MEU CÉREBRO ENVELHECE. MAS NÃO INTEIRO.

Lendo esse texto de Texto de Hermes Schneider, me fiz um montão de perguntas. Como uma curiosa aprendiz nata, ainda tenho mil perguntas… muitas sem resposta. Sigo procurando absorver tudo que o mundo me traz. Minhas reflexões são divididas com amigos. Compartilho esse texto do Filósofo — Cronista do tempo presente. Leiam: o autor

Uma pesquisa recém-publicada na Nature Communications encontrou algo fascinante:

o cérebro não envelhece por igual.

Ao comparar adultos mais velhos com jovens por meio de ressonância magnética funcional, os pesquisadores observaram dois comportamentos diferentes.

Redes ligadas a funções executivas — como atenção, controle cognitivo e memória de trabalho — mostraram mudanças associadas à idade.

Mas a rede cerebral especializada em linguagem permaneceu surpreendentemente preservada em sua organização, especialização, lateralização e conectividade.

Parei nessa descoberta.

E fiz uma pergunta muito pouco científica ao meu cérebro:

— Então estamos envelhecendo?

— Estamos.

— E piorando?

— Não simplifique as coisas, Hermes.

Justo.

Meu joelho talvez tenha envelhecido de um jeito.

Minha velocidade, de outro.

Minha memória às vezes esconde um nome que conheço há quarenta anos e, misteriosamente, devolve-o quando já não preciso dele.

Mas minhas palavras?

Essas viajaram comigo.

Algumas chegaram na infância.

Outras vieram dos livros.

Algumas aprendi amando.

Outras, perdendo.

E existem palavras que eu conhecia aos vinte, mas talvez só tenha começado a compreender muito depois:

saudade.
perdão.
gratidão.
finitude.
amor.

A pesquisa não diz que a linguagem é imune ao envelhecimento.

Diz algo mais interessante: diferentes sistemas cerebrais podem seguir trajetórias diferentes ao longo da vida.

E isso muda minha pergunta.

Talvez eu não deva perguntar apenas:

“O que meu cérebro está perdendo?”

Mas também:

“O que ele preservou — e o que farei com isso?”

Porque posso conservar milhares de palavras e continuar incapaz de dizer:

“Eu errei.”

Posso falar muito e escutar pouco.

Posso contar minhas histórias durante horas e esquecer a pergunta talvez mais generosa da linguagem:

“E você?”

É aí que a neurociência termina.

E começa a vida.

Se algumas das minhas palavras fizeram essa longa viagem comigo, talvez não tenham chegado até aqui para que eu fale mais.

Talvez tenham chegado para que eu finalmente aprenda a dizer melhor.

Obrigado.

Perdão.

Conte-me.

Estou aqui.

Eu te amo.

Meu cérebro envelhece.

Eu também.

Mas envelhecer não é simplesmente desaparecer aos poucos.

Talvez seja também descobrir aquilo que permanece — e decidir o que fazer com isso.

E você: o que o seu cérebro trouxe até aqui?


A IDADE EM QUE O TEMPO SENTA Á MESA.

Existe uma fase da vida em que o espelho começa a nos tratar com uma sinceridade quase ofensiva.

Os cabelos debandam discretamente. Os joelhos passam a emitir boletins sonoros. A memória, às vezes, resolve brincar de esconde-esconde justamente com o nome daquela pessoa que acabamos de encontrar no supermercado.

E há também o fenômeno mais cruel de todos: levantar da cadeira emitindo um “opa!” involuntário… como se a coluna precisasse de autorização verbal para funcionar.

Mas talvez exista uma beleza secreta nisso tudo.

Porque, enquanto o corpo vai lentamente negociando limites com o tempo, a alma — curiosamente — começa a ficar maior.

Mais generosa. Mais paciente. Mais humana.

Chega uma idade em que já não precisamos vencer discussões inúteis. Nem provar inteligência. Nem disputar importância. A vida finalmente nos ensina que certos troféus pesam mais do que valem.

Então começamos a trocar pressa por presença.

E isso muda tudo.

O café deixa de ser apenas café. Vira cerimônia. Vira encontro. Vira desculpa para conversar sem relógio.

As amizades antigas ganham um brilho raro.

Porque sobreviveram às décadas, aos desencontros, às mudanças, às perdas, às teimosias e até às opiniões políticas — milagre estatisticamente improvável para homens acima dos setenta… especialmente em grupos de WhatsApp.

E o amor… Ah, o amor também muda.

Já não precisa incendiar o mundo. Basta aquecer o coração.

Às vezes ele chega na forma de uma mensagem simples: “Você está bem?”

