futuro”, como sugere Fonda e Mario Sergio Cortella, refleti sobre questões como: Quem eu desejava ser? “Qual é a minha obra? Qual é meu “Projeto de Vida”? “Que arrependimentos precisaria encarar? Que expectativas seriam realistas em relação a minha condição física e que parte do envelhecimento seria negociável? O que eu teria que fazer para intervir em meu próprio interesse?”

Enfim me autoconhecendo, saberia realmente quem eu fui, e me questionando pra onde eu queria ir…  Agora, eu poderia descobrir pra que viver… e poderia agir aproveitando bem melhor este “terceiro ato” da minha vida. Aproveitando toda a minha sabedoria, os meus conhecimentos acumulados ao longo desses anos através das experiências vividas, é que me fazem ir à busca de novas atitudes que me façam viver plenamente… isso tornou-se então minha meta de vida!

Quero sim continuar crescendo, buscando novas alternativas e principalmente repensar sobre algumas questões… Assim posso intervir realizando as mudanças necessárias para que eu possa viver plenamente em todos os aspectos… com muito mais qualidade e por muitos anos ainda.

Conforme escreve Jane Fonda com a nova expectativa de vida ganhamos um acréscimo de “tempo” e que isso… representa, portanto uma “segunda vida adulta madura totalmente nova e a decisão de enfrenta-la ou não muda tudo, inclusive o significado do ser humano”. Decidi enfrentar!

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Comecei pesquisando e me aprofundando melhor sobre o assunto “envelhecer bem” e logo quis saber como pensam e vivem as pessoas que estão bem com mais de 90 anos, qual eram os seus segredos? Sei que neste período nossa saúde fica mais debilitada, somos mais frágeis… e que muitas vezes vai além do nosso compreender e do nosso querer, mas podemos  e devemos nos empenhar para conserva-la e melhorar cada vez mais.

O otimismo, o bom humor e também a maneira de encarar a vida principalmente nos momentos mais difíceis da vida é que são os grande diferenciais deles. Isso me fez recordar da vovó Mariquinha com quase 90 anos que não gostava mais de se olhar no espelho, pois não se reconhecia… ela não era aquela velha que estava refletida ali. “Sentia-se cheia de vigor e aquela imagem há assustava”.

Acredito que com conhecimento e intencionalidade, podemos manter ou mudar muitas das nossas atitudes. Podemos sim e devemos fazer mudanças em tudo o que for necessário e estiver ao nosso alcance para melhorar cada vez a mais nossa qualidade de vida.

“Escolher assumir o comando e buscar o conhecimento de que precisava para tomar decisões conscientes a respeito das diversas áreas da minha vida que passariam por mudanças” foi à escolha de Jane Fonda e me inspiram muito nesta etapa da vida. Temos que deixar de pensar que envelhecer é ruim, mas pensar que estamos “compondo uma nova vida: a idade da sabedoria ativa”, como escreve a antropóloga Mary Catherine Bateson.

Mostra que nossa vida que estava antes segregada em silos específicos a certas faixas etárias (primeiro, aprendizagem – segundo, produzimos e no ultimo e gasto com lazer) muda atualmente. Propõe que esses silos se integrem… e que pensemos no aprendizado e no trabalho como desafios que se estendem e se modificam ao longo de toda a vida. Assim não terminamos quando nos aposentamos… agora temos outros propósitos. Enxergaríamos que todos estes silos hoje seriam entrelaçados ao lazer e a educação… vivendo, produzindo e aprendendo sempre! Isso nos traz uma “sensação fortalecedora de sermos produtivo”… diz que “visto dessa forma, a longevidade se torna uma sinfonia com ecos de diferentes épocas que se repetem, com leves modificações, assim como na música, no decorrer do ciclo da vida”. Temos limitações sim, mas com muita sabedoria podemos atingir no terceiro ato o ápice da nossa existência.

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Assim com maturidade e naturalidade estou encarando a chegada do meu “terceiro ato”, ou seja, entrando na minha velhice… com positividade e alegria, querendo viver plenamente e feliz! Afinal não é para todos chegar nesta altura da vida com tanta disposição a em plena atividade, não é mesmo?

Conquistamos muitas coisas até agora e ainda temos muito que fazer, portanto mãos a obra. Sentir-se produtiva, ajudar aos outros num serviço voluntário… trazem uma sensação imensa de bem estar.

A importância do autoconhecimento vai fazer entender e trabalhar melhor com as nossas emoções e vão nos ajudar a resolver muitas coisas. É um bom ponto de partida também. Como sempre, temos que ir atrás de tudo que deixamos para traz, ou que ainda falta realizar… e resolver. Não dá pra esperar mais ou deixar algo pendente, o que exige de nós muita coragem, determinação e um começar! Esta na hora dos acertos com a vida!

Prestar mais atenção e em nós mesmos, repensar sobre nossos hábitos e atitudes que nos são prejudiciais e se esforçar para mudar, começam aqui! Melhorar sim nossos hábitos alimentares… e os cuidados com a saúde… se não começaram antes tem que ser feitas já.  Não quero nunca ser daquelas pessoas que chegam ao final da vida e sentem que perderam tanta coisa e que se tivessem mais tempo fariam muitas coisas diferentes… e que se… Não! Quero fazer tudo aqui e agora… de corpo e alma! Vamos à revolução.

Pra mim assim como para Fonda “meu futuro é agora mesmo, hoje, neste exato minuto… O terceiro Ato vem exatamente da sensação de ter um objetivo e do fato de se engajar ativamente na vida… realizar alguma coisa pela qual temos paixão”… Começo refletindo sobre o que posso fazer de diferente, vou fazer agora!