E pronto. Aquilo ilumina o dia inteiro.

Descobrimos também que aventura, na maturidade, ganhou novos significados.

Dormir a noite inteira sem acordar duas vezes para ir ao banheiro virou quase uma experiência transcendental. Encontrar um exame médico com todos os índices normais provoca emoção semelhante à conquista de uma Copa do Mundo. E viajar sem esquecer os remédios já pode ser considerado um ato de ousadia internacional.

Mas existe algo profundamente épico em continuar vivendo com ternura apesar de tudo.

Apesar das ausências.

Apesar das despedidas.

Apesar dos amigos que partiram cedo demais e deixaram cadeiras vazias em nossas mesas e silêncios difíceis de explicar.

Ainda assim… continuamos marcando encontros.

Planejando viagens. Rindo das mesmas histórias.

Inventando motivos para celebrar aniversários.

Plantando ipês brancos em algum canto da memória.

Talvez seja isso que sustenta o mundo sem que a gente perceba: homens e mulheres comuns insistindo delicadamente em continuar amando a vida.

Porque envelhecer não é desaparecer.

É diminuir o barulho externo para escutar melhor o essencial.

É descobrir que felicidade talvez nunca tenha sido uma linha de chegada. Era apenas aquela conversa boa depois do almoço… o telefonema inesperado… o abraço demorado… o amigo que ainda lembra do seu apelido de juventude… e a mesa onde alguém sempre guarda um lugar para você.

No fim das contas, talvez a grande vitória da maturidade seja esta:
aprender que a vida não precisa mais correr.

Agora ela pode apenas… sentar conosco à mesa.

Um texto belíssimo de FABRICIO CARPINEJAR, ao qual me identifico plenamente. Setentei!!!

O QUE ACONTECE NO MEIO.

Gosto muito desta crônica de Martha Medeiros… da para refletir. Leia:

Vida é o que existe entre o nascimento e a morte. O que acontece no meio é o que importa.

No meio, a gente descobre que sexo sem amor também vale a pena, mas é ginástica, não tem transcendência nenhuma.

Que tudo o que faz você voltar para casa de mãos abanando (sem uma emoção, um conhecimento, uma surpresa, uma paz, uma ideia) foi perda de tempo. Que a primeira metade da vida é muito boa, mas da metade para o fim pode ser ainda melhor, se a gente aprendeu alguma coisa com os tropeços lá do início. Que o pensamento é uma aventura sem igual. Que é preciso abrir a nossa caixa-preta de vez em quando, apesar do medo do que vamos encontrar lá dentro. Que maduro é aquele que mata no peito as vertigens e os espantos.

No meio, a gente descobre que sofremos mais com as coisas que imaginamos que estejam acontecendo do que com as que acontecem de fato.

Que amar é lapidação, e não destruição. Que certos riscos compensam – o difícil é saber previamente quais. Que subir na vida é algo para se fazer sem pressa. Que é preciso dar uma colher de chá para o acaso. Que tudo que é muito rápido pode ser bem frustrante. Que Veneza, Mykonos, Bali e Patagônia são lugares excitantes, mas que incrível mesmo é se sentir feliz dentro da própria casa. Que a vontade é quase sempre mais forte que a razão. Quase? Ora, é sempre mais forte.

No meio, a gente descobre que reconhecer um problema é o primeiro passo para resolvê-lo.

Que é muito narcisista ficar se consumindo consigo próprio. Que todas as escolhas geram dúvida – todas. Que depois de lutar pelo direito de ser diferente, chega a bendita hora de se permitir a indiferença. Que adultos se divertem mais do que os adolescentes. Que uma perda, qualquer perda, é um aperitivo da morte – mas não é a morte, que essa só acontece no fim, e ainda estamos falando do meio.

No meio, a gente descobre que precisa guardar a senha não apenas do cartão do banco, mas a senha que nos revela a nós mesmos. Que passar pela vida à toa é um desperdício imperdoável.

Que as mesmas coisas que nos exibem também nos escondem (escrever, por exemplo). Que tocar na dor do outro exige delicadeza. Que ser feliz pode ser uma decisão, não apenas uma contingência. Que não é preciso se estressar tanto em busca do orgasmo, há outras coisas que também levam ao clímax: um poema, um gol, um show, um beijo.

No meio, a gente descobre que fazer a coisa certa é sempre um ato revolucionário. Que é mais produtivo agir do que reagir. Que a vida não oferece opção: ou você segue, ou você segue.

Que a pior maneira de avaliar a si mesmo é se comparando com os demais. Que a verdadeira paz é aquela que nasce da verdade. E que harmonizar o que pensamos, sentimos e fazemos é um desafio que leva uma vida toda, esse meio todo.

AH! AMOR!

A maior intimidade entre duas pessoas não é sobre o corpo. Não é sobre sexualidade. 

É sobre estar. É passar horas conversando… 

É rir até a barriga doer, conversar por horas sem olhar o tempo passar, é admirar em silêncio enquanto o outro dorme. 

Ouvir e dividir medos, conquistas, cicatrizes. É presença real, daquelas que se sente no olhar. É brilho no olho, suspiros sinceros…

Conexão de verdade, de alma não se encontra em qualquer lugar. Ela é rara. 

É abrigo. É precioso demais! 

E no fim, é isso que sustenta o amor.

ROTULANDO O ENVELHECIMENTO…

Vivemos um tempo curioso e preocupante.

À medida que a população envelhece e a longevidade se torna uma conquista civilizatória, cresce também a dificuldade social de falar sobre a velhice de forma direta. Surgem novos termos, siglas e rótulos para evitar dizer “pessoa idosa”.

A tentativa de “rebatizar” a velhice revela, portanto, uma dificuldade cultural de reconhecer o envelhecimento como parte constitutiva da vida social. Celebramos a longevidade, mas rejeitamos a identidade que ela implica.

A tarefa do nosso tempo não é inventar um nome mais confortável para a velhice. É transformar as condições sociais para que envelhecer seja uma experiência possível, segura e digna para todos e todas. Porque a alternativa a envelhecer não é permanecer jovem para sempre… é simplesmente não chegar lá.

E você o que pensa sobre isto?

DICAS PARA UM ENVELHECIMENTO ATIVO E FELIZ.

Gostei deste artigo: O livro do ano no Japão:

O psicólogo Hideki Wada publicou um livro intitulado “A Parede dos 80 Anos”. Assim que foi lançado, o livro superou 500.000 cópias vendidas, tornando-se o mais vendido.

O Dr. Wada, de 61 anos, é um médico especializado em doenças mentais em idosos. Ele condensou os segredos de uma vida “afortunada” para os jovens de 80 anos em 44 frases, listadas a seguir:

  • Continue caminhando.
  • Quando estiver zangado, respire profundamente.
  • Faça exercícios suficientes para que seu corpo não fique rígido.
  • Beba mais água ao usar ar-condicionado no verão.
  • Quanto mais você mastigar, mais ativos estarão seu cérebro e seu corpo.
  • A perda de memória não se deve à idade, mas à falta de uso do cérebro.
  • Não há necessidade de tomar medicação em excesso.
  • Não é necessário reduzir excessivamente a pressão arterial e o açúcar.
  • Estar sozinho não é solidão; é passar o tempo em paz.
  • A preguiça não é motivo de vergonha.
  • Não é necessário gastar dinheiro com carteira de motorista (há uma campanha no Japão para que os idosos devolvam suas habilitações).
  • Faça o que quiser; não faça o que não gosta.
  • Os desejos naturais permanecem mesmo na velhice.
  • Em qualquer caso, não fique sentado em casa o tempo todo.
  • Coma o que quiser; um pouco de sobrepeso é melhor.
  • Faça tudo com cuidado.
  • Não se envolva com pessoas de quem você não gosta.
  • Não assista televisão o tempo todo.
  • “Quando o carro chega à montanha, o caminho aparece”: esta é a frase mágica da felicidade para os idosos.
  • Coma frutas e saladas frescas.
  • O tempo de banho não deve ultrapassar 10 minutos.
  • Se não conseguir dormir, não se obrigue.
  • As atividades que trazem alegria aumentam a atividade cerebral.
  • Diga o que sente; não pense demais.
  • Encontre um “médico de família” o quanto antes.
  • Às vezes, mudar de ideia está tudo bem.
  • Se você parar de aprender, envelhece.
  • Não deseje fama; o que você tem já é suficiente.
  • Quanto mais difícil é algo, mais interessante se torna.
  • Tomar sol traz felicidade.
  • Faça coisas que beneficiem os outros.
  • Passe o dia de hoje com tranquilidade.
  • O desejo é a chave da longevidade.
  • Viva com alegria.
  • Respire com leveza.
  • Os princípios da vida estão em suas próprias mãos.
  • Aceite tudo em paz.
  • Pessoas alegres são amadas por todos.
  • Um sorriso traz boas energias.

Com a perspectiva correta e hábitos diários saudáveis, os anos depois dos 60 podem ser os mais gratificantes da vida.

MATURIDADE

A maturidade pode ensinar muitas coisas, como:

  • Não se comparar aos outros, mas descobrir o que você tem de diferente.
  • Não desperdiçar tempo odiando alguém, mas sim se divertindo.
  • Não tomar decisões quando estiver triste.
  • Perdoar as pessoas, mas não confundir isso com amnésia.
  • Não comprar roupas apertadas e não forçar afetos.
  • Amor próprio não é narcisismo.
  • Humildade não é baixa autoestima.
  • Nada é para sempre, nem a alegria e nem a tristeza.
  • Não compre sapatos pequenos, roupas apertadas e não force afetos.
    – Em vez de se comparar, descubra o que você tem de diferente.
    – Não deixe as suas melhores roupas, louças e palavras guardadas para o dia “certo”.
  • Pessoas com maturidade são conscientes de seu privilégio no mundo e tentam mudar seu comportamento.
  • Perdoe as pessoas, mas não confunda isso com amnésia.
    – O maior sucesso de todos? Amar e ser amado!
    – Acredite em milagres, mas continue trabalhando.
    – Aprenda a rir de si mesmo: você não é o centro do universo.
  • Humildade não é baixa autoestima.
    -Em vez de reclamar, se tornam orientadas para a ação.
  • Nada é para sempre, nem a dor e nem a felicidade.
  • Aprenda com cada momento. – Tenha com quem compartilhar o riso e a lágrima.
    – A vida é sua, Responsabilize-se.
    – A vida não é justa, mas existir é maravilhoso!
  • Maturidade é o estado ou condição de ter atingido uma forma adulta ou amadurecida. É o desenvolvimento pleno da inteligência e dos processos emocionais.
    D/A

EU… ENVELHECENDO BEM!

Eu me reconheço neste texto de Sharon Stone, e você?

Eu não quero parecer mais nova.
Nem disfarçar as marcas do tempo como se fossem falhas.

Quero me olhar com carinho, me reconhecer na minha idade e ser o melhor que posso ser hoje, do jeito que a vida me moldou.

A beleza sem idade pode até soar poética, mas eu prefiro uma beleza com vivência, com memória, com presença real.
Com rugas que vieram de tanto sentir. Com escolhas que me trouxeram até aqui.

Não é sobre voltar atrás.
É sobre seguir inteira.

E você?
Tem se permitido viver a sua idade ou ainda sente que precisa caber num padrão que já não faz mais sentido?

A gente não precisa voltar a ser o que era.
A gente pode ser algo novo com mais verdade, mais calma e mais coragem.

A VELHICE NÃO ACEITA DESPREPARO!

A velhice não aceita despreparo.

Ela não chega com delicadeza… e quem a espera de mãos vazias, sente o peso da dependência. Prepare-se. Tenha algo guardado, um teto seguro, um carro à disposição. Mas acima de tudo: que tudo isso seja seu. Porque envelhecer com dignidade exige autonomia. Não reescreva seus bens. Não confie cegamente que alguém cuidará de você como você cuida de si. Seja leve: menos posses, mais paz. Quanto mais coisas você tem, mais elas te exigem… e, se não perceber, passam a te possuir. A arte de viver é uma habilidade rara. É saber dormir profundamente, comer com prazer, rir com liberdade — e não se deixar consumir pelas preocupações. Lembre-se: neste mundo, nada é realmente nosso. E quanto menos pertencermos às coisas, mais livres seremos por dentro. A verdadeira prisão é a do apego. E a liberdade começa quando aprendemos a viver com o essencial.

By Robert De Niro

DELÍCIAS MADURAS…

Maturidade acalma. Traz sossego. Nos livra de melindres. Gente madura olha nos olhos. Não faz chantagem emocional nem sufoca com suas carências. Gente madura compreende, não cria caso, não age pra atingir nem faz uso de indiretas. Aliás ser maduro é ser direto, objetivo. É respeitar a opinião alheia pois quer que a sua também seja respeitada. É aprender com os erros, ao invés de paralisar com eles.
É ouvir mais do que fala e escutar com atenção, pois é assim que procede o aprendizado. Gente madura ri de si mesma pois sabe que o sorriso é a chave para muitas portas que a vida nos apresenta. Sabe que o bom humor é chique, que gente feliz brilha, sem precisar de Sol. E sabe também que alegria de verdade não se forja, se exercita com as próprias dificuldades da vida.
Gente madura sabe o que é ser feliz. Anda devagar, por que já teve pressa e percebeu que ela não é só inimiga da perfeição. Gente madura sabe que a pressa faz passar despercebido o que realmente nos ilumina o coração.

By Erick Tozzo