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Amar sim, mas “demostrar” este amor… ou seja, me expressar ainda é um pouco mais difícil pra mim. Somos mais generosos agora e podemos ser mais voluntários… Dividir, cooperar e agradecer proporciona uma longevidade mais feliz!

Também tenho que me preparar melhor financeiramente para esta etapa da vida…  estou sim planejando meu futuro e como eu quero que ele seja. Busco transformar este período do ápice da minha vida em algo especial… o melhor dos tempos da minha vida!

Hoje a meu ver temos vários aliados… a nossa vivência, a maturidade, a paciência e a determinação. Nesta fase da vida ganhamos força, valentia e confiança… Sabemos exatamente o que queremos e o que não para nós… sem tempo para coisas pequenas e que não me levam a nada! Quero sentir-me leve e realizada, viver intensamente esse meu “melhor momento”.

Temos uma maior percepção sobre as coisas… enxergamos além do que nossos olhos podem ver… entendemos mais do que ouvimos e vemos… sim somos capazes de compreender muitas coisas que quando mais jovens não tínhamos tempo nem condições de perceber…

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No Terceiro ato podemos aproveitar tudo o que aprendemos ao longo da vida e o que ainda vamos querer aprender… e intervir em nosso próprio interesse, para conquistar uma  melhor qualidade de vida e com produtividade… Tomar decisões conscientes e o que é melhor, podemos dividir pacientemente com as outras pessoas que como nós… também estão interessadas em melhorar a sua qualidade de vida.

Convido você a realizar esta jornada comigo! Venham…

O início de tudo…

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“A única coisa que você leva da vida é a vida que você leva”.          Barão de Itararé.

Com a proximidade dos meus 60 anos e do que eu considero o “Terceiro ato” da minha vida, fiquei meio assustada… pois não me sentia uma “senhora” idosa, velha… longe disso, sentia-me cheia de vigor e muito entusiasmada com a vida em si…. como se fosse muito jovem ainda…  As mudanças físicas não pareciam com o que eu sentia no vigor da minha alma…  e via como tudo passou muito rápido!

Os dados da Organização Mundial da Saúde (2007) indicam que a população mundial está ficando cada vez mais velha, tanto que pela primeira vez na história haverá mais idosos do que crianças no planeta. Os dados indicam ainda o período de 1975 á 2075 como “A Era do Envelhecimento”.

Envelhecimento mundo grafico 1Fonte: http://sergionunespersonal.blogspot.com.br/2012_05_01_archive.html

Estudos recentes concluem, portanto que esta ocorrendo uma revolução neste ultimo século, a revolução da longevidade… têm mostrado que estamos vivendo 34 anos á mais em média. Nossa expectativa de vida saltou de 46 anos para oitenta anos!

Diferente da época dos nossos avós, que eram considerados velhas mesmo neste período. Ganhamos então mais tempo para viver e temos que nos reinventar.

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SEXUALIDADE NA TERCEIRA IDADE

O que é a Sexualidade na Terceira Idade?

A sexualidade faz parte da vida dos seres humanos e está presente em todas as fases do desenvolvimento do homem, inclusive na terceira idade. Muitos se esquecem de que esta atividade é uma função fisiológica assim como a digestão ou a respiração e confundem sexo com o ato sexual, deixando de observar a sexualidade como manifestações de afeto, companheirismo e ternura. Estudos relatam que apesar de reduzir a atividade sexual com o passar do tempo, o indivíduo é capaz de manter o interesse pelo sexo por toda a vida.
Existem mudanças no organismo da mulher e do homem com o passar da idade. O comportamento sexual é definido por valores como: cultura, religião e educação, tais valores influenciam intensamente o desenvolvimento sexual, determinando a maneira como iremos lidar com ela por toda a vida.
O sexo na terceira idade traz satisfação física, reafirma a identidade e demonstra o quanto cada pessoa pode ser valiosa para outra, estimulando sensações de aconchego, afeto, amor e carinho. É importante cuidar da saúde, adaptarem-se as mudanças fisiológicas e ter alguma imaginação, já que as fantasias sexuais melhoram a sexualidade e acompanham as pessoas até o final de sua vida.

Dr. José Wilson Amaro Lozon
Geriatra / Clínico Geral – CRM 56.316

Buscando caminhos  

“É preciso ter esperança, mas esperança do verbo esperançar”.  Paulo Freire

 Começo fazendo uma busca de mim, minha essência… rumo ao meu autoconhecimento!

envelhecimento-saudavel-mundo-positivoLongevidade: Espera-se que, em 2030, expectativa de vida das mulheres seja de 85,3 anos     (Thinkstock/Thinkstock).

Desacelerando e aprofundando!

Acho interessante a forma como Jane Fonda concebe “a sinfonia da vida em três atos ou três fases principais de crescimento: o I Ato compreende as três primeiras décadas; o II Ato, as três décadas intermediárias e o III Ato as três décadas finais (ou quantos anos a pessoa tiver)”.

Sugiro que assistam a esse vídeo:

Jane Fonda mostra que está ótima nesta fase da vida e defende que muitas pessoas da sua idade se sentem assim. Explica que “de um lado, meu exterior está em queda. No outro, estou em ascensão: mais inteligente, sábia, feliz, politizada, ciente do que ocorre no mundo. Mais ainda do que quando era jovem e estava no topo. Ninguém é numero um para sempre”. Produziu vídeos de ginastica e defende a pratica de atividade física na terceira idade… “é bom para o corpo, às articulações, o coração e até para não encolher o cérebro”, afirma.

Nunca é tarde demais, nunca é tarde para começar de novo, nunca é tarde para ser feliz… então mãos á obra